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  • Banrisul divulga perfil dos funcionários

    O Banrisul divulgou, nesta quarta-feira (02), dados relativos ao seu quadro de pessoal.
    No final de dezembro de 2010, o Banco contava com 9.345 empregados e 2.065 estagiários.
    O diretor Administrativo do Banrisul, César Cechinato, informou que a idade média dos empregados é de 43 anos, dos quais 30% possuem mais de 50 anos.
    “Esses números mostram uma expectativa de forte renovação no quadro de empregados nos próximos meses e anos”, salientou Cechinato, enfatizando que o tempo médio de serviço dos empregados é de 19 anos.
    Preocupado com o futuro e investindo cada vez mais na formação dos seus colaboradores, o Banrisul contratou junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), um MBA em Gestão Bancária para 300 atuais e futuros gestores.
    Cechinato informou que 30% dos empregados do Banco possuem pós-graduação.
    Em 2007, 524 gerentes concluíram o MBA Banrisul de Serviços Bancários. “Para este ano está previsto um novo MBA para a rede de agências”, lembrou, ao assegurar que os cursos foram totalmente custeados pela instituição.
    “Além dos cursos de pós-graduação, o Banco também incentiva cursos de graduação, técnicos e de língua estrangeira”.
    Outro fator atrativo para a busca de uma vaga no Banrisul, de acordo com o executivo, é a remuneração média mensal dos empregados que fechou em R$ 7.505,00 (com encargos e benefícios), em dezembro de 2010.
    “Esse é um dos motivos que justificou a procura pelo concurso do Banco em 2009, no qual tivemos mais de 117 mil inscritos”, explicou.
    Cechinato disse também que, dos 6.176 aprovados no último concurso, 1.195 já foram convocados.
    A validade do concurso vai até abril de 2012.
    A diretoria do Banco autorizou, em dezembro de 2010, a chamada de mais 350 candidatos do cadastro de aprovados, que vão suprir vagas de processos seletivos internos e necessidades na rede de agências.
    “Estamos apenas aguardando a aprovação do Governo do Estado”, finalizou Cechinato. (c/Assessoria de Imprensa)

