Muito oportuna a entrevista com o ex-senador Pedro Simon na
TVE, exibida e 29 de dezembro, com reprise neste domingo, 3.
Simon, que pautou seu discurso no Senado pelo combate à corrupção, diz que o que está acontecendo no Brasil não tem precedente em toda a história do país. “De Cabral até hoje, nunca um ministro, um senador, um grande empresário foi para a cadeia por corrupção neste país.”
Ele avalia que as denúncias e os indícios de ganhos pessoais atingiram irremediavelmente o ex-presidente Lula, mesmo que nada fique provado contra ele.
“Ele estava certo de que ia voltar em 2018. Agora não tem condições nem de ser candidato”.
Sobre a presidente Dilma Rousseff, em relação aos escândalos de corrupção, ele foi taxativo: “A Dilma não, não vejo ela metida nisso”.
Simon tem alguns lapsos de memória, normal para sua idade, mas seu depoimento é importante, por sua experiência em 60 anos de militância política e até pelo descompromisso por estar afastado.
Neste momento, em que inicia o ano, fornece elementos para uma boa reflexão sobre o conturbado quadro político nacional. (EB)

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