Reflexão absurda sobre segurança pública

É preciso crer que daqui a dez anos tudo vai ser muito diferente.
Na hipótese absurda – e o absurdo também existe – de que os policiais passassem a desenvolver, cada um, o dobro das ações que hoje desenvolvem, com otimismo, no período máximo de 15 dias, a segurança pública nas principais cidades do RS, a partir da Capital e da Região Metropolitana, entraria numa crise extremamente mais grave do que a que existe agora. A estafa atingiria aos efetivos da Brigada Militar e da Polícia Civil, as viatu-ras, já quebradas, ficariam imobilizadas, o sistema de comunicação, hoje sucateado, seria desativado, a ação dos agentes penitenciários nas casas pri-sionais entraria num campo beirando ao pânico, os peritos do IGP sofreri-am um sufoco sem saída.
A segurança gaúcha está, a cada dia, com mais intensidade, operando por amostragem. E dentro deste equadro de carência de efetivo e de amparo lo-gístico, é notável como o governo tem se mostrado incompetente, inclusive, de descobrir como mobilizar e onde colocar as principais lideranças das corporações, além de conservar uma política protecionista no entorno dos profissionais em desvio de função.
Não se vê policiamento nas ruas, nem a cavalo, nem com motos, nem com viaturas. Um dia, um major da Brigada, vítima de assalto, mata um bandi-do, outro dia é uma empresária que se encarrega de eliminar um assaltante, a seguir, um assaltante mata um segurança, isso para citar os casos mais marcantes ocorridos num pequeno espaço de tempo somente em Porto Ale-gre. A política da segurança está invisível e chego a crer que continua em vigor o discurso de que daqui a dez anos tudo será diferente.
Tráfico
No final da noite de quarta-feira, a Brigada Militar prendeu três homens por tráfico de tráfico de drogas e porte ilegal de arma em Caxias do Sul. O trio estava em uma casa no bairro Vila Ipê. Foram apre-endidas 15 pedras de crack, dois revólveres, munição, R$ 1,6 mil em di-nheiro e um rádio comunicador que estava na freqüência da polícia. Na casa também havia uma câmera de vigilância para monitoramento da área externa. Em Porto Alegre, na Vila Bom Jesus, a Brigada apreendeu 50k de maconha.
Estudante
O estudante universitário Everson Reinaldo, 31 anos, foi baleado, na noi-te de quarta-feira, quando saia do campus da Feevale, em Novo Hamburgo. A vítima levou um tiro no pescoço ao reagir contra o ataque de dois bandi-dos que fugiram. Everson estava numa moto, que não foi levada pelos as-saltantes.
Perito
Selecionado entre 492 trabalhos inscritos no edital nacional da RPS (Re-de Brasileira de Policiais e Sociedade Civil), o estudo sobre “identificação veicular”, do perito-criminalístico do IGP (Instituto-Geral de Perícias), Cleber Muller, será apresentado no Workshop “Liderança para o Desen-volvimento Institucional Policial: práticas e saberes policiais”. O evento será realizado de 17 a 19 de setembro no Rio de Janeiro. Muller é enge-nheiro químico e coordenador de Informática do DML (Departamento Mé-dico-Legal) órgão do IGP.
Presídio
O titular da SSP-RS (Secretaria da Segurança Pública), Edson de Oliveira Goularte, na tarde de ontem, esteve reunido com uma comitiva de São José do Norte, município localizado na região sul do Estado e distante 318 Km de Porto Alegre. Na ocasião, o prefeito José Vicente de Farias Ferrari afir-mou que é favorável à instalação de uma casa prisional naquela cidade. O prefeito Ferrari garantiu que há um cidadão interessado na doação de um terreno para a construção de casa prisional e a Prefeitura será parceira no que for necessário para a obra.
Agressão
Quarta-feira última, às 10h50min, um agente da polícia civil dirigindo uma viatura da instituição, com as cores oficiais (preta e branca), de prefixo 1248, subindo a Borges de Medeiros entrou à direita na rua Riachuelo, conversão que é proibida, e, em seguida, estacionou no ponto de parada de lotações. O policial, que estava sozinho, desceu, chaveou a porta da viatura e, tranquilamente, entrou na Galeria São Marcos. Este tipo de comporta-mento é uma agressão à cidadania.

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