Terminou sem acordo a negociação entre os servidores da Companhia Riograndense de Artes Gráfica (Corag) e o governo do Estado, ontem na 9ª Vara do Trabalho em Porto Alegre.
A Corag é uma das fundações cuja extinção foi autorizada pela Assembleia Legislativa no fim do ano passado.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Francisco Lázaro Peixoto da Silva, disse que o Executivo apresentou os mesmos termos de desligamento já previstos na lei de extinção da Corag.
No site do governo, a Procuradoria-Geral do Estado informa que apresentada “proposta de conciliação judicial com diversos cenários financeiros contemplando o total dos benefícios concedidos pela lei”, o que equivale a 10% da receita operacional anual da companhia.
Outros órgãos também têm realizado negociações prévias às demissões no âmbito da Justiça do Trabalho.
Nessa fase, como o governo não apresentou dados solicitados pelos sindicatos que justifique as extinções, foi solicitada mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
No mês passado foi realizada a primeira audiência, entre o governo do Estado e a Fundação Piratini.
Na ocasião, o desembargador João Pedro Silvestrin determinou que o Executivo forneça dados que justifiquem extinção das entidades e também decidiu que a discussão sobre o destino dos órgãos e dos servidores seja feita em conjunto.

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