A baterista e percursionista Biba Meira está com financiamento coletivo para viabilizar seu segundo trabalho solo ‘Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever’
O projeto está na plataforma Benfeitoria e o público pode conferir e participar de diversas formas. O prazo para contribuir é até 16 de agosto. Confira em: www.benfeitoria.com/bibameira
“Microscópicos Ritmos de uma Máquina de Escrever” nasceu em uma noite de insônia na pandemia. Neste novo disco, Biba Meira põe em prática a criação e gravação de composições melódicas e rítmicas, tendo como elementos principais uma máquina de escrever e sons percussivos.
“Foi algo totalmente instintivo e motivado por ideias criativas envolvendo sons variados da cidade, instrumentos musicais e uma máquina de escrever. Nas primeiras cinco composições, convidei diversas musicistas, músicos e videomakers para participarem como parceiros na criação das obras e produção dos vídeos”, afirma a baterista, importante figura da cena local, integrante da fundamental banda DeFalla, e atualmente à frente de um dos projetos mais bacanas no sul do Brasil: As Batucas – Orquestra Feminina de bateria e Percussão.
O novo disco será um trabalho autoral com a participação de vários músicos e musicistas da cena da cidade compartilhando este desafio musical proposto por Biba, em mais um de seus criativos projetos. O formato será EP, com distribuição exclusivamente digital pela Ímã Records.
O novo projeto amplia os sons da cidade de forma inovadora e irreverente. Serão compostas mais seis músicas e clipes para as respectivas músicas, sempre contando com diferentes parcerias musicais. ‘Várias cabeças compondo, musicando e diversificando produz um resultado único e instigante’ afirma Biba.
Um total de quinze músicos e musicistas participarão do projeto, além de seis videomakers. O EP será lançado pela Ímã Records nas plataformas digitais juntando a primeira fase do projeto, já concluída, com esse novo formato incluindo os sons da cidade. Ao total serão lançadas onze músicas.
Nesta nova fase participam artistas como Edu K, Flávio Santos e Castor Daudt (parceiros no DeFalla), Diego Dias, Miriã, Samara, Negra Jaque, Gutcha Ramil, Dessa Ferreira, Dejeane Arruèe, Luciano Albo, Carlos Stein e Veco Marques. Alguns dos vídeos dessa etapa vão ser feitos pelo Rogério Brasil Ferrari, Lisi Kieling, Eduardo Christofoli, entre outros. Na primeira leva de músicas, com obras já concluídas, participaram Marcelo Fornazier, Nina Nicolaiewsky, Júlia Pianta, Raquel Pianta, Luís Nenung, Marcelo Granja, Arthur de Faria e Daniela Garcia.
Entre as recompensas do projeto aos apoiadores estão o próprio EP, agradecimentos nas redes, oficinas de percussão com As Batucas (em formato virtual) e muito mais!
O Butiá recebe, neste sábado (7), a banda Funkalister. A apresentação ao ar livre inicia às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com.
A Funkalister surgiu em 2002, em Porto Alegre, com o intuito de buscar uma sonoridade típica das décadas de 60 e 70. Entre suas principais influências estão o funk e o soul dos anos 70, o rock, o jazz, a bossa e o samba.
Para este show, a banda passará por músicas dos álbuns lançados em 2006, 2008 e 2012), intercalando com sucessos de artistas e grupos que servem de inspiração, como Earth Wind & Fire, Quincy Jones, Stevie Wonder, Sivuca, Tim Maia e Eumir Deodato.
Integram o grupo: Chico Paixão (guitarra), Everton Velasquez (baixo), Leonardo Boff (teclados), Rodrigo Siervo (sax), Mateus Mapa (flauta) e os músicos convidados Márcio Pexi (bateria), Huberto Boquinha (trombone), Renato Dallago (trompete) e Felipe Santos (percussão).
O espetáculo “Todo mundo tem um sonho”, produção original do Pertence Cultural em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), e que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência ao palco do Theatro São Pedro, em setembro de 2019, vai estrear em formato de documentário. A novidade traz também uma exposição fotográfica e um workshop online. O início da programação será no dia 06 de agosto, na plataforma online http://pertence.me/cultura e integra as comemorações dos 10 anos do Pertence.
A programação cultural foi viabilizada com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/20,por meio do Edital Criação e Formação – Diversidade das Culturas da Fundação Marcopolo. Todas as ações do projeto preveem acessibilidade em libras, legenda e audiodescrição.
Foto: Fabricio Sviroski-Artimagem/ Divulgação
“Há mais de 1 bilhão de pessoas com deficiência no mundo, mesmo assim elas continuam praticamente invisíveis. Ao longo da história, a pessoa com deficiência foi vista como alguém ‘sem capacidades’, colocada à margem de tudo e de qualquer bem, seja ele social, cultural, político ou econômico. Queremos com o filme, apresentar as potencialidades e a riqueza da nossa diversidade, e, a partir deste local de protagonismo, que é o palco, mostrar que a pessoa com deficiência, quer e vai assumir o seu lugar de protagonismo na vida e no mundo!”, destaca Paula Carvalho diretora/roteirista do filme e coordenadora artística do Pertence Cultural.
Para o presidente do Pertence Cultural Victor Freiberg, “a grandeza do espetáculo ‘Todo mundo tem um sonho’ não cabe no documentário como se fossemos contar algo do passado, simplesmente. Já estamos vislumbrando oportunidades de produções futuras, criando conteúdos específicos, planejados para o nosso público”.
Foto: Fabricio Sviroski/ Divulgação
Exposição, workshop e documentário – A exposição virtual que registra imagens do espetáculo teatral inclusivo tem a curadoria de Roberta Millarch e será lançada no dia 06 de agosto, às 19h, como abertura do Projeto“Todo Mundo tem um Sonho – Caminhos para um porto mais alegre, diverso e inclusivo”. Ao todo, são cerca de 40 imagens registradas pelos fotógrafos Lua Luna; Elisa Pegoraro; Fabricio Sviroski, da Art Imagem; e Pegorer Studio.
No dia 10 de agosto, das 19h às 20h, será a vez do workshop DANÇA-TEATRO com a dançarina, coreógrafa e cofundadora do grupo Fábrica de Sonhos, Bianca Bueno. Com uma metodologia que se baseia no respeito às individualidades e se potencializa por meio da diversidade, o workshop conta com acessibilidade em libras e audiodescrição. As vagas são limitadas e o acesso é gratuito e aberto a todos os interessados a partir dos 16 anos. O evento acontecerá via plataforma Zoom. Inscrições disponíveis no site www.pertence.me/cultura. Mais informações pelo telefone: (51) 99176 9191.
A programação se encerra com o lançamento do documentário, no dia 12 de agosto, às 20h, no canal do Youtube do Pertence. O vídeo conta a experiência e a metodologia do grupo Fábrica de Sonhos – Arte, Inclusão, Diversidade e Pertencimento fundado pelo Pertence em parceria com as artistas Paula Carvalho (diretora) e Bianca Bueno (coreógrafa), que levou ao palco mais de 100 pessoas com deficiência, em setembro de 2019. São imagens exclusivas das apresentações e bastidores do espetáculo, costuradas com entrevistas dos diretores e gestores do projeto, artistas com e sem deficiência e depoimentos de pessoas que presenciaram a encenação. O filme é uma realização do Pertence Cultural, com direção e roteiro da artista Paula Carvalho, produção audiovisual e direção de fotografia de Voltaire Barbieri e produtora E-frame Art and Filmes.
Tecnologia pedagógica
Desde que foi fundado, há 10 anos, o Pertence vem se consolidando como uma referência nacional no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Nascido com a inédita ideia de clube com atividades de convivência e sociabilidade, naturalmente, cresceu e precisou agregar conhecimento na gestão de seus próprios objetivos. Entre as atividades do Pertence estão passeios, oficinas, atividades especializadas, Curso profissionalizante “Trabalho & Vida”, Pertence Virtual, capacitações, Grupo “Dialogando com as Famílias e viagens.
Hoje, são45 profissionais envolvidos na operação de forma sistemática ou pontual, além de 196 voluntários para diversas atividades que apontam, por exemplo, para números anuais de 120 oficinas de teatro, 96 oficinas de música e 120 oficinas de dança. São 600 vagas para participantes de ações virtuais e 120 vagas para Porto Alegre e região, nas modalidades presenciais.
“É uma inovação não nos posicionarmos como clínica, escola ou espaço terapêutico. Nossa missão é criar experiências memoráveis e despertar o sentimento de pertencer a quem precisa. Em 2020 e 2021, convivendo com as adaptações da pandemia Covid-19, abrimos novas perspectivas e nosso modelo de trabalho – incluindo os esforços para possibilidades virtuais – é novamente uma inovação que precisamos avançar”, reconhece Geniane Pereira, executiva da gestão geral do Pertence.
Com rodas de conversa e exibição do espetáculo “Terra Adorada”, programação é gratuita e inicia dia 4 de agosto
O coletivo Fora da Asa: experiências plurais celebra três anos no mês de agosto com um evento virtual voltado aos saberes dos povos indígenas. A programação inclui rodas de conversa e o espetáculo teatral “Terra Adorada”, que tem como tema central a violência contra mulheres indígenas e foi vencedor do prêmio Açorianos de Teatro 2019 de Melhor Dramaturgia e Prêmio Braskem 2020 segundo Melhor Espetáculo.
Com contribuições espontâneas, o evento pretende arrecadar recursos para custear a ida das mulheres a Brasília, onde indígenas de diversos povos estarão reunidos em agosto para protestar pelo direito à terra. A programação ocorre no instagram @foradaasa e no Google Meet.
As ações iniciam no dia 4 de agosto, quarta-feira, às 18h30, com uma roda de conversa entre Iracema Gã Téh, Kujã Kaingang e Rejane Paféj, mestranda em psicologia social e institucional. Na quarta-feira da semana seguinte (11), às 18h30, a cacica Xokleng Cullung Vei-Tcha Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul, e Cullar Maiule Teie, ambas são representantes da Retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula e debatem sobre a luta das mulheres pelo direito aos territórios tradicionais.
A programação encerra com o espetáculo “Terra Adorada”, que será exibido no dia 18 de agosto, às 19h. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, “Terra Adorada” apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Após o espetáculo, haverá uma conversa mediada por Angélica Kaingang, com a participação de mulheres indígenas e da atriz e idealizadora do espetáculo, Ana Luiza da Silva.
A produção é da Complô Cunhã, produtora cultural dedicada a mover projetos de, com e por mulheres, e terá inscrições prévias pelo email complocunha@gmail.com.
Foto (drone) de Maria Luiza Rosa/ Divulgação
Confira a programação:
04/08, às 18h30 – Psicologia e medicina tradicional Kaingang (instagram @foradaasa)
Com Rejane Paféj e Iracema Gã Téh
Rejane Paféj, kanhgág psicóloga, mestranda em psicologia social e institucional.
Iracema Gãh Téh, mulher indígena Kaingang, kujà (xamã). Palestrante de cosmopolítica. Artesã. Militante, luta pela causa e pelos direitos indígenas através de debates e trabalhos com a medicina tradicional Kaingang.
Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Iracema Gã Téh a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix da Iracema Gã Téh: CPF 349.022.360-87
11/08, às 18h30 – A luta das mulheres indígenas pelo direito aos territórios tradicionais (@foradaasa)
Com Cullung Vei-Tcha Teie e Cullar Maiule Teie
Cullung Vei-Tcha Teie, cacica da retomada Xokleng Konglui em São Francisco de Paula. Primeira coordenadora do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Liderança feminina, militante na luta pelos direitos dos povos indígenas.
Cullar Maiule Teie, representante do Conselho dos Povos Indígenas do Rio Grande do Sul. Representa o povo Xokleng Konglui cursando faculdade em Porto Alegre. Participa do movimento pelos direitos indígenas desde os 15 anos de idade. Cresceu na aldeia, atualmente é militante da retomada de São Francisco de Paula.
