Categoria: X.Categorias velhas

  • Prêmio ARI: Banrisul diz que decisão foi em novembro

    A assessoria de imprensa do Banrisul contesta a informação do jornal JÁ, de que o banco só decidiu manter o patrocínio ao Prêmio ARI 2010 depois que tomou conhecimento da lista de trabalhos finalistas. O patrocínio foi decidido pela diretoria no dia 22 de novembro, segundo a assessoria.
    Eis a íntegra da nota assinada pela jornalista Soraia Hana:
    “O comitê de Marketing do Banrisul autorizou o patrocínio do Prêmio ARI no dia 11 de novembro de 2010, o qual teve aval final da diretoria no dia 22 de novembro. Como existe todo um trâmite legal para a assinatura da autorização do processo, o mesmo foi anunciado no dia 6 de dezembro à ARI”.

  • Premio ARI: JÁ é finalista, pela oitava vez em dez anos

    Pela oitava vez em dez anos, o jornal JÁ figura entre os finalistas do Prêmio ARI de 2010.
    O trabalho “Bento Gonçalves, Esse Herói Desconhecido”, de autoria do jornalista Cleber Dioni Tentardini, está entre as classificadas na categoria “Reportagem Cultural”.
    Participações do JÁ no prêmio ARI:
    2001 – “O Caso Rigotto” (premiado)
    2003 – “A verdade sobre o Plano Diretor” (premiado)
    2005 – Plano Diretor e Cooperativa Coolmeia (premiado)
    2006 – Força e Luz, “Máquina sem governo” e Contribuição à imprensa (premiado) e 20 anos imprensa e negro ganha história (finalistas)
    2007 – Plano Diretor, Guerra da TV e Varig (finalistas)
    2008 – Pampalipto (premiado) e Jango, Perseguido até a morte (finalista)
    2009 – Pontal do Estaleiro (premiado)
    2010 – Bento, Esse Herói Desconhecido (finalista)
    Nos anos 2002 e 2004, o jornal estava com a circulação suspensa, como ocorre agora. A última edição circulou em novembro de 2009, com a reportagem classificada no prêmio ARI deste ano. O JÁ volta a circular em janeiro de 2011.

  • Prêmio ARI: Banrisul esperou a lista dos finalistas para decidir patrocínio

    Duas horas depois de divulgada a lista dos trabalhos classificados como finalistas do Prêmio ARI de Jornalismo, o Banrisul decidiu que vai manter o patrocínio do certame, que é o mais importante da imprensa gaúcha.
    Coincidentemente, entre os classificados não figura nenhuma reportagem abordando as denúncias de corrupção no governo do Estado que dominaram o noticiário local até a campanha eleitoral.

  • HPS: obra de R$ 8,9 milhões não atrai interessados

    Hospital de Pronto Socorro
    Hospital de Pronto Socorro
    Não apareceram empresas interessadas na primeira chamada para as obras de reforma interna do HPS, orçadas em R$ 8,9 milhões.
    A abertura dos envelopes, inicialmente agendada para esta segunda-feira, 6 , foi transferida para 10 de janeiro.
    “O mercado está muito aquecido, o pessoal da construção civil está reclamando da dificuldade em encontrar mão-de-obra”, avalia o engenheiro Álvaro Kniestedt, responsável pelo projeto.
    Para se candidatar, a empresa precisa ter um capital social compatível com o valor da obra e comprovar já ter trabalhado em hospitais, o que limita o número de possíveis fornecedores.
    Se não houver propostas até 10 de janeiro, o poder público pode pensar em convidar alguma empresa ou refazer o edital.
    Por enquanto, está mantida a previsão de começar a reforma em março. (Patrícia Marini)

