Mais de cinco mil profissionais do Brasil e do exterior estarão em Porto Alegre para o 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, em setembro de 2011.
A intenção dos organizadores é fazer uma avaliação dos 50 anos de história do saneamento no Brasil e traçar as perspectivas para os próximos 50 anos.
A presidente da Abes-RS, engenheira Nanci Giugno, destacou a importância do evento para o Rio Grande do Sul, que segundo ela “passará a ocupar um lugar estratégico no desenvolvimento de agendas conjuntas, no que tange ao saneamento, com os países do Cone Sul da América do Sul”.
(Redação com Assessoria de Imprensa da ABES-RS)
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Cinco mil sanitaristas em Porto alegre
Hospitais se unem para atrair pacientes estrangeiros
Uma nova associação nasce hoje: Porto Alegre Health Care Cluster. Tradução: uma reunião de empresas com objetivos comuns para incrementar o turismo médico.
O grupo é composto pelos hospitais Moinhos de Vento, Santa Casa, São Lucas da PUCRS e Mãe de Deus, com parceria da Secretaria Municipal de Turismo (SMTUR) e da Federasul.
O lançamento do cluster ocorreu em junho, com a presença do prefeito José Fortunati, dirigentes dos quatro hospitais e lideranças do trade turístico local.
O cluster é o arranjo produtivo de cooperação entre a Secretaria e os hospitais para promover a cidade como um destino internacional de turismo médico.
O segmento já é uma indústria globalizada, que busca aliar excelência técnica a custos compensatórios. Pesquisa realizada em mais de 35 países, finalizada em julho pela consultoria ExHealth, envolvendo 159 entrevistas com players deste novo negócio, apontou que 94% dos entrevistados concordam que o segmento tem muito a crescer.
Nos Estados Unidos 2,1 milhões de pessoas viajam por ano para tratamentos de saúde fora do país, segundo estudo da Deloitte Development, que sinaliza para o turismo médico mundial uma taxa de crescimento de 30% este ano.
O evento de criação da entidade será às 11h, no Palácio do Comércio. Estarão o coordenador da Divisão de Serviços da Federasul, Carlos Biedermann, o secretário Municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, o superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, Nilton Brandão da Silva, o diretor geral da Santa Casa, Carlos Alberto Fuhrmeister, o superintendente do Hospital Mãe de Deus, Cláudio Seferin, o diretor-geral do Hospital da PUC, Leomar Bammann.Eleita Mesa da Câmara para 2011
A vereadora Sofia Cavedon (PT) foi eleita ontem (15/12) para presidir a Câmara Municipal de Porto Alegre em 2011. Reeleita para o terceiro mandato, ela foi vice este ano.
A chapa única foi votada ontem por 36 vereadores. A posse da nova Mesa Diretora será no dia 3 de janeiro.
Mesa Diretora 2011:
Presidente: Sofia Cavedon (PT)
1. Vice-presidente: DJ Cassiá (PTB)
2. Vice-presidente: Mário Manfro (PSDB)
1. Secretário: Toni Proença (PPS)
2. Secretário: Waldir Canal (PRB)
3. Secretário: Adeli Sell (PT)
Na mesma sessão, foram indicados os nomes dos líderes partidários e a composição das seis comissões permanentes da Casa, com a eleição de presidente e vice-presidentes, para 2011.
Também foram escolhidos os 19 parlamentares que devem participar das reuniões da Comissão Representativa que se reunirá durante o recesso parlamentar a partir de 4 de janeiro, sempre às quartas e quintas-feiras pela manhã.
Petrobras novamente dona da Refap
A Petrobras anunciou esta manhã que fechou acordo com a Repsol para compra da participação de 30% que a petroleira espanhola detém na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). O negócio foi fechado em US$ 850 milhões, dos quais US$ 350 milhões em dinheiro e US$ 500 milhões em dívidas já consolidadas dentro da estatal brasileira.
O acordo significa a retomada de 100% do controle da refinaria pela Petrobras. Uma troca de ativos entre Repsol e Petrobras dera à companhia hispano-argentina uma fatia no controle da refinaria gaúcha, que se transformou em Refap AS em 2001.
O diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em café da manhã com jornalistas na sede da Petrobrás, comentou que um dos problemas recentes enfrentados na Refap foi que a Repsol discodava da necessidade de instalar um novo equipamento para produção de diesel com 50 partes por milhão de enxofre, atendendo a acordos fechados com o governo brasileiro para produção de óleo diesel menos poluente. “A licitação já foi feita e agora poderemos implantar os contratos”, disse Costa.HPS: Audiência Pública só em março
Patricia Marini*
Ficou para março a audiência pública para discutir a ampliação do Hospital de Pronto-Socorro de Porto Alegre.
O projeto prevê desapropriar seis sobrados na rua José Bonifácio e deu origem até a uma associação, SOS Rua do Brique, de moradores e comerciantes contrários à idéia.
A associação teve o mérito de trazer a público o projeto que até então era desconhecido da própria Comissão de Saúde, da Câmara de Vereadores.
Numa audiência promovida pela associação, o projeto foi exposto pelo diretor do hospital, Júlio Ferreira, em novembro.
“Não haverá mais incêndios se ampliarmos o corpo de bombeiros, não aumentará o número de traumas se ampliarmos o HPS”, comparou Ferreira, tentando acalmar os que temem por uma descaracterização daquele quarteirão na ponta mais freqüentada do Parque da Redenção, com mais trânsito e outros impactos urbanísticos.
Segundo ele, sem a ampliação da área, a alternativa seria reduzir o número de leitos e atendimentos para adequar as instalações, que estão fora das normas, e criar espaço para novos equipamentos.
Enquanto isso, a Prefeitura tenta encaixar o projeto de ampliação nos investimentos para a Copa, mas ainda não tem garantias que vai conseguir os R$ 73 milhões necessários para a obra.
Reforma interna já começou
Com ou sem ampliação do terreno, a reforma do HPS já começou. A primeira etapa foi a troca da caixa de força, que custou R$ 1,5 milhão. A velha era do tempo da construção do prédio, há 66 anos, quando a tecnologia mais avançada era um simples aparelho de raio-X.
Agora falta a reforma do térreo e parte do segundo piso, orçada em R$ 8,9 milhões. A concorrência pública para escolher a empresa que fará a obra já está aberta. Nenhum interessado apresentou propostas na primeira rodada, no início de dezembro. O prazo foi ampliado para 10 de janeiro.
No térreo, a reforma reorganiza o fluxo de pacientes, melhora a área de diagnósticos e a triagem, como exige o Ministério da Saúde.
Remodela parte do segundo pavimento, para ampliação da UTI pediátrica, e faz pequenas intervenções nos demais andares. “É como trocar os pneus de um carro andando”, diz o engenheiro Álvaro Kniestedt.
Os recursos vieram do Qualisus1, programa federal para qualificação de hospitais. O projeto acabou ficando mais caro que o orçado inicialmente. A Prefeitura, que deveria entrar com uma contrapartida de 20%, precisou se comprometer com quase a metade, segundo o secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio.
O hospital espera a liberação de mais R$ 2 milhões do Qualisus2 para completar a reforma do segundo pavimento: criar mais uma UTI de trauma, aumentar o bloco cirúrgico e a sala de recuperação. A licitação será em 2011.
“Tem que discutir a política de saúde”
É consenso que não se pode discutir a questão do hospital, isolada de toda a política de saúde pública da capital.
Hoje, por exemplo, o HPS faz 900 atendimentos por dia. Esse número diminuiria se a população contasse com atendimento de urgência descentralizado na cidade e um novo hospital de urgências na Zona Sul?
Ferreira duvida. Ele argumenta que 76% dos pacientes residentes em Porto Alegre (88% do total) vêm da região central da cidade, e 15% da Zona Sul. Na Zona Norte, há o hospital Cristo Redentor.
É preciso também levar em consideração a diretriz do governo federal, que é pela criação de mais UPAs – Unidades de Pronto-Atendimento.
Além das quatro que já têm endereço em Porto Alegre, mais quatro UPAs devem ser instaladas em locais a ser definidos.
