A frase da ministra e a ousadia dos canalhas

PC DE LESTER
“Temos que ter a ousadia dos canalhas.”
Recupero de memória a frase da ministra Cármen Lúcia que encheu de esperanças os brasileiros, como eu, que ainda acreditam na justiça. Terá sido em meados de 2016.
Desde então os canalhas avançaram e hoje vai ficando claro que sua ousadia não tem limites.
Teori Zavaski, o duro relator da Lava Jato, morreu na queda do avião que o conduzia a um fim de semana em Parati, no Rio.
O avião estava em plenas condições, o dono e passageiro do voo era obcecado por segurança, o piloto era experiente, teria feito mais de uma centena de pousos naquela pista, as condições climática não eram incomuns na região.
O gravador de voz, recuperado dos destroços do avião, revelou uma situação tranquila, o piloto em pleno domínio do vôo, fazendo um tempo para aterrissar em condições seguras.
Mas eis que, nos instantes decisivos do pouso, o gravador para de funcionar e aí não é possível saber o que aconteceu. “Uma desorientação espacial do piloto” aventaram os peritos que analisaram o gravador,  cujo nome ou rosto não foi mostrado.
A partir daí, o noticiário sempre criterioso da Rede Globo e enfileiradas, passou a usar um bordão: o ministro que morreu “numa queda de avião, cujas causa estão sendo investigadas”.
Do restante das investigações ninguém sabe, ninguém viu, correm em segredo de justiça. Mas, para que teorias conspiratórias, se a Globo já adiantou as conclusões: foi um acidente, cujas causas estão sendo investigadas?.
Enquanto isso, Temer recompensa  a diligência de Alexandre Moraes, ao resolver em tempo recorde o caso do racker que tentou achacar a primeira dama, nomeando-o ministro da Justiça.
Em seguida, nomeia Moreira Franco ministro para que ele tenha foro privilegiado.
O STF  dança um minueto e acaba concluindo que está  tudo certo (Ah, vai a plenário, para mais uma contradança…)
O chefe da Casa Civil, diz em palestra que é assim mesmo: o governo compra votos.
E Jucá, talvez o mais ousado dos canalhas, apresenta um projeto para blindar o presidente da Câmara e do Senado das acusações na Lava Jato.
Terei omitido detalhes. Mas a conclusão é uma só: os canalhas continuam mais ousados do que nunca…E a frase da ministra Cármen Lúcia… fica sendo só mais uma frase.
 
 

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