Paralelo entre a educação e a segurança

Quando soluções não são apresentadas, quem quiser que fique e, quem não quiser, que mude de profissão.
Com sinceridade ou com hipocrisia, por ciência própria ou por ouvir dizer, não há agente político, mulher ou homem, que não proclame a evolução e a revolução do sistema educacional como a rota primeira e maior para a construção de uma sociedade que, pelo menos, num primeiro plano, varra do nosso meio os guetos da miséria vergonhosa e construa os fundamentos de uma pobreza digna. No entanto, são esses mesmos agentes políticos que, tirante os períodos da busca do poder, encurralam o magistério com salá-rios aviltantes, que beiram o escravismo, e sacramentam condições de tra-balho que chegam a assustar os profissionais da educação. E este quadro, hoje, se tornou uma tradição. O magistério é isso e quem quiser que fique e, quem não quiser, que mude de profissão.
Na mesma moldura está sendo esteriotipada a segurança pública do Rio Grande do Sul. Na atualidade, os salários dos delegados da Polícia Civil gaúcha estão 60% mais baixo que os de seus colegas no Acre, Amapá, Ro-raima e Rondônia. Os vencimentos dos delegados e agentes estão defasados há 13 anos, segundo o presidente da Asdep (Associação dos Delegados do RS), Wilson Müller, e não é diferente na polícia ostensiva, por quem tem falado o coronel da reserva Cairo Camargo, presidente da AsofBM (Asso-ciação dos Oficiais da Brigada Militar). A inexistência de uma proposta concreta para quebrar este congelamento, inevitavelmente, causará sismos de gravidade entre o Piratini e os profissionais da segurança. No entanto a tendência é de que tudo termine como ocorre com o magistério: quem qui-ser que fique e, quem não quiser, que mude de profissão. E, à sociedade, resta apenas o direito de espernear.
Mulher
Agentes do Denarc, coordenados pelo delegado Márcio Zachello, prende-ram, ontem, uma mulher de 22 anos de idade, identificada como Alexsan-dra Toledo Porto Ela foi localizada no loteamento Chapéu do Sol, bairro Belém Velho, em Porto Alegre. A mulher estava foragida do sistema prisi-onal e possui condenação de quatro anos de reclusão por tráfico de drogas.
Ações
O CPC (Comando de Policiamento da Capital) da Brigada Militar, em ações realizadas no período compreendido entre os dias 29 de setembro 5 de outubro, segundo o comandante do órgão, coronel Jarbas Rogério Va-nin, resultaram na prisão, em flagrante, de 75 pessoas e de 29 foragidos da Justiça. Conforme Vanin, foram apreendidas 23 armas, além de munição, 525g de maconha, 38g de cocaína e 235g de crack.
Assaltos
Na rua Comendador Caminha, bairro Moinhos de Vento, o Hotel Quality foi assaltado na madrugada de ontem. Sete homens armados chegaram ao local e renderam os funcionários, que ficaram aproximadamente uma hora em poder dos assaltantes. Os bandidos levaram o cofre do hotel e o carro de um hóspede que estava no estacionamento. Não houve feridos no ataque. No mesmo bairro da capital, na rua Padre Chagas, um assaltante armado roubou 650 reais no Café do Porto.
Mortos e feridos
Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em uma briga de bar ocorrida na madrugada de segunda-feira na rua Florianópolis, bairro Matias Velho, em Canoas. Edvilson Farias Alves de 27 anos levou um tiro no rosto e morreu no HPS da cidade, Idamar José Granj, de 24 anos, foi espancado e Alex Galvão dias de 19 anos foi baleado por grupo armado que invadiu o bar. Em Gravataí a polícia registrou duplo homicídio. Os corpos de Eder Marques Martins e Ismael dos Santos foram localizados ao lado de um Ka-det na rua Valmor de Souza na Vila Central. Na capital, a polícia regis-trou dois assassinatos, na noite de domingo. No jardim Carvalho, Luís Alex Ribeiro Rodrigues, de 43 anos, morreu esfaqueado na rua Colina do Prado. No bairro Rubem Berta, Tomás Lopes Freitas, de 18 anos foi executado com um tiro na cabeça dentro de um bar.
Passo Fundo
Desde ontem e até o próximo dia 10 de novembro estarão abertas as ins-crições para o Colégio Tiradentes, de Passo Fundo. Cinqüenta vagas serão destinadas à comunidade em geral e 25 vagas aos filhos ou jovens que este-jam sob guarda ou tutela judicialmente constituída de policial militar da Brigada Militar. Maiores informações podem ser obtidas pelos telefones (54) 3312-2293 e o telefone/fax: (54) 3312-5334, ou no endereço eletrônico [email protected] .
Denúncias
Iniciou, ontem, na sede da Ouvidoria-Geral da Segurança Pública, a to-mada de depoimentos e denúncias de integrantes de movimentos sociais e entidades sindicais que acusam a Brigada Militar de agir de forma arbitrária na repressão às suas manifestações. O titular da Ouvidoria, Adão Paiani, assegurou que todas as denúncias encaminhadas serão base para procedi-mentos a serem dirigidas à Corregedoria da Brigada, que é a quem cabe apurar os fatos e punir eventuais excessos. Denúncias que apontem a ocor-rência de crimes, segundo Paiani serão encaminhadas também ao Ministé-rio Público do Estado.

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