Quota de traições vai definir placar final do impeachment

Pinheiro do Vale
Nesta quinta-feira, circulou em Brasília um placar apurado pelo PC do B dizendo que Dilma Rousseff vai ter 192 votos contrários ao impeachment na votação de domingo, na Câmara dos Deputados.
Este é o número mais conservador das hostes governistas, menos do que os 203 votos apurados pelo ministro Jacques Wagner, da secretaria pessoal, dando como favas contadas que o relatório da comissão será rejeitado.
Já a oposição, na contagem de Veja, teria 332 votos pelo impeachment, contra 123 contrários.
Ou seja: se for assim o jogo ainda está zero a zero, pois nenhum desses resultados atinge a quota mínima para validar alguma continuidade do processo. Fica tudo como está.
O que se comenta, efetivamente, é que a quota de traições irá definir o placar final.
Pode ser que muitos parlamentares que deram a sua palavra a Michel Temer, na hora agá deem para trás. Ou o contrário: fiéis apoiadores do governo, vendo a casa cair, podem roer a corda.
O que mais se comenta, nas áreas sujeitas à traição, é que as tais “pressões das bases” vão definir o que será o placar final.
Leia-se que essas tais “pressões” são cobranças de financiadores de campanha, nos estados, que estão agarrando seus deputados pela goela para que obedeçam a seus senhores.
Segundo se fala nos corredores, esse número poderia chegar a 60 parlamentares que não saber a qual santo acender suas velas.
Eles estariam com a corda no pescoço de um lado, mas contando que, se o impeachment cair, poderão obter favores e prestígio junto ao governo sobrevivente, a ponto de se redimirem com os donos do dinheiro.
“É aí que acontece aquilo que a oposição chama, em Brasília, de “balcão de negócios” e os governistas de “ação individual extrapartidária”, ou conquista de “voto a voto”.
Isto na área política, pois ainda está pendente a reação judicial às contestações de legalidade do processo político desencadeado por Jovair Arantes, relator do processo, integrante do PTB de Goiás, partido que até pouco tempo integrava a base aliada.
As nuvens da política continuam mudando sua forma a cada lufada de vento.

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