Convite para o imaginário, de Marcelo Zeni, na exposição “Quimeras quem dera”,

Na Galeria Bublitz, o artista apresenta a exposição “Quimeras quem dera”, com 35 obras inéditas, com vernissage no dia 30 de julho, a partir das 11h.

A arte do gaúcho Marcelo Zeni passeia pelo mitológico, pela fantasia e pelo lúdico e será exposta pela primeira vez na Bublitz Galeria de Arte. A mostra “Quimeras quem Dera” tem vernissage com a presença do artista no sábado, 30 de julho, das 11h às 13h, e estará em exibição até 30 de agosto, na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. A exposição tem a curadoria do artista Marcelo Hübner. Também será possível conferi-la na Bublitz Galeria Virtual de Arte, que poderá ser visitada no link: https://virtual.galeriabublitz.com.br/.

Marcelo Zeni – Glauco Arnt- Divulgação

 Recentemente, Zeni participou de uma exposição coletiva da Bublitz Galeria de Arte, na histórica Casa Presser, em Novo Hamburgo. Foi lá que o marchand Nicholas Bublitz conheceu mais de perto a obra do artista e se impressionou. “Marcelo Zeni se destaca pela qualidade técnica e pela expressividade de suas produções”, analisa. “Com o sucesso de público e crítica, decidimos levar a produção inédita de Zeni para a galeria em Porto Alegre”.

 

 

O artista

Natural de Muçum, no interior do Estado, atualmente Marcelo Zeni se dedica à arte em seu ateliê localizado no bairro de Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Formado em Belas Artes pela Feevale com especialização em design gráfico pela Unisinos, dedicou-se à atividade de designer de 1987 a 2007. Nos últimos 20 anos, foi também professor nos cursos de graduação de Design e Design de Moda.

Como artista, Zeni participou do grupo Arte 15 de São Leopoldo. Há quase 40 anos atuando nas artes visuais, já realizou diversas exposições individuais e coletivas dentro e fora do Estado e até do país, incluindo o 2º Salão Internacional de Pintura de Los Angeles, neste ano.

A exposição

Em “Quimeras quem dera”, Marcelo Zeni apresenta 35 obras produzidas neste ano inspiradas em um universo imaginário e simbólico, com a técnica de pintura a óleo sobre tela. Nas produções, ele expressa sua identidade como artista figurativo ao evidenciar a figura humana muito bem delineada. Nessa exposição, suas telas são povoadas por personagens da mitologia, que fascinam nossos sonhos até a atualidade.

A mostra traz a série Medusas de Papel. Nela, Zeni apresenta este mito desconstruído de sua forma clássica. Como observa, geralmente na história da arte, a medusa é representada com uma expressão de horror com relação à própria imagem. “O mito da Medusa”, assim como diversos personagens da mitologia grega, tem diferentes versões e uma delas é a do poeta romano Ovídio. Em sua versão, ele a apresenta como sendo a mais bela das sacerdotisas que, punida por Atena, é transformada em monstro após se entregar a Poseidon. Nesta variante Medusa não nasce monstro, mas diversas situações a tornam assim”, explica. “Prefiro acreditar nas pessoas e olhá-las com mais empatia, refletindo sobre o feminino e seu papel na sociedade”, revela.

Na exposição, ele também explora o tema das Quimeras, a ideia de “seres híbridos”, misturando pessoas, animais e plantas. Já o elemento gráfico que sugere as farpas de uma folha de papel destacado, presente em elementos da obra, remete aos desenhos realizados em cadernos espirais desde a infância. Sua abordagem do tema é fantástica, já que a palavra Quimera também se aplica à utopia, sonhos e devaneios sobre diversidade, a relação do sujeito com o grupo, a configuração do todo através da relação entre as partes. “Será fantasia imaginar uma humanidade mais inclusiva e harmoniosa? Somos todos únicos e diferentes, perfeitos em nossas imperfeições e somos parte da natureza, não os donos dela”, observa.

A fantasia de Marcelo Zeni é um convite para o imaginário e para o belo que chama a atenção pela estética de suas produções e para o resgate de temas que permeiam as origens da humanidade e ainda se fazem presentes: a força da mulher e a mitologia.

