Autor: da Redação

  • A arte sustentável dos “Guerreiros Perdidos” de Heitor Bergamini, na GalArt

    A arte sustentável dos “Guerreiros Perdidos” de Heitor Bergamini, na GalArt

     

    A arte sustentável na forma de esculturas ganha vida na GalArt a partir de sábado, 3 de dezembro. Exposição tem entrada franca e fica no espaço até o dia 31 de janeiro.

    Heitor Bergamini transforma conchas e seixos em arte. Depois do sucesso da estreia, com a “Dança do Mangue”, com esculturas feitas a partir de raízes, bronze e cobre, Bergamini apresenta seu exército de Guerreiros Perdidos. A exposição “Guerreiros Perdidos”, com obras criadas a partir de materiais ressignificados da Natureza, será apresentada no sábado, 3 de dezembro, das 10h às 16h, em vernissage na GalArt – Galeria de Arte (Lucas de Oliveira, 132, em Porto Alegre). A mostra traz 26 criações inéditas e fica em cartaz até o dia 31 de janeiro de 2023. Entrada Franca. Segundo o material de divulgação,

    Bergamini vê arte em todos os lugares. E recicla materiais desde a infância. Em seus passeios pelo litoral, resgatou dançarinas do mangue. E agora faz nascer “Guerreiros Perdidos” das águas. Nas esculturas do artista, seixos e conchas viram figuras imponentes quando unidas à madeira, ao cobre e ao bronze.

    Seixos são pequenos fragmentos de pedras que se desgarram de grandes maciços no decorrer dos milênios. Rolam até que a própria natureza se encarregue de dar-lhes forma e polimento”, explica. “São esculpidos pela ação dos ventos, das marés ou das correntezas impiedosas dos rios. São pacientes, seguros e permanecem calados por milhares de anos até serem transformados em textura, cada um com características únicas, origem da sua beleza”, revela o escultor em sua observação poética.

    O artista conta que encontrou esses seixos durante suas andanças matinais, na beira de rios e riachos. “Eu os recolho e os transformo em corpos rijos, robustos e vigorosos. Apenas os limpo e lhes dou vida em cobre e bronze”, detalha.

    As conchas que integram as esculturas são as carapaças protetoras que transformam e emolduram esses guerreiros, dando-lhes acabamento, contornos, formas, dureza, significado e respeito. Já os adornos são feitos de cobre e bronze recuperados de fios, barras e objetos antigos e ganham novas apresentações em uma composição de arte sustentável. Eles são capazes de dar brilho ao que, até então, separados e soltos, eram apenas objetos mortos. “Os guerreiros são homens, mulheres, velhos e crianças. Eles representam cada um de nós expostos às ações do nosso tempo e de pura esperança”, sintetiza Bergamini.

    Guerreiros Perdidos – Heitor Bergamini
    Local: GalArt – Av. Lucas de Oliveira, 132
    Abertura: 3 de dezembro, das 10h às 16h
    Visitação: até 31 de janeiro de 2023
    Horário: 2ª à 6ª, das 9h às 18h, e sábado, das 10h às 14h
    Entrada franca

  • Retrospectiva de Licínio Azevedo na Casa de Cultura Mário Quintana

    Retrospectiva de Licínio Azevedo na Casa de Cultura Mário Quintana

    Até 10 de dezembro, na cinemateca Paulo Amorim da Casa de Cultura Mário Quintana, a  “Retrospectiva Licínio Azevedo”, organizada pelo IECINE, Casa de Cultura Mário Quintana, Cubo Filmes, e revista Parêntese.

    A curadoria é Carlos Caramez, Glênio Póvoas e Mônica Kanitz. Em todas as sessões, o diretor gaúcho, radicado na África, estará presente para apresentar e comentar os seus filmes. Os ingressos são gratuitos e retirados na bilheteria da Cinemateca.

