Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

Vencedor do Prêmio Marcel Duchamp de 2023 – um dos prêmios mais prestigiados da arte contemporânea – o artista explora a intersecção entre memória, perda e transformação, refletindo sua história pessoal e, ao mesmo tempo, dialogando com a incerteza mais ampla de um mundo em transição. “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”, que será inaugurada no dia 30 de agosto, integra a programação dos 200 anos da relação bilateral França-Brasil, que acontece em 15 cidades

 

Até o final de dezembro será é realizada o Ano Cultural França-Brasil, acordo entre os governos dos dois países para a promoção de um conjunto de ações que celebram os 200 anos de suas relações diplomáticas, com atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São Luís, Teresina, João Pessoa e Macapá. A Fundação Iberê é a única instituição no Rio Grande do Sul a integrar a programação oficial com a primeira exposição do artista Tarik Kiswanson no país. Com curadoria de Jean-Marc Prévost, a mostra reúne um conjunto de obras em escultura, desenho e vídeo, destacando uma prática multidisciplinar fundamentada em noções de transformação e memória.

Kiswanson nasceu em 1986, em uma pequena cidade da Suécia, filho de pais palestinos que foram exilados de Jerusalém, primeiro para Trípoli e Amã, antes de, finalmente, se estabelecerem em Halmstad. Após uma década em Londres, onde estudou arte, mudou-se para Paris, onde vive e trabalha desde 2010. Ele tem quatro nacionalidades e fala e escreve em cinco idiomas.

Há mais de uma década, o artista vem explorando noções de desenraizamento, metamorfose e memória por meio de uma prática interdisciplinar – escultura, desenho, cinema, som, intervenções espaciais e poesia. Um legado de deslocamento e transformação permeia suas obras e é indispensável tanto para sua forma quanto para os modos de percepção que produzem. Embora mantenha um vínculo com o íntimo e o pessoal, o trabalho aborda preocupações universais e histórias sociais e coletivas de ruptura, perda e regeneração. Sua obra pode ser entendida como uma cosmologia de famílias conceituais interligadas, cada uma explorando variações de temas como refração, multiplicação, desintegração, levitação e polifonia a partir de uma linguagem própria. “Sou um imigrante de segunda geração e minha prática é inevitavelmente moldada por noções de deslocamento e transformação”, afirma.

Nas vinte obras que serão apresentadas na Fundação Iberê, Tarik Kiswanson transita entre o figurativo e o abstrato em sua contínua exploração do corpo, da história e da memória. A leveza de sua produção contrasta com o peso das histórias presentes nos objetos que utiliza.

Os primeiros trabalhos são, em grande parte, um processamento profundamente pessoal da sua própria história familiar. Esse envolvimento é evidente nas esculturas intituladas Recall [Recordação] (2020-2025). As peças retangulares, apoiadas diretamente no chão e que lembram lápides translúcidas e borradas, falam tanto de lembrança quanto de perda. Através de sua presença etérea, quase assombrosa, elas convidam os espectadores a contemplar não apenas a narrativa pessoal de Kiswanson, mas também experiências coletivas mais amplas dentro de histórias diaspóricas. Ao esbater as fronteiras entre o pessoal e o comunitário, essas esculturas evocam um senso de história compartilhada e de identidade coletiva.

A exposição se inicia com o vídeo The Fall [A Queda] (2020), uma obra contemplativa que mostra um garoto caindo lentamente para trás em uma sala de aula vazia. Em um estado de levitação entre o equilíbrio e o colapso, esse momento suspenso – ao mesmo tempo íntimo e desconcertante – reflete uma noção recorrente na obra de Kiswanson: a da criança no limiar da adolescência.

Nos desenhos intitulados The Window [A Janela] (2020-2025), o espectador se depara com uma pequena figura infantil emergindo de um fundo nebuloso, com o braço e a palma da mão estendidos em um gesto que pode significar distanciamento ou busca. Emocional e distante, íntimo e minimalista, o artista permite que o público mergulhe em seu universo.

Nas esculturas levitantes intituladas Nest [Ninho] (2020-2023) e Cradle [Berço] (2020-2024), formas imaculadamente brancas, semelhantes a casulos, sugerem o surgimento iminente da vida — um nascimento ou renascimento, evocando os grandes ciclos da natureza, mas que também podem ser vistas como locais de refúgio e abrigo. Sua mera presença física sugere uma força inerente capaz de quebrar hierarquias e perturbar a ordem estabelecida.

Os desenhos do artista aparecem ao longo da mostra. Alguns retratam crianças pairando no limiar da visibilidade, enquanto outros surgem como formas ovais borradas, lembrando nuvens ou núcleos de energia. Construídos a partir de sucessivas camadas de carvão, os desenhos refletem a contínua investigação da artista sobre o corpo e seu lugar no mundo: sua transformação, sua dissolução, sua ausência e sua renovação. Ao mesmo tempo materiais e metafísicos, eles evocam o conceito de opacidade de Édouard Glissant – uma influência formadora para o artista desde seus primeiros anos como estudante.

“Embora enraizada na experiência pessoal, a arte de Kiswanson transcende o autobiográfico para se envolver com dinâmicas mais amplas de memória coletiva e transmissão cultural. Suas obras atuam como veículos de lembrança – formas que carregam traços tanto de trauma quanto de regeneração. Ao fazê-lo, refletem sobre a condição humana como algo moldado não pela estabilidade, mas por uma negociação contínua entre passado e presente, eu e outro, presença e ausência”, enfatiza Prévost.

