Autor: da Redação

  • Israel Oliveira, músico da OSPA, ganha o Oscar mundial dos trompetistas

    Israel Oliveira, músico da OSPA, ganha o Oscar mundial dos trompetistas

    O brasileiro Israel Oliveira foi anunciado na sexta-feira, 13 de agosto, como vencedor do Prêmio Punto da International Horn Society, ao lado do alemão Christoph Eß. O prêmio, considerado o Oscar da categoria, é uma distinção aos trompistas que contribuíram de modo relevante para a arte do instrumento. A indicação é feita anualmente pelos conselheiros do IHS e a escolha é pela maioria de votos. É a segunda vez na história da premiação, criada em 1985, que a honraria é destinada a um trompista da América Latina.

    Foto: Leandro Rodrigues/ Divulgação

    Israel Oliveira é natural de São Paulo e integrante da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre desde 2004, onde é trompa-solo e professor da classe de trompa da Escola de Música da OSPA. Atua em formações de música de câmara, bandas sinfônicas, orquestras e festivais de música no Brasil e na América Latina. Em 2018, coordenou o 5º Encontro Brasileiro e 2º Encontro Latino-Americano de Trompistas e representa a Associação Brasileira de Trompistas na região Sul do Brasil.

    Foto: Cristânia Kramatschek/ Divulgação

    Em 2020, Oliveira ressignificou a pandemia e criou o grupo Coronahorns para incentivar seus alunos e os músicos isolados. O coletivo ganhou valor incontestável dando vida a um movimento dedicado aos interesses artísticos dos latino-americanos que vivem no continente e no mundo. Foram milhares de participantes, visualizações e aulas on-line compartilhadas por professores e profissionais da cultura. Em 21 de setembro de 2020, o grupo deu lugar ao Latinoamericahorns, o primeiro coletivo pela trompa na América Latina. Os trompistas latino-americanos se uniram para compartilhar ideias, conhecimentos e, principalmente, amizade. Suas apresentações e encontros ocorrem de forma virtual e mais informações e a agenda do coletivo podem ser conferidas no site https://latinoamericahorns.com.

    O prêmio do músico brasileiro foi dividido com o alemão Christoph Eß, natural de Tübingen, trompa solo da Orquestra de Bamberg, multipremiado internacionalmente e um dos principais solistas de sua geração.

    Foto: Cristânia Kramatschek/ Divulgação

    O Prêmio Punto

    Os selecionados para o Prêmio Punto devem ter feito uma contribuição importante para a arte de tocar trompa. Essa contribuição pode ser em várias áreas, como performance, ensino, pesquisa ou serviços ao IHS. O anfitrião internacional da premiação ou qualquer membro do Conselho Consultivo pode nomear indivíduos para esta homenagem e a seleção será por maioria de votos do Conselho. Os vencedores do Prêmio Punto recebem uma carta de agradecimento e um certificado.

    Giovanni Punto, que dá título ao prêmio, foi um trompista virtuoso, que viajou a maior parte da Europa atuando como solista, músico da corte, compositor e maestro. Nasceu na Boêmia em 1746 com o nome de Jan Václav Stich mas, depois de um período no Sacro Império Romano, italianizou seu nome. Aclamado por Mozart, Beethoven e todos que viveram a sua época, inovou técnicas e compartilhou sua arte em toda a Europa. Faleceu em Praga em 1803. Em seu túmulo está o seguinte registro: “Punto recebeu todos os aplausos. Assim como a Musa da Boêmia o aplaudiu em vida, ela também lamentou sua morte”.

     

  • Seleção especial de filmes e documentários em homenagem ao ator Paulo José

    Seleção especial de filmes e documentários em homenagem ao ator Paulo José

    Considerado um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, o ator e diretor Paulo José faleceu na última quarta-feira, 11, deixando um importante legado para a cultura nacional.

    Em homenagem ao artista, o Curta!On – streaming do Curta! no NOW/NET e no curtaon.com.br – preparou uma seleção especial de longas e curtas-metragens que contam com sua participação.

    Entre obras de ficção e documentários, a pasta “Homenagem Paulo José” é composta pelos seguintes filmes: o longa “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”,  do diretor Paulo Thiago; os curtas “O Teu Sorriso”, de Pedro Freire, “Cheque Mate”, de Ricardo Bravo, além de “Amor!” e “Morte”, de José Roberto Torero; o documentário “Por Onde Anda Macunaíma?”, que relembra o filme “Macunaíma”, protagonizado por Paulo José; e o episódio da série documental “Grandes Cenas”, sobre o filme “Todas As Mulheres do Mundo”, com a participação do ator.  O Curta!On pode ser acessado através do NOW, da NET/Claro, e em CurtaOn.com.br.

    Confira as sinopses:

    Amor!  
    Ficção • SP • Brasil • 1994 • 14 min • 14 anos
    De José Roberto Torero • Com Elias Andreato, Paulo José, Rosi Campos, Guilherme Karam, Paulo César Pereio
    Amor (Substantivo abstrato):1. Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem. 2. Atração física e natural entre animais”. (Aurélio Buarque de Holanda, Novo Dicionário da Língua Portuguesa, p. 86).