    Programação

    RETROSPECTIVA LICINIO AZEVEDO

    Um gaúcho filmando na África

    2/12 – Sexta Feira
    O Grande Bazar (2006) – 56 min

    Nhinguitimo (2021) – 25 min
    3/12 – Sábado

    Colheita do Diabo (1988) – 52 min

    Ilha dos Espíritos (2009) – 63 min
    4/12 – Domingo
    Marracune (1990) – 50 min

    Hóspedes da Noite (2007) – 53 min
    6/12 – Terça Feira
    Desobediência ( 2012) – 1h e 32m
    7/12 – Quarta Feira
    A árvore dos Antepassados (1994) – 50 min

    Acampamento de Desminagem (2005) –  60min
    8/12 – Quinta Feira
    Comboio de Sal e Açúcar (2016) – 1h e 33min
    9/12 – Sexta Feira
    Virgem Margarida (2011) – 1h e 30m
    10/12 – Sábado
    Nigth Stop ( 2002) – 52 min

    Mãos de Barro (2003) – 50 min
    Licínio Azevedo é gaúcho, jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de cinema, radicado em Moçambique, desde o final dos anos 70. Em Porto Alegre, estudou no Colégio Júlio de Castilhos,  forma-se em jornalismo em 1975, pela PUCRS. Ainda na faculdade, começou a trabalhar na reportagem policial em Zero Hora, Folha da Manhã. Esteve na Argentina, durante as guerrilhas do ERP e dos Montoneros, no Peru, na Bolívia e na Guatemala, entre outros países da América Latina, sempre cobrindo movimentos de libertação popular e temas sociais. Na sua volta a São Paulo, no Jornal da Tarde, publicou com Caco Barcellos e fotos de Avani Stein uma série de reportagens sobre o terremoto da Guatemala, ocorrido em 4 de fevereiro de 1976. Na capital paulista também trabalhou na imprensa independente e foi editor e colaborador de várias publicações da imprensa alternativa brasileira, entre elas: “Versus”, ”Movimento”, ”Repórter”, “Opinião”, além do  “Coojornal”, no sul. Foi um dos ganhadores do prêmio Wladimir Herzog, em 1980, com a reportagem “Valeu a pena voltar?”, publicada no Coojornal, de Porto Alegre.

     

    Para conhecer mais a história do cineasta Lício Azevedo e sua trajetória segue o link da reportagem da Revista parêntese: https://www.matinaljornalismo.com.br/parentese/entrevista/licinio-azevedo-um-gaucho-filmando-na-africa/

     

  • “Glossário da Terra” mergulha no complexo universo da posse e da propriedade da terra

    “Glossário da Terra” mergulha no complexo universo da posse e da propriedade da terra

    Será em São Paulo, nesta quarta-feira, o lançamento nacional do Glossário da Terra – Dicionário da Regularização Fundiária, de Sales Carvalho, a mais recente publicação de Jornal JÁ Editora.

    O lançamento será durante o VII Congresso Internacional de Engenharia de Agrimensura, Cartografia, Cadastro e Topografia, que pela primeira vez ocorre no Brasil.

    O autor mergulha no complexo universo que envolve a posse da terra, para explicitar o significado de cada palavra ou expressão sem as quais é impossível transitar com segurança pelas questões que envolvem a terra, posse, o direito e o uso dela, no meio urbano ou rural.

    O professor Francisco de Sales Vieira de Carvalho é engenheiro agrimensor e mestre em engenharia civil, com experiência em Ciências Geodésicas, especializado em Cadastro Técnico Multifinalitário. Trabalha no cadastro de imóveis rurais e urbanos, ordenamento territorial, georreferenciamento, agrimensura e cartografia legal.

    Coordena o Curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da Faculdade de Engenharia de Agrimensura de São Paulo (FEASP). Há mais de 25 anos é analista de desenvolvimento agrário da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo “José Gomes da Silva” (ITESP). Preside o Instituto de Governança Fundiária do Brasil (IGFB) e a Associação Profissional dos Engenheiros Agrimensores no Estado de São Paulo (APEAESP).

    O livro pode ser adquirido no site da Jornal JÁ Editora, na Amazon.com.br ou com seu livreiro favorito.