Conforme portaria do Ministério da Saúde, elas devem cobrir grupos de 200 a 300 mil habitantes, ter área mínima de 1,3 mil metros quadrados, capacidade para receber até 450 pacientes por dia, uma equipe de seis médicos e 13 a 20 leitos cada.
Enquanto isso, com uma rede de atendimento básico insatisfatória na cidade, o HPS funciona como um grande posto de saúde.
Funcionários pedem nomeações
O secretário adjunto da Saúde, Marcelo Bósio, chegou a dizer que “nem adianta contratar mais funcionários com as instalações físicas atuais do HPS”.
Não é o que pensam os funcionários. Eles reclamam a nomeação imediata de servidores já aprovados em concurso, para mais de uma centena de cargos vagos.
Pedem um plano de carreira e a volta dos índices de insalubridade alterados em abril do ano passado.
*Reportagem publicada no JÁ Bomfim/Moinhos, ed. dezembro.
Símbolos da riqueza antiga
O otimismo dos primeiros folhetos distribuídos à imprensa previa quatro anos para a conclusão do Projeto Monumenta em Porto Alegre.
Oito anos depois, em novembro de 2010, a coordenadora dos trabalhos, arquiteta Briane Bicca, evita fazer previsões.
“Restauração é uma caixinha de surpresa”, diz ela. “Você começa, mas não sabe o que vai encontrar pela frente”.
O Monumenta, em todo caso, é uma realidade em Porto Alegre e, mesmo antes de concluído, pode ser considerado o maior projeto de restauração do patrimônio histórico já feito na cidade.
Dos oito prédios públicos arrolados no projeto, seis estão prontos, além de 12 edifícios privados.
No total, serão R$ 22 milhões aplicados na restauração de edifícios e espaços públicos no centro histórico da cidade. Vai a mais de mil o número de pessoas envolvidas no conjunto de projetos.
Obra retomada
Os dois prédios que faltam são a Igreja das Dores, na rua da Praia, e a Pinacoteca Municipal Rubem Berta, na Riachuelo. A obra da igreja esteve interditada por cinco meses, agora foi retomada.
A restauração da Pinacoteca Municipal é a mais atrasada e um bom exemplo das surpresas que podem surgir. Nos oito meses previstos para a conclusão, a empresa contratada em licitação não conseguiu ir além de 20 por cento da obra.
O contrato foi rompido, uma nova licitação está aberta. Deve levar mais uns oito meses até escolher a nova empresa, depois mais três meses para assinatura dos papéis e, aí, começar a fazer os 80% da obra que faltam. Ou seja: mais uns dois anos.
Nos dois espaços públicos que integram o projeto – Praça da Alfândega e Praça da Matriz – a situação é diferente. A obra na Praça da Matriz, que envolve também a rua da Ladeira (General Câmara) não tem previsão. Teve problemas com a licitação, provavelmente vai ficar para outra etapa.
A obra na Praça da Alfândega é a mais complexa. Além de reconstituir o aspecto da praça dos anos 1940, quando ela se consolidou como um espaço de convivência, como “o passeio da cidade”, a restauração inclui o quarteirão da avenida Sepúlveda, que liga a praça ao porto.
Outro exemplo das surpresas: quando foi retirada a capa de asfalto da avenida Sepúlveda, verificou-se que os canos que drenam á água da chuva para o rio não existiam mais. Cabe ao Departamento de Esgotos Pluviais decidir sobre a nova canalização.
O DEP abriu uma licitação para contratar a empresa para fazer a drenagem. Espera-se que no inicio de dezembro seja escolhida a empresa. Aí, se tudo der certo, tem mais quatro meses da obra.
Fora os imprevistos, a obra na praça tem particularidades que tornam lento o seu andamento. Por exemplo: o meio fio dos canteiros é de granito róseo. No Rio Grande do Sul, só tem uma jazida de onde o Ibama permite a retirada desse granito. “Tem que entrar na fila para conseguir”, diz a coordenadora.