  • Falta projeto, sobra dinheiro na Lei do Esporte

    Faltam projetos esportivos no Brasil
    Os dados foram apresentados no Encontro Com a Federasul desta sexta-feira, 3, pelo presidente da Comissão Técnica da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) no Ministério dos Esportes, Ricardo Capelli.
    Aprovada em 2008, a LIE oferece às empresas com lucro real a possibilidade de reverter até 1% dos seus impostos em projetos voltados ao esporte.
    De acordo com o palestrante, R$ 106 milhões foram aplicados este ano pela Lei de Incentivo ao Esporte, sendo que o recurso total disponível para captação era de R$ 400 milhões.
    A maior parte dos recursos não está sendo aproveitada, tanto por escassez de projetos, como por desconhecimento ou desinteresse do setor empresarial.
    “Embora mais de 137 mil empresas brasileiras estejam em conformidade com a LIE, apenas 820 já aportaram ao programa”, argumentou Capelli.
    O evento contou também com a participação do secretário estadual Extraordinário da Copa 2014, Eduardo Antonini, que falou sobre os recursos captados pelo Grêmio através da LIE.
    Segundo o secretário, dois projetos foram aprovados pelo clube tricolor, um para a construção do Centro de Treinamento de Eldorado, e outro para investir em profissionais da base de treinamento.
    Os dois convidados reforçaram a importância de investimentos no esporte, principalmente no momento que o País se prepara para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas em 2016.
    “Além de ser positivo para a empresa divulgar sua marca, investir em esporte hoje, acaba influenciando em diversos outros setores públicos, como turismo e mobilidade urbana, que serão favorecidos com a vinda destes grandes eventos”, acrescentou Capelli.

  • Viaduto Otavio Rocha: debate começa na Câmara

    Tombado pelo patrimônio histórico, o viaduto Otávio Rocha é símbolo de um ciclo de expansão de Porto Alegre, parte da identidade visual da cidade. Está abandonado e precisa ser recuperado até os eventos da Copa de 2014.
    No fim de novembro, a prefeitura abriu inscrição para interessados em apresentar projetos, para restauração e para o uso dos espaços comerciais na parte inferior do viaduto, ao longo da avenida Borges de Medeiros.
    Agora o viaduto foi o assunto da “sessão temática” da última quinta-feira (2/12) da Câmara Municipal de Porto Alegre.
    A professora Neusa Rolita Cavedon, da UFRGS, apresentou pesquisa que realizou em 2002, na qual identificou os principais problemas enfrentados pelos permissionários que exploram as lojinhas do viaduto: violência, invisibilidade e desunião.
    A violência se manifesta nos assaltos no entorno e contra as lojas do local, além dos acidentes de trânsito.
    A invisibilidade do comércio estabelecido no local ocorre pela falta de divulgação. “Em 2002, nenhum folder da Prefeitura citava o Otávio Rocha como ponto turístico da cidade.”
    Por fim, a pesquisa da professora apontou a desunião dos lojistas do viaduto como empecilho à implementação de melhorias no espaço.
    Para Neusa, dois dos problemas detectados há oito anos permanecem: a violência e a invisibilidade. “A desunião parece ter diminuído, inclusive com a criação de uma associação dos permissionários do viaduto.”
    O coordenador do Memorial do Legislativo da Capital, Jorge Barcellos, apresentou breve histórico do viaduto, que considera “o primeiro ícone da modernidade na cidade”.
    Explicou que a ideia do viaduto surgiu no final do século XIX, época em que o local era uma simples viela. Iniciada em 1932, a obra só foi concluida em 1943, na gestão do prefeito José Loureiro da Silva.
    (Marco Aurelio Maroccoreg. prof. 6062)