    Glossário da Terra – Dicionário da Regularização Fundiária

    De Sales Carvalho

    180 páginas, 625 verbetes

    14 c, x 21 cm, 362 gr

    Jornal JÁ Editora, Porto Alegre, 2022

    ISBN 978 65 86412-08-6

     

     

     

     

  • “Primeira Página” , a nova exposição de Eloar Guazzelli Filho, tem 72 desenhos

    “Primeira Página” , a nova exposição de Eloar Guazzelli Filho, tem 72 desenhos

    “Primeira página”, a nova mostra de Eloar Guazzelli, reúne uma seleção de 72 desenhos feitos por ele em 2020 durante o período de reclusão por conta da epidemia de COVID. Naquele momento o artista copiou à mão mais de 130 capas de jornal do mundo inteiro, em sua maior parte abordando a pandemia. As artes realizadas em diferentes técnicas foram digitalizadas e formam um painel ao redor de uma peça central que também irá compor o espaço expositivo.

    Foto: Marcos Muzi/ Divulgação

          A abertura será dia 1 de dezembro, às 19h, na Associação Vila Flores (Rua São Carlos, 759), onde permanece até o dia 22 do mesmo mês. Atualmente residindo em Florianópolis, Guazzelli pretende seguir este projeto retratando o mundo contemporâneo através das suas múltiplas manchetes.

    O artista visual Eloar Guazelli Filho. Foto: Marcos Muzi/ Divulgação

                Eloar Guazzelli Filho é artista plástico, quadrinista e diretor de arte para animação. Mestre em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Fez direção de arte para mais de 20 curtas metragens e o longa “Até que a Sbórnia nos separe” (premiado no Festival de Gramado e na Mostra SP). Foi premiado em Mostras de Artes Gráficas e Festivais de cinema em Brasília, Buenos Aires, Sintra, Lisboa, Piracicaba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Teerã e Tóquio. Realizou vários álbuns em quadrinhos para diferentes editoras e obteve primeiro e segundo lugar do Jabuti 2015 na Categoria Adaptação para os Quadrinhos. Conquistou ainda o Prêmio Esso-SP de Cenografia Teatral em 2018. É professor nos cursos de Animação e Audiovisual da FAAP-SP.

    SERVIÇO

    Primeira Página – exposição de Eloar Guazzelli Filho

    Dia 1 de dezembro, às 19h (até 22 de dezembro)

    Visitação de segunda a sábado das 13h30 às 18h30 no Galpão do Zé

    Vila Flores – Rua São Carlos, 759

  • “Um show do além”, com Antonio Falcão, inspirado em obra de de Celso Gutfreind   

    “Um show do além”, com Antonio Falcão, inspirado em obra de de Celso Gutfreind  

    Nesta quinta-feira, dia 1º, o Espaço 373 apresenta “FANTASMAGÓRICO – Um show do além”, de Antônio Carlos Falcão. As composições deste trabalho foram inspiradas na obra “O nome da fera”, de Celso Gutfreind. Com direção cênica de Carlos Ramiro, o espetáculo conta com cenografia de Chico Machado, figurino de Rô Cortinhas, iluminação de Alexandre Lopes Fagundes e Marga Ferreira e produção executiva de Falcão, em parceria com Lu Bitello.

    Antonio Carlos Falcão interpreta o personagem Fantaslino, um fantasma cantor, que organiza um show dentro de um pequeno porão assombrado para homenagear o Bicho Papão. A banda conta ainda com Trapento, um zumbi violonista e cantor (Rafa Rodrigues); Cavernoso, uma caveira baixista (Brenno Di Napoli); Almário, uma alma penada clarinetista (Adolfo Almeida Jr.); e Baqueta, uma assombração percussionista (Fernando Sessé).

    Show Rita Zart – Frame do clipe O Que Range_Rafael Trindade/ Divulgação

    O Que Range

    Para celebrar o lançamento de seu novo clipe, a cantautora Rita Zart apresenta uma nova roupagem das canções de seu EP “O Que Range” e de seu último single “Tempo Tabu”, além de músicas ainda não lançadas. Acompanham a artista Bruno Vargas (contrabaixo) e Viridiana (eletrônicos, guitarra e voz). O show contará com as participações especiais de Giovanna Mottini (guitarra e voz) e Gabriela Lery (violão e voz).

