Categoria: Cultura-NOTAS

  • Livraria Isasul sedia bate-papo com Dr. Mauro Kwitko

    No próximo sábado, dia 29 de agosto, às 10h30, a Livraria Isasul realiza um encontro aberto ao público com o médico e escritor Dr. Mauro Kwitko. O bate-papo abordará a Psicoterapia Reencarnacionista, trazendo reflexões e experiências acumuladas pelo palestrante ao longo de três décadas de atuação na área.

    Fundador e presidente da Associação Brasileira de Psicoterapia Reencarnacionista (ABPR), Kwitko defende a reencarnação como um tema relevante para a área da saúde, propondo um novo paradigma terapêutico e espiritual.

    Durante o evento na capital gaúcha, o autor também apresentará as ideias de sua próxima obra, intitulada “E Putin reencarnou ucraniano! e outras histórias”. O livro, que será lançado oficialmente na Feira do Livro de Porto Alegre de 2026, propõe debater a reencarnação no âmbito social como uma ferramenta para a superação de preconceitos históricos, como o racismo, o machismo e os nacionalismos tóxicos.

    O encontro contará com um espaço voltado a perguntas do público, incentivando o debate sobre o tema. A entrada é franca, mas as vagas são limitadas devido à capacidade do espaço.

    Serviço:

    • Evento: Bate-papo com Dr. Mauro Kwitko
    • Data: Sábado, 29 de agosto de 2026
    • Horário: 10h30
    • Local: Livraria Isasul (Rua Riachuelo, 1236 — Centro Histórico, Porto Alegre)
    • Entrada: Gratuita (vagas limitadas)
    • Inscrições: Reserva antecipada via WhatsApp pelo número (51) 99367-0575
  • Graça Craidy participa da Mostra de Artes Visuais do MST em São Paulo

    Graça Craidy participa da Mostra de Artes Visuais do MST em São Paulo

    A artista gaúcha Graça Craidy está presente na Mostra de Artes Visuais promovida pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na Escola Nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP).

    A mostra, com curadoria de Daniela Castro, foi aberta na sexta-feira passada, 26/06, e se estende até sábado, dia 4 de julho.

    Graça apresenta a pintura “Terra Adorada”, inspirada em uma foto de Sebastião Salgado. Na imagem, um grande grupo de sem-terra aparece em postura de reivindicação, empunhando instrumentos como foices e enxadas e também com punhos cerrados.

    A obra (acrílica sobre papel, 59 cm x 84 cm) estará exposta junto com trabalhos de artistas visuais que fortalecem a luta, a cultura e a arte. 

    O Coletivo de Cultura do MST convocou artistas do próprio movimento e estendeu o convite a criadores simpatizantes da reforma agrária. “É com imensa alegria que participo” disse a artista visual gaúcha. 

    A intenção da atividade é fortalecer, segundo o MST, o trabalho voltado às artes visuais que já vem sendo realizado a um tempo em territórios e espaços do Movimento, além de aprofundar a compreensão sobre os fundamentos e a concepção de artes visuais na luta de classes.

    O evento faz parte do I Encontro Nacional de Artes Visuais do Movimento e transforma o espaço da escola em uma grande galeria viva.

  • Grupo de pessoas velhas e ativas lança  movimento por direitos, arte e alegria

    Grupo de pessoas velhas e ativas lança movimento por direitos, arte e alegria

    Em Porto Alegre, a capital brasileira mais envelhecida, será lançado o Movimento da Velharada Rebelde (MOVER) dia 18 de junho, às 18 horas, na Casa Alice (Olavo Bilac, 188.).

    A cidade tem o impressionante índice de envelhecimento de 137 idosos para cada 100 crianças até 14 anos de idade (veja quadro abaixo), uma realidade inédita (34,3% têm mais de 50 anos) repleta de consequências e novas demandas.

    A criação do MOVER será apresentada publicamente à cidade no domingo, 21 de junho, às 11 horas, em ato junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção.

    “Queremos respeito, queremos direitos, queremos arte, queremos alegria. Porque a alegria é revolucionária!”, diz a jornalista Rosina Duarte, da Casa Alice e uma das organizadoras do movimento. “Vem fazer parte!”, convida.

    O lançamento na Casa Alice terá entrada franca.