Na live, haverá arrecadação de colaborações financeiras para a ida de Cullung Vei-Tcha Teie a Brasília, na mobilização dos povos indígenas em agosto contra o PL490 e o Marco Temporal. Pix: culungteie@gmail.com
14/08, das 18h às 20h – Minicurso: Por que devemos considerar uma psicologia decolonial? com Rejane Paféj
O curso abordará as questões relativas ao nosso kanhgág êg my há (o que faz bem para nós kaingangue) para uma Psicologia das florestas, dos rios, dos encantados, dos nossos jagrês, seres da floresta, dos médicos espirituais, dos nossos kofás, velhos sábios que carregam consigo uma biblioteca inteira de conhecimentos ancestrais para resistir para existir nesses momentos tão duros.
18/08, às 19h – espetáculo teatral “Terra Adorada” (via Google Meet)
Um espetáculo sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Entrelaçando narrativas vivenciadas em terras indígenas Guarani e Kaingang, notícias jornalísticas, dados históricos, palavras de Renata Tupinambá, Davi Kopenawa, Daniel Munduruku, Jaider Esbell, Terra Adorada apresenta um olhar crítico sobre esse Brasil parido à força, inventado a partir das dores de mulheres pegas no laço. Um espetáculo sobre um país que “vai pra frente”.
O valor arrecadado será dividido entre o coletivo de artistas do espetáculo e um coletivo de mulheres indígenas do RS , para colaborar com o transporte para a II Marcha das Mulheres Indígenas que acontecerá em setembro em Brasília
Após o espetáculo, haverá uma conversa com mulheres indígenas mediada por Angélica Kaingang.
Inscrições prévias: complocunha@gmail.com.
FICHA TÉCNICA
Idealização, pesquisa, atuação: Ana Luiza da Silva
Direção: Jezebel De Carli e Ana Luiza da Silva
Dramaturgia: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli
Colaboração dramatúrgica: Vika Schabbach
Cenografia: Ana Luiza da Silva e Jezebel De Carli
Iluminação: Carol Zimmer
Figurino: Ana Luiza da Silva e Iara Sander
Trilha sonora pesquisada: Ana Luiza da Silva
Preparação de bufão: Aline Marques
Edição de vídeos: Carina Macedo
Produção: Complô Cunhã
Adaptação em vídeo: Ana Luiza da Silva, Jezebel De Carli, Maria Luiza Rosa, Marina Matte, Mirim Bnites.
Prêmio Açorianos de Teatro 2019: Melhor Dramaturgia
Prêmio Braskem em Cena 2020: Segundo Melhor Espetáculo
Paulo Flores, um dos idealizadores da “Terreira da Tribo”, marco de rebeldia e inovação nas artes cênicas em Porto Alegre, está divulgando a seguinte mensagem no Instagram:
“SALVE A TERREIRA DA TRIBO!
“Venho aqui pedir a solidariedade e colaboração de todas as pessoas que acreditam na Arte e na Cultura para que apoiem o centro cultural Terreira da Tribo”.
“Vivemos tempos sombrios e da maior crise sanitária da história. A TERREIRA vem resistindo bravamente para não fechar as suas portas”. Você pode colaborar com uma assinatura mensal através da benfeitoria.com/terreiradatribo ou com uma doação para Associação dos Amigos da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz CNPJ 95.123.576/0001-52 através da conta
Caixa econômica Federal
Agência 0448
Operação 003
Conta Corrente 01315-4
Ou pelo PIX
Chave 95123576000152
A Terreira da Tribo é um espaço de aprendizagem e pesquisa teatral e sobretudo de resistência ao pensamento único.
Criado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz em 1984, o espaço reuniu e reúne artistas de diferentes linguagens, do teatro ao cinema, das artes visuais a música, sempre com atividades abertas e gratuitas
Na próxima quarta-feira, dia 28 de julho, o Peru celebra seus 200 anos de independência. O bicentenário serve para celebração no Aberto Espaço Cultural, que abre as portas de sua galeria, agora localizada em São Francisco de Paula, nos Campos de Cima da Serra, para o artista peruano Erly Almanza.
Zeca/ divulgação
As obras de Almanza, também conhecido como Lito, respondem a perguntas sobre a vida do indígena andino contemporâneo, a essência do homem andino em um mundo globalizado. Em suas invenções, a subjetividade é evidenciada por meio do misticismo e da “mestiçagem” cultural. É um trânsito contínuo que anda de mãos dadas com o caráter do artista.
Peppa death-óleo sobre lienzo y hojas de plata-70 x 100 cm-2019/ Divulgação
Serão, aproximadamente, 10 obras em gravura digital (processo contemporâneo de gravação de imagens por meios digitais, cuja impressão pode ser feita em papéis ou telas), além de algumas pinturas à óleo originais. Os preços variam de R$ 160 (gravuras digitais pequenas, tamanho médio de 15×15), R$ 380 as médias (35×20), ultrapassando a casa dos R$ 1.200,00 as pinturas à óleo original. Os trabalhos constituem acervo permanente do Aberto e podem ser prestigiadas a partir desta sexta-feira, dia 30 de julho.
La banda/ Divulgação
Conhecendo o artista
Nascido em Arequipa, o artista viveu parte de sua infância em Ayaviri, cidade nos Andes peruanos. Estudou Artes Plásticas na Universidade Nacional de San Agustín em Arequipa. Em 2008 deu início ao projeto “Ayar a lenda dos Inkas” (uma história em quadrinhos que narra a origem dos Incas), formando a empresa Tawa Producciones ao mesmo tempo em que passava a trabalhar pinturas indígenas em óleo e acrílico.
Puka pollera-óleo sobre lienzo-50 x 85 cm-2019/ Divulgação
Em 2009 realizou sua primeira exposição individual em Arequipa. Em 2010 iniciou exposições em Lima, capital peruana. Na sequência, passou por San Diego e Nova York, nos Estados Unidos. Em 2015 começou a expor suas obras indígenas na Europa, em 2016 mudou‐se para Lima, onde passou a ser representado por várias galerias. Em meados de 2017 mudou‐se para Porto Alegre para fazer o mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Aqui no Sul, conheceu Marla Trevisan e Ricardo Giuliani, se tornando artista parceiro do Aberto. Devido à pandemia, retornou ao Peru, decidindo ficar por lá até que seja seguro viajar. Atualmente é professor de Artes Visuais e continua produzindo obras de arte que se movem entre o indigenismo e a fantasia.
Jazz patronal/ Divulgação
SERVIÇO
Obras no artista Erly Almanza no Aberto Espaço Cultural
Sextas: das 15 às 19h
Sábado: das 10h às 19h
Domingos: das 10h às 13h
Agendamento personalizado pelo fone (51) 999301911
Endereço: Rua Assis Brasil, 236, São Francisco de Paula (RS)
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El viaje del ratón-óleo sobre lienzo-70 x 100 cm-2018/ Divulgação
O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, 25 de julho, marca o lançamento do livro Travessias de Amanaã
Mulheres são, a priori, entidades. Unidas, são força real; irmanadas na luta, pólvora; coesas em arte, deusas em ebulição. Do encontro de seis mulheres negras, as escritoras gaúchas Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht,
surge AMANAÃ, um ser intuído pelo poder deste aquilombamento. Uma energia que passa de raiz a semente.
Travessias de Amanaã (Libretos, 136 páginas) reúne textos, poemas e reflexões das seis autoras, numa construção coletiva de mulheres inspiradas em suas vivências, assim como Conceição Evaristo e Maria Carolina de Jesus. A ilustração da capa, de Carmen Lima, revela a potência e a conexão com a ancestralidade presentes nos textos. O título tem ainda edição e design de Clô Barcellos.
No prefácio, Rudiléia Paré Neves, professora e coordenadora do Coletivo de Mulheres Negras Iyá Agbara, reconhece nas autoras a escrita se fazendo tão necessária quanto o ato de respirar. “Essas seis escritoras, que também desempenham outras funções no dia a dia (não há uma só jornada para as mulheres) e que se entregam ao gozo – ou sofrimento? – do ato de escrever, neste livro falam do que e de quem precisa ser dito. Falam do que e de quem foi/é renegado. Falam do que e de quem foi/é esquecido. Falam de amor, de autoamor. Falam de alegrias e de dores”. E prossegue na análise: “E eu me vejo nas mulheres desses textos. Me vejo um pouco em Farisa, a menina que não podia falar com espíritos de brancos; na menina de tranças, que renasce todos os dias e na bruxa, que renasce das cicatrizes; na mulher que rompe com um ciclo de dor e na que parte sem se despedir; na que sonha e acorda molhada e na professora cujo aluno não conseguiu fazer o trabalho solicitado; na que é perseguida pelo segurança da loja e naquela cujo corpo recebe a bala perdida; na resposta certeira e forte aos olhares preconceituosos que recebemos todos os dias. Vejo todas as que são atingidas – e mortas – pelo racismo, pelo machismo, pelas opressões todas.”
O lançamento de Travessias de Amanaã é emblemático: em 25 de Julho, dia internacional de visibilidade à luta das mulheres negras latino-americanas e caribenhas. Nesta data, às 19h, acontece o Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente na Sala Libretos (Facebook/libretoseditora) com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.
Autoras:
Ana Dos Santos
Poetisa, professora de Literatura e contadora de histórias, Ana é gaúcha de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Participou de diversas coletâneas e publicou dois livros de poesia: Poerotisa (Editora Figura de Linguagem) e Pequenos Grandes Lábios Negros (Editora Venas Abiertas).
Carmen Lima
Natural de Porto Alegre, é professora licenciada em Pedagogia, atriz, bonequeira, brincante e contadora de histórias. Dos 30 anos de docência, há 20 atua na rede estadual de ensino, como alfabetizadora, oficineira e mediadora de leitura. Formou equipe de animação e empresa de teatro de bonecos. Esta é a sua primeira publicação, a qual assina também a capa.
Fátima Farias
Fatima Farias. Foto: Marco Farias/ Divulgação
Nasceu em Bagé e reside na capital Porto Alegre desde os anos 1980. É poeta, compositora e educadora social, tem como profissão também a gastronomia inspirada em temperos orgânicos. Participa de diversas coletâneas e lançou seu primeiro livro solo em março de 2020, Mel e Dendê (Editora Libretos), onde reúne poesia e prosa, dando um passeio pelos slams.
Delma Gonçalves
Delma Gonçalves. Foto: Estudio Nuvem de Afeto/ Divulgação
Nasceu em Porto Alegre, é poetisa, compositora, produtora cultural. Graduada em Letras com pós-graduação em Produção Textual, suas poesias estão em diversas coletâneas. Publicou Cinco Décadas de Samba no Bairro Santana (Editora Cidadela) e livro de poesias O Som das Letras. Produziu e é parceira de Bedeu no CD Na Poesia e na Canção Elas e Eles Cantam Bedeu & Delma.
Lilian Rocha
Lilian Rocha. Foto: Diego Lopes/ Divulgação
Natural de Porto Alegre/RS, é farmacêutica e analista clínica (UFRGS), especialista em Homeopatia (ABH), musicista (Liceu Palestrina), escritora. É autora dos livros A Vida Pulsa – Poesias e Reflexões (Editora Alternativa), Negra Soul (Editora Alternativa) e Menina de Tranças (Editora Taverna). Participante de inúmeras antologias poéticas brasileiras e portuguesas.
É psicóloga e psicanalista. Mestre em Psicanálise: clínica e cultura (UFRGS). Participou da organização do e-book Da Vida que Resiste – Vivências de Psicólogas(os) entre a Ditadura e a Democracia (CRP/RS). Publicou Ela Conta Ele Canta (Cidadela), com o poeta Carlos Alberto Soares, e a novela Visite o Decorado (Figura de Linguagem). Mantém o blog taiasmin.blogspot.com
Travessias de Amanaã (Libretos, 2021, 136 páginas, ISBN 978-65-86264-33-3, R$40,00)
Autoras: Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha, Taiasmin Ohnmacht
Lançamento:
Dia 25 de julho (domingo), às 19h
Sala Libretos: Sarau Amanaã – Energia de raiz a semente, no Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com as autoras Ana Dos Santos, Carmen Lima, Fátima Farias, Delma Gonçalves, Lilian Rocha e Taiasmin Ohnmacht e a convidada Rudiléia Paré Neves, intelectual negra.
Exposição, que inaugura no dia 31 de julho, reúne obras de 31 artistas sob a curadoria de Fábio André Rheinheimer.
Obra de Andrea Seligman. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares chega de forma revista e ampliada ao Espaço Cultural Correios. Com a curadoria do artista e arquiteto Fábio André Rheinheimer, a exposição apresenta mais de 60 obras de diversas expressões artísticas de 31 nomes da cena cultural gaúcha. A abertura será no dia 31 de julho e a mostra poderá ser conferida até o dia 24 de setembro no Espaço Cultural Correios, localizado na Av. Sete de Setembro, Nº1020, no Centro Histórico, em Porto Alegre.
Obra de Mônica Furtado. Foto: Nilton Santolin/ Divulgação
A primeira edição do Projeto Múltiplos Olhares foi realizada em 2016, no MARGS, com 21 fotógrafos participantes. Na 5ª edição, a exposição vai além do universo da fotografia, presente nas exposições anteriores. “O projeto se desenvolve conceitualmente, considerando dois referenciais fundamentais: o primeiro é determinado pela interação entre técnicas distintas – desenho, pintura, escultura que juntamente com a fotografia diversificam o diálogo entre produções singulares; o segundo se estabeleceu enquanto exercício mais abrangente, em que cada artista foi incentivado a ocupar significativa área disponível com obras dissociadas da ideia de ineditismo, por exemplo, entre outros condicionantes. Por consequência, esta apropriação do espaço acabou contribuindo com a elaboração de uma exposição ao mesmo tempo única e diversa”, explica Rheinheimer.
Obra de Carlinhos Rodrigues. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A partir da interação entre portfólios distintos, a 5ª edição do Projeto Múltiplos Olhares apresenta a produção dos seguintes artistas: Alexandre Lopes Fagundes, Ana Fernanda Tarrago, Anderson Neves, Andréa Barros, Andréa Seligman, Avani Stein, Carlinhos Rodrigues, Clara Koury, Douglas Fischer, Fábio Petry, Fernanda Garcia, Gutemberg Ostemberg, Helena Stainer, Inez Pagnoncelli, Leandro Facchini, Manoel Petry, Marcelo Leal, Marcelo Spolaor, Mônica Furtado, Paulo Mello, Raquel Lima, Rejane Wagner, Rita Gil, Rosali Plentz, Silvia Dornelles, Susane Kochhann, Tânia Rossari, Tomas Barth, Victor Ghiorzi, William K Clavijo, Zulaine Santos.
Obra de Douglas Fischer/ Foto: Divulgação
Projeto Múltiplos Olhares – 5ª edição
Curadoria Fábio André Rheinheimer
Abertura: 31 de julho de 2021, das 10h às 17h;
Visitação: 31 de julho a 24 de setembro – ter. a sab. das 10h às 17h;
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre
Obra de Rejane Wagner. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
Lançado em 1901, o cigarro é um dos empreendimentos mais originais do escritor, autor também de textos jornalísticos e teatrais e de vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais.
A Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (BPE), umas das instituições pertencentes à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove a exposição “Simões & Cia.: os 120 anos do cigarro Marca Diabo”. A mostra integra a programação comemorativa aos 150 anos da Biblioteca e vai ocorrer entre 27 de julho e 27 de agosto, das 10h às 17h, com entrada franca, seguindo os protocolos de saúde pública. Faz parte da instalação a projeção do vídeo documentário “Diavolus Registrada: 120 anos da “marca diabo” de Simões Lopes Neto”, de autoria de Emerson Ferreira.
Com curadoria de Cláudia Antunes — jornalista, pesquisadora e servidora da BPE, e vídeo documentário e design de Emerson Ferreira — artista visual e designer, o projeto conta a história deste que é um dos empreendimentos mais curiosos do escritor João Simões Lopes Neto (1865 – 1916): o cigarro Marca Diabo.
A curadora Cláudia Antunes. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
A mostra foi pensada em dois ambientes: no primeiro haverá uma instalação de uma tabacaria do século XIX, com vários artigos de fumo e cigarros do Rio Grande do Sul, de 1900. Para isso, foi feita uma pesquisa sobre marcas de cigarros da época existentes em Porto Alegre, Rio Grande e Pelotas. As embalagens serão reproduzidas e expostas, assim como tudo que envolve o universo do Diavolus, descrito nos jornais da época.
No segundo ambiente estarão as fontes originais, pertencentes a colecionadores particulares e aos acervos do Museus Julio de Castilhos e do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, também pertencentes à SEDAC, em um exercício de transversalidade institucional.
Morgana Marcon, diretora da Biblioteca, explica que “a Biblioteca Pública possui no seu acervo os originais do teatro e as primeiras edições das obras de Simões. Esse projeto irá complementar a sua biografia, dando a oportunidade de mostrar ao público uma outra face
do escritor, ainda desconhecida.
Para a secretária da Cultura, Beatriz Araujo, “a exposição é um exemplo de
cooperação das instituições que integram a Sedac, no esforço de difundir a cultura do nosso Estado.”
Visitação
Para que o público possa aproveitar a exposição, além das práticas usuais de segurança, como uso de álcool gel, máscaras e distanciamento, a entrada será controlada para evitar aglomerações. Visitas guiadas podem ser agendadas pelo e-mail agendamento.bpe@gmail.com ou pelos telefones (51) 3224-5045 / 3225-9426 e WhatsApp: (51) 985949135. A Biblioteca Pública está localizada no Centro Histórico de Porto Alegre (Rua
Riachuelo, 1190) e funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h.
O cigarro Diavolus
Há exatamente 120 anos era anunciada na imprensa pelotense a venda dos cigarros Diavolus, da fábrica de fumo Simões & Cia. O cigarro trazia estampada a figura de um diabinho, em contraste com as marcas da concorrência, todas com nomes de santos.
Em 1901, a firma Simões & Cia inaugurou a fábrica de fumos e cigarros Marca Diabo. A fábrica produzia os cigarros União Gaúcha, General Osório, Dr. Berchon, Clube Caixeiral, Macanudos, Coió e Mirim e anunciava “fumos crespos e caporais, em pacotinhos e frisos nos cabeços”, com reclames nos jornais de Pelotas.
O cigarro durou apenas cinco anos. Mesmo com vida curta, a marca Diavolusparticipou de diversas exposições nacionais e estrangeiras, chegando a levar a medalha de prata, em 1904, na exposição internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos. Quando o cigarro saiu de circulação, em 1906, o estoque de tabaco foi utilizado para desenvolver o
carrapaticida Tabacina, que duraria até 1912.
João Simões Lopes Neto é o escritor mais conhecido da literatura regionalista e é considerado um dos maiores autores do Rio Grande do Sul. Natural de Pelotas/RS, recebeu o reconhecimento da crítica e do público por sua obra literária, lembrada, principalmente, pelos livros Contos gauchescos (1912) e Lendas do Sul (1913). O que poucos sabem é que
a criação literária só se manifestou nos seus últimos anos de vida. Antes disso, era conhecido na cidade pelos textos jornalísticos e teatrais e por seus vários projetos cívicos, comerciais, industriais e empresariais. A criação do cigarro Marca Diabo, em sintonia com a modernidade
urbana do seu tempo, foi um empreendimento ousado e pitoresco da época que acabou se tornando parte do folclore do seu criador.
Serviço:
Exposição Simões & Cia.: Os 120 anos do cigarro Marca Diabo
Curadoria e pesquisa: Cláudia Antunes
Design e vídeo: Emerson Ferreira
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Rua Riachuelo, 1190 –
Porto Alegre/RS)
De segunda a sexta, das 10h
No domingo, sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas no show Coletânea Samba Jazz e Afins
O Butiá recebe, neste sábado (24), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Formam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.
A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.
Diego Ferreira – Foto Augusto Maurer/ Divulgação
O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).
Coletânea Samba Jazz e Afins
No domingo (25), sobem ao palco Luis Henrique “New” (piano), Ricardo Arenhaldt (bateria), Everson Vargas (contrabaixo) e Amauri Iablonovski (sax). No repertório, uma seleção de músicas que mistura referências do samba jazz (toque brasileiro unido ao jazz norte-americano), latim jazz (salsa) e bossa nova, entre elas: músicas autorais de “New” – Prêmio TIM como Melhor Disco em Língua Estrangeira – e composições de Baden Powell.
Trio instrumental gaúcho toca no domingo. Foto: Divulgação
As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.