A rede elétrica tem que ser toda refeita porque vai duplicar o número de pontos de luz na praça. A restauração das luminárias antigas foi demorada. São mais de 50 luminárias de cinco ou seis modelos diferentes, que já não são mais fabricados.
A parte mais demorada ainda nem começou. É o calçamento de pedras portuguesas ao redor da praça, a chamada “calçada Copacabana”. As pedras brancas são de mármore, as escuras, granito. Já está contratada uma empresa de Curitiba para o serviço.
O que mais retardou a obra, no entanto, foi a polêmica em torno das figueiras, que deveriam ser retiradas segundo os autores do projeto.
Foram mais de quatro anos de discussões e reuniões com todos os órgãos envolvidos – Iphan, Iphae, Secretarias de Planejamento, Meio Ambiente, Obras, EPTC – até convencer a todos da necessidade de retirar as figueiras (ficcus).
Só para a Secretaria de Meio Ambiente foram cinco apresentações. “Foi tudo decisão coletiva, temos laudo com dez pessoas assinando”, diz a coordenadora.
Biblioteca Pública / Elevador
Segundo ela, as figueiras ficaram enormes, fechavam um lado da praça, que ficava sempre frio, úmido. Estavam prejudicando os jacarandás que são o símbolo da praça, já tortos, as raízes destruíam os meios-fios. “Quem plantou aquelas árvores ali não levou em conta que elas crescem sem parar”, diz a arquiteta.
Ela prevê, sempre com alguma reserva, que na próxima Feira do Livro a praça já estará pronta.
A arquitetura de um Estado rico
Os prédios selecionados para o Monumenta em Porto Alegre foram todos construídos nas primeiras décadas do século 20, quando era forte a influência positivista, bastante visível na arquitetura dos edifícios públicos.
Era o governo Borges de Medeiros ( 1903/1928), num período de alta prosperidade para o Rio Grande do Sul, que ainda rivalizava com São Paulo em poderio econômico.
Essa prosperidade se refletiu em grandes mudanças na fisionomia da capital, com o surgimento de um conjunto de prédios monumentais que se completou até os anos de 1940 e que ainda hoje dominam a paisagem do centro histórico.
Pistas para os historiadores
As primeiras escavações junto à praça, feitas em 2007, encontraram sinais do primeiro ancoradouro, prova de que antes do aterro, a margem do Guaíba vinha até a rua da Praia.
Havia um trapiche, entre duas escadarias, na posição onde está a avenida Sepúlveda. As escadarias ainda existiam em 1870, quando D. Pedro II veio a Porto Alegre assinar o armistício da Guerra do Paraguai.
Os arqueólogos encontraram também as fundações da antiga Alfândega. Era um prédio comprido, com um pátio interno e uma fonte. Nas escavações foram também encontrados objetos – moedas, louças, utensílios – que são pistas para reconstituições históricas.
Café, sorveteria e posto policial
O projeto da Praça da Alfândega contempla também uma melhoria na parte de serviços ao público.
Na lateral, junto ao muro da Caixa Econômica Federal será construída uma estrutura para comércio e serviços – café, sorveteria, engraxates, floristas, posto policial e duas bancas de revista, uma em cada extremidade.
“Vai animar aquele espaço ali, tapando o muro”, diz a coordenadora.
No fundo, sem aparecer, dois sanitários. Os artesãos também saem da calçada da Sete de Setembro.
A intenção segundo a arquiteta Briane Bicca, é fazer com que a Praça da Alfândega volte a ser “o passeio da cidade”.
Um fundo permanente para conservação do patrimônio
Além dos prédios e espaços públicos, o Monumenta já restaurou 12 prédios privados que constavam do inventário do patrimônio histórico de Porto Alegre.
De um total de 140 imóveis arrolados pelo patrimônio histórico, 40 foram selecionados e seus proprietários receberam proposta para entrar no projeto Monumenta, com financiamento do governo federal para o restauro.
Desses, 12 aderiram e os prédios já foram restaurados. A coordenadora do Monumenta em Porto Alegre, acredita que outros dez prédios poderão ser incluídos no projeto.
