Autor: da Redação

  • Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

    Daniel Acosta fala sobre o processo criativo da exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”

     

    A Ocre Galeria promove no próximo dia 18 de novembro, sábado, às 10h30min, mais uma edição do projeto Conversa com o Artista, desta vez destacando a exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, de Daniel Acosta, atualmente em cartaz no espaço expositivo. A mediação será da pesquisadora e crítica de arte Gabriela Motta.

    Daniel Acosta vem tensionando os limites entre arte, arquitetura e design, e, ao mesmo tempo, redefinindo estes conceitos na arte contemporânea. Nesta exposição, o artista apresenta obras de diversos períodos de sua trajetória, ao mesmo tempo em que exibe trabalhos criados especialmente para o espaço expositivo localizado na Rua Demétrio Ribeiro, 535, Centro Histórico de Porto Alegre-RS. Esta é a segunda individual do artista em Porto Alegre. A primeira foi “Transfigurações”, em 1999, que ocupou a Sala de Exposições do Instituto de Artes da Ufrgs.

    Em “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores”, Daniel Acosta reúne obras de 2008, 2010, 2018, 2021, 2022 e 2023, o que confere à mostra certo tom de retrospectiva. Têm trabalhos clássicos de sua produção, como a “A Casa de Adão e Eva no Paraíso”, de 2010 e “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, ambas em fórmica, compensado em mdf, e tem a escultura de solo de 2018, “Permeável Jealousy”, em fórmica e compensado; todos os demais foram produzidos nos últimos três anos. Acosta classificou as obras por sua condição espacial, ou seja, a posição que ocupam em relação ao espaço expositivo e ao olhar de quem as observa.  Assim, chegou às quatro condições que, são, exatamente, as que dão título à exposição.

    Os “embutidos” são as peças em fórmica cortadas a laser e encaixados, a exemplo da já citada “Estimado Selvagem (leão)”, de 2008, e da “Paisagem de Evasão”, em fórmica, compensado e mdf, de 2021. Acosta destaca que nesta série o mais importante é a construção da imagem, a qual remete à ideia de marchetaria. É embutido porque está justo, encaixado, que é como as lâminas de fórmica são coladas, recortadas e encaixadas. Os “permeáveis” são elementos vazados, peças que permitem “ver através”. A permeabilidade é uma condição que interessa ao artista enquanto elemento de discussão por ligá-lo à arquitetura e por suas múltiplas possibilidades de leitura. Como exemplo, destaca-se a já citada “Permeável Jealousy”. Quanto aos “topológicos”, estes estão relacionados à noção de topografia, sugerindo uma relação com o espaço e com o expectador. Esta série está representada pela obra “Topocampo”, peça em fórmica e compensado, de 2021.

    Por fim, os “rotores”, incluem obras que sugerem movimento e interação, propondo um diálogo com o espectador. Na parede da Ocre o visitante poderá interagir com uma peça de madeira maciça, que gira sobre o próprio eixo, apoiada em outros dois elementos fixados na parede. Há, também, estruturas de formas elipsoldais, em cimento, que apesar de não girarem sobre o próprio eixo, possuem, em sua constituição, um gabarito feito de madeira, que gira sobre o seu próprio eixo, sobre o qual é produzida a peça em cimento.

    Experiências semelhantes a esses rotores já foram compartilhadas com o público em dois trabalhos anteriores, o Riorotor, de 2008, uma instalação interativa (220x500cm) feita em alumínio, tecido impresso com padrão de madeira plástico, acrílico, lâmpada fluorescente e motor, exposta no Itaú Cultural da Avenida Paulista, e o Rotorama (40x1500m), grande instalação em mdf, compensado, pinus, laminado cumarú, ferro, motor e adesivo recordado, que ocupou a Pinacoteca de São Paulo, em 2018, na qual Acosta elevou o piso do Octógano (o espaço central do edifício da Pinacoteca), criando um ambiente de interação e lucicidade.

     

    Ao longo de mais de 30 anos de produção e inúmeras distinções, Daniel Acosta tem trabalhado com escultura, desenho, fotografia, instalações e arquiteturas portáteis. Mais recentemente tem operado em um contexto híbrido entre arte, design e arquitetura, construindo pequenas arquiteturas/mobiliários para o espaço urbano. A paixão e a habilidade no trato da madeira é herança do pai, proprietário de uma marcenaria na qual, ainda criança, produzia seus próprios brinquedos e maquetes de pequenas cidades em papelão. Doutor em Artes pela ECA/USP é, também, professor de desenho e escultura na Universidade Federal de Pelotas/RS. Para o professor e curador Tadeu Chiarelli, Daniel Acosta pertence a uma geração de artistas que vem “redefinindo os conceitos de pintura e escultura e com isso expandindo o campo para a instauração da arte contemporânea no Brasil”, ou como declarou o critico José Roca: “(…) o trabalho de Daniel Acosta questiona a proverbial inutilidade da arte. As suas esculturas/recintos/móveis convidam o espectador a um exercício ativo de particpação, interação e diálogo”.

     

    A exposição “Embutidos, Permeáveis, Topológicos, Rotores” fica aberta ao público até o dia 25 de novembro próximo. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, das 10h às 13h30min.

