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  • Investidores buscam parceria para grandes projetos no Estado

    Um grupo de investidores estrangeiros está fazendo contatos junto ao setor público visando a formação de Parcerias Publico Privadas para a realização de grandes projetos no Rio Grande do Sul.
    Sábado, eles estivaram em Osório para apresentar ao prefeito Romildo Bolzan o projeto de uma marina pública no município.
    Projeto semelhante já foi informalmente apresentado ao prefeito José Fortunati, de Porto Alegre.
    Na capital, a marina ficaria ao final do Arroio Dilúvio, aproveitando um braço natural de terra no Lago Guaíba, nas margens do Parque Maurício Sirotsky. Abrigaria prédios baixos com hotéis, comércio e serviços.
    A comitiva é acompanhada pelo arquiteto Luiz Carlos Zubaran, do Instituto Andreas Palladio, que costura a composição com um cluster australiano para executar estes e outros projetos.
    Alguns dos planos de negócios são bastante ambiciosos, como o que prevê a ligação hidroviária entre as bacias dos rios Jacuí e Ibicuí mediante a construção de sete eclusas para vencer o desnível.
    O pré-projeto estima um investimento de 800 milhões de dólares para execução via PPP.
    Consta que o primeiro a imaginar esta ligação foi o jesuíta Roque Gonzales, em 1660. Por três séculos, sucessivos governos sonharam com esta obra. A comunicação leste-oeste permitiria transporte por água de Porto Alegre a Itaqui, abrangendo diretamente 28 municípios. (Patricia Marini)

  • JÁ Editores anima a fronteira

    O jornalista Elmar Bones, editor do Jornal JÁ, fez palestra ontem  à noite em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.
    às 17h30 deste sábado, o psicanalista João Gomes Mariante fala do livro “Três no Divã”, no qual analisa a personalidade de três líderes políticos históricos: Getúlio Vargas, Oswaldo Aranha e Flores da Cunha.
    O encontro será no Núcleo de Estudos Fronteiriços, na Praça da Matriz.
    Os eventos integram a programação da I Feira Binacional do Livro em Santana do Livramento.

  • Prefeitura lança “Observatório da Cultura”

    Primeira iniciativa desta natureza na Região Sul do Brasil, o Observatório da Cultura de Porto Alegre pretende ser um centro de referência para a promoção da cultura e das artes como fatores de desenvolvimento, através da produção, estudo e difusão da informação.
    O “Observatório da Cultura”, novo projeto da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, será apresentado nesta quinta-feira, 18 de novembro.
    Será às 18h, no Memorial do Mercado Público (loja 38, 2º. pavimento do Mercado), como a presença de potenciais parceiros do Observatório, tais como o Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura, municípios da região metropolitana, universidades, empresas patrocinadoras e entidades do terceiro setor; além de representantes de observatórios de São Paulo (Itaú Cultural) e Buenos Aires (Observatório de Industrias Culturales), além do Colegiado Setorial de Música do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC).
    Na ocasião, será lançado o livro FUMPROARTE 15 anos, contendo dados consolidados sobre o premiado fundo municipal de fomento à cultura, pioneiro no Brasil. Acompanha o livro um DVD institucional com depoimentos de pessoas que fizeram a história do FUMPROARTE.
    Primeira iniciativa desta natureza na Região Sul do Brasil, o Observatório da Cultura de Porto Alegre pretende ser um centro de referência para a promoção da cultura e das artes como fatores de desenvolvimento, através da produção, estudo e difusão da informação.
    O projeto surge do reconhecimento da cultura como um direito dos cidadãos – garantido na Constituição – que tem como consequência a necessidade de uma maior responsabilidade dos governos no tratamento das políticas públicas para o setor.
    São objetivos do Observatório da Cultura:
    – Criar e manter um banco de dados geo-referenciado sobre as atividades artísticas e culturais.
    – Monitorar o impacto das políticas e ações culturais.
    – Desenvolver indicadores culturais a partir da coleta e interpretação de dados sobre a cultura.
    – Subsidiar o planejamento de investimentos em cultura, com base em evidências
    – Apoiar a formação de gestores culturais
    Com sede no Mercado Público, atualmente a equipe do Observatório da Cultura dedica-se à busca de parceiros para a viabilização de projetos como um portal web interativo para a cultura local; apoio à capacitação de gestores e empreendedores culturais; além de diversas pesquisas com a finalidade de conhecer melhor a cultura local.
    Em outubro, o projeto do Observatório foi apresentado no I Congresso Internacional de Gestão Cultural, em Mar Del Plata (Argentina).
    Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pelo telefone 3225-0793, pelo e-mail assespe@smc.prefpoa.com.br, ou no Memorial do Mercado Público (loja 38, 2º. pavimento do Mercado). Também é possível acompanhar as atividades do Observatório da Cultura através do blog http://culturadesenvolvimentopoa.blogspot.com