Diante dos resultados dos primeiros, muitos proprietários estão aceitando entrar. Dos edifícios privados já restaurados, os mais conhecidos são o Clube do Comércio e a Catedral Anglicana, ambos na rua da Praia.
Além dos dois foram restaurados dois sobrados na rua da Praia, a “casa cor de rosa” na Riachuelo, uma casa na Demétrio Ribeiro.
Os proprietários recebem financiamento da Caixa Federal e a coordenadora acalenta o plano de formar com esses recursos um fundo permanente para restauração de imóveis de valor histórico na cidade.
Financiamento internacional
O Monumenta é um programa do Ministério da Cultura, para recuperação do patrimônio histórico em 26 cidades brasileiras.
Reconhecido pela Unesco, conta com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para os projetos e as obras.
Esses recursos cobrem 70% dos custos, sendo os 30% restantes contrapartida do Estado ou Município, conforme o caso.
Restaurações já concluídas
*Pórtico Cais Mauá
*Biblioteca Pública
*Museu de Arte do RS (Margs)
*Memorial do RS
*Museu da Comunicação Hipólito da Costa
*Palácio Piratini
*Mais 12 imóveis privados
Em Obras:
*Igreja das Dores
*Pinacoteca Municipal
*Praça da Alfândega
Reportagem publicada no JÀ Bomfim/Moinhos, ed. dezembro.Pronto-Socorro sem banco de sangue
O banco de sangue do Hospital de Pronto Socorro parou de fazer coletas no final de novembro. Funcionários dizem que é por falta de pessoal. A direção diz que é devido à reforma, que só deve começar em março. Ficará desativado até 2012.Comerciantes querem freeshops brasileiros
Comerciantes brasileiros participaram de uma audiência pública no final de novembro, promovida pela Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais (CMAI), da Assembleia Legislativa, para debater o comércio entre os países do Mercosul, principalmente a possibilidade de instalação de lojas francas, os freeshops nas cidades de fronteira. A proposta está prevista no projeto de Lei 6316/2009, do deputado federal Marco Maia (PT/RS), em tramitação na Câmara Federal, e no projeto substitutivo do deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB/RS). Também estavam presentes prefeitos, vereadores e parlamentares.
O projeto, que autoriza a instalação de lojas francas nas áreas urbanas dos municípios localizados na linha de fronteira do território nacional com o Uruguai, Paraguai e Argentina, é considerado prioritário para estancar o empobrecimento e êxodo populacional dessas regiões. Nele, são beneficiadas as cidades de Quaraí, Santana do Livramento, Aceguá, Jaguarão, Chuí (fronteira com Uruguai), Uruguaiana (fronteira com Argentina) e Foz do Iguaçu (no Paraná, fronteira com Paraguai).
A CMAI irá encaminhar uma carta de apoio à aprovação urgente do substitutivo aos deputados federais gaúchos e às comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e Constituição e Justiça, da Câmara Federal. O objetivo é garantir que o projeto possa ser aprovado em todas as instâncias sem necessidade de passar pelo Plenário.
O projeto e o substitutivo permitem que estabelecimentos brasileiros credenciados recebam o mesmo tratamento tributário que recebem os instalados nos países vizinhos. “Estas áreas podem ser caracterizadas como economias regionais atualmente isoladas dos centros dinâmicos e de decisão nacionais e com potencial de desenvolvimento reprimido por esta situação”, justifica o texto. O comércio tipo freeshop é responsável pelo extraordinário desenvolvimento urbano das cidades uruguaias, paraguaias e argentinas de fronteira em função da geração de novos empregos que promoveu ao longo do tempo.
