Autor: da Redação

  • VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

    VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

    “O VERAFRO – Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza” resultou da parada compulsória dos grupos artísticos em 2020 em função da pandemia da COVID 19. Com muita assertividade e programação ampla e diversa, trouxe à cena uma programação artística negra protagonizada pelos grupos teatrais gaúchos Pretagô e Espiralar Encruza. Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc, teve leituras dramáticas, debates, entrevistas com personalidades e estudiosos, programação formativa composta por oficinas, exposição a céu aberto e apresentações de espetáculos.

    Para o encerramento das atividades no mês de março, programou apresentações dos dois grupos: a performance Noite Espiralar, e o documentário poético Sobrevivo, ambos do Espiralar Encruza e a exibição do espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk?, do Pretagô.  No dia 30 o projeto tem seu final em grande estilo com a apresentação de documentário produzido durante o processo de execução do festival.

    Dirigido coletivamente pelos dois grupos e por Thiago Lazeri, esse documentário poético visual é bastante experimental e tem como fio condutor o próprio festival e seus desdobramentos. É arte negra na pandemia, inspirada no afrofuturismo e realizada em um local de produção artística segura, trazendo fortalecimento e subjetividade’, afirma Thiago Pirajira, integrante do Pretagô.

    Confira a programação:

    12 de março, 20h – Performance Noite Espiralar / Youtube

    A Rede Espiralar Encruza convida para uma noite de apresentações performáticas, música, dança e poesia. Com a presença das artistas do coletivo Buraco Negro, irão realizar uma noite de apresentações, construindo um espaço de liberdade para os jovens pretos, para que possam celebrar e expressar a maior potência de cada um: a vida.

    Produção: Espiralar Encruza / Elenco Espiralar Encruza: CIRAdias, Eslly Ramão, Gabi Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill e Sandino Rafae / Elenco grupo Buraco Negro: Gabriel Ferreira, Mariana Amaral, Pretamina e William Freitas / Duração: 90 minutos / Classificação: livre

    Frames de Sobrevivo. crédito Espiralar Encruza / Divulgação

    18 de março, 20h – Exibição documentário poético Sobrevivo / Youtube

    Exibição do documentário poético Sobrevivo, criação do coletivo Espiralar Encruza (2020). Uma criação audiovisual inspirada no espetáculo homônimo. O documentário será exibido no canal do VERAFRO no Youtube. Atividade gratuita.

    19 de março, 20h – Exibição espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk? / Youtube

    Exibição do espetáculo online Qual a diferença entre o charme e o funk, criação do grupo Pretagô (2014). A exibição da gravação do espetáculo será disponibilizada pela primeira vez em plataformas de streaming e celebra o primeiro espetáculo do grupo Pretagô que completa sete anos de existência. A exibição ocorrerá no canal do VERAFRO no YouTube. Atividade gratuita.

    30 de março, 20h – Estreia mini documentário VERAFRO / Youtube

    Após a estreia do documentário vai rolar o Encerramento VERAFRO com live em formato de festa e a presença de com DJ Suelen.  Após três meses de intensa programação, o evento propõe uma celebração online realizada pela plataforma Zoom e aberta ao público com acesso gratuito.

    Qual a diferença entre o charme e o funk. Foto: André Olmos/ Divulgação

    Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza – VERAFRO

    Apresentações artísticas / encerramento do projeto

    Financiamento:

    Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020

    Gestão e coordenação:

    UTA Produções – Thiago Pirajira

    Redes VERAFRO:

    Facebook: www.facebook.com/projetoverafro

    Instagram: @projetoverafro

    YouTube: www.youtube.com/verafro

  • Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

    Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

    A cantora e compositora Monique Brito apresentará o show Filha do Sol no Ecarta Musical, neste sábado, 6 de março, às 18h. O show, virtual, será transmitido pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube (https://bit.ly/3dVv0ia).

    A apresentação busca traduzir a proposta lítero-musical da artista, profundamente ligada ao feminino, aos elementos da natureza e à ancestralidade de matriz africana. No repertório, Agridoce (Monique Brito/Bruno Amaral), Dancei ao Tempo, Preto Amor, Filha do SolOde ao cuidadoMarujo, Transeunte e Íris (Monique Brito), É d’Oxum (Gerônimo) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio).

    Monique estará acompanhada de Calil Souza (teclado/piano) e Anderson Moreira (percussão).

    Entrada franca

     

  • Os 15 anos do bar Parangolé na cena cultural gaúcha

    Os 15 anos do bar Parangolé na cena cultural gaúcha

    O bar Parangolé completa 15 anos de história na próxima terça-feira (9), com foco no serviço de tele-entrega devido à pandemia de Covid-19. Ao longo dessa jornada, o bar promoveu e produziu centenas de eventos musicais, além de abrir as portas para apoiar artistas estreantes e consagrados da música e de linguagens como poesia, fotografia e dança.

    “Muitas pessoas nos contam que consideram o Parangolé sua segunda casa. A gente se sente muito feliz por ter conseguido caminhar durante 15 anos, conquistando tanta simpatia de tanta gente boa”, comemora Cláudio Freitas, músico e proprietário do bar, que está sempre no balcão conversando com os amigos e clientes.

    Apesar da celebração, o momento é de cautela devido à pandemia. “Para este ano, estou muito preocupado com a situação da pandemia, o bar não está economicamente bem. Mas espero resistir para que no outro ano, quem sabe, as coisas melhorem”, diz Cláudio.

    O proprietário Cláudio Freita em frente do bar . Foto: Ana Laura Freitas / Divulgação

    Nomeado a partir da obra homônima de Hélio Oiticica, o Parangolé tem raízes na vida cultural de Porto Alegre. Um exemplo é a Roda de Choro semanal, que ocorre desde 2006 e que faz parte da formação de uma geração de músicos hoje atuantes no cenário nacional, tornando-se ponto de encontro para artistas do gênero, como Elias Barbosa, Mathias Pinto, Luis Machado e Matheus Kleber.  Quando em visita a Porto Alegre, artistas como Yamandú Costa, Borghetinho, Hamilton de Holanda, Bebê Kermer, Luiz Barcellos, Samuca do Acordeon, Rafael Ferrari, Pedro Franco, Luiz Carlos Borges também estiveram no bar.

    Entre os shows que a casa costuma oferecer diariamente, constam artistas de diversos estilos musicais, desde a música popular, erudita, instrumental, nativista, entre outros gêneros.  O Parangolé também já abrigou apresentações semanais do Prof. Darcy Alves, entre 2007 e 2013, e acabou se transformando na segunda casa desse artista que foi um ícone da música e boemia porto-alegrense. Outra artista que animou as noites musicais do estabelecimento foi a cantora uruguaia (naturalizada brasileira) Nina Moreno, excelente intérprete de tangos, boleros e demais gêneros latino-americanos.

    Artes como dança e literatura também têm espaço na agenda do bar. Durante anos, o Parangolé foi palco do projeto Noches Flamencas, da Cia de Flamenco Del Puerto. Mais recentemente na história da casa, desde 2017 sedia o Projeto Leitura em Voz Alta, coordenado pela professora Luiza Milano (UFRGS), evento gratuito e aberto ao público em geral.

    A casa abrigou também duas edições do Sarau Única Negra, que reúne mulheres artistas negras de Porto Alegre, com participações de Gabriela Vilanova (OSPA), Silvia Duarte, Andrea Cavalheiro, Glau Barros, Raquel Leão, Negra Jaque, Celina Alcântara, entre outras. Ainda na área musical, promoveu o Projeto Desconcerto entre 2015 e 2019, oportunizando a performance e a escuta da música clássica no ambiente informal de um bar. O Projeto Palco Parangolé, coordenado pela bailarina Paula Finn, experimentando as artes cênicas no bar, foi outro evento cultural marcante para a história do bar.

    Frequentemente, a casa disponibiliza o espaço para escritores e artistas, para lançamento de livros, CDs e exposição de obras de arte. Nos últimos anos, o Parangolé apoiou eventos culturais como o Porto Alegre em Cena, Festival Internacional da UFRGS, além do lançamento da Revista de Cinema “Zinematógrafo”, cujo projeto teve início no local.

     

  • Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo

    Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo

     A psicanalista e escritora Ariane Severo  abre nova turma para a Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema. As aulas iniciam no dia 09 de março, das 18 às 21 horas e durante três meses, às terças-feiras, num total de doze encontros, os alunos analisam e debatem o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen (seleção oficial do Festival de Cannes e Oscar de roteiro original, assistido por mais de um milhão de espectadores no Brasil).
    Ariane explica a metodologia: “A oficina é um facilitador, um potencializador do processo criativo, um espaço ocupado pela experiência cultural. Exercitamos a escrita, aprendemos as técnicas essenciais da arte de escrever e desenvolvemos o nosso texto até que possamos alcançar domínio e segurança”. Os alunos recebem uma aula semanal, com o tema de aula e o de casa. Os contos produzidos são lidos no sarau online que ocorre uma vez por semana. São estudados os componentes da narrativa e os elementos que compõe o filme como: direção, direção de arte, roteiro, montagem, fotografia, trilha sonora, figurino, iluminação e tipos de planos.

    Na abertura do filme passeamos pela cidade ao som do clarinetista Signey Brechet, seu ídolo musical. Paris surge numa sequência de cartões postais, do nascer ao pôr do sol. A cidade luz como personagem central, com no mínimo trinta e cinco locações para os alunos ambientarem seus contos.

    O protagonista realiza uma nostálgica viagem no tempo para uma Paris onírica e mais romantizada de Ernest Hemingway, Zelda e Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dali, Luis Buñuel, T. S. Eliot, Djuna Barnes, Josephine Baker, Côco Chanel. Paris boêmia, dos anos 1920, auge da criatividade, e Paris de 1890 com outros coadjuvantes famosos como Edgar Degas, Gauguin, Tolouse-Lautrec. Também Rodin, Camille Claudel, Monet…

    “O deslocamento espaço-temporal dos Estados Unidos à Europa, dos anos 2010 aos anos 1920, 1890, articula pelo menos três temas importantes: a perda da inocência e a recusa da realidade presente e a arte como antídoto contra o vazio da existência e o medo da morte.” Papel do cinema, da literatura e da arte em geral, salienta.

    As vagas são limitadas. Maiores Informações podem ser obtidas pelo e-mail ahelena.rilho@yahoo.com.br ou (51) 99703-8175 (whatsapp) c/ Ana Helena Rilho.
    Ariane Severo é psicanalista e escritora. Publicou os livros Os Dois Lados do Espelho: Relato de uma Experiência em Psicanálise Vincular (2015), O Suave Mistério Amoroso: Psicanálise das Configurações Vinculares (2014), Encontros & Desencontros: A Complexidade da Vida a Dois (2010) e colaborou na obra Transmissão Transgeracional e a Clínica Vincular (2006), sem contar a publicação de diversos artigos em revistas especializadas. Lançou também o romance Nina – Desvendando Chernobyl, finalista, em 2018, do Prêmio Jabuti. Foi patrona da 28ª Feira do Livro de Caçapava do Sul.
    Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo
    A partir de 09 de março, às terças-feiras, das 18 às 21 horas
    Informações e inscrições: ahelena.rilho@yahoo.com.br  e (51) 99703-8175 (celular/whatsapp) com Ana Helena Rilho.
  • Rede Saraiva põe à venda suas três livrarias no Estado

    Rede Saraiva põe à venda suas três livrarias no Estado

     

     

    A rede de livrarias Saraiva está colocando à venda as três unidades que possui no Rio Grande do Sul – Shopping Praia de Belas e Shopping Iguatemi (Porto Alegre) e Shopping Caxias do Sul.  A decisão faz parte do plano de recuperação financeira da rede.  A Saraiva, junto com a rede Cultura, de São Paulo, durante muito tempo dominou o mercado de venda de livros no País, em shopping center e outros espaços comerciais de luxo.

    A loja do grupo no Shopping Iguatemi de Porto Alegre está na lista. Foto: Facebook/Divulgação

    Segundo a newsletters Publish News a decisão “é um dos pontos mais importantes do novo plano de recuperação judicial recém aprovado pelos credores da rede. A varejista quer vender parte de suas lojas físicas, ou o seu e-commerce ou uma conjunção de unidades físicas mais a loja virtual. Mas quais lojas estão no jogo? Das 38 lojas em operação hoje, a Saraiva listou 23 que podem ser vendidas”.

    Confira a lista:

    SUDESTE

    São Paulo

    Shopping ABC Plaza (Santo André)

    Aeroporto de Guarulhos

    Shopping Novo Shopping (Ribeirão Preto)

    Espírito Santo

    Shopping Vitória

    Shopping Vila Velha

    Minas Gerais

    Shopping Juiz de Fora

    Shopping Uberlândia

    CENTRO OESTE

    Distrito Federal

    Shopping And Towers

    Goiás

    Shopping Flamboyant

    Shopping Passeio das Aguas

    Mato Grosso

    Shopping Cuiabá

    NORDESTE

    Ceará

    Shopping Fortaleza II

    Paraíba

    Shopping Manaíra

    Rio Grande do Norte

    Shopping Midway

    Sergipe

    Shopping Aracajú

    Pernambuco

    Shopping Patteo Olinda

    SUL

    Rio Grande do Sul

    Shopping Praia de Belas (Porto Alegre)

    Shopping Caxias do Sul

    Shopping Iguatemi Porto Alegre

    Santa Catarina

    Shopping Florianópolis

    NORTE

    Amazonas

    Shopping Manauara

    Pará

    Shopping Belém

    Grão Pará

     

     

  • Rio homenageia Mignone, o compositor paulista que botou samba na ópera

    Rio homenageia Mignone, o compositor paulista que botou samba na ópera

    Exposição virtual no site do Theatro Municipal do Rio de Janeiro homenageia o compositor e maestro Francisco Mignone, um dos mais importantes nomes da música brasileira.

    “A música como luz da existência”, reúne peças de um dos mais importantes do acervo de Mignone que ao morrer em 1986 deixou mais de mil composições, entre óperas, bailados, músicas instrumentais e trilhas para filmes.

    Filho de imigrantes italianos, Mignone nasceu em São Paulo mas sua carreira esteve intimamente ligada ao Theatro Municipal do Rio, que agora o homenageia pelos 35 anos de sua morte, em 19 de fevereiro de 1986.

    Sua primeira ópera O contratador de diamantes, foi escrita na Itália e conta a história de Chica da Silva, a escrava que seduziu o contratador João Fernandes de Oliveira, no Arraial do Tijuco, em Minas Gerais.

    Para a estreia da ópera, em 1924 no Rio e o compositor teve que recorrer à mãe de santo Tia Ciata, em cujo terreiro se reuniam os pioneiros do samba, para encenar um bailado de negros escravos.

    Tia Ciata  pediu ajuda ao sambista Donga e este arranjou as passistas que dançaram no palco do Municipal, causando sensação. Pela primeira vez se via um bailado afro numa ópera.

    A obra de Mignone no entanto já chamava atenção dos grandes mestres da música da época. Em 1923, Richard Strauss, quando veio ao Brasil com a Orquestra Filarmônica de Viena, fez questão de só tocar Mignone.

    Da mesma forma, Arturo Toscanini, quando se apresentou no Municipal do Rio, em 1940, tocou “Congada”, de Mignone, com a Orquestra de Nova Iorque, da qual era regente.

    A  “africanidade” é uma das características da música de Francisco Mignone. Os ritmos africanos estão presentes em sua obra.

    As composições de Mignone refletem os ritmos da diversidade brasileira, como em “Maracatu de Chico-Rei” (bailado considerado a sua obra-prima), O Espantalho, Leilão, Quadros Amazônicos, Hino à Beleza, Iara, Quincas Berro D ´Água e das histórias musicadas do cotidiano do país, como é o caso das óperas O Contratador de Diamantes, O Chalaça e O Sargento de Milícias.

    Mignone começou a estudar música com o pai,, o flautista Alferio Mignone. Completou os estudos no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde se formou em flauta, piano e composição, seguindo, posteriormente, para estudar composição em Milão, Itália, no Conservatório Giuseppe Verdi.

    Ainda em vida, recebeu vários prêmios, como o Shell, em 1982, pelo conjunto da obra.

    A exposição pode ser conferida pelo público interessado nas plataformas oficiais do Teatro Municipal: Instagram, Facebook, e Youtube.

     

  • “I-tal”, novo trabalho da banda GrooVI, chega às plataformas digitais

    “I-tal”, novo trabalho da banda GrooVI, chega às plataformas digitais

    “I-tal” é uma terminologia utilizada dentro da cultura Rastafari para designar o que é vital, natural, limpo e saudável. O prefixo “I” (Eu) expressa o entendimento de unicidade/não separação. I-tal é um conceito que, além da alimentação, se estende à relação com o divino, com a natureza, com a criação e o universo. A exaltação da natureza e o resgate de uma vivência baseada na ancestralidade da cultura africana, traçam os objetivos do trabalho que vem sendo desenvolvido pela GrooVI, conectada com os tempos atuais onde o coletivo precisa estar sempre no horizonte. O novo disco, um financiamento do Fundo Municipal de Cultura / Prefeitura de Gravataí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e o Conselho Municipal de Política Cultural, chega às plataformas digitais em 26 de fevereiro.

    Partindo-se desse conceito foram criadas as músicas do disco I-tal, segundo álbum da banda. Cada faixa traz uma temática específica. I-tal traz a exuberância da alimentação natural e o entendimento do corpo como um templo. Reverência é uma música extremamente impactante que exalta as contribuições da África na história da humanidade. Congoman, em parceria com o cantor NiyoRah das Ilhas Virgens, fala sobre a importância do Nyabinghi, uma batida semelhante ao pulsar do coração, que representa a primeira música ouvida desde o ventre de nossa mãe. Spiritual Warrior, parceria com o selo internacional Zion I Kings, trata do entendimento da vida como uma jornada espiritual de aperfeiçoamento constante, em busca de uma consciência elevada. Águas Tranquilas exalta os elementos da natureza e expõe a forma como nos relacionamos intimamente com eles, nesse caso as águas que nos banham e nutrem. Vivência nos revela conceitos místicos da cultura Rastafari, destacando-se a prática como pilar de fé. A música tem participação do cantor Arkaingelle da Guiana Inglesa. Ancestrais reverencia aqueles que vieram antes de nós, que prepararam o caminho e deixaram um poderoso legado de glória e resistência e permanecem vivos através de EueEu.

    O disco conta ainda com uma sessão Dub, com versões exclusivas mixadas por DigitalDubs e Julio Porto. I-tal é uma produção musical de GrooVI e Julio Porto. A masterização é de Laurent “Tippy I” Alfred do selo I Grade Records das Ilhas Virgens. A produção executiva é de Paradise Entretenimento e arte gráfica de Leo Lage. O álbum estará nas plataformas digitais em 26 de fevereiro.

    Ilhas Virgens

    Guiados pelos ensinamentos de Rastafari, a GrooVI surge em 2010 no formato backing band, acompanhando diversos cantores da cena Reggae, Rap e Black Music no Sul do Brasil. A Sigla VI é uma menção às Ilhas Virgens do Caribe onde estão radicados vários artistas que serviram de referência para a identidade musical da banda. Em seis anos a banda participou de vários projetos culturais e sociais, além do suporte para mais de 30 cantores nacionais e internacionais.

