O Sarau Canto de Bar, do Clube da MPB, celebra 10 anos de atividade

O Clube da MPB completou uma década e associado a ele o Sarau Canto de Bar também faz aniversário e celebra com o público.  Contemplado na Lei Aldir Blanc por sua importância, o Clube da MPB coloca no ar nas redes do projeto um sarau virtual com participação da Banda do Clube e de frequentadores assíduos doesta atividade. E ainda nessa edição especial, a participação especial das poetas Malu Baumgarten e Maria Alice Bragança. Essa edição comemorativa foi inteiramente gravada de forma remota e é composta por vídeos com integrantes da Banda do Clube: Alexandre Rodrigues (violão, baixo), Darllan Luz (percussão), Maíra Baumgarten (voz) e Roberto Bisotto (percussão). Nos vocais estão os habituês das noites de sarau: Eliane Gomes, Heliomar Silva, Mhara Luz e Maura Salines. O vídeo completo dessa edição virtual será disponibilizado no canal do youtube do Clube dia 28 de janeiro, às 18h.

Criado em 2010, o Clube da MPB é um projeto de valorização, preservação da memória e popularização da música brasileira, apoiando a formação de público e de espaços de fruição da música feita no Brasil e no Rio Grande do Sul. A primeira edição foi lançada em janeiro de 2011, apresentando músicas de grandes nomes da MPB como Noel, Gilberto Gil, Tom Jobim, Maysa, Ataulfo Alves entre outros.  Ao longo desses dez anos foram produzidas 23 edições homenageando os grandes compositores brasileiros e uma edição especial, já neste ano e de forma virtual, em memória a Aldir Blanc. A proposta do Clube é preservar a raiz de cada composição, mantendo a essência de suas concepções originais, mas emprestando a elas novos matizes sonoros. Com esse intuito o Clube já revisitou a obra de grandes nomes como Dorival Caymmi, Noel Rosa e Cartola, Chico Buarque, Gonzagão e Gonzaquinha, Candeia, Paulo Cesar Pinheiro e Elton Medeiros, entre outros. O Clube da MPB volta o olhar também pros compositores e grupos do Rio Grande.

O Sarau Canto de Bar vêm ajudando a manter e preservar a memória de nossa música, com encontros mensais com microfone aberto em que a Banda do Clube e convidados fazem releituras de composições de autores que são parte do nosso patrimônio cultural, incluindo também novos nomes da música brasileira e compositores locais.

Clube da MPB – Sarau virtual Canto de Bar: música e poesia

Edição comemorativa dos 10 anos

Dia 28 de janeiro, às 18h na página do Clube da MPB do Facebook e YouTube

Facebook – https://www.facebook.com/Clubedampbpoa

YouTube – https://www.youtube.com/channel/UCqU45gfPFNpyqG0Oypme9Lg

Projeto “Odilon Lopez – 50 Anos” resgata legado de cineasta negro gaúcho.

 

Iniciativa realizará curso gratuito a distância sobre cinema documental e gravação de curta-metragem.

Pioneiro no Rio Grande do Sul e um dos primeiros diretores negros do cinema no Brasil, Odilon Lopez é a inspiração para um importante resgate da história e memória do audiovisual no Estado. Lançado pelo coletivo Macumba LAB e Reina Produções, o Projeto “Odilon Lopez – 50 Anos” incentivará a capacitação de novos talentos e produzirá um curta-metragem em celebração ao legado do cineasta.

Na primeira etapa do projeto será oferecido um curso gratuito a distância de curta-metragem documental, especialmente direcionado para jovens negros e negras de periferias do Rio Grande do Sul. As aulas do Curso de Cinema Documental Odilon Lopez serão no formato online, entre os meses de fevereiro e abril, abordando temas como História Afrocentrada do Cinema, roteiro, produção, direção e edição de documentário. Com esses ensinamentos, ao final dos encontros e por meio de consultorias, os participantes realizarão um minidocumentário autoral.O curso também disponibilizará 20 bolsas de estudos, com auxílio de R$600 e de acesso à internet. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 26 de janeiro ou até atingir o número de 70 inscritos no site: www.macumbalab.com.br

“A possibilidade em proporcionar uma ação formativa com este contexto contribui com a democratização do audiovisual no Estado, amplia oportunidades para novos talentos e de narrativas com mais representatividade. Também promovemos assim o resgate e a preservação da história e cultura afro-brasileira em ambientes educativos, como prevê a Lei 10.639/03, por exemplo. Esta iniciativa é um marco para o Rio Grande do Sul “, ressalta  Mariani Ferreira, uma das fundadoras do coletivo Macumba LAB.

No mês de fevereiro será realizado um curta-documentário sobre a vida e obra de Odilon Lopez, com a participação de fontes ligadas à família do cineasta, além de pesquisadores e personalidades do cinema gaúcho. O material será exibido em instituições de ensino, ampliando espaços de reflexões sobre identidade étnica e racismo, e será gravado e produzido inteiramente por profissionais negros e negras do cinema do Rio Grande do Sul.

Juntos, Coletivo Macumba Lab e Reina Produções conduzem a iniciativa que é uma das contempladas na lei Aldir Blanc de incentivo às produções culturais (Lei federal nº 14.017/2020). O projeto também integra as celebrações de 50 anos de lançamento do filme “Um é Pouco, Dois é Bom”, de Odilon Lopez e tem apoio de Iecine, FURG, Cinemateca Capitólio e KF Studios

 

Para mais informações, acesse: www.macumbalab.com.br e o Instagram@odilonlopez50

 

Sobre Odilon Lopez (1941-2002):

Odilon Lopez nasceu em Minas Gerais, se estabeleceu em Porto Alegre ainda com 18 anos. Como jornalista e cinegrafista capturou imagens históricas de movimentos importantes como a Legalidade e a Redemocratização. Também foi um dos fundadores da TVE – RS . Além de diretor e roteirista de cinema e ator de teatro, também criou obras como escritor e artista plástico. Seu nome está gravado na história do cinema brasileiro por conta do longa-metragem de ficção “Um É Pouco, Dois É Bom” primeiro filme de narrativa e linguagem urbana realizado no Rio Grande do Sul. Distribuído nacionalmente, o filme também é um marco em termos de representatividade, sendo o segundo longa dirigido por um homem negro no país.

 

SERVIÇO
LAB MACUMBA 1° Edição: Curso de Cinema Documental Odilon Lopez

Inscrições: até 26 de janeiro de 2021, com vagas limitadas.  Haverá 20 bolsas de estudo com auxílio de R$600 e de acesso à internet aos participantes.

Onde: www.macumbalab.com.br

Divulgação dos selecionados: em 28 de janeiro de 2021

Aulas online de 01 de fevereiro até 06 de abril de 2021, no turno da noite.

Coletiva “Narrativas pandêmicas”, em segunda edição, acontece no formato virtual

Teve início nessa quinta-feira, dia 21, a segunda edição da exposição coletiva “ Narrativas pandêmicas” , curadoria de Susane Kochhann, artista visual de Santa Maria. A mostra  acontece até dia 21 de fevereiro de 2021.  A exposição coletiva está no formato de galeria virtual e pode ser acessada através das redes sociais:
– Instagram: Artista visual#susanekochhann
– Facebook: https://www.facebook.com/susanne.kochhann/
– Site: https://www.susanekochhann.com

Obra de Camila dos Santos e Carlos Rangel/ Divulgação
Obra de Adeli do Canto/ Divulgação
Obra de Marília Chartune/ Divulgação

Segundo a curadora, Suzane Kochhann, a mostra “expõe a ideia de 15 artistas brasileiros e estrangeiros por meio de pequenas séries de obras que podem ser entendidas como narrativas do momento atual. Cada série resulta das reflexões sobre o mundo, sobre a fragilidade da vida, sobre o espaço dentro de quatro paredes que isola cada indivíduo”

Obra de Otto/ Divulgação
Obra de Ira Caldeira/ Divulgação

As manifestações se deram na forma de pintura, objeto arte, fotografia, desenho e vídeoarte. Nesse ano a exposição “Narrativas Pandêmicas” terá uma itinerância por outras cidades do interior gaúcho, ocorrendo sempre em espaços públicos. A itinerância iniciará no mês de junho pelas cidades de Bagé e Gramado.

Obra de Nanda Beck/Divulgação
Obra de Paulo Vinicius/ Divulgação
Obra de Patrícia Felden/ Divulgação
Obra de Said Ouadid/ Divulgação
Obra de Susane Kochhann/ Divulgação

QUEM PARTICIPA
Adéli Casagrande do Canto, Camila dos Santos, Carlos Rangel,Dom, Ira Caldeira, Iur Priebe de Souza, Lygia Marques, Márcia Binato, Marília Chartune, Nanda Beck, Otto, Patrícia Felden, Paulo Vinícius, Said Ouadid E Susane Kochhann.

Link da exposição

https://publish.exhibbit.com/gallery/98898190/long-gallery-41545/

Roda de Choro, presencial, no Parangolé com entrada gratuita

Depois de dez meses sem programação de shows presenciais, o bar Parangolé retoma aos poucos sua agenda, inicialmente, com música instrumental. Uma edição especial de sua tradicional Roda de Choro ocorre neste sábado, a partir das 19h. A apresentação é uma contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, destinado ao subsídio de espaços culturais.

A entrada é franca e a garantia da presença deve ser realizada via reserva por telefone nos números 3019-6898 e (51) 99196-3899. A lotação máxima é de 50%. Ainda ocorrerá mais uma apresentação no dia 30 de janeiro. Então, quem não puder participar desta edição, tem a chance também de reservar para a próxima semana.

A roda de choro será comandada pelos músicos Elias Barboza e Azevedo Cabelinho. Barboza é bandolinista e compositor, seu álbum Luminoso – Elias Barboza Quinteto (2018) ganhou o Prêmio Açorianos de Música na categoria Melhor Disco Instrumental e Melhor Compositor. Azevedo é cavaquinista e violonista e toca há mais de dez anos ao lado de Elias.

O show acontecerá na varanda, e o público pode ocupar tanto o espaço externo, quanto o interno, sempre preservando o distanciamento social. O Parangolé toma todas as medidas necessárias, afastando as mesas e disponibilizando álcool em gel em diversos pontos do estabelecimento. O uso de máscara é obrigatório, exceto durante as refeições.

 

Arte e Ciência em um projeto internacional para crianças e jovens

O projeto Arte Como Ciência inicia o ano de 2021 ampliando ainda mais as suas ações internacionais. No dia 19 de janeiro, às 14h30, profissionais com sede em oito países vão se reunir para refletir sobre Arte para Crianças e Jovens. O encontro é promovido em parceria com o Centro Brasileiro da Associação Internacional de Teatro para a Infância e Juventude (CBTIJ/ASSITEJ Brasil) em uma edição mais que especial do projeto.

Na tela do canal do Youtube do Arte Como Ciência, Clarissa Malheiros (México), Idris Goodwin (Estados Unidos), Jerry Adesewo (Nigéria), María Inés Falconi (Argentina), Imran Khan (Índia) e Yuck Miranda (Moçambique) vão relacionar as especificidades dialógicas do teatro para crianças com o trabalho artístico que desenvolvem e o contexto em que o mesmo está inserido.

A reflexão parte de questionamento proposto pela coordenadora pedagógica do projeto, Viviane Juguero, que atualmente encontra-se na Noruega, realizando pós-doutorado em teatro para a primeira infância na Faculdade de Educação e Artes da Universidade de Stavanger; e do coordenador de tradução solidária e assuntos da infância, além de presidente do CBTIJ, Cleiton Echeveste, sediado no Brasil, ambos com longa trajetória dedicada à criação e investigação de arte para crianças e jovens. Também em território brasileiro, estão a coordenadora técnica do projeto, Daniela Israel, com diversas realizações audiovisuais para público infantil, e a coordenadora de divulgação, Simone Lersch, com amplo trabalho de assessoria de imprensa na área.

Ao reunir um grupo tão qualificado de artistas-cientistas, o especial contempla o desejo do Arte Como Ciência de promover a reflexão científica sobre o papel social da arte, com base nas suas especificidades comunicativas vinculadas às particularidades de diferentes contextos.

Outra característica interessante desse encontro é que ele será realizado em diversos idiomas, sempre contando com a traduções solidárias para o inglês e o espanhol, realizadas por Celso Jr. e Paula Cabrera.

Serviço:

Arte como Ciência | Episódio 05

Episódio especial do Arte como Ciência em parceria com o  CBTIJ/ASSITEJ e participação de artistas e pesquisadores da  Argentina, Estados Unidos,  Índia, México, Moçambique e Nigéria sobre “Arte para Crianças e Jovens”.

Data: 19 de janeiro de 2021 |  terça-feira | 14h30

Local: Canal artecomociencia no youtube –

https://www.youtube.com/watch?v=fcHbMD6HgT4&ab_channel=artecomociencia

Sobre o projeto:

O projeto ARTE COMO CIÊNCIA apresenta entrevistas com artistas que desenvolvem um olhar reflexivo e científico sobre a relação entre seu fazer artístico e a sociedade. A intenção é dialogar sobre o papel crucial e específico que as distintas criações artísticas desempenham na permanente formação pessoal e coletiva, em cooperação, mas não em subordinação, com outros campos do saber.

Em 2020 foram realizados três episódios – entrevistas inéditas ao vivo com os brasileiros Jessé Oliveira e Richard Serraria, e a estadunidense Kathy Perkins. O conselho consultivo, as entrevistas previstas, as parcerias e detalhamentos da proposta podem ser conferidos no site artecomociencia.com

Participantes do especial de janeiro:

Clarissa Malheiros , México. Foto: Divulgação

Clarissa Malheiros (México):
É atriz, criadora cênica e divide a direção artística do LA MÁQUINA DE TEATRO com Juliana Faesler, companhia mexicana de teatro com 26 anos de contínua produção e criação de espetáculos de diversos formatos, sempre buscando intercâmbio e relacionamento entre as diferentes disciplinas das artes cênicas. A companhia é reconhecida pela originalidade de suas propostas, por seus projetos e ações sociais e pela exploração de temas filosóficos e históricos e seu cruzamento com a complexidade da vida contemporânea. O La Máquina atua numa perspectiva feminina, ambientalista, anti-especista, comprometida com a infância e com o desenvolvimento social e comunitário. Estudou Artes Cênicas no Brasil, teve aulas com Jerzy Grotowski e estudou na École Internacionale de Theâtre de Mouvement Jacques Lecoq, em Paris.

Idris Goodwin, EUA, Foto: Mercedes Zapata/Divulgação

Idris Goodwin (Estados Unidos):

Idris Goodwin é um premiado poeta break-beat, dramaturgo e diretor do Centro de Belas Artes de Colorado Springs, no Colorado College, Estados Unidos. Além da coleção de poesia Can I Kick It?, recentemente lançada, ele teve várias publicações pela Haymarket Books, incluindo Inauguration, co-escrita com Nico Wilkinson; Human Highlight: Ode To Dominique Wilkins, e a peça This Is Modern Art, co-escrita com Kevin Coval . Ele apareceu na HBO Def Poetry, Sesame Street, NPR, BBC Radio e no Discovery Channel. Suas peças incluem And In This Corner Cassius Clay, How We Got On, Hype Man e This is Modern Art. Idris é o co-apresentador do Podcast Same Old New School na Rádio Vocalo.

Jerry Adesewo (Nigéria)

Jerry é escritor, produtor e diretor teatral e gestor cultural. É o fundador e Diretor Artístico do Arojah Royal Theatre, espaço teatral privado, em Abuja, capital da Nigéria, que ganhou grande reconhecimento pelo esforço de sustentar a cultura teatral na Nigéria, especialmente em Abuja. Como jornalista de cultura, colaborou com os jornais NEXT, Guardian, Trust, National Mirror, Newscalabash e as revistas Metropole, City Pages, Korean Times e The Enlightener. Até recentemente, foi Diretor Nacional de Produções, da Associação Nacional de Profissionais de Teatro da Nigéria; Coordenador Central do Norte, da ASSITEJ Nigéria; Representante FCT, da Arterial Network da Nigéria; membro da Associação Internacional de Críticos de Teatro; Secretário da Associação de Autores Nigerianos (seção Abuja); Coordenador na Nigéria do INDRA Congress; e Fundador e Presidente do Centro Internacional de Artes Cênicas e Criativas.

María Inés Falconi , Argentina. Foto: Magdalena Viggiani/ Divulgação

María Inés Falconi (Argentina)

Dramaturga dedicada ao público infanto-juvenil, iniciou a sua atividade com a peça “Tornillos Flojos” (“Parafusos Soltos”, Prêmio dos Direitos da Criança concedido pela APDH) em 1985. Desde então, tem desenvolvido uma intensa atividade no Teatro Infantil e Juvenil, com a estreia de mais de 30 peças dirigidas a todas as idades. Suas peças foram apresentadas na Argentina e no exterior, e algumas delas traduzidas para outros idiomas. Entre os prêmios recebidos estão os Prêmios Argentores, Fundo Nacional de Artes, Menção Honrosa em Dramaturgia Ibero-americana, Badajoz, Espanha, e Prêmios ATINA. Sua atividade literária compreende também a escrita de narrativas para crianças e jovens, tendo publicado mais de 50 títulos de romances e contos até hoje. María Inés Falconi é membro fundadora e atual presidente da ATINA (Associação de Teatros Independentes para Crianças e Adolescentes) e Membro Honorário da ASSITEJ (Associação Internacional de Teatro para a Infância e Juventude).

Imran Khan , Índia. Foto: Surangana Chatterjee/ Divulgação

Imran Khan (Índia)
Ator, diretor e contador de histórias, completou sua pós-graduação em Urdu, na Universidade de Delhi, em 2002. Trabalhou com alguns dos mais destacados diretores indianos, como o Dr. Ashish Ghosh, Sr. Ashok Lal, Sra. Anamika Haksar, Sr. Sudhanwa Deshpande e Sra. Maya Rao. Em uma carreira de mais de 23 anos, ele tem sido muito ativo como diretor de teatro para crianças e jovens, e como especialista em teatro em várias escolas, Departamento de Educação, Universidade de Delhi e grupos de teatro dentro e fora de Delhi. Como ator e diretor, seu trabalho tem sido apresentado em vários festivais de teatro nacionais e internacionais de prestígio na Índia, Coréia do Sul, Itália, Hong Kong, Sri Lanka e Irã. Como gestor, Imran atuou no Comitê Executivo da ASSITEJ Índia durante 10 anos. Ele também foi Membro do Comitê Executivo da ASSITEJ Internacional de 2011 a 2017. Atualmente, Imran dirige sua própria organização sem fins lucrativos – Theatre I Entertainment Trust – e é diretor fundador do Festival Internacional Pitara de Teatro para Crianças e Jovens.

Yuck Miranda (Moçambique)

Ator, performer e dramaturgo, o moçambicano é graduando em Teatro na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Tem 10 anos de atividade em artes, nas áreas de música e voz, movimento e dança, com ênfase em temáticas relacionadas à criança, LGBTQ+ e igualdade de gênero. Recentemente esteve em Paris, desenvolvendo seu projeto “Identidades Não-Identificadas”, centrado em narrativas da comunidade LGBTQ+ em diversos países. Seus primeiros trabalhos com uma companhia, a Luarte, foram “Embrulhados na Inocência” e “Extractos duma Loucura Emergente”. Com a companhia Mutumbela Gogo, atuou em “O Inspetor Geral” e “Os Pilares da Sociedade”, com direção de Manuela Soeiro. Escreveu a performance “Duda”, apresentada no palco da ASSITEJ Zimbábue. Também junto à ASSITEJ, participou do Festival Bibu, na Suécia, em 2014, e do Encontro Artístico de Kristiansand, na Noruega, em 2019, como parte do Programa de Intercâmbios Next Generation. Em 2017, na África do Sul, participou do Festival “Afriqueer – Drama for Life”, com a peça “A Criação das Estrelas”. Em 2019, fez turnê com a performance “Transforma” em Ruanda, África do Sul e Zimbábue. Neste mesmo ano, apresentou sua performance solo “Sorria” e a performance “Mercados” na Rede Internacional de Residências Artísticas (RIR), PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) 2019,em Moçambique.

Nossos canais de comunicação:

Site oficial: https://www.artecomociencia.com/

Canal no Youtube: artecomociencia

Instagram: @artecomociencia | https://www.instagram.com/artecomociencia/

Facebook: /artecomociencia 

E-mail: artecomociencia@bacteriafilmes.com 

 

Confira os melhores momentos do quarto episódio com Kathy Perkins sobre Antologias de peças africanas e da diáspora africana, criadas por mulheres:

https://www.youtube.com/watch?v=hA7F7KAVZsA&ab_channel=artecomociencia

Ficha Técnica do projeto:

Entrevistados no mês de janeiro: Clarissa Malheiros (México), Idris Goodwin (Estados Unidos), Jerry Adesewo (Nigéria), María Inés Falconi (Argentina), Imran Khan (Índia) e Yuck Miranda (Moçambique)

Mediação e coordenação pedagógica: Viviane Juguero

Coordenação técnica: Daniela Israel

Coordenação do CBTIJ e de tradução solidária: Cleiton Echeveste

Coordenação de divulgação: Simone Lersch

Tradução para o espanhol: Paula Cabrera (UFSM)

Tradução para o inglês: Celso Júnior (UFRB)

Produção: Bactéria Filmes

Filipe Catto abre, de forma virtual, a terceira edição do Mistura Fina

Um dos grandes nomes do cenário musical do País, Filipe Catto abre a terceira edição do projeto Mistura Fina, no próximo dia 21 de janeiro, quinta-feira, às 18h30min, com transmissão pelo link: www.facebook.com/misturafinamusica/. O cantor e compositor gaúcho ganhou fama nacional ainda muito jovem, ao dividir o palco com grandes estrelas da música nacional e assinar trilhas para telenovelas.

Para esta edição do Mistura Fina, Filipe Catto selecionou um repertório que abrange alguns dos seus grandes sucessos, como as autorais “Adoração”, “Lua Deserta” e “Saga”; duas composições em parceria, como “Só Por Ti” (com Zélia Duncan) e “Torrente” (com Fabio Pinczowski), e de outros compositores, como “Canção de Engate” (Antônio Variações), “É Sempre o Mesmo lugar” (Rômulo Fróes, César Lacerda) e “Eu Não Quero Mais” (Igor de Carvalho, Juliano Holanda).

Com produção da Primeira Fila Produções, curadoria de Arthur de Faria, apoio do Theatro São Pedro e OVNI Acessibilidade Universal, financiamento do Pró-Cultura RS e patrocínio da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás), o Mistura Fina chega ao seu terceiro ano, exibindo a pluralidade da produção musical que se destaca no cenário local, estadual e internacional. Ao longo deste período, contemplou mais de 200 artistas, atingindo um público, aproximado, de 4 mil pessoas. Proporcionando muita diversidade artística, conta ainda com serviço de mediação audiodescrita, realizada pela Ovni Acessibilidade Universal.

Mistura Fina – Música para Fugir do Trânsito apresentou grandes expressões da música nos últimos anos, com convidados especiais em temperados shows com arte e alta performance artística no Foyer do Theatro São Pedro. Desde abril de 2020, a iniciativa se reinventa e segue em formato virtual pelas redes sociais do projeto e canal do youtube do Theatro São Pedro.

Sobre Filipe Catto:

Filipe Catto é cantor, instrumentista, compositor, ilustrador e designer. Ganhou fama ainda muito jovem, com um trabalho voltado para a MPB, o samba e o tango moderno, mas com o tempo, avançou para outros gêneros, como o jazz, o rock e o bolero, entre outros. Já dividiu o palco com outros grandes artistas nacionais, como Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Vanessa da Matta, Toquinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes, Nando Reis, Dzi Croquettes, entre outros. Suas canções são conhecidas por constarem em trilhas sonoras de sucesso, como: Saga (trilha da novela Cordel Encantado); Quem É Você (trilha da novela Sangue Bom),  Adoração (trilha da novela Saramandaia) ; Flor da Idade; (trilha da novela Joia Rara).

Apesar de se definir com frequência como intérprete, é o compositor da maioria de seus sucessos, como “Saga”, “Lua Deserta”, “Dias e Noites”, “Torrente”, “Depois de Amanhã”, “Redoma” e “Roupa do Corpo”. Na adolescência, participou de algumas bandas com influências de rock. Em 2006 iniciou sua carreira solo e começou a se apresentar em bares e divulgar seu trabalho pela internet. Em 2008 montou com o diretor João Pedro Madureira o show Ouro e Pétala, composto de voz, violão e palmas e se apresentou em teatros. Quando se viu pronto, lançou pela internet o EP Saga em 2009 para download gratuito, o que marcou o início sua carreira profissional. Em 2010 mudou-se para São Paulo e seu trabalho começou a ganhar mais visibilidade. Em 2011 a música “Saga” entrou para a trilha sonora da novela Cordel Encantado. Filipe Catto assinou contrato com a gravadora Universal Music e gravou o seu primeiro álbum: Fôlego. Em novembro de 2011 estreou a turnê Fôlego no Theatro São Pedro (Porto Alegre). No dia 8 de setembro de 2015, foi lançado Tomada, seu segundo álbum de estúdio de forma independente. O show de lançamento do disco ocorreu em 14 de novembro de 2015, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Em 2017, estreou a aclamada turnê Over na Casa Natura Musical, em São Paulo. No mesmo ano, participa de uma série de shows dividindo o palco com nomes consagrados da música brasileira: inauguração da Casa Natura Musical, em São Paulo, ao lado de Maria Bethânia, Vanessa da Matta, Johnny Hooker, Xenia França e Mestrinho. Homenagem a Vinicius de Moraes, no Espaço das Américas, ao lado de Toquinho e Daniela Mercury. Homenagem a Cauby Peixoto no Bar Brahma, este sem a participação de outros cantores. Cauby havia citado Filipe Catto como um dos novos cantores que ele mais admirava. No dia 24 de novembro de 2017, lançou seu terceiro disco de estúdio, CATTO. Com duas pré-estreias em Portugal e três shows esgotados no Sesc Vila Mariana, Filipe lançou a turnê “O Nascimento de Vênus Tour, do disco CATTO, no início de 2018, com muitos elogios da crítica especializada. Levou a turnê aos Estados Unidos, com três shows no festival SxSW, em Austin, Texas, Madrid, Buenos Aires. Barcelona diferentes cidades de Portugal.

SERVIÇO:

Filipe Catto na abertura do MISTURA FINA

Dia 21 de janeiro de 2021, QUINTA FEIRA, a partir das 18h30

Facebook: https://www.facebook.com/misturafinamusica

Gênero: Livre | Classificação etária: Livre

SMC retoma atendimento presencial em parte dos seus espaços culturais

 

A Secretaria Municipal da Cultura (SMC) está retomando gradualmente o atendimento presencial em parte de seus equipamentos culturais. O retorno das atividades ocorre após a publicação do decreto 20.891, que estabelece protocolos sanitários gerais e setorizados de funcionamento de atividades para prevenção e enfrentamento do novo Coronavírus (Covid-19). Os equipamentos culturais que estão funcionando são:

Arquivo Histórico Moysés Vellinho

Atendimento presencial mediante agendamento, sendo um visitante no turno da manhã e um no turno da tarde.
Atendimentos terças e quintas-feiras, das 08:30h às 12h e das 13h30 às 17h.
A higienização da sala de pesquisa ocorre das 12h às 13h30.
O pesquisador visitante deverá trazer e usar luvas e máscara.

Informações e solicitações:
(51) 3289.8282 ou 3289.8278
arquivohistorico@smc.prefpoa.com.br

Centro de Documentação e Memória – Cinemateca Capitólio

Atendimento presencial mediante agendamento, limitação de uma pessoa por hora.
Atendimentos  segundas, quartas e sextas-feiras, das 9h às 15h.
Respeitando a agenda, intervalos mínimos de 15 minutos entre pesquisadores e usuários para higienização da sala de pesquisa.
O pesquisador visitante deverá trazer usar luvas e máscara.

Informações e agendamentos pelo e-mail pesquisacapitolio@gmail.com.

Centro Municipal de Cultura. Foto: Maria Ana Krack/PMPA

Centro Municipal de Cultura

Atendimento presencial mediante agendamento.
De segunda a sexta-feira, das 08h00 ao meio-dia e das 13h às 18h
O visitante agendado deverá usar máscara.

Informações e agendamentos:
cac@smc.prefpoa.com.br
(51) 3289-8054 (portaria)

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Atendimento presencial mediante agendamento, limitado a uma pessoa por vez, sem acesso ao acervo. É necessário solicitar agendamento pelo e-mail bpmjguimaraes@gmail.com, indicando quais livros desejados para empréstimo. O prazo foi ampliado para 30 dias. Usuários sem cadastro podem realizá-lo por e-mail, enviando imagem de documento de identificação e comprovante de residência. Os títulos podem ser consultados no catálogo on-line: pergamum.procempa.com.br.

Pinacoteca Ruben Berta

Visitação com agendamento ao Memorial viabilizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul e à exposição Acervo Dialogado.

É possível apreciar antigas fotografias, informações históricas, objetos de uso cotidiano e peças arqueológicas localizadas em escavações no antigo casarão (rua Duque de Caxias, 973, Centro Histórico).

Máximo dois visitantes por vez.
Horário de atendimento: terças e quintas-feiras, das 13h às 17h.
Uso de máscara obrigatório.
O distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas deverá ser respeitado.
A higienização dos ambientes será feita regularmente pela equipe de limpeza.
Agendamento prévio pelo e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br.

Pinacoteca Aldo Locatelli reabre com exposição em homenagem ao pintor Wilson Tibério. Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Pinacoteca Aldo Locatelli

Atendimento presencial para pesquisa no acervo documental mediante agendamento prévio e vista às exposições Prêmio Aliança Francesa, Arte + Biografia – Tibério no Plural e Judith Fortes – 70 anos depois.
Horário e atendimento: das 13h30 às 17h, nas segundas, quartas e sextas-feiras.
O pesquisador deverá trazer luvas e máscara de proteção.
Será disponibilizado álcool em gel para higienização das mãos.
O distanciamento mínimo de 2 metros entre as pessoas deverá ser respeitado.
A higienização dos ambientes será feita regularmente pela equipe de limpeza.

Informações e agendamentos pelo e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Atendimento presencial para pesquisadores mediante agendamento.
O pesquisador visitante deverá trazer e usar luvas e máscara.
Agendamento através do e-mail  museu@smc.prefpoa.com.br
Informações: (51) 3289.8275

Casa Torelly

Horário e atendimento: de segunda a sexta-feira, das 08h30 ao meio-dia e das 13h às 18h.
Visitantes precisam utilizar máscara o tempo em que permanecerem no local.
Informações  e agendamentos através do telefone (51) 3289.8038.

A pintura moderna de Wilson Tibério em mostra na Pinacoteca Aldo Locatelli

A mostra Arte + Biografia – Tibério no Plural segue em cartaz na Pinacoteca Aldo Locatelli (Praça Montevidéu,10 – Paço dos Açorianos,Centro Histórico. A visitação pode ser realizada de segundas a sextas-feiras, das 13h30 às 17h, até 26 de fevereiro. A mostra também poderá ser conferida virtualmente através do Facebook da CAP – www.facebook.com/artesplasticaspoa.

Alguns nomes fundamentais para compreensão da história da arte moderna ainda permanecem completamente desconhecidos do grande público. É o caso de Wilson Tibério (1916-2005), pintor negro de origem humilde, que desenvolveu uma trajetória com marcantes passagens pelo Rio de Janeiro, Paris e por diversos países do continente africano. Na mostra Arte + Bipografia – Tibério no plural são trabalhados alguns aspectos da vida deste notável porto-alegrense, contextualizados com obras de outros artistas pertencentes aos acervos da Pinacoteca Aldo Locatelli e da Pinacoteca Ruben Berta. Esta escolha decorreu da pouca presença de trabalhos de Wilson Tibério em Porto Alegre. Até o momento foram localizados um autorretrato na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo, uma cena de interior na Pinacoteca Aldo Locatelli e uma aquarela em coleção particular.