Por outro lado, as chamadas cidades gêmeas do lado brasileiro, empobreceram e continuam perdendo habitantes. Segundo dados da Receita Federal, os brasileiros gastaram nos freeshop’ das cidades vizinhas, em 2009, cerca de R$ 1 bilhão. Na justificativa do projeto, o parlamentar proponente cita o exemplo de Santana do Livramento que, nos últimos 15 anos, perdeu cerca de 400 empresas de médio e grande porte, provocando desemprego para cerca de 10 mil pessoas. (Com Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa)Aumentam apreensões de mercadorias na Fronteira
A Polícia Rodoviária Federal em Santana do Livramento, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, registrou este ano aumento de 10% a 15% nas apreensões de mercadorias irregulares. Há dois tipos de ilegalidade nesse caso: o descaminho, que são os produtos comprados nos freeshops de Rivera, no Uruguai, e que excedem o valor da cota máxima permitida, e o contrabando, vindo do Paraguai.De acordo com o inspetor chefe da PRF, Valmir Souza, são abordados na BR 158, que liga o município a Rosário do Sul, uma média de 100 veículos por dia, elevando o número nos finais de semana.“É comum termos de confiscar ar condicionado que custa 320 dólares por que o comprador não quis pagar o imposto, que é de 50% sobre os 20 dólares que excederam a cota individual, ou seja, 10 dólares, explica o inspetor, que trabalha há 16 anos em Livramento.
Entre os itens apreendidos em novembro estão cinco mil projéteis calibres .22 e .12, cujo portador foi preso por tráfico internacional de armas; um carro com 593 litros de bebidas alcoólicas e de energéticos no valor de mais de 10 mil reais; outro veiculo com 188 frascos de perfumes avaliados em cerca de 15 mil reais; uma ambulância com defensivos agrícolas, um caminhão que ia para Caxias do Sul transportando em um fundo falso carregamento de queijo; um ônibus carregado de produtos contrabandeados que tentava ingressar na cidade para abastecer os camelôs, e produtos unitários como ar-condicionados e outros eletrodomésticos. Tudo é encaminhado para o depósito da Receita Federal e, posteriormente leiloado em outros municípios.
Um dado importante, segundo o policial, é que por questões legais não há possibilidade de fazer declaração fiscal e pagar o imposto na PRF. Somente os postos da Receita Federal podem fazer a declaração e emitir o boleto para o pagamento do imposto. Nesse caso os bens são retidos. E se forem vários produtos cuja soma de valores ultrapassar a cota sem ter sido pago o imposto, tudo é apreendido.
“Alguns pensam que, caso sejam descobertos, poderão deixar alguns produtos até ficar na quota, mas isso também não acontece porque tudo é retido”, completa.
Valdir lembra também que a cota de 300 dólares, via terrestre, e de 500 dólares, via aérea, é individual, portanto é proibido dividir o valor de uma mercadoria em mais de uma cota.
Em hipótese alguma é permitido transportar defensivos agrícolas, armas, munições, qualquer tipo de medicamento e veículos automotores. Alimentos e objetos cujas quantidades e finalidades caracterizam comércio de importação, sem o devido registro e pagamento de impostos, também são confiscados.
Poucos declaram à ReceitaTuristas de vários estados brasileiros visitam a cidade uruguaia de Rivera em busca de produtos mais baratos nos 71 freeshops – o maior dentre os cinco centro de compras na fronteira do Uruguai, tendo em vista a baixa cotação do dólar. Os produtos mais vendidos são bebidas, perfumes e tênis. Nos finais de semana, os hotéis estão sempre lotados e o movimento pelas ruas pode ser comparado a uma sexta-feira à tarde na Rua dos Andradas, em Porto Alegre. Estima-se a presença de mais de 30 mil turistas na cidade uruguaia. Os outros freeshops de fronteira ficam em Artigas, Acegua, Rio Branco e, Chuy.O número de declarações na Receita, no entanto, está muito aquém do intenso movimento no comércio. Segundo o inspetor chefe substituto da Receita Federal em Santana do Livramento, Adilson Valente, cerca de 200 turistas são atendidos diariamente para declarar os produtos comprados nos freeshops cujos valores ultrapassaram a cota, com exceção dos finais de semana, que chegam a somar 900 pessoas por dia. Para atender tamanha demanda nos sábados e domingos, a Receita disponibiliza um posto móvel defronte à Praça Internacional, ficando visível a fila de turistas que não querem arriscar perder todas suas compras.As mercadorias apreendidas na Polícia Rodoviária Federal são colocadas em um depósito da Receita Federal e, posteriormente, são leiloadas, para pessoa física ou jurídica.