  • Teleférico sinaliza salto turístico em Osório

    A prefeitura de Osório comprou um terreno de 35 mil metros quadrados junto ao quartel da Brigada Militar, na margem direita de quem trafega no sentido norte da BR-101.
    Ali será construída a estação de embarque do teleférico ligando a cidade ao topo do Morro Borússia, obra que terá início em meados de 2011, caso o projeto obtenha licença ambiental da Fepam – no mesmo terreno, no extremo norte da cidade, está prevista também a construção de um hotel 4 estrelas com centro de convenções.
    A outra ponta do teleférico, no alto do morro, ficará em antigo reduto de colonização alemã consagrado nas últimas décadas ao turismo ecológico. Além de cachoeiras e trilhas, aqui há mirantes, rampas de vôo livre, pousadas e restaurantes.
    Por uma estimativa feita em 2004, quando a Fepam negou licença ambiental a uma via dupla de transporte em cabos de aço com 900 metros de extensão, o custo de implantação do teleférico de Osório seria de R$ 4,1 milhões.
    Reformulado para 1300 metros, o novo projeto pode ter seu custo aumentado para até R$ 6 milhões, estima o contador Jorge Ramos, secretário do Desenvolvimento e Turismo de Osório.
    Para poder atravessar a BR-101, o teleférico precisa ser aprovado também pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
    No ponto de travessia, está prevista a construção de uma proteção semelhante a uma passarela de pedestres, sobre a qual deslizarão as cabines com capacidade para levar de quatro a seis pessoas.
    Essa viagem sobre a mata atlântica custará entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa. O teleférico poderá transportar 200 pessoas por hora.
    Assim que sair o licenciamento ambiental, a obra será licitada pela prefeitura. Se a iniciativa privada não se apresentar, o próprio município vai construir e operar o mecanismo até que o negócio se consolide.
    “O teleférico é estratégico para o incremento dos serviços de turismo de Osório”, diz o prefeito Romildo Bolzan Jr., a dois anos do término de um mandato de oito anos, durante os quais a economia municipal deu um salto graças às obras de duplicação da BR-101 e da construção dos 75 aerogeradores da Ventos do Sul Energia, tocada por capitais espanhóis e alemães.
    Foi com os recursos da compensação ambiental do parque eólico de Osório a partir de 2005 que a prefeitura começou a investir em favor do turismo ecológico no ponto mais alto da Serra Geral, a 90 quilômetros de Porto Alegre, de Torres e de Gramado.
    O primeiro passo foi asfaltar o ziguezague de quatro quilômetros que leva da BR-101 ao topo do Borússia. O segundo melhoramento foi a iluminação da estrada, visível de qualquer ponto do litoral norte. Outra obra foi um mirante com vários patamares de observação. Bela vista.
    Do Morro Borússia, 360 metros acima do mar, avista-se toda a planície litorânea, com seu cordão de lagoas, capões, sítios, lavouras, pastagens, rebanhos e aerogeradores.
    Nos dias claros, são visíveis as silhuetas das cidades de Tramandaí, Imbé, Xangri-Lá e Capão da Canoa, ex-distritos de Osório.
    A mancha urbana de Torres só se enxerga nos dias muito transparentes, quando o vento predominante (o nordeste) não está espalhando na paisagem os vapores do Atlântico.
    ÁGUA, TERRA E AR
    O projeto do teleférico ferve na imaginação osoriense há mais de dez anos. Agora que há recursos concretos e demanda aparente para concretizá-lo, ele está amarrado a outros projetos (de turismo e urbanização) dependentes da implantação de um novo sistema de saneamento básico da cidade, no qual estão sendo investidos mais de R$ 23 milhões.
    Com a despoluição das duas lagoas mais próximas do centro da cidade, a prefeitura prevê integrar o lazer náutico ao teleférico, que tem mais duas fases previstas para execução até 2020.
    A primeira é uma extensão da linha da primeira estação até o ponto mais elevado do morro. A outra, uma linha horizontal sobre a Lagoa do Marcelino, ligando a estação da margem da BR-101 ao antigo Porto Lacustre, berço da história de Osório desativado há 50 anos, quando as rodovias tomaram conta do transporte de cargas e passageiros. “Se o plano vingar, o teleférico será o maior do Brasil, com quase cinco quilômetros”, diz o secretário Ramos.
    Antes usadas como vias de navegação, as águas osorienses foram paulatinamente poluídas por esgotos domésticos, a ponto de se tornarem impróprias até para o lazer náutico, esporte ainda pouco praticado nessa região dominada por grandes corpos lacustres.
    Só no município de Osório há 23 lagoas. Em todas se pesca alguma coisa. Em algumas, extrai-se areia fina intercambiada com a areia grossa do rio Guaíba.
    Para despoluir suas duas lagoas mais próximas (Marcelino, com 10 hectares de lâmina d’água, e Peixoto, com 100 hectares), Osório está implantando uma rede geral de coleta de esgotos, a serem encaminhados a uma estação de tratamento sanitário junto à Lagoa dos Barros (10 mil hectares).
    Situada a oeste da cidade, a Lagoa dos Barros é tão grande que alcança o vizinho município de Santo Antonio da Patrulha, do qual se desmembrou Osório há 153 anos.
    BRIGA NA JUSTIÇA
    A notícia da ETE de Osório não foi bem recebida pelos patrulhenses, que têm até um balneário em suas margens. O conflito de interesses sobre os usos das águas da Lagoa dos Barros foi parar na Justiça, onde se encontra até hoje. Num primeiro entrevero em primeira instância, Osório levou a melhor, mas Santo Antonio da Patrulha recorreu.