“É preciso substituir um pensamento que isola e separa por um pensamento que distingue e une”, resume Marcelo Zeni, citando Edgar Morin.

Exposição “Quimeras quem dera” – Marcelo Zeni
Vernissage: 30 de julho, das 11h às 13h

Período: 30 de julho a 30 de agosto
Horário: de segunda a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados, 10h às 13h

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

Bublitz Galeria Virtual de Arte: https://virtual.galeriabublitz.com.br/

No aniversário de Mario Quintana, mostra reúne fotografias, livros e manuscrito de poema inédito do autor

 

A Biblioteca Pública do Estado (BPE), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), convida o público para comemorar o aniversário de nascimento do poeta Mario Quintana (1916 -1994), visitando a mostra que reúne fragmentos da vida e obra do autor e tradutor, na
Sala de Leitura da BPE, de 28 de julho a 18 de agosto.

A exposição “Mario Quintana: 116 anos de poesia” apresentará o manuscrito de poema inédito do autor, doado esse ano pela Associação dos Amigos da BPE, assim como cópias de outros originais, fotografias, informações e documentos, além das edições dos seus principais livros.
“Mario Quintana era frequentador assíduo da Biblioteca Pública do Estado, considerada por ele um refúgio de estudo e lazer”, comenta a diretora da BPE, Morgana Marcon.
“Recentemente, em nossas pesquisas, descobrimos que ele frequentava a Biblioteca desde adolescente. Uma passagem do livro Da preguiça como método de trabalho cita que, quando o poeta tinha 17 anos, seu pai, incomodado, veio à Biblioteca Pública consultar o fichário para informar-se sobre quais livros o filho lia, e saber de onde o menino tirava aquelas ideias. Por
esta e outras razões, é mais que um prazer celebrar a vida e a obra desse saudoso poeta”, completa Morgana.
Como lembrança, os visitantes poderão escolher em um baú e levar para casa alguns poemas de Mario Quintana. A Biblioteca Pública do Estado funciona de segunda a sexta, das 10h às 18h, sempre com entrada gratuita. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo telefone (51)
3244-5045.

Sobre o poeta
Mario de Miranda Quintana foi um foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Nasceu em
Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 30 de julho de 1906 e faleceu, em Porto Alegre, em 5 de
maio de 1994.
Considerado o “poeta das coisas simples”, seu estilo foi marcado pela ironia, pela
profundidade, além da perfeição técnica. Além da poesia, atuou como jornalista quase toda a
sua vida. Trabalhou na Editora Globo, onde traduziu mais de 130 obras da literatura universal,
entre elas Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e
Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.
Entre 1953 a 1977, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de
cultura, que saía aos sábados. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de várias poesias, A Rua
dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com 60 poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos de idade, sendo por esta razão o
poeta saudado na Academia Brasileira de Letras, por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que
recita o poema Quintanares, de sua autoria para o colega. No mesmo ano, ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores, de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar 70 anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio, do governo do estado do Rio
Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras,
pelo conjunto da obra. Por residir de 1968 a 1980 no Hotel Majestic, no Centro Histórico de Porto Alegre, acabou por ser homenageado com seu nome, quando o prédio transformou-se em centro cultural na atual Casa de Cultura Mario Quintana. Além da leitura, Quintana amava
cigarros, quindins e passear pelas ruas de Porto Alegre, pequenos prazeres que ficaram eternizados em lindos poemas.

SERVIÇO
Mostra Mario Quintana: 116 anos de poesia
Onde: Sala de Leitura da Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Centro Histórico
de Porto Alegre/RS)
Quando: De 28/07 a 18/08/22
Curadoria: Cláudia Antunes
Entrada Franca
Informações pelo telefone 51 32245045

Casa de Cultura Mario Quintana recebe a Exposição “La Marche”, de Paulo Henrique Lange 

A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), recebe a partir desta sexta-feira, 22, a exposição “La Marche”, do artista visual Paulo Henrique Lange.

Abertura às 18h, na Sala Radamés Gnatalli, no 4º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico).