    SERVIÇO
    FANTASMAGÓRICO – Um show do além
    Quando: 1º de dezembro | Quinta-feira | 21h
    Ingressos: R$ 35 a R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/fantasmagorico-um-show-do-alem/1790858

    Rita Zart
    Quando: 2 de dezembro | Sexta-feira | 21h
    Ingressos: R$ 35 a R$ 100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/rita-zart/1790871

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Reservas e informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

  • Mostra “Beleza Escondida” da artista Graça Craidy, no Porão do Paço Municipal

    Mostra “Beleza Escondida” da artista Graça Craidy, no Porão do Paço Municipal

     

    Mostra Beleza Escondida, da artista visual Graça Craidy, será aberta no sábado (3/12), às 11h, e irá até 20 de janeiro de 2023

    Convidada pela área de Artes Visuais da Secretaria de Cultura para homenagear Porto Alegre no encerramento das festividades dos 250 anos da cidade, a artista Graça Craidy produziu 30 desenhos a nanquim de esculturas e ornamentos de fachadas da Capital. A mostra Beleza Escondida será aberta no sábado (3/12), das 11h às 13h, e a visitação irá até 20 de janeiro de 2023, no Porão do Paço Municipal, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico. A entrada é gratuita.

    Composição de desenhos que reproduzem estátuas

    A ideia da artista visual representa um convite à redescoberta da cidade e seus encantos criados por grandes nomes da arte escultórica, como Carlos Fayet e sua Themis, no Palácio da Justiça; Décio Villares e seu Monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz; Federico Escalada e seu Gaúcho Oriental, no Parque da Redenção; Gilberto Silveira e sua Mãe Oxum, na orla de Ipanema; Carlos Tenius e seu Monumento aos Açorianos, na Praça dos Açorianos; Miriam Obino e sua Mãe em Fuga, na Praça da Alfândega; e Atlas Jovem, de Giuseppe Gaudenzi, na antiga Confeitaria Rocco, entre outros.

    Uma das ninfas dos jardins da Hidráulica Moinhos de Vento do Dmae

    No dia 15 de dezembro, às 17h, no local da exposição, haverá uma conversa do pesquisador José Francisco Alves sobre o seu livro “A Escultura Pública de Porto Alegre: Obra Comemorativa”, de 412 páginas, lançado com sucesso recentemente e no qual Graça buscou subsídios para a exposição.

    Atlante Jovem na antiga Confeitaria Rocco

    A artista comenta, em tom de indagação, sobre algumas das esculturas que reproduziu em desenhos e podem ser conferidas na mostra. “Você por acaso percebeu a malacara caborteira do Gaúcho Oriental que domina atrevido as fronteiras do Parque da Redenção? Olhou para cima, mais para cima, bem para cima e lá no píncaro saudou a República, no Monumento da Praça da Matriz? Deu respeitosa passagem ao périplo contundente dos ancestrais fundadores da cidade, no Monumento aos Açorianos?”

    Themis do Palácio da Justiça.

    Várias das esculturas desenhadas por Graça fazem parte de monumentos que receberão iluminação cênica de 2 a 4 de dezembro por iniciativa do Instituto Noite dos Museus, como forma de despertar o interesse da comunidade por esses bens públicos, objetivo que coincide com o da artista na exposição Beleza Escondida.

    Dragão do Monumento a Júlio de Castilhos

    SERVIÇO

    O quê: Exposição Beleza Escondida, de Graça Craidy

    Quando: abertura sábado (3/12), das 11h às 13h; visitação até 20 de janeiro de 2023

    Horário de visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h

    Dia 15, às 17h, conversa com o pesquisador José Francisco Alves

    Onde: Porão do Paço Municipal, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico.

    Entrada gratuita

    -Imagens: Divulgação da artista

    Cão do Monumento a Júlio de Castilhos
  • “O povo nunca aceitou atos violentos em silêncio”

    “O povo nunca aceitou atos violentos em silêncio”

    O Ministro do Supremo Tribunal(STF), Edson Fachin, mesmo com seus afazeres diários na suprema corte, encontrou tempo para ler  “A Independência Além do Grito – A Grande aventura épica do surgimento da Nação brasileira”, livro do jornalista José Antonio Severo , publicado em setembro deste ano pela editora JÁ, de Porto Alegre.