  • Festival Literário Rastros do Verão 2026: de 28 de fevereiro a 28 de março em Porto Alegre e Canoas

    Festival Literário Rastros do Verão 2026: de 28 de fevereiro a 28 de março em Porto Alegre e Canoas

    Porto Alegre e Canoas recebem a sétima edição do Festival Literário Rastros do Verão entre 28 de fevereiro e 28 de março. Oito livrarias da capital e uma de Canoas farão parte do evento idealizado para homenagear a memória e o legado literário de João Gilberto Noll e difundir a produção literária local.

    O festival contará com a presença de cerca de 50 autores e autoras em mesas de debate, leituras, saraus e sessões de autógrafos – entre alguns deles estão Carolina Panta, Clara Corleone, Diego Grando, Fabiane Langona, Fernanda Verissimo, Gabriela Leal, Guto Leite, Katia Suman, Luis Augusto Fischer, Luiz Maurício Azevedo, Moema Vilela, Matheus Borges, Rafael Corrêa, Rafael Guimaraens, Sabrina Dalbelo e Tailor Diniz.

    No dia de abertura, na Livraria Paralelo 30 (Rua Vieira de Castro, 48, bairro Farroupilha – Porto Alegre/RS), o festival contará com as participações de Magali Koepke, Ramon Castro Reis e Luiza Milano que debaterão temas de algumas das obras do autor homenageado.

    Confira a programação completa abaixo:

    Abertura
    28 de fevereiro, sábado
    Livraria Paranelo 30

    15h30 – O sublime e as ruínas, bate-papo com Magali Koepke e Ramon Castro Reis sobre a obra de João Gilberto Noll. Mediação: Luiza Milano.
    17h – Conversa com Cha Dafol. Mediação: Clô Barcellos.
    17h30 – Bate-papo com Clara Corleone e Gabriela Leal. Mediação: Carolina Panta.

    03 de março, terça-feira
    Livraria Taverna

    18h30 – Bate-papo e leituras com mariam pessah e Sabrina Dalbelo
    Mediação: Manuela Dipp.

    05 de março, quinta-feira
    Livraria Bancaberta

    18h30 – Bate-papo e leituras com Ana Costa dos Santos, Diego Grando e Guto Leite.

    07 de março, sábado
    Livraria Brasa

    16h30 – Conversa com Michelle Aparecida Marques dos Santos.
    17h30 – Bate-papo com Rafael Corrêa e Santiago.
    19h30 – Bate-papo com Lielson Zeni, Samanta Flôor e Márcio Barbosa (Barbosinha). Livro Bossa Nova, projeto Música Popular em Quadrinhos. Canja musical: Márcio Barbosa.

    10 de março, terça-feira
    Livraria Cirkula
    18h – Homenagem aos escritores Jorge Rein, Marco Celso H. Viola e Mario Pirata, com Celso Sant’Anna, Letícia Schwartz, Renato de Mattos Motta e Sidnei Schneider.

    12 de março, quinta-feira
    Livraria Brasa

    18h30 – Bate-papo com Fernanda Verissimo, Matheus Borges e Rafael Scavone.
    20h – Bate-papo com Fabiane Langona, Katia Suman e Celso Augusto Schröder.

    14 de março, sábado
    Livraria Macun

    10h30 – Leituras com João Pedro Marchi.
    11h – Bate-papo com João Pedro Marchi, Laura Jovchelovitch, Leila de Souza Teixeira , Moema Vilela e Rodrigo Bittencourt.

    Livraria Clareira
    15h30 – Bate-papo com Carolina Panta e Gustavo Melo Czekster. Mediação: Irka Barrios.
    17h – Bate-papo com Pedro Gonzaga e Marcello Giulian.
    18h – Bate-papo e leituras com Lilian Rocha, Marília Floôr Kosky e Moema Vilela.
    19h – Lançamento de Há uma enorme dor anunciada em Porto Alegre às seis da tarde, de Daniel Conte. Bate-papo e sessão de autógrafos com o autor.

    17 de março, terça-feira
    Livraria Clareira

    18h30 – Bate-papo com Rafael Guimaraens e Tailor Diniz. Mediação: Oscar Bessi.

    18 de março, quarta-feira
    Livraria Taverna

    18h – Lançamento de Como ser incrível (Ed. Diadorim), de Luiz Maurício Azevedo. Bate-papo e autógrafos com o autor.

    21 de março, sábado
    Bancaberta

    11h – Bate-papo com Mayara Floss e Vivian Nickel

    Livraria Bamboletras
    15h – Roda de conversa com o coletivo Mulheres de escrita.
    16h – Leituras com Alex de Cássio.
    16h30 – Conversa sobre a obra de Paulino de Azurenha com Alex de Cássio, Luis Augusto Fischer e Marcelo Martins Silva.
    18h – Bate-papo com Cláudia de Marchi e Helena Terra. Mediação: Gustavo Machado.

