Categoria: Cultura-NOTAS

  • VIAVIDA celebra 10 anos do “Tour Gastronômico” com edição solidária na Famiglia Facin

    VIAVIDA celebra 10 anos do “Tour Gastronômico” com edição solidária na Famiglia Facin

    Tour Gastronômico/ Divulgação

    A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, associação sem fins lucrativos que atua há mais de duas décadas na conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, promove no dia 14 de janeiro, das 17h às 22h30, o Tour Gastronômico VIAVIDA, na Famiglia Facin – Casa Nápoles, localizada no Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre.

    O evento marca uma década do Tour Gastronômico, iniciativa que alia experiências gastronômicas à mobilização social, ampliando o diálogo com a comunidade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Ao longo desses 10 anos, o projeto consolidou-se como uma estratégia eficaz de sensibilização, aproximando o público de uma causa que salva vidas por meio de vivências acessíveis e significativas.

    Nesta primeira edição de 2026, parte da arrecadação será destinada à Pousada Solidariedade, sede da VIAVIDA, espaço voltado ao acolhimento de pessoas transplantadas e seus familiares durante o período de tratamento em Porto Alegre. A ação contribui diretamente para a manutenção do suporte oferecido pela instituição, que atende pacientes de diversas regiões do Estado.

    Para a presidente da VIAVIDA, Clarisa Garcez, o Tour Gastronômico reforça o compromisso da entidade em promover conscientização de forma humanizada. “A proposta é sensibilizar as pessoas, utilizando a gastronomia como ferramenta de informação e apoio a uma causa que transforma e salva vidas”, destaca.

    O evento também celebra 10 anos de parceria com a Famiglia Facin, reforçando o engajamento do setor gastronômico em iniciativas solidárias que fortalecem o trabalho da ONG. A colaboração ao longo da última década demonstra como ações conjuntas entre a sociedade civil e o setor privado podem gerar impacto social positivo e ampliar o alcance da mensagem sobre a importância da doação de órgãos.

    Mais informações estão disponíveis no Instagram da VIAVIDA: @viavidapro.

     Serviço:

    Tour Gastronômico

    Data: 14 de janeiro

    Horário: 17h às 22h30;

    Onde: Familia Facin, Casa Nápoles (Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre;

     Sobre a VIAVIDA:

     A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes é uma associação de caráter privado sem fins lucrativos, com finalidade educacional e assistencial, caracterizada como organização da sociedade civil (OSC). Sediada em Porto Alegre/RS, desde 1999, foi fundada oficialmente em 29 de junho de 2000.

    A associação já é reconhecida e premiada pelo trabalho social realizado através dos diversos projetos e ações realizadas, atualmente, por cerca de 70 voluntários. Iniciativas na área educativa sobre prevenção e cuidados com os órgãos e a saúde em geral, bem como sobre a doação de órgãos e tecidos do corpo, são o norte da instituição. A VIAVIDA também possui uma área assistencial, com a Pousada Solidariedade, dando hospedagem e apoio a pessoas doentes pré e pós-transplantes com prioridade a crianças e jovens, além de realizar a distribuição de cestas básicas a famílias vulneráveis de transplantados, residentes nesta Capital, melhorando e salvando muitas vidas.

  • Valter Sobreiro lança seu novo romance

    Para quem for do teatro ou gostar de literatura, há um bom programa nesta terça-feira (18/11), no saguão do Teatro Simões Lopes Neto, ao lado do Teatro São Pedro, em Porto Alegre: das 18 às 21 horas, o dramaturgo Valter Sobreiro Jr estará apresentando sua última produção, o romance “O Demônio a Ser Pago no Estúdio dos Fundos”, com foco na figura de Elis Regina.

    Simultaneamente, ele deverá apor sua rubrica no livro “6 Décadas de Teatro”, assinado por João Luis Pereira Ourique, organizador da fortuna crítica de Sobreiro, cuja obra foi analisada criticamente por acadêmicos da UFPel, da FURG e das federais do MT e do MS. Se tudo sair nos conformes, será uma tarde-noite de honra e glória para o gaúcho de 8…
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  • Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    A escritora Rosane Castro lança seu novo livro dirigido ao público infantil, Choveu no Quintal (Cena Produções Artísticas), neste domingo, dia 31 de agosto, às 15h, no Shopping do Vale, em Cachoeirinha. Inspirada nas enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a obra surge da delicada tarefa de transformar dor e tristeza em esperança, convidando crianças e famílias a dialogarem, de forma lúdica e sensível, sobre a força da natureza, o valor da solidariedade e a importância do cuidado com o meio ambiente.

    “Mais do que uma narrativa sobre o impacto das chuvas, a obra se apresenta como um gesto de amparo, imaginação e memória coletiva, buscando ressignificar o trauma e preservar a esperança através da literatura e da arte”, comenta Rosane Castro. Ela explica que o livro nasceu de uma necessidade urgente de acolhimento. Quando questionada sobre o que a inspirou a transformar uma tragédia coletiva em uma narrativa para crianças, Rosane compartilha:

    “No primeiro momento, diante da tragédia das enchentes, meu impulso foi o de colaborar de alguma forma. Percebi que, além das necessidades básicas de água e alimento, também havia uma carência de acolhimento emocional, especialmente para as crianças que estavam nos abrigos. Foi então que nasceu a ideia de criar o grupo ‘Histórias Solidárias”, uma rede de voluntários que levava livros e contação de histórias, criando um espaço de respiro e esperança em meio ao caos”, conta Rosane.