    “O momento é propício para lembrar e relembrar que o povo brasileiro nunca assistiu passivo à exploração que sofreu. Tampouco aceitou em silêncio atos violentos.”, diz Fachin. Para ele,  o autor demonstra de modo exemplar ter sido consequência de conflitos políticos no interior do país e a origem de muitas outras disputas que o Brasil precisou enfrentar para se consolidar como Nação.

    “Vejo na obra uma percuciente e importante pesquisa histórica feita por José Antônio Severo, a merecer todas as nossas homenagens, porquanto relata que a Independência do Brasil não se resume ao ato de Dom Pedro I às margens do Ipiranga, ainda que se dê, ao então Príncipe Regente, as honras e o mérito de conduzir a Independência, mesmo no status de herdeiro do trono da colonização.”. E diz mais:

    “Não há texto sem contexto, e Severo bem hauriu essa vocação quando registra que a insatisfação popular com a arrogância e intransigência da elite portuguesa nas negociações com representantes do Brasil foram fatores a provocar insurreições em diversos territórios da nova nação (Grão-Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Cisplatina) contra o domínio da metrópole. Demonstra-se aí a intensa participação do povo nessa luta, inclusive das mulheres.”.

    Fachin ressalta a informação do livro que  após grande derramamento de sangue, e não exatamente no dia 7 de setembro de 1822 – como fazem crer os livros didáticos de História – nos dois a três anos seguintes, nações importantes reconheceram a independência do Brasil e, em 1824, após a dissolução da Constituinte por Dom Pedro I, o Brasil tem outorgada a sua primeira Constituição. Um caminho aberto para se chegar a atual conjuntura da República, suas sístoles e diástoles.

    “ Severo nos presenteia com uma lição sobre a democracia racial piauiense. Para a época, um escândalo, conforme narra à Coroa um funcionário Público português recém-chegado da Europa, vez que neste terreno (Piauí) todos têm a mesma estima uns pelos outros, sejam brancos, mulatos, pretos. Todos se tratam com recíproca igualdade e termina concluindo: “No Piauí tudo era diferente”

    Fachin diz: “Comunga da visão de que revisitar a história do Brasil é sempre necessário. Reitera  a importância da pesquisa com a finalidade de elucidar os fatos históricos, em especial as que possuem tamanha riqueza de detalhes”.

    “Severo deixou para a vida um legado que o faz eterno”, diz ao se referir ao escritor que morreu em 2020, depois de concluir a obra que serviria de argumento para um séria sobre a independência do Brasil da TV Cultura de São Paulo. (Ivanir José Bortot)

  • Sarau da Editora Libretos leva cultura e arte a cinco bairros de Porto Alegre

    Sarau da Editora Libretos leva cultura e arte a cinco bairros de Porto Alegre

     

    A Libretos Editora lança no próximo sábado, 26 de novembro, o Sarau Libretos, projeto que vai realizar cinco encontros com poesia, música, leitura, feira de livros e debate em diferentes bairros de Porto Alegre. A entrada é franca.

    A 1ª edição acontece no Galpão Cultural do Morro da Cruz, com Negra Jaque, Fátima Farias, Marcia do Canto e Nina Nicolaiewsky, além de Batalha de Rimas e visita ao Mirante.

    Ao longo do ano de 2023, estão previstos, ainda, eventos culturais na Restinga, Vila Bom Jesus, Centro Histórico e Morro Sant’Ana. A produção conta com recursos do Governo do Estado do Rio Grande do Sul por meio do Pró-cultura RS FAC (Fundo de Apoio à Cultura) Publicações.

    Fátima Farias. Acervo pessoal/Divulgação

    Fátima Farias, autora do livro Mel e Dendê (publicado pela Libretos), poeta que trata em seus livros sobre a vivência da população negra, seus desejos, sua luta, as injustiças sofridas, o direito ao estudo, ao trabalho e a uma vida digna.