    Mesmo com o processo prometendo arrastar-se indefinidamente como uma briga de família na Justiça, a ETE de Osório está pronta ao custo de R$ 6 milhões. Linda obra pintada de lilás. Aqui o prefeito premedita instalar também, no futuro – “em parceria com a UERGS, eu espero” –, uma instituição de ensino e pesquisa voltada para energias alternativas, como a geração eólica, a exploração solar e o que mais for compatível com os recursos naturais da região, rica em águas ferruginosas, areias finas, terras férteis e ventos fortes.
    Uma idéia ventilada recentemente é buscar a autosuficiência energética para custear, pelo menos, o pagamento da conta municipal de eletricidade, R$ 140 mil mensais. Por coincidência, é mais ou menos esse o valor produzido mensalmente por cada um dos aerogeradores plantados em Osório pela Ventos do Sul Energia.
    Investimento municipal com aporte federal e gestão estadual, o saneamento básico de Osório vai devagar não apenas porque obras subterrâneas são lerdas por natureza, mas porque uma das empresas ganhadoras da empreitada ignorava que boa parte da cidade foi construída sobre brejos arenosos.
    “A empreiteira da rede alega que é preciso esperar pela compactação natural das ruas esburacadas antes de recolocar o calçamento de pedras e asfaltar novamente os trechos abertos para a colocação dos canos”, contou um funcionário da Corsan. Por esse e outros detalhes, admite-se que um atraso crônico compromete o início das operações de bombeamento dos esgotos, prometido para março de 2011. “E não adianta atropelar as obras agora, porque encanamento de esgoto não pode ser feito às pressas”, diz a fonte (limpa) da Corsan.
    O sistema de coleta de esgotos de Osório compreende quatro estações elevatórias e uma central de bombeamento, situada no antigo bairro Porto Lacustre, que vai mandar todo o material coletado para a ETE a mais de cinco quilômetros, junto à Lagoa dos Barros, cujas águas descem para a Lagoa dos Patos.
    O nome do Porto Lacustre remete à navegação existente até 50 anos atrás na pequena Lagoa do Marcelino, que se comunica por um canal natural com a Lagoa do Peixoto, também unida por outro canal à Lagoa da Pinguela, cujas águas se comunicam com a Lagoa dos Quadros, que pode chegar ao mar via lagoa e canal de Tramandaí, a única saída marítima leste das águas rasas do nordeste gaúcho.
    Esse grande cordão de lagoas esteve ligado à Lagoa dos Patos durante 40 anos por uma ferrovia de 54 quilômetros inaugurada em 1921 por Antonio Borges de Medeiros e desmanchada por ordem do governador Leonel Brizola em 1960, quando as cargas e os passageiros já se haviam bandeado para o transporte rodoviário.
    Como parte de um projeto de recuperação da memória econômica de Osório, a prefeitura construiu em 2007 uma réplica da antiga estação ferroviária urbana, no centro da cidade. Nela funciona hoje um pequeno museu de baixa freqüência popular.
    MARINAS
    A segunda etapa desse projeto memorialístico, que visa também a revitalização turística municipal, é a construção de marinas nas lagoas do Marcelino e do Peixoto. Tanto numa como noutra, as obras compreendem trapiches simples, nada além de réplicas dos portos lacustres de outrora, mas ambos cercados de atrativos terrestres como passarelas, quiosques, arborização.
    Embora baratas, são obras que só serão realizadas após o deslanche do sistema de saneamento básico. Com as duas lagoas limpas, sem mau cheiro, acredita-se que possa renascer aqui a navegação, não de cargas, mas de passeio, voltada para o lazer.
    Na Lagoa do Peixoto, cujas margens são parcialmente ocupadas por condomínios residenciais e sítios de lazer, recentemente beneficiados com o asfaltamento da antiga estrada de terra, já está em construção um restaurante e um conjunto de quiosques para atender a veranistas que ao mar preferem a proximidade da água doce.
    Ali está prevista a construção de um ponto de apoio náutico para esportistas da região.
    No final de novembro de 2010, esse ponto turístico foi mostrado pelo prefeito de Osório a um grupo de investidores interessados no desenvolvimento de uma marina no litoral norte. “Levei os visitantes a outros pontos aqui nas águas de Osório”, diz Bolzan, “mas no final do dia concluí que eles encontrariam terreno mais favorável em Capão da Canoa, onde estão surgindo condomínios de gente possivelmente interessada em navegar em águas interiores”.
    A última marina a ficar pronta em Osório será a da Lagoa do Marcelino, praticamente engolfada pela expansão do núcleo urbano da cidade, com seus 30 mil habitantes.
    Vinte anos atrás, na primeira gestão de Romildo Bolzan Jr., a Marcelino foi escolhida para a construção de uma ETE capaz de tratar 30% dos esgotos da cidade. Ou, seja, a pequena estação a céu aberto construída no final da rua Barão do Triunfo, no bairro Caiu do Céu, recebia os despejos de todo o centro da cidade. Após o tratamento, os efluentes eram jogados na lagoa.
    Com o tempo, a ETE caiu no descuido e a cidade cresceu. Há cinco anos, em vez de recuperar a pequena ETE e implantar soluções semelhantes em outras áreas expandidas da cidade, a prefeitura optou pelo megasistema único de saneamento centralizado na ETE da Lagoa dos Barros.
    Desde que o novo sistema funcione, a Lagoa do Marcelino vai deixar de receber esgoto e suas margens se tornarão um bom lugar para caminhadas, como projetou a prefeitura.
    Por extensão, o mesmo acontecerá com a anexa Lagoa do Peixoto, cujas águas fétidas foram abandonadas pelos praticantes de wind surf. Os pioneiros desse esporte mudaram-se para a Lagoa dos Barros, onde há duas escolas de wind e kite surf.