    “Ao mesmo tempo, observei que muitos materiais estavam sendo produzidos e compartilhados de maneira imediata, sem o tempo de maturação necessário para lidar com tamanha dor. Isso me tocou profundamente, pois senti que era preciso outro olhar: um olhar cuidadoso, que tratasse essa dor coletiva com delicadeza e sensibilidade”, explica a autora.

    Assim, surgiu o desejo de transformar a experiência coletiva em um livro voltado para as crianças, não como um relato brusco da tragédia, mas como uma narrativa lúdica, pedagógica e artística. “A obra busca ressignificar o trauma e oferecer às crianças e às famílias uma forma de dialogar com esse episódio doloroso a partir do afeto, da imaginação e da esperança”, resume a escritora.Entre memória e recomeço

    A narrativa também ecoa a experiência vivida pela própria autora em Cachoeirinha, sua cidade natal, que enfrentou os impactos do transbordamento do Rio Gravataí. Ali, entre perdas e incertezas, emergiram gestos de coragem, solidariedade e resiliência, especialmente das crianças que, mesmo em abrigos improvisados, foram capazes de recriar espaços de convivência e esperança.

    Entre as memórias que atravessam o livro está a cena de Josué, menino que, ao ser resgatado com a família em um barco, vê uma cachorrinha tentando sobreviver. Ao desejar salvá-la, reafirma um princípio que sustenta toda a narrativa: a vida não pode ser deixada para trás. Esse gesto, transformado em símbolo, inspira uma reflexão maior sobre a urgência de repensar nossa relação com a natureza e a necessidade de preservar a memória do ocorrido como aprendizado coletivo.

    SERVIÇO

    Lançamento e sessão de autógrafos do livro “Choveu no Quintal”

    Autora: Rosane Castro

    Ilustrações: Alejandra Giordano (Ilita)

    Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)

    Horário: 15h

    Local: Shopping do Vale – Av. Gen. Flores da Cunha, 4001 – Vila Bom Principio, Cachoeirinha/RS

    As primeiras 20 pessoas que enviarem EU QUERO no Instagram da autora receberão um exemplar durante o lançamento.

    Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc

    Apoio: Prefeitura de Cachoeirinha

    Realização: Cena Produções Artísticas, Ministério da Cultura – Governo Federal

    Rede social da artista: https://www.instagram.com/rosane_escritora/

  • Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

    Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

    Vencedor do Prêmio Marcel Duchamp de 2023 – um dos prêmios mais prestigiados da arte contemporânea – o artista explora a intersecção entre memória, perda e transformação, refletindo sua história pessoal e, ao mesmo tempo, dialogando com a incerteza mais ampla de um mundo em transição. “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”, que será inaugurada no dia 30 de agosto, integra a programação dos 200 anos da relação bilateral França-Brasil, que acontece em 15 cidades

     

    Até o final de dezembro será é realizada o Ano Cultural França-Brasil, acordo entre os governos dos dois países para a promoção de um conjunto de ações que celebram os 200 anos de suas relações diplomáticas, com atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São Luís, Teresina, João Pessoa e Macapá. A Fundação Iberê é a única instituição no Rio Grande do Sul a integrar a programação oficial com a primeira exposição do artista Tarik Kiswanson no país. Com curadoria de Jean-Marc Prévost, a mostra reúne um conjunto de obras em escultura, desenho e vídeo, destacando uma prática multidisciplinar fundamentada em noções de transformação e memória.

    Kiswanson nasceu em 1986, em uma pequena cidade da Suécia, filho de pais palestinos que foram exilados de Jerusalém, primeiro para Trípoli e Amã, antes de, finalmente, se estabelecerem em Halmstad. Após uma década em Londres, onde estudou arte, mudou-se para Paris, onde vive e trabalha desde 2010. Ele tem quatro nacionalidades e fala e escreve em cinco idiomas.

    Há mais de uma década, o artista vem explorando noções de desenraizamento, metamorfose e memória por meio de uma prática interdisciplinar – escultura, desenho, cinema, som, intervenções espaciais e poesia. Um legado de deslocamento e transformação permeia suas obras e é indispensável tanto para sua forma quanto para os modos de percepção que produzem. Embora mantenha um vínculo com o íntimo e o pessoal, o trabalho aborda preocupações universais e histórias sociais e coletivas de ruptura, perda e regeneração. Sua obra pode ser entendida como uma cosmologia de famílias conceituais interligadas, cada uma explorando variações de temas como refração, multiplicação, desintegração, levitação e polifonia a partir de uma linguagem própria. “Sou um imigrante de segunda geração e minha prática é inevitavelmente moldada por noções de deslocamento e transformação”, afirma.

    Nas vinte obras que serão apresentadas na Fundação Iberê, Tarik Kiswanson transita entre o figurativo e o abstrato em sua contínua exploração do corpo, da história e da memória. A leveza de sua produção contrasta com o peso das histórias presentes nos objetos que utiliza.