    Negra Jaque. Divulgação

    Negra Jaque, com um pocket show de hip-hop que liga a literatura e a música em um encontro potente; e uma Batalha de Rimas, de hip-hop, quando haverá premiação, com torcidas presentes. O rap, expressão que encontra suas raízes em territórios do continente africano através de sua oralidade, e a poesia falarão de sentimento e narrativa pura.

    Marcia do Canto e Nina Nico. Divulgação

    E Marcia do Canto, atriz e autora do livro Acho Chato e Ponto (publicado pela Libretos), sobre a fase de letramento, quando se começa a aprender a ler e tudo é muito difícil. Com participação especial da cantora e compositora Nina Nicolaiewsky.

    Sarau Libretos no Galpão Cultural do Morro da Cruz
    Sábado, dia 26 de novembro, das 10h às 18h
    Com Negra Jaque, Fátima Farias, Marcia do Canto e Nina Nicolaiewsky. E ainda: Batalha de Rimas, Feira do Livro e Visita ao Mirante
    Entrada Franca
  • Livro-reportagem resgata a invasão da Fazenda Sarandi, na pré-história do MST

    Livro-reportagem resgata a invasão da Fazenda Sarandi, na pré-história do MST

    O jornalista Ayrton Centeno foi ao Instituto de Educação Josué de Castro (IEJC), centro de formação instalado no Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão, apresentar seu livro “Primeira Terra”.

    O livro conta com detalhes de romance a ocupação da Fazenda Sarandi, em 1979 — antes portanto da fundação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

    Foi um momento diferente na carreira de Centeno.

    Jornalista desde os 17 anos, ele sempre foi um repórter discreto que cedo se revelou um editor prolífico, autor de livros sobre ecologia (biografia de “Roessler, o primeiro ecopolítico”), resistência à ditadura (“Os Vencedores”), poesia (biografia de Alceu Wamosy) e futebol (“O Segundo Sangue”).

    De tanto fazer reportagem junto aos camponeses sem terra, virou fonte de informação do próprio MST.

    Com 224 páginas, “Primeira Terra” é fruto do esforço pessoal do repórter. Por sua amplitude e contundência, é um épico do jornalismo que merece ser lido e discutido, tanto pelas histórias que conta como pela linguagem extremamente enxuta com que fala dos párias da sociedade brasileira.

    É uma história sulina que a partir de certo momento passa a fazer parte do movimento migratório para o Brasil Central, no embalo da sojicultora e sob a tutela dos governos militares, envolvendo loteadores agrários e cooperativas de colonização.

    Em sua narrativa, Centeno junta no mesmo contexto, mas em lados opostos, índios expulsos de suas reservas e colonos sem terras que agem como posseiros e/ou invasores de terras alheias.

    Segundo antropólogos que se debruçaram sobre esses
    movimentos, seus protagonistas – colonos sem terras e índios banidos de suas áreas originais – constituem as categorias sociais mais sacrificadas da população brasileira.

    Nesse aspecto, “Primeira Terra” é uma lição de jornalismo.

    Os nomes desses episódios dramáticos fazem parte da história: Sarandi, Nonoai, Encruzilhada Natalino; e tiveram eco ou repeteco em Chapecó, Laranjeiras do Sul e no Mato Grosso.

    Não é difícil concluir que esse drama prossegue hoje em dia na Amazônia, onde agricultores, criadores de gado,
    garimpeiros e madeireiros invadem terras de índios.

    Com foco nos episódios de 1979, Centeno recupera documentos gerados por colegas da imprensa e estudiosos da universidade.

    Um dos repórteres que estiveram nas origens da briga foi Najar Tubino, que trabalhava para o Coojornal, de Porto Alegre. Na sequência, buscaram material nessa mesma área outros repórteres: André Pereira, Renan Antunes de Oliveira, Imara Stallbaum, Carlos Wagner e Ana Amélia Lemos, hoje senadora.