  • Nova onda em Capão e adjacências

    Foto: Tao Hasse

    (Geraldo Hasse) A classe média alta fecha-se em condomínios murados no litoral norte. Quem trafega pela Estrada do Mar na região de Capão da Canoa e Xangri-La, encontra na paisagem notórios sinais de identificação ideológica com ricos balneários custeados por dólares (nos EUA) e petrodólares (Abu Dhabi). São condomínios murados com casas prontas ou em construção no estilo de Jurerê Internacional (norte de Florianópolis), que buscou inspiração em Beverly Hills (California) e Miami (Florida).
    São mansões sem muros nem grades nas quais é moda, quase regra, o paisagismo com palmáceas. Quem não encontra tamareira, planta butiazeiro nativo. Quem não tem para o butiá, vai de coqueiro gerivá. O culto à flora exótica é atestado pelo plantio sistemático do pinus norte-americano na restinga e até no meio das dunas. O pinus substituiu as casuarinas australianas, usadas antigamente na arborização urbana.
    Apenas em Capão da Canoa e Xangri-Lá, balneários que se situam no miolo mais concorrido do litoral norte do Rio Grande do Sul, existem 25 condomínios fechados. Alguns se situam na beira do mar, mas a maioria fica em áreas de restinga  ou junto a lagoas de pequeno ou médio porte. Em Tramandaí há um condomínio gigantesco junto à Lagoa da Custódia cujo diferencial é uma rica mata nativa.
    Foto: Tao Hasse