    26 de março, quinta-feira
    Bancaberta

    18h – Bate-papo com Ana Luiza Koehler, Marti Mombelli e Rafael Passos.

    28 de março, sábado
    Livraria Pandorga

    15h – Encontro com Christina Dias.

    Livraria Paralelo30
    16h – Bate-papo com Matheus Borges e Caroline Joanello.
    18h – Pé na porta (podcast ao vivo), Alice Urbim entrevista Christina Dias.


    Endereços:


    Bamboletras – Av. Venâncio Aires, 113 – Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Bancaberta – Praça Berta Starosta – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Brasa – Rua José do Patrocínio, 611, Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Cirkula – Av. Osvaldo Aranha, 444 – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Clareira – Rua Henrique Dias, 111 – Bom Fim (Porto Alegre/RS)
    Macun Livraria e Café – Rua Octávio Corrêa, 67 – Cidade Baixa (Porto Alegre/RS)
    Pandorga Livros – Rua Frederico Guilherme Ludwig, 370 – loja 3 – Centro (Canoas/RS)
    Paralelo 30 – Rua Vieira de Castro, 48 – Farroupilha (Porto Alegre/RS)
    Taverna – Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico (Porto Alegre/RS)

  • VIAVIDA celebra 10 anos do “Tour Gastronômico” com edição solidária na Famiglia Facin

    VIAVIDA celebra 10 anos do “Tour Gastronômico” com edição solidária na Famiglia Facin

    Tour Gastronômico/ Divulgação

    A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes, associação sem fins lucrativos que atua há mais de duas décadas na conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, promove no dia 14 de janeiro, das 17h às 22h30, o Tour Gastronômico VIAVIDA, na Famiglia Facin – Casa Nápoles, localizada no Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre.

    O evento marca uma década do Tour Gastronômico, iniciativa que alia experiências gastronômicas à mobilização social, ampliando o diálogo com a comunidade sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Ao longo desses 10 anos, o projeto consolidou-se como uma estratégia eficaz de sensibilização, aproximando o público de uma causa que salva vidas por meio de vivências acessíveis e significativas.

    Nesta primeira edição de 2026, parte da arrecadação será destinada à Pousada Solidariedade, sede da VIAVIDA, espaço voltado ao acolhimento de pessoas transplantadas e seus familiares durante o período de tratamento em Porto Alegre. A ação contribui diretamente para a manutenção do suporte oferecido pela instituição, que atende pacientes de diversas regiões do Estado.

    Para a presidente da VIAVIDA, Clarisa Garcez, o Tour Gastronômico reforça o compromisso da entidade em promover conscientização de forma humanizada. “A proposta é sensibilizar as pessoas, utilizando a gastronomia como ferramenta de informação e apoio a uma causa que transforma e salva vidas”, destaca.

    O evento também celebra 10 anos de parceria com a Famiglia Facin, reforçando o engajamento do setor gastronômico em iniciativas solidárias que fortalecem o trabalho da ONG. A colaboração ao longo da última década demonstra como ações conjuntas entre a sociedade civil e o setor privado podem gerar impacto social positivo e ampliar o alcance da mensagem sobre a importância da doação de órgãos.

    Mais informações estão disponíveis no Instagram da VIAVIDA: @viavidapro.

     Serviço:

    Tour Gastronômico

    Data: 14 de janeiro

    Horário: 17h às 22h30;

    Onde: Familia Facin, Casa Nápoles (Cais Embarcadero, no Centro Histórico de Porto Alegre;

     Sobre a VIAVIDA:

     A VIAVIDA Pró-Doações e Transplantes é uma associação de caráter privado sem fins lucrativos, com finalidade educacional e assistencial, caracterizada como organização da sociedade civil (OSC). Sediada em Porto Alegre/RS, desde 1999, foi fundada oficialmente em 29 de junho de 2000.

    A associação já é reconhecida e premiada pelo trabalho social realizado através dos diversos projetos e ações realizadas, atualmente, por cerca de 70 voluntários. Iniciativas na área educativa sobre prevenção e cuidados com os órgãos e a saúde em geral, bem como sobre a doação de órgãos e tecidos do corpo, são o norte da instituição. A VIAVIDA também possui uma área assistencial, com a Pousada Solidariedade, dando hospedagem e apoio a pessoas doentes pré e pós-transplantes com prioridade a crianças e jovens, além de realizar a distribuição de cestas básicas a famílias vulneráveis de transplantados, residentes nesta Capital, melhorando e salvando muitas vidas.

