A exposição “Acqua”, com vernissage no dia 8 de setembro, apresenta o trabalho de 33 aquarelistas do Rio Grande do Sul. Segundo o material de divulgação, o curador e arquiteto Anaurelino Barros Neto, com Pós-Graduação em Praticas Curatoriais e Bacharelado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, pretende apresentar, através da exposição, a produção de grupos de aquarelistas e artistas independentes , mostrando as múltiplas vertentes da técnica de aquarela no Estado do RS, desde as linguagens mais tradicionais até as abordagens mais contemporâneas e abstratas.
Obra de Luciane dos Anjos. Foto; Divulgação
ARTISTAS :
Ana Lovatto / Ana Germani / Achylles Costa Neto / Anderson Neves / Andrea Amaro / Beatriz Gonçalves / Débora Duarte / Deja Rosa / Denise Giacomoni / Denise Marcolin / Denise Wichmann / E. Arigony /
“As aquarelas quase fotográficas e tradicionais sempre serão a nossa referência e terão nossa admiração. Temos exemplos impressionantes, como o do artista José Lutzemberger e sua perfeição técnica, entre outros aqui mesmo mesmo no Rio Grande do Sul.
Na aquarela, a água é o determinante fundamental para o êxito. Quem domina a sua dosagem e evaporação, em relação ao pigmento, certamente domina a técnica. Dessa maneira, é possível determinar as diferentes nuances da tinta, a saturação ou a leveza do pigmento, bem como as sobreposições de camadas de tinta. Revelam-se, assim, surpreendentes transparências e delicadezas, em descobertas de fusão de cores em pinceladas aleatórias. Por vezes, chega-se, até mesmo, a desenhar com o pincel.
Obra de João Iganci/ Divulgação
Tão importante como as técnicas mais tradicionais e acadêmicas, são os processos construtivos da abstração na aquarela. O acaso e suas eleições também exigem grande domínio para se obterem estruturas formais poderosas e convincentes.
Como nos ensinou a grande artista e teórica Fayga Ostrower, “os acasos existenciais irão transformar-se em acasos significativos, e serão reconhecidos imediatamente”. Essa intuição, em arte, não significa recursos menores e sem valor: ao contrário, pode corresponder a um resultado repleto de memórias afetivas que foram construídas ao longo de sua trajetória.
Obra de Helena Stainer/ Divulgação
Os aquarelistas devem estar atentos e receptivos durante esses processos, que serão sempre sua fonte acumulativa – casual ou não – de experiências, resultando na bagagem cultural única e pessoal de suas criações. É em seus ateliês que nós, curadores, percebemos estes resultados originais e autorais. Nesse espaço, seus processos interiores nos são revelados. As curadorias servem justamente para eleger e selecionar – dentro destes universos solitários que, por vezes, não têm um referencial exterior – as obras mais significativas, mais contundentes e ousadas, orientando caminhos futuros, os quais podem ser imperceptíveis aos próprios artistas.
É justamente essa impulsividade e ousadia que permitem que a Arte evolua: são essas sucessivas possibilidades criadoras que sempre nos surpreendem.
Obra de Graça Craidy/ Divulgação
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO “ACQUA”
ONDE : GALERIA STUDIO JARDIM . Av New York , 506 . Bairro Auxiliadora
QUANDO : Vernissage dia 8 de setembro de 2022 . Visitação de 12 de setembro a 21 de outubro de 2022 . Horario de 14 h ás 18h.
Escrita por Juliana Barros e dirigida por ela e Fernando Ochoa, a montagem traz histórias reais (ou não) para o palco, e pretende divertir e emocionar
A peça Terapia de Casal estreia em setembro já com um norte bem definido: qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência! O texto escrito por Juliana Barros traz para a cena a história de Alice e Marcos, um jovem casal que se conhece no início da década de noventa e que depois de uma década de relacionamento – com alguns conflitos, crises e muitas risadas – se vê diante de um terapeuta numa sessão de terapia. Durante aproximadamente uma hora, os dois revivem e compartilham com o público a dor e a delícia de um casamento. A estreia da montagem, dirigida pela própria Juliana e Fernando Ochoa, aconteceu dia 2 de setembro no Teatro Renascença, e a peça estará em cartaz nesta próxima semana, dias 9 e 10, às 21h e domingo, dia 11, às 19h. No sábado haverá bate-papo após a sessão, conduzido pela Domus – Terapia de Casal e Família.
A linha do tempo de Alice e Marcos vai sendo desvendada por meio da terapia dos protagonistas, com situações divertidas, mas repletas do mundo real, onde os medos, inseguranças, crises, choros e gozos fazem parte do cardápio. O público na plateia faz as vezes do terapeuta que, atento a tudo, se esforça para dar um sentido e estabilidade para o casal em questão. “Quando escrevi esse texto, nos anos 2010, imaginava que eu seria a atriz, a personagem Alice”, afirma Juliana. “Porque escrevi a partir das minhas próprias experiências, vivências, relacionamentos. Em cena misturei tudo, embaralhei as cartas! Tem um pouco do que aconteceu comigo, um pouco de imaginação, um pouco de vida dos outros, porque amo contar histórias de vida”, completa.