    Os primeiros trabalhos são, em grande parte, um processamento profundamente pessoal da sua própria história familiar. Esse envolvimento é evidente nas esculturas intituladas Recall [Recordação] (2020-2025). As peças retangulares, apoiadas diretamente no chão e que lembram lápides translúcidas e borradas, falam tanto de lembrança quanto de perda. Através de sua presença etérea, quase assombrosa, elas convidam os espectadores a contemplar não apenas a narrativa pessoal de Kiswanson, mas também experiências coletivas mais amplas dentro de histórias diaspóricas. Ao esbater as fronteiras entre o pessoal e o comunitário, essas esculturas evocam um senso de história compartilhada e de identidade coletiva.

    A exposição se inicia com o vídeo The Fall [A Queda] (2020), uma obra contemplativa que mostra um garoto caindo lentamente para trás em uma sala de aula vazia. Em um estado de levitação entre o equilíbrio e o colapso, esse momento suspenso – ao mesmo tempo íntimo e desconcertante – reflete uma noção recorrente na obra de Kiswanson: a da criança no limiar da adolescência.

    Nos desenhos intitulados The Window [A Janela] (2020-2025), o espectador se depara com uma pequena figura infantil emergindo de um fundo nebuloso, com o braço e a palma da mão estendidos em um gesto que pode significar distanciamento ou busca. Emocional e distante, íntimo e minimalista, o artista permite que o público mergulhe em seu universo.

    Nas esculturas levitantes intituladas Nest [Ninho] (2020-2023) e Cradle [Berço] (2020-2024), formas imaculadamente brancas, semelhantes a casulos, sugerem o surgimento iminente da vida — um nascimento ou renascimento, evocando os grandes ciclos da natureza, mas que também podem ser vistas como locais de refúgio e abrigo. Sua mera presença física sugere uma força inerente capaz de quebrar hierarquias e perturbar a ordem estabelecida.

    Os desenhos do artista aparecem ao longo da mostra. Alguns retratam crianças pairando no limiar da visibilidade, enquanto outros surgem como formas ovais borradas, lembrando nuvens ou núcleos de energia. Construídos a partir de sucessivas camadas de carvão, os desenhos refletem a contínua investigação da artista sobre o corpo e seu lugar no mundo: sua transformação, sua dissolução, sua ausência e sua renovação. Ao mesmo tempo materiais e metafísicos, eles evocam o conceito de opacidade de Édouard Glissant – uma influência formadora para o artista desde seus primeiros anos como estudante.

    “Embora enraizada na experiência pessoal, a arte de Kiswanson transcende o autobiográfico para se envolver com dinâmicas mais amplas de memória coletiva e transmissão cultural. Suas obras atuam como veículos de lembrança – formas que carregam traços tanto de trauma quanto de regeneração. Ao fazê-lo, refletem sobre a condição humana como algo moldado não pela estabilidade, mas por uma negociação contínua entre passado e presente, eu e outro, presença e ausência”, enfatiza Prévost.

    Sobre o curador

    Jean-Marc Prévost é historiador da arte e curador-chefe do Patrimônio Cultural. Ocupou cargos importantes em renomadas instituições culturais e é reconhecido por seu trabalho curatorial em arte contemporânea. Foi Diretor do Musée d’Art Contemporain de Rochechouart e do Carré d’Art – Musée d’Art Contemporain e liderou projetos globais, incluindo a exposição comemorativa do 10º aniversário do Prêmio Marcel Duchamp.

    SERVIÇO  
    Exposição “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”
    Curadoria: Jean-Marc Prévost (FR)
    Onde: Fundação Iberê (Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal)
    Abertura: 30 de agosto | Sábado | 14h
    Visitação: até 1º de março de 2026 | Quinta a domingo, das 14h às 18h (última entrada) | Às quintas-feiras, a entrada é gratuita

    Contato com a imprensa: Roberta Amaral
    51 99431 94.29 | imprensa@iberecamargo.org.br

    Site: iberecamargo.org.br
    Instagram:@fundacaoibere

  • Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

    Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

    Guilherme Roman, de 31 anos, desponta como um dos poucos autores de música sacra para coro no RS. “Sacrum Novum” ocorre no dia 20 de julho, às 17h. Entrada gratuita

    No dia 20 de julho (domingo), às 17h, Guilherme Roman apresenta seu trabalho como compositor de músicas sacras para coro na Comunidade Evangélica Luterana Cristo“Sacrum Novum” traz sete peças escritas entre 2018 e 2024, duas delas inéditas, incluindo textos extraídos do breviário romano.

    Guilherme Roman. Foto: @vitoriaproenca/ Divulgação

    concerto é formado por cerca de 38 cantores. Uma parte do repertório conta com coro masculino, cantando a quatro e cinco vozes, e a outra apresenta uma missa de pouco mais de 20 minutos dividida em seis partes, cantada por coro misto e solista.

    Membro da Companhia de Ópera do RS (CORS), Guilherme é formado em Canto e em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como compositor, teve várias de suas músicas apresentadas por grupos como Coral da UFRGS, Madrigal Nestor Wennholz, Grupo Cantabile, Donna Voce, entre outros.

