Os servidores municipais de Porto Alegre completaram neste sábado, 04/11, trinta e um dias de greve. A paralisação já é a maior da história e já ultrapassou em 10 dias a segunda colocada, ocorrida durante o governo de Alceu Collares (1986-1989).
“É a maior greve, e é o maior ataque aos servidores vindo de uma gestão municipal”, declarou um dos coordenadores do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa). Sem dar números exatos, o sindicalista também disse ser a greve com maior adesão do funcionalismo.
Os servidores querem o fim do parcelamento dos salários e a retirada dos projetos de leis que modificam o plano de carreira dos municipários, entre outros benefícios..
Governo não negocia, Câmara tenta resolver impasse
A última Assembleia, realizada na última segunda-feira, decidiu pela continuidade da greve. Até agora foram apenas três reuniões, sem avanço, com o governo, duas com o vice-prefeito Gustavo Paim e outra com o prefeito Nelson Marchezan Júnior, realizada no dia 23 de outubro.
No dia 24, o prefeito enviou aos municipários e ao Simpa uma proposta para o encerramento da greve. No mesmo dia a categoria rejeitou a proposta e continuou a greve. Desde então mais nenhum avanço, pelo menos entre servidores e governo, que só aceita negociar após o fim da greve.
Se o prefeito parece ter lavado as mãos, tendo até viajado para o exterior nos últimos dias, muitos vereadores vem negociando diariamente com os servidores. A Câmara além de ser ponto de encontro dos servidores após as assembleias ou durante as sessões plenárias, vem sendo o lugar de diversas reuniões entre a categoria e os parlamentares.
A última, realizada na segunda-feira, dia 30, foi de ótimo grado para o funcionalismo. O encontro entre municipários e vereadores que compõe a Comissão Especial que analisa os projetos do Executivo articulou para derrotar as propostas o quanto antes em Plenário. Na quarta-feira, uma requisição foi aprovada e o PLCE 011/17, que modifica o sistema de concessão dos Regimes Especiais de Trabalho, entrou em regime de urgência e terá parecer conjunto por 4 comissões já na próxima quarta-feira. “É um primeiro passo para acabar com esta greve”, declarou o presidente da Comissão Especial, vereador Dr. Thiago (DEM).
Se receber o parecer pela rejeição pelas 4 comissões, o projeto é derrotado automaticamente e nem passará pelo plenário.No mesmo dia, pela manhã, a Comissão vota o relatório dos projetos que está sendo feito pelo vereador Airto Ferronato, que pedirá a rejeição dos projetos. Ferronato anteriormente já avaliou as propostas como “pesadas demais para o funcionalismo”.
O Simpa realizará uma nova assembleia no próximo dia 7. A rejeição de um dos três projetos pode decretar o fim da greve.

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