    Em nenhum desses empreendimentos os terrenos custam menos de R$ 80 mil. No Enseada de Xangri-Lá, dois lotes totalizando 1150 metros quadrados estão em oferta por R$ 750 mil. As casas, com um padrão médio de quatro quartos, são oferecidas por valores de R$ 800 mil a R$ 2,5 milhões.
    Em todos os condomínios há portões com guardas armados, piscinas, sauna, canchas de tênis e outras novidades, muitas delas anunciadas em jargão originário da Flórida. Yes, aqui churrasqueira também é conhecida por gourmeteira. E mais, os condôminos podem desfrutar de service pay per use, jogar paddle, dispor de lan house com garage band, além de contar com espaço-kid junto ao play ground. Claro que todos têm fitness center et le scambeau. Um dos condomínios oferece um bosque de seis hectares onde existe um caminhódromo de dois mil metros. Outro tem um campo de golfe. Dois ou três têm marinas. Há um clima de Abu Dhabi por ali.
    Em Capão da Canoa, junto a um dos principais condomínios construídos nos últimos anos, desenvolveu-se um ajuntamento de moradias populares no lado continental da Estrada do Mar. Essa rodovia, construída em 1989/90 sem licenciamento ambiental, foi o estopim da devastação da restinga do litoral norte do Rio Grande do Sul.
    Depois de andar por ali em maio de 2006 com alunos da Biologia da UFRGS, o professor Paulo Brack encaminhou uma carta-denúncia ao Ministério Público Estadual.
    Em quatro páginas ele relatou diversas infrações ambientais como o arrancamento de figueiras (árvore imune ao corte por lei estadual de 1992), a construção de aterros e o desmanche da paisagem. Brack não é o único biólogo preocupado com a destruição da biodiversidade nos raros ecossistemas da costa Sul.
    Há anos o biólogo Marcelo Duarte Freire, especialista em anfíbios, procura vestígios do sapo flamenguinho (Melanophryniscus dorsalis), cujo apelido vem de suas listras rubro-negras. O pequeno sapo tem apenas dois centímetros de comprimento e é considerado ameaçado de extinção desde 1933, quando foi descrito por Mertens, que o encontrou no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
    Atualmente só se vê o flamenguinho em fotos de compêndios de biologia. Junto com outras espécies animais e vegetais, o sapinho rubro-negro é vítima da ocupação indiscriminada do litoral sulino. Outro alvo da preocupação dos biólogos é o tuco-tuco, que vive nas dunas, mas não há um levantamento sistemático dos danos ambientais praticados pela população humana no litoral.
    Lenta nas primeiras décadas do século XX, a corrida imobiliária para as praias intensificou-se com a abertura de estradas, especialmente a BR-101, depois da II Guerra Mundial. Se antes o maior sonho era ter uma casa de frente para o mar – em consequência disso,  praias como Capão da Canoa estão pontilhadas de edifícios –, agora o processo de ocupação se desloca para áreas interiores de campos, banhados, dunas e lagoas, até há pouco tempo desprezadas até por seus proprietários originais, herdeiros de sesmarias coloniais.
    Num olhar de fora, é difícil compreender por que tanta gente investe na mudança da paisagem e na construção de novas formas de habitação, mas é evidente a preocupação dos construtores em oferecer conforto, segurança e privacidade aos novos proprietários dessas áreas emergentes e praticamente inabitadas. Aparentemente, a maioria não foi construída para morar, mas como investimento.

  • Mariante recebe medalha Simões Lopes Neto


    A governadora Yeda Crusius entrega hoje (18), às 17h30, no Palácio Piratini, a Medalha Simões Lopes Neto o João Gomes Mariante, autor do livro “Três no Divã” (JÁ Editores, 2010).
    O psicanalista será agraciado pela obra na qual analisa a personalidade dos políticos gaúchos Getúlio Vargas, Flores da Cunha e Oswaldo Aranha.
    Mariante tem 92 anos, dos quais quase 60 dedicados à psicanálise. Especialista em profilaxia do suicídio, traz à bibliografia nacional uma abordagem inédita, ao observar o psiquismo e as motivações de líderes políticos desde a antiguidade até os dias atuais.
    O registro histórico inspirou Yeda Crusius a resgatar a memória de governantes gaúchos históricos. “Esse livro foi como uma luz e me fez ver a política e seus personagens de uma maneira diferente. Por causa dele, reabilitei o busto de Flores da Cunha, que foi um grande governador e cuja escultura estava num depósito”, afirmou a governadora. “Este homem é uma lição de vida”, complementou.
    João Gomes Mariante é membro efetivo da Associação Internacional de Psicanálise, da Associação Brasileira de Psicanálise, da Associação de Psicologia e Psicoterapia de Grupos em Buenos Aires. Além de membro honorário da Academia Sul-Riograndense de Medicina e do Rotary Internacional.

