Ex-diretor e funcionário do DMLU suspeitos de desviar R$ 100 mil

A investigação da Polícia Civil aponta para o desvio de 763 itens, móveis e eletrodomésticos usados, que foram doados pelo Tribunal de Justiça do RS ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) de Porto Alegre. O valor dos itens chega a R$ 100 mil.
Ao menos um ex-diretor e um funcionário da autarquia são suspeitos de participarem do esquema criminoso. Segundo os delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, a investigação começou em junho, a partir de denúncias de irregularidades da direção do DMLU.
“Examinando a documentação fornecida pelo Departamento de Material e Patrimônio do TJ, que doou centenas de bens móveis ao DMLU, foi possível verificar que cerca de 800 bens públicos, em um valor estimado de R$ 100 mil, foram retirados do depósito do TJRS por servidores do DMLU”, explicam os delegados.
As retiradas teriam sido realizadas em diversos caminhões, durante três dias diferentes. “Foi possível confirmar a materialidade dos crimes de peculato, desvio e apropriação por parte dos servidores do Departamento, uma vez que, conforme os documentos apresentados, não houve registro de tombamento ou recebimento dos bens do TJRS para a autarquia municipal. Todas as doações anteriores ao DMLU também serão analisadas, no sentido de verificar a ocorrência de outras irregularidades”, acrescentaram os delegados.
Na operação, chegou a ser detido Jairo Armando dos Santos, ex-diretor da Divisão de Limpeza e Coleta. Ele foi preso por porte ilegal de arma, um revólver 38 que estava municiado. Santos foi ouvido, pagou fiança de R$ 3 mil e depois liberado.
Na casa do ex-diretor foram apreendidos, além do revólver, celulares, documentos e Hds. O outro funcionário envolvido seria um gari que atuava como motorista de caminhão.
A Polícia Civil investiga os crimes de peculato, prevaricação e associação criminosa. A ação foi comandada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão – na sede do DMLU, em uma recicladora vinculada à autarquia e nas residências dos dois suspeitos.
A Prefeitura divulgou nota sobre a operação envolvendo servidores, lembrando que o ex-diretor foi afastado na última semana e o outro servidor investigado responderá também processo administrativo. Veja abaixo:
A Prefeitura de Porto Alegre informa que a operação realizada na manhã desta quarta-feira, 16, envolvendo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), foi desencadeada por denúncia da própria direção do órgão público feita ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Quanto aos dois servidores envolvidos na investigação, o então diretor da Divisão de Limpeza e Coleta foi exonerado do cargo em comissão na última semana. Sobre o servidor de carreira do Município, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos adotará junto à Procuradoria-Geral do Município (PGM) as providências necessárias para afastamento das funções no DMLU e abertura de sindicância.

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