    Entre eles, correndo por fora, o próprio Centeno. Ele conta:
    “Logo após a ocupação, em 1980, eu e o Guaracy Cunha, que trabalhávamos na sucursal da editora Bloch (em Porto Alegre), fizemos o filme da ocupação chamado Fazenda Sarandi. Era um super 8. Em seguida, como decorrência da ocupação, começaram a surgir barracas e mais barracas de lona preta, palha, zinco em Encruzilhada Natalino. Passamos a acompanhar o caso de Natalino, o maior acampamento de sem terra do país na época e fizemos outro super-8”.
    Mais de vinte anos depois, Centeno escreveu o roteiro do documentário chamado “Sarandi”, dirigido por Carlos Carmo, português que fora diretor de produção da TVE/RS.

    Com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário, então chefiado por Miguel Rossetto, o vídeo recontou a ocupação das granjas Macali (Madeireira Carazinhense Ltda) e Brilhante, esta pertencente a Ari Dalmolin, então presidente da poderosa Fecotrigo.

    As duas granjas eram parte da fazenda Sarandi, latifúndio que abarcava as terras onde estão hoje vários municípios, como Sarandi e Ronda Alta.
    Além de contar a história dos primeiros tempos da ocupação, o filme documenta a situação do assentamento ali estabelecido quase três décadas após a desapropriação da área pelo governo do Estado.

    Para fazer o livro, Centeno aproveitou depoimentos gravados e não utilizados ou parcialmente utilizados no filme. E foi mais três vezes à região para colher mais depoimentos e fazer fotos. Além disso, o livro foi enriquecido com leituras e pesquisas históricas.

    Em alguns trechos, a narrativa toma ares de romance, pois recupera declarações dos envolvidos, na linguagem crua usada no cotidiano dos agricultores sem instrução.

    O resultado final é um livro raro que por enquanto só está disponível em dois locais: na Editora Autografia, do Rio (R$ 65,21, segundo consta em sua livraria digital) e (por R$ 45) na Livraria Vanguarda, de Pelotas, a terra natal do autor. (Geraldo Hasse)

  • Exposição “Orgânicos” exibe obras dentro  e fora do Centro de Cultura de Gramado

    Exposição “Orgânicos” exibe obras dentro e fora do Centro de Cultura de Gramado

    A exposição Orgânicos – Apropriações e Derivações, com curadoria de Anaurelino Côrrea de Barros Neto  está desde sábado (19), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen, em Gramado.

    A mostra acontece paralelamente ao grande evento do Natal Luz e fica aberta à visitação até 17 de janeiro de 2023.

    Paulo Abenzrragh e suas obra. Foto Carlos Souza / Divulgação

    A coletiva reúne obras de 67 artistas, produzidas nas técnicas de pintura e desenho, escultura, arte têxtil, objeto-escultura e fotografia-vídeo.

    Algumas esculturas estão expostas na parte externa do Centro Cultural, compondo o cenário com o Lago Joaquina Bier, que até o ano passado recebia o espetáculo Nativitaten, do Natal Luz.

    Obras da artista Nara Fogaça. Foto Carlos Souza/ Divulgação

    No vernissage, o curador e o secretário municipal da Cultura, Ricardo Bertolucci Reginato, enalteceram a importância da arte para a tradução e elevação da coletividade. O secretário destacou o trabalho de Anaurelino na curadoria, ao reunir tantas obras diversas, e o curador elogiou a produção dos artistas.

    Andrea Steiner Barros, com suas fotomobgrafias impressas em voal de 1.70 x 0,90 Foto Divulgação/ Andrea Barros

    Entre outros, integram a exposição Cho Dorneles, Cristina Rosa Bita, Heitor Bergamini, Kira Luá, Rita Gil, Nara Fogaça, Deja Rosa, Ubirajara Fernandes, Paulo Abenzrragh, Liana D’Abreu, Paulo de Araújo, Leonardo Loureiro e Graça Craidy.

    Tapeçarias de Deja Rosa Foto Carlos Souza / Divulgação

    SERVIÇO

    Visitação: de segunda a sexta das 8h às 11h45 e das 13h30 às 17h45

    Local: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen

    Rua Leopoldo Rosenfeld, 818, Gramado