Assembleia Geral dos professores decide adiar a greve

Felipe Uhr
Aconteceu no começo da tarde desta sexta-feira, a primeira Assembleia Geral do Cpers de 2016. Entre os assuntos principais, a votação se a categoria entrava ou não em greve.
Os cerca de 3 mil professores presentes no Gigantinho decidiram não começar a greve. A decisão foi soberana e sem dúvidas quanto ao resultado.
Com isso a categoria inicia agora uma “construção de greve”.
Decidida em reunião de Conselho e aprovada na Assembleia Geral de hoje, foi montada para março e abril uma agenda de mobilização  afim de  pressionar o governo a aceitar as reivindicações dos professores.
A principal delas é o pagamento do Piso Salarial Nacional do Magistério.
Confira abaixo as propostas de mobilização que o Cpers propôs e os professores aprovaram:
1- Construir a greve, seguindo um calendário forte de mobilização, com foco no Piso Salarial Nacional, com paralisação nos dias do calendário de mobilização. Realizar atividades semanais, marcando atividades com duração de 8 minutos e 13 segundos, correspondentes ao percentual de aumento concedido pelo governo estadual ao poder Judiciário .
-Dia 08/04: trancamento de rodovias;
-Dia 13/04: ato em defesa do IPE;
– Ato nas CRES.
2- Organizar Aulas de Cidadania;
3- Exigir a retirada das PECs 242 e 251 e dos PLs 44 e 507;
4- Promover Plenárias Regionais e Municipais para mobilizar a categoria e pressionar o governo;
5- Organizar Fóruns de discussão e defesa da escola pública nas comunidades de cada região;
6- Realizar campanha em defesa da escola pública com os seguintes eixos: Salário e remuneração, Carreira, Previdência e Saúde do Trabalhador, Condições de Trabalho e Segurança e Pedagógico;
7- Cobrar do governo a realização de avaliações funcionais e alterações de níveis do ano de 2015 e a retomada das promoções e suas respectivas publicações;
8- Realizar campanha “Fora Vieira” diante dos ataques e ameaças da Secretaria de Educação contra a categoria;
9- Investir em mídia de rádios regionais para rebater ataques aos educadores;
10- Pressionar as diretorias municipais dos partidos com representação na Assembleia Legislativa, cobrando posição em relação às pautas dos educadores;
11- Realizar períodos reduzidos com foco no Piso e calendário de reposição salarial.

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