Os personagens vividos por Letícia Kleemann e João Petrillo são como todos nós, com seus desejos e inseguranças. “A gente não é certo ou errado e, portanto, num relacionamento eu acho que não há certo ou errado, vilão ou vítima, sempre existem os dois lados da moeda, afirma a autora. “Aqui, a ideia é que possamos nos ver através do teatro. Na década de 90 integrei um espetáculo que me marcou muito, o Bailei na Curva. Desde lá persegui o sonho de poder fazer um tipo de teatro no qual as pessoas riem e choram na mesma medida, é sensacional!”, complementa Juliana.
Terapia de casal – Vilmar Carvalho /Divulgação
Ficha técnica:
Texto original de Juliana Barros
Direção Juliana Barros e Fernando Ochoa
Elenco: Letícia Kleemann e João Petrillo
Música tema: Só pro meu prazer- Leoni e Fabiana Kherlakian
No próximo sábado (10), o Espaço 373 recebe o músico e compositor Marcelo Delacroix, em formato quinteto: Beto Chedid (violões, bandolim, cavaquinho, harmônica e voz), Giovanni Berti (percussão e voz), Mateus Mapa (flauta, baixo, percussão e voz) e Zelito (violões, violino, baixo e voz). No repertório estarão canções inéditas, já apontando para o próximo disco, como Precisamos Conversar (parceria com Mário Falcão), Benfazeja (com Arthur de Faria e Nelson Coelho de Castro, que também participam do show), Fonte da Nostalgia (com Carlo Pianta), Luna Diurna (com Raul Ellwanger).
De seus discos anteriores, não faltarão as já conhecidas Chove sobre a Cidade (com Ronald Augusto), Inverno (com Arthur de Faria), História de Nós Dois (com Leandro Maia) e Cantiga de Eira, do folclorista Barbosa Lessa, canção que esteve esquecida por décadas, e foi revitalizada por Delacroix e seu disco Depois do Raio.
Ao longo de sua trajetória, Delacroix lançou cinco discos: Grupo Quebra Cabeça (instrumental, 1994), Marcelo Delacroix (2000) e Depois do Raio (2006), ambos vencedores do Prêmio Açorianos de Melhor Disco MPB; Canciones Cruzadas (2013), em parceria com o uruguaio Dany López, e Tresavento (2020), seu mais recente trabalho. O músico compôs diversas trilhas para produções de teatro, dança, televisão e cinema, que também lhe valeram alguns prêmios.
Marcelo Delacroix, Giovanni Berti, Mateus Mapa, Zelito e Beto Chedid – crédito Isidoro B. Guggiana/ Divulgação
SERVIÇO
Show Quinteto Marcelo Delacroix
Quando: 10 de setembro | Sábado | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
Ingresso Amigo: R$ 35
Ingresso Mui Amigo: R$ 45
Ingresso 373: R$ 55
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)
Nos dias 8 e 15 de setembro, o Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho promove a oficina Oficina Cria Criaturas, a partir do desenho, da pintura e da colagem. Experimentações com aquarela e materiais incomuns para novas texturas e criação de diferentes expressões faciais. Um tempo para criar, ampliar o imaginário e fazer novas descobertas.
Os encontros, pensados para crianças e adolescentes entre 11 e 14 anos, ocorrem em duas quintas-feiras, das 14h30 às 16h30. O investimento é de R$ 180, com material incluso.
O Ateliê dos Arteiros integra o projeto Gira-Arte, criado em 2021, que oferece mais de 20 modalidades de formação artística para crianças e jovens.
PROGRAMAÇÃO
Oficina 1: Aquarela – técnicas para criar texturas – desafios de desenho – criação de monstros, seres e criaturas.
Oficina 2: Colagem – técnicas para criar expressões faciais – criação de animais e seres imaginários com diferentes caras e caretas – escrita de diálogos e minicontos.
Sobre as ministrantes
Anelore Schumann é idealizadora e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros, desde 2010, e coordenadora do projeto Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho. Realizou cursos de desenho e pintura no Ateliê Livre da Prefeitura, de 1986 a 1990, e pintura poética em 2007 e 2008, no Grupo Cero em Porto Alegre. Integrante da Escola de Poesia desde 2003, publicou poemas na revista Ovo da Ema (zero, 1, 2 e 4) e escreveu Vestígios de Kairós, seu primeiro livro de poesia, publicado em 2017. A partir de 2010, coordenou oficinas de arte para crianças e adolescentes no Ateliê Oca e em outros espaços culturais. Realizou mais de 15 exposições, entre as quais: Mostras de pinturas e desenhos das Oficinas de Arte do Ateliê dos Arteiros (2011/2018), Mario Quintana 110 anos (2016) e Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros – Gatos e Paisagens no Centro Cultural 25 de Julho (2019). Também foi idealizadora do projeto de Arte e Leitura A História Sem Fim, baseado no livro homônimo do escritor Michael Ende, e curadora da Exposição Virtual Ateliê dos Arteiros (2020).
Ana Tedesco é ministrante das Oficinas de Arte para Crianças e Adolescentes, no Ateliê Oca, desde janeiro de 2014, e do Ateliê dos Arteiros do Centro Cultural 25 de Julho, desde janeiro de 2020. Ministrou oficinas de arte para crianças no Clube de Cultura, no Memorial da Justiça do Trabalho e na Casa de Cultura Mario Quintana. Colaborou na produção e montagem de mais de dez exposições entre os anos de 2011 e 2020, entre elas a Mostra de Pinturas do Ateliê dos Arteiros, no Centro Cultural 25 de Julho (2019) e a Exposição Virtual do Ateliê dos Arteiros (2020).
SERVIÇO
Oficina Cria Criaturas | Desenho, pintura e colagem
Quando: 8 e 15 de setembro | Quintas-feiras | 14h30 às 16h30
Onde: Centro Cultural 25 de Julho (Rua Germano Petersen Jr., 250 – bairro Auxiliadora)
Oficineiras: Anelore Shumann e Ana Tedesco
Público-alvo: crianças e adolescentes com idades entre 11 e 14 anos
Na semana em que a Independência do Brasil completa 200 anos, as comemorações ganham o reforço da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A apresentação está programada para sexta-feira, 9 de setembro, às 20h, na Casa da OSPA. O maestro do Coro Sinfônico da OSPA Manfredo Schmiedt rege um repertório de grandes clássicos da música brasileira, que terá ainda participação da Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia do Exército. O ingresso deve ser trocado por 1kg de alimento e já pode ser retirado na Bilheteria da Casa da OSPA ou no site sympla.com.br. O espetáculo também poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube.
A apresentação encerrará a programação especial do Comando Militar do Sul em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil, que teve início no fim de agosto. A Banda de Música do 3º BPE abre o concerto com um repertório popular, sob regência do 1° Tenente Marlucio Loreto de Moraes, que inclui “Suíte Nordestina”, do pernambucano Mestre Duda, “Copacabana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, e “Na Baixa do Sapateiro”, um samba composto por Ary Barroso e gravado por Carmen Miranda.
Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes . Foto: Sgt PiresCMS/ Divulgação
Em seguida, a OSPA assume o palco para executar a abertura da ópera “Il Guarany”, de Carlos Gomes, que ganhou fama como a trilha do programa “A Voz do Brasil”. A orquestra também interpreta a “Rapsódia Nazaretheana para Piano e Orquestra”, obra em que Alfred Hülsberg orquestrou diferentes peças de Ernesto Nazareth, dentre elas “Brejeiro”, “Odeon” e “Apanhei-te, Cavaquinho”. Nessa peça, a pianista Olinda Allessandrini será a solista.
Também serão interpretadas peças de teor patriótico, como o próprio “Hino da Independência”, composto por Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga, cantado pelo Coro Sinfônico da OSPA, e ‘‘Abertura 1812’’, célebre música escrita por Piotr Ilitch Tchaikovsky para celebrar a vitória das tropas russas sobre a invasão napoleônica no ano citado no título. A obra é, até hoje, reconhecida pela instrumentação, que incorpora à orquestra uma banda militar e disparos de canhão que interrompem uma representação da Marselhesa, o hino francês.
Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes. Foto: Sgt PiresCMS /Divulgação
Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército
A Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército (3º BPE) tem como principal função dar marcialidade às formaturas e desfiles militares, dentro e fora dos quartéis, bem como apresentações, retretas e concertos ao público civil, com repertório que vai do clássico ao popular. Possui também, no seu repertório, dobrados, marchas e canções militares. Integrada aos valores culturais, a Banda ocupa lugar de destaque no Comando Militar do Sul, constituindo-se em valioso elemento de integração entre a sociedade gaúcha e o Exército Brasileiro. Já participou de diversos eventos nacionais e internacionais, como o IV e o V Encontros de Bandas Militares em Montevidéu, no Uruguai, e em Buenos Aires, na Argentina. Atualmente, é regida pelo 1º Tenente Músico Marlucio Loreto de Moraes e possui 57 integrantes.
Coro Sinfônico da OSPA
O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores voluntários que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Aguiar, Bach, Beethoven, Bizet, Borodin, Brahms, Gounod, Händel, Haydn, Mahler, Mendelssohn-Bartholdy, Mignone, Mozart, Mussorgsky, Orff, Prokofiev, Puccini, Rachmaninoff, Rimsky-Korsakov, Santoro, Stravinsky, Tchaikovsky, Verdi, Villa-Lobos, Vivaldi, entre outros. A equipe artística do coro é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob.
Com vasta experiência coral e orquestral por todo o mundo, Manfredo Schmiedt é o maestro do Coro Sinfônico da OSPA desde 1992. Possui mestrado em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduação na mesma área pela UFRGS. Seu currículo acadêmico inclui duas importantes condecorações: Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Apresentou-se, como convidado, em destacadas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Mendoza (Argentina), a Orquestra Sinfônica da University of British Columbia (Canadá), a Filarmônica de Belgrado (Sérvia), a Sinfônica do Noroeste da Flórida (EUA) e a Petrobras Sinfônica (Brasil). Entre 2002 e 2020, foi regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Olinda Allessandrini é uma das mais conceituadas pianistas brasileiras, com um vasto repertório de obras para piano solo, além de música de câmara e concertos com orquestras, do barroco ao contemporâneo. Sua discografia abrange 11 CDs solo e 17 CDs como pianista convidada. Lançou também o DVD “pamPiano”, com direção de Caio Amon. Sua constante atividade de pesquisa e divulgação da música brasileira e latino-americana foi valorizada em várias edições do Prêmio Açorianos e com a distinção Líderes e Vencedores, da Assembleia Legislativa do Estado, como destaque na área cultural.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)
Concerto do Bicentenário da Independência
Concerto: Sexta-feira, 9 de setembro, às 20h.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingresso: 1kg de alimento.
Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso.
Bilheteria na Casa da OSPA: sexta-feira (9/9), das 12h às 20h.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Programa:
CONCERTO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA
Mestre Duda | Suíte Nordestina
Braguinha e Alberto Ribeiro | Copacabana
Ary Barroso | Na Baixa do Sapateiro
Apresentação: Banda de Música do 3º BPE
Regência: 1° Ten Marlucio Loreto de Moraes
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Antônio Carlos Gomes | Abertura Il Guarany
Alfred Hülsberg | Rapsódia Nazaretheana para piano e orquestra
Solista: Olinda Allessandrini (piano)
Apresentação: OSPA
Regência: Manfredo Schmiedt
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Piotr Ilitch Tchaikovsky | Abertura 1812
Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga | Hino da Independência
O fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro abre dia seis, terça-feira, na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, onde é curador, sua nova exposição “Ir-Real 2”, que fica no local de três de setembro a 31 de outubro. A mesma mostra será levada para a Galeria de Arte Restinga, na Praça Alvorada, no bairro do mesmo nome, de dois de novembro a 10 de dezembro.
São 34 fotos, coloridas e PB. Curador da exposição, o fotógrafo e professor de Fotografia, Rogério Soares, apresenta o novo trabalho de Marcos Monteiro, no texto abaixo:
“Como era de se esperar, “Ir-Real”, em sua 2ª edição, re-surge ainda com mais força. Força essa, promovida por um olhar sempre atento, mas principalmente terno e humanista do qual Marcos Monteiro se utiliza para revelar seres anônimos, ora transmutados em autênticos personagens de sua amada cidade.
Partindo sempre de promissoras inferências sobre os lugares e pessoas a que escolhe fotografar, o autor através de brilhantes “insights” parece brincar com o que os olhos em uma 1ª mirada não conseguem ver. Assim mais uma vez, como puro passe de mágica, o fotógrafo a partir de uma técnica notadamente apurada, não somente retira do “real” o palpável e corriqueiro, como também habilmente o corrompe, tornando-o ainda mais rico, belo e instigante.
Neste sentido, o diverso conjunto de fotografias revigora um “espírito lúdico”, capaz de promover em cenas paralelas, pertinentes correspondências plásticas e semânticas. Então somos surpreendidos por imagens que se entregam a ilusão, criando assim efeitos miméticos onde contra-pontos, rastros, reflexos, sombras, sobre-posições entre outros aprontam o que deve ser “dito” .
Dotadas de alma e graça, essas fotos ouso dizer, sem esforço algum, se aproximam do olhar de fotógrafos como “Robert Dosneau” e “Frederick Sommer” por exemplo. Monteiro, como sabemos, é um sujeito que gosta de gente, e suas fotos igualmente gostam de gente. Tanto é verdade, que para produzi-las, ele seleciona não somente a melhor hora do dia ou da noite, buscando a luzideal, como pontos ou lugares conhecidos do grande público, mas de onde, e como ninguém consegue compor insólitos e únicos instantâneos.
Dessa forma, a vida diurna e noturna aparece ora repleta de amigos, desconhecidos, transeuntes e objetos que parecem ganhar “vida” ao mediarem, como sustenta Roland Barthes, a relação dos Homens com o mundo.
Concluindo, Ir-Real também se institui como autêntico “ato de linguagem” ao sustentar um discurso que além de pretender, ainda oferece uma arte verdadeiramente democrática, já que a rua que abriga a produção de tais fotos é a mesma que orgulhosamente as re-apresenta.
Então e por isso mesmo ,,, muito obrigado Marcos Monteiro.”
Artista lança antologia de 35 anos de poesia e exposição “Recortes de uma Trajetória”. Vernissage será no sábado, 3 de setembro, no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
Gramado é o templo da cultura. E a arte de Liana Timm vai estar presente no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen. No espaço, Liana foi convidada a apresentar duas de suas expressões artísticas. Na literatura, com o lançamento do livro “A Dimensão da Palavra”, antologia que celebra seus 35 anos de poesias. E, nas artes visuais, com a exposição “Recortes de uma Trajetória”, com obras que revelam diferentes momentos da artista. O vernissage será no dia 3 de setembro, às 11 horas, e a exposição fica em cartaz até o dia 29, com entrada franca.
Liana Timm: Artista mostra duas vertentes de seu talento. Foto; Divulgação
Artista multimídia, arquiteta, poeta, designer e intérprete, são algumas das faces de Liana Timm. Nascida em Serafina Correia, Liana mantém um atelier em Porto Alegre, que se destaca pela intensa produção artística, onde mescla manualidade e tecnologia, conceito e materialidade, história e contemporaneidade. As intensas vivências de Liana foram traduzidas em quase 80 exposições individuais (e outras 130 coletivas). Em sua trajetória, também contabiliza 66 livros, sendo 18 individuais de poesia – reunidos no livro de “Dimensão da Palavra- 35 anos de poesia”. A obra, publicada pela editora Território das Artes, tem 494 páginas do percurso poético da artista até o momento.
Livro “A dimensão da palavra”. Foto: Divulgação
Recortes de uma Trajetória
Para completar a participação na Filigram, a artista foi convidada para apresentar a exposição oficial do evento. Em “Recortes de um Trajetória” estão 60 obras de quatro séries: Resgates, Outro(s) de Mim, O Traço Sensível e Passados Presente.
A série “Resgates” gira em torno das marcas deixadas pela colonização do Brasil: boa parte dos povos originários extintos, povos negros escravizados e imigrantes europeus explorando as riquezas da terra e trazendo junto suas ricas culturas e visão de mundo. Um olhar que vai do particular ao coletivo através de vivências e conhecimentos adquiridos, e se transforma em fazer criativo. Um percurso que aponta seu início e não a sua chegada. Referências que desconstroem o instituído para que o remanso corra ao largo da sedimentação. Uma reflexão gangorra ou uma fita de Moebius, subindo para baixo ou saindo para dentro com ondas que fascinam e decepcionam.
Obra da série “O traço sensível”. Foto: Divulgação
Na série “Passados Presentes”, Liana traz à tona um outro viés. São quatro obras de 80 cm x 80 cm, em que a artista apresenta a desconstrução do conhecido, ausentando as referências imediatas. Manchas e massas de cores tomam a primazia para constituir a expressão subjetiva das obras, que abertas, entregam ao fruidor as suas diversas significações.
Em “O Traço Sensível”, Liana destaca três obras em técnica mista (medindo 80 cm x 120 cm), unindo a manualidade do desenho, a pintura acrílica e a tecnologia. Explora, dessa maneira, as nuances que cada técnica lhe oferece com produções de extremo efeito estético e significações abrangentes. A série une história e contemporaneidade, um tema que a artista vem explorando de diversas maneiras em sua trajetória de 53 anos de arte.
Iniciada em 2009, a série “Outro(s) de Mim” completa a exposição com 52 obras em arte digital (30 cm x 30 cm). A séria, que está em permanente evolução, é composta por retratos de grandes personalidades da cultura universal e gira em torno das identidades múltiplas que nos habitam. Na mostra, estão obras que apresentam figura como Freud, Anne Frank e Andy Warhol. “Nossa diversidade, poço sem fundo de uma intimidade suspensa, nos escapa e indaga quem somos ou quantos somos. Mas a importância da resposta se apaga na busca. Uma riqueza de interesses toma lugar e emerge outra interrogação: quem mais podemos libertar em nós?”, provoca Liana. A série lembra Mario de Andrade, também representado na exposição, que dizia ser apenas trezentos e cinquenta. O mais ele desprezava.
Liana Timm. Foto: Luis Ventura/ Divulgação
Liana Timm no Filigram
Lançamento do livro “A Dimensão da Palavra” – Antologia de 35 anos de poesia
Exposição “Recortes de uma Trajetória”
Vernissage: 3 de setembro, às 11 horas
Período: 3 a 29 de setembro
Local: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
Endereço: R. Leopoldo Rosenfeld, 818 – Parque Gramado
No mês em que comemora um ano de atividade ininterrupta como um espaço independente destinado a criar e expor arte contemporânea, em Porto Alegre, o V744Atelier, idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, brinda o público com a mais recente produção de uma das mais profícuas artistas plásticas gaúchas, a pintora e desenhista Téti Waldraff. Tripadeiras, nome da exposição celebrativa, será inaugurada no próximo dia 03 de setembro, sábado, das 16h às 19h (confira detalhes no “Serviço”), com entrada franca. O conjunto expositivo celebra a natureza e destaca-se pela intensidade das cores, pela exuberância das formas e pelo movimento.
A exposição Tripadeiras apresenta desenhos a partir de anotações visuais/fotográficas e verbais feitas nos jardins da casa de Téti Waldraff, nos dois últimos anos 2021/2022. Segundo a artista, a proposta é convidar o espectador a olhar e então ver fragmentos capturados e reinventados envolvendo a magia e a exuberância de folhas, flores, cipós e trepadeiras floridas, ou não, com suas cores nas diferentes estações do ano. – São configurações no plano bidimensional, ou seja, desenho no papel e desenho no espaço tridimensional com linhas feitas de diversos tecidos, como lycra, cetim e malhas, tendo como base estrutural o fio de eletricidade, explica. Tripadeiras, uma palavra inventada por Waldraff, contém e apresenta a mistura de tripas e trepadeiras, floridas ou não.
Instaladas no espaço do corredor e na sala principal do V744atelier, Tripadeiras oferece um passeio de observação e apreciação. A importância desta exposição no contexto do espaço é criar um diálogo e apontar novas maneiras de ver e conviver com arte contemporânea, que é o principal foco do espaço gerido por Vilma Sonaglio. A mostra amplia as possibilidades de novas experiências, propondo uma conversa sobre desenho expandido. – Acredito que tudo que o olho captura é uma forma de desenhar. E esta captura se transforma em criação, em sonho, ou seja, um novo olhar, avalia Waldraff.
A exposição contará com uma reflexão teórica apresentada na forma de texto crítico pela professora, historiadora e crítica de arte, Paula Ramos, que mediará um debate com a artista a se realizar em outubro, em data a ser informada pela imprensa. Ramos acompanha o trabalho de Téti Waldraff há muitos anos e realizou, em 2014, a curadoria da exposição individual da artista, “Jardim em Flor”, no MAC-RS. Nas palavras dela: “Com suas linhas abundantes, cítricas e vigorosas, bi ou tridimensionais, as tripadeiras são expressões de desenho e revelam uma artista absolutamente madura e plena, que não tem receio de colorir, de se contorcer e de se derramar pelo espaço”.
A exposição
Tripadeiras apresenta quatro trabalhos relacionados entre si. O primeiro – “Alto Risco/21 Desenhos para 2021” – se constitui de 21 desenhos verticais, cada um nas dimensões de 65cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca. Alto Risco…está relacionado a riscar/arriscar/risco/linha e também ao fato de que foram desencadeados no começo de 2021, época em que a pandemia do Covid-19 apresentou sinais de novas ondas, ao contrário do desejado por todos. “Alto Risco…é coragem, é alegria para seguir e repartir com os olhos de ver de quem se interessar”, explica a autora.
O segundo – “O Que Tem Dentro do Papel, O Que Sai do Papel? É Rasgar/Riscar/Arrancar Prá Ver!” – são cinco desenhos verticais nas dimensões de 96cmx48cm, sobre papel preto, feitos com canetas posca e apresentam experiências de arrancar a “pele do papel” que contém no seu interior a cor rosa. Fazem diálogo com os 21 desenhos Alto Risco… e foram realizados em 2022.
O terceiro – “Brotos Floridos” – é uma intervenção/instalação pensada para o corredor branco da entrada do V744atelier. É feito com diversos tecidos, fio de eletricidade e vasos cerâmicos se ramificando na parede do corredor, realizado em 2022.
O quarto trabalho – “Vivas Tripadeiras Vivas!” – será apresentado na sala em diálogo com os desenhos feitos sobre papel. É constituído de dois vasos cerâmicos grandes e tripadeiras feitas com tecidos e fio de eletricidade.
– O convite é para olhar de perto, olhar de longe, fragmentos e recortes do que meu olhar configurou num primeiro momento em passeios/rondas de procura, olhar plantas, flores, folhas, troncos, galhos, cipós, trepadeiras que cultivo nos nossos jardins de casa em Porto Alegre e em Faria Lemos, conta a artista. Brilhos feitos pela luz do sol, pela chuva, pelo vento e neblina. Cores e formas em transformação nas diferentes estações do ano. Ela revela que o “caderno de anotações” para esta exposição foi a captura de imagens com seu celular.
A inspiração
Téti Waldraff faz entender que não é para ser paisagem, não é para ser natureza morta. – É desejo, é sonho, é alegria pelo êxtase das plantas que meus olhos viram e que configurei por meio da linguagem da arte. É um zoom dentro das folhas, flores, cipós, trepadeiras e o mato do entorno.
Tripadeiras é invenção dela: mistura de tripas com trepadeiras floridas ou não, que seu olhar e fazer busca ofertar a quem se interessar em olhar e ver um pouco da magia, da exuberância que está quieta no jardim, no mato, esperando ser contemplada e reinventada.
Esta intervenção/exposição está sintonizada com um trabalho que a artista realizou em 2019 no Centro Cultural da Ufrgs, no Projeto Grafite de Giz, no qual também partiu de registros fotográficos feitos nos jardins do entorno do Centro Cultural. – Fiz um “Jardim de Giz” num painel/quadro preto de 6mX3m, com fundo preto, remetendo aos antigos quadros negros de colégios”, detalha. Por isso, nos desenhos que apresenta na atual exposição ela faz uso do papel preto. – Fixo minha cabeça nos jardins de casa e da casa da serra. No atelier, onde faço meus desenhos é o meu refúgio. É onde desembocam fios e linhas que reinventam as formas e cores das flores, folhas, cipós que vi. É meu olhar sobre o mundo. Brilho, opacidade, forma, cor e linha brotando no plano bidimensional e tridimensional, reflete.
Sobre Téti Waldraff
Téti Waldraff (Sinimbu RS1959) é artista plástica e professora, formada em Educação Artística/Artes Plásticas no Instituto de Artes da Ufrgs (1984) e bacharel em Artes Plásticas/Desenho pelo Instituto de Artes da Ufrgs (1986). Desde os anos 80 desenvolve atividades profissionais em arte-educação, ministrando oficinas e palestras, paralelo ao desenvolvimento de sua produção plástica em seu próprio atelier. Realizou diversas exposições individuais e participa de coletivas desde os anos 80. Suas obras estão em acervos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs), Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC-RS), Pinacoteca Barão de Santo Ângelo-Instituto de Artes da Ufrgs, Fundação Vera Chaves Barcelos-Viamão-RS, Coleção Diógenes Paixão-Rio de Janeiro- RJ. Integra a Coleção Gilberto Chateaubriand, Rio de Janeiro-RJ, e a Coleção Renato Rosa, Porto Alegre-RS. Atualmente, vive e trabalha em Porto Alegre- RS, onde tem atelier próprio, e também em Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha.
Sobre o V744atelier
Idealizado pela artista visual Vilma Sonaglio, o V744atelier é um local para criar e expor arte contemporânea. Abriga exposições de artistas convidados, mas também aceita propostas de criadores que estejam desenvolvendo sua pesquisa e produção em todas as linguagens na arte contemporânea. Inaugurado em 18 de setembro de 2021, com a exposição “ViCeVeRSa…pode não ser o que é”, de Sonaglio, o Atelier já sediou a exposição “Paisagem sem Volta”, de André Venzon e Igor Sperotto (19/12/21 a 25/02/22), “Beabá”, de Maria Paula Recena e Marcos Sari (12/03/22 a 28/04/22) e . “C+asa”, de Marcelo Silveira (14/05 a 22/07/22). “Tripadeiras”, de Téti Waldraff, é a quinta mostra do espaço expositivo e marca a comemoração de um ano de atuação do espaço expositivo.
A serra gaúcha receberá, a partir da próxima semana, a primeira edição do Festival Internacional Literário de Gramado. Com o tema “O livro está na mesa: o papel da literatura em momentos de transformação”, o FiliGram será realizado de 02 a 11 de setembro no Lago Joaquina Rita Bier.
Durante 10 dias estão previstas mais de 150 atividades gratuitas envolvendo mesas de debates, painéis, saraus, sessões de autógrafos, slams, teatro de rua, teatro de bonecos, teatro infantil, cinema e shows, contação de histórias, exposição, performances, oficinas, meditação, além de intervenções surpresa. Algumas ações do Festival, denominadas FiliGram Nights, acontecerão em espaços gastronômicos da cidade, como pubs e restaurantes.
A programação do FiliGram possui uma curadoria coletiva* dividida em cinco eixos temáticos que abordam temas centrais da literatura contemporânea:
Afonso_Cruz. Arquivo pessoal/ Divulgação
Polaroid Brasil – sobre diversidade, sustentabilidade e futuros possíveis;
Mercatto – vai debater o mercado editorial e seus meios de produção e circulação;
Orgânico – será pautado pelo engajamento digital de autores e leitores;
Campi – envolverá a academia, teoria, alegria, com apresentações musicais e teatrais;
Digiteen – vai explorar o universo lúdico, de imagens e linguagens dos adolescentes, com HQs, games e educação.
Clara Corleone. Foto: Carol Disegna/ DiagramaçãoTaiasmin Ohnmacht. Arquivo pessoal/Divulgação
O secretário de Cultura de Gramado, Ricardo Bertolucci Reginato ressalta que “o objetivo é conectar a nossa comunidade com o universo da literatura, é hastear lá no alto a bandeira do livro e do desenvolvimento intelectual e social que a literatura pode trazer. O contato com o livro faz a diferença na vida das pessoas”. A estimativa é que o Festival, que também vai englobar a 25ª Feira do livro de Gramado, atraia um público de 80 mil pessoas no espaço de 3500 m² que receberá o FiliGram.
O músico Zeca Baleiro Foto: Diego Ruahn/ DivulgaçãoO escritor Ronaldo Augusto. Foto: João Urban/ Divulgação
Dentre os mais de 100 participantes, estarão presentes escritores, slammers, ilustradores, tradutores, artistas de teatro, música e dança, professores, editores e críticos. Estão confirmados nomes importantes como Jeferson Tenório, Paulo Scott, Natália Borges Polesso, Clara Corleone, Aline Bei, Zeca Baleiro, Kiusam de Oliveira, Pedro Pacífico, Yuri Al’Hanati, além da sul-africana Futhi Ntshinguila, a mexicana Lola Ancira, o britânico Michael Bhaskar, os portugueses Afonso Cruz e Celia Sousa. O vocalista do Teatro Mágico, Fernando Anitelli fará uma apresentação poético-musical.
A escritora Futhi-Ntshingila. Divulgação/ DublinenseDanichi Hausen Mizoguchi. Arquivo pessoal/ Divulgação
O FiliGram tem parceria com o Festival Literário Internacional FÓLIO, criado pela cidade portuguesa coirmã de Gramado, Óbidos, pequena vila medieval reconhecida pela UNESCO como uma das 20 cidades da literatura mundial. Neste ano, os festivais literários de ambas as cidades vão promover uma programação conjunta com foco em acessibilidade cultural, área que trata dos direitos das pessoas com deficiência no acesso à arte. O FiliGram vai receber uma comitiva integrada pela vereadora da Câmara Municipal de Óbidos Margarida Reis e pela Drª Célia Sousa, referência internacional na área de literatura acessível.
Homenageado
O poeta, intelectual e professor Oliveira Silveira é o grande homenageado desta edição do FiliGram. Nascido em um distrito de Rosário do Sul, Oliveira foi um dos idealizadores do Dia da Consciência Negra junto ao grupo Palmares nos anos 1970. Em seu cartão de visita, Oliveira Silveira se definia como pesquisador da cultura afro-brasileira e escritor de literatura negra. Sua obra, principalmente os artigos e poemas, influenciou gerações de escritores e pensadores do Brasil. Serão dedicados debates, painel e exposição à obra de Oliveira Silveira.
Oficinas
Yuri Al’Hanati. Foto:: Rafael de Andrade/DivulgaçãoO músico Richard Serraria. Foto Náthaly Weber / Divulgação
As pré-inscrições para oficinas e workshops de escrita, poesia, marketing editorial e arte-reciclagem estão abertas e podem ser efetuadas vias formulários disponíveis no http://filigram.com.br/pre-inscricao-de-oficinas/
O FiliGram é uma realização da Prefeitura Municipal de Gramado e conta com a produção da Miraceti Projetos Educacionais e Culturais e patrocínio das empresas Sulgás, D´Gregio, Jolimont e Mãos do Mundo, por meio do financiamento do Sistema Pró-Cultura RS e da Lei Federal de Incentivo à Cultura / Ministério do Turismo.
Eduardo_krause, um dos curadores do evento. Foto: Agustin Ostos/Divulgação
*O corpo curatorial é formado pela Universidade Aberta do Brasil, Coletivo Sankofa, Literatura RS, Studio Patinhas, pelo escritor Eduardo Krause, pela jornalista Patrícia Viale e coordenadores do FiliGram.
Conhecido por trabalhos ao lado de nomes, como João Bosco, Milton Nascimento, Ivan Lins, Elis Regina, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Diana Ross e Path Metheny, Ricardo se apresenta nos dias 2 e 3 de setembro, às 21h, com o baixista Gastão Villeroy
O guitarrista carioca Ricardo Silveira convida o baixista gaúcho, radicado há 35 anos no Rio de Janeiro, Gastão Villeroy, para duas apresentações no Espaço 373, nos dias 2 e 3 de setembro. Além da amizade, eles colecionam uma longa e sólida carreira no Brasil e no exterior.
Enquanto Ricardo fará um apanhado de músicas da sua carreira, como “Bom de tocar”, “Beira do mar”, “Long distance”, Gastão apresentará músicas do seu disco “Amazônia” e de seu recente álbum lançado nos EUA “That bossa note”. Acompanham a dupla Michel Dorfman (piano) e Marquinhos Fê (bateria).
Ricardo Silveira tem 19 álbuns solos gravados com participações de algumas das grandes estrelas do jazz mundial. Nos EUA, tocou com nomes, como Sergio Mendes, Dori Caymmi, Oscar Castro Neves, Diana Ross, Pat Metheny, Herbie Mann, Don Grusin, Dave Grusin, Toots Tiellemans, David Sanborn, Earnie Watts e Abe Laboriel. No Brasil, acompanhou Elis Regina, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Ney Matogrosso e João Bosco.
Gastão Villeroy – Foto Ana Migliari/ Divulgação
Gastão Villeroy foi baixista de Milton Nascimento por muitos anos e agora, em carreira solo, já conta com dois discos gravados com participações de renomados artistas, como o próprio Milton, Lenine, Seu Jorge e Maria Gadú. Também se apresentou e gravou com músicos, entre eles Tim Maia, Caetano Veloso, Lenine, Billy Cobhan, David Lieberman, Omar Hakim e Dione Warwick.
SERVIÇO
Ricardo Silveira convida Gastão Villeroy
Quando: 2 e 3 de setembro | Sexta e Sábado | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)