Três das empresas, até agora, citadas no novo escândalo que aos poucos vai ganhando destaque na imprensa, estão envolvidas na maior fraude contra o patrimonio público no Rio Grande do Sul.
Siemens, Alstom e ABB estão arroladas entre os réus no processo da CEEE, que corre em segredo de Justiça há 17 anos e ainda não saiu da primeira instância.
O processo, originado de uma ação civil pública, tem 11 empresas e 13 pessoas físicas arroladas como réus. O principal acusado é Lindomar Rigotto, que foi assassinado em 1999. O valor do desvio, pela fraude no edital e nos contratos para construção de 11 subestações de energia, chegaria em valores atualizados a R$ 8OO milhões.
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Mega escândalo tem ramificações no RS
Novo escândalo bota mensalão no chinelo
O novo escândalo, deflagrado pelas confissões da Siemens ao CADE, vai fazer o chamado “mensalão” parecer uma coisa de amadores.
A empresa alemã, acossada pelas investigações iniciadas em 2008, fez um acordo para ter suas penalidades reduzidas e entregou um esquema de corrupção que remonta a mais de 20 anos e envolve licitações em projetos de energia elétrica e trens urbanos em vários Estados. Só em São Paulo, a fraude na licitação do metrô desviou mais de R$ 50 milhões (quase o valor total do Mensalão).
O escândalo começou a ser conhecido há uma semana, por uma reportagem da Folha de São Paulo. Nos dias seguintes foi detalhado pelo jornal Valor Econômico e neste fim de semana foi destaque da revista IstoÉ. Governos do PSDB são os principais implicados.No Rio, empresas de ônibus serão investigadas
O Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro decidiu fazer uma devassa nas 43 empresas dos consórcios que operam ônibus na cidade. Segundo o jornal O Globo de hoje, o TCM voltou atrás 22 dias depois de ter arquivado uma investigação semelhante. Numa nova sessão, por unanimidade, decidiu investigar a formação de cartel e determinou que a Prefeitura faça estudos para demonstrar se a tarifa de R$ 2,75 é compatível com a qualidade do serviço.
Depois da Câmara, pressão na Prefeitura
Depois de terem deixado a Câmara Municipal, na manhã fria e chuvosa desta quinta-feira, os manifestantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público organizam um ato em frente à Prefeitura de Porto Alegre, a partir das 18 horas de hoje.
O acordo para a desocupação do prédio foi assinado ontem à noite, em audiência judicial. Os ocupantes concordaram em sair e o veradores comprometeram-se a protocolar o projeto da abertura das contas das empresas de transporte público e a encaminhar ao Executivo o projeto do passe livre para estudantes e desempregados. Ambos os projetos foram elaborados durante a ocupação, que durou oito dias.
O movimento não vai parar por aí, O passe livre é apenas a demanda mais imediata. A meta é chegar, num futuro breve, à tarifa zero, ou seja, ao transporte 100% público, e criar mecanismos de controle social sobre o serviço.Governo federal retoma ferrovias
Falta apenas um encontro de contas final para concluir a devolução das concessões de ferrovias da ALL Logística ao governo federal. A ALL é a maior concessionária ferroviária do país, e começou pela Malha Sul, com a privatização da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), em 1997.
A informação foi confirmada esta manhã pelo ministro César Borges, dos Transportes, após reunião com o governador Tarso Genro e deputados gaúchos, no Palácio Piratini. “Se a ALL vai devolver a concessão antes do tempo, por outro lado ela abandonou vários trechos que eram operacionais e deixaram de ser”.
O Programa de Investimento em Logística, lançado em agosto passado, para reformular e ampliar a malha ferroviária nacional, levará o governo a retomar concessões em diversos trechos, como já aconteceu com a FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), que opera no Sudeste.
Os trechos serão novamente licitados, mas desta vez o contrato contemplará obrigatoriedade de investimentos, o que não constava nos contratos das atuais concessões.Impasse na Câmara: ocupação continua
Oficiais de Justiça passaram pela Câmara ocupada hoje. Constataram que não há nenhum vestígio de depredação do patrimônio ou qualquer impedimento à entrada dos funcionários da casa, que foram avisados pela mesa diretora da Câmara para não aparecerem ontem.
Os oficiais de Justiça informaram que hoje não há mais tempo hábil para qualquer reintegração, e nem constataram urgência. As vereadoras Sofia Cavedon (PT) e Fernanda Melchiona (PSol) estiveram com os manifestantes.
O impasse é: o Bloco de Lutas queria que os vereadores votassem hoje o projeto de passe livre para estudantes e desempregados, elaborado no final de semana, e o levasse ainda hoje para a Prefeitura. A maioria conservadora do Legislativo usou da velha estratégia de não dar quorum para nenhuma votação, já que o recesso parlamentar começa quarta-feira.
Parte dos vereadores reuniram-se ontem à noite numa churrascaria, convocados pelo presidente da casa, pedetista Thiago Melo (PDT), sem convidar os colegas que têm circulação entre os manifestantes, e mandaram avisar aos funcionários que não comparecessem hoje.Revista Já Energia: Editora publica primeira edição de série especial
Lançada em maio, a Revista Já Energia traz o tema “Energia para Crescer”, abordando os desafios e estratégias para sustentar o crescimento da economia gaúcha. Confira na íntegra a primeira publicação da Editora Jornal Já da série especial Desenvolvimento do Rio Grande do Sul….