     Em 2016 a GrooVI realizou a gravação do seu primeiro trabalho autoral “Raízes e Cultura”, evidenciando as composições de Amani Kush, que assumiu os vocais da banda, tendo como integrantes Fernando Catatau (bateria), Saulo Pinheiro (baixo), Amós Pachamama (teclados), William Artuso (guitarra) e Ras Vicente (Teclados). O projeto foi lançado em formato audiovisual, com performance ao vivo, gravado no Estúdio Soma, apresentando as principais faixas do disco. Neste mesmo ano participou de um dos maiores concursos de bandas do Brasil, o programa Superstar da Rede Globo. Selecionada entre mais de cinco mil bandas inscritas, a GrooVI ficou entre as 20 melhores colocadas, ampliando o alcance de sua música e levando seu Reggae para todo país. Em 2017 a banda participou do WebFestvalda no Rio de Janeiro e realizou a gravação audiovisual do show “Raízes e Cultura”, captado ao vivo no Bar Opinião em Porto Alegre. O evento contou com a participação da cantora Dezarie, referência mundial do gênero Reggae.

    O primeiro álbum da GrooVI chegou em 2018, coroando um ciclo de crescimento e intensa troca com seu público. O disco “Raízes e Cultura” faz um resgate ancestral e espiritual através da música Reggae. Fazem parte desse trabalho duas canções inéditas gravadas em parceria com o renomado selo internacional Zion I Kings que convidou a banda para gravar dois riddims que têm também versões de cantores como Akae Beka, Lutan Fyah e Pressure. O álbum conta com uma sessão Dub com versões exclusivas de DigitalDubs e Julio Porto, seguindo os grandes discos do gênero.

    Ficha técnica Disco I-tal:

    Amani Kush: voz e backing vocals

    Fernando Catatau: bateria e percussão

    Amós Martini: piano, ocarina, órgão e backing vocals

    Saulo Pinheiro: baixo

    William Artuso: guitarra base

    Julio Porto: guitarra base, guitarra solo, guitarra pick, synth, clavinete e minimoog

    Ras Vicente: orgão, synth e piano elétrico

    Lucas Riccordi: orgão, synth, piano elétrico, clavinete e pad

    Seraos Oiram: orgão, synth e piano elétrico

    Cleômenes Junior: saxofone e flautas

    Gabriel Guedes: guitarra slide

    Lloyd “Junior” Richards: bateria

    David “JAH David” Goldfine: baixo, guitarra pick, percussão

    Laurent “Tippy I” Alfred: orgão e guitarra

    Andrew “Drew Keys” Stoch: piano e trombone

    Andrew “Moon” Bain: guitarra solo

    Participações especiais:

    Arkaingelle: voz na faixa “Vivência”

    NiyoRah: voz na faixa “Congoman”

    Produção musical – GrooVI e Julio Porto

    Produção executiva – Paulo Hennrichs

    Gravado em Gravataí no Breakdown Studios em Fev 2019

    Captação – Davilex

    Overdubs gravados no Marmita Studios em Porto Alegre

    Mixado por Julio Porto no Marmita Studios em Porto Alegre

    Masterizado por Laurent “Tippy I” Alfred no Holy Mountain Studio em St Croix, Ilhas Virgens.

    “Spiritual Warrior” gravada no Circle House Studio em Miami, EUA e mixada por Laurent “Tippy I” Alfred e “Jah David” Goldfine no Holy Mountain Studio e Zion High Studio em St Croix, Ilhas Virgens.

    I-tal – novo disco da GrooVI

    Lançamento dia 26 de fevereiro nas plataformas digitais

    Este projeto teve o financiamento do Fundo Municipal de Cultura / Prefeitura de Gravataí por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer e o Conselho Municipal de Política Cultural – Edital de Chamamento Público nº 11/2018

    Confira GrooVI nas redes:

    https://www.instagram.com/groovioficial/

    https://www.facebook.com/groovioficial

    https://www.groovioficial.com.br/

    https://www.youtube.com/user/GrooVIchannel

  • Novos críticos de teatro no projeto “Ver a Cena”, do grupo NEELIC

    Novos críticos de teatro no projeto “Ver a Cena”, do grupo NEELIC

    O Grupo NEELIC inicia o ano de 2021 apresentando uma iniciativa que pretende ampliar os olhares sobre o teatro no Rio Grande do Sul. O projeto Ver a Cena envolve a criação e o desenvolvimento de um grande programa artístico cênico, com estreia de espetáculo, mostra de repertório e uma Escola de Crítica Teatral, voltada para artistas e espectadores de artes cênicas.

    Contemplado pelo Edital FAC Movimento RS, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, o projeto será realizado de forma virtual durante todo o primeiro semestre do ano. O lançamento ocorre no dia 27 de fevereiro às 19h30 pelas redes sociais do NEELIC, com a presença dos professores, dos atores do grupo e da professora de Linguística e Letras da UFRGS Lodenir Karnopp, que atua na área da educação de surdos.

    Com inscrições gratuitas, a Escola de Crítica Teatral quer incentivar o surgimento de novos críticos de teatro, por meio de um processo imersivo de formação. Serão, ao todo, 33 encontros virtuais, incluindo aulas teóricas e práticas, fruição de espetáculos, debates e exercícios de escrita. Para nutrir a turma de conhecimento sobre a trajetória da crítica cultural no Brasil, o curso vai trazer textos de figuras icônicas na área, a exemplo de Anatol Rosenfeld, Décio de Almeida Prado, Barbara Heliodora e Sábato Magaldi, além de apresentar também o trabalho de críticos contemporâneos brasileiros. Além disso, os alunos vão assistir a espetáculos online gratuitamente e produzir resenhas sobre as peças.

    A Escola é aberta a jovens e adultos a partir de 15 anos de idade e tem carga horária total de 72 horas. As aulas iniciam no dia 15 de março e se encerram em agosto, com a publicação de um site com as resenhas produzidas pelos alunos. As inscrições podem ser realizadas pelo email cursosneelic@gmail.com ou WhatsApp 51 99274-9933.

    Outras atividades

    A programação do Ver a Cena envolve ainda uma mostra de espetáculos do repertório do grupo NEELIC, em atividade desde 2013 em Porto Alegre, com apresentações online de “Capital”, “Primeiro Amor” e “MERDA!”, além da criação e da estreia da primeira peça de teatro infantil do grupo, chamada “Traça Letra e Traça Tudo”.

    Outro destaque do projeto é seu caráter de acessibilidade: cada espetáculo proposto pelo NEELIC terá uma apresentação com tradução para Libras e uma com audiodescrição. Todos os vídeos criados durante as oficinas, que ficarão disponíveis no Youtube, terão legendas para melhor acessibilidade de pessoas surdas ou com deficiência auditiva e audiodescrição para pessoas cegas ou com deficiência visual. Completam a programação a realização de três ensaios abertos, um debate aberto ao público e 12 projeções de vídeo.

    Escola de Crítica

    Nas aulas, os estudantes poderão tomar contato com o estudo da crítica a partir de um enfoque genealógico. Um retorno ao pensamento da Antiguidade clássica e do Medievo nos leva a refletir e a explorar a atualidade das noções de ético-estética, beleza/feiúra, trágico, mimese, catarse, sublime e consolação como ferramentas conceituais para abordar a arte da presença e da cena no tempo presente.

    O curso terá ainda aulas destinadas à produção textual de críticas teatrais. Para tanto, serão estudadas as características da resenha crítica e as especificidades deste gênero textual quando voltado aos espetáculos de teatro. Nestes encontros, serão exploradas qualidades discursivas essenciais para a produção de um bom texto, o que abrirá caminhos para a escrita de uma crítica consistente. Espera-se que os e as estudantes sejam capazes, ao final do curso, de planejar, (re)escrever e revisar seus textos de maneira eficaz. A história do jornalismo cultural e da crítica de arte no Brasil também estão contempladas nos encontros.

    O corpo docente da Escola de Crítica é composto por professores com experiência em suas respectivas áreas de atuação, como Marcio Pizarro Noronha (doutor em História e doutor em Antropologia, professor no curso de licenciatura em Dança (ESEFID UFRGS)), Desirée Pessoa (doutora em Artes Cênicas UNIRIO e diretora do grupo NEELIC) e Samuel Oliveira (mestre e doutorando em Letras pela UFRGS.). Completam o quadro os editores do site Nonada – Jornalismo Cultural: Rafael Gloria (mestre em Comunicação pela UFRGS e especialista em Jornalismo Digital pela PUCRS) e Thaís Seganfredo (graduada em Jornalismo pela UFRGS)

    Serviço

    Escola de Crítica Teatral

    Aulas de 15 de março a 8 de agosto, no turno da noite

    Curso Gratuito e aberto a artistas e espectadores a partir de 15 anos

    Inscrições até 12 de março pelo email cursosneelic@gmail.com ou WhatsApp 51 99274-9933.



     
     
  • Dia da Cultura da UFRGS promove 15 horas de atividades culturais

    Dia da Cultura da UFRGS promove 15 horas de atividades culturais

    Diante da impossibilidade de tomar o campus central da Universidade com uma maratona de atividades culturais em meio à pandemia de COVID-19, o Dia da Cultura leva quinze horas de programação até a casa das pessoas. A ação anual, realizada pelo Departamento de Difusão Cultural (DDC) da Pró-Reitoria de Extensão (PROREXT) da UFRGS, ganhará uma edição virtual no dia 27 de fevereiro, sábado, a partir das 10h, com transmissão pelo YouTube do DDC.

    Partindo da pergunta “O que é cultura para você?”, lançada pela professora Cláudia Zanatta em uma série de depoimentos, a programação exibe dezenas de trabalhos reunidos sob o princípio da pluralidade e diversidade. São performances, conversas, filmes e oficinas, protagonizadas tanto por alunos e professores da UFRGS quanto por artistas de fora da Universidade e outras instituições.

    Espetáculo Amores Surdos. Foto: Divulgação

    A programação audiovisual preparada para este Dia da Culturaé o resultado de múltiplas ações de engajamento, de artistas e parceiros, com participação do Departamento de Educação e Desenvolvimento Social (DEDS), Museu da UFRGS, Ponto UFRGS, projeto Teatro, Pesquisa e Extensão (TPE), Leitura em Voz Alta, Ballet da UFRGS, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Porto Alegre em Cena e Revista Parêntese.

    O Dia da Cultura 2021 encerra a recepção aos calouros promovida pela PROREXT-UFRGS. Conheça a programação completa nas redes sociais da UFRGS>

  • Editora lança campanha nacional de apoio às livrarias

    Editora lança campanha nacional de apoio às livrarias

     

    A editora Todavia, que chegou no mercado em meados de 2017, colocou em prática ações de apoio às livrarias, com o objetivo de apresentar aos leitores lojas espalhadas por todo o Brasil. Esta semana, a editora inicia a campanha Viva a sua livraria. Nessa primeira edição, até sexta, as redes sociais da Todavia serão ocupadas por 15 livrarias de rua, homenageadas no traço de 15 jovens artistas convidados a representar um pouco do clima desses lugares.

    A ideia é que o público conheça as histórias de resistência desses espaços, que mesmo diante de todas as adversidades – econômicas, pandêmicas, políticas, de mercado – seguem cumprindo o seu papel de preservação e difusão do livro. “O mundo do livro e da leitura há anos passa por importantes transformações. Nós acreditamos que, não importa o desafio, se conjuntural ou estrutural, local ou global, as livrarias serão sempre parte da solução e não do problema. Uma paisagem urbana sem livraria no caminho dos cidadãos é apenas um deserto”, explica Marcelo Levy, diretor comercial da Todavia.

    A primeira loja a ser retratada nas redes foi a Do Arco da Velha, de Caxias do Sul (RS), com ilustração de Walter Rego. Até o final da semana, passam pelo espaço as livrarias Argumento (RJ), Arte e Ciência (CE), Bamboletras (RS), Blooks (RJ), Cooperativa Cultura (RN), Itiban (PR), Flanarte (SP), Jaqueira (PE), LDM (BA), Da Tarde (SP), Livros e Livros (SC), Nobel (PB), Poeme-se (MA) e Quixote (MG).

    Entre os artistas que também fazem parte do projeto estão nomes como Larissa da Cruz, Mari K Neves, Aline Zouvi, Bicho Coletivo, Estevam, Flora Próspero, Helena Obersteiner, mo.ratelli, Sofia Tomic, asflortudo, Luiza Formagim, Zique Lique, Bruno Miranda e Yara Santos.