“Uma alternativa para diminuir o contrabando e as compras no país vizinho seria reduzir os impostos que incidem sob as mercadorias fabricadas no Brasil”, acredita Valente.
Uísque à base de cachaçaO inspetor chefe substituto da Receita Federal alerta para os produtos falsificados que são vendidos por ambulantes no lado brasileiro, como tênis, relógios, óculos, bolsas, cigarros, frutos de contrabando oriundos do Paraguai. Há CDs e DVDs produzidos na cidade e provenientes de outras regiões, e há perfumes e bebidas, a maioria uísque, produzidas em fundos de quintal, e que normalmente são oferecidos no chão.“Fizemos várias apreensões de bebidas, perfumes e bolsas que emitam marcas famosas e caras. Nós mandamos fazer uma análise em algumas bebidas falsificadas e constatou-se a presença de fragmentos de cigarros, insetos, um tipo de caramelo usado como corante e álcool etílico da pior qualidade”, revela Valente. “Não é por nada que eles ficam instalados bem na linha divisória. Além de ser o principal caminho de acesso às lojas uruguaias, qualquer ação policial no local, os ambulantes cruzam a fronteira e os agentes não podem fazer mais nada. Minutos depois todos estão de volta”, completa.
Por todas as ruas centrais de Livramento e Rivera há muitos menores vendendo dvds, meias, isqueiros e outras mercadorias fruto de contrabando.Noite mágica
Como acontece todos os anos, em dezembro a Associação dos Freeshops de Rivera realiza a “Noite Mágica”, quando o comércio volta abrir as portas às 20h e só encerra as 2h da madrugada. Uma oportunidade a mais para os turistas adquirirem produtos com descontos. Este ano o evento ocorre no dia 21.
A reportagem tentou ouvir o presidente da Associação dos Freeshops de Rivera, o empresário Gandhi Abdullah, mas sua assessoria não retornou o contato. (Por Cleber Dioni Tentardini)Prêmio ARI: Palácio Piratini segurou decisão sobre o patrocínio
Procede a informação da assessoria de imprensa do Banrisul, de que a decisão sobre o patrocínio ao Premio ARI de Jornalismo 2010 foi tomada pela diretoria do banco no dia 22 de novembro.
Acontece que, como a própria assessoria admite, qualquer decisão na área do marketing do Banrisul tem que ser aprovada pelo Palácio Piratini, em alguns casos pela própria governadora Yeda Crusius.
Essa é uma distorção que seria inaceitável em qualquer companhia de capital aberto, que negocia seus papéis em bolsa, mas que se tornou uma tradição em relação ao Banrisul.
Vem do tempo em que o governo era o dono do Banco e, por razões que só a falta de uma imprensa ativa no Estado explica, manteve-se intocada mesmo depois que o governo Yeda vendeu a metade do Banrisul a acionistas privados.
Quando a assessoria menciona “todo um trâmite legal para assinatura da autorização do processo” esta se referindo a essa “aprovação” que necessariamente tem que vir do Piratini e que caracteriza o uso político das verbas de marketing e publicidade do Banrisul.
Uma prova disso são as dezenas de processos para pagamento de anúncios veiculados em blogs, jornais e revistas, que a diretoria do banco há muito já autorizou que sejam pagos, mas estão trancados no Piratini.
Esses processos se acumularam devido a suspensão de todas as operações de marketing, decidida depois que surgiram denúncias de um esquema fraudulento montado naquele departamento e que teria causado um prejuízo de R$ 10 milhões ao banco.
Quanto ao Prêmio ARI, a lista dos finalistas já era conhecida na tarde de segunda-feira, 6. Na terça-feira pela manhã o presidente da ARI, Ercy Thorma, declarou à Coletiva que ainda não havia decisão sobre o patrocínio, embora a diretoria do banco fosse favorável.

Patricia Marini*
O banco de sangue do Hospital de Pronto Socorro parou de fazer coletas no final de novembro. Funcionários dizem que é por falta de pessoal. A direção diz que é devido à reforma, que só deve começar em março. Ficará desativado até 2012.