Desafios e estratégias para sustentar o crescimento da economia gaúcha
O maior desafio ao crescimento sustentável é a produção de energia. Impossível crescer sem energia. Quais são as demandas no Estado? Quais são as fontes disponíveis? Qual é a matriz atual? O que tem que mudar? Qual o custo ambiental? Quais os avanços na redução dos impactos?
Carvão, vilão ou solução?
O carvão aparece como o vilão ambiental quando se trata de fonte energética. Tem impacto na lavra, tem impacto no transporte, tem impacto na queima. No entanto, é a maior reserva de energia disponível. São 32 bilhões de toneladas, mais de 80% no Rio Grande do Sul. Qual o uso do carvão, hoje? Qual o seu papel na matriz energética? Até onde ele pode ir sem comprometer o ambiente? O que a tecnologia está fazendo para mitigar os impactos?
Hidrelétricas: onde está o limite?
É a principal fonte atualmente no Brasil e no Estado, mas tem suas limitações. Qual é a potência instalada hoje no Estado? Qual é o potencial medido? As PCH (pequenas usinas) podem se multiplicar? Quais os grandes projetos já previstos?
Outras fontes térmicas
O óleo combustível também carrega pesado ônus ambiental. Mas ainda é importante como energia complementar. O gás tem baixo impacto, mas vem de longe, de fonte externa. Outras alternativas.
Energias alternativas
Nos últimos cinco anos, a energia eólica saiu da fase experimental para tornar-se uma realidade na matriz energética. Os parque se multiplicam, a tecnologia avança rapidamente. As outras fontes limpas, como a energia solar, qual é o horizonte delas?
Confira:
Revista JA ESPECIAL ENERGIA – MAIO 2013Ocupantes da Câmara discutem retirada
Com dois projetos de lei elaborados durante o final de semana e aprovados em assembléia hoje cedo, no plenário, o Bloco de Lutas pelo Transporte Público discute agora como será a desocupação da Câmara e quais os próximos passos do movimento.
Eles entendem que, ao pedir a reintegração de posse na Justiça, no sábado, a direção do Legislativo quebrou o acordo, pois os manifestantes já tinham programado liberar o plenário hoje de manhã, a tempo de ocorrer sessão legislativa a partir das 13h30. Agora, aguardam a chegada da Brigada Militar. O consenso continua sendo “negociar tranquilamente”. Repudiam a criminalização dos movimentos sociais.
A expectativa era de que o primeiro projeto, de passe livre para estudantes, fosse votado ainda hoje, e levado pelos vereadores à sanção do prefeito, que até agora não se manifestou.
O outro projeto, de abertura das contas e auditoria nas empresas de transporte, seria votado na primeira semana de agosto, após o recesso.
A postv.org está transmitindo ao vivo a discussão na Câmara.Na Câmara, ocupação continuará até 2a-feira
O pedido de reintegração de posse da Câmara de Porto Alegre foi aceito pela Justiça gaúcha. Mas não para amanhã, como queria o grupo de vereadores que entrou com o pedido. Só valerá a partir de segunda-feira, data que os ocupantes já tinham programado. Eles liberarão o plenário, mas não pretendem abandonar a casa. Estarão nas galerias, pressionando para que o Legislativo encaminhe ao Executivo a proposta de projeto de lei que está em elaboração. “Vai ser um projeto massa, estamos dissecando o assunto”. A outra demanda, para agosto, logo após o recesso legislativo que começa dia 17, é a abertura detalhada das contas para o cálculo da tarifa.
Cresce a tensão na Câmara de Porto Alegre
Foi protocolado hoje à tarde um pedido de reintegração de posse do prédio da Câmara Municipal de Porto Alegre antes de segunda-feira. Até então estava acordado com o Bloco de Lutas que desocupariam o plenário até segunda-feira de manhã. Vereadores contrários ao pedido de reintegração foram ao plantão do TJ-RS pedir que o pedido não seja deferido.
Para aproveitar o final de semana, os ocupantes organizaram um seminário aberto ao público. Hoje à tarde, o debate foi sobre a viabilidade econômica do passe livre. A tarde transcorreu calmamente, com os portões abertos e pouco público de fora do movimento.
No final da tarde, diante da notícia do pedido de reintegração, o Bloco de Lutas divulgou uma carta aberta.
A carta diz que o Bloco aprovou, em assembleia geral, 75% das propostas apresentadas pelos vereadores e indicou a desocupação da Câmara na segunda-feira, na parte da manhã, “visto que, durante este fim de semana, estamos promovendo um seminário aberto à população, com debates e aulas públicas relacionados à questão do transporte público. Ainda assim, vimos todo o nosso esforço de negociação ser rompido”, diz o texto.
“Face ao rompimento das negociações por parte dos vereadores, exigimos do governo Tarso Genro e do secretário de segurança pública, garantias de que não haja nenhum tipo de intervenção da Brigada Militar no processo iminente de reintegração de posse, diante de uma ocupação que se mostrou pacífica e zelosa com o patrimônio da casa”.
Depois de desocupar o plenário, permitindo a continuidade das sessões legislativas, eles pretendiam continuar nas galerias, acompanhando as sesões.
O Bloco convocou uma coletiva de imprensa, para depois da assembleia que discute o que fazer a partir do pedido de reintegração.