    SERVIÇO
    “Sacrum Novum” – Música para coro a capela
    Quando:
     20 de julho | Domingo | 17h
    Onde: Comunidade Evangélica Luterana Cristo (Avenida Presidente Roosvelt, 730 – Bairro São Geraldo)
    Entrada gratuita

  • O escritor José Alberto Silva desafia o silêncio sobre a história negra de Porto Alegr

    O escritor José Alberto Silva desafia o silêncio sobre a história negra de Porto Alegr

    O autor José Roberto Silva / Divulgação

    Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, que será lançado no dia 26 de maio, às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, marca a estreia do escritor José Alberto Silva, aos 78 anos. Reunindo poesias, crônicas, cartas e homenagens, a obra atravessa o tempo e o espaço para tecer memórias afetivas e coletivas, sobre a Cidade de Porto Alegre — especialmente a partir de vivências nos  territórios negros apagados da história oficial, como o Areal da Baronesa e a Colônia Africana.

    A iniciativa é financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura do RS. A realização é da Frente Negra Gaúcha, por meio do selo FNG Editorial, com idealização e coordenação editorial da produtora cultural, Silvia Abreu, curadoria de Camila Botelho e projeto gráfico assinado por Maria Helena dos Santos.

    O autor entrega ao público mais do que literatura: oferece testemunho e, sobretudo, reparação. Em um País que segue negligenciando a produção intelectual negra, o livro surge como um ato político e poético tardio — porém urgente.

     

    “Lançar este livro é um ato de amor à comunidade negra, um resgate de vivências, dores e ideias que, embora muitas vezes não valorizadas, são compartilhadas por muitas pessoas. A obra reforça que não estamos sós e convida à união, ao respeito e ao trabalho coletivo”, afirma o autor, que escreveu por décadas sem publicar, colecionando textos que hoje encontram o mundo e ganham vida.

    Uma voz que atravessa gerações

    José Alberto cresceu entre rodas de conversa na casa da família, localizada na esquina da Lopo Gonçalves com a José Alfredo (antiga rua da Margem) — um verdadeiro ponto de encontro da comunidade negra. A residência, animada pela irmã Neura Regina (1946-2012), pianista concertista, era palco de festas, casamentos e debates políticos.

     

    Em meio à história que via acontecer diante de si — como a articulação para a celebração do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro — ele começou a registrar cenas da vida, ainda na infância, escrevendo bilhetes, poemas e reflexões sempre que encontrava espaço, inclusive no banheiro, nas madrugadas, já que a casa cheia, com oito irmãos, não lhe permitia silêncio.

     

    “Desde os sete, oito anos, escrevia como uma forma de organizar as ideias. Era meu jeito de existir.”

     

    Ao longo dos anos, acompanhou a transformação da cidade e o enfraquecimento da memória negra. Viu de perto a expulsão das famílias negras da Ilhota, território negro que vive, desde 1900, apagamentos e transformações da cidade, em nome da “modernização urbana”, o racismo travestido de cordialidade e a ausência quase total de pessoas negras nos espaços de poder.

     

    “Aquele lugar era feito de encontros, de música e de reconciliações. Hoje, o nome mudou, a história sumiu — mas está aqui, nas minhas palavras.”

     

    Literatura como testemunho e resistência

    Com textos que mesclam lirismo, crítica social e oralidade, Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras apresenta uma prosa visceral que transita entre o erótico e o espiritual, entre o cotidiano e o simbólico — surpreendendo pela liberdade estilística e pela densidade emocional.  No prefácio do livro, Lucas Roxo, filósofo e professor, destaca que a poesia é para o autor a linguagem do encontro consigo mesmo, como expressa no poema “amiga secreta e perfumência … Assinarei a confissão de que te amei a duras penas. Percebi, afinal, que a diferença entre o silêncio e a mensagem, ou entre a realidade e o sonho, é ela, perfumente, a Poesia!

     

    Ao revisitar memórias, José Alberto homenageia familiares, amigos e lideranças negras que marcaram sua trajetória. Nestes momentos, a poesia se reveste de crítica social.

     

    Em “novos capacetes … despertam, à força, de um pesadelo lembrados de ancestrais. … Com capacetes de ferro e pólvora rasgam suas fantasias de igualdade para jogar fogo aos racistas!”, e de memórias das dores do passado sentidas ainda hoje: “Quero vivo esse meu grito! … Subi morros e desci sentindo dores que não vivi. … Sinto dores ancestrais que não vivi.” 

     

    A religiosidade é um fio condutor que atravessa a obra de José Alberto, revelando sua profunda conexão com o sagrado afro-brasileiro e a ancestralidade. Seus poemas dialogam com os orixás, buscam respostas no Orum e encontram luz mesmo nas encruzilhadas.

     

    Em Omolu, o poeta escreve: “Perguntei a Omolu (meu professor): que fazer do que me resta de Luz?”, e a resposta o conduz à humildade e ao serviço. Já em Hino à melodia, ele afirma com firmeza: “Com meu coração feito de aço, aos orixás ainda me igualo …. Já que o Orum é logo ali”. Essa espiritualidade não é recurso estilístico — ela pulsa como fundamento de existência, abrindo caminhos, protegendo memórias e iluminando sua escrita com axé.