Sobre o curador

Jean-Marc Prévost é historiador da arte e curador-chefe do Patrimônio Cultural. Ocupou cargos importantes em renomadas instituições culturais e é reconhecido por seu trabalho curatorial em arte contemporânea. Foi Diretor do Musée d’Art Contemporain de Rochechouart e do Carré d’Art – Musée d’Art Contemporain e liderou projetos globais, incluindo a exposição comemorativa do 10º aniversário do Prêmio Marcel Duchamp.

SERVIÇO  
Exposição “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”
Curadoria: Jean-Marc Prévost (FR)
Onde: Fundação Iberê (Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal)
Abertura: 30 de agosto | Sábado | 14h
Visitação: até 1º de março de 2026 | Quinta a domingo, das 14h às 18h (última entrada) | Às quintas-feiras, a entrada é gratuita

Contato com a imprensa: Roberta Amaral
51 99431 94.29 | imprensa@iberecamargo.org.br

Site: iberecamargo.org.br
Instagram:@fundacaoibere

Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

Guilherme Roman, de 31 anos, desponta como um dos poucos autores de música sacra para coro no RS. “Sacrum Novum” ocorre no dia 20 de julho, às 17h. Entrada gratuita

No dia 20 de julho (domingo), às 17h, Guilherme Roman apresenta seu trabalho como compositor de músicas sacras para coro na Comunidade Evangélica Luterana Cristo“Sacrum Novum” traz sete peças escritas entre 2018 e 2024, duas delas inéditas, incluindo textos extraídos do breviário romano.

Guilherme Roman. Foto: @vitoriaproenca/ Divulgação

concerto é formado por cerca de 38 cantores. Uma parte do repertório conta com coro masculino, cantando a quatro e cinco vozes, e a outra apresenta uma missa de pouco mais de 20 minutos dividida em seis partes, cantada por coro misto e solista.

Membro da Companhia de Ópera do RS (CORS), Guilherme é formado em Canto e em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como compositor, teve várias de suas músicas apresentadas por grupos como Coral da UFRGS, Madrigal Nestor Wennholz, Grupo Cantabile, Donna Voce, entre outros.

SERVIÇO
“Sacrum Novum” – Música para coro a capela
Quando:
 20 de julho | Domingo | 17h
Onde: Comunidade Evangélica Luterana Cristo (Avenida Presidente Roosvelt, 730 – Bairro São Geraldo)
Entrada gratuita

O escritor José Alberto Silva desafia o silêncio sobre a história negra de Porto Alegr

O autor José Roberto Silva / Divulgação

Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, que será lançado no dia 26 de maio, às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, marca a estreia do escritor José Alberto Silva, aos 78 anos. Reunindo poesias, crônicas, cartas e homenagens, a obra atravessa o tempo e o espaço para tecer memórias afetivas e coletivas, sobre a Cidade de Porto Alegre — especialmente a partir de vivências nos  territórios negros apagados da história oficial, como o Areal da Baronesa e a Colônia Africana.

A iniciativa é financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura do RS. A realização é da Frente Negra Gaúcha, por meio do selo FNG Editorial, com idealização e coordenação editorial da produtora cultural, Silvia Abreu, curadoria de Camila Botelho e projeto gráfico assinado por Maria Helena dos Santos.

O autor entrega ao público mais do que literatura: oferece testemunho e, sobretudo, reparação. Em um País que segue negligenciando a produção intelectual negra, o livro surge como um ato político e poético tardio — porém urgente.

 

“Lançar este livro é um ato de amor à comunidade negra, um resgate de vivências, dores e ideias que, embora muitas vezes não valorizadas, são compartilhadas por muitas pessoas. A obra reforça que não estamos sós e convida à união, ao respeito e ao trabalho coletivo”, afirma o autor, que escreveu por décadas sem publicar, colecionando textos que hoje encontram o mundo e ganham vida.

Uma voz que atravessa gerações

José Alberto cresceu entre rodas de conversa na casa da família, localizada na esquina da Lopo Gonçalves com a José Alfredo (antiga rua da Margem) — um verdadeiro ponto de encontro da comunidade negra. A residência, animada pela irmã Neura Regina (1946-2012), pianista concertista, era palco de festas, casamentos e debates políticos.

 

Em meio à história que via acontecer diante de si — como a articulação para a celebração do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro — ele começou a registrar cenas da vida, ainda na infância, escrevendo bilhetes, poemas e reflexões sempre que encontrava espaço, inclusive no banheiro, nas madrugadas, já que a casa cheia, com oito irmãos, não lhe permitia silêncio.

 

“Desde os sete, oito anos, escrevia como uma forma de organizar as ideias. Era meu jeito de existir.”

 

Ao longo dos anos, acompanhou a transformação da cidade e o enfraquecimento da memória negra. Viu de perto a expulsão das famílias negras da Ilhota, território negro que vive, desde 1900, apagamentos e transformações da cidade, em nome da “modernização urbana”, o racismo travestido de cordialidade e a ausência quase total de pessoas negras nos espaços de poder.

 

“Aquele lugar era feito de encontros, de música e de reconciliações. Hoje, o nome mudou, a história sumiu — mas está aqui, nas minhas palavras.”

 

Literatura como testemunho e resistência

Com textos que mesclam lirismo, crítica social e oralidade, Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras apresenta uma prosa visceral que transita entre o erótico e o espiritual, entre o cotidiano e o simbólico — surpreendendo pela liberdade estilística e pela densidade emocional.  No prefácio do livro, Lucas Roxo, filósofo e professor, destaca que a poesia é para o autor a linguagem do encontro consigo mesmo, como expressa no poema “amiga secreta e perfumência … Assinarei a confissão de que te amei a duras penas. Percebi, afinal, que a diferença entre o silêncio e a mensagem, ou entre a realidade e o sonho, é ela, perfumente, a Poesia!

