Bancada de Cunha custou R$ 30 milhões

Deu no Globo:
“O dono do frigorífico JBS Joesley Batista contou à Procuradoria Geral da República (PGR), em sua delação premiada, que deu R$ 30 milhões ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para bancar a campanha do peemedebista à presidência da Câmara, em 2015. Segundo o empresário, Eduardo Cunha – atualmente preso pela Lava Jato em Curitiba – “saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora”.
“Nós demos trinta. Pago R$ 10 milhões com nota fria de fornecedores diversos que ele [Cunha] apresentava”, explicou o delator.
“Pelo que eu entendi, ele [Cunha] saiu comprando um monte de deputados Brasil a fora. Para isso que servia os R$ 30 milhões”, complementou”.
Pergunto eu:
O que é um impeachment assim, comprado, senão um golpe?
E ai está a questão crucial da crise política: a legitimidade. Como legitimar uma situação que tem em sua origem um impeachment obtido com uma bancada comprada?
Com uma eleição indireta (decidida pela mesma bancada!) de um nome de confiança para concluir as reformas?
As reformas são essenciais, dizem os arautos da continuidade…
Essencial  é a legitimidade. E essa. só com as diretas e as diretas só com as ruas.
 
 

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