  • Telespectadores do SBT oferecem ajuda financeira a Silvio Santos

    Dezenas de telespectadores do SBT enviaram cartas e e-mails para Silvio Santos oferecendo ajuda financeira ao SBT.
    As mensagens começaram a chegar no último final de semana.
    Os telespectadores perguntam como poderiam ajudar o empresário, que está com uma dívida de R$ 2,5 bilhões, fruto de um empréstimo para sanar o rombo do banco PanAmericano.
    Para segurar o pagamento, Silviou colocou a emissora e outras empresas de seu grupo como garantia do empréstimo.
    “Silvio, gostaria de saber como posso ajudar você e o SBT”, diz o trecho de uma das cartas, informa a coluna Ooops, do jornalista Ricardo Feltrin.
    Segundo pessoas próximas a Silvio, as mensagens fizeram o empresário marejar os olhos de emoção.
    “Peço que mandem uma conta do Grupo SS para que eu possa depositar um pouquinho das minhas economias para ajudar o Silvio que tanto tem ajudado o povo sofrido. (Assinado Jorge)”, diz outra mensagem.
    Um internauta, com o mesmo argumento, afirma que o empresário já ajudou muitas pessoas, por isso gostaria de colaborar. “Silvio você é o cara. Já ajudou muita gente e agora é nossa vez de ajudar.” (Adriano, via hotmail).
    Outro telespectador perguntou qual era a melhor forma de ajudar o empresário, comprando um carnê do Baú ou um bilhete da Tele Sena.
    O rombo do banco, do qual Silvio é o principal acionista, está sendo investigado. O empresário não descarta a possibilidade de ter sido vítima de um golpe da administração do banco, mas aguarda o resultado das investigações. (Do Comunique-se)

  • Para conhecer os vinhos da África do Sul

    O Núcleo do Vinho, programa da Fundação Ecarta, faz hoje, a partir das 19h30, curso sobre vinhos da África do Sul, onde vinhedos das castas Chenin Blanc, Colombard, Pinotage, Merlot, Cabernet Sauvignon, entre outras, estendem-se pelas encostas de Stellenbosch e Paarl.
    O curso, sobre os principais aspectos do cultivo da vinha na África do Sul e as regiões produtoras em destaque, será ministrado por Giovana Faccin, gerente de marketing da Vinícola Pizzato. A palestrante é pós-graduada em Marketing do Vinho pela ESPM, restauranter formada pela UNISINOS e sommelier FISAR – Federazione Italiana de Sommelier Albergatori Ristoratori.
    Vinhos que serão degustados: Chenin Blanc Avondale, Dani de Wet Chardonnay Sur Lie, Glen Carlou Tortoise Hill Rose Paarl Valley, Pinotage Avondale e Porcupine Ridge Cabernet Sauvignon.
    Investimento: 25 reais. Inscrições: www.fundacaoecarta.org.br ou na sede da Fundação Ecarta, na avenida João Pessoa, 943, em frente à Redenção.

  • Feira do Livro recupera o espírito perdido

    Apesar de dividida por um tapume, que isolou a Rua da Praia, a Feira do Livro de 2010 recuperou um pouco do espírito perdido com o gigantismo dos anos anteriores.
    No corredor central da praça, com mais espaço, houve lugar para aquilo que muitos consideram tão importante quanto os livros: o ponto de encontro e convivência que a feira foi desde sempre.

  • Uma oportunidade para conhecer Fuhro


    Abre dia 1º de dezembro a primeira exposição da obra de Henrique Léo Fuhro, artista incompreendido na cidade onde viveu, Porto Alegre, embora reconhecido por muitos artistas e críticos como uma das grandes expressões das artes plásticas do Brasil.

    É uma “exposição panorâmica”, com curadoria de Renato Rosa, reunindo gravuras, desenhos e pinturas. Algo inédito, cuja importância aumenta quando se sabe que uma parte considerável – para alguns a mais importante – da obra de Fuhro foi destruída.
    Atendendo o que seria um pedido do artista, familiares queimaram as matrizes (“tacos”) de todas as suas xilogravuras.
    Fuhro nasceu em Rio Grande, em 1938, morreu em Porto Alegre, em 2006.
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    MARGS, de 3a a domingo, das 10 às 19 horas

  • Pronto Socorro: comerciantes vão à Justiça pedir indenização

    O comerciantes instalados nos sobrados que serão desapropriados para a ampliação do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre vão recorrer a Justiça. Eles querem também ser indenizados.
    A prefeitura vai negociar com os proprietários dos imóveis um valor para calcular a indenização com base no índice contrutivo. Mas a lei não contempla os inquilinos que tem comércio no local.
    Por enquanto são três os comerciantes que já contrataram advogado para recorrer à Justiça.
    O café Coletânea que ali funciona há 12 anos, a estética Moya, há seis anos e a creche, com 100 crianças, há 14 anos no local.