  • Valter Sobreiro lança seu novo romance

    Para quem for do teatro ou gostar de literatura, há um bom programa nesta terça-feira (18/11), no saguão do Teatro Simões Lopes Neto, ao lado do Teatro São Pedro, em Porto Alegre: das 18 às 21 horas, o dramaturgo Valter Sobreiro Jr estará apresentando sua última produção, o romance “O Demônio a Ser Pago no Estúdio dos Fundos”, com foco na figura de Elis Regina.

    Simultaneamente, ele deverá apor sua rubrica no livro “6 Décadas de Teatro”, assinado por João Luis Pereira Ourique, organizador da fortuna crítica de Sobreiro, cuja obra foi analisada criticamente por acadêmicos da UFPel, da FURG e das federais do MT e do MS. Se tudo sair nos conformes, será uma tarde-noite de honra e glória para o gaúcho de 8…
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  • Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    Rosane Castro lança ‘Choveu no Quintal’, livro sobre a dor das enchentes do RS

    A escritora Rosane Castro lança seu novo livro dirigido ao público infantil, Choveu no Quintal (Cena Produções Artísticas), neste domingo, dia 31 de agosto, às 15h, no Shopping do Vale, em Cachoeirinha. Inspirada nas enchentes que marcaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, a obra surge da delicada tarefa de transformar dor e tristeza em esperança, convidando crianças e famílias a dialogarem, de forma lúdica e sensível, sobre a força da natureza, o valor da solidariedade e a importância do cuidado com o meio ambiente.

    “Mais do que uma narrativa sobre o impacto das chuvas, a obra se apresenta como um gesto de amparo, imaginação e memória coletiva, buscando ressignificar o trauma e preservar a esperança através da literatura e da arte”, comenta Rosane Castro. Ela explica que o livro nasceu de uma necessidade urgente de acolhimento. Quando questionada sobre o que a inspirou a transformar uma tragédia coletiva em uma narrativa para crianças, Rosane compartilha:

    “No primeiro momento, diante da tragédia das enchentes, meu impulso foi o de colaborar de alguma forma. Percebi que, além das necessidades básicas de água e alimento, também havia uma carência de acolhimento emocional, especialmente para as crianças que estavam nos abrigos. Foi então que nasceu a ideia de criar o grupo ‘Histórias Solidárias”, uma rede de voluntários que levava livros e contação de histórias, criando um espaço de respiro e esperança em meio ao caos”, conta Rosane.

    “Ao mesmo tempo, observei que muitos materiais estavam sendo produzidos e compartilhados de maneira imediata, sem o tempo de maturação necessário para lidar com tamanha dor. Isso me tocou profundamente, pois senti que era preciso outro olhar: um olhar cuidadoso, que tratasse essa dor coletiva com delicadeza e sensibilidade”, explica a autora.

    Assim, surgiu o desejo de transformar a experiência coletiva em um livro voltado para as crianças, não como um relato brusco da tragédia, mas como uma narrativa lúdica, pedagógica e artística. “A obra busca ressignificar o trauma e oferecer às crianças e às famílias uma forma de dialogar com esse episódio doloroso a partir do afeto, da imaginação e da esperança”, resume a escritora.Entre memória e recomeço

    A narrativa também ecoa a experiência vivida pela própria autora em Cachoeirinha, sua cidade natal, que enfrentou os impactos do transbordamento do Rio Gravataí. Ali, entre perdas e incertezas, emergiram gestos de coragem, solidariedade e resiliência, especialmente das crianças que, mesmo em abrigos improvisados, foram capazes de recriar espaços de convivência e esperança.

    Entre as memórias que atravessam o livro está a cena de Josué, menino que, ao ser resgatado com a família em um barco, vê uma cachorrinha tentando sobreviver. Ao desejar salvá-la, reafirma um princípio que sustenta toda a narrativa: a vida não pode ser deixada para trás. Esse gesto, transformado em símbolo, inspira uma reflexão maior sobre a urgência de repensar nossa relação com a natureza e a necessidade de preservar a memória do ocorrido como aprendizado coletivo.

    SERVIÇO

    Lançamento e sessão de autógrafos do livro “Choveu no Quintal”

    Autora: Rosane Castro

    Ilustrações: Alejandra Giordano (Ilita)

    Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)

    Horário: 15h

    Local: Shopping do Vale – Av. Gen. Flores da Cunha, 4001 – Vila Bom Principio, Cachoeirinha/RS

    As primeiras 20 pessoas que enviarem EU QUERO no Instagram da autora receberão um exemplar durante o lançamento.

    Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc

    Apoio: Prefeitura de Cachoeirinha

    Realização: Cena Produções Artísticas, Ministério da Cultura – Governo Federal

    Rede social da artista: https://www.instagram.com/rosane_escritora/

  • Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

    Fundação Iberê apresenta primeira exposição individual do franco-palestino Tarik Kiswanson no Brasil 

    Vencedor do Prêmio Marcel Duchamp de 2023 – um dos prêmios mais prestigiados da arte contemporânea – o artista explora a intersecção entre memória, perda e transformação, refletindo sua história pessoal e, ao mesmo tempo, dialogando com a incerteza mais ampla de um mundo em transição. “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”, que será inaugurada no dia 30 de agosto, integra a programação dos 200 anos da relação bilateral França-Brasil, que acontece em 15 cidades

     

    Até o final de dezembro será é realizada o Ano Cultural França-Brasil, acordo entre os governos dos dois países para a promoção de um conjunto de ações que celebram os 200 anos de suas relações diplomáticas, com atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, São Luís, Teresina, João Pessoa e Macapá. A Fundação Iberê é a única instituição no Rio Grande do Sul a integrar a programação oficial com a primeira exposição do artista Tarik Kiswanson no país. Com curadoria de Jean-Marc Prévost, a mostra reúne um conjunto de obras em escultura, desenho e vídeo, destacando uma prática multidisciplinar fundamentada em noções de transformação e memória.

    Kiswanson nasceu em 1986, em uma pequena cidade da Suécia, filho de pais palestinos que foram exilados de Jerusalém, primeiro para Trípoli e Amã, antes de, finalmente, se estabelecerem em Halmstad. Após uma década em Londres, onde estudou arte, mudou-se para Paris, onde vive e trabalha desde 2010. Ele tem quatro nacionalidades e fala e escreve em cinco idiomas.

    Há mais de uma década, o artista vem explorando noções de desenraizamento, metamorfose e memória por meio de uma prática interdisciplinar – escultura, desenho, cinema, som, intervenções espaciais e poesia. Um legado de deslocamento e transformação permeia suas obras e é indispensável tanto para sua forma quanto para os modos de percepção que produzem. Embora mantenha um vínculo com o íntimo e o pessoal, o trabalho aborda preocupações universais e histórias sociais e coletivas de ruptura, perda e regeneração. Sua obra pode ser entendida como uma cosmologia de famílias conceituais interligadas, cada uma explorando variações de temas como refração, multiplicação, desintegração, levitação e polifonia a partir de uma linguagem própria. “Sou um imigrante de segunda geração e minha prática é inevitavelmente moldada por noções de deslocamento e transformação”, afirma.

    Nas vinte obras que serão apresentadas na Fundação Iberê, Tarik Kiswanson transita entre o figurativo e o abstrato em sua contínua exploração do corpo, da história e da memória. A leveza de sua produção contrasta com o peso das histórias presentes nos objetos que utiliza.

    Os primeiros trabalhos são, em grande parte, um processamento profundamente pessoal da sua própria história familiar. Esse envolvimento é evidente nas esculturas intituladas Recall [Recordação] (2020-2025). As peças retangulares, apoiadas diretamente no chão e que lembram lápides translúcidas e borradas, falam tanto de lembrança quanto de perda. Através de sua presença etérea, quase assombrosa, elas convidam os espectadores a contemplar não apenas a narrativa pessoal de Kiswanson, mas também experiências coletivas mais amplas dentro de histórias diaspóricas. Ao esbater as fronteiras entre o pessoal e o comunitário, essas esculturas evocam um senso de história compartilhada e de identidade coletiva.

    A exposição se inicia com o vídeo The Fall [A Queda] (2020), uma obra contemplativa que mostra um garoto caindo lentamente para trás em uma sala de aula vazia. Em um estado de levitação entre o equilíbrio e o colapso, esse momento suspenso – ao mesmo tempo íntimo e desconcertante – reflete uma noção recorrente na obra de Kiswanson: a da criança no limiar da adolescência.

    Nos desenhos intitulados The Window [A Janela] (2020-2025), o espectador se depara com uma pequena figura infantil emergindo de um fundo nebuloso, com o braço e a palma da mão estendidos em um gesto que pode significar distanciamento ou busca. Emocional e distante, íntimo e minimalista, o artista permite que o público mergulhe em seu universo.