  • Secretário fala em PPPs para obras essenciais

    O secretário Beto Albuquerque apresentou nesta quarta, 2, na Fiergs, as “metas e prioridades do Governo do Estado para a área de infraestrutura e energia”.
    Disse que herdou R$ 150 em dívidas por obras produzidas e não pagas pelo governo Yeda Crusius, que devem ser quitadas até o fim de março.
    Falou também do esforço para garantir que as obras que ainda não foram concluídas tenham continuidade.
    Quanto aos investimentos em estradas, informou que estão orçados R$ 200 milhões, com prioridade para os acessos municipais – hoje o Rio Grande do Sul ainda tem 106 municípios sem acesso asfaltado.
    O valor é pouco mais que a metade da média histórica dos investimentos do DAER, que chega aos R$ 350 milhões por ano.
    A duplicação da ERS-118, na região Metropolitana, da ERS-324, no trecho Passo Fundo/Marau/Vila Maria/Casca, da ERS-342, entre Cruz Alta e Ijuí, e da ERS-453, entre Bento Gonçalves e Farroupilha, conforme Albuquerque, são obras que não podem mais esperar e por isso, o governo está buscando financiamentos para executá-las.
    O secretário mostrou-se otimista quanto as possibilidade junto ao BNDES ao Banco Mundial.
    “Em julho, o Governo fará uma reavaliação das metas que poderá definir um aporte de recursos para estradas em 2011”.
    Albuquerque defendeu, ainda, a urgência de definir quem fará a obra de execução da nova ponte sobre o Guaíba.
    Para ele, o melhor caminho para sua conclusão antes da Copa do Mundo de 2014, seria a partir de uma negociação com a Concepa, que administra o trecho, para que a empresa assuma a construção.
    Beto garante que é possível fazer a obra, que tem custo aproximado de R$ 700 milhões, em três anos, sem que haja qualquer alteração ou majoração de tarifa.
    “Não terá nenhuma alteração de praça e o prazo a compensar será sob novos parâmetros que o governo federal tem usado de remuneração”, explicou ao ressaltar que o Governo federal levaria uns cinco anos para executar a obra com recursos próprios.
    Sobre a construção da RS-010, considerada essencial para desafogar a região Metropolitana, o secretário lembrou que ela está orçada em R$ 1 bilhão. Para executá-la sozinho, o Estado precisaria abdicar de muitas outras e, mesmo assim, levaria 12 anos para concluir a obra. “Não temos este tempo”, explicou.
    A saída seriam as Parcerias Público-Privadas (PPPs), tão criticadas pelo PT. “Estamos abertos ao diálogo”, afirmou.
    Para a área de portos e hidrovias, o secretário disse que tornar a hidrovia mais competitiva e ampliar o plano de negócios para os portos de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande são prioridades de sua gestão.
    “Vamos aumentar o calado e realizar o balizamento da hidrovia para navegação noturna. Com o aumento do calado, por exemplo, o Pólo Petroquímico e a Petrobrás, que são as principais empresas que utilizam a hidrovia, têm condições de duplicar a carga transportada”, disse
    Já, para o setor aeroportuário, defendeu uma política de estímulo à aviação no interior do RS, a expansão da rede de aeroportos, qualificação os existentes e implantação de novos nas regiões onde há esgotamento nas operações, como Serra e zona Sul.
    O secretário também fez um relato da estrutura da área de energia do Estado e das modificações gerenciais que estão sendo implantadas com o propósito de melhorar a segurança e a oferta de energia elétrica aos gaúchos.
    Albuquerque anunciou a retomada da agenda de encontros do Comitê de Operação e Planejamento do Sistema Elétrico do Rio Grande do Sul (Copergs), no qual a Fiergs terá papel importante, e será integrado por representantes das empresas do Grupo CEEE, Rio Grande Energia (RGE), AES Sul, Eletrosul e Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), a fim de que haja um permanente acompanhamento do cronograma das obras de infraestrutura na área de energia.
    “O Copergs atuará alinhado e ajudando no trabalho dos técnicos das empresas, que farão encontros sistemáticos, a partir de março, avaliando obra por obra e priorizando as necessidades, conforme as demandas apontadas pelos relatórios do Operador Nacional do Sistema (ONS)”.
    Sobre o estímulo da produção de energia por meio do carvão, anunciou a determinação do governador para a criação de um Grupo de Trabalho, a ser coordenado por Beto e envolverá as secretarias do Trabalho e Desenvolvimento Social, da Agricultura, Pecuária e Agronegócio e do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, para definir a estratégica que será adotada pelo governo na questão.
    O Rio Grande do Sul detém 90% das reservas de carvão do Brasil. “Inserir a questão do carvão com mais peso na matriz energética é uma decisão política. Vamos construir um calendário de leilões com o Governo Federal de forma a garantir a participação do carvão”. Ele lembrou que no Leilão A-5 participam as 64 distribuidoras de energia do Brasil. O formato foi construído em 2003, quando a presidente Dilma Rousseff ocupava a pasta de Minas e Energia.
    Quanto as metas em relação à Sulgás, o secretário voltou a destacar que entre os principais desafios está a necessidade de um terminal de Gás Natural Liquefeito. “Temos o desafio de lutar pela implantação do terminal GNL no porto de Rio Grande para, assim, aumentarmos as possibilidades de negócios da Sulgás”, afirmou.

  • Prefeitura assume gestão da Área Azul

    A partir desta quarta-feira, 2 de março, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) assume a gestão da Área Azul em Porto Alegre.
    A data marca o fim do contrato com a empresa Estapar, que gerenciou o projeto por 10 anos.
    A decisão da prefeitura faz parte do processo de qualificação do sistema.
    “Percebemos a necessidade de buscar outro formato que permita a introdução de novas tecnologias, que tenha outro modelo de sustentabilidade e qualifique a circulação na Capital”, destacou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.
    A fiscalização pela prefeitura será uma etapa de transição.
    “Nossos agentes farão esse trabalho até esteja concluída a licitação que estabelecerá novos padrões para Área Azul”, explicou Cappellari, afirmando que isso deve ocorrer em um prazo de até seis meses.
    Para os usuários do sistema a mudança transitória de gestão não terá impacto. “As pessoas podem e devem seguir utilizando a Área Azul da mesma maneira, pois os procedimentos operacionais seguirão inalterados”, recomendou o diretor-presidente.
    A Área Azul iniciou suas atividades em março de 2001 na Capital. Atualmente, funciona de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 19h, e sábado, das 8h às 13h.
    As vagas estão disponibilizadas no Centro, Moinhos de Vento, Menino Deus, Bom Fim, Azenha, Tristeza, Floresta e Petrópolis, além da área do Fórum.
    Veja os números
    4.453 vagas da Área Azul
    220 parquímetros
    43 vagas exclusivas para idosos
    34 para pessoas com deficiência