     

    Sobre Daniel Acosta

    Daniel Albernaz Acosta é um artista nascido no município de Rio Grande-RS, em 1965, que começou a trabalhar com madeira e outros materiais na marcenaria de seu pai, inicialmente produzindo brinquedos e maquetes de cidades em papelão. Ele completou o segundo grau com formação em arquitetura, mas sua principal influência nessa época vinha de quadrinhos, cinema, televisão, música e arte. Em 1987, ele se formou em Escultura pela Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Entre 1990 e 1993, participou de workshops com artistas renomados, como José Rezende, Artur Lescher, Ricardo Basbaum e Milton Machado. Em 1994, Daniel Albernaz Acosta se mudou para São Paulo para cursar seu mestrado em Arte na ECA/USP sob a orientação de Carmela Gross. Ele começou a colaborar com a Galeria Casa Triângulo em São Paulo, realizando várias exposições individuais e coletivas ao longo dos anos.

    Seu trabalho foi premiado em salões de arte em várias cidades do Brasil, e ele também participou de exposições coletivas notáveis, como a Bienal de São Paulo e a Bienal do Mercosul. Além disso, ele trabalhou em projetos específicos para espaços públicos, como o Torreão em Porto Alegre e a Capela do Morumbi em São Paulo. Acosta concluiu seu doutorado em Arte na ECA/USP em 2005, com uma tese focada na série de “Paisagens Portáteis”. Desde então, ele continuou a criar esculturas e mobiliário específicos para espaços urbanos e galerias de arte em todo o Brasil e até no exterior. Seu trabalho é caracterizado por uma abordagem única à escultura e ao mobiliário, muitas vezes combinando elementos arquitetônicos e artísticos. Ele lançou seu segundo livro em 2018, abrangendo 30 anos de sua produção artística. Ao longo dos anos, o artista participou de várias exposições coletivas em galerias e museus no Brasil, demonstrando seu impacto contínuo no cenário da arte contemporânea.

     Sobre a Ocre Galeria

    A Ocre galeria de arte é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada pelos artistas Felix Bressan e Nelson Wilbert em sociedade com Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 com as exposições dos artistas Mariana Rotter e Rommulo Vieira Conceição.  Na sequência, realizaram exposições na galeria os artistas Patricio Farías, Thais Ueda, Luiz Felkl, Bea Balen Susin, Lenir de Miranda, Alfredo Nicolaiewsky, Nara Amelia, além de três coletivas, dois módulos apresentando os artistas da galeria e outra de desenhos das artistas Amelia Brandelli, Olívia Girardello, Mariana Riera, Claudia Hamerski e Marta Penter com a curadoria de André Severo. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de novos artistas, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados e um acervo online com obras sele

  • A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    A agridoce descoberta, em livro de crônicas, de Heitor Bergamini

    Heitor Bergamini saiu do universo empresarial e mergulhou na cultura, no mundo da literatura e das artes visuais. Em seu mais recente livro de crônicas autobiográficas, ele revela um fato que provocou uma reviravolta em sua trajetória, um contundente relato de despedida e de reflexões sobre a vida e a morte. “Agri Doce”, publicação da editora XXI, será lançado com sessão de autógrafos na segunda-feira, 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

    “Na obra estão o olhar penetrante sobre o cotidiano, as recordações de experiências juvenis, a proclamação de amor aos filhos e à estrutura familiar, a evocação dos amigos e considerações modelares acerca da trajetória dos indivíduos. Porém, desta vez, há uma nota pungente em várias crônicas. Atacado por áspera doença, o autor descobre sua própria finitude. O sofrimento da revelação é relatado sem subterfúgios. A resposta que então desenvolve dará a seus textos uma beleza ímpar. Recusa-se à depressão e afirma, corajosamente, a primazia da vida, do “carpe diem” (do usufruir o dia), como a mais excelsa forma criada pelos seres humanos para enfrentar o inexorável destino que os aguarda”, descreve o professor e escritor Sergius Gonzaga, que assina a orelha do livro.

    “Agri Doce” é o quarto livro do escritor, que inicialmente ficou conhecido por obras de negócios, como “Gestão de Carreiras – as 5 Ferramentas Essenciais” e “Histórias de Marketing e Vendas”. No ano passado, virou a chave de sua verve literária com o lançamento de “Quarentenas”, uma obra autobiográfica recheada de humor. Desta vez, em “Agri Doce”, Bergamini mostra seu lado mais intimista e profundo, em uma narrativa que prende o leitor em suas descobertas acerca da finitude da vida.

    Sobre Heitor Bergamini: 

    Trabalhou como alto executivo por mais de 30 anos em importantes empresas siderúrgicas e de fertilizantes no Brasil. Atualmente, dedica-se à carreira de conselheiro, consultor, palestrante e empresário. Também deu vazão à sua paixão pela arte, com a inauguração da GalArt, uma galeria de arte em Porto Alegre especializada em artistas gaúchos, mas que também tem obras de grandes nomes do Brasil e do exterior em seu acervo. Como artista visual, produz obras de arte sustentável com sucatas e materiais orgânicos e já participou de exposições individuais e coletivas. 