    Nas esculturas levitantes intituladas Nest [Ninho] (2020-2023) e Cradle [Berço] (2020-2024), formas imaculadamente brancas, semelhantes a casulos, sugerem o surgimento iminente da vida — um nascimento ou renascimento, evocando os grandes ciclos da natureza, mas que também podem ser vistas como locais de refúgio e abrigo. Sua mera presença física sugere uma força inerente capaz de quebrar hierarquias e perturbar a ordem estabelecida.

    Os desenhos do artista aparecem ao longo da mostra. Alguns retratam crianças pairando no limiar da visibilidade, enquanto outros surgem como formas ovais borradas, lembrando nuvens ou núcleos de energia. Construídos a partir de sucessivas camadas de carvão, os desenhos refletem a contínua investigação da artista sobre o corpo e seu lugar no mundo: sua transformação, sua dissolução, sua ausência e sua renovação. Ao mesmo tempo materiais e metafísicos, eles evocam o conceito de opacidade de Édouard Glissant – uma influência formadora para o artista desde seus primeiros anos como estudante.

    “Embora enraizada na experiência pessoal, a arte de Kiswanson transcende o autobiográfico para se envolver com dinâmicas mais amplas de memória coletiva e transmissão cultural. Suas obras atuam como veículos de lembrança – formas que carregam traços tanto de trauma quanto de regeneração. Ao fazê-lo, refletem sobre a condição humana como algo moldado não pela estabilidade, mas por uma negociação contínua entre passado e presente, eu e outro, presença e ausência”, enfatiza Prévost.

    Sobre o curador

    Jean-Marc Prévost é historiador da arte e curador-chefe do Patrimônio Cultural. Ocupou cargos importantes em renomadas instituições culturais e é reconhecido por seu trabalho curatorial em arte contemporânea. Foi Diretor do Musée d’Art Contemporain de Rochechouart e do Carré d’Art – Musée d’Art Contemporain e liderou projetos globais, incluindo a exposição comemorativa do 10º aniversário do Prêmio Marcel Duchamp.

    SERVIÇO  
    Exposição “Tarik Kiswanson – Fora do Tempo”
    Curadoria: Jean-Marc Prévost (FR)
    Onde: Fundação Iberê (Avenida Padre Cacique, 2000 – Cristal)
    Abertura: 30 de agosto | Sábado | 14h
    Visitação: até 1º de março de 2026 | Quinta a domingo, das 14h às 18h (última entrada) | Às quintas-feiras, a entrada é gratuita

    Contato com a imprensa: Roberta Amaral
    51 99431 94.29 | imprensa@iberecamargo.org.br

    Site: iberecamargo.org.br
    Instagram:@fundacaoibere

  • Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

    Guilherme Roman apresenta obras para coro a capela, na Comunidade Evangélica Luterana Cristo

    Guilherme Roman, de 31 anos, desponta como um dos poucos autores de música sacra para coro no RS. “Sacrum Novum” ocorre no dia 20 de julho, às 17h. Entrada gratuita

    No dia 20 de julho (domingo), às 17h, Guilherme Roman apresenta seu trabalho como compositor de músicas sacras para coro na Comunidade Evangélica Luterana Cristo“Sacrum Novum” traz sete peças escritas entre 2018 e 2024, duas delas inéditas, incluindo textos extraídos do breviário romano.

    Guilherme Roman. Foto: @vitoriaproenca/ Divulgação

    concerto é formado por cerca de 38 cantores. Uma parte do repertório conta com coro masculino, cantando a quatro e cinco vozes, e a outra apresenta uma missa de pouco mais de 20 minutos dividida em seis partes, cantada por coro misto e solista.

    Membro da Companhia de Ópera do RS (CORS), Guilherme é formado em Canto e em Regência Coral pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Como compositor, teve várias de suas músicas apresentadas por grupos como Coral da UFRGS, Madrigal Nestor Wennholz, Grupo Cantabile, Donna Voce, entre outros.