Graduado em Artes Visuais pela UFRGS, em 2018, Paulo H. Lange pesquisa linguagens do desenho, pintura, vídeo e fotografia analógica.

La Marche é uma série de desenhos iniciada em 2018, realizada em nanquim preto e laranja sobre diversas folhas envelhecidas de cadernos de partituras.

O artista descreve que o processo de criação foi disparado como que por brincadeira.

“Fiquei fascinado por um cavalinho de brinquedo, que se desmontava em duas partes, separando em uma delas a cabeça e membros anteriores e, na outra, as patas traseiras e a cauda. Girei meia volta numa das peças e a seguir encaixei-a novamente com as metades invertidas. Quando esta figura do cavalinho invertido ganhou meu interesse como tema de desenho, decidi desenhá-lo sobre um material ‘contaminado’: folhas de cadernos de partituras. Elas guardavam sons latentes e um senso de ritmo progressivo, que imaginei que evocariam também o trotar ritmado do animal”, explica Paulo Henrique.

Ao imaginar usos hipotéticos do cavalinho invertido, o símbolo pareceu simples o bastante para se tornar uma logomarca ou um brasão, algo que a concepção artística pudesse aderir a cenas de atividades coletivas ou íntimas. “A insígnia de um time de atletas ou de um partido político, uma estampa em um uniforme de banda marcial, uma tatuagem no corpo de alguém, etc. Estas associações provinham do acervo de referências visuais que se acumula no ateliê: recortes de ilustrações de livros, enciclopédias e fotos encontradas em briques. São imagens que me fascinam, nas quais reconheço o potencial de disparadoras de processos de criação e por isso as coleciono”, detalha.

As inserções do cavalinho de La Marche em diferentes contextos dificulta conclusões sobre o real significado do símbolo e se torna um jogo de lançar pistas para tornar o mistério mais insolúvel a cada novo desenho. “Mais especificamente, interessa-me apresentar um trabalho que propõe um questionamento empático por parte do observador: que tipo de relação aquelas figuras desenhadas desenvolvem como signo? Em torno de quais ideias se unem estes grupos?”, instiga Paulo Henrique Lange.

O artista expõe em Porto Alegre desde 2018. Em 2019, La Marche esteve em exposição individual em Blumenau, Santa Catarina. Em 2021, foi premiado no 7º Salão de Artes de Mogi das Cruzes, em São Paulo, e participou da residência artística Tórus, em Garibaldi, no Rio Grande do Sul.

 

Duas apresentações marcam estreia de”Teatro para Pássaros”, no CHC Santa Casa

 

A estreia do espetáculo “Teatro para pássaros”, dirigido por Breno Ketzer Saul, será marcada por duas apresentações, que ocorrem nos dias 22 e 23 de julho (sexta e sábado), às 20h, no teatro do Centro Histórico Cultural Santa Casa (CHC Santa Casa – av. Independência, 75), em Porto Alegre.
Escrita pelo argentino Daniel Veronese, mais do que propor uma reflexão sobre as dificuldades que enfrentam determinadas produções teatrais, onde o fazer artístico de linguagem alternativa entra em conflito com a necessidade de se apresentar um produto comercial; a peça amplia o foco para a complexidade das relações humanas em que poder e dinheiro animam um mundo em que pequenas violências parecem brotar inesperadamente do subsolo da civilidade. Tudo isso com muita ironia e uma nota do ridículo que habita o universo teatral e os demais projetos humanos.

O elenco de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale- Divulgação

Em cena, o elenco interpreta seis atores que se reúnem em um apartamento, durante uma madrugada, para discutirem sobre um projeto artístico. A anfitriã Teresa, que assina a dramaturgia de sua primeira peça teatral, revela o interesse de vender o trabalho para seu ex-namorado, agora um renomado e bem-sucedido produtor de TV (Toni). A partir daí as coisas começam a se misturar, uma vez que a peça escrita por Teresa é o próprio espetáculo (Teatro para Pássaros) que estamos assistindo.

Narrada, portanto, através de um exercício de metalinguagem (o teatro dentro do teatro), a trama passa por diversos pontos de tensão: um deles é de que Toni, que não gosta de teatro e ganha muito dinheiro na TV, não tem o menor interesse em abraçar o projeto de Teresa. Para agradá-lo e convencê-lo a mudar de ideia, ela acaba por se submeter, abrindo mão de escolhas, que alteram a originalidade de sua obra.

Elenco e diretor de Teatro Para Pássaros – foto Fernanda Chemale_ Divulgação

Isso gera revolta em Glória, uma das atrizes do elenco, que cita a poeta Emily Dickinson o tempo todo, em referência à “reclusão” da alma, que acaba sendo imposta pelo sistema, e que impede a essência humana de “voar”. Na sequência, passa a ser humilhada por Toni e revela novos tons de seu temperamento, com atitudes explosivas e violentas.

Outro ponto de constrangimento na história é o fato de que os seis atores reunidos formam casais que já tiveram relações entre si anteriormente. Um deles chega ao ponto de se agredir fisicamente durante um conflito e os vestígios deste acontecimento parecem ressoar misteriosamente nas mortes sucessivas de dois porteiros do prédio, que acontecem uma no dia anterior e outra durante a madrugada do encontro do grupo.

Mesmo assim, eles parecem não se importar em nada com isso. Pelo contrário: mergulham em um diálogo frenético e picotado, e se posicionam como se estivessem em uma arena, em um embate cujo ritmo lembra a engrenagem de uma máquina.

Com narrativa enigmática que mistura com humor e ironia a realidade e a ficção, a obra apresenta uma dramaturgia ágil que pretende colocar a atuação (o trabalho de ator) no centro do acontecimento teatral. Os personagens criados por Daniel Veronese parecem arrastados por acontecimentos que os tornam reféns da ficção que eles mesmos produzem. A única forma de suportar a vida é atuando.
Teatro para Pássaros
Serviço:
Data: Dias 22 e 23 de julho de 2022
Horário: 20h
Local: Teatro da Santa Casa, Av. Independência, 75 – Independência, Porto Alegre (https://www.chcsantacasa.org.br/)
Classificação: maiores de 12 anos
Ingressos:

Ficha Técnica:
Texto: Daniel Veronese
Tradução: Rafaela Milara Kersting e o grupo
Elenco: Áurea Baptista, Carla Cassapo, Dionísio Farias, Evandro Soldatelli, Raquel Zepka, Vinícius Petry
Direção: Breno Ketzer Saul
Assistente de direção: Naomi Luana Siviero
Iluminação: Nara Maia
Cenografia: Daniel Veronese e Breno Ketzer Saul
Execução do Cenário: Artenova
Pintura do Cenário: Adalberto Almeida
Figurinos e Adereços: Rô Cortinhas
Fotografias: Fernanda Chemale
Design Gráfico: Flávio Wild
Duração: 100 minutos
Produção e Realização: Independente Teatro

Sobre o autor:

Daniel Veronese é autor e diretor teatral e um dos primeiros dramaturgos argentinos que começa a chamar a atenção a partir do começo dos anos 90 com uma dramaturgia que dá eco à renovação do teatro propondo um teatro ceno-cêntrico e anti-literário. É autor de obras como ‘La muerte de Marguerite Duras’, ‘Mujeres Soñaron Caballos’ e ‘Espia uma mujer que se mata’, (versão de Tio Vânia de Tchecov). Tem inúmeras participações em festivais internacionais sendo considerado um dos dramaturgos e diretor de maior reconhecimento do teatro contemporâneo argentino.

Sobre o diretor:

Breno Ketzer Saul é ator, iluminador, sonoplasta e diretor de teatro tendo participado de diversos projetos de criação e montagem de espetáculos dos quais destaca os seguintes:”Kaldewei, A Farsa do Convidado Obsceno”. De Botho Strauss com direção de Maria Helena Lopes,1992. “Macário” De Álvares de Azevedo. Direção: Patrícia Fagundes, 1994. “New York.New York”. De Marlene Streeruwitz. Direção: Miriam Amaral.Porto Alegre,1996. Dirigiu a leitura dramática do texto “B” em Cadeira de Rodas” de Ronald Radde. Solar Paraíso/Porto Alegre em Cena. Porto Alegre, 2005. Dirigiu a leitura dramática do texto “Santo Elvis” de Serge Valetti no Estúdio Stravaganzza, 2005. “Formas de falar das mães dos mineiros enquanto esperam que seus filhos saiam à superfície” texto do dramaturgo argentino Daniel Veronese, 2016 e Teatro é sempre Arena, espetáculo em homenagem aos 50 anos do Teatro de Arena, 2017.

Sobre o elenco:

Áurea Baptista é atriz e diretora. Atuou em montagens teatrais como ‘O Pagador de Promessas’, ‘Antígona’, ‘Marxismo, Ideologia e Rock’n Roll’, ‘GPS Gaza’, todas elas produções assinadas por importantes diretores gaúchos. Dirigiu, entre outros espetáculos, “Salomé”, “O Amor e Sua Sombra” e os musicais “Música de Cena”, e “Cirandô”. Canta em vários CDs, entre eles “Calvo com Sobrepeso”, de Edson Natale e “Flicts”, de Roberto
Oliveira e Arthur de Faria.

Carla Cassapo é atriz, produtora cultural, preparadora de elenco e diretora cênica. Integrante do grupo teatral gaúcho Falos & Stercus de 1998 a 2021, produziu e atuou em diversas performances e espetáculos e em inúmeras mostras e festivais em espaços não convencionais no Brasil e no exterior. Em 2015, ganhou o Prêmio Açorianos de Teatro de Melhor Atriz Coadjuvante pelo espetáculo ‘O Mal Entendido’, dirigido por Daniel Colin.

Dionísio Farias é ator formado pela Casa de Teatro de Porto Alegre sob a batuta de Zé Adão Barbosa. Teve aulas com profissionais como Graça Nunes, Carlota Albuquerque e Larissa Sanguiné. Atuou em espetáculos como ‘O Apanhador’,’A Gaivota’, ‘Terror e Miséria no Terceiro Reich’, ‘O Mambembe” e “Carmen’, ‘Formas de Falar das Mães dos Mineiros Enquanto Esperam que Seus Filhos Saiam à Superfície’ e ‘Teatro é Sempre Arena’.

Evandro Soldatelli é ator e diretor formado no Departamento de Arte Dramática da UFRGS. Atuou em diversos espetáculos como: ‘Alpes em Chamas’ com direção de Miriam Amaral e ‘Hamlet’ com direção de Luciano Alabarse. Participou das minisséries ‘Mad Maria’ em 2004; ‘Força Tarefa’ em 2011, ‘Doce de Mãe’ em 2015 e ‘Desalma’ em 2019/2021. Desde 2017 dirige o show ‘Serenata de Encomenda’ do grupo Crê Tinas. Seu mais recente trabalho foi o “Sr. Esquisito” com o Coletivo Esquisites.

Raquel Zepka é atriz, diretora e dramaturga. Autora do livro “Disformias desatadas” (2022) é mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, atualmente pesquisa dramaturgias que radicalizam barreiras entre o real e o ficcional

Vinícius Petry é vencedor de prêmios de atuação, trabalhou com os principais diretores de teatro de Porto Alegre como Roberto Oliveira, Camilo de Lélis, Dilmar Messias, Ronald Radde e Adriane Mottola. Atualmente faz sucesso com o espetáculo TOC – Uma Comédia Obsessiva Compulsiva sob direção de Lutti Pereira.

“Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão”, espetáculo gratuito na CCMQ

No dia 23 de julho, sábado, uma apresentação gratuita e híbrida marca o lançamento do projeto sócio-cultural “Orquestra de Brinquedos e o Caminhão Brincalhão” idealizado por Yanto Laitano, com produção da Primeiro Corte Produções. A apresentação acontece às 17h, na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre, RS.  Aberta ao público, é uma oportunidade para crianças, adolescentes e adultos vivenciarem uma tarde lúdica no início das férias escolares, neste ano em que a capital comemora seus 250 anos.

Com uma trajetória de mais de dez anos, a Orquestra de Brinquedos é um espetáculo infantil de teatro musical que utiliza instrumentos de brinquedo manipulados por cinco soldadinhos de chumbo. Ao apresentar o seu repertório, os soldadinhos Abacaxi, Capitão, Grandão, Soldadinha e Veterano tocam e interagem ludicamente com o público através de performances musicais divertidas e envolventes. O repertório agrega cantigas de roda e obras de compositores consagrados.

Os impactos e desafios impostos pela pandemia da Covid-19 fizeram nascer este novo personagem: o Caminhão Brincalhão, abrilhantando ainda mais o espetáculo, que agora ganha mobilidade e autonomia. Dessa forma, o distanciamento proporciona maior segurança e proteção ao público e também aos artistas e técnicos envolvidos. ,

“Neste projeto, transformamos um caminhão de verdade em um caminhão lúdico, que leva a Orquestra de Brinquedos de carona, em um palco móvel. Esperamos todos lá neste dia especial”,  complementa Yanto Laitano, diretor do espetáculo.

Esta primeira edição também terá apresentações em diversos abrigos e instituições de acolhimento da capital nos próximos meses, levando mais alegria a esses lares.

O projeto ainda engloba encontros presenciais e virtuais com educadores e estudantes onde irá se abordar a contribuição da educação musical para o desenvolvimento cognitivo e socioafetivo na infância. Em ações destinadas a escolas públicas situadas em Porto Alegre, esses encontros híbridos acontecem entre setembro e outubro de 2022.

Serviço

Espetáculo cênico-musical infantil: Orquestra de Brinquedos e O Caminhão Brincalhão

Data: 23 de julho de 2022, sábado

Hora: 17h

Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Travessa dos Cataventos

Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre – RS, CEP: 90020-004.

Transmissão on-line: Primeiro Corte Produções – YouTube e Sulflix

Gratuito.

Ficha técnica

Direção: Yanto Laitano

Elenco: Yanto Laitano, Fábio Ly, Filipe Narcizo, Beto Chedid e Bruna Espinosa

Produção: Primeiro Corte Produções

Parceria de transmissão: Sulflix

Apoio: Casa de Cultura Mario Quintana

Patrocínio: SulAmérica

Realização: Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura

Lei de Incentivo à Cultura

Redes Sociais

@ocaminhaobrincalhao

Assessoria de Imprensa: Fernanda Dora

fernandadora@gmail.com e 51 981601155 @multiplica_dora

Sobre: Orquestra de Brinquedos e Primeiro Corte Produções

O “Caminho em Cores” da Bahia, nas fotografias de Andréa Seligman

 

A exposição de fotografias Caminho em Cores está no Bistrô do MARGS. A fotógrafa Andréa Seligman escreve sobre a motivação do seu ensaio fotográfico em visita à Salvador:

CAMINHO EM CORES:
“Meu olhar sobre a Bahia.
Mais especificamente sobre Salvador, cidade encantadora, que transborda alegria, arte; na qual diversidade cultural e religiosa afloram em cada canto, em cada encanto, em cada sorriso.
Meu coração bateu forte mesmo quando cheguei ao Pelourinho. Localizado no Centro Histórico de Salvador e tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, abriga artistas de todos os gêneros:
música, pintura, teatro, entre outros.
A arquitetura colonial portuguesa e a preservação das igrejas, museus e casarios dos séculos XVII e XVIII, ao longo das ladeiras de pavimentação original, fazem qualquer um perder o fôlego – literalmente.
Foi como voltar no tempo e entrar num romance de Jorge Amado.
Um dia não foi suficiente para os meus olhos curiosos. Voltei ao Pelourinho outras vezes, percorrendo cada rua, cada beco, degustando cada detalhe, cor, textura.
O tempo parava para que eu pudesse encontrar os melhores ângulos e a luminosidade mais expressiva. Brincar de luz e sombra ao meio-dia,
apreciar a luz amarelada das luminárias de rua, à noite.
Esse lugar tocou minha alma.
Voltarei mil vezes.
Porque nem mil imagens serão capazes de retratar os momentos que lá deixei.”

 

A fotógrafa Andréa Seligman. Foto: Divulgação

Já a A Associação dos Amigos do MARGS (AAMARGS) publicou o seguinte convite:
CONCURSO DE FOTOGRAFIAS AAMARGS – MARGS
BISTRÔ DO MARGS 2020
5ª edição
O CONCURSO DE FOTOGRAFIA AAMARGS/MARGS tem como objetivo divulgar a obra de fotógrafos profissionais e amadores, residentes no Rio Grande do Sul, através de exposições no Bistrô do MARGS. O concurso, que retorna após ter suas exposições interrompidas em
razão da pandemia em março de 2020, está em sua 5ª edição e é uma iniciativa da Associação dos Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (AAMARGS), com o apoio do MARGS e do Bistrô.

EXPOSIÇÃO:
“Caminho em Cores”
Andréa Seligman
VISITAÇÃO:
de 24/06 a 25/09/2022, no Bistrô do MARGS.
SOBRE O ARTISTA:
Andréa Seligman, Arquiteta e fotógrafa artística, teve sua primeira exposição individual em 2018. Selecionada em diversos concursos fotográficos, com exposições individuais e coletivas, premiações e menções honrosas (Paraty em Foco 2020/21, Brasília Photo Show
2021/22, Museu de Arte do RS /AAMARGS, Espaço Cultural Correios, Street Expo Photo 19, 20, 21 e 2022, Art Lab Gallery São Paulo, entre outros).
Exposição em Paris, na Galerie 59, rue Rivoli (coletiva), Lisboa e Porto (Portugal), com autorretrato selecionado no MIRA MOBILE PRIZE
2022.
Possui imagens publicadas no livro Cidade Feita de Rio (Arq Smart – 2021), Ponto De Vista (Stemmer Rodrigues Arquitetura – 2021), Brasília
Photo Show 2022 (melhor foto com celular e medalha de ouro categoria Randômica), Porto Alegre em Imagens 250 anos – 2022)
Atua como fotógrafa artística e com obras fine art / quadros para compor e transformar ambientes, atividade que alia o que mais ama: fotografia, arquitetura e arte.

BISTRÔ DO MARGS:
Telefone para contato: (51) 3018-1380
Horário de Funcionamento: segunda a sábado, das 11h às 19h.
AAMARGS:
WhatsApp: (51) 98570-0013 | Telefone: (51) 3211-5736
E-mail: aamargs@margs.rs.gov.br
Facebook/aamargsmuseu
no período da tarde

Banda Maria Bonita é a atração do Arraial Solidário do Espaço Marin

Este inverno promete ser o mais rigoroso dos últimos anos. Diante disso, o Espaço Marin mobiliza a comunidade para o Arraial Solidário no dia 16 de julho (sábado), das 16h até a meia-noite. A entrada é gratuita, com ponto de coleta de agasalhos no local (Rua Professora Cecy Cordeiro Thofehrn, 413 – Porto Alegre/RS). O espaço já está recebendo doações.
Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação
O evento conta com o grande show do Forró Maria Bonita, banda pioneira do estilo no sul do país e abertura do músico Emerson Ribeiro. O Espaço Marin vem se destacando por receber grandes nomes da música brasileira e promete um caloroso arraial com muito quentão, pipoca, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras, decoração e guloseimas juninas, promovendo uma bela causa social, engajado com a Campanha do Agasalho 2022. A animação fica a cargo do Grupo Andanças e da DJ Santinha, com um set especial de forró pé-de-serra.
Grupo Andanças. Foto Tiago Trindade- Divulgação

A Banda Maria Bonita é formada por Elojac (violão e voz e voz), Márcio Barão (Sanfona), Mestre Chico (zabumba) e Lua Barros (Triângulo), com participação especial de convidados, bailarinos e brincantes. O grupo, que reúne 3 gerações de musicistas, está preparando o videoclipe da música “Reabraço”, com direção de Tiago Trindade. No repertório, canções autorais como “Fulô di minina”, “Danielle”, “Colcha de Retalhos”, “Chuva de Baião”, além da música “Torpedo”, composta exclusivamente para a banda por Adriana Calcanhotto, da releitura de “Asa Morena” do gaúcho Zé Caradípia, canção consagrada nos anos 80 na voz de Zizi Possi e sucessos do momento.

Arraial Solidário do Marin

Sábado, dia 16 de Julho a partir das 16h até a meia noite.

Espaço Marin – Rua Cecy Cordeiro Thofehrn 413, Porto Alegre/RS

Entrada gratuita como ponto de coleta de agasalhos

Atrações: Maria Bonita, Emerson Ribeiro e DJ Santinha

Quentão, cerveja artesanal, comidinhas típicas, quadrilha, casamento na roça, brincadeiras e decoração especial.

 

Programação : 🎤🎼🎭
 • 16h Abertura
 • 17h Quadro cangaceiros com o Grupo Andanças
 • 18h Casamento na roça
 • 19h Show do Emerson Ribeiro
 • 21h Dj Santinha
 • 22h Show da Banda Maria Bonita
 • 24h Quadrilha de encerramento
ABERTO AO PÚBLICO
Classificação etária: Livre (Evento para toda a família)

🧣 Ponto de coleta de agasalho que será doado para comunidades do bairro Sarandi e arredores.

Fotos: @tiagotrindadebr

Fotógrafo Rogério Soares ministra curso: “A Regência do Olhar”, no final de julho

Segundo o fotógrafo Rogério Soares ”  o curso abordará aspectos ligados à produção e leituras de fotografias através de um viés Semiológico. Para tanto serão analisadas de modo informal inúmeras imagens retiradas do cotidiano.”
Quem é
Rogério Soares – Graduado em jornalismo com Mestrado em Semiótica. Atuou como repórter fotográfico nos Eseguintes veículos: Jornais – Diário Catarinense, Correio do Povo e Zero Hora. Lecionou fotografia e semiótica em universidades como: ESPM, Unisinos, UCS, Univali, Uniritter entre outras ao longo de 30 anos
Investimento: R$ 200,00
Informações – whats: 51 98323 5707
Serviço
Curso: “A Regência do Olhar”
Com o fotógrafo e semioticista – Rogério Soares
Quando: 28 de julho – das 19 às 21 hs.
Onde: Café do Avesso – Rua da República 303 – Cidade Baixa – Poa
Valo: R$ 200,00

Quarteto Bibi Jazz mostra a música latino- americana em show no Espaço 373

Nesta sexta-feira, dia 15, a cantora uruguaia Bibiana Dulce, uma das mais importantes presenças femininas no jazz do RS, estreia no palco do Espaço 373 em um show que destaca a cultura latino-americana. No repertório do quarteto formado por Antonio Flores (guitarra), Mateus Mussatto (bateria) e Rodrigo Arnold (contrabaixo-acústico), canções como Alfonsina y el Mar, Sabor a Mi e Toda Yo (versão de All of Me em espanhol).

Quarteto Bibi Jazz apresenta também clássicos do jaz. Foto: Divulgação

Junto há sete anos, o grupo já percorreu os maiores festivais de jazz do Estado e tem três clipes lançados, entre eles Alfonsina y el Mar – referência no cancioneiro popular –, celebrada na voz de Mercedes Sosa (1935 – 2009) em parceria com o pianista Ariel Ramirez (1921 – 2010) com o historiador Felix Luna (1925 – 2009), na qual a cantora e os compositores argentinos dramatizam a morte escolhida da poetisa.

A cantora Bibiana Dulce. Foto: Alexandre Auler- Divulgação

SERVIÇO
Quarteto Bibi Jazz
Quando: 15 de julho | Sexta-feira | 21h
Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/quarteto-bibi-jazz__1636003

Ingresso Amigo: R$ 35
Ingresso Mui Amigo: R$ 45
Ingresso 373: R$ 55
Ingresso Apoiador da Arte: R$ 65
Ingresso Patrocinador da Arte: R$ 100 (tornar um novo espaço colaborativo do Distrito Criativo)

Informações: (51) 9 81423137 ou (51) 9 98902810

 

Porto Alegre pelas lentes de Ricardo Stricher

Há décadas Ricardo Stricher faz a crônica fotográfica de Porto Alegre.

Neste sábado,  no Espaço Amelie, Stricher faz exposição com curadoria de Alexandro Auler, de parte de sua viagem poética pelas ruas da cidade. É sua homenagem aos 250 anos de Porto Alegre.
A partir das 15 horas, na Vieira de Castro, 439