    Morte  
    Ficção • SP • Brasil • 2002 • 15 min • Livre
    De José Roberto Torero • Com Paulo José, Laura Cardoso
    Casal prepara-se para ‘a grande viagem’ não esquecendo as flores, a música, a bagagem: tudo nos mínimos detalhes.

    Policarpo Quaresma, Herói do Brasil
    Ficção • RJ • Brasil • 2011 • 120 min • 14 anos
    De Paulo Thiago • Com Bete Coelho, Paulo José, Giulia Gam, Ilya São Paulo
    O major Policarpo Quaresma é um sonhador. Um visionário que ama o seu país e deseja vê-lo tão grandioso quanto, acredita, o Brasil pode ser. A sua luta se inicia no Congresso. Policarpo quer que o tupi-guarani seja adotado como idioma nacional. Ele tem o apoio de sua afilhada Olga, por quem nutre um afeto especial.

    Por Onde Anda Makunaíma?
    Documentário • RR • Brasil • 2020 • 84 min • 12 anos
    De Rodrigo Séllos • Com Joana Fomm, Luiz Carlos Barreto, Paulo Jose, Milton Gonçalves, Antunes Filho
    “Por onde anda Makunaíma?” faz um resgate histórico e cultural daquele que é o personagem ficcional mais identificado com um certo jeito de ser brasileiro. A começar por Makunaima, mito de origem de etnias da tríplice fronteira Brasil-Venezuela-Guiana, registrado em livro pela primeira vez no início dos anos de 1910, pelo etnólogo alemão Koch-Grünberg. É ele quem faz a ponte entre o extremo norte da América do Sul com o Brasil não-indígena, por meio de Mário de Andrade, célebre autor da rapsódia “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, de 1926. Em 1969, Joaquim Pedro de Andrade lança a sua versão dessa história, o filme mais censurado do Cinema Novo. Em 78, Antunes Filho leva Macunaíma para o teatro. Em 1983, Macunaíma volta para o cinema como “Exu-Piá”, de Paulo Veríssimo, filme selecionado para o Festival de Berlim em 1985, mas não exibido. Com depoimentos em português, alemão, espanhol, macuxi e taurepang, o filme retorna a esse personagem que já nasce múltiplo e segue contemporâneo.

    Grandes Cenas / Todas as Mulheres do Mundo
    Documentário • RS • Brasil • 2017 • 17 min • Livre
    Parte da série: Grandes Cenas, 22 eps de (em média) 16min)
    De Ana Luiza Azevedo, Vicente Moreno • Com Matheus Naschtergaele
    O diretor e roteirista Jorge Furtado analisa a cena do poema em “Todas as Mulheres do Mundo” (1966); na ficção, uma declaração de amor de Paulo a Maria Alice; na realidade, uma sessão de terapia para Domingos de Oliveira e Leila Diniz.

    Cheque Mate
    Ficção • Brasil • 1997 • 13 min •
    De Ricardo Bravo • Com Paulo José, Zezé Polessa
    Uma verdadeira aula sobre a ecologia do dinheiro, demonstrando o ciclo de vida de um cheque que roda por todas as mãos de uma pequena cidade do interior e desaparece sem virar dinheiro.

    O Teu Sorriso
    Ficção • RJ • Brasil • 2009 • 19 min • 14 anos
    De Pedro Freire • Com Paulo José, Juliana Carneiro da Cunha
    Rodrigo e Suzana estão namorando há poucas semanas. Ele tem 72 anos, ela tem 60, e estão completamente apaixonados. Juntos, passam os dias na cama, namorando, batendo papo, comendo e rindo.

     

     

  • Mesmo vacinado, Tarcísio Meira, aos 85 , não resistiu à Covid

    As artes dramáticas brasileiras perderam mais um de seus ícones: o ator Tarcísio Meira morreu na manhã desta quinta-feira (12), vítima da Covid-19, aos 85 anos, em São Paulo.

    Ele estava internado no hospital Albert Einstein, na Zona Sul da cidade, em tratamento contra a doença.

    Tarcísio e sua esposa, a atriz Glória Menezes, de 86 anos, deram entrada no hospital na última sexta-feira (6). O artista chegou a ser intubado na UTI e fazer hemodiálise contínua.

    A atriz está se recuperando bem e recebe auxílio de oxigênio via nasal.

    Ambos receberam a 2ª dose da vacina contra Covid em março deste ano, na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo.

    As autoridades médicas alertaram que as vacinas não são infalíveis, mas são ainda o melhor meio de prevenir a propagação do virus.

    Tarcísio Meira e Glória Menezes se conheceram no teatro e foram casados por 59 anos
    Ele nasceu nasceu em São Paulo (SP) no dia 5 de outubro de 1935. Estreou na Globo em 1967 e trabalhou em mais de 60 programas, entre minisséries, especiais e novelas.

    Atriz de teatro, televisão e cinema, Glória Menezes nasceu em Pelotas (RS). Na Globo, estreou em 1967 com a novela “Sangue e Areia”. Atuou em mais de 40 telenovelas na emissora.

    Tarcísio Meira tinha um currículo de mais de 60 trabalhos na televisão, entre novelas, seriados, minisséries, teleteatros e telefilmes, numa carreira que começou em 1961, na extinta TV Tupi.
    Também participou de 22 longas-metragens, dirigidos por cineastas como Glauber Rocha, Walter Hugo Khouri, Anselmo Duarte e Bruno Barreto, além de 31 peças de teatro.

    A morte de Tarcísio Meira ocorreu no dia seguinte à de Paulo José, outro ícone da cena brasilenra. Atuaram juntos nas novelas “O homem que deve morrer”, em 1971, “O tempo e o vento”, em 1985, “Roda de fogo”, em 1986, e em “Um anjo caiu do céu”, em 2001. Veja, no vídeo abaixo, o último trabalho dos atores juntos.

     

  • Teatro está de luto com a morte de Paulo José

    Teatro está de luto com a morte de Paulo José

    Sérgio Lagranha

    Morreu nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o ator e diretor gaúcho Paulo José. Ele estava internado havia 20 dias e faleceu em decorrência de uma pneumonia.

    Mesmo durante a pandemia ele não parou. Declamava versos de poetas como Fernando Pessoa no esquete “A arte nunca dorme”, criado pela filha Clara, em um perfil do Instagram. Convivia com o Mal de Parkinson há 28 anos sem parar de trabalhar.

    Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul (RS), no dia 20 de março de 1937.  Sua trajetória é de uma pessoa inquieta. Ainda na juventude deixou sua cidade natal para estudar em Porto Alegre.

    Em meados dos anos 1950 abandona no segundo ano o curso de Arquitetura da UFRGS para se dedicar ao teatro. Entre 1955 e 1961, participou de grupos de teatro como o Teatro Universitário do Rio Grande do Sul, da União Nacional dos Estudantes (UNE), ao lado de nomes como Antônio Abujamra, Lineu Dias, Fernando Peixoto e Luís Carlos Maciel.

    Ele foi um dos fundadores do Teatro de Equipe, em 1958, juntamente com Paulo César Peréio, Ivette Brandalise, Mario de Almeida e Ittala Nandi, entre outros.

    A primeira produção do grupo foi Esperando Godot, do irlandês Samuel Beckett, que estreou no mesmo ano no Theatro São Pedro. Com o grupo dirigiu sua primeira peça, Rondó 58.

    Em 1961, vai para São Paulo e se envolve com a efervescência do teatro Arena, que tinha influência de Stanislavski e do teatro político de Bertolt Brecht, segundo o qual o texto deveria ser um processo aberto capaz de servir à ideia do autor do espetáculo.

    No Arena ele foi ator, contrarregra, assistente de direção, produtor, diretor musical, cenógrafo e figurinista. Sua estreia nos palcos paulistanos foi em 1961, na peça “Testamento de um cangaceiro”.

    Com o fechamento político do País, em 1968, viaja para Europa. Na volta, nos anos 1970, continua fazendo teatro, como em A Mandrágora, de Maquiavel, como ator e diretor, e Gata em Telhado de Zinco Quente, de Tennessee Williams.

    No cinema, estreou em 1965, no filme “O padre e a moça”, de Joaquim Pedro de Andrade. Atuou em diversos filmes fundamentais para o Cinema Novo, como “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, e “Todas as mulheres do mundo”, de Domingos Oliveira. O cineasta gaúcho Jorge Furtado o dirigiu em dois filmes: Saneamento Básico e O homem que copiava. Sob a direção de Selton Mello fez O Palhaço, representante do Brasil no Oscar de 2013, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.

    Em 1969, Paulo José estreou na TV Globo onde, com Flávio Migliaccio, fez sucesso com os personagens Shazan e Xerife, nos anos 1970, além de uma série de trabalhos marcantes como ator e diretor de novelas por mais de quatro décadas.

    Em 1986, ele recebeu o prêmio “Coral Negro”, como melhor vídeo no Festival de Cinema e Vídeo de Havana – por seu trabalho de direção na minissérie O Tempo e o Vento, exibida em 1985 na TV Globo, baseada em O Continente, primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.  O roteiro foi de Doc Comparato e a trilha sonora de Tom Jobim. Em 1987, ganha o prêmio Molière por sua atuação na peça Delicadas Torturas, de Harry Kondoleon, sob a direção de Ticiana Studart.

    Foi casado com a atriz Dina Sfat, com quem teve as filhas Ana e Bel Kutner, atrizes, e Clara, diretora de teatro. Paulo, filho de um relacionamento com a atriz Beth Caruso, trabalha em edição na televisão. Ainda se casaria com as atrizes Carla Camurati e Zezé Polessa e a figurinista Kika Lopes.

    Entrevista de Paulo José ao jornal JÁ

    No momento em que a cultura está sob ataque, as artes que inquietam têm suas exibições dificultadas e verbas oficiais são cortadas pelo governo de Jair Bolsonaro, é importante resgatar a entrevista que o ator e diretor Paulo José concedeu ao jornal Já em 1988, publicada na edição de agosto daquele ano.

    O Brasil estava deixando para trás 21 anos de ditadura militar. Um mês depois a Assembleia Nacional Constituinte, em 22 de setembro, aprovou a nova Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988.

    Mesmo no momento de abertura política, Paulo José alertava: “Se um grupo quiser apoiar sua produção em benefícios fiscais, nas grandes empresas, ficará difícil. Quem patrocina os trabalhos como ‘Eles não usam black-tie’, ‘Arena contra Zumbi’, ‘O Rei da vela’? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste nível? É claro que não. Quem pode patrocinar o teatro? O público”.