    Livro “Agri Doce”

    Autor: Heitor Bergamini

    Editora: Leitura XXI

    Páginas: 112

    Valor: R$ 35
    Site: www.leituraxxi.com.br

    Lançamento: 13 de novembro, às 17h, na Feira do Livro de Porto Alegre.

  • Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Rope Phoenix faz performance com técnica milenar japonesa no Vem Voar Studio

    Surgida no Japão feudal, a técnica erótica do shibari (que significa prender/ amarrar) deixou de ser um costume exclusivo dos samurais para ser executada abertamente em frente ao público. Adepta da prática, a rigger (como é chamada quem amarra) Rope Phoenix (nome artístico da gaúcha Ana Paula Stock) irá realizar, em Porto Alegre, uma performance no Vem Voar Studio (Cel. Fernando Machado, 169/ apt. 3) às 18h deste sábado (11). Os ingressos estarão à venda no local por R$ 35,00.

    Nesta mesma data e local, a artista também irá ministrar uma oficina de shibari, com duração das 10h às 17h30min. Neste caso, as inscrições devem ser feitas pelo Instagram @rope_phoenix ou pelo telefone/whatsapp 21- 9.6951.2970. O investimento custa R$ 350,00.

    Fundadora do Coletivo Wabisabi (grupo artístico de shibari no Rio de Janeiro), Rope Phoenix entrelaça as pessoas com cordas de juta ou cânhamo, promovendo movimentos e sensações que podem levar a um estado meditativo. Nessa prática, a comunicação se dá através das cordas, porém, as intenções, desejos e limites são estabelecidos antes da amarração iniciar.

    Rope Phoenix. Foto: Sean Denny/ Divulgação

    Primeira brasileira a participar do maior festival de shibari europeu (Eurix), em 2022, e única representante do País no mesmo evento em 2023, Ana Paula recentemente realizou residência artística no Instituto de Cultura e Pesquisa do Corpo e Sexualidade em Berlim (IKSK), onde também ministrou oficinas da técnica.

    Durante os últimos sete anos, ela tem realizado várias performances artísticas em clubes e eventos particulares, incentivando mulheres a participar das amarrações, principalmente na condição de amarradoras (usando a estrutura feminista para ressignificar a prática da masmorra, transformando na possibilidade de uma sexualidade mais sensorial e ampla).

    Nessa investida no Vem Voar Studio (espaço por onde já passaram inúmeros criadores, performers e oficineiros de artes visuais, dança, teatro e circo), ela leva ao local uma nova possibilidade artística, inserida entre os diversos cursos que a casa oferece tanto no formato on-line como no presencial.

  • Schlee volta à Feira como personagem

    Schlee volta à Feira como personagem

    Cinco anos depois de viajar para o outro lado, o escritor Aldyr Garcia Schlee volta à Feira do Livro de Porto Alegre como personagem central de um livro escrito pelo fotojornalista  Luiz Carlos Vaz, seu mais constante parceiro entre 1973 e 2018. Notícias do Schlee, editado pela Ardotempo, é um carinhoso apanhado de crônicas, fotos e lembranças sobre o jaguarense que viveu a maior parte da vida em Pelotas, onde marcou época como jornalista, professor e escritor.

    Com autógrafos marcados para esta quarta-feira (8/11) às 19 horas, o lançamento de Notícias do Schlee” coincide com a última visita de Schlee a Porto Alegre, no dia 3 de novembro de 2018, quando autografou O Outro Lado – Noveleta Pueblera, seu último livro. De volta a Pelotas, precisou ser levado para o hospital. Debilitado por um câncer diagnosticado em 2011, morreu 12 dias depois, em pleno feriado da República.

    Nascido em 22 de novembro de 1934 em Jaguarão, Schlee era estudante de Direito e diagramador do Diário Popular quando ganhou em fins de 1953 o prêmio pelo desenho da nova camiseta da Seleção Brasileira de Futebol, a amarela consagrada como a “Canarinho”. Com apenas 19 anos, ele se tornou uma celebridade nos meios jornalísticos do Rio de Janeiro.

    De volta a Pelotas, passou dois anos desfrutando da fama de artista e negligenciando a vida estudantil. Ao se formar advogado em 1959, já estava apto a abraçar a carreira de professor. Primeiro lecionou Língua Portuguesa e Literatura, depois Direito Internacional Público.
    Paralelamente a essas funções públicas, dedicou-se ferrenhamente à escrita de artigos, crônicas, contos e romances. Sua obra é considerada um marco da literatura do pampa, bioma campestre compartilhado pelo Brasil, o Uruguai e a Argentina.

    Casado com a professora primária Marlene Rosenthal, Schlee teve três filhos: Aldyr,  nascido em 1960; Andrey, em 1963, e Sylvia, 1973, ano em que chegou de Bagé o fotógrafo Luiz Carlos Vaz, autor da primeira foto da caçula Sylvia. Aos 21 anos, Vaz sobrevivia até então como autor de pôsteres de crianças e teve a sorte de ser contratado para trabalhar como fotógrafo da incipiente seção de impressos da jovem Universidade Federal de Pelotas, fundada em 1969. O chefe era o professor Schlee, que estava sendo processado pela Justiça Militar (só seria absolvido na década seguinte). Desde então, os dois sempre trabalharam juntos, tanto que Vaz acabou se tornando “filho adotivo” do casal Schlee, história que nasceu de uma brincadeira de D. Marlene Rosenthal Schlee diante de um visitante algo cerimonioso.