Exposição em homenagem ao pintor Wilson Tibério. Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Participam ainda da mostra os artistas contemporâneos Leandro Machado e Gustavo Assarian, cujas recentes produções demonstram uma série de continuidades e aprofundamentos das temáticas abordadas de forma pioneira por Wilson Tibério desde a década de 1940.

Simpatias revolucionárias

Wilson Tibério nasceu em Porto Alegre em 1916. Filho de um ferreiro e uma costureira,  morreu em Paris em 2005. Com cerca de dezoito anos, havia partido para o Rio de janeiro onde frequentou a Escola Nacional de Belas Artes. Acabou saindo do Brasil em 1940, como bolsista do governo francês, logo ensejando uma carreira permeada por lances extraordinários como viagens à África que lhe valeram sucessivas expulsões por suas simpatias revolucionárias e pelo engajamento nos movimentos anticoloniais da década de 1960.

Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Sempre preocupado com questões sociais e tomado pela ânsia em registrar a cultura e a identidade negra, viveu profissionalmente como pintor e escultor, expondo em mostras como a que ocorreu na Galerie Henri Tronchet em 1951 (juntamente com Picasso), ou ainda a que aconteceu na Galerie Cecile B. (entre 1998 e 1999). Na mostra realizada no Paço dos Açorianos serão apresentadas três pinturas do artista pertencentes a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo da UFRGS, a Pinacoteca Aldo Locatelli e a uma coleção particular.

Obra do escultor e o pintor Wilson Tibério. Foto: Anselmo Cunha/PMPA

Artistas da Pinacoteca Aldo Locatelli

ALISSON AFFONSO (Rio Grande, 1979)

ANTONIETA FEIO (Belém/Pará, 1897 – São Paulo, 1980)

GONZALO MEZZA (Chile, 1949)

GUMA (Tapes, 1924 – Porto Alegre, 2008)

GUTÊ (Porto Alegre, 1958)

J.ALTAIR (Porto Alegre, 1934-2013)

JOÃO FARIA VIANA (Porto Alegre, 1905 – 1975)

JOSÉ DE FRANCESCO (Rio Grande, 1895 – Porto Alegre, 1967)

LYDIA MOSCHETTI (Itália, 1888 – Porto Alegre, 1982)

MAGLIANI (Pelotas, 1946 – Rio de Janeiro, 2012)

NELSON JUNGBLUTH (Taquara, 1921 – Porto Alegre, 2008)

OTTO DINGER (Dusseldorf, 1860 – Berlin, 1928)

PAULO CHIMENDES (Rosário do Sul, 1954)

TORQUATO BASSI (Itália, 1880 – São Paulo, 1967)

Artistas da Pinacoteca Ruben Berta

DI CAVALCANTI (Rio de Janeiro, 1897 – 1976)

FLORIANO TEIXEIRA (Cajapió/Maranhão, 1923 – Salvador, 2000)

JOÃO ALVES (Ipirá/Bahia, 1906 – Salvador, 1970)

JOSÉ DE SOUZA ESTÊVÃO (Belo Horizonte, 1925 – Ouro Preto, 1977)

MANEZINHO ARAÚJO (Pernambuco, 1910 – São Paulo, 1993)

OTACÍLIO CAMILO (Porto Alegre, 1959 – 1989)

Artistas convidados

GUSTAVO ASSARIAN (Porto Alegre, 1993)

LEANDRO MACHADO (Porto Alegre, 1970)

Arte _ Biografia– Tibério no plural

Pinacoteca Aldo Locatelli (Praça Montevidéu, 10 – Paço dos Açorianos – Centro Histórico)

Visitação até 26 de fevereiro

De segundas s sextas-feiras, das 13h30 às 17h

Modalidades  de visitação

– Por agendamento –  através do e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br ou pelo telefone (51) 3289-3735. Grupos com até cinco pessoas –  para a reserva ser confirmada será necessário o fornecimento dos nomes completos e respectivos contatos telefônicos.

– Sem agendamento – deverá ser respeitada a capacidade máxima de cinco  pessoas por horário. Havendo reserva prévia por outro grupo, será necessária a espera.

Protocolos Sanitários

– O visitante deverá se apresentar na recepção do Paço dos Açorianos,  com documento de identidade onde também será verificada sua temperatura com termômetro eletrônico infravermelho;

– Não será permitido o acesso de visitantes com temperatura acima de 37,5° ou sintomas de gripe/resfriado;

– O uso correto de máscaras de proteção facial, cobrindo boca e nariz, para o ingresso e permanência no Paço será obrigatório (inclusive no momento das fotos e selfies);

– O distanciamento mínimo recomendado entre as pessoas será de 2 metros;

– O tempo máximo de visitação será de 1h30.

Escola da Ospa recebe doação de piano restaurado

Apesar da pandemia, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) iniciou 2021 com um grande fomento à educação. Um piano da instituição foi restaurado e encaminhado para a Escola de Música da Ospa – Conservatório Pablo Komlós. O instrumento, que por anos integrou alguns dos maiores espetáculos da sinfônica, ganhará um fim instrutivo e cultural para jovens músicos, após remodelação feita pelo afinador Person Losekann.

A entrega ocorreu nesta terça-feira , dia cinco, e contou com a presença do professor e pianista André Carrara. O instrumentista avalia que ‘‘o objeto é de extrema importância não apenas para a Escola como para a cidade, que ganha mais um espaço para a música, mesmo em meio a um cenário negativo do ponto de vista cultural’’.

Carrara também destaca a qualidade do instrumento, que, devido às características da marca, permite uma experiência singular para o músico. ‘‘O Blüthner é o único piano que utiliza o sistema aliquot, que, com uma corda extra nas três oitavas do piano, faz com que as notas vibrem por simpatia, garantindo uma sonoridade única e especial.

Além de ser um desejo que se cristaliza de forma colaborativa dentro da própria Fundação, a utilidade do piano no dia a dia da instituição conta com mais de uma finalidade. Para o diretor da Escola da Ospa e clarinetista, Diego Grendene de Souza, ‘‘hoje é um dia histórico para a Escola de Música da Ospa! Nossos alunos e professores terão, a partir de agora, um piano da mais alta qualidade para ensaios e apresentações. É um sonho antigo, que hoje se realiza.”

Galeria Ecarta mostra “Ambiente Moderno”, em diferentes mídias, de Gabriel Pessoto

Abrindo as atividades em 2021, na quinta-feira, dia sete, a Galeria Ecarta apresenta a mostra “Ambiente Moderno”, do paulista Gabriel Pessoto com curadoria do escritor carioca Gabriel Bogossian.
A exposição é composta por 13 trabalhos dispostos em diferentes mídias, reunindo fotografia, desenho, instalação e vídeo/GIF, produzidos entre 2019 e 2020. A pesquisa recente de Pessoto propõe um diálogo entre práticas e visualidades tradicionais com um repertório de vivências permeadas pelo consumo da imagem digital e pela discussão sobre sexualidade e papéis de gênero.
De acordo com o curador, algumas das obras parecem criar um pequeno curto-circuito de técnicas, em que o artista usa manuais de bordado para realizar vídeos, ou papel e têxteis para produzir objetos que não são adequados para a produção dos mesmos. “Outro ponto da obra reflete sobre o poder pedagógico das imagens, como elas nos educam e nos ensinam certas habilidades e formas de comportamento. Nesse sentido, é uma prática artística que se debruça sobre o valor moral das imagens, que buscariam segundo essa perspectiva nos instruir, moldar o comportamento”, afirma.
Por último, conforme Bogossian, vale destacar o quanto essa pedagogia das imagens tem ligação com os aprendizados de gênero, um assunto muito em voga nas discussões feministas e do ativismo LGBTQI+ e que aqui e ali vem aparecendo com mais força na produção artística contemporânea. “É uma reflexão, portanto, com uma carga política consistente e sutil, que se liga de uma maneira bastante original às discussões atuais no campo da arte e da cultura”, constata.
A visitação é gratuita seguindo protocolos sanitários e pode ser realizada até 31 de janeiro na Ecarta (Av. João Pessoa, 943), de terça-feira a domingo, das 10 às 18h.

Quem são:
Gabriel Pessoto (1993, Jundiaí/SP) – em 2020 participou de exposições em São Paulo, incluindo “Ressetar” (Museu da Diversidade Sexual), “Cálamo” (Massapê Projetos) e “Quase Fim” (Lona Galeria). Integrou as exposições internacionais “I do not ask any more delight” (Estados Unidos) e “Corpo Brasileiro” (Alemanha e Portugal). Foi selecionado para a temporada de projetos do Marp (Museu de Arte de Ribeirão Preto) e premiado pela revista ArtConnect pelo projeto “Trocando figurinhas”, desenvolvido em parceria com Nicole Kouts. A partir de 2015 participou de exposições coletivas e em 2016 apresentou sua primeira mostra individual, além de desenvolver o projeto de residência artística “Variações sôbre contato: vistas” na Casa13 (Córdoba/ Argentina). Estudou Produção Audiovisual (Puc-RS) e Artes Visuais (Ufrgs).
Gabriel Bogossian (1983, Rio de Janeiro/ RJ) – a prática de Bogossian aborda alguns dos ecos contemporâneos da colonização, com frequência articulando diferentes campos da cultura visual, como a arte, o jornalismo e os movimentos sociais. Foi curador convidado da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil | Comunidades Imaginadas (São Paulo, 2019) e da Screen City Biennial 2019 – Ecologies: Lost, Found and Continued (Noruega, 2019), além de curador adjunto do Galpão VB (2016-2020). Destacam-se entre suas curadorias as exposições Minerva Cuevas – Dissidência (Galpão VB, São Paulo, 2018); Alma de Bronze (Ocupação 9 de Julho, São Paulo, 2018); Nada levarei quando morrer, aqueles que me devem cobrarei no inferno (Galpão VB, São Paulo, 2017); O museu inexistente n. 1 (Funarte, São Paulo, 2017), com Victor Leguy; Akram Zaatari – Amanhã vai ficar tudo bem (Galpão VB, São Paulo, 2016); e Cruzeiro do Sul (Paço das Artes, São Paulo, 2015).
Galeria Ecarta – é um dos cinco projetos permanentes da Fundação Ecarta, que completou 15 anos, em Porto Alegre (RS). O espaço recebe, em média, seis exposições anuais e promove itinerâncias, laboratórios de curadoria, residência artística e montagem, entre outras atividades próprias e em parceria com instituições em âmbito local, regional e nacional. A coordenação é do artista, curador e gestor cultural, André Venzon.