  • Moinhos de Vento pode ganhar nova área verde

    A comunidade do bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, está em vias de ganhar uma nova área verde em local extremamente privilegiado.
    Graças à mobilização dos moradores e do vereador Beto Moesch (PP), no dia 23 de dezembro, foi realizada a demolição de uma garagem localizada no sopé do Morro Ricaldone, um dos cenários mais belos da região.
    O empreendimento estava entre as ruas Engenheiro Saldanha e General Netto, em frente à entrada do Supermercado Zaffari da Cristóvão Colombo.
    Moesch, em consonância com o desejo dos moradores do bairro, solicitou uma reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) da Câmara Municipal de Porto Alegre com o intuito de tratar da criação de nova área no local e encaminhar as deliberações da população ao prefeito.
    O parlamentar, enquanto secretário municipal do Meio Ambiente, em parceria com a comunidade, ajuizou a ação judicial junto à Procuradoria Geral do Município para a retirada da garagem. “Essa conquista é fruto da mobilização da sociedade. Como este, existem inúmeros casos em Porto Alegre nos quais empreendimentos estão instalados em locais impróprios, que poderiam – e deveriam – abrigar áreas verdes e de lazer”, afirma o vereador.

  • Projeto de regulação da mídia volta ao debate

    A impressão de que o governo desistiu do projeto de regulação dos meios de comunicação não corresponde à realidade.
    Segundo informa o FNDC*, baseado em “auxiliares da presidente Dilma Rousseff”, governo aguarda o melhor momento para apresentar as novas normas, aplicáveis à radiodifusão, a serem discutidas com os interessados.
    Engana-se, portanto, quem vê nas declarações de autoridades do atual governo uma rejeição à ideia de regulação apresentada no ano passado pelo então ministro da Comunicação Social, Franklin Martins.
    Quando o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, avisa que fará um “pente fino” para eliminar possíveis “besteiras” no projeto deixado por Franklin, está demonstrando, na verdade, o forte interesse do governo em ver aprovada a proposta, depois de removidos os principais obstáculos políticos à sua tramitação no parlamento.
    “É um tema importantíssimo, que merece debate qualificado”, defende o representante, no Brasil, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Vicente Defourny.
    “É fundamental preservar o direito à livre expressão”, acrescenta.
    A Unesco está mais que acompanhando a discussão sobre a regulação de mídia; tem municiado o governo de informações e tende a ter maior visibilidade no debate, a partir dos próximos dias, quando começa a divulgar uma série de estudos sobre o tema, voltados ao caso brasileiro.
    Na discussão, estão em jogo os interesses das atuais empresas de radiodifusão e também das companhias de telecomunicações que tem planos de atuar na área, com a chamada convergência digital – a possibilidade de acesso, por meio de um só aparelho, a serviços de telefonia, rádio, televisão, Internet e outros conteúdos de comunicação.
    Para o coordenador de Comunicação e Informação da Unesco, Guilherme Canela Godoi, o modo de conduzir a discussão sobre o tema, adotado pelo governo no ano passado, deixou o debate “comprometido”, e exige correções de rumo.
    “A primeira coisa que deve ser feita é deixar clara a separação, no debate, entre jornalismo e mídia eletrônica”, recomenda Godoi, que também lembra a necessidade de deixar clara a independência do jornalismo impresso, que estaria excluído das regras em discussão pelo governo.
    O governo tem o apoio da Unesco para a proposta de criação de um órgão regulador oficial independente, como existem em outros países.
    “Não estamos falando de controle social da mídia, mas em uma instituição que sirva de canal da sociedade para aplicação de regras do jogo claras”, diz Godoi.
    Se o modelo a ser adotado pelo governo tiver os parâmetros recomendados pelos técnicos que trabalham sobre o assunto para a Unesco, ele introduziria no país um novo órgão regulador independente para serviços de mídia eletrônica, com regras claras de atuação e intervenção no mercado.
    A atuação do órgão, segundo o diretor da Unesco Vincent Defourny está relacionada ao que ele chama de “ecologia do sistema midiático”, com questões como as regras de propriedade no setor.
    Um ponto visto com simpatia pelos especialistas da Unesco é a criação de normas de autorregulação, para que as próprias empresas do setor se encarreguem de regras básicas de conduta.
    A autorregulação, para os técnicos da Unesco, que coincidem nesse ponto com o governo brasileiro, conviveria com o órgão independente federal.
    A fiscalização e eventuais punições relacionadas a questões de conteúdo dos meios de comunicação (proibição de pedofilia, por exemplo) ficaria a cargo do próprio setor, por meio dessa autorregulação, que fixaria claramente limites de conduta, com mecanismos para que a sociedade possa recorrer contra o que não for apropriado, em um modelo semelhante ao que existe em outros países, como a Inglaterra.
    A Unesco destacou três especialistas para estudar, por um ano, o caso brasileiro, em consultas a atores relevantes como a Associação Nacional dos Jornais e a Abert, que reúne as emissoras de TV.
    A partir da semana seguinte ao Carnaval, a organização começa a divulgar os resultados, o que deve reaquecer a discussão que o governo começa a retomar aos poucos, em declarações esparsas do ministro Paulo Bernardo, no comando do tema.
    Também estão envolvidas no tema as ministras da Comunicação Social, Helena Chagas, e da Cultura, Ana de Holanda, além do ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci.
    Um desses estudos compara as regras e a realidade brasileiras com outros dez países democráticos.
    Outro faz recomendações específicas ao Brasil sobre medidas para assegurar livre trânsito de informações e liberdade de expressão.
    Um terceiro estuda a fundo casos de autorregulação, com uma análise sobre resultados e experiências passíveis de aplicação no Brasil.
    Um outro trabalho, sobre o real papel público e social das chamadas redes de mídia pública, como EBC e TV Cultura deve ser divulgado durante o ano.
    Em lua de mel com os meios de comunicação, após o período de atritos frequentes no governo Lula, Dilma, segundo um auxiliar próximo, está decidida a remover ao máximo os focos de conflito com a mídia.
    Terá grande surpresa, porém, quem imagina que a disposição da presidente significa abandonar o projeto de regulação dos meios de difusão eletrônica.
    O debate sobre como fazê-lo avançar está ativo no governo.
    BRASÍLIA – A decisão do governo de propor um novo marco regulatório da mídia digital levou 171 deputados aliados a criar frente em defesa do projeto, coordenada por PT e PSB.

    O líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP), disse que o debate é “prioritário” para a bancada e que será “iluminado pelos princípios da liberdade de imprensa”.
    Segundo a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a frente “fará a base para o governo enviar o projeto do marco regulatório”.
    Na semana passada, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) disse que o marco deve ser encaminhado ao Congresso no segundo semestre e que não será divulgado agora, pois “tem grandes chances de ter uma besteira no meio”.
    A Folha apurou que o texto do governo já está quase finalizado, mas será enviado ao Congresso após a consolidação do movimento pró-marco.
    A ideia é anunciá-lo em março, com um manifesto em defesa da “democratização” do setor.
    O representante do PT será o deputado Emiliano José (BA), jornalista e professor.
    *Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

  • Bons negócios com a África

    A Kepler Weber, de Panambi (RS), maior fabricante sulamericano de armazéns para grãos fechou negócio com a empresa angolana PIPE (Promoção de Investimentos e Participações Empresarias). Vai construir uma unidade para armazenagem e beneficiamento de grãos, com capacidade para 4.500 toneladas na província de Malange, Angola. A obra deve estar concluída em agosto.
    Este é o 6º projeto vendido pela K W ao mercado angolano, desde 2005. Além de Angola, outros países africanos, como Egito, Guiné, Moçambique, África do Sul, Botsuana, Uganda, Quênia, Ruanda e Costa do Marfim tem instalações implantadas pela empresa gaúcha.
    Para Antonio Campos, Gerente de Exportação da Kepler Weber, “o continente africano é hoje uma das novas fronteiras agrícolas mundiais, tendo um perfil de pequenos produtores rurais, com profundas necessidades de segurança alimentar e de falta de acesso a financiamentos. Vislumbramos um mercado em crescimento, no longo prazo, uma vez que o continente como um todo visa aumentar sua capacidade estática de armazenagem”.
    Antonio Campos afirma ainda que “nossa linha de armazenagem de grãos KW Fazenda enquadra-se perfeitamente às necessidades dos produtores locais, tanto pela sua qualidade e tecnologia empregada, quanto pelas suas capacidades de armazenagem. Durante o ano de 2011, faremos ações específicas de marketing voltadas a este produto, em países considerados chaves para o nosso crescimento na África”.

  • Dilma surpreendente em entrevista na Globo

    A entrevista da presidenta Dilma Rousseff  para a apresentadora Ana Maria Braga da Globo na manhã desta terça-feira, vai ser o fato político desta semana.
    Dilma revelou sensibilidade até na escolha da data e do programa: o “Mais Voce” no início da semana da mulher.
    Fez confissões, deu notícias (várias manchetes até na área de artes plásticas), respondeu com bom humor perguntas descabidas, até fez uma omelete, enquanto falava dos cortes no orçamento do governo.
    Tudo com uma surpreendente desenvoltura, uma habilidade de fazer inveja ao ex-presidente Lula nos seus melhores momentos.