    Os dois, Aldyr e Marlene, faziam sala para um repórter alemão que chegara sabendo tudo sobre o escritor, que se divertia com as perguntas do interrogador. Eis que adentra a sala, sem bater ou tocar a campainha, o Vaz, notório filho de Hulha Negra, ainda distrito de Bagé. Cumprimenta e vai para a cozinha, como se fosse da casa. O repórter quis saber quem era. Marlene brincou: “É filho de outro casamento…”

    O alemão se surpreendeu com a informação que não combinava com sua pesquisa prévia, e quis saber qual dos dois, Marlene ou Aldyr, era o autor do bendito fruto recém-chegado à residência. Os Schlee deram um pouco de corda no repórter antes de esclarecer que Vaz era de fato “filho de outro casamento”, mas era tão próximo que havia se tornado, na prática, um membro extra da família. De fato, ele sempre contou com o apoio dos Schlee no trabalho e nos estudos: além de se formar em Jornalismo, Vaz fez mestrado e doutorado em memória social; e ainda foi professor de comunicação e comentarista de rádio.

    Quando Schlee morreu, Vaz era visto naturalmente como a pessoa certa para escrever a biografia do velho amigo. Ele demorou alguns anos para  se convencer de que possui matéria-prima suficiente para honrar a memória do amigo e chefe. Esbanjando bom humor, lança agora Notícias do Schlee. São mais de 30 capítulos de lembranças. Portador de um arquivo imensurável, Vaz revela-se um ótimo cronista ao mostrar fragmentos da vida do profescritor jaguarpelotense. O livro tem prefácio assinado por Aldyr Rosenthal Schlee, o filho mais velho do personagem.

    Quem aprendeu a apreciar a figura de Schlee como pessoa e escritor tem nesse livro mais um motivo para recordá-lo em alto astral.

  • Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

    Seis motivos para ver o melhor da decoração gaúcha, na Mostra Elite Design

     

    Até o dia 18 de novembro, o público pode visitar a 6ª edição da Mostra Elite Design, que apresenta as novidades em design, arquitetura e paisagismo. Ao caminhar pelos três mil m² do Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito), os visitantes vão encontrando muito mais que os 33 lindos ambientes criados por 50 profissionais do decor.  Conheça 6 motivos para visitar a Mostra Elite Design:

    Foto: Douglas Rist – Dormitório do Jovem Aprumado/ Divulgação

    Por do sol

    O clube, localizado à beira do Guaíba, possui uma vista deslumbrante, digna de Cartão Postal. O entardecer é um presente para quem está na Mostra.

    – Inspiração – Visitando a mostra, o público pode se inspirar para decorar ou redecorar a casa ou escritório. É possível encontrar dormitórios de bebês, crianças, jovens e adultos – de todos os estilos-, bem como cozinhas, salas, banheiros, jardins, home-office  e espaços profissionais. Tendências em ambientes para cidade, campo e litoral.

    – Conexão – É possível conversar diretamente com os profissionais que criaram os espaços, e que normalmente recebem o público e explicam melhor sobre suas ideias.

    – Gastronomia – Entre um ambiente e outro, é possível fazer uma pausa para um café. A cafeteria serve doces, salgados e bebidas, quentes e frias.

    – SALE – Quem visitar a mostra, nestes últimos dias, poderá adquirir, com preços interessantes e com descontos, as novidades expostas em design de interiores e paisagismo.  São conceitos em mobílias, acessórios, materiais e iluminação.

    – Arte e Cultura – Peças de arte, como quadros de Miró e escultura de Pablo Picasso, podem ser apreciadas em ambientes da mostra. Bem como, a arte urbana (grafite).

    Foto: Elisa Gadret e Daniel Debiagi – Refúgio das Aliadas/ Divulgação

    BAILE DE MÁSCARAS

    No último dia do evento, 18 de novembro, a partir das 21h, ocorrerá o tradicional baile de Máscaras. A festa open bar e com coquetel tem ingressos a partir de R$ 190,00 (1º Lote até 10 de novembro). O segundo lote será de R$ 230,00 até o dia 17 de novembro. Ingressos podem ser adquiridos através do (51) 99980-3814.

     SEMANA ESPECIAL

    Na última semana da mostra, a visitação ocorrerá de quarta (16.11) a sábado (18.11), sempre das 15h às 20h30min. No sábado, dia 18, o fechamento ocorrerá às 20h.

    A 6ª edição, a Mostra Elite Design já tem o patrocínio das Tintas Renner by PPG, Lexxa Bagno, RV Decor e Vetrosul. O Fornecedor Oficial é EPSSUL – Painel Monolítico. As Seguradoras Oficiais são Icatu Seguros e Rio Grande Seguros. O merchandising fica por conta da Simonetto Móveis Planejados, Bella Decor House, Quatrun Lareiras, Difference, Invita, Acqualive, Pórtico Móveis Zona Sul e Bartz Móveis Planejados. Apoio institucional da AJE-Poa. A Mídia Partner é Antena 1 e HMidia. A curadoria é da ZA Zarpellon Araújo.