    SERVIÇO
    “Sacrum Novum” – Música para coro a capela
    Quando:
     20 de julho | Domingo | 17h
    Onde: Comunidade Evangélica Luterana Cristo (Avenida Presidente Roosvelt, 730 – Bairro São Geraldo)
    Entrada gratuita

  • O escritor José Alberto Silva desafia o silêncio sobre a história negra de Porto Alegr

    O escritor José Alberto Silva desafia o silêncio sobre a história negra de Porto Alegr

    O autor José Roberto Silva / Divulgação

    Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, que será lançado no dia 26 de maio, às 19h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, marca a estreia do escritor José Alberto Silva, aos 78 anos. Reunindo poesias, crônicas, cartas e homenagens, a obra atravessa o tempo e o espaço para tecer memórias afetivas e coletivas, sobre a Cidade de Porto Alegre — especialmente a partir de vivências nos  territórios negros apagados da história oficial, como o Areal da Baronesa e a Colônia Africana.

    A iniciativa é financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Lei Complementar nº 195/2022), por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Estado da Cultura do RS. A realização é da Frente Negra Gaúcha, por meio do selo FNG Editorial, com idealização e coordenação editorial da produtora cultural, Silvia Abreu, curadoria de Camila Botelho e projeto gráfico assinado por Maria Helena dos Santos.

    O autor entrega ao público mais do que literatura: oferece testemunho e, sobretudo, reparação. Em um País que segue negligenciando a produção intelectual negra, o livro surge como um ato político e poético tardio — porém urgente.

     

    “Lançar este livro é um ato de amor à comunidade negra, um resgate de vivências, dores e ideias que, embora muitas vezes não valorizadas, são compartilhadas por muitas pessoas. A obra reforça que não estamos sós e convida à união, ao respeito e ao trabalho coletivo”, afirma o autor, que escreveu por décadas sem publicar, colecionando textos que hoje encontram o mundo e ganham vida.

    Uma voz que atravessa gerações

    José Alberto cresceu entre rodas de conversa na casa da família, localizada na esquina da Lopo Gonçalves com a José Alfredo (antiga rua da Margem) — um verdadeiro ponto de encontro da comunidade negra. A residência, animada pela irmã Neura Regina (1946-2012), pianista concertista, era palco de festas, casamentos e debates políticos.

     

    Em meio à história que via acontecer diante de si — como a articulação para a celebração do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro — ele começou a registrar cenas da vida, ainda na infância, escrevendo bilhetes, poemas e reflexões sempre que encontrava espaço, inclusive no banheiro, nas madrugadas, já que a casa cheia, com oito irmãos, não lhe permitia silêncio.

     

    “Desde os sete, oito anos, escrevia como uma forma de organizar as ideias. Era meu jeito de existir.”

     

    Ao longo dos anos, acompanhou a transformação da cidade e o enfraquecimento da memória negra. Viu de perto a expulsão das famílias negras da Ilhota, território negro que vive, desde 1900, apagamentos e transformações da cidade, em nome da “modernização urbana”, o racismo travestido de cordialidade e a ausência quase total de pessoas negras nos espaços de poder.

     

    “Aquele lugar era feito de encontros, de música e de reconciliações. Hoje, o nome mudou, a história sumiu — mas está aqui, nas minhas palavras.”

     

    Literatura como testemunho e resistência

    Com textos que mesclam lirismo, crítica social e oralidade, Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras apresenta uma prosa visceral que transita entre o erótico e o espiritual, entre o cotidiano e o simbólico — surpreendendo pela liberdade estilística e pela densidade emocional.  No prefácio do livro, Lucas Roxo, filósofo e professor, destaca que a poesia é para o autor a linguagem do encontro consigo mesmo, como expressa no poema “amiga secreta e perfumência … Assinarei a confissão de que te amei a duras penas. Percebi, afinal, que a diferença entre o silêncio e a mensagem, ou entre a realidade e o sonho, é ela, perfumente, a Poesia!

     

    Ao revisitar memórias, José Alberto homenageia familiares, amigos e lideranças negras que marcaram sua trajetória. Nestes momentos, a poesia se reveste de crítica social.

     

    Em “novos capacetes … despertam, à força, de um pesadelo lembrados de ancestrais. … Com capacetes de ferro e pólvora rasgam suas fantasias de igualdade para jogar fogo aos racistas!”, e de memórias das dores do passado sentidas ainda hoje: “Quero vivo esse meu grito! … Subi morros e desci sentindo dores que não vivi. … Sinto dores ancestrais que não vivi.” 

     

    A religiosidade é um fio condutor que atravessa a obra de José Alberto, revelando sua profunda conexão com o sagrado afro-brasileiro e a ancestralidade. Seus poemas dialogam com os orixás, buscam respostas no Orum e encontram luz mesmo nas encruzilhadas.