  • A Revolução Eólica ( 22 ) – ASSOCIAÇÃO DEFENDE 20 MIL MW EM DEZ ANOS

    Por Cleber Dioni Tentardini
    Diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Energia Eólica (Abeeólica), Pedro Perrelli, acredita que a contratação de 2 mil MW por ano, durante os próximos 10 anos, permitirá que o setor cresça de forma sustentável e, dessa forma, possa abastecer o Brasil e outros mercados.
    Quais as vantagens de ter leilões exclusivos de energia eólica?
    O pleito de leilões exclusivos de energia eólica na ordem de 2.000MW por ano, durante os próximos 10 anos, é uma solicitação da ABEeolica para permitir o amadurecimento e o crescimento da indústria de eólica para que esta seja sustentável e possa abastecer o Brasil, a América Latina e, inclusive, exportar para outros mercados.
    O preço da energia eólica está relacionado ao número de empreendimentos, quer dizer, quanto mais projetos forem viabilizados, maior competitividade e mais barata será essa fonte alternativa?
    De forma geral sim, a exemplo do ocorrido com outras indústrias (automobilística, informática e etc) cujo crescimento da base industrial provocou uma atualização da tecnologia, diversificação dos produtos ofertados e, por fim, maior competitividade dentro do segmento.
    No primeiro leilão, mais de 400 projetos foram inscritos. Foi um número bom ou ainda baixo?
    O número foi muito bom, diríamos até surpreendente. Surpreendeu o mercado, o MME (Ministério de Minas e Energia) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O número de projetos inscritos superou a marca de 13.500MW.
    O governo contratou mais de 70 projetos. No total, quantos megawatts de capacidade instalada?
    No leilão de Energia de Reserva (LER-2009), realizado em 14 de dezembro de 2009, foram contratados 1.805MW divididos em 71 projetos em cinco estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul.
    O valor médio de 148 reais a serem pagos pelo MW/h ficou muito abaixo do que os empreendedores esperavam?
    O valor médio de R$148 no LER-2009 atendeu à demanda e expectativa do mercado na medida em que toda a Energia de Reserva ofertada naquele certame foi efetivamente comercializada.
    Pode-se dizer que, com valores girando em torno de 148 reais, a eólica é economicamente atrativa?
    Sim, o próprio crescimento da base industrial e os leilões de 2010 (LFA-2010, LER-2010) comprovaram que esses números continuam atrativos e a energia elétrica gerada por fonte eólica é a segunda fonte mais barata logo atrás das grandes hidrelétricas.
    Ao comprar energia mais cara do que a gerada pelas hidrelétricas, as companhias estatais e privadas terão necessidade de aumentar a conta de luz?
    O fato de que a energia gerada por usina eólica é a segunda fonte mais barata de energia deixará mais opções ao governo, uma vez que a política de geração de eletricidade obedece ao critério de menor preço e como sabido outras fontes são ainda mais caras. Hoje a energia eólica presente na matriz de geração elétrica é menor que 1%, o efeito dessa diferença de preço não tem como ser notado no preço final pago pelo kwh fornecido.

  • A Revolução Eólica (21) – ELETROSUL BUSCA PARCEIROS PARA LEILÕES DE ENERGIA EÓLICA

    Hoje é o último dia para o cadastro de empresas interessadas em formar futuros consórcios com a Eletrosul de geração de energia eólica. A estatal, subsidiária da Eletrobras, é a sócia majoritária do complexo eólico do Cerro Chato que está sendo construído em Santana do Livramento, fronteira-oeste do Rio Grande do Sul.
    O foco principal são os leilões (A-3 e de Reserva) que estão previstos para o segundo trimestre deste ano. A Eletrosul vai constituir Sociedades de Propósito Específico, em caso de êxito, para a construção, operação e manutenção dos empreendimentos.
    O diretor de Engenharia e Operação da Eletrosul, Ronaldo dos Santos Custódio, explica que a empresa estuda o tema desde 2004, quando instalou equipamentos para medição dos ventos no Sul do Brasil. “Temos licenciados 42MW e prevemos entre 120 e 150MW para os próximos leilões”.
    O diretor aponta que o aumento da competitividade dos projetos em eólica está transformando esta fonte na segunda alternativa em energia. “Os valores ainda são mais altos que os das hidrelétricas, mas estão sendo reduzidos. O mercado está percebendo as vantagens econômicas e ambientais desta alternativa”.
    As empresas interessadas têm até as 18 horas desta sexta-feira para preencher o formulário disponibilizado no site www.eletrosul.gov.br
    Informações podem ser obtidas pelo e-mail leilaopar@eletrosul.gov.br