 

Ao revisitar memórias, José Alberto homenageia familiares, amigos e lideranças negras que marcaram sua trajetória. Nestes momentos, a poesia se reveste de crítica social.

 

Em “novos capacetes … despertam, à força, de um pesadelo lembrados de ancestrais. … Com capacetes de ferro e pólvora rasgam suas fantasias de igualdade para jogar fogo aos racistas!”, e de memórias das dores do passado sentidas ainda hoje: “Quero vivo esse meu grito! … Subi morros e desci sentindo dores que não vivi. … Sinto dores ancestrais que não vivi.” 

 

A religiosidade é um fio condutor que atravessa a obra de José Alberto, revelando sua profunda conexão com o sagrado afro-brasileiro e a ancestralidade. Seus poemas dialogam com os orixás, buscam respostas no Orum e encontram luz mesmo nas encruzilhadas.

 

Em Omolu, o poeta escreve: “Perguntei a Omolu (meu professor): que fazer do que me resta de Luz?”, e a resposta o conduz à humildade e ao serviço. Já em Hino à melodia, ele afirma com firmeza: “Com meu coração feito de aço, aos orixás ainda me igualo …. Já que o Orum é logo ali”. Essa espiritualidade não é recurso estilístico — ela pulsa como fundamento de existência, abrindo caminhos, protegendo memórias e iluminando sua escrita com axé.

 

A obra também convida à reflexão e à empatia. Em tom confessional e intimista, o autor se revela diante do leitor:

 

“Voltam à superfície da terra, desenterram-se com as próprias mãos os meus irmãos, parentes e amigos sepultados com raiva numa chuvosa mina de cominações.” — crônica “Café com Chuva”

 

“Não há alternativas fora da ideia de acreditar, que podemos iluminar o espírito do mundo a partir da chave de um ou de vários amores.” — poema “Acreditar”

O livro será utilizado em práticas de biblioterapia, rodas de conversa e projetos voltados ao público 60+,  como forma de inspirar outras narrativas que permanecem invisibilizadas. “Quantas histórias daríamos conta de narrar se tivéssemos espaço para isso?”, provoca Camila Botelho, curadora da obra.

O material estará disponível em formato acessível, com versão em audiolivro em www.frentenegragaucha.com.br. As sessões de biblioterapia contam com recursos de interpretação em Libras, ampliando o acesso ao conteúdo a pessoas surdas (mais informações no “Serviço”). As datas e os locais estão sendo divulgados no site www.frentenegragaucha.com.br.

Um almanaque que reflete a cidade

A estrutura de Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, com múltiplos gêneros — poesia, crônica, memória e homenagem — foi pensada como um verdadeiro “almanaque anárquico”, como define o autor. É um livro de resistência, lirismo e crítica social.

Inspirado por nomes como Oliveira Silveira (1941–2009)Paulo Ricardo Moraes, Jaime Silva, Cuti, Jorge Froes, Ronald Augusto, José Alberto tem como sua mais remota inspiração a mãe.  O autor busca inspirar novas  gerações a reconhecerem sua própria história e identidade.

“Minha mãe viveu 100 anos. Escrever é, também, fazer justiça a ela, à minha história, à nossa gente.”

Sobre o autor

José Alberto Silva nasceu em 12 de novembro de 1947, em Porto Alegre (RS). Carrega em sua trajetória os saberes herdados da oralitura familiar e da tradição negra gaúcha — elementos que alimentam sua escrita e sua atuação política.

Sua formação em negritude não veio das universidades, mas das vivências marcadas pelos bairros históricos do Areal da Baronesa e da Colônia Africana, dos terreiros, dos salões comunitários e da luta diante do olhar atento às ausências e apagamentos da história oficial.

É membro fundador da Frente Negra Gaúcha (FNG), entidade dedicada à promoção do negro gaúcho. É sócio remido da Sociedade Floresta Aurora, tradicional entidade negra da Capital, onde exerceu diferentes funções ao longo das décadas. Foi, também, membro fundador do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene) e, atualmente, colabora como colunista do portal Litoralmania, do Correio Braziliense e é articulista da FNG.

FICHA TÉCNICA:

Título: Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras (FNG Editorial)

Autoria: José Alberto Silva

Prefácio: Lucas C. Roxo

Pósfacio: Maria Cristina Ferreira dos Santos

Orelha: João Carlos Almeida dos Santos

Obra de capa: Fernando Baril

Projeto gráfico, diagramação e capa: Maria Helena dos Santos

Revisão: Jésura Lopes Chaves

Produção editorial: Ideograf Gráfica e Editora Gaúcha

Planejamento cultural, coordenação editorial e gestão financeira: Silvia Mara Abreu

Pesquisa: José Alberto Santos da Silva

Curadoria/Bibliotecária: Camila Botelho Schuck

Audiodescrição: Mil Palavras

Intérprete de Libras: Vânia Rosa da Silva

Assessoria de Imprensa e Gestão de Redes Sociais: Paula Martins

Gestão Contábil: Marieri Gazen  Braga

Fotografia: Marcos Pereira “Feijão”

Realização: Frente Negra Gaúcha

Presidente: Vanessa Mulet

Ano de publicação: 2025

Número de páginas: 180

ISBN:  978-65-01-39761-0

FINANCIAMENTO:

Esta obra foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.

 

Projeto Proseando em Tupi contempla escolas de Viamão  com material sobre povos originários do Brasil

 

Proseando em Tupi_material pedagógico para crianças com palavras dos povos originários. Foto Poliana Peres/ Divulgação

Iniciativa, realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo Pró-Cultura RS, será lançada oficialmente nesta quinta-feira (3), durante atividade formativa destinada a professores e orientadores 

Com o objetivo de valorizar a importância da língua Tupi como patrimônio cultural imaterial, o projeto Proseando em Tupi irá contemplar dez escolas públicas de Viamão com uma ferramenta de alfabetização voltada a estudantes das séries iniciais do Ensino Fundamental. O lançamento oficial do projeto ocorre nesta quinta-feira (3) e contará com entrega gratuita do material lúdico e pedagógico, durante atividade formativa destinada a professores e orientadores das instituições, que acontece, das 18h às 20h, no Colégio Estadual Cecília Meireles (rua Alcides Maia, 390 – Centro de Viamão). A Iniciativa conta com recursos da Lei Complementar nº 195/2022 do Ministério da Cultura, repassados pela Sedac/RS, via Lei Paulo Gustavo Pró-Cultura RS.

Formado por um jogo de tabuleiro, com baralhos de cartas que apresentam palavras dos povos originários do Brasil associadas a imagens representativas (de animais, plantas, alimentos, entre outros), a ferramenta foi elaborada para ser aplicada em salas de aula do 1º e 2º ano (para grupos com quatro crianças, em média).  A proposta tem como objetivo viabilizar que os pequenos se conscientizem, resgatem e reconheçam a procedência de palavras indígenas, a partir do desenvolvimento de habilidades de expressão corporal e de fluência leitora. Para isso, o material utiliza como vocabulário as palavras incorporadas do Tupi à Língua Portuguesa Brasileira, de forma contextualizada com a flora e a fauna presentes no território nacional.

Todas as dez instituições contempladas são escolas da rede de ensino público estadual, localizadas na cidade de Viamão (Açorianos, Airton Sena, Alcebíades Azeredo dos Santos, Canquirine, Cecília Meireles, Cecília Flores, Farroupilha, Minuano, Nísia Floresta e Rui Barbosa). “Inicialmente, nossa proposta era a de entregar os tabuleiros e realizar a formação de professores da rede municipal; no entanto, não houve interesse por parte da prefeitura da cidade e – com a autorização da Sedac – a iniciativa foi remanejada para alunos de escolas mantidas pelo Estado”, explica o produtor executivo e assessor artístico-pedagógico do projeto, Giancarlo Carlomagno.

A atividade formativa desta quinta-feira será considerada como horas trabalhadas aos participantes das escolas e será ministrada pela equipe integrante do projeto Proseando em Tupi, (contando com um intérprete de Libras) apresentando propostas didáticas para as áreas de Educação Artística, Alfabetização e Ciências da Natureza. Durante a formação sobre o uso do jogo em sala de aula e suas potencialidades no ensino interdisciplinar para as práticas de alfabetização, serão distribuídos – ao todo – 45 exemplares do material (somando uma média de quatro a cinco kits por escola). Para facilitar o treinamento, os professores e orientadores já receberam acesso a um e-book em PDF (mantido na nuvem do projeto) para que pudessem estudar a ferramenta e entender, antecipadamente, como o jogo funciona.

Embasado em conceitos teóricos da Pedagogia, com a orientação da professora Jaqueline Gomes Nunes, o projeto Proseando em Tupi é uma realização da empresa Diana Manenti Produção e Arte. Idealizada pela pedagoga e psicopedagoga Brenda Rosana Goulart, a iniciativa contou com distintas fases de execução: em agosto de 2024, foi realizado um playtest do protótipo do jogo com três professores voluntários, todos profissionais da Educação Básica; seguido por ajustes sugeridos pelos participantes e, após, a inclusão de recursos de acessibilidade (previstos originalmente pelo cronograma do trabalho). Realizada pelo Coletivo de Acessibilidade Criativa, esta última etapa incluiu a produção de dois baralhos com texturas distintas (para cada jogo), que podem ser diferenciados por crianças com deficiência visual, além de áudio disponibilizado em nuvem, para que os professores possam aplicar recursos de audiodescrição, quando necessário.

Com distintas propostas didáticas (organizadas conforme gradação de dificuldade) o material engloba, ainda, diferentes níveis de escrita e leitura. Além dos kits com os jogos de tabuleiro, as escolas também receberão manuais para professores e mediadores, a fim de que seja possível auxiliar no entendimento da ferramenta pelas crianças. “Durante o playtest realizado em agosto do ano passado, constatamos que não há impedimento de que o material seja utilizado por uma possível falta de conhecimento prévio”, pondera Brenda. “Também o vocabulário está adequado para a faixa etária destinada”, avalia a idealizadora. Segundo ela, o jogo é “divertido e rápido”, com coleta de itens ao longo do percurso. “Este material é uma potência para a aprendizagem de conceitos por parte do estudante, já que promove interação”, emenda.

 

Proseando em Tupi

Ficha técnica:

Idealização e assessoria pedagógica: Brenda Rosana Goulart

Realização: Diana Manenti Produção e Arte

Produção executiva/ ass. artístico-pedagógica: Giancarlo Carlomagno

Assessoria pedagógica: Jaqueline Gomes Nunes

Consultoria em acessibilidade: Coletivo de Acessibilidade Criativa

Social Media e fotografia: Poliana Peres

Design gráfico: Willian Nunes Ferreira

Vídeos e edição audiovisual: Pedro Clezar

Intérprete de Libras: Lucas Terres Rocha

Assessoria de imprensa: Adriana Lampert

 

Wander Wildner lança “Diversões Iluminadas” nas plataformas digitais e dá início à turnê

Um dos artistas mais presentes no cenário cultural do RS e do Brasil, Wander Wildner se prepara para o lançamento de seu novo álbum, Diversões Iluminadas, dia 3 de abril em todas as plataformas digitais, com direito a turnê de shows pelo país, começando por Porto Alegre, no Teatro de Câmara Túlio Piva. O álbum apresenta doze versões de clássicos atemporais, que vão de Bob Marley a Iggy Pop, passando por Caetano Veloso e Ednardo, em um verdadeiro almanaque de músicas que formaram a identidade de Wander Wildner e estão presentes em suas experiências pessoais e culturais. Diversões Iluminadas foi produzido por Rust Machado, jovem músico gaúcho de rara sensibilidade e criatividade, que há dez anos acompanha Wander em estúdios e nos palcos.

No show de lançamento, no dia 3 de abril, às 21h, Wander sobe ao palco acompanhado por Rust Machado na guitarra, Clauber Scholles no baixo, Rika Barcellos na bateria e Gabriel Guedes na guitarra. No repertório, além das músicas do disco, outras versões gravadas por Wander ao longo de sua extensa e movimentada carreira, entre elas, Um lugar do caralho, Amigo Punk, I believe in miracles e Candy, além dos clássicos de sua autoria, como Bebendo vinho, Eu tenho uma camiseta escrita eu te amo e Rodando el mundo.

Em Diversões Iluminadas Wander Wildner reafirma sua importância no cenário musical brasileiro. O novo disco promete agradar aos fãs de longa data e também conquistar novas gerações, provando que a arte continua a ser uma poderosa ferramenta de expressão. Juntamente com o álbum, Wander Wildner lança também o livro de mesmo nome, onde conta como foi o processo de criação de cada uma das versões.

O álbum abre com a poderosa Redemption Song, de Bob Marley, que ganhou versão em português, ressoando uma mensagem de liberdade que sempre permeou a obra de Wander. Em seguida, The Killing Moon, do Echo & The Bunnymen, é reinterpretada, também em português, com a intensidade que caracteriza o som desse artista único, mostrando como a música pode transcender o tempo. Entre os destaques, Um Índio de Caetano Veloso ganha nova vida na voz de Wildner, trazendo à tona questões sociais e espirituais que ele carrega em sua alma. Já True

Love Will Find You in the End, de Daniel Johnston, é uma declaração de amor e esperança, perfeita para sua sensibilidade. Mas com certeza, transpor a poética de Simple Twist of Fate, do mestre Bob Dylan para a língua de Camões é uma mostra de que esse ‘punkbrega’ continua com a mente afiada e nos encantando cada vez mais. Com Dê um Rolê dos Novos Baianos e Sangue Latino dos Secos & Molhados, o álbum segue homenageando a rica história da música brasileira, descortina a versatilidade de Wander, mesclando diferentes estilos. A inclusão de Times Like These do Foo Fighters e Beside You de Iggy Pop, revela sua admiração pelo verdadeiro punk rock, traduzindo essas influências em um som que é essencialmente seu.

 

Diversões Iluminadas é mais do que um álbum de versões, são reinterpretações de memórias e vivências que definiram a carreira de Wildner. Em Terral, de Ednardo, Wander reforça seu amor pelo mar e a vida na natureza, e em John Lennon is my Jesus Christ, da Buzzard Buzzard Buzzard, banda inglesa do novo milênio, ele flerta novamente com a espiritualidade e a busca por sentido, temas recorrentes em sua obra. Fechando o disco, Pra Viajar no Cosmos não Precisa Gasolina de Nei Lisboa, é um convite à reflexão sobre o universo, mostrando a essência de um artista que continua buscando expandir seus horizontes.

 

Diversões Iluminadas é um lançamento YEAH/CDBABY e estará disponível nas plataformas digitais a partir do dia 3 de abril. Já o livro, poderá ser adquirido nos shows da turnê ou pelo whats (51) 99799.1900.

 

DIVERSÕES ILUMINADAS – shows de lançamento

3 de abril, quinta, às 21h – Porto Alegre

Teatro de Câmara Túlio Piva – Rua da República 575 – Porto Alegre

Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/102884/d/301903/s/2060585

4 de abril, sexta, às 22h – Viamão

Beerbox Cantegril – Av. Sen. Salgado Filho 6614 – Viamão

Ingressos: https://organizador.sympla.com.br/painel-do-evento?id=2826493

5 de abril, sábado, às 22h – Novo Hamburgo

O Lorde Bar – Av. Gal. Daltro Filho 1090 – Novo Hamburgo

Ingressos: https://olordebar.pagtickets.com.br/rs-rock-ed11-wander-wildner-alemao-ronaldo__14404/

6 de abril, domingo, às 21h – Canoas

London Music Pub – Rua doutor Barcelos 1350 – Canoas

Ingressos: https://organizador.sympla.com.br/painel-do-evento?id=2849247

*Diversões Iluminadas estará em todas as plataformas digitais a partir de 3 de abril

*Para adquirir o livro: nos shows de lançamento ou pelo telefone/whats (51) 99799.1900

 

 

 

Livro se debruça sobre a vida e a obra de Trindade Leal (1927-2013)

Dia 5 de abril, sábado, às 10h, na Casa da Memória Unimed Federação RS, Rua Santa Terezinha, 263, em Porto Alegre, faremos o lançamento do livro Trindade Leal – moderno fronteiriço, no mesmo local da retrospectiva do artista, homônima ao livro, com cercas de 100 peças.

O autor do livro e curador da retrospectiva é José Francisco Alves. Entre outros livros seus, as monografias de artistas: curadoria e livro sobre vida e obra de Amilcar de Castro, “Amilcar de Castro – Uma Retrospectiva” (2005, Bienal do Mercosul) e “Stockinger – Vida e Obra” (2012, Multiarte).

Quem foi

Geraldo Trindade Leal, nascido em Sant’Ana do Livramento (1927), cidade gaúcha limítrofe do Brasil com o Uruguai, foi um dos precursores do modernismo no Rio Grande do Sul. Criança, foi educado em Porto Alegre e São Paulo (Colégio Dante Alighieri). Sua formação artística em Porto Alegre foi autodidata, eis que foi recusado de ingressar no Instituto de Belas Artes do RS, pelos acadêmicos. Voltou a São Paulo e foi onde sua carreira profissional começou, no 1.º Salão Paulista de Arte Moderna, em 1951. A partir de 1952, começou suas andanças, do litoral fluminense à Salvador. Na Bahia, trabalhou com Mário Cravo Júnior (1923-2018). Lá, observou que os temas regionais estavam representados na arte moderna baiana. Quando voltou ao Rio Grande do Sul, mergulhou na cultura gaúcha, a partir da vivência na Fazenda Olaria, de parentes no interior de Livramento, pautando seus temas gauchescos na pintura e no desenho.

Além dos temas regionais gauchescos, foram diversas as suas fases. Entre elas, o erotismo, as temáticas fantásticas – como a famosa série “Lobisome” – e o lirismo de suas memórias de infância; esta última, sua maior produção em tempo e número de obras, entre princípios da década de 1970 até o seu falecimento, em 2013, na cidade de Cruz Alta, quando estava aos cuidados da filha.

Suas mais importantes participações e atividades foram em São Paulo, entre 1951 e cerca de 1970, estando ligado a exposições, eventos e atividades com instituições a exemplo da Bienal de São PauloPrêmio Leirner de Arte ContemporâneaMuseu de Arte Moderna de São PauloFAAP e TV Tupi. Nessa emissora, por exemplo, durante 1960, trabalhou diariamente na confecção dos cenários dos programas musicais, que eram transmitidos ao vivo. O acervo fotográfico sobre esta atividade de Trindade Leal, incluído no livro, é um raríssimo registro da história da TV brasileira.

Trindade Leal realizou individuais na Oxumaré (Salvador), no IBEU (RJ), Museu de Arte Moderna de Florianópolis, MARGS e MASP, entre outros locais.

O local do lançamento do livro é a Casa da Memória Unimed Federação/RS. Trata-se de um espaço criado em 2019 para atividades artísticas e culturais. As exposições mais recentes têm focado na história da arte do Rio Grande do Sul, sob curadoria de José Francisco Alves, com retrospectivas de nomes históricos, como Pedro Weingärtner* (1853-1929), José Lutzenberger (1882-1951) e Nelson Boeira Faedrich* (1912-1994). E agora, com Trindade Leal. A exposição seguinte será do italiano, inicialmente radicado em São Paulo, Angelo Guido* (1893-1969). *Curadas conjuntamente com Marco Aurélio Biermann Pinto.

O livro, realizado sem recursos públicos, tem tiragem reduzida e poderá ser encontrado também on-line, a R$ 150,00:

Amazon

https://www.amazon.com.br/dp/6599726240

Estante Virtual

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vida Amostra do Livro TRINDADE LEALvida Amostra do Livro TRINDADE LEALA mostra Trindade Leal – Moderno Fronteiriço estará em exibição nos horários da Casa da Memória, em Porto Alegre-RS, até dia 3 de maio, de segundas a sextas, das 13h às 18h. Em sábados, abrirá para o lançamento (5 de abril) e no dia do encerramento da exposição, 3 de maio.

Convite para o encerramento da mostra “Trajetória: Nelson Boeira Faedrich”

 

O curador de arte José Francisco Alves está fazendo um convite:

“Este sábado, 15 de março, às 10h, vamos fazer uma conversa de encerramento da mostra:

Trajetória: Nelson Boeira Faedrich

Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Biermann Pinto

Local: Casa da Memória Unimed Federação/RS

Rua Santa Terezinha, 263 – Bairro Farroupilha (quase esquina Av. Venâncio Aires).

Evento gratuito, sem inscrições, há acessibilidade universal, o espaço cultural possui jardim externo e as áreas internas são climatizadas.

Vamos apresentar, como uma conversa, imagens e informações sobre as novidades que a pesquisa apurou a respeito da enorme produção do artista – cuja investigação ainda não se encerrou e que resultará em um livro.

Não apenas sobre a pintura do artista, mas também sobre as epopeias editoriais que foram os livros Lendas do Sul (1953/1974) e Contos Gauchescos (1983), ilustrados por ele, além de descobertas interessantes de sua carreira, especialmente sobre sua produção no Correio do Povo (1932-1935 e 1969-1974).

Conversaremos, ainda, sobre a até então desconhecida participação de Faedrich, com destaque, em uma exposição internacional de pôsteres (cartazes), realizada em Nova Iorque (1941) e Washington (1942), organizada pela célebre curadora de artes gráficas americana Mildred Constantine (1913-2008).

Em breve sairá um e-book com muito mais informações e imagens que aquelas que foram possíveis inserir no catálogo impresso (44 p.), lançado em 25 de janeiro.”

Abertas inscrições para curso de dubladores, em Canoas

Programação realizada pelo Projeto Dublapoa conta com curso intensivo, oficinas livres, aula técnica online e bate-papo com profissionais da área

Segmento do audiovisual que mantém o mercado aquecido anualmente, a dublagem oferece inúmeras oportunidades de trabalho para atores e atrizes do teatro e do cinema. Com o objetivo de colaborar na qualificação desse público, o Projeto Dublapoa irá realizar, no próximo mês, uma série de atividades na cidade de Canoas (RS), iniciando com uma palestra ministrada por profissionais de notoriedade nacional. Na sequência, ainda ocorrem presencialmente um curso intensivo de dublagem e duas oficinas livres, além de uma aula técnica online. As inscrições estão abertas e devem ser feitas através de formulários específicos para cada atividade (que podem ser acessados via QR Code publicado nas redes sociais da Dublapoa e em material gráfico, distribuído em pontos estratégicos da cidade).

Iniciativa financiada pela Lei Paulo Gustavo (edital nº 14/2023, voltado ao setor audiovisual), o projeto, denominado Dublagem em Canoas, é idealizado pelas atrizes Silvana da Costa Alves e Fera Carvalho Leite – que, desde 2017, promovem de forma independente diversas capacitações na área, através do Projeto Dublapoa. Nesta edição, o curso e as oficinas contarão com valores subsidiados e bolsas de estudo, e serão ministrados por três professores da empresa Dubrasil – Central de Dublagem: André Rinaldi (ator, dublador, locutor e diretor de dublagem), Victor Moreno (ator e dublador) e Bruno Sangregório (ator, dublador e filmaker).

Foto: Dublapoa/divulgação

Aberto a qualquer pessoa interessada, o evento de abertura terá entrada franca e acontecerá às 19h do dia 12 de março, no Colégio Estadual Marechal Rondon (rua Santini Longoni, 147). Na ocasião, os professores dubladores irão realizar um bate-papo com o público presente, além de explicar como funciona o mercado de dublagem e o cotidiano de gravações. A atividade contará com mediação de Marcelo Figueiredo, diretor da Radioativa Game Sounds, e terá tradução para LIBRAS, além de ser transmitida ao vivo pelas redes sociais do Projeto Dublapoa. Voltado para atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo), o curso intensivo de dublagem acontece nos dias 13, 14, 15 e 16 de março, nos turnos da manhã (das 9h às 13h) e da tarde (das 14h30min às 18h30min), no estúdio Handle Foley Sound.

Antecedendo as atividades teóricas e práticas – com metodologia diferenciada das encontradas no mercado –, às 19h do dia 11 do mesmo mês, ainda haverá uma aula de fonoaudiologia para os participantes da qualificação, ministrada pela fonoaudióloga Ligia Motta. O valor do investimento é de R$ 500,00. Dentre as dez vagas disponibilizadas para esta atividade, uma contará com bolsa integral. A seleção para o benefício será feita por currículo (através de carta de interesse) e é destinada para ator ou atriz profissional residente em Canoas, com preferência para pessoa preta ou indígena.

Dublapoa/divulgação

Já as oficinas livres de dublagem são voltadas para não-atores, a partir dos 11 anos de idade.  As turmas, com dez vagas cada, serão divididas nos dias 15 (para adultos, a partir de 17 anos de idade) e 16 de março (para crianças e jovens até 16 anos), e ocorrem na Casa de Artes Villa Mimosa, das 9h às 12h. Em ambos os casos, serão disponibilizadas cinco bolsas integrais para pessoas pretas e indígenas. Para as demais, o investimento é de R$ 100,00.

Além disso, no dia 17 de março, das 14h às 17h, os alunos da turma do curso intensivo de dublagem terão acesso a um conteúdo adicional de criação de home studio e gravação remota, durante aula ministrada pelo professor Anderson Carvalho, coordenador técnico de dublagem da Dubrasil. A atividade ocorre de forma remota. Tanto a qualificação profissional como as oficinas livres oferecem certificação aos participantes que concluírem 100% das horas/aula.

 Dublagem em Canoas – Programação:

11/03: Aula específica, com a fonoaudióloga Ligia Motta

  • Local: Handle Foley Sound (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
  • Horário: das 19h às 22h
  • Público alvo: participantes do curso intensivo.

12/03: Palestra de André Rinaldi, Victor Moreno e Bruno Sangregório (professores dubladores da Dubrasil), com mediação de Marcelo Figueiredo (diretor da Radioativa Game Sounds)

  • Local: Colégio Estadual Marechal Rondon (Rua Santini Longoni, 147 – Canoas)
  • Horário: 19h
  • Aberto ao público, com entrada franca

13/03 a 16/03: Curso Intensivo de Dublagem – aulas teóricas e práticas, com metodologia diferenciada, ministradas por professores da Dubrasil (André Rinaldi, Victor Moreno e Bruno Sangregório)

  • Público alvo: atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo)
  • Local: Handle Foley Sound (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
  • Horário: das 9h às 13h e das 14h30min às 18h30min
  • Investimento: R$ 500,00*

*uma das dez vagas contará com bolsa integral para pessoa preta ou indígena, residente em Canoas (seleção por currículo, através de carta de interesse)

15/03: Oficina Livre de dublagem (adultos, a partir de 17 anos de idade)

  • Público alvo: não-atores
  • Local: Casa de Artes Villa Mimosa (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
  • Horário: das 9h às 12h
  • Investimento: R$ 100,00*

*cinco bolsas integrais para pessoas pretas ou indígenas

16/03: Oficina Livre de dublagem (crianças e adolescentes de 11 até 16 anos)

  • Público alvo: não-atores
  • Local: Casa de Artes Villa Mimosa (endereço será divulgado por email, aos inscritos)
  • Horário: das 9h às 12h
  • Investimento: R$ 100,00*

*cinco bolsas integrais para pessoas pretas ou indígenas

17/03: Aula técnica online sobre de criação de home studio e gravação remota, ministrada por Anderson Carvalho (coordenador técnico de dublagem da Dubrasil)

  • Público alvo: atores e atrizes com registro profissional (provisório ou definitivo) inscritos no curso intensivo de dublagem
  • Horário: 14h às 17h*

*o link será enviado para a turma, juntamente com todas as informações pertinentes do curso presencial

INSCRIÇÕES: Aqui o link para os formulários, com mais informações: https://linktr.ee/dublapoa

Dublapoa: https://www.instagram.com/dublapoa/

 

A primeira edição do Samba da Conselheiro, no coração do Quarto Distrito

Dançar, socializar e levar diversão. Esses são os objetivos do projeto Samba da Conselheiro – Samba de Roda da Glau, no dia 14 de fevereiro, em Porto Alegre. A 1ª edição do evento, que acontece na Conselheiro Travassos, 203, no Quarto Distrito, tem entrada franca, e inicia a partir das 18h. A novidade chega para levar muita alegria e samba na calçada, como nos tempos antigos. 

Conforme Glau Barros, o repertório destacará grandes do samba como Leci Brandão, Dona Ivone Lara, Jovelina Pérola Negra, Alcione, Beth Carvalho, Clara Nunes, além de Jorge Aragão e Almir Guineto. “Estou muito animada para a estreia da roda de samba da Glau! Esse projeto nasce com a força e a ancestralidade da nossa cultura, trazendo o melhor do samba e dos ritmos afro-diaspóricos para celebrar a música, a comunidade e a resistência. A expectativa é de uma noite vibrante, cheia de energia, encontros e muito batuque. Que essa roda seja um espaço de troca, de alegria e de reafirmação das nossas raízes. Axé e que venha muito samba”,conclui. Lembrando que a Kombi cervejeira da Veterana estará estacionada próximo ao evento, afinal samba e cerveja tem tudo a ver.

Nascida em Porto Alegre e criada em Gravataí, Glau começou como cantora de uma banda de MPB e pop rock na década de 1990. Como atriz, desde 2002 faz parte do Grupo Caixa Preta de Teatro, no qual interpretou personagens clássicos do teatro, como Antígona (Sófocles) e Ofélia (Shakespeare). Em 2019, lançou Brasil Quilombo, trabalho ganhador do Prêmio Açorianos de Melhor DVD. No ano seguinte, graças ao edital da Fundação Marcopolo, produziu o projeto Sambaobá – A Raiz Feminina do Samba, no qual destacou mulheres cantoras, intérpretes e instrumentistas de várias cidades gaúchas.

SERVIÇO:

SAMBA DA CONSELHEIRO – SAMBA DE  RODA DA GLAU

Data: 14 de fevereiro

Horário: a partir das 18h

Local: Conselheiro Travassos, 203, em frente ao Nosso Tap Room, no Quarto Distrito

Entrada: gratuita

Exposição que a enchente frustrou está no Espaço Força e Luz até 15/2

Está no Espaço Força e Luz, no Centro Histórico de Porto Alegre,  a exposição “Antropologia Visual” que reúne 17 trabalhos de 27 artistas trabalhos selecionados por edital.

Sob forma de etnografias visuais e audiovisuais, fotografias, desenhos, colagens e ensaios, as obras apresentam recortes de vivências sociais e culturais contemporâneas caracterizadas pela diversidade.

“O objetivo é aproximar o público e dar visibilidade à tradição de pesquisa, interpretação e produção no campo da antropologia visual e da imagem”, segundo Sylvia Bojunga, diretora do Museu Antropológico do Rio Grande do Sul.

A exposição estava em montagem, quando   o prédio do Margs, na praça da Alfândega, em Porto Alegre, foi inundado pela enchente de maio de 2024.

A mostra foi adiada e transferida para o Espaço Força e Luz, enquanto o edifício do Memorial passa por reformas e obras.

Obras e autores participantes da exposição:

·  Nosso Território Nhande Ywy | filme etnográfico de Ana Ferraz

·  Nhanderexarai Vaerã Heỹ – Moa’i (Para não esquecer – Remédios) | filme etnográfico de Fábio Abbud e Cacique Karaí Tatendê (José de Souza)

·  Quando um livro se torna álbum de família: o reencontro do fotoetnógrafo Luiz Eduardo Robinson | Luiz Eduardo Robinson Achutti e Museu das Memórias (In)Possíveis

·  Estudantes da EJA: sujeitos/as/es de direito | Katiuci Pavei

·  A senhora de todas as sessões | Karen Käercher

·  Cybernéticos Low Tech | Mauro Bruschi, Jerônimo Magni Bruschi e Claudia Turra Magni

·  Entre sakuras, danças e tambores | Alexsânder Nakaóka Elias

·  Da Palha Cana-brava – Ilha de Maré | Lucas Barreto de Souza

·  Escrituras com Palimpsestos fotográficos urbanos | Felipe da Silva Rodrigues

·  Contra-intuitivo: Toda mulher que precisa de um santo é forte | Maria Carmencita da Felicidade Job, Laura Veronese e Camila Xavier Nunes

·  Estaleiro em dois tempos | Fernanda Rechenberg e Joaquim Rechenberg Benatto

·  É preciso aprender a voltar para casa | Araunã, Éder Braz, Jeferson Vieira, Luz Mariana Blet e Sérgio Anansi

·  O negro e a cidade | Elisa Algayer Casagrande

·  Abismo: agora não se ouvia mais nada, só o silêncio. Só o abismo daquele silêncio | Alex Hermes

·  Na encruzilhada do mercado | Aiá Rodriguez

·  Do outro lado do espelho tem um rio que corre na minha direção | Júlia Mistro Rodrigues

·  Uma vida bordada: a malha de Luiz Carlos Lessa Vinholes (1933-) | Hellen Fonseca

Local: Galeria Arquipélago, Espaço Força e Luz – Rua dos Andradas, 1223, Centro Histórico de Porto Alegre

Visitação: até 15/02/2025 – de segunda a sexta, das 10 às 19h, e aos sábados, das 11h às 18h