    Paulo José foi entrevistado pelo jornalista Sérgio Lagranha durante o 3º Encontro Renner de Teatro, realizado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre:

    “A força vem do público”

    JÁ – Nos anos 1960 houve uma resistência dos intelectuais brasileiros contra a ditadura, com a participação decisiva dos grupos de teatro. Você vai para São Paulo e ingressa no Arena, que na época tinha a frente Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Como foi participar daquele momento?

    Paulo José – Foi um momento de grande vitalidade do teatro. O País vivia um clima de otimismo, abertura de perspectivas, espaço muito amplo para a cultura. O espaço teatral passou a ser um dos lugares principais de protesto, de denúncia até chegar a 1968, o auge desse movimento. Esse momento se caracteriza no mundo pelo Movimento de Paris, a Imaginação no Poder. Nós chegamos no limite e isto fez com que a reação decidisse utilizar todas as suas armas para liquidar o movimento que estava perigoso demais para o sistema. Em todo mundo aconteceu isso.

    JÁ – Naquele momento, a televisão tornou-se um veículo fortíssimo…

    Paulo José – É um fenômeno novo em substituição à vitalidade do teatro. A TV Globo nasce em 1964. É um produto muito identificado com a Revolução de 1964. Ela passa a cobrir o espaço da produção artística da expressão teatral, substituindo a atividade do teatro. Por isso, os anos 1970 são de vitalidade e crescimento da televisão. Nos anos 1980, a gente sente que as coisas estão começando a acontecer de novo. Por um lado, o esgotamento da televisão. Ela está extremamente redundante. Repete as fórmulas, não investe mais no novo. Nos anos 1970, ela cooptou toda a criação brasileira, os atores de teatro, os autores. Ela aproveitou a criatividade nacional. Isso já se esgotou.

    JÁ – E como está o teatro neste momento? 

    Paulo José – Apesar da transição lenta e tal, os espaços estão sendo abertos para a atividade teatral. Sinto que hoje estamos vivendo de novo um bom momento. Falam em crise, mas no Rio Grande do Sul, por exemplo, novos grupos estão surgindo em número maior do que nos anos 1950.  E até mesmo com um acabamento, resultados de produção excepcionais. “A Fonte”, com direção de Luiz Arthur Nunes, que assisti na mostra do Encontro de Teatro, é um espetáculo primoroso do ponto de vista de realização. Isso está acontecendo no Brasil todo.

    JÁ – Os novos grupos estão muito preocupados em viabilizar os espetáculos através do patrocínio do Estado ou das empresas privadas. E o custo político desses patrocínios?

    Paulo José – O teatro tem que fugir da relação com a sociedade e se concentrar na relação com a comunidade. É a maneira dele não se tornar dependente. A sociedade produz um teatro que lhe convém. É a expressão dos grupos dominantes. Qual é a primeira comunidade do teatro? A juventude. Identificada como juventude estudantil. Como foi nos anos 50 e 60, o teatro hoje tem que buscar seu público específico. Não adianta querer fazer teatro para toda a sociedade. Ele deve estar dirigido para o seu público ativo, vivo, que é o jovem. A ideia dos anos 50 foi toda embasada nesta relação. Se um grupo quiser apoiar sua produção nos benefícios fiscais da Lei Sarney, nas grandes empresas, ficará difícil. Quem patrocinaria os trabalhos do Arena “Eles não usam black-tie”, “Revolução na América do Sul”, “Arena contra Zumbi”, ou do teatro Oficina, “O Rei da vela”, “Os pequenos burgueses”? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste nível? É claro que não. Quem pode patrocinar o teatro? O público. É necessário motivar este público, que volto a repetir, é o estudante.

    JÁ – Uma frase muito ouvida hoje nos meios teatrais é que não se pode mais brincar de fazer teatro. É necessária uma empresa por trás, uma estrutura. Como unir esta estrutura com a busca da vitalidade teatral?

    Paulo José – O grupo tem que estar bem estruturado, mas não pode supor que é um grande grupo empresarial que vai patrocinar o teatro. Um grande grupo até pode patrocinar bons espetáculos, mas há um limite. Talvez, diante do teatro clássico. Um caso típico em Buenos Aires é o teatro San Martin, que é da municipalidade, ligado a uma fundação, e patrocinado pela iniciativa privada. A Coca Cola patrocina teatro lá também. E o que você assiste no San Martin? Bons espetáculos, mas desprovidos de qualquer possibilidade de inquietação, provocação, que incomode as pessoas. É um teatro clássico, acadêmico.

    JÁ – Como você está vendo o teatro hoje em termos de linguagem: inquietante ou um vídeo clipe sem conteúdo?

    Paulo José – Houve uma tendência de o teatro ser mais sensorial e menos conceitual. Até mesmo a palavra começou a perder muito a significação no teatro com o desenvolvimento corporal, o sensorial. Esse caminho foi importante, mas não há dúvida que o sensorial tende a provocar uma relação imediata, de fruição e prazer. É importante que toda a sensação possa se transformar em algum conceito. Agora, não podemos ser puristas. Em determinados espetáculos a linguagem do videoclipe pode ser um fator de aquecimento. Na peça “Eu te amo”, que fiz recentemente com a Bruna Lombardi, havia em cena aparelhos de tevê ligados. Mas reduzimos o número de aparelhos durante a temporada. É perigoso que o teatro pense em se modernizar com recursos eletrônicos, pois pode virar mais do produtor do que do ator.

    JÁ – Por que você abandonou a televisão?

    Paulo José –  A televisão é um meio extremamente complexo, do qual o ator, o realizador, o autor, têm a mínima possibilidade de influir no processo. O diretor tem que ser ditatorial e eu não sei trabalhar assim. Além disso, queria voltar a ser ator. No teatro os atores são donos do processo de criação, de realização. As pessoas descobrem as estratégias de fazer teatro. E sinto que por tudo isso, o teatro vive um momento de vitalidade. É difícil, mas quem quer realmente, está fazendo.

    JÁ – O último trabalho que você fez como diretor na televisão foi a minissérie “O Tempo e o Vento”, do Érico Veríssimo. Parece que não saiu como você queria, não é?

    Paulo José – É, super dimensionamos a produção. Tentamos abranger mais do que a produção poderia abranger. Talvez por ser um trabalho que eu tinha muita vontade de fazer. Daria certo se pegássemos só a parte da Ana Terra ou do Capitão Rodrigo, por exemplo.

    JÁ – E o cinema?

    Paulo José – Ao contrário do teatro, que é extremamente artesanal, o cinema sofre com o empobrecimento do País. O filme é arte e o cinema é indústria. Hoje em dia, o filme brasileiro se tornou inviável. Atualmente, não é possível fazer cinema no Brasil. Os custos de produção são muito mais altos do que o retorno de bilheteria. O cinema está inviabilizado. A inviabilização do cinema, de certa maneira, aumenta a produção teatral. Todo o investimento da arte da interpretação, que poderia ser canalizado para o cinema, voltará a ser aproveitada pelo teatro.

     

  • Sax e trombone direto de NY, no Espaço 373, com Diego Ferreira e Nana Sakamoto

    Sax e trombone direto de NY, no Espaço 373, com Diego Ferreira e Nana Sakamoto

     

    O Espaço 373 recebe no próximo dia 20 (sexta-feira), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Completam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.

    Nana Sakamoto. Foto Kuro-Chan /Divulgação

    A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.

     

    Foto: Nabor Goulart/ Divulgação

    O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).

    O 373 remete às famosas casas de jazz de New York pelas paredes de tijolos à vista, madeiras de demolição, cortina vermelha no palco e um charmoso piano de parede. Localizado 4º Distrito, o casarão construído em 1925 é tido como Patrimônio Cultural do Município

    SERVIÇO
    Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto
    Quando: 20 de agosto | Sexta-feira | 21h | Casa abre às 19h
    Local: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Ingressos para show presencial: R$ 45
    Reservas pela plataforma Eventbrite:https://www.eventbrite.com.br/e/diego-ferreira-e-nana-sakamoto-quarteto-tickets-166107681547

    Transmissão ao vivo online
    Ingressos:  R$ 20 valor mínimo | R$ 30 ingresso amigo | R$ 50 ingresso admirador da arte | R$ 100 ingresso financiador da arte
    Link: http://cuboplay.com.br/diego-ferreira/

     

     

     

  • Jane Tutikian abre série de entrevistas das escritoras Cátia Simon e Liana Timm

    Jane Tutikian abre série de entrevistas das escritoras Cátia Simon e Liana Timm

    Clarice Lispector continua servindo de inspiração. Desta vez é sua veia de entrevistadora que motivou a artista e escritora Liana Timm e a escritora Cátia Simon a criarem a série Digressões Clariceanas. A primeira live será com a escritora e professora de Letras Jane Tutikian no dia 12 de agosto, às 20h, no Facebook do Território das Artes.

    “Ao entrevistar grandes personalidades de variadas áreas de interesse, Clarice desconcertou seus leitores através de indagações inusitadas. Seguindo os rastros dessa emblemática figura da literatura brasileira, vamos buscar, a partir de uma conversa descontraída, o que os nossos entrevistados têm de mais interessante para contar ”, revela Liana.

    A escritora Jane Tutikian/ Foto: Divulgação

    O projeto será inaugurado com Jane Tutikian, escritora brasileira, autora de contos, ensaios, novelas e literatura infantojuvenil. Foi patrona da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre. Conquistou o Prêmio Jabuti na categoria infanto-juvenil de 1984, finalista, em 1986, da Bienal Nestlé de Literatura Brasileira na categoria conto. Venceu ainda o Prêmio Erico Verissimo na Câmara Municipal de Porto Alegre em 1987 e o Prêmio Açorianos SMC/POA/RS de 2001 na categoria infanto-juvenil.

    A programação das Digressões Clariceanas contempla também entrevista com o crítico de arte Jacob Klintowitz, no dia 16 de setembro, às 20h; com a cantora e atriz Cida Moreira, no dia 14 de outubro, também às 20 horas, e se encerra com a  escritora, pesquisadora e crítica literária Maria Helena Martins, no dia 18 de novembro, às 20h.

    Liana Timm e Cátia Simone; Foto: Divulgação

    Agenda:

    Digressões Clariceanas
    Com Liana Timm e Cátia Simon
    Facebook e Youtube Liana Timm

    12 de agosto – 20h: Jane Tutikian
    16 de setembro – 20h: Jacob Klintowitz
    14 de outubro – 20h: Cida Moreira
    18 de novembro – 20h: Maria Helena Martins

  • Livro autobiográfico do cineasta Otto Guerra rima humor e dor

    Livro autobiográfico do cineasta Otto Guerra rima humor e dor

     

     

    Geraldo Hasse, Especial para o JÁ Porto Alegre

    Só podia ser muito engraçada a autobiografia do diretor de cinema Otto Guerra, mais um gênio de Alegrete que veio parar em Porto Alegre. Nascido em 1955, ele conta sua vida e obras em alta velocidade. No formato de bolso, “Nem Doeu” tem 130 páginas leves e ligeiras. A cada página rola pelo menos um episódio da vida desvairada desse criador que botou movimento em suas HQ e se tornou o mais famoso diretor de cinema de animação de Porto Alegre.

    Ilustrações e fotos: Otto Desenhos Animados- Instagran/ Divulgação

    Seus filmes se tornaram conhecidos em todo mundo, sempre beliscando algum prêmio aqui e ali. Sua vida daria um filme que tanto poderia ser dirigido por um Walter Salles, numa linha mais clean/cult; como poderia derivar para uma pornochanchada escrachada mas não menos cult – quem se habilitaria? “Nem Doeu” vale como pré-roteiro.  Ele mesmo está pensando em executar o projeto como declarou quando lançou o livro, no começo de julho.

    O fato é que, imprimindo um ritmo tri dinâmico à narrativa, o outsider Otto fez um livrinho fora-de-série. Uma das qualidades mais notórias da obra é o cruzamento do fraseado sintético com o senso de humor. Não dá pra saber se tudo que ali está é verdadeiro ou contém algum molho extra, tantas são as histórias dramáticas e/ou hilárias, mas o texto é extremamente veraz. Cenas dramáticas são resumidas em poucas linhas – por exemplo, motorista de ambulância do Hospital do Exército aos 20 anos, o soldado Otto conta da noite em que foi chamado a transportar feridos de tortura e, entre os amassados, reconheceu seu ex-professor de História.

    Impresso em Goiânia, onde vivem os editores Marcio Jr. e Marcia Deretti, que trabalham desde 2007 com cinema de animação*, o livro passou pela mão de três revisoras que praticamente o isentaram de erros de português; sobraram alguns cochilos no uso do italic, adotado para sinalizar diálogos ou exclamações.

     

    Em lugar de orelhas, uma sugestiva foto do extinto Cine Ritz vale por uma citação histórica. Na contracapa, num texto de 15 linhas, o cartunista Adão Iturrusgarai, parceiro no pioneiro “Rock & Hudson, os caubóis gays”, prevê o epitáfio do amigo: “Aqui jaz um escroto fofo”. Frase que remete naturalmente a Angeli, Glauco e Laerte, três dos maiores cartunistas de São Paulo e parceiros ou quase de Otto Guerra em filmes como “Os Piratas do Tietê” e “Wood & Stock, Sexo Orégano e Rock ‘n’ Roll”.

    *Do Youtube: “MMarte Produções é a encarnação profissional de Márcia Deretti e Márcio Júnior – alienígenas para os quais trabalho, arte, prazer e vida não só se misturam, como são indistinguíveis. De modo aparentemente esquizofrênico, a MMarte se dedica a diversos ramos da produção cultural, com destaque para o cinema de animação. Desde 2007, realiza em Goiás o Dia Internacional da Animação. E em 2009, deu à luz o projeto de formação Escola Goiana de Desenho Animado (EGDA). O Ogro, lançado em 2011, inaugura a MMarte como produtora audiovisual. São oito curtas-metragens finalizados, sete deles em animação.

    Autorais, os filmes se dividem em projetos dirigidos pelos marcianos Márcia & Márcio, ou por animadores egressos da EGDA. Três novas animações estão em produção, com estreia prevista para 2021 – a depender da existência do mundo, claro. Mais que produtora cultural, a MMarte é uma utopia. Um planeta vermelho onde todos que acreditam em arte independente têm asilo irrevogável. Seja bem-vindo”. Fone para encomendar o livro (62) 98117.3345

  • Articula Dança promove oficinas virtuais e presenciais de projeto inclusivo, em agosto

    Articula Dança promove oficinas virtuais e presenciais de projeto inclusivo, em agosto

    Após as duas etapas do ARTICULANDO A DANÇA PELO RS: À LA CARTE, com 22 oficinas realizadas, a Associação Cultural ARTICULA DANÇA RS promove a terceira e última etapa do projeto no mês de agosto.

    De 10 a 12 de agosto acontecem 3 oficinas virtuais: Tecnologias Digitais, com Juliano Rossi no dia 10, das 19h às 20h; Danças Populares Brasileiras com Maísa Santos no dia 11, das 20h às 21h e Danças de Salão (retrô) com Aline Mendes no dia 12, das 19h às 20h. A participação do público é de livre acesso ao link do Zoom, disponível nas redes do projeto.

    Roberta Campos._Danças Afro. Acervo pessoal/ Divulgação

    No dia 14 de agosto a programação inclui 2 oficinas presenciais: das 15h às 16h30, Danças Afro Orientadas, com Roberta Campos nos Arcos da Redenção. O número de vagas presenciais é livre. Logo após, o grupo promove um cortejo até o Tablado Andaluz (Av Venâncio Aires, 556A), onde Juliana Prestes ministra, das 17h às 18h, a oficina de Flamenco. O limite de vagas presenciais é de 10 alunos. Em caso de chuva, todas as atividades acontecem no Tablado Andaluz, com transmissão pelo Facebook e Instagram. As inscrições podem ser realizadas via whatsapp (51) 99969-4077.

    E no dia 28 de agosto, às 19 horas, haverá o encerramento com o HAPPY HOUR À LA CARTE, um bate-papo para avaliação do projeto À La Carte, com transmissão nas redes.

    Todas as atividades são gratuitas. Esta iniciativa foi contemplada no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20. Maiores informações pelo alacartedancars@gmail.com, instagram @alacartedancars, facebook/alacartedancarss ou https://alacartedancars.wixsite.com/website.

    A Associação Articula Dança RS reúne profissionais e fazedores da Dança no RS para fortalecer e ampliar o diálogo da Dança no RS. A entidade colabora para o fomento da capacitação, formação e articulação da cadeia produtiva da dança no RS.

    OFICINAS VIRTUAIS

    Dias 10, 11 e 12/08

    Inscrição: livre acesso ao link do Zoom

    Transmissão ZOOM:

    https://us02web.zoom.us/j/88353983499? pwd=NmhKakYxMURKZEpJR2dMWXU3YTU1QT09

    ID da reunião: 883 5398 3499

    Senha de acesso: articula

    Juliano Rossi. Tecnologias Digitais Acervo pessoal/ Divulgação

    10/08: Juliano Rossi – Tecnologias Digitais (19h às 20h)

    Como viver da sua paixão usando a internet de forma sustentável, respeitando sua morada emocional.

    11/08: Maísa Santos – Danças Populares Brasileiras (20h às 21h)

    Para conhecer nossa cultura através das nossas expressões corporais

    Roberta Campos._Danças Afro. Acervo pessoal/ Divulgação

    12/08: Aline Mendes – Danças de Salão (19h às 20h)

    Danças retrô – Swing Dance: Charleston (Blues, Lindy Hop, Rock and Roll)

     
    OFICINAS PRESENCIAIS* 
    *em caso de chuva todas as atividades serão realizadas no Tablado Andaluz. Uso obrigatórios de máscara. Álcool gel será ofertado pelo projeto.

    Dia 14/08

    Roberta Campos – Danças Afro Orientadas (15h às 16h30)

    Arcos da Redenção – Monumento ao Expedicionário

    Vagas presenciais Redenção: livre

    Danças Afro-brasileiras: ritmo, enraizamento, fluxo e expressividade

    Vivências em dança que te convidam a mover por completo em consonância com o ritmo do tambor. Busca de fluidez de movimentos e de consciência corporal com base na sabedoria postural das danças de matriz africana.  A atividade contará com trilha sonora percussiva ao vivo, tocada pelos músicos Duda Cunha e Bruno Coelho.

    Juliana Prestes. Flamenco. Foto: Claudio Etges/ Divulgação

    Juliana Prestes – Flamenco (17h às 18h)

    Tablado Andaluz – Av Venâncio Aires, 556A – Porto Alegre/RS

    Vagas presenciais no Tablado: 10 alunos

    INICIAÇÃO À DANÇA FLAMENCA POR BULERIAS

    A buleria é conhecida por ser um gênero flamenco muito rítmico, brincalhão e festeiro. Nesta oficina de iniciação à dança flamenca, o aluno, além de aprender movimentos básicos de braços, corpo e pés, vai adentrar no mundo das bulerias e se conectar com a arte secular do flamenco.

     

    Inscrição Danças Afro Orientadas link de grupo de WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/Gm3KSEchlNvIp9LtPGtZmx

    Inscrição Flamenco link de grupo de WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/H5LKk8jlbzk3nuOO9jebhT

    Informações: (51) 99969-4077

    HAPPY HOUR À LA CARTE

    Um bate-papo para avaliação do projeto À La Carte

    Dia 28/08, às 19 horas
    Três alunos serão convidados a participar, oficineiros, produtoras do Articula, produtores das RFs, Articula Dança RS, fazedores de dança do RS.
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  • Documentário sobre entregadores de aplicativos de Porto Alegre em tempos de pandemia

    Documentário sobre entregadores de aplicativos de Porto Alegre em tempos de pandemia

    O projeto de curta-metragem documentário ” Nós que fazemos girar”
    contemplado no Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc no 14.017/20, começou suas filmagens em agosto e vai mostrar a rotina, as experiências na rua e o impacto da pandemia na vida de quatro entregadores de aplicativo de Porto Alegre.

    Foto: Anna Ortega/ Divulgação

    Para que o maior número de pessoas possa ficar em casa durante a pandemia de Covid-19, que já compreende mais de um ano, os entregadores continuam girando as rodas de suas bicicletas e motos para tornar possível a continuidade da economia e de diversas atividades à distância. O curta-metragem documentário pretende colocar no centro da discussão os sujeitos que normalmente são vistos em uma posição intermediária e mesmo sem identidade.

    Foto: Mariana Alves/ Divulgação

    Além do documentário, a equipe de jovens cineastas e comunicadores reunidos no projeto também vai propor o curso “Giro no Audiovisual” , focado em aproximar o público interessado ao universo da realização audiovisual, seus processos, equipes e fases de produção. O curso acontecerá durante todo o mês de Setembro, às quartas-feiras à
    noite e será ministrado por Lucas Furtado, também roteirista e diretor de “Nós que fazemos girar” . Serão 5 aulas online, com material de acompanhamento e certificado. A organização do curso abrirá inicialmente 20 vagas e 50% delas são direcionadas à
    pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+. O formulário para inscrição no curso será disponibilizado em breve no Instagram do projeto @nosquefazemosgirar.

    Ficha técnica

    NÓS QUE FAZEMOS GIRAR – Curta-metragem documentário.
    Sinopse: Em meio ao caos urbano e à pandemia de covid-19, quatro entregadores lutam para sobreviver e encontrar seu lugar no mundo.
    GIRO NO AUDIOVISUAL – Curso online sobre realização audiovisual.
    Duração: Dias 01, 08, 15, 22 e 29 de Setembro de 2021, no período da noite.
    Maiores informações e formulário de inscrição serão divulgados em breve no Instagram do projeto @nosquefazemosgirar.
    EQUIPE DO PROJETO
    Roteiro: Lucas Furtado e Glauber Cruz
    Direção: Lucas Furtado
    Produção Executiva e Coordenação de Comunicação: Ana Luísa Moura
    Design Visual e Direção de Produção: Bruna Anele
    Direção de Fotografia: Theo Tajes
    Direção de Som: Raysa Fisch
    Montagem: Glauber Cruz
    * Projeto executado através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc no 14.017/20.

    Foto: Mariana Alves/ Divulgação

    CONTATOS
    E-mail: nqfgprojeto@gmail.com
    Instagram: @nosquefazemosgirar

  • Associação Chico Lisboa celebra 83 anos, virtualmente, com bate papo, dança e música

    Associação Chico Lisboa celebra 83 anos, virtualmente, com bate papo, dança e música

    A Associação Chico Lisboa completa 83 anos e para celebrar, na próxima segunda-feira, dia 09 de agosto, às 19 horas, será realizado um encontro virtual de aniversário com convidados. O evento será transmitido pelo www.facebook.com/associacaochicolisboa.

     

    Na programação, o bate-papo “Histórias da Chico que não estão nas atas” com Zoravia Bettiol, Francisco Alves e Liana Timm, além da performance de dança No-outro lugar, da Cia A Trupe Dosquatro, e apresentação musical de Liana Timm.

     Fundada em 1938, a Chico Lisboa é a mais antiga entidade cultural em funcionamento no Estado. Ao longo de sua história, a Chico Lisboa teve como diretores e presidentes grandes expoentes das artes plásticas do Rio Grande do Sul, tais como: Carlos Scliar, Guido Mondim, Francisco Stockinger, Vasco Prado, Zoravia Bettiol, Riopardense de Macedo, Carlos Alberto Petrucci, entre outros.

    Zoravia Bettiol. Foto: Cássia Alexandra/ Divulgação

    Zoravia Bettiol, artista plástica, designer e arte-educadora. Nasceu em Porto Alegre, RS, em 1935. Participou de 153 exposições individuais e mais de 400 coletivas, em Bienais, Trienais e exposições importantes internacionais entre 1959 e 2021 na América do Sul, Europa, EUA e Japão. A mais significativa foi a retrospectiva Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 2016. Suas obras estão em acervos dos principais museus e centros culturais do mundo como o Brooklyn Museum, de Nova Iorque; o Kunstindustriemuseet, de Oslo, Gabinet des Estampes Bibliothéque Nationale de Paris e o Museum of Modern Art, de Kyoto.

    O Jose Francisco Alves. Foto: Denise Andrade e Iara Morselli/ Divulgação

    José Francisco Alves – Graduado em Escultura, Doutor e mestre em História da Arte. Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e Conselho Internacional de Museus. Professor concursado do Atelier Livre Xico Stockinger, da Prefeitura de Porto Alegre.

    Liana Timm. Foto Luis Ventura/ Divulgação

    Liana Timm – Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer. Transita pelas Artes Visuais, Literatura, Artes Cênicas e Música com atelier em constante ebulição. Tem participação em 44 publicações, 18 individuais de poesia, 18 textos de dramaturgia. Conta 76 exposições individuais e 15 prêmios recebidos. Produziu o projeto ‘Freud e os escritores’ em cartaz por 9 anos (2010/19), BossaJazz&Cia, shows de música e poesia e Experiências Cênicas Multimídia, performances cênicas de sua produção poética.

    Chico Lisboa

    (51) 3224.6678
    chicolisboa@chicolisboa.com.br
    www.chicolisboa.com.br
    www.facebook.com/associacaochicolisboa
    twitter: @chicolisboaarte

    instagram: @chicolisboaarte