    SERVIÇO

     

    O QUE: Mostra Elite Design 2023 – 6ª Edição

    DATA: até 18 de novembro

    HORÁRIO: quinta-feira a domingo das 15h às 20h30min

    LOCAL: Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre – GPA (Rua João Moreira Maciel, 470, 4º Distrito).

    INGRESSOS

    Acesso inteiro – R$ 70,00 – 50% de desconto para estudantes e sêniors

    – Durante todo o período da Mostra ficará aberta uma bilheteria no local à disposição do público visitante. Pagamento em cartão, dinheiro e PIX.

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  • Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Gumercindo Saraiva, o caudilho que perdeu a cabeça, chega à Feira do Livro em 3ª edição

    Chegaram à feira do livro de Porto Alegre nesta sexta-feira os primeiros exemplares da terceira edição do livro “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” , de Tabajara Ruas e Elmar Bones.

    O livro teve duas edições pela Record, esgotadas, e agora sai pela Editora JÁ.

    O texto é um ensaio jornalístico e literário  sobre o universo pastoril que forjou o Rio Grande do Sul, a partir de uma de suas figuras mais representativas: o caudilho Gumercindo Saraiva.

    Tabajara e Bones  percorreram os caminhos do caudilho, para buscar sua memórias, entender suas motivações, no contexto de uma economia assentada nas estâncias,  na criação e no comércio do boi.

    A dita economia pastoril, cujo pilar era  a propriedade da terra, sobre a qual se reproduzia o boi, fonte de toda a riqueza.

    Arquétipo desse mundo, Gumercindo teve sua cabeça cortada, para provar que ele era mortal. Ao cortar-lhe a cabeça, tornaram-no imortal. Criou-se uma lenda.

    A cabeça de Gumercindo Saraiva está à venda na Feira do Livro, na banca da ARI, na loja virtual da editora e na Amazon. Ou peça ao seu livreiro.

     

  • A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

    A memória dos anos dourados do rádio: livro digital conta a história de 11 peças radiofônicas

     

    Preservar a memória dos anos dourados do rádio. Essa é a proposta do livro no formato digital e interativo “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à arte”,  que reúne textos de radioteatro escritos pelo residente mais antigo da instituição, Wilson Roberto Gomes.

    Com onze roteiros de peças radiofônicas, a obra tem apresentação de Raquel Grabauska, idealizadora e diretora artística do projeto. O livro também conta com o posfácio escrito por Claudio Mércio, professor universitário e jornalista, responsável pela revisão dos roteiros das peças de radioteatro e a produção editorial da produtora cultural e jornalista Flávia Cunha.

    Mirna Spritzer, Maria Ieda Rothermel e Raquel Grabauska. Foto Lorena Sanchez./ Divulgação

    Além disso, dois textos foram gravados especialmente para o projeto, com as radioatrizes Maria Ieda Rothermel, Mirna Spritzer e Raquel Grabauska. “As Irmãs”, uma típica peça de radioteatro, com três personagens de uma mesma família entrelaçadas por uma complexa história familiar. Já em “Eu, Casa do Artista Riograndense”, Wilson traz um histórico do nascimento deste local de acolhimento a idosos que fizeram (ou ainda fazem) do fazer artístico sua profissão. A Casa do Artista do Riograndense, localizada no bairro no bairro Glória, foi inaugurada em 1949. As duas gravações estão disponíveis também nas plataformas digitais de streaming, como Spotify.

    O gênero radioteatro, muito popular entre as décadas de 1940 e 1960, atualmente é pouco conhecido pelo público, principalmente entre as gerações mais novas. Destacar o trabalho do artista Wilson, de 81 anos, reconhecido ator de radionovelas em diversas emissoras de Porto Alegre e São Paulo, e ainda em atividade como escritor do gênero, é importante não só por ele ser residente na Casa do Artista há 30 anos. Em sua trajetória profissional, participou ativamente do apogeu do gênero radioteatro e, por isso, editar esse material é uma forma de garantir que sua produção textual atinja um público mais abrangente.

    Aberto ao público, o evento de lançamento do livro está marcado para 3 de novembro, às 17h, na Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre), com a audição das duas peças radiofônicas. E, neste dia, o conteúdo do livro estará disponível para ser acessado gratuitamente no link da bio do instagram @casadoartistars.

    Contemplada com o FAC Publicações, edital da SEDAC-RS, a iniciativa tem financiamento do PRÓ-CULTURA RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

    A Casa do Artista Riograndense é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que conserva o património material e imaterial. É uma entidade assistencial, qualificada como de utilidade pública municipal e Estadual. Tem por sua finalidade, prevista em estatuto social, oferecer abrigo para artistas com mais de 60 anos em situação financeira instável, sendo um ILPI – Instituição de Longa Permanência de Idosos. Oferece moradia, alimentação, entre outros direitos, tentando sempre buscar e proporcionar condições de bem-estar, lazer e cultura para idosos artistas que nela residem. A Casa do Artista Riograndense foi fundada em 1949, pelo radialista e músico Antônio Francisco Amábile, com apoio de diversas áreas e outros profissionais que reconheciam a importância de uma instituição dedicada a cuidar dos artistas idosos. Além disso, a Casa do Artista vem desenvolvendo a função de produção e gerenciamento de projetos culturais. Realiza, todos os meses, o Sarau da Casa, entre tantas outras atividades.