     

    A obra também convida à reflexão e à empatia. Em tom confessional e intimista, o autor se revela diante do leitor:

     

    “Voltam à superfície da terra, desenterram-se com as próprias mãos os meus irmãos, parentes e amigos sepultados com raiva numa chuvosa mina de cominações.” — crônica “Café com Chuva”

     

    “Não há alternativas fora da ideia de acreditar, que podemos iluminar o espírito do mundo a partir da chave de um ou de vários amores.” — poema “Acreditar”

    O livro será utilizado em práticas de biblioterapia, rodas de conversa e projetos voltados ao público 60+,  como forma de inspirar outras narrativas que permanecem invisibilizadas. “Quantas histórias daríamos conta de narrar se tivéssemos espaço para isso?”, provoca Camila Botelho, curadora da obra.

    O material estará disponível em formato acessível, com versão em audiolivro em www.frentenegragaucha.com.br. As sessões de biblioterapia contam com recursos de interpretação em Libras, ampliando o acesso ao conteúdo a pessoas surdas (mais informações no “Serviço”). As datas e os locais estão sendo divulgados no site www.frentenegragaucha.com.br.

    Um almanaque que reflete a cidade

    A estrutura de Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, com múltiplos gêneros — poesia, crônica, memória e homenagem — foi pensada como um verdadeiro “almanaque anárquico”, como define o autor. É um livro de resistência, lirismo e crítica social.

    Inspirado por nomes como Oliveira Silveira (1941–2009)Paulo Ricardo Moraes, Jaime Silva, Cuti, Jorge Froes, Ronald Augusto, José Alberto tem como sua mais remota inspiração a mãe.  O autor busca inspirar novas  gerações a reconhecerem sua própria história e identidade.

    “Minha mãe viveu 100 anos. Escrever é, também, fazer justiça a ela, à minha história, à nossa gente.”

    Sobre o autor

    José Alberto Silva nasceu em 12 de novembro de 1947, em Porto Alegre (RS). Carrega em sua trajetória os saberes herdados da oralitura familiar e da tradição negra gaúcha — elementos que alimentam sua escrita e sua atuação política.

    Sua formação em negritude não veio das universidades, mas das vivências marcadas pelos bairros históricos do Areal da Baronesa e da Colônia Africana, dos terreiros, dos salões comunitários e da luta diante do olhar atento às ausências e apagamentos da história oficial.

    É membro fundador da Frente Negra Gaúcha (FNG), entidade dedicada à promoção do negro gaúcho. É sócio remido da Sociedade Floresta Aurora, tradicional entidade negra da Capital, onde exerceu diferentes funções ao longo das décadas. Foi, também, membro fundador do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene) e, atualmente, colabora como colunista do portal Litoralmania, do Correio Braziliense e é articulista da FNG.

    FICHA TÉCNICA:

    Título: Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras (FNG Editorial)

    Autoria: José Alberto Silva

    Prefácio: Lucas C. Roxo

    Pósfacio: Maria Cristina Ferreira dos Santos

    Orelha: João Carlos Almeida dos Santos

    Obra de capa: Fernando Baril

    Projeto gráfico, diagramação e capa: Maria Helena dos Santos

    Revisão: Jésura Lopes Chaves

    Produção editorial: Ideograf Gráfica e Editora Gaúcha

    Planejamento cultural, coordenação editorial e gestão financeira: Silvia Mara Abreu

    Pesquisa: José Alberto Santos da Silva

    Curadoria/Bibliotecária: Camila Botelho Schuck

    Audiodescrição: Mil Palavras

    Intérprete de Libras: Vânia Rosa da Silva

    Assessoria de Imprensa e Gestão de Redes Sociais: Paula Martins

    Gestão Contábil: Marieri Gazen  Braga

    Fotografia: Marcos Pereira “Feijão”

    Realização: Frente Negra Gaúcha

    Presidente: Vanessa Mulet

    Ano de publicação: 2025

    Número de páginas: 180

    ISBN:  978-65-01-39761-0

    FINANCIAMENTO:

    Esta obra foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

     

  • Projeto Proseando em Tupi contempla  escolas de Viamão  com material sobre povos originários do Brasil

    Projeto Proseando em Tupi contempla escolas de Viamão  com material sobre povos originários do Brasil

     

    Proseando em Tupi_material pedagógico para crianças com palavras dos povos originários. Foto Poliana Peres/ Divulgação

    Iniciativa, realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo Pró-Cultura RS, será lançada oficialmente nesta quinta-feira (3), durante atividade formativa destinada a professores e orientadores 

    Com o objetivo de valorizar a importância da língua Tupi como patrimônio cultural imaterial, o projeto Proseando em Tupi irá contemplar dez escolas públicas de Viamão com uma ferramenta de alfabetização voltada a estudantes das séries iniciais do Ensino Fundamental. O lançamento oficial do projeto ocorre nesta quinta-feira (3) e contará com entrega gratuita do material lúdico e pedagógico, durante atividade formativa destinada a professores e orientadores das instituições, que acontece, das 18h às 20h, no Colégio Estadual Cecília Meireles (rua Alcides Maia, 390 – Centro de Viamão). A Iniciativa conta com recursos da Lei Complementar nº 195/2022 do Ministério da Cultura, repassados pela Sedac/RS, via Lei Paulo Gustavo Pró-Cultura RS.

    Formado por um jogo de tabuleiro, com baralhos de cartas que apresentam palavras dos povos originários do Brasil associadas a imagens representativas (de animais, plantas, alimentos, entre outros), a ferramenta foi elaborada para ser aplicada em salas de aula do 1º e 2º ano (para grupos com quatro crianças, em média).  A proposta tem como objetivo viabilizar que os pequenos se conscientizem, resgatem e reconheçam a procedência de palavras indígenas, a partir do desenvolvimento de habilidades de expressão corporal e de fluência leitora. Para isso, o material utiliza como vocabulário as palavras incorporadas do Tupi à Língua Portuguesa Brasileira, de forma contextualizada com a flora e a fauna presentes no território nacional.

    Todas as dez instituições contempladas são escolas da rede de ensino público estadual, localizadas na cidade de Viamão (Açorianos, Airton Sena, Alcebíades Azeredo dos Santos, Canquirine, Cecília Meireles, Cecília Flores, Farroupilha, Minuano, Nísia Floresta e Rui Barbosa). “Inicialmente, nossa proposta era a de entregar os tabuleiros e realizar a formação de professores da rede municipal; no entanto, não houve interesse por parte da prefeitura da cidade e – com a autorização da Sedac – a iniciativa foi remanejada para alunos de escolas mantidas pelo Estado”, explica o produtor executivo e assessor artístico-pedagógico do projeto, Giancarlo Carlomagno.

    A atividade formativa desta quinta-feira será considerada como horas trabalhadas aos participantes das escolas e será ministrada pela equipe integrante do projeto Proseando em Tupi, (contando com um intérprete de Libras) apresentando propostas didáticas para as áreas de Educação Artística, Alfabetização e Ciências da Natureza. Durante a formação sobre o uso do jogo em sala de aula e suas potencialidades no ensino interdisciplinar para as práticas de alfabetização, serão distribuídos – ao todo – 45 exemplares do material (somando uma média de quatro a cinco kits por escola). Para facilitar o treinamento, os professores e orientadores já receberam acesso a um e-book em PDF (mantido na nuvem do projeto) para que pudessem estudar a ferramenta e entender, antecipadamente, como o jogo funciona.

    Embasado em conceitos teóricos da Pedagogia, com a orientação da professora Jaqueline Gomes Nunes, o projeto Proseando em Tupi é uma realização da empresa Diana Manenti Produção e Arte. Idealizada pela pedagoga e psicopedagoga Brenda Rosana Goulart, a iniciativa contou com distintas fases de execução: em agosto de 2024, foi realizado um playtest do protótipo do jogo com três professores voluntários, todos profissionais da Educação Básica; seguido por ajustes sugeridos pelos participantes e, após, a inclusão de recursos de acessibilidade (previstos originalmente pelo cronograma do trabalho). Realizada pelo Coletivo de Acessibilidade Criativa, esta última etapa incluiu a produção de dois baralhos com texturas distintas (para cada jogo), que podem ser diferenciados por crianças com deficiência visual, além de áudio disponibilizado em nuvem, para que os professores possam aplicar recursos de audiodescrição, quando necessário.

    Com distintas propostas didáticas (organizadas conforme gradação de dificuldade) o material engloba, ainda, diferentes níveis de escrita e leitura. Além dos kits com os jogos de tabuleiro, as escolas também receberão manuais para professores e mediadores, a fim de que seja possível auxiliar no entendimento da ferramenta pelas crianças. “Durante o playtest realizado em agosto do ano passado, constatamos que não há impedimento de que o material seja utilizado por uma possível falta de conhecimento prévio”, pondera Brenda. “Também o vocabulário está adequado para a faixa etária destinada”, avalia a idealizadora. Segundo ela, o jogo é “divertido e rápido”, com coleta de itens ao longo do percurso. “Este material é uma potência para a aprendizagem de conceitos por parte do estudante, já que promove interação”, emenda.

     

    Proseando em Tupi

    Ficha técnica:

    Idealização e assessoria pedagógica: Brenda Rosana Goulart

    Realização: Diana Manenti Produção e Arte

    Produção executiva/ ass. artístico-pedagógica: Giancarlo Carlomagno

    Assessoria pedagógica: Jaqueline Gomes Nunes

    Consultoria em acessibilidade: Coletivo de Acessibilidade Criativa

    Social Media e fotografia: Poliana Peres

    Design gráfico: Willian Nunes Ferreira

    Vídeos e edição audiovisual: Pedro Clezar

    Intérprete de Libras: Lucas Terres Rocha

    Assessoria de imprensa: Adriana Lampert

     

  • Wander Wildner lança “Diversões Iluminadas” nas plataformas digitais e dá início à turnê

    Wander Wildner lança “Diversões Iluminadas” nas plataformas digitais e dá início à turnê

    Um dos artistas mais presentes no cenário cultural do RS e do Brasil, Wander Wildner se prepara para o lançamento de seu novo álbum, Diversões Iluminadas, dia 3 de abril em todas as plataformas digitais, com direito a turnê de shows pelo país, começando por Porto Alegre, no Teatro de Câmara Túlio Piva. O álbum apresenta doze versões de clássicos atemporais, que vão de Bob Marley a Iggy Pop, passando por Caetano Veloso e Ednardo, em um verdadeiro almanaque de músicas que formaram a identidade de Wander Wildner e estão presentes em suas experiências pessoais e culturais. Diversões Iluminadas foi produzido por Rust Machado, jovem músico gaúcho de rara sensibilidade e criatividade, que há dez anos acompanha Wander em estúdios e nos palcos.

    No show de lançamento, no dia 3 de abril, às 21h, Wander sobe ao palco acompanhado por Rust Machado na guitarra, Clauber Scholles no baixo, Rika Barcellos na bateria e Gabriel Guedes na guitarra. No repertório, além das músicas do disco, outras versões gravadas por Wander ao longo de sua extensa e movimentada carreira, entre elas, Um lugar do caralho, Amigo Punk, I believe in miracles e Candy, além dos clássicos de sua autoria, como Bebendo vinho, Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo e Rodando el mundo.

    Em Diversões Iluminadas Wander Wildner reafirma sua importância no cenário musical brasileiro. O novo disco promete agradar aos fãs de longa data e também conquistar novas gerações, provando que a arte continua a ser uma poderosa ferramenta de expressão. Juntamente com o álbum, Wander Wildner lança também o livro de mesmo nome, onde conta como foi o processo de criação de cada uma das versões.

    O álbum abre com a poderosa Redemption Song, de Bob Marley, que ganhou versão em português, ressoando uma mensagem de liberdade que sempre permeou a obra de Wander. Em seguida, The Killing Moon, do Echo & The Bunnymen, é reinterpretada, também em português, com a intensidade que caracteriza o som desse artista único, mostrando como a música pode transcender o tempo. Entre os destaques, Um Índio de Caetano Veloso ganha nova vida na voz de Wildner, trazendo à tona questões sociais e espirituais que ele carrega em sua alma. Já True

    Love Will Find You in the End, de Daniel Johnston, é uma declaração de amor e esperança, perfeita para sua sensibilidade. Mas com certeza, transpor a poética de Simple Twist of Fate, do mestre Bob Dylan para a língua de Camões é uma mostra de que esse ‘punkbrega’ continua com a mente afiada e nos encantando cada vez mais. Com Dê um Rolê dos Novos Baianos e Sangue Latino dos Secos & Molhados, o álbum segue homenageando a rica história da música brasileira, descortina a versatilidade de Wander, mesclando diferentes estilos. A inclusão de Times Like These do Foo Fighters e Beside You de Iggy Pop, revela sua admiração pelo verdadeiro punk rock, traduzindo essas influências em um som que é essencialmente seu.

     

    Diversões Iluminadas é mais do que um álbum de versões, são reinterpretações de memórias e vivências que definiram a carreira de Wildner. Em Terral, de Ednardo, Wander reforça seu amor pelo mar e a vida na natureza, e em John Lennon is my Jesus Christ, da Buzzard Buzzard Buzzard, banda inglesa do novo milênio, ele flerta novamente com a espiritualidade e a busca por sentido, temas recorrentes em sua obra. Fechando o disco, Pra Viajar no Cosmos não Precisa Gasolina de Nei Lisboa, é um convite à reflexão sobre o universo, mostrando a essência de um artista que continua buscando expandir seus horizontes.

     

    Diversões Iluminadas é um lançamento YEAH/CDBABY e estará disponível nas plataformas digitais a partir do dia 3 de abril. Já o livro, poderá ser adquirido nos shows da turnê ou pelo whats (51) 99799.1900.

     

    DIVERSÕES ILUMINADAS – shows de lançamento

    3 de abril, quinta, às 21h – Porto Alegre

    Teatro de Câmara Túlio Piva – Rua da República 575 – Porto Alegre

    Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/102884/d/301903/s/2060585

    4 de abril, sexta, às 22h – Viamão

    Beerbox Cantegril – Av. Sen. Salgado Filho 6614 – Viamão

    Ingressos: https://organizador.sympla.com.br/painel-do-evento?id=2826493

    5 de abril, sábado, às 22h – Novo Hamburgo

    O Lorde Bar – Av. Gal. Daltro Filho 1090 – Novo Hamburgo

    Ingressos: https://olordebar.pagtickets.com.br/rs-rock-ed11-wander-wildner-alemao-ronaldo__14404/

    6 de abril, domingo, às 21h – Canoas

    London Music Pub – Rua doutor Barcelos 1350 – Canoas

    Ingressos: https://organizador.sympla.com.br/painel-do-evento?id=2849247

    *Diversões Iluminadas estará em todas as plataformas digitais a partir de 3 de abril

    *Para adquirir o livro: nos shows de lançamento ou pelo telefone/whats (51) 99799.1900

     

     

     

  • Livro se debruça sobre a vida e a obra de Trindade Leal (1927-2013)

    Dia 5 de abril, sábado, às 10h, na Casa da Memória Unimed Federação RS, Rua Santa Terezinha, 263, em Porto Alegre, faremos o lançamento do livro Trindade Leal – moderno fronteiriço, no mesmo local da retrospectiva do artista, homônima ao livro, com cercas de 100 peças.

    O autor do livro e curador da retrospectiva é José Francisco Alves. Entre outros livros seus, as monografias de artistas: curadoria e livro sobre vida e obra de Amilcar de Castro, “Amilcar de Castro – Uma Retrospectiva” (2005, Bienal do Mercosul) e “Stockinger – Vida e Obra” (2012, Multiarte).

