Autor: da Redação

  • Raquel Zepka traz vivência do teatro para seu livro de estreia

    Raquel Zepka traz vivência do teatro para seu livro de estreia

    O título da coletânea de textos é Disformia Desatada, mas a atriz e diretora Raquel Zepka chama de “diário de mentiras”. O lançamento virtual pela Editora Patuá será domingo (12/12), às 19h.

     A live, comandada pelo editor Eduardo Lacerda, será transmitida ao vivo pelo Facebook e pelo canal da Patuá no Youtube e contará com a presença das escritoras Dia Nobre e Cacá Joanelo, que irão debater com Raquel sobre a construção do livro, que reúne, entre outros textos, uma série de poemas curtos – sem forma definida, por isso o título –  sobre o feminino, sobre morte, sonhos, fragilidades pessoais, misticismo e erotismo.

    “Vai ser uma conversa sobre poesia e sobre mulheres escritoras, que publicam suas obras”, adianta a autora. O livro ainda terá lançamento presencial dia 22 de dezembro, às 18h30min, na Livraria Bamboletras (Lima e Silva, 776, Cidade Baixa). “Há muitas mulheres na dramaturgia, mas também muito apagamento das vozes femininas. São dramaturgas, romancistas, escrevendo coisas incríveis”, destaca Raquel.

    Formada em Teatro pela Universidade Federal de Santa Maria, pós-graduada em linguagem audiovisual e mestranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a autora atualmente pesquisa dramaturgias que radicalizam barreiras entre o real e o ficcional. “Em breve, virá um segundo livro, desta vez mais focado na dramaturgia”, adianta.

    Como atriz, Raquel se considera “uma incubadora” de palavras que fervilham nas entranhas “antes de serem paridas”. Em Disformia Desatada elas não nascem na fala, mas na escrita da autora, ação vista por ela como um ritual que transforma o estado do mundo com o mistério da imaginação. A escrita tem sido ofício dentro do fazer teatral, onde exerce a função de dramaturgista, e desde de 2015 tem escrito para teatro.

    A capa do artista Alessandro Romio é resultado de um compilado de escritas pessoais, antes não compartilhadas. Os textos vinham sendo escritos desde 2018. “É quase como se fosse um diário aberto, de pensamentos compartilhados, e mentiras compartilhadas”, explica. Foi após cinco meses de oficina literária conduzida pelo escritor pernambucano Marcelino Freire, que Raquel decidiu publicar. “Ele me fez acreditar que era possível compartilhar estes escritos, e foi um dos maiores incentivadores”, conta a diretora teatral.

    A obra pode ser encontrada no site da Editora Patuá (a R$ 40) e pelo instragram da autora (@raquelzepka).

    “Os poemas de Raquel organizam um percurso da infância como um carrossel que gira em sentido anti-horário. Os cavalinhos sorridentes te levam para diários queimados, bilhetes só de ida, melenas de cabelos guardados obsessivamente por mães que amam mais os cabelos de suas filhas do que elas próprias.” (Dia Nobre)

    Sobre as escritoras que participarão da live de lançamento:

    • Dia Nobre é Ph.D em História. Natural do Cariri cearense, atualmente trabalha em Petrolina (Pernambuco), como professora universitária desenvolvendo projetos ligados à literatura, história, lesbianidades e feminismo. Publicou dois livros de não-ficção, O teatro de Deus (Ed.UFC, 2011) e Incêndios da Alma, (Multifoco, 2016), tendo recebido três prêmios por este último, incluindo o Prêmio Capes de Teses (2015). Seu primeiro livro de poemas, Todos os meus humores, foi publicado em junho de 2020 pela Editora Penalux. Participa ainda das Antologias Coletânea VISÍVEIS – I Anuário Filipa Edições e Antes que eu me esqueça – 50 autoras lésbicas e bissexuais hoje (Quintal Edições, 2021). Em maio de 2021, lançou o livro de ficção No útero não existe gravidade, finalista do 3° Prêmio Mix Literário 2021.
    • Cacá Joanello é Mestre em Escrita Criativa pela PUC/RS; foi produtora de filmes e teatro por boa parte da vida, até entender que literatura era sua vocação. Trabalhou como ghostwriter, principalmente de conteúdo on-line; e como designer editorial. Nos últimos anos, integrou o time da Livraria Bamboletras, um marco cultural e turístico de Porto Alegre. Possui diversos contos publicados em antologias e revistas. É uma das organizadoras da antologia Vigílias, lançada ainda no primeiro semestre de 2021. Foi uma das vencedoras do Edital Arte como Respiro – Literatura – Itaú Cultural.
  • San Martin faz “homenagem por imitação” a Ogden Nash, o poeta do humor e do absurdo

    San Martin faz “homenagem por imitação” a Ogden Nash, o poeta do humor e do absurdo

    Eduardo San Martin, jornalista e escritor  é o convidado do sarau do coletivo de poetas Gente de Palavra, nesta quarta, o dia 8 de dezembro, às 19hr30min, na livraria e café Cirkula.

    Escritor e jornalista, San Martin publicou, entre outros, O Círculo do Suicida (com ilustrações originais de Maria Lídia Magliani), traduções de Mario Quintana em inglês e espanhol (Água/Water/Agua) e recebeu dois prêmios Açorianos, por Terra à Vista e A viagem do Pirata.

    Nesta quarta-feira, o autor falará sobre a presença e relevância da poesia em seus 40 anos de escrita profissional, lerá alguns de seus poemas publicados e inéditos do livro O Reino Animal, a sair em 2022.

    Trata-se de uma “homenagem por imitação” da poesia de Ogden Nash (1902-1971), o mestre do humor absurdo ou nonsense em língua inglesa no século passado.
    Gaúcho em exílio voluntário há 40 anos, Eduardo San Martin reside em Nova York. Trabalhou na Folha da Manhã e Correio do Povo em Porto Alegre e agência Unipress em São Paulo. Foi repórter e editor do Serviço Mundial da BBC de Londres, correspondente dos jornais Diário do Sul e OGlobo na Europa e da agência RBS nos Estados Unidos, assim como information officer da Organização das Nações Unidas.

    Desde 2012, o coletivo de poetas Gente de Palavra reúne mensalmente autores e leitores, sempre homenageando um poeta brasileiro vivo, com a publicação de uma revista bimestral.

    Entre os destaques das edições anteriores, estão J. E..Degrazzia, Lilian Rocha, Paulo Roberto do Carmo, Ricardo Silvestrin, Barreto Poeta, Jorge Fróes, Cristina Macedo César Pereira, Maria Alice Bragança, Ronald Augusto, Juliana Meira, Claudinei Vieira, César Augusto de Carvalho, Ricardo Portugal, Alexandre Brito, e muitos outros.

    Serviço

    Sarau Gente de Palavra
    Dia: 8 de dezembro (quarta-feira)
    Hora: 19hr30min
    Local: Livraria e café cirKula
    Av. Oswaldo Aranha, 522
    Bom Fim Porto Alegre
    ENTRADA FRANCA

  • A múltipla Zoravia em dose dupla e nova galeria e cinema na cidade

    A múltipla Zoravia em dose dupla e nova galeria e cinema na cidade

    Zoravia Bettiol vai terminar o ano com duas exposições simultâneas. Decana das artistas plásticas — e outras artes, foi convidada pelo curador Ben Berardi a inaugurar a galeria do Cine Grand Café, que abre no Shopping Nova Olaria, em Porto Alegre, nesta terça, 30/11. A outra exposição está na galeria do seu ateliê, em Ipanema, na Zona Sul. Ambas com entrada franca.

    No Cine Grand Café, a mostra “Múltipla Obra de Zoravia Bettiol” traz um pequeno recorte da sua vasta obra. São 20 trabalhos em pintura acrílica da série Musas, em serigrafia da série Exuberância Primaveril I, as gravuras digitais das séries Brasil 2016 e Sentar, Sentir, Ser e as xilogravuras de diferentes séries como Primavera, Namorados, Gênesis e Romeu e Julieta.

    Essas séries diferem na temática, na forma como a artista as interpreta e também com variações técnicas. Zoravia está toda lá: o humor, o lírico, o lúdico e a crítica perpassam estas obras. Todas estarão à venda, pagamento parcelado.

    Os trabalhos em séries são uma constante na trajetória de Zoravia. Na Zona Sul, expõe duas delas, uma toda produzida durante a pandemia. São as 37 ilustrações, feitas em cinco meses, para o livro Divina Rima, um diálogo com a Divina Comédia de Dante Alighieri, também escrito em terza rima por Gilberto Schwartsmann, que entre muitas outras atividades, foi curador da Bienal do Mercosul – “o mais democrático”, diz Zoravia. A outra série em exposição no ateliê é “Criaturas Voadoras”, de 2016 – natureza, gente, insetos, pássaros.

    SERVIÇO:

    Galeria do Cine Grand Café, shopping Nova Olaria (Rua General Lima e Silva, 736, Centro Histórico).

    Inauguração: terça-feira, 30 de novembro, das 19h às 21 horas.

    Exposição: de 1º/12/ 2021 a 9/1/2022, todos os dias, das 14 às 21 horas.

    Preços (em reais):

    Séries Namorados, Primavera, Romeu e Julieta e Gênesis – xilogravura: 1.800 s/ moldura, 2.400 c/ moldura

    Série Musas – pintura: 6.000 c/ moldura

    Série Sentar, sentir, ser – gravura digital: 650 s/ moldura, 890 c/ moldura

    Série Brasil 2016 – gravura digital: 500 s/ moldura, 690 c/ moldura

    Série Exuberância Primaveril I – serigrafia: 750 s/ moldura, 980 c/ moldura.

    .-.-.-.-.-.-.

    Galeria Zoravia Bettiol, na rua Paradiso Biacchi, 109, bairro Ipanema

    Séries “Divina Rima” e “Criaturas Voadoras”

    Exposição: 7 de novembro a 16 de dezembro de 2021, de 2a a 6a-feira, das 9h às 18h, e sábados, das 15h às 18h.

    Preços: de 600 a 900 reais

     

     

     

  • Lei Paulo Gustavo de apoio à cultura é aprovada no Senado

    O projeto da chamada Lei Paulo Gustavo foi aprovada no Senado,  como medida emergencial para atenuar os impactos sociais e econômicos da pandemia no setor cultural – a primeira a cessar o faturamento na cadeia de entretenimento e turismo.

    No mesmo espírito da Lei Aldir Blanc, que destinou R$ 3 bilhões da União em 2020 em socorro ao meio cultural, por meio dos executivos locais, agora o projeto de lei aprovado por 69 dos 74 senadores presentes busca no superávit financeiro do Fundo Nacional da Cultura mais R$ 3,86 bilhões, dos quais quase R$ 2,8 bilhões destinados ao audiovisual, por serem oriundos do setor. Nada a ver com a lei Rouanet, como circula nas redes sociais.

    Entre as bancadas, apenas o Patriota, partido do Senador Flávio Bolsonaro, encaminhou contra. De autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) e com relatoria de Eduardo Gomes (MDB-TO), o aprovado no Senado será agora enviado à Câmara dos Deputados, onde também precisará ser aprovado em Plenário. Havendo alterações, o texto deverá passar por uma segunda votação no Senado. Do contrário, segue para sanção presidencial.

     

  • O humor da resistência, pelos cartunistas da Grafar, na Galeria Ecarta

    O humor da resistência, pelos cartunistas da Grafar, na Galeria Ecarta

    “Grafar na luta pela cultura” é a nova exposição da Galeria Ecarta que inaugura neste sábado, 20/11, às 10 horas e segue até 19 de dezembro. A coletânea reúne cerca de 100 trabalhos de 22 cartunistas segmentada nas temáticas livros, educação e Paulo Freire. “São desenhos traçados com o fino fio do humor e o peso das ideias”, resume o curador Eugênio Neves.
    Cartum de Santiago/ Divulgação_
    Integram a mostra os cartunistas Alisson Afonso, Augusto Bier, Celso Schröder, Edgar Vasques, Eugênio Neves, Fernando Uberti,  Leandro Hals, Jô Xavier, Francisco Juska, Luciano Kayser, Lancast, Lu Vieira, Máucio, Moacir Gutterrez, Paulo Vilanova , Rafael Correa, Rafael Sica, Rodrigo Rosa, Ruben Castillo, Santiago, Vicente Marques e Anibal Bendati (in memorian).
    Para o coordenador da Galeria Ecarta, André Venzon, o olhar dos cartunistas é um instrumento infalível de crítica e humor, com precisão inigualável quanto à contemporaneidade. “No meio desse amálgama visual, em que dezenas de desenhos povoam e elevam as paredes da galeria Ecarta, é uma honra nossa participar com a Grafar dessa sensível homenagem àquilo que nos inspira: os livros, a educação e Paulo Freire — esse inolvidável educador, cuja existência enriqueceu tanto a humanidade”.
    Cartum de Moa/Divulgação
    Resistência humorada
    O desenho de humor congrega o cartum, a charge, a caricatura e as histórias em quadrinhos numa linguagem que provoca a reflexão, ironiza situações, evidencia a crítica e possibilita a leitura mais apurada da realidade, entendida num contexto moderno como uma obra de arte com graça.
    Cartum de Bier/ Divulgação
    Para o curador e cartunista Eugênio Neves, o desenho de humor marcou sua relevância nos momentos mais severos de ameaça à democracia e de gravidade social geradas pela desigualdade e injustiça. “E segue na sua inerente vocação de denunciar os retrocessos que o país atravessa e apontando o quanto a cultura e a educação têm papel crucial para compreender e superar esse período”, registra o grafariano.
    Uma das últimas exposições coletivas da Grafar teve grande repercussão nacional, em 2019, por ter sido censurada na Câmara Municipal de Porto Alegre após sua inauguração por conter fortes críticas ao presidente do Brasil, numa mostra batizada de “Independência em risco”, alusiva a 7 de Setembro. Após reações e manifestações públicas da comunidade, a exposição cumpriu o período previsto no legislativo.
    Organização e formação
    A Grafistas Associados do Rio Grande do Sul (Grafar) foi fundada em 1987 como núcleo de referência para as sucessivas gerações de grafistas. Nestes 34 anos transmite e aprofunda o conhecimento nas áreas do cartum, da charge, da caricatura, dos quadrinhos e da ilustração.
    Através de publicações, cursos, oficinas, palestras, mostras individuais e coletivas, atua decisivamente na formação, produção e divulgação do grafismo gaúcho tanto no Rio Grande do Sul, como no Brasil e exterior. A Grafar tem sido um espaço para o questionamento e o debate sobre esse importante setor da produção cultural do estado.
    Cartum de Edgar_Vasquez/ Divulgação
    Os trabalhos foram impressos em papel, formato A3 e estarão fixados diretamente na parede da Galeria, na concepção de suporte despojado. A mostra pode ser vista de terça a domingo, das 10h às 18h com entrada franca e protocolos sanitários.
    O RS é reconhecido por gerar grande número de cartunistas talentosos de expressão nacional e internacional. Boa parte dos integrantes da mostra acumulam premiações em vários países.
    Os trabalhos da mostra foram impressos em papel, formato A3 e estarão fixados diretamente na parede da Galeria, na concepção de suporte despojado. A mostra pode ser vista de terça a domingo, das 10h às 18h com entrada franca e protocolos sanitários.
    SERVIÇO
    O QUÊ: Exposição da Grafar na Galeria Ecarta
    DATA:  20 de novembro a 19 de dezembro de 2021, de terças a domingos, das 10h às 18h
    LOCAL: Fundação Ecarta – Avenida João Pessoa, 943
  • Novo Hamburgo terá a maior exposição a céu aberto do Brasil, em número de artistas

    Novo Hamburgo terá a maior exposição a céu aberto do Brasil, em número de artistas

    Mais de 270 metros lineares e quase 500m² de muros irão se transformar em uma grande galeria a céu aberto – a maior do Brasil em número de artistas visuais – com reproduções de obras de 151 autores. A intervenção urbana Arte no Muro propõe um novo espaço de visibilidade para as artes visuais e, ao mesmo tempo, um novo canal de sensibilização do público para a arte. “Iremos literalmente levar a arte para as ruas”, diz Ana Hauschild, artista visual e uma das idealizadoras da iniciativa. A ação irá acontecer nesta sexta-feira, 19 de novembro, em Novo Hamburgo (RS), no bairro histórico de Hamburgo Velho. No mesmo dia, será lançado o site da Mesa de Arte na Praça. Em caso de chuva, a atividade será transferida para a sexta-feira seguinte (26).

    Evento terá Oficinas de Colagem. Foto: Divulgação

    O objetivo da Arte no Muro é criar um novo espaço para expor democraticamente a arte a todos. “O conceito do projeto é exatamente este, e isso se aplica também ao perfil de artistas com trabalhos expostos. Teremos tanto jovens talentos iniciantes na carreira como nomes já consagrados, todos farão parte da exposição”, salienta Magna Sperb, também artista visual e idealizadora da Arte no Muro. A fotógrafa e artista visual Bala Blauth completa o grupo de idealizadoras. “No dia a dia, nossa presença na cidade vai ficando muito ligada à sobrevivência. A arte vem como um respiro, nos transporta para outros lugares, faz bem para a alma, e é isso que buscamos ao propor esta intervenção artística”, enfatiza Bala.

    Bala Blauth, Magna Sperb, e Ana Haulschild. Foto: Ita Kisrsch/ Divulgação
    A Arte no Muro acontecerá das 14h às 18h, parte dela na Av. Victor Hugo Kunz e a outra metade na Rua General Osório, no Bairro Hamburgo Velho. Os muros foram cedidos pela HS Consórcios, que apoia a ação ao lado das Tintas Killing. Serão coladas 151 reproduções impressas em cartazes lambe-lambe, em formato de 1,7m x 1,2m. A exposição deve permanecer por até dois meses, tempo estimado de resistência do material às intempéries. “É importante destacar a diversidade de técnicas que estarão reunidas nesta exposição, mesmo que através de reproduções. São 151 artistas com óleo sobre tela, fotografia, aquarela, gravura, grafite e até mesmo reproduções de esculturas e cerâmicas, entre muitas outras expressões. E quase 500 metros quadrados de área, ou seja, é uma realização como poucas vezes se viu no universo das artes brasileiras”, ressalta a gestora cultural Luana Khodja.
    Foto: Divulgação

    APOIOS – A Intervenção Urbana da Mesa de Arte na Praça foi viabilizada a partir do Edital de Fomento à Produção Artística e Cultural, Chamamento Público Cultural 01/2021, do Município de Novo Hamburgo. O financiamento é do Fundo Municipal de Cultura (FUNCULTURA), numa realização da Secretaria Municipal da Cultura e Coletivo A4 Falando em Arte, com Gestão Cultural e Produção Executiva da Imago Produtora.

    Foto: Divulgação

    O projeto conta com o apoio da HS Consórcios e Tintas Killing. “A HS consórcios, empresa do Grupo Herval com mais de 28 anos de história, tem se engajado em iniciativas que geram valor para as comunidades em que atua. Estamos honrados em apoiar esta iniciativa, que destaca artistas e faz com que a arte se torne acessível para todos”, destaca Agnelo Seger, presidente do Grupo Herval.

    Foto: Divulgação
    Depois que as reproduções estiverem desgastadas pelo exposição ao sol, chuva e vento, os cartazes serão retirados e o muro será novamente pintado, com material fornecido pela Tintas Killing. “Nossa empresa se orgulha em apoiar o acesso e a democratização da arte. Projetos como a Arte no Muro são de extrema importância para o desenvolvimento da sociedade, pois além de tornar a arte acessível e embelezar a cidade, a ação também valoriza e abre espaço aos artistas da região. Estamos muito felizes em contribuir com essa iniciativa que agrega ainda mais cultura à comunidade hamburguense”, diz Guilherme Medaglia, gerente de Marketing da Killing.

    ORIGEM NO MAP – A intervenção Arte no Muro é um desdobramento do projeto Mesa de Arte na Praça (MAP), criado há cinco anos para promover a difusão cultural, fomentar e democratizar as Artes Visuais na região, levando a produção de artistas a espaços pouco acostumados com ela. A ideia da MAP surgiu no coletivo A4 Falando em Arte, formado por Ana Hauschild, Bala Blauth, Magna Sperb e Mona Locks.

    Desde 2016, foram realizadas oito edições em praças e locais de grande circulação de pessoas, surpreendendo o público com reproduções das obras dos artistas expostas em varais. Ao final, as peças foram distribuídas gratuitamente, possibilitando às pessoas levarem um pouco de arte para as suas casas. “É uma proposta desenvolvida desde 2016, muito antes de se imaginar que passaríamos por uma pandemia, e que nasceu de um ideal de realmente levar a arte ao alcance de todas as pessoas”, ressalta a gestora cultural.

    Site da Mesa

    Também no dia 19 de novembro, o projeto Mesa de Arte na Praça (MAP) vai apresentar sua versão digital com o lançamento do site. Reunindo informações e imagens sobre 151 artistas, a plataforma digital oferece um panorama sobre as Artes Visuais de Novo Hamburgo e região. Cada artista passa a contar com uma página que informa detalhes sobre sua trajetória e técnicas das criações, além de fotos das principais obras. O site também oferecerá agenda de eventos e registros das edições já realizadas da MAP, entre outros serviços.

    Os recursos para realização da Mesa de Arte na Praça digital foram obtidos através da seleção no edital da Secretaria da Cultura (Secult) e Prefeitura de Novo Hamburgo, financiado com verba da Lei Aldir Blanc (14.017/2020), numa iniciativa da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo e Governo Federal.

    Acompanhe as atualizações pelo Facebook e Instagram da Mesa de Arte na Praça (@mesadeartenapraca).
  • Leitores resgatam Feira do Livro: “É trincheira da democracia”, comemora o patrono

    Leitores resgatam Feira do Livro: “É trincheira da democracia”, comemora o patrono

    A 67ª Feira do Livro de Porto Alegre, encerrada nesta segunda-feira, 16, já está batizada: “A feira da retomada”.

    Não apenas porque as barracas voltaram à praça da Alfândega, mas também (e principalmente) porque os leitores corresponderam ao desafio dos editores e livreiros. Voltaram animados e gostaram do que viram: maior proximidade com os livros, mais espaço para conversas e encontro com autores, menos dispersão com eventos paralelos.

    Isso indica que uma feira menor, mais focada no livro e no leitor, voltou para ficar.

    O presidente da Câmara Riograndense do Livro, Isatir Bottin Filho, já prevê uma expansão em 2022. Com as incertezas deste ano, muitas editoras e livrarias tradicionais não puderam participar e vão querer voltar se a situação se normalizar. Ele estima que as atuais 56 barracas vão aumentar para “umas 70 ou 80”,  metade do tamanho que a feira já teve.

    Maior evento cultural do Estado, a Feira do Livro de Porto Alegre há alguns anos revelava o desgaste de uma expansão desordenada (a “maior da América Latina”, dizia a propaganda).

    Tornara-se um megaevento, mais influenciado pelo marketing do que pela cultura. Chegou a atrair um milhão de visitantes. Um caminho que a crise econômica desde 2015 tornava insustentável.

    A maioria dos que apinhavam os corredores da feira, atraídos pelo marketing, iam passear e não procurar livro. Eram os “mirandas”,como diziam os livreiros – miravam e andavam, sem comprar nada.

    Então, chegou a pandemia do coronavírus e, em 2020, pela primeira vez desde 1955, a praça da Alfândega, no coração do centro histórico de Porto Alegre, ficou vazia nos primeiros 15 dias de novembro. Aglomerações estavam proibidas.

    A decisão de fazer o evento pela internet, em formato virtual, foi um ato de resistência, mas frustrante para todos: pequena participação dos leitores, vendas pífias. Os mais bem sucedidos dizem que venderam na internet 10% do que vendiam na feira presencial.

    As incertezas continuaram em 2021 e a  hipótese de uma segunda edição virtual só foi descartada em agosto, quando a feira já devia estar programada. Foi, então, tomada a decisão de voltar à praça, mesmo com os riscos e as restrições determinadas pela renitência da pandemia.

    Seria uma feira restrita, cercada, com controle na entrada para evitar as aglomerações. Entrariam no máximo 500 pessoas, com tempo limitado, para dar lugar aos que estariam na fila. Era tal a incerteza que a Câmara de Vereadores negou uma verba de 50 mil reais para a cobertura dos corredores.

    Na última semana antes da inauguração, um ato do governo estadual permitiu  o acesso irrestrito desde que observadas as normas de segurança,  como o distanciamento e o uso de máscara.

    Os leitores corresponderam. O distanciamento foi visivelmente negligenciado, mas o uso da máscara foi rigoroso. Quem entrava na feira sem a máscara ficava constrangido e logo aderia. E os livreiros todos comemoravam  vendas além das expectativas.

    No encerramento, o patrono da Feira, Fabrício Carpinejar, celebrou o sucesso da feira e bradou: “É a trincheira da nossa elegância, a trincheira da democracia”.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Nei Lisboa e Paulinho Supekovia sobem ao palco juntos, no Espaço 373

    Nei Lisboa e Paulinho Supekovia sobem ao palco juntos, no Espaço 373

     

    O show será neste sábado, às 21h, e os ingressos são limitados. Obrigatório comprovante de vacinação

    Após quase dois anos, Nei Lisboa retorna ao Espaço 373 neste sábado (20), às 21h. Acompanhado do guitarrista e parceiro de palco Paulinho Supekovia, o artista apresenta um setlist de sucessos de diferentes épocas de sua carreira, como “Telhados de Paris”, “Pra te lembrar”, “No boleto e no cartão” e “Relógios de sol”. Nei também mostra músicas do novo repertório de EP digital, que está terminando de gravar e que será lançado neste final de ano, entre elas, “Capitão do mato”, “Bom lugar” e “Nós é que vivemos”.

    Nei Lisboa – Foto Cintia Belloc/ Divulgação

    Ao longo de quatro décadas, Nei Lisboa gravou onze discos. É autor de canções que foram sucesso na voz de Caetano Veloso, Zélia Duncan, Luiza Possi e Cida Moreira, entre outros. Seu mais recente álbum, “Telas, tramas & trapaças do novo mundo”, foi gravado ao vivo em Porto Alegre, com patrocínio do projeto Natura Musical.

    Em função da pandemia do coronavírus, os ingressos são limitados e custam R$ 90 antecipado e, se ainda houver disponibilidade, R$ 100 na hora. Obrigatório o comprovante de vacinação. Mais informações pelo whats (51) 998 902810 ou pelo e-mail espaco373@gmail.com.

    Nei Lisboa e Paulinho Supekovia – Foto Ronald Mendes / Divulgação

    SERVIÇO
    NEI LISBOA E PAULINHO SUPEKOVIA
    Quando:
     20 de novembro | Sábado
    Horário: 21h | A casa abre às 19h
    Endereço: Rua Comendador Coruja, 373  – Bairro Floresta
    Ingressos: R$ 90 antecipado pelo site da Eventbrite e R$ 100,00 na hora
    Ingressos antecipados: https://www.eventbrite.com.br/e/nei-lisboa-e-paulinho-supekovia-tickets-203172393097

    Capacidade de público reduzido a 60 pessoas | Obrigatório comprovante de vacinação

    Quem adquiriu ingressos da campanha “Fica em casa 373”, já pode utilizá-los, basta entrar em contato com o Espaço para fazer a reserva: whats (51) 998 902810 e e-mail espaco373@gmail.com.

     

  • Pedro Tagliani comemora 60 anos de vida e 40 de carreira, em show no Butiá

    Pedro Tagliani comemora 60 anos de vida e 40 de carreira, em show no Butiá

    No próximo domingo, 14, Pedro Tagliani celebra 60 anos de vida e 40 de carreira no Butiá. Além das músicas de alguns compositores que foram referência na sua carreira, como Pat Mettheny, Tagliani apresentará composições de seu mais recente álbum “Hemisférios”, o primeiro gravado inteiramente no Brasil. Para este show, Tagliani sobe ao palco acompanhado de Michel Dorfman (piano), Lucas Esvael (baixo) e Marquinhos Fê (bateria).

    Pedro Tagliani – Anibal Carneiro/ Divulgação

    Desses 40 anos de trajetória, 20 foram vividos na Europa, onde gravou Arvoredo (1998), Duo Dois (2009) e Ao Vento (2016). Em “Hemisférios”, Pedro Tagliani percorre junto com Fabio Torres (piano) e Paulo Paulelli (contrabaixo), ambos do Trio Corrente, e com o Marquinhos Fê (bateria), os caminhos que passam pelo jazz, pelo samba e pelo choro.

    Choro e outros sons das mulheres

    Na segunda, 15, é a vez de Thayan Martins Quinteto. Formado por Thayan (percussão), Stefania Johnson (flauta transversal), Tamiris Duarte (contrabaixo), Pâmela Amaro (cavaco) e Fofa Nobre (gaita ponto), as meninas navegam pelo universo do choro, da música instrumental, do samba e de outros ritmos da cultura popular brasileira.

    Thayan Martins Quinteto – Arte Thayan Martins/ Divulgação

    A experiência sonora resulta em um espetáculo livre, onde as instrumentistas dividem solos, criam texturas e exploram ao máximo cada instrumento, com muito embalo e diversidade rítmica. No repertório do quinteto, Chorinho em Cochabamba, Tico-tico no Fubá, Feira de Mangaio, Marinheiro Só, Lia de Itamaracá, além de composições autorais.

    As apresentações ao ar livre iniciam às 17h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail. Em caso de chuva, os shows são transferidos para outra data.

  • Abertura de inscrições para ministrantes de oficinas artísticas na CCMQ

    Abertura de inscrições para ministrantes de oficinas artísticas na CCMQ

    O Núcleo Educativo da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), abre nesta quarta-feira, 10 de novembro, o período de inscrições para a realização de oficinas de artes visuais, música, teatro, dança, literatura e circo nos espaços de arte-educação do complexo cultural. Os projetos selecionados serão realizados entre fevereiro e julho de 2022. As inscrições para pessoas jurídicas de natureza cultural são gratuitas e podem ser feitas on-line até 20 de dezembro.

    Foto Kevin Nicolai/ Divulgação

    As propostas de oficinas devem estar em consonância com a temática “comunidades” e atentas ao questionamento sobre como pessoas e instituições podem atuar coletivamente. Os projetos devem considerar o envolvimento das comunidades e identidades culturais que interagem com a CCMQ e seu entorno, bem como novas possibilidades de atuação nesse território.

    Foto: Liana Keller/ Divulgação

    As oficinas selecionadas serão de caráter presencial e deverão seguir os protocolos de segurança contra a disseminação da Covid-19. As atividades podem ser de curto, médio ou longo prazo, com até oito encontros semanais de 120 minutos, disponibilizando entre 10 a 20 vagas gratuitas aos participantes.

    Foto: Roberta Amaral/ Divulgação
    O diretor da CCMQ, Diego Groisman, comenta que a instituição estabeleceu uma política de realização exclusiva de oficinas com inscrições gratuitas para o público. “Os projetos são selecionados mediante edital, e a Casa de Cultura assume, de forma padronizada, a remuneração dos oficineiros. Dessa forma, os ministrantes têm garantia de trabalho remunerado, e os participantes ficam isentos de custos em atividades realizadas no espaço público”, explica Groisman. Os recursos para a remuneração dos oficineiros são provenientes do patrocínio master do Banrisul, viabilizado por meio da Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ).
    INSCRIÇÕES GRATUITAS PARA OFICINAS NA CCMQ – 1º semestre de 2022
    Quando: de 10 de novembro a 20 de dezembro de 2021