  • Prefeitura seleciona projeto para o viaduto

    Abertura do viaduto Otávio Rocha em Porto Alegre, década de 20. Museu Joaquim Felizardo, Porto Alegre
    Abertura do viaduto Otávio Rocha em Porto Alegre, década de 20. Museu Joaquim Felizardo, Porto Alegre

    Até o dia 30 de janeiro a prefeitura de Porto Alegre recebe propostas para “revitalização” do Viaduto Otávio Rocha.
    Os candidatos terão que apresentar um projeto, com orçamento, propondo soluções que melhorem a situação do viaduto, um dos símbolos do centro histórico da capital.
    O edital com as regras para participação esta publicado no diário oficial do dia 30 de novembro.
    A revitalização inclui reforma e restauração da estrutura física do viaduto, mas também definição de uso dos espaços comerciais que existem nas laterais ao longo da avenida Borges de Medeiros.
    Atualmente as lojas, de diversos tamanhos são ocupadas por 38 permissionários e abrigam bares, sebos, lojas de discos, lojas de celulares.
    Os atuais permissionários terão preferência na seleção dos novos ocupantes dos espaços. Muitos, porém, estão irregulares porque compraram a concessão, o que é vetado pela lei.
    A prefeitura espera propostas criativas. “Não há restrições ao que pode ser proposto para os espaços comerciais. Pode ser algo que configure um corredor cultural, ou de repente um espaço só para venda de flores. Depende da criatividade do candidato e do orçamento”, diz a coordenadora dos próprios municipais, Adriana Leão.

  • Guerra ao tráfico: o que fazer com o usuário?

    O sociólogo Dillon Soares, de 76 anos, se dedica há 35 ao estudo da criminalidade urbana. É professor do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).
    Sua análise das ações militares contra o narcotráfico no Rio de Janeiro não revela grande otimismo, embora reconheça que um passo importante foi dado.
    Segundo o especialista, os ataques até agora foram direcionados as áreas controladas por uma das faccções criminosas que controlam o tráfico de drogas no Rio, o Comando Vermelho. Não representam, portanto o controle sobre o crime organizado na cidade.
    Para ter resultados mais efetivos o governo deve avançar com outro tipo de medidas. O professor Soares sugere que o governo brasileiro siga o exemplo do governo de Álvaro Uribe (2002/2010) na Colômbia.
    “É o que chamo de de uma proposta de rendição: os soldados do tráfico, os integrantes das facções, se integrariam na sociedade, como esquecimento dos crimes passados, em troca do abandono das armas”.
    O governo colombiano ofereceu perdão para os crimes cometidos e até uma bolsa de 180 dólares para garantir sua reinserção de bandidos na sociedade.
    Em três anos, conseguiu que 13 mil pessoas entregassem suas armas, principalmente milicianos. No Rio, a questão das milícia ainda não foi atacada.
    Quando à ação dos bandidos, diz o especialista que não é inédita a ofensiva que deu origem à reação do governo. Nos últimos anos, desde 2000, mais de 800 ônibus incendiados no Rio, com as ocorrências sempre ligadas à prisão, remoções e mortes de traficantes.
    “O que chamou atenção agora foram os ataques em diversos pontos da e uma concentração menor no tempo, o que indica uma coordenação, mas uma coordenação de grupos fragilmente organizados. É um erro pensar as facções como empresas com linhas hierárquicas organizadas. Elas se conectam fragilmente. Vem uma ordem e cada um age do jeito que pode”.
    Para Soares, uma das conseqüências inevitáveis dos eventos no Rio é a volta certos temas ao debate, como o fim da maioridade penal aos 18 anos.”A linha dura contra a bandidagem vai ganhar muito terreno”, diz ele. O grupo de intelectuais “foucaultiano” (seguidores do filósofo francês Michel Foucault) que desconfia das instituições e se alinhou com o que se convenciona chamar de política de direitos humanos, sai disso tudo muito enfraquecido”.
    A questão mais polêmica que vai se colocar daqui pra frente, segundo Soares, é a questão do usuário. Ele diz:
    “Esse é o grande problema: o que fazer com o usuário de drogas. As opções estão ganhando uma definição nítida: ou libera-se ou crimininaliza. Mas fumador de crack das ruas e os que fumam maconha nas redações, nas universidades, nas repartições pública precisam receber o mesmo tratamento”. (Entrevista ao Valor Econômico)

  • Comércio espera o melhor Natal da década

    Com a previsão de movimentar R$ 1,2 bilhões neste final de ano, o comércio de Porto Alegre está esperando o melhor natal dos últimos dez anos.
    A estimativa se baseia numa pesquisa sobre a intenção de compra, feita pelo Clube dos Diretores Lojistas
    “As vendas deste ano podem ser equiparadas às de 2008, que foram excelentes”, diz o presidente do CDL, Vilson Noer.
    A expectativa da entidade é que o comércio da Capital tenha um aumento de 10% em relação às vendas do ano passado.
    A tendência de bons resultados aparece na pesquisa “Hábitos de Consumo para o Natal”, realizada pela Rohde&Carvalho, com exclusividade para a entidade da Capital.
    Foram entrevistadas 400 pessoas, na primeira quinzena de novembro, nos principais pontos de comércio da Capital.
    O número médio de presentes por pessoa deve aumentar: passando de cinco em 2009 para sete neste ano.
    Ainda de acordo com o estudo, os itens mais procurados para compras devem ser: roupas, brinquedos, calçados e perfumaria.
    No entanto, quando os entrevistados são questionados sobre o que gostariam de ganhar, o ranking muda uma pouco: Roupas, Eletroeletrônicos (eletrônicos, eletrodomésticos, celulares, computador, DVD, MP5) Calçados, Carro e Perfumaria.
    Em 2009 os itens mais citados pelos entrevistados foram: Eletroeletrônicos (22,3%), Roupas (17,5%), Calçados (10,3%) e Carro (6,3%).
    Um ponto importante da pesquisa é o aumento de pessoas que recebem 13º salário.
    Em comparação com o ano passado, houve um crescimento de 6%: passando de 68,3% em 2009, para 72,9% neste ano.
    “Esse é o reflexo do bom desempenho da economia e do crescimento de vagas com carteira assinada no Brasil”, explica o presidente.