     

    Em Omolu, o poeta escreve: “Perguntei a Omolu (meu professor): que fazer do que me resta de Luz?”, e a resposta o conduz à humildade e ao serviço. Já em Hino à melodia, ele afirma com firmeza: “Com meu coração feito de aço, aos orixás ainda me igualo …. Já que o Orum é logo ali”. Essa espiritualidade não é recurso estilístico — ela pulsa como fundamento de existência, abrindo caminhos, protegendo memórias e iluminando sua escrita com axé.

     

    A obra também convida à reflexão e à empatia. Em tom confessional e intimista, o autor se revela diante do leitor:

     

    “Voltam à superfície da terra, desenterram-se com as próprias mãos os meus irmãos, parentes e amigos sepultados com raiva numa chuvosa mina de cominações.” — crônica “Café com Chuva”

     

    “Não há alternativas fora da ideia de acreditar, que podemos iluminar o espírito do mundo a partir da chave de um ou de vários amores.” — poema “Acreditar”

    O livro será utilizado em práticas de biblioterapia, rodas de conversa e projetos voltados ao público 60+,  como forma de inspirar outras narrativas que permanecem invisibilizadas. “Quantas histórias daríamos conta de narrar se tivéssemos espaço para isso?”, provoca Camila Botelho, curadora da obra.

    O material estará disponível em formato acessível, com versão em audiolivro em www.frentenegragaucha.com.br. As sessões de biblioterapia contam com recursos de interpretação em Libras, ampliando o acesso ao conteúdo a pessoas surdas (mais informações no “Serviço”). As datas e os locais estão sendo divulgados no site www.frentenegragaucha.com.br.

    Um almanaque que reflete a cidade

    A estrutura de Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras, com múltiplos gêneros — poesia, crônica, memória e homenagem — foi pensada como um verdadeiro “almanaque anárquico”, como define o autor. É um livro de resistência, lirismo e crítica social.

    Inspirado por nomes como Oliveira Silveira (1941–2009)Paulo Ricardo Moraes, Jaime Silva, Cuti, Jorge Froes, Ronald Augusto, José Alberto tem como sua mais remota inspiração a mãe.  O autor busca inspirar novas  gerações a reconhecerem sua própria história e identidade.

    “Minha mãe viveu 100 anos. Escrever é, também, fazer justiça a ela, à minha história, à nossa gente.”

    Sobre o autor

    José Alberto Silva nasceu em 12 de novembro de 1947, em Porto Alegre (RS). Carrega em sua trajetória os saberes herdados da oralitura familiar e da tradição negra gaúcha — elementos que alimentam sua escrita e sua atuação política.

    Sua formação em negritude não veio das universidades, mas das vivências marcadas pelos bairros históricos do Areal da Baronesa e da Colônia Africana, dos terreiros, dos salões comunitários e da luta diante do olhar atento às ausências e apagamentos da história oficial.

    É membro fundador da Frente Negra Gaúcha (FNG), entidade dedicada à promoção do negro gaúcho. É sócio remido da Sociedade Floresta Aurora, tradicional entidade negra da Capital, onde exerceu diferentes funções ao longo das décadas. Foi, também, membro fundador do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (Codene) e, atualmente, colabora como colunista do portal Litoralmania, do Correio Braziliense e é articulista da FNG.

    FICHA TÉCNICA:

    Título: Almanaque de Flores, Beijos e Mentiras (FNG Editorial)

    Autoria: José Alberto Silva

    Prefácio: Lucas C. Roxo

    Pósfacio: Maria Cristina Ferreira dos Santos

    Orelha: João Carlos Almeida dos Santos

    Obra de capa: Fernando Baril

    Projeto gráfico, diagramação e capa: Maria Helena dos Santos

    Revisão: Jésura Lopes Chaves

    Produção editorial: Ideograf Gráfica e Editora Gaúcha

    Planejamento cultural, coordenação editorial e gestão financeira: Silvia Mara Abreu

    Pesquisa: José Alberto Santos da Silva

    Curadoria/Bibliotecária: Camila Botelho Schuck

    Audiodescrição: Mil Palavras

    Intérprete de Libras: Vânia Rosa da Silva

    Assessoria de Imprensa e Gestão de Redes Sociais: Paula Martins

    Gestão Contábil: Marieri Gazen  Braga

    Fotografia: Marcos Pereira “Feijão”

    Realização: Frente Negra Gaúcha

    Presidente: Vanessa Mulet

    Ano de publicação: 2025

    Número de páginas: 180

    ISBN:  978-65-01-39761-0

    FINANCIAMENTO:

    Esta obra foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022, Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul.