Três exposições na Galeria Duque, recebem visitantes até o dia 28 de fevereiro.

Quem estiver em Porto Alegre nesta temporada pode garantir uma programação com arte no centro histórico. A Galeria Duque, que tem um dos acervos mais completos do Estado, está com três exposições simultâneas. Em “Arte e Imaginação”, mostra com curadoria de Daisy Viola, é possível conferir obras de grandes nomes da arte como Di Cavalcanti, Burle Marx, Vicente do Rego Monteiro, Djanira, Goeldi e Vergara. O espaço também recebe as exposições “Retrospectiva” com a arte abstrata de Berenice Unikowsky, e os “Chapéus de Vidro”, de Carmen Seibert. A programação fica na galeria até o dia 28 de fevereiro com entrada franca. Para agendar grupos, entre em contato pelo telefone (51) 3228-6900 ou pelo Whatsapp (51) 8354-1022.

Visitante admira obra de Salvador Dalí na Galeria Duque/ Divulgação

“A imaginação é o ponto de partida para o fazer artístico, com ela podemos voar mesmo sem asas. A arte é a possibilidade de materializar nossos voos. A própria Galeria Duque é um exemplo dessa possibilidade’, pontua Daisy Viola. No templo da arte onde se encontra um dos mais completos acervos do Estado, as possibilidades se multiplicam. “Desta vez, vamos mostrar obras felizes, na cor, ou no assunto, artistas que retrataram momentos de felicidade, como este do nosso espaço, de olhar para trás e perceber um trajeto de coerência com a proposta inicial, de abertura e comunicação com os (as) artistas da cidade que também têm espaço aqui, e principalmente, com o público da cidade, que, afinal, é o grande motivo da nossa existência”, afirma Daisy.

O Rinoceronte de Sonia Ebling/ Divulgação

Quem visitar a exposição “Arte e Imaginação” vai conferir obras de nomes como Aldo Locatelli, Ado Malagoli, Alfredo Ceschiatti, Amílcar de Castro, Angelo Guido, Anita Malfatti, Antônio Bandeira, Bruno Giorgi, Calazans Neto, Candido Portinari, Carlos Páez Vilaró, Carlos Scliar, Danúbio Gonçalves, Djanira, Emiliano Di Cavalcanti, Glauco Rodrigues, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Milton da Costa, Nelson Jungbluth, Oscar Crusius, Orlando Teruz, Roberto Burle Marx, Ruth Schneider, Tarsila do Amaral, Vera Torres, Zoravia Bettiol, além de homenagem a Ruth Schneider.

Berenice Unikowsky/ Divulgação

Mulheres na arte do RS

 A expressão contemporânea da arte produzida no Estado também está presente. Berenice Unikowsky apresenta sua mostra “Retrospectiva”, com cerca de 30 obras. Em sua arte abstrata, Berenice evoca cor e emoção. Utiliza em seu trabalho tinta acrílica, bastidores de madeiras nobres recicladas, telas de algodão puro e água de fonte natural. Expõe individualmente desde 1984 e já participou de inúmeras mostras coletivas e salões de arte em Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, recebendo prêmios e várias menções honrosas. Vive e trabalha em São Sebastião do Caí, no Vale dos Sinos.

Escultura de Vasco Prado na Galeria Duque/ Divulgação

Com mais de 30 anos dedicados a transformar garrafas de vidro em arte, Carmen Seibert ocupa o quarto andar da Galeria Duque com produções que são sua marca-registrada. Formada em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, Carmen Seibert é apaixonada pelas possibilidades do vidro como material de modelagem em design e acessórios de moda. Na exposição, os “Chapéus de Vidro”, que marcaram os primeiros passos na sua trajetória artística, em 2001, ganham novas formas e cores. “Após tantos anos, quis fazer a continuação desse tema que me fascina. Sempre gostei de chapéus e, no meu cotidiano, costumo usá-los tanto no inverno como no verão”, conta. “Minha sogra, dona Maria de Lourdes, quando moça tinha uma loja de chapéus chamada ‘Casa Leonor’, que ficava na Rua da Concórdia, hoje Rua do Patrocínio, em Porto Alegre. Gostava de ouvi-la contando como os confeccionava. Associar a criação à técnica do vidro-fusão não é tarefa fácil e sempre me desafiou”, reconhece a artista.

Exposição Arte e Imaginação – Acervo
Exposição Retrospectiva: Berenice Unikowsky
Exposição “Chapéus de Vidro”, de Carmen Seibert

Galeria Duque
Endereço: 
Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
Período da exposição: 
até 28 de fevereiro de 2026.

Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h

Agendamento de grupos: Telefone: (51) 3228-6900 ou Whatsapp: (51) 8354-1022
Entrada Franca
Fotos: Cláudia Rüdiger.

VIAVIDA celebra 10 anos do “Tour Gastronômico” com edição solidária na Famiglia Facin

Tour Gastronômico/ Divulgação

A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, associação sem fins lucrativos que atua há mais de duas décadas na conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, promove no dia 14 de janeiro, das 17h às 22h30, o Tour Gastronômico VIAVIDA, na Famiglia Facin – Casa Nápoles, localizada no Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre.

O evento marca uma década do Tour Gastronômico, iniciativa que alia experiências gastronômicas à mobilização social, ampliando o diálogo com a comunidade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Ao longo desses 10 anos, o projeto consolidou-se como uma estratégia eficaz de sensibilização, aproximando o público de uma causa que salva vidas por meio de vivências acessíveis e significativas.

Nesta primeira edição de 2026, parte da arrecadação será destinada à Pousada Solidariedade, sede da VIAVIDA, espaço voltado ao acolhimento de pessoas transplantadas e seus familiares durante o período de tratamento em Porto Alegre. A ação contribui diretamente para a manutenção do suporte oferecido pela instituição, que atende pacientes de diversas regiões do Estado.

Para a presidente da VIAVIDA, Clarisa Garcez, o Tour Gastronômico reforça o compromisso da entidade em promover conscientização de forma humanizada. “A proposta é sensibilizar as pessoas, utilizando a gastronomia como ferramenta de informação e apoio a uma causa que transforma e salva vidas”, destaca.

O evento também celebra 10 anos de parceria com a Famiglia Facin, reforçando o engajamento do setor gastronômico em iniciativas solidárias que fortalecem o trabalho da ONG. A colaboração ao longo da última década demonstra como ações conjuntas entre a sociedade civil e o setor privado podem gerar impacto social positivo e ampliar o alcance da mensagem sobre a importância da doação de órgãos.

Mais informações estão disponíveis no Instagram da VIAVIDA: @viavidapro.

 Serviço:

Tour Gastronômico

Data: 14 de janeiro

Horário: 17h às 22h30;

Onde: Familia Facin, Casa Nápoles (Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre;

 Sobre a VIAVIDA:

 A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes é uma associação de caráter privado sem fins lucrativos, com finalidade educacional e assistencial, caracterizada como organização da sociedade civil (OSC). Sediada em Porto Alegre/RS, desde 1999, foi fundada oficialmente em 29 de junho de 2000.

A associação já é reconhecida e premiada pelo trabalho social realizado através dos diversos projetos e ações realizadas, atualmente, por cerca de 70 voluntários. Iniciativas na área educativa sobre prevenção e cuidados com os órgãos e a saúde em geral, bem como sobre a doação de órgãos e tecidos do corpo, são o norte da instituição. A VIAVIDA também possui uma área assistencial, com a Pousada Solidariedade, dando hospedagem e apoio a pessoas doentes pré e pós-transplantes com prioridade a crianças e jovens, além de realizar a distribuição de cestas básicas a famílias vulneráveis de transplantados, residentes nesta Capital, melhorando e salvando muitas vidas.

A Sbørnia Kontr`Atracka abre a temporada de 2026, dia 16 de janeiro no Teatro da AMRIGS    

Sequência de Tangos e Tragédias, espetáculo protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan, terá 09 apresentações até 01 de fevereiro; Ingressos no www.blueticket.com.br

Depois de uma exitosa turnê pelo Brasil, a sequência de Tangos e Tragédias,  A Sbørnia Kontr’Atracka, faz temporada no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311), com a festiva delegação comandada Kraunus Sang (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan). De 17 de janeiro a 01 fevereiro, sempre sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, espetáculo levará ao palco uma narrativa única, humor refinado e músicas cativantes, como o Copérnico, que há quarenta anos encanta o público e forma novos fãs a cada apresentação. Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já podem ser adquiridos pelo site https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre.

Nilton Santolin/ Divulgação

O público pode esperar desta temporada o que sempre tiveram em Tangos e Tragédias, embora sem a presença física do Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky, falecido em 2014). Sentirão sua presença no conceito do trabalho e imagens geniais suas no telão. Aliás, uma parte importantíssima do projeto com imagens riquíssimas em sincronia com as canções”, afirma Hique Gomez. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) estão acompanhados de sbørnianos especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. “O espetáculo é envelopado por um desenho de luz que penetra na alma do público junto com as sonoridades dos instrumentos e um desenho de som imersivo com caixas distribuídas pelo espaço da plateia. Tecnologia 100% a serviço das emoções humanas”, diz Hique.

Nilton Santolin/ Divulgação

A TURNÊ PELO BRASIL

A temporada do verão 2026 acontece depois de uma turnê exitosa, em 2025, por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. “Todas as cidades marcaram, umas por um motivo, outras por outro. São Paulo e Rio, pela presença de maciça de fãs do Tangos e Tragédias. Florianópolis por ter lotado com tanta antecedência. Mas, em Curitiba, sentimos a força da fênix Sbørniana. Momentos mágicos que não se esquece. Um show transcendental que trouxe a certeza de que estamos de volta no cenário Brasileiro com a força do Tangos e Tragédias”, relembra Hique.

Nilton Santolin/ Divulgação

A Sbørnia Kontr’Atracka é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.

Nilton Santolin/ Divulgação

Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando A Sbørnia Kontr’Atracka. “Na verdade, o projeto tem um tom de novidade sempre, mas não é o que importa. Muitas vezes promovemos encontros com artistas que se encaixam no universo da Sbørnia. Mas o que trazemos é o mesmo espetáculo, como se fosse um ritual onde o púbico vem para se sincronizar com nossa arte e fazer parte de um momento inesquecível levando para casa memórias afetivas, reflexões e uma atmosfera que pode ser acessada sempre que quiserem dentro de si. Um tipo de arte espiritual e verdadeira que eleva e expande a consciência, além de fazer rir! Não vendemos felicidade. É a própria Felicidade que se entrega sem filtros através de nós”, conclui Hique.

Nilton Santolin/ Divulgação

Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood.  E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.

Nilton Santolin/ Divulgação

SERVIÇO

O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka

DATA: 16,17,18,23,24,25,30,31 de janeiro e 1º fevereiro

HORÁRIO:  sexta e sábado às 20h / domingo às 19h

LOCAL:  Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311)

INGRESSOS:

R$ 160,00 (inteiro)
R$ 80,00 (meia entrada)

 

COMPRA PELO SITE: https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre .

 

Pontos de venda física: apenas 2h antes do evento

Descontos Obrigatórios

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

– até 15 anos mediante RG;

– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de sangue.

Outros descontos

50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho

 

FICHA TÉCNICA

Criação e direção geral: Hique Gomez

Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro

Projeções visuais: Rique Barbo

Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

Engenharia de som: Edu Coelho

Assistente de produção: Camila Franarin

Assistente técnico: Rafael Pacheco

Camareira: Nelli Schineider

Preparadora vocal: Ligia Motta

Redes Sociais: Pamela Batú

Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez

Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin

Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz

Painel Led – WB Painéis de Led

SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

GESTÃO CULTURAL / DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021

Retrospectiva de Berenice Unikowsky, a artista dos gatos e do abstrato, na Galeria Duque

Exposição com obras que revelam a trajetória da artista terá vernissage na Galeria Duque, no sábado, 22 de novembro, das 11h às 16h.

A artista dos gatos e do abstrato. A porto-alegrense Berenice Unikowsky apresenta uma retrospectiva de sua obra em uma exposição inédita na Galeria Duque. A mostra inaugura no sábado, 22 de novembro, às 11h, e fica no espaço até o dia 28 de fevereiro de 2026. A Galeria Duque está localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. A entrada é franca.

No espaço, estarão cerca de 30 produções que acompanham a trajetória da artista desde sua primeira exposição em 1982 no II Salão de Arte de Santa Maria até as criações atuais. Dona de uma jornada artística profícua, Berenice produz poesia com suas cores. A artista define-se como pintora que transforma sentimentos e percepções em cor, na busca da permanência, através de pincéis de todos os tamanhos, bastidores de madeira, tinta acrílica e água de fonte natural.

Obra LONGOS PENSAMENTOS/ Divulgação

O professor e poeta Renato Dias escreveu sobre a artista em texto de apresentação da exposição: “Berenice olha em profundidade a aparência das coisas do cotidiano e, ao mesmo tempo, reinventa-as, resultando em imagens abstratas que norteiam a maior parte de sua trajetória artística. No transcurso dos anos tem-se mantido fiel à pintura e à necessidade compulsiva de pintar.

“A artista anula praticamente todo o discurso verbal, cria espaços pictóricos que cancelam a própria palavra, gerando no expectador uma tendência para calar as vozes interiores que fervilham em pensamentos. Seus quadros possibilitam escapar para o silêncio”, observa Dias.

Obra LONGOS PENSAMENTOS/ Divulgação

A técnica é aliada do efeito produzido pela criação de Berenice. “Tudo na sua obra é marcado com uma tênue sensibilidade conseguida pelas sucessivas camadas de tinta na técnica de veleduras molhadas. Trabalha e retrabalha os elementos determinantes de sua linguagem poética, expressando a força de uma pintura sensível de formas e rupturas”, conclui.

SERVIÇO

Exposição Retrospectiva: Berenice Unikowsky
Galeria Duque
Endereço: 
Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
Vernissage: sábado, 22 de novembro, das 11h às 16h

Período da exposição: de 22 de novembro a 28 de fevereiro de 2026
Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
Entrada Franca

Música e humor das “Crê Tinas”, neste domingo no palco do Espaço 373

No domingo (19), às 19h, o trio CRÊ TINAS, formado por Cristine Patane, Cristina Oliveira e Daisy Cristina, leva ao Espaço 373 um espetáculo que une música e teatro em uma combinação única de humor, poesia e emoção.

Foto: Simone Schlindwein/ Divulgação

Com composições próprias que transitam pela música popular brasileira em diálogo com elementos cênicos e textuais, o show tem conquistado o público ao abordar o universo feminino em toda sua diversidade, dando visibilidade às vivências da mulher madura, às contradições do cotidiano e aos afetos compartilhados. Três vocalistas acompanhadas por uma banda que “cantam” histórias costuradas pelo humor de forma sensível, irônica, ativista debochada e romântica.

Foto: Simone Schlindwein/ Divulgação

SERVIÇO
CRÊ TINAS

Quando: 19 de outubro | Quinta-feira | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Floresta)
Ingressos: R$35 a R$70 | Gratuito para membros do Clube 373
Ingressos antecipados: https://tri.rs/event/65/cre-tinas
Informações e reservas pelo WhatsApp 51 999 99 23 15

MARGS apresenta videoinstalação de grupo italiano, na programação do 10º Kino Beat

 

Com inauguração no sábado (4), exposição transforma sonhos em imagens e sons por meio de inteligência artificial

A exposição Onirica () será inaugurada pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), no próximo sábado (4/10), às 10h30. Trata-se de uma videoinstalação produzida pelo estúdio italiano fuse* que, por meio de inteligência
artificial, utiliza um arquivo de sonhos para transformar os seus relatos em imagens e sons.
Com curadoria de Gabriel Cevallos, a mostra integra a programação do 10º Kino Beat.
Dentre 807 narrativas de sonhos reunidas por pesquisadores das universidades de Bolonha
(Itália) e da Califórnia (EUA), foram selecionadas 30, organizadas para a exposição em cinco
ciclos de seis relatos. A tradução visual é realizada por meio de modelos algorítmicos de
texto para imagem, suscitando reflexões sobre o inconsciente, a coletividade e a ética do
uso de dados para treinar a inteligência artificial.
No Museu, a mostra integra o programa expositivo “Poéticas do agora”, voltado a artistas
com produção atual cujas pesquisas recentes em poéticas visuais têm-se mostrado
inovadoras e relevantes no campo artístico contemporâneo. O programa objetiva valorizar
produções que investem na pesquisa e experimentação de linguagem, bem como na
transdisciplinaridade dos meios, operações e procedimentos.
O MARGS é uma instituição da Sedac. O plano de recuperação, exposições e atividades
educativas do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de
Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
Estúdio fuse*
Responsável pela criação do trabalho, o estúdio fuse* explora, desde 2007, o potencial
criativo das tecnologias contemporâneas. Liderado pelos fundadores Mattia Carretti (n.
1981, Itália) e Luca Camellini (n. 1981, Itália), reúne um grupo multidisciplinar de artistas,
arquitetos, engenheiros e designers, em colaboração com especialistas e centros de
pesquisa, que colaboram na criação de projetos, obras, espetáculos e exposições.
Conhecido por suas instalações de grande escala e performances ao vivo – nas quais atua
também como companhia de teatro e produtora independente –, o estúdio experimenta

constantemente novas relações entre o físico, o digital, o natural e o artificial, explorando
uma ampla gama de meios artísticos, incluindo escultura, impressão, vídeo, luz e som. Ao
longo dos anos, apresentou suas obras internacionalmente, em instituições de arte e
festivais.

Kino Beat
A parceria deste ano também retoma a colaboração entre o MARGS e o Kino Beat. Na
edição de 2019 do festival, o Museu recebeu apresentações do Projeto Sonora e de Tomaz
Klotzel, e, em 2021, apresentou a exposição Denilson Baniwa — INÍPO: Caminho de
transformação.
Iniciado em 2009, com uma mostra de filmes sobre música, o Kino Beat se tornou uma
plataforma de arte contemporânea, reunindo múltiplas linguagens – da arte digital ao
audiovisual ao vivo, da música experimental às artes visuais – e criando espaço para
experimentação artística e reflexão crítica. A programação inclui exposições, instalações,
performances, espetáculos, shows, mostras, residência artística, ações formativas e outros
formatos. O conteúdo das atividades deriva da ampla relação que o significado do seu
próprio nome estabelece: “Kino” (imagem, movimento) e “Beat” (ritmo, som).
Nesta edição, a curadoria atravessa temas como tecnologias emergentes, sons globais,
ficções especulativas, pensamento ecológico, práticas colaborativas, cidades imaginadas e
outras formas de escuta e convivência. A principal novidade deste ano é a residência
artística internacional “Portos Conectados”, que reúne artistas brasileiros e britânicos em
uma criação transnacional. Realizada em parceria com a Foundation for Art and Creative
Technology (FACT), do Reino Unido, a iniciativa marca a primeira atuação internacional
estruturada do Kino Beat.
O 10º Festival Kino Beat é viabilizado por meio da Lei Rouanet e apresentado pela
Petrobras, e conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional
do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival
conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do
Estado do RS e realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo
brasileiro.

Serviço
Exposição Onirica ()
Videoinstalação do estúdio italiano fuse*, no 10º Kino Beat
Onde: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) – Praça da Alfândega, s/nº, Centro
Histórico, Porto Alegre
Abertura: Sábado (4/10), às 10h30
Visitação: Até 30 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h)
Entrada gratuita

Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do RGS

Texto: José Francisco Alves

A Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do Rio Grande do Sul como indissociáveis à herança e ao culto da epopeia farrapa (1835-1845). Desde pelo menos 1879 já havia essa tentativa, à vista da encomenda ao pintor Guilherme Litran para o retrato equestre do Gen. Bento Gonçalves. Em 1891, na Constituição Estadual, houve a previsão de um “monumento à memória de Bento Gonçalves e de seus gloriosos companheiros da cruzada de 1835”. Tal “ligação” das gerações subsequentes com os farroupilhas foi com o tempo sendo construída e instituída. E cada oportunidade, sempre com apoio de pinturas históricas, monumentos e celebrações, foi muito bem aproveitada pelos governantes em suas tentativas de inserção como “herdeiros” da estirpe farroupilha.

PÓRTICO DA EXPOSIÇÃO – Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia atribuída a Olavo Dutra/ Divulgação

Porto Alegre, a “Leal e Valorosa”, resistiu bravamente aos

cercos farroupilhas. Porém, já no Centenário da Revolução

(1935) estava impregnada pelo “espírito farroupilha” que todos os sul rio-grandenses passaram a encarnar. Assim, a cidade envolveu-se totalmente na realização de uma exposição fantástica, capitaneada pelo Comissário Geral da Exposição, o prefeito Alberto Bins. O comissariado foi integrado também por Mário de Oliveira (Secretário-Geral), A. J. Renner (Seção da Indústria), Dario Brossard (Pecuária) e Walter Spalding (Cultura).

Para o evento, ergueram-se na Redenção pavilhões temporários. O principal foi o Pavilhão da Indústria Rio-grandense, com nada menos que 230m de frente, 60de profundidade e 14.040m2 construídos. Entre os demais, os pavilhões da Indústria Estrangeira, Agricultura do RS, Inspetoria Federal das Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Centra do Brasil, Viação Férrea do RS e Departamento Nacional do Café. Dos estados, os pavilhões de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Pará.

Houve também inúmeros estandes de serviços, diversões e entretenimento, como o suntuoso Cassino. Todos os pavilhões foram realizados sob a mesma influência de linguagem arquitetônica, numa interessante utilização local do art déco, o estilo moderno que teve sua divulga-ção mundial em 1925, com a “Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes”, em Paris. Nesse sentido, destaca-se a articulação e a coordenação para que tal unidade estilística fosse orientada como o padrão da exposição farroupilha, dado que os projetistas dos pavilhões não foram os mes mos. À noite, os estandes e atrações possuíam uma iluminação de alto destaque, algo jamais visto na capital. Das demais construções, a mais icônica foi o pórtico monumental. Também foram edificados um auditório com concha acústica, restaurante, casa da vispora, “Casa do Gaúcho” e parque de diversões. Em frente à Rua Santana, havia o canódromo (corrida de cães).

Pavilhão Cultural da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – In Relatório de Alberto Bins 1936/ Divulgação

Também monumental, foi a exposição de animais de nossa agropecuária, uma “mini-Expointer” em plena Redenção. O Pavilhão Cultural foi reali-

zado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

Sua entrada dava-se diretamente pela Av. Osvaldo Aranha, com ingresso próprio. A seção de artes plásticas do pavilhão foi uma das maiores exposições de arte já realizadas em Porto Alegre. Somente na Seção de Pintura, participaram 780 trabalhos.

Aquele contexto do Centenário Farroupilha tomou conta da cidade, influindo na autoestima local, sendo o mais grandioso evento que Porto Alegre já teve, proporcionalmente, a considerar o tamanho da capital à época, com estimados 313.500 habitantes.

Nas comemorações de 1935 houve uma onda de monumentos, em grande número de municípios gaúchos. Para o ambiente do Campo da Redenção, na oportunidade batizado de Parque Farroupilha, também monumentos foram inaugurados. Infelizmente, este significativo legado em forma de arte encontra-se hoje semidestruído, em farrapos. A principal obra foi a estátua equestre de Bento Gonçalves, encomendada a Antonio Caringi.

Esse monumento, em 1940, foi transferido para a Av. João Pessoa, junto à Praça Piratini. Com os anos, paulatinamente esta obra, realizada na Alemanha os

bronzes, foi esquecida por autoridades e sociedade. Foi completamente abandonado, furtadas peças e emporcalhado: uma vergonha à memória farroupilha é o que resta do monumento dedicado aquele que foi um dos mais destacados sul rio-grandenses, o Gen. Bento Gonçalves.

Vista geral da Exposição do Centenário Farroupilha 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo – Fotografia da Casa do Amador/ Divulgação

A história da Exposição do Centenário Farroupilha encontra-se em exibição na Casa da Memória Unimed Federação/RS, com a exibição de fotografias dos pavilhões, maquete do pórtico, obras de artistas da organização do Pavilhão Cultural e outros itens relativos ao evento.

Pavilhão da Indústria Estrangeira 1935 – Foto do Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo atribuída à Foto Becker/ Divulgação

Também haverá mesa redonda sobre arquitetura e história, bem como uma visita orientada ao Parque Farroupilha. Trata-se de oportunidade de conhecer um evento que distancia-se no passado, é tratado com lendas e equívocos de interpretação e, por isso, precisa ser devidamente lembrado. Seu maior legado foi definitivamente fazer do Campo da Redenção um parque público, cujos primeiros elementos do anteprojeto de Alfred Agache, elaborado em 1928, foram construídos para a Exposição do Centenário Farroupilha.

O Pavilhão Cultural foi realizado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.

sábado A Exposição do Centenário Farroupilha

completa 90 anos

Encerramento da Exposição do Centenário Farroupilha em Relatório de Alberto Bins no ano de 1936

CP MEMÓRIA

 

“Exposição 90 de 35 – Arte,

História e Arquitetura na Exposição do Centenário Farroupilha

Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Bier-

mann Pinto.

Visitação de segundas a sex-

tas, das 13h às 18h. Até dia 24 de outubro.

Casa da Memória Unimed Federação/RS. rua Santa Tere-

zinha, 263,

Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

Vencedor do Prêmio Marcel Duchamp de 2023 – um dos prêmios mais prestigiados da arte contemporânea – o artista explora a intersecção entre memória, perda e transformação, refletindo sua história pessoal e, ao mesmo tempo, dialogando com a incerteza mais ampla de um mundo em transição. “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”, que será inaugurada no dia 30 de agosto, integra a programação dos 200 anos da relação bilateral França-Brasil, que acontece em 15 cidades

 

Até o final de dezembro será é realizada o Ano Cultural França-Brasil, acordo entre os governos dos dois países para a promoção de um conjunto de ações que celebram os 200 anos de suas relações diplomáticas, com atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São Luís, Teresina, João Pessoa e Macapá. A Fundação Iberê é a única instituição no Rio Grande do Sul a integrar a programação oficial com a primeira exposição do artista Tarik Kiswanson no país. Com curadoria de Jean-Marc Prévost, a mostra reúne um conjunto de obras em escultura, desenho e vídeo, destacando uma prática multidisciplinar fundamentada em noções de transformação e memória.

Kiswanson nasceu em 1986, em uma pequena cidade da Suécia, filho de pais palestinos que foram exilados de Jerusalém, primeiro para Trípoli e Amã, antes de, finalmente, se estabelecerem em Halmstad. Após uma década em Londres, onde estudou arte, mudou-se para Paris, onde vive e trabalha desde 2010. Ele tem quatro nacionalidades e fala e escreve em cinco idiomas.

Há mais de uma década, o artista vem explorando noções de desenraizamento, metamorfose e memória por meio de uma prática interdisciplinar – escultura, desenho, cinema, som, intervenções espaciais e poesia. Um legado de deslocamento e transformação permeia suas obras e é indispensável tanto para sua forma quanto para os modos de percepção que produzem. Embora mantenha um vínculo com o íntimo e o pessoal, o trabalho aborda preocupações universais e histórias sociais e coletivas de ruptura, perda e regeneração. Sua obra pode ser entendida como uma cosmologia de famílias conceituais interligadas, cada uma explorando variações de temas como refração, multiplicação, desintegração, levitação e polifonia a partir de uma linguagem própria. “Sou um imigrante de segunda geração e minha prática é inevitavelmente moldada por noções de deslocamento e transformação”, afirma.

Nas vinte obras que serão apresentadas na Fundação Iberê, Tarik Kiswanson transita entre o figurativo e o abstrato em sua contínua exploração do corpo, da história e da memória. A leveza de sua produção contrasta com o peso das histórias presentes nos objetos que utiliza.

Os primeiros trabalhos são, em grande parte, um processamento profundamente pessoal da sua própria história familiar. Esse envolvimento é evidente nas esculturas intituladas Recall [Recordação] (2020-2025). As peças retangulares, apoiadas diretamente no chão e que lembram lápides translúcidas e borradas, falam tanto de lembrança quanto de perda. Através de sua presença etérea, quase assombrosa, elas convidam os espectadores a contemplar não apenas a narrativa pessoal de Kiswanson, mas também experiências coletivas mais amplas dentro de histórias diaspóricas. Ao esbater as fronteiras entre o pessoal e o comunitário, essas esculturas evocam um senso de história compartilhada e de identidade coletiva.

A exposição se inicia com o vídeo The Fall [A Queda] (2020), uma obra contemplativa que mostra um garoto caindo lentamente para trás em uma sala de aula vazia. Em um estado de levitação entre o equilíbrio e o colapso, esse momento suspenso – ao mesmo tempo íntimo e desconcertante – reflete uma noção recorrente na obra de Kiswanson: a da criança no limiar da adolescência.

Nos desenhos intitulados The Window [A Janela] (2020-2025), o espectador se depara com uma pequena figura infantil emergindo de um fundo nebuloso, com o braço e a palma da mão estendidos em um gesto que pode significar distanciamento ou busca. Emocional e distante, íntimo e minimalista, o artista permite que o público mergulhe em seu universo.

Nas esculturas levitantes intituladas Nest [Ninho] (2020-2023) e Cradle [Berço] (2020-2024), formas imaculadamente brancas, semelhantes a casulos, sugerem o surgimento iminente da vida — um nascimento ou renascimento, evocando os grandes ciclos da natureza, mas que também podem ser vistas como locais de refúgio e abrigo. Sua mera presença física sugere uma força inerente capaz de quebrar hierarquias e perturbar a ordem estabelecida.

Os desenhos do artista aparecem ao longo da mostra. Alguns retratam crianças pairando no limiar da visibilidade, enquanto outros surgem como formas ovais borradas, lembrando nuvens ou núcleos de energia. Construídos a partir de sucessivas camadas de carvão, os desenhos refletem a contínua investigação da artista sobre o corpo e seu lugar no mundo: sua transformação, sua dissolução, sua ausência e sua renovação. Ao mesmo tempo materiais e metafísicos, eles evocam o conceito de opacidade de Édouard Glissant – uma influência formadora para o artista desde seus primeiros anos como estudante.

“Embora enraizada na experiência pessoal, a arte de Kiswanson transcende o autobiográfico para se envolver com dinâmicas mais amplas de memória coletiva e transmissão cultural. Suas obras atuam como veículos de lembrança – formas que carregam traços tanto de trauma quanto de regeneração. Ao fazê-lo, refletem sobre a condição humana como algo moldado não pela estabilidade, mas por uma negociação contínua entre passado e presente, eu e outro, presença e ausência”, enfatiza Prévost.

Sobre o curador

Jean-Marc Prévost é historiador da arte e curador-chefe do Patrimônio Cultural. Ocupou cargos importantes em renomadas instituições culturais e é reconhecido por seu trabalho curatorial em arte contemporânea. Foi Diretor do Musée d’Art Contemporain de Rochechouart e do Carré d’Art – Musée d’Art Contemporain e liderou projetos globais, incluindo a exposição comemorativa do 10º aniversário do Prêmio Marcel Duchamp.

SERVIÇO  
Exposição “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”
Curadoria: Jean-Marc Prévost (FR)
Onde: Fundação Iberê (Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal)
Abertura: 30 de agosto | Sábado | 14h
Visitação: até 1º de março de 2026 | Quinta a domingo, das 14h às 18h (última entrada) | Às quintas-feiras, a entrada é gratuita

Contato com a imprensa: Roberta Amaral
51 99431 94.29 | imprensa@iberecamargo.org.br

Site: iberecamargo.org.br
Instagram:@fundacaoibere

Doença de Alzheimer é tema de exposição da artista visual Graça Craidy

Mostra da artista visual gaúcha será aberta terça-feira, 2 de setembro, mês mundial de conscientização sobre esse transtorno neurodegenerativo, no Memorial do MPRS

A exposição “Saudade de mim – ensaio sobre a memória,” da artista visual Graça Craidy, apresenta 20 pinturas que abordam poeticamente as alterações de memória causadas pela Doença de Alzheimer. A mostra será aberta na terça-feira, 2 de setembro, mês mundial de conscientização sobre o Alzheimer, no Memorial do Ministério Público do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Obra “Saudade dos filhos”/ Divulgação

Os trabalhos criados pela artista retratam “as muitas ausências” causadas pela doença, principalmente em idosos, diz Graça. Nas suas representações, os personagens aparecem junto a elementos que aludem à memória perdida de situações positivas e afetivas que se transformam em saudade. Por exemplo, saudade de brincar, de ler, de amar, de casar, de jogar, de rir, de viajar, de falar.

