A Federação das Indústria optou pela cautela ao se posicionar sobre a crise política.
Da reunião do Conselho de Representantes, na noite de terça, saiu um manifesto que diz ser “insustentável para o Brasil permanecer na atual situação”.
Mas não toma posição sobre o tema mais polêmico, o processo de impeachment contra a presidente da República.
Na nota em que anunciou a reunião, o presidente da Federação, Heitor Muller, havia dito que “o impasse político precisa ser resolvido com urgência, respeitando as possibilidades legais, entre elas o processo de impeachment previsto na Constituição”.
Deu a entender que seguiria o caminho da Federação das Indústrias de São Paulo e outras entidades de representação empresarial, que se posicionaram abertamente pela saída de Dilma, como solução do impasse político que trava a economia.. .
No manifesto de terça-feira, a Fiergs ressalta a gravidade da situação, pede pressa e responsabilidade, sem se posicionar na disputa que envolve o impeachment que tramita na Câmara para ser votado em 30 ou 60 dias.
“Confiamos que os integrantes do Poder Legislativo respondam a seus eleitores com o equacionamento rápido das dificuldades políticas – incluindo o processo de impeachment – para, então, destravar a econompia brasileira”.
“A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul avalia que a retomada da governabilidade se dará por meio do entendimento e da serenidade, com lucidez e bom senso, acima de ranços partidários e ideológicos”.
“Resolvidos os impasses, na nova etapa de prosperidade que se quer para o Brasil, será essencial valorizar os empreendedores, que alavancam o desenvolvimento brasileiro, gerando empregos, oportunidades de ascensão social, renda e tributos”.
Ao finalizar o manifesto, assinado também pelo Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) e Sindicatos Industriais filiados à Federação, as entidades afirmam: “Não podemos deixar que prossigam os exterminadores do futuro dos brasileiros. Somos do Partido do Desenvolvimento, do Partido da Geração de Empregos, do Partido da Prosperidade”.

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