    Quem foi

    Geraldo Trindade Leal, nascido em Sant’Ana do Livramento (1927), cidade gaúcha limítrofe do Brasil com o Uruguai, foi um dos precursores do modernismo no Rio Grande do Sul. Criança, foi educado em Porto Alegre e São Paulo (Colégio Dante Alighieri). Sua formação artística em Porto Alegre foi autodidata, eis que foi recusado de ingressar no Instituto de Belas Artes do RS, pelos acadêmicos. Voltou a São Paulo e foi onde sua carreira profissional começou, no 1.º Salão Paulista de Arte Moderna, em 1951. A partir de 1952, começou suas andanças, do litoral fluminense à Salvador. Na Bahia, trabalhou com Mário Cravo Júnior (1923-2018). Lá, observou que os temas regionais estavam representados na arte moderna baiana. Quando voltou ao Rio Grande do Sul, mergulhou na cultura gaúcha, a partir da vivência na Fazenda Olaria, de parentes no interior de Livramento, pautando seus temas gauchescos na pintura e no desenho.

    Além dos temas regionais gauchescos, foram diversas as suas fases. Entre elas, o erotismo, as temáticas fantásticas – como a famosa série “Lobisome” – e o lirismo de suas memórias de infância; esta última, sua maior produção em tempo e número de obras, entre princípios da década de 1970 até o seu falecimento, em 2013, na cidade de Cruz Alta, quando estava aos cuidados da filha.

    Suas mais importantes participações e atividades foram em São Paulo, entre 1951 e cerca de 1970, estando ligado a exposições, eventos e atividades com instituições a exemplo da Bienal de São PauloPrêmio Leirner de Arte ContemporâneaMuseu de Arte Moderna de São PauloFAAP e TV Tupi. Nessa emissora, por exemplo, durante 1960, trabalhou diariamente na confecção dos cenários dos programas musicais, que eram transmitidos ao vivo. O acervo fotográfico sobre esta atividade de Trindade Leal, incluído no livro, é um raríssimo registro da história da TV brasileira.

    Trindade Leal realizou individuais na Oxumaré (Salvador), no IBEU (RJ), Museu de Arte Moderna de Florianópolis, MARGS e MASP, entre outros locais.

    O local do lançamento do livro é a Casa da Memória Unimed Federação/RS. Trata-se de um espaço criado em 2019 para atividades artísticas e culturais. As exposições mais recentes têm focado na história da arte do Rio Grande do Sul, sob curadoria de José Francisco Alves, com retrospectivas de nomes históricos, como Pedro Weingärtner* (1853-1929), José Lutzenberger (1882-1951) e Nelson Boeira Faedrich* (1912-1994). E agora, com Trindade Leal. A exposição seguinte será do italiano, inicialmente radicado em São Paulo, Angelo Guido* (1893-1969). *Curadas conjuntamente com Marco Aurélio Biermann Pinto.

    O livro, realizado sem recursos públicos, tem tiragem reduzida e poderá ser encontrado também on-line, a R$ 150,00:

    Amazon

    https://www.amazon.com.br/dp/6599726240

    Estante Virtual

    https://www.estantevirtual.com.br/sebos-e-livreiros/ponto-arte?sellerId=1006016

    vida Amostra do Livro TRINDADE LEALvida Amostra do Livro TRINDADE LEALA mostra Trindade Leal – Moderno Fronteiriço estará em exibição nos horários da Casa da Memória, em Porto Alegre-RS, até dia 3 de maio, de segundas a sextas, das 13h às 18h. Em sábados, abrirá para o lançamento (5 de abril) e no dia do encerramento da exposição, 3 de maio.

  • Convite para o encerramento da mostra “Trajetória: Nelson Boeira Faedrich”

    Convite para o encerramento da mostra “Trajetória: Nelson Boeira Faedrich”

     

    O curador de arte José Francisco Alves está fazendo um convite:

    “Este sábado, 15 de março, às 10h, vamos fazer uma conversa de encerramento da mostra:

    Trajetória: Nelson Boeira Faedrich

    Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Biermann Pinto

    Local: Casa da Memória Unimed Federação/RS

    Rua Santa Terezinha, 263 – Bairro Farroupilha (quase esquina Av. Venâncio Aires).

    Evento gratuito, sem inscrições, há acessibilidade universal, o espaço cultural possui jardim externo e as áreas internas são climatizadas.

    Vamos apresentar, como uma conversa, imagens e informações sobre as novidades que a pesquisa apurou a respeito da enorme produção do artista – cuja investigação ainda não se encerrou e que resultará em um livro.

    Não apenas sobre a pintura do artista, mas também sobre as epopeias editoriais que foram os livros Lendas do Sul (1953/1974) e Contos Gauchescos (1983), ilustrados por ele, além de descobertas interessantes de sua carreira, especialmente sobre sua produção no Correio do Povo (1932-1935 e 1969-1974).

    Conversaremos, ainda, sobre a até então desconhecida participação de Faedrich, com destaque, em uma exposição internacional de pôsteres (cartazes), realizada em Nova Iorque (1941) e Washington (1942), organizada pela célebre curadora de artes gráficas americana Mildred Constantine (1913-2008).

    Em breve sairá um e-book com muito mais informações e imagens que aquelas que foram possíveis inserir no catálogo impresso (44 p.), lançado em 25 de janeiro.”