    Wilson Roberto Gomes Foto Lorena Sanchez/ Divulgação

    Evento de lançamento:

    Audição das duas peças radiofônicas e lançamento oficial do livro “Casa do Artista Riograndense, uma história de amor à Arte”

    Dia 3/11, a partir das 17h

    Casa do Artista Riograndense (Rua Anchieta, número 280, bairro Glória, em Porto Alegre)

    Entrada franca

    EQUIPE E-BOOK

    Projeto gráfico e diagramação: Alana Anillo

    Produção editorial: Flávia Cunha

    Revisão de texto: Simone Ceré

    Revisão de roteiros: Cláudio Mércio

    Fotos de capa: Acervo pessoal | principal

    Andrea de Santis | fundo

    EQUIPE GRAVAÇÕES

    Radioatrizes: Maria Ieda, Mirna Spritzer e

    Raquel Grabauska

    Captação e edição final: Geórgia Santos

    Trilha sonora e sonoplastia: Cláudio Veiga

    EQUIPE PROJETO

    Produção-executiva: Flávia Cunha e Raquel Grabauska

    Direção artística: Raquel Grabauska

    Redes Sociais: Lorena Sanchez

    Assessoria de imprensa: Simone Lersch

    Proponente: Casa do Artista Riograndense

  • Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Com “Gestualle II” em exposição na Galeria Delphus, Marcelo Zanini celebra 60 anos

    Médico renomado e reconhecido por suas obras de arte abstrata, Marcelo Zanini é o artista do mês de novembro na Delphus Galeria de Arte. Com curadoria de Paulo Amaral, ele inaugura a exposição Gestuale II, na segunda-feira, 06 de novembro, no espaço localizado na Av. Cristóvão Colombo, 1501, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A exposição marca também os 60 anos do artista, celebrados em 29 de novembro.

    Gestuale II fica na Delphus até o dia 6 de dezembro. A visitação pode ser realizada de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h. Entrada franca.

    Obra: Scirocco 100X100- 2023.

    “Essa exposição é uma extensão da recente e bem-sucedida mostra individual com 22 obras que o artista apresentou em setembro deste ano na Rodyner Gallery, em Cascais, Portugal”, conta o curador Paulo Amaral, que selecionou 12 obras de grandes dimensões para expor em Porto Alegre. Os quadros mesclam criações recentes do artista e produções históricas que marcam a trajetória de Zanini.

     Obra: Palla 180X160 -2023

    Paulo Amaral explica que o nome Gestuale II foi escolhido para essa exposição por ser um seguimento da recentemente realizada em Cascais e por denotar o amplo gesto que caracteriza as produções do artista. “Seu estilo revela o pintor intuitivo, de pinceladas gestuais fortes, harmônicas, ricas em volume e cores”, complementa.

    Obra ; Dantesco 150X140 – 2022.

    Marcelo Zanini mergulhou na pesquisa do expressionismo abstrato na década de 90, participando de exposições no Brasil e no exterior. Ele concilia o trabalho médico com a pintura e fez de sua clínica uma verdadeira galeria de arte, que também abre espaço para o amplo estúdio onde produz suas obras. “Na medicina eu trabalho com precisão milimétrica, mas na arte abstrata eu exerço a liberdade nos gestos e na profusão de cores”, revela Zanini.

    O próprio artista explica seu processo de produção: “Começo novas pinturas com um sentimento de combate e de curiosidade, deixando a pintura indicar sua direção à medida que acrescento elementos e cores, muitas vezes resultando o inesperado. Algumas das melhores obras que criei surgiram da experimentação ousada e da renúncia a noções preconcebidas. É emocionante ver as diferentes formas e transparências ocorrendo à minha frente durante o processo pictórico”.

    Marcelo Zanini Foto: Tatiana Csordas’/Divulgação

    Em sua primeira exposição individual na Galeria Delphus, o artista do mês Marcelo Zanini convida os visitantes a uma imersão em seu universo abstrato. “Suas obras têm o dom de despertar e provocar no espectador sentimentos múltiplos que vão do assombro ao enternecimento”, conclui o curador Paulo Amaral.

    SERVIÇO

    Gestuale II por Marcelo Zanini
    Curadoria: Paulo Amaral

    Visitação: de 6 de novembro a 6 de dezembro de 2023

    Horários: de segunda à sexta-feira das 9h às 18h45min e, aos sábados, das 9h às 13h.

    Local: Delphus Galeria de Arte, na Av. Cristóvão Colombo, 1501, Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

  • O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    Arlete Cunha e Letícia Schwartz estão no elenco desta montagem que ocupa a Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura até 29 de outubro

    A montagem que estreou com quatro sessões lotadas no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, poderá ser conferida até 29 de outubro, sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h, na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura. Na semana que antecedeu a estreia foi lançada uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Apoia.se, com o título “As doze noites de Raiz Amarga”. A iniciativa visou arrecadar fundos para viabilizar os custos operacionais desta temporada independente.

    Com dramaturgia de Clóvis Massa e Letícia Schwartz, a partir de textos de Letícia Schwartz, o projeto nasceu em meados de 2020 quando Letícia, atriz e áudio-descritora, convidou Clóvis Massa, diretor e professor titular do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, para desvendar possíveis caminhos dramatúrgicos na construção de delicado material de memórias: os relatos de sua avó, Reli Blau, uma sobrevivente do Holocausto. Como contar essa história? O Sêder de Pessach, a páscoa judaica, surge como resposta: rememorar um trauma através de um ritual de celebração da vida. A partir disso, constroem juntos o roteiro e a encenação da peça Raiz Amarga. A montagem teatral mescla as memórias da atriz com as etapas, histórias e cânticos que envolvem o ritual da primeira noite da páscoa judaica. Ao lado de Letícia, a atriz Arlete Cunha une-se à celebração do Pessach onde o público é convidado a partilhar alimentos, traumas e alegrias da família cuja matriarca foi uma sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz. A direção é de Clóvis Massa.

    Foto_Bernardo Jardim/ Divulgação

    A disposição cenográfica propicia a proximidade das atrizes com os espectadores propondo que cada pessoa seja potencialmente afetada pelos testemunhos verídicos de maneira sensível. No dispositivo cênico da montagem, situado diretamente no palco, o público é convidado a vivenciar a experiência do ritual dentro da caixa cênica, transformada em sala de jantar: o manuseio de mesa, cadeiras, pratos, taças e vinho, além de comidas que resguardam o simbolismo da fuga do povo judeu do Egito, fornecem à atmosfera do espetáculo a dose necessária de intimidade para sua acomodação, com as atrizes contando histórias e tecendo comentários pontuais, olho a olho, sobre os acontecimentos tratados de acordo com as etapas do ritual.

    A temática presente na noite de Pessach, em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel, é atravessada pela trajetória da família de Letícia, de sua avó sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz e do impacto do Holocausto nas gerações

    seguintes. Desse modo, os principais momentos da cerimônia da páscoa judaica servem como marcos para abordar o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas também a repressão submetida a outras minorias até os dias de hoje. “Busca-se acolher um público de forte tradição cultural e artística, mas que raramente se encontra representado no teatro gaúcho, ao mesmo tempo em que se pretende, por meio deste universo particular, tratar de temas que atingem diretamente outras comunidades”, afirma a equipe de Raiz Amarga.

    “Narrar o trauma”, pelo diretor Clóvis Massa

    A entrevista de Reli Gizelstein Blau concedida à USC Shoah Foundation, em setembro de 1997, em que fala da experiência como sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, foi a fonte documental escolhida para o início do processo de criação de Raiz Amarga, ainda nos primeiros meses de 2020. A abordagem, que remete à tradição da literatura produzida após os extermínios ocorridos na Segunda Guerra Mundial, aos poucos foi dando lugar ao testemunho de Letícia Schwartz, sua neta, que lindamente emprestou sua voz para narrar os traumas de muitas pessoas vitimadas – como foram seus ancestrais –, mas também recordar suas lembranças dentro de uma família que, como tantas outras, de diferentes origens e etnias, foram e ainda são atravessadas por questões de identidade, perseguição e reconstrução em suas vidas

    Enquanto processo complexo em que está envolvida a dialética da recordação e do esquecimento, a dramaturgia de testemunho assim constituída passou a considerar o Seder de Pessach como referência estrutural, ele próprio uma narrativa de testemunho coletivo. A noite de celebração da libertação dos judeus do jugo opressor no Egito antigo passou a ordenar a narrativa. Associado aos relatos sobre o genocídio e à exposição dos traumas sofridos pelas gerações posteriores, o Seder oscila entre dois tipos de testemunho presentes na dramaturgia, segundo Jean-Pierre Sarrazac, o da narração de um acontecimento presenciado e o da exposição do próprio sofrimento por alguém que é testemunha de si mesmo. No espetáculo, esses tipos, que podem ser chamados de político e de íntimo, conduzem ao pressuposto fundamental de lembrar de quem se é, a fim de garantir a preservação de uma memória viva e impedir que novos horrores deste tipo ocorram.

    Arlete Cunha e Letícia Schwart. Foto>_Bernardo Jardim/Divulgação

    Após a finalização do texto autoral de Letícia, em forma de monólogo ainda, ele sofreu várias transformações. A primeira delas, ainda no período de isolamento devido à pandemia, num tratamento mais voltado à encenação. Nos primeiros dias de 2022, numa adaptação mais radical em forma de diálogo, quando convidei Arlete Cunha para fazer parte do espetáculo. A extraordinária experiência de Arlete em processos de natureza ritual, atriz que sempre admirei e com quem nunca tinha trabalhado, enriqueceu imensamente nosso trabalho durante os ensaios, e sua interlocução com Letícia equacionou o tom das falas, dando à cena o contraponto que faltava à narrativa, trazendo a alternância entre momentos densos e espirituosos.

    Aproximação das pessoas

    A concepção do dispositivo, inspirada em um trabalho do artista francês Charlie Windelschmidt, colabora para a aproximação com as pessoas convidadas para o Seder, sentadas ao redor da estrutura cenográfica. A ambientação reflete o afastamento da fábula e enfatiza a presentificação, permitindo com que situações relatadas sejam evocadas pontualmente. Em nossa proposta, a ênfase testemunhal, por meio do relato, se coloca como um desafio, numa cerimônia para poucos, de reforço da simples presença, que recusa os excessos tecnológicos para trazer um pouco de luz às sombras que ameaçam nossas memórias.

    RAIZ AMARGA – Por que esta noite é diferente de todas as outras?

    Até 29 de outubro

    Sextas e sábados, às 20h

    Domingos, às 19h

    Ingressos antecipados via Sympla

    Inteira: R$ 50,00 + taxas

    Meia-entrada: R$ 25,00 + taxas (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Link: https://www.sympla.com.br/evento/raiz-amarga/2151634

    Ingressos na hora em dinheiro ou PIX (bilheteria abre uma hora antes do início do espetáculo)

    Inteira: R$ 60,00

    Meia-entrada: R$ 30,00 (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Ficha técnica

    Elenco | Arlete Cunha e Letícia Schwartz

    Direção | Clóvis Massa

    Dramaturgia | Clóvis Massa e Letícia Schwartz a partir de textos de Letícia Schwartz

    Depoimentos | Reli Gizelstein Blau*

    Produção | Naomi Siviero

    Assistência de produção | Carla Cassapo

    Iluminação | Carol Zimmer

    Cenografia e ambientação | Clóvis Massa

    Cenotécnica | Rodrigo Shalako

    Trilha sonora | Daniel Roitman

    Figurinos | O grupo

    Audiodescrição | Mil Palavras Acessibilidade Cultural

    Consultoria de cultura judaica | Marcos Weiss Bliacheris

    Consultoria sobre música judaica | Margot Lohn

    Captação de recursos | Giuliana Neuman Farias

    Fotografias de divulgação | Bernardo Jardim Ribeiro

    Redes sociais | Pedro Bertoldi

    Assessoria de imprensa | Bebê Baumgarten

    Duração: 65 min

    Classificação indicativa: 12 anos

    Capacidade de público por sessão: 33 pessoas

    *As falas de Reli Gizelstein Blau são excertos da entrevista concedida à USC Shoah Foundation

    Redes do espetáculo:

    https://www.instagram.com/espetaculoraizamarga

  • João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    João Carlos Bento mostra 20 anos de pintura, com 40 quadros, na Galeria Bublitz

    Galeria Bublitz apresenta mostra retrospectiva do artista e arquiteto, com vernissage no dia 28 de outubro.

    Uma exposição histórica do artista João Carlos Bento vai ocupar a Galeria Bublitz. É a mostra “20 anos de pintura”, uma retrospectiva do aclamado porto-alegrense que leva obras emblemáticas de sua trajetória para esse espaço tradicional de arte no Estado. O vernissage será realizado no sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h, na Galeria Bublitz, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. São 40 obras do artista, que poderão ser conferidas no local até o dia 28 de novembro. Entrada franca.

    “A arte está presente na minha vida desde sempre, no início de forma amadora e a partir de 1978, de forma acadêmica, após a formatura no Instituto de Artes da UFRGS”, relata João Carlos Bento. A expressão de sua arte começou em desenhos e gravuras, em preto e branco, mas em 2003 um fato marcou o início de uma nova fase, que acabaria sendo sua marca-registrada. “Há 20 anos, fui convidado para fazer uma assessoria na escolha de pintores e artistas de uma galeria em Goiânia. Foi aí que conheci Siron Franco e foi ele quem despertou em mim a curiosidade para a pintura”, revela.

    AST 100 X 100 11-2015

    Para a mostra, João Carlos Bento vai destacar seus florais, que tanto encantam gaúchos e o público apreciador de arte no país.  E vai apresentar uma novidade, com três pinturas abstratas, que compõem uma nova fase de sua trajetória. “Com o retiro da pandemia, abri espaço para o abstrato, que tanto adoro, em uma técnica avançada em acrílica sobre tela”, detalha.

    O pintor e arquiteto João Carlos Bento – Foto: Sergio Vergara/ Divulgação

    Com uma trajetória de exposições em diversas galerias no Brasil e no exterior, como uma mostra individual no Centro Cultural de Saverne, na França, em 2016, João Carlos Bento também faz parte da história da Galeria Bublitz, que completa 35 anos em 2023. “É uma honra para nós recebermos uma retrospectiva do artista, que exibiu algumas de suas primeiras pinturas em mostras individuais na galeria em 2004 e em 2006 e esteve presente também em cinco exposições coletivas, a mais recente, quando comemoramos 30 anos de arte, em 2018”, recorda o marchand Nicholas Bublitz.

    Obra de João Carlos Bento/ Divulgação

    João Carlos Bento: 20 anos de pintura
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: 
    Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 28 de outubro a 28 de novembro
    Vernissage: sábado, 28 de outubro, das 10h às 13h
    Visitação: 
    segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 13h.