Artista Graça Craidy – FOTO Kin Viana/ Divulgação

“Quem, principalmente na dita ‘melhor idade’, não tem medo dessa doença terrível? Confesso que tenho. É só não conseguir lembrar de alguma coisa, nomes de pessoas e de objetos, e já acende o sinal amarelo. Então decidi transformar o medo em arte. Quem sabe a arte me salva e ajuda também a salvar outras pessoas”, observa a artista de 74 anos.

Obra “Saudade de abraço”/ Divulgação

No dia 18 de setembro (quinta-feira), às 17h, acontecerá uma conversa sobre esse sério problema de saúde com a participação do psicanalista Abrão Slavutzky, da artista visual Zoravia Bettiol, do promotor de Justiça Marcos Ferraz Saralegui, do coordenador técnico do Memorial do MPRS, Gunter Axt, e da própria artista, com entrada gratuita.

Obra “Saudade dos filhos”/ Divulgação

 Grande desafio

Com o envelhecimento populacional, as doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer tornam-se um grande desafio à saúde pública e qualidade de vida dos portadores. A DA é uma desordem crônica, progressiva e irreversível, com causa desconhecida, cujas principais manifestações são a perda de memória e de autonomia, levando a prejuízos nas relações sociais e na cognição.

Obra “Saudade de Ogum”/ Divulgação

A doença acomete cerca de 5% dos indivíduos acima de 65 anos e embora os cientistas ainda não tenham descoberto a causa, sabe-se que os maiores fatores de risco são idade avançada e história familiar positiva.

No Brasil, onde há mais de 29 milhões de pessoas acima dos 60 anos, de acordo com o IBGE, acredita-se que quase 2 milhões de pessoas têm demências, das quais mais da metade são do tipo Alzheimer.

Obra “Saudade de amar”/ Divulgação

A proposta da artista Graça Craidy e do Memorial do MPRS é trazer à tona as grandes questões sobre esse tema que envolvem não apenas o doente, mas a família, os cuidadores, o grupo social, a sociedade, os cientistas, o Estado.

SERVIÇO

 O quê: Exposição Saudade de mim – ensaio sobre a memória, de Graça Craidy

Abertura2 de setembro (terça-feira), às 17h

 Visitação: até 26 de setembro, de segunda a sexta, das 9h às 18h

 Onde: Memorial do Ministério Público do RS (prédio histórico também conhecido como Forte Apache)

 Endereço: Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz), esquina da Rua Jerônimo Coelho. Centro Histórico de Porto Alegre

Entrada franca

Imagens das obras: Divulgação da artista

Plano Diretor é um pacto que todos devem fazer parte de sua construção.

Adeli Sell

A Prefeitura Municipal de Porto Alegre em seu sítio eletrônico ao apresentar o tema da REVISÃO DO PLANO DIRETOR nos diz que:
“Mais do que uma Lei, o Plano Diretor é um pacto entre a
sociedade, o Estado (enquanto entidade técnica que deve
trabalhar para concretizar o pacto) e os governos (atual e os que virão até 2030). Ele influi em questões como o tempo que gastamos para nos deslocar na cidade, a segurança, a qualidade de vida e a capacidade de prevenção a eventos climáticos extremos. E, para garantirmos a manutenção desse pacto ao longo da década, é fundamental que todos façam parte de sua construção.”

Neste mesmo espaço, os gestores locais sinalizam os passos que foram dados de 2016 até hoje, como as várias consultorias, mesmo não se pronunciando sobre seus resultados, reunião temáticas etc.
PACTO
Sim, não dá para negar que o resultado do Plano Diretor seja um pacto, já que tem um aval final do poder legislativo local, que deve ser a representação do todo da sociedade.
Mas para começar a realizar um pacto, como reza a lei para fazer e revisar o Plano ela tem que ter havido ampla e democrática participação popular.
A realização de uma audiência pública num sábado, com
decisão no dia anterior de sua suspensão pela Justiça e depois à noite uma decisão da cassação da decisão, numa verdadeira dança de canetas, não pode ser tida como a forma mais ampla e participativa para o povo.

Porto Alegre tem oito Regiões de Planejamento com seus
representantes eleitos pela participação popular, ampla ou não, mas tem.

Em nenhuma destas foi realizada uma atividade aberta em qualquer momento. Como somos uma sociedade que gira 24 horas por dia, as plenárias deveriam ser em horários diferentes para o povo poder
participar. Ademais, nenhuma atividade foi chamada par debater o que chamamos de corredores de desenvolvimento como o econômico, cultural e ecológico. Logo, mais uma falha. Logo, este tal pacto posto e falado pelos gestores locais deve ser questionado.

* Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito.