Categoria: Cultura-NOTAS

  • O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    O espetáculo Raiz Amarga – Por que esta noite é diferente de todas as outras? encerra temporada

    Arlete Cunha e Letícia Schwartz estão no elenco desta montagem que ocupa a Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura até 29 de outubro

    A montagem que estreou com quatro sessões lotadas no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa, poderá ser conferida até 29 de outubro, sextas e sábados, às 20h e domingos às 19h, na Sala Álvaro Moreyra, no Centro Municipal de Cultura. Na semana que antecedeu a estreia foi lançada uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Apoia.se, com o título “As doze noites de Raiz Amarga”. A iniciativa visou arrecadar fundos para viabilizar os custos operacionais desta temporada independente.

    Com dramaturgia de Clóvis Massa e Letícia Schwartz, a partir de textos de Letícia Schwartz, o projeto nasceu em meados de 2020 quando Letícia, atriz e áudio-descritora, convidou Clóvis Massa, diretor e professor titular do Departamento de Arte Dramática da UFRGS, para desvendar possíveis caminhos dramatúrgicos na construção de delicado material de memórias: os relatos de sua avó, Reli Blau, uma sobrevivente do Holocausto. Como contar essa história? O Sêder de Pessach, a páscoa judaica, surge como resposta: rememorar um trauma através de um ritual de celebração da vida. A partir disso, constroem juntos o roteiro e a encenação da peça Raiz Amarga. A montagem teatral mescla as memórias da atriz com as etapas, histórias e cânticos que envolvem o ritual da primeira noite da páscoa judaica. Ao lado de Letícia, a atriz Arlete Cunha une-se à celebração do Pessach onde o público é convidado a partilhar alimentos, traumas e alegrias da família cuja matriarca foi uma sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz. A direção é de Clóvis Massa.

    Foto_Bernardo Jardim/ Divulgação

    A disposição cenográfica propicia a proximidade das atrizes com os espectadores propondo que cada pessoa seja potencialmente afetada pelos testemunhos verídicos de maneira sensível. No dispositivo cênico da montagem, situado diretamente no palco, o público é convidado a vivenciar a experiência do ritual dentro da caixa cênica, transformada em sala de jantar: o manuseio de mesa, cadeiras, pratos, taças e vinho, além de comidas que resguardam o simbolismo da fuga do povo judeu do Egito, fornecem à atmosfera do espetáculo a dose necessária de intimidade para sua acomodação, com as atrizes contando histórias e tecendo comentários pontuais, olho a olho, sobre os acontecimentos tratados de acordo com as etapas do ritual.

    A temática presente na noite de Pessach, em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel, é atravessada pela trajetória da família de Letícia, de sua avó sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz e do impacto do Holocausto nas gerações

    seguintes. Desse modo, os principais momentos da cerimônia da páscoa judaica servem como marcos para abordar o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra Mundial, mas também a repressão submetida a outras minorias até os dias de hoje. “Busca-se acolher um público de forte tradição cultural e artística, mas que raramente se encontra representado no teatro gaúcho, ao mesmo tempo em que se pretende, por meio deste universo particular, tratar de temas que atingem diretamente outras comunidades”, afirma a equipe de Raiz Amarga.

    “Narrar o trauma”, pelo diretor Clóvis Massa

    A entrevista de Reli Gizelstein Blau concedida à USC Shoah Foundation, em setembro de 1997, em que fala da experiência como sobrevivente dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau, foi a fonte documental escolhida para o início do processo de criação de Raiz Amarga, ainda nos primeiros meses de 2020. A abordagem, que remete à tradição da literatura produzida após os extermínios ocorridos na Segunda Guerra Mundial, aos poucos foi dando lugar ao testemunho de Letícia Schwartz, sua neta, que lindamente emprestou sua voz para narrar os traumas de muitas pessoas vitimadas – como foram seus ancestrais –, mas também recordar suas lembranças dentro de uma família que, como tantas outras, de diferentes origens e etnias, foram e ainda são atravessadas por questões de identidade, perseguição e reconstrução em suas vidas

    Enquanto processo complexo em que está envolvida a dialética da recordação e do esquecimento, a dramaturgia de testemunho assim constituída passou a considerar o Seder de Pessach como referência estrutural, ele próprio uma narrativa de testemunho coletivo. A noite de celebração da libertação dos judeus do jugo opressor no Egito antigo passou a ordenar a narrativa. Associado aos relatos sobre o genocídio e à exposição dos traumas sofridos pelas gerações posteriores, o Seder oscila entre dois tipos de testemunho presentes na dramaturgia, segundo Jean-Pierre Sarrazac, o da narração de um acontecimento presenciado e o da exposição do próprio sofrimento por alguém que é testemunha de si mesmo. No espetáculo, esses tipos, que podem ser chamados de político e de íntimo, conduzem ao pressuposto fundamental de lembrar de quem se é, a fim de garantir a preservação de uma memória viva e impedir que novos horrores deste tipo ocorram.

    Arlete Cunha e Letícia Schwart. Foto>_Bernardo Jardim/Divulgação

    Após a finalização do texto autoral de Letícia, em forma de monólogo ainda, ele sofreu várias transformações. A primeira delas, ainda no período de isolamento devido à pandemia, num tratamento mais voltado à encenação. Nos primeiros dias de 2022, numa adaptação mais radical em forma de diálogo, quando convidei Arlete Cunha para fazer parte do espetáculo. A extraordinária experiência de Arlete em processos de natureza ritual, atriz que sempre admirei e com quem nunca tinha trabalhado, enriqueceu imensamente nosso trabalho durante os ensaios, e sua interlocução com Letícia equacionou o tom das falas, dando à cena o contraponto que faltava à narrativa, trazendo a alternância entre momentos densos e espirituosos.

    Aproximação das pessoas

    A concepção do dispositivo, inspirada em um trabalho do artista francês Charlie Windelschmidt, colabora para a aproximação com as pessoas convidadas para o Seder, sentadas ao redor da estrutura cenográfica. A ambientação reflete o afastamento da fábula e enfatiza a presentificação, permitindo com que situações relatadas sejam evocadas pontualmente. Em nossa proposta, a ênfase testemunhal, por meio do relato, se coloca como um desafio, numa cerimônia para poucos, de reforço da simples presença, que recusa os excessos tecnológicos para trazer um pouco de luz às sombras que ameaçam nossas memórias.

    RAIZ AMARGA – Por que esta noite é diferente de todas as outras?

    Até 29 de outubro

    Sextas e sábados, às 20h

    Domingos, às 19h

    Ingressos antecipados via Sympla

    Inteira: R$ 50,00 + taxas

    Meia-entrada: R$ 25,00 + taxas (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Link: https://www.sympla.com.br/evento/raiz-amarga/2151634

    Ingressos na hora em dinheiro ou PIX (bilheteria abre uma hora antes do início do espetáculo)

    Inteira: R$ 60,00

    Meia-entrada: R$ 30,00 (estudantes, idosos, professores, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda com cadastro no CadÚnico)

    Ficha técnica

    Elenco | Arlete Cunha e Letícia Schwartz

    Direção | Clóvis Massa

    Dramaturgia | Clóvis Massa e Letícia Schwartz a partir de textos de Letícia Schwartz

    Depoimentos | Reli Gizelstein Blau*

    Produção | Naomi Siviero

    Assistência de produção | Carla Cassapo

    Iluminação | Carol Zimmer

    Cenografia e ambientação | Clóvis Massa

    Cenotécnica | Rodrigo Shalako

    Trilha sonora | Daniel Roitman

    Figurinos | O grupo

    Audiodescrição | Mil Palavras Acessibilidade Cultural

    Consultoria de cultura judaica | Marcos Weiss Bliacheris

    Consultoria sobre música judaica | Margot Lohn

    Captação de recursos | Giuliana Neuman Farias

    Fotografias de divulgação | Bernardo Jardim Ribeiro

    Redes sociais | Pedro Bertoldi

    Assessoria de imprensa | Bebê Baumgarten

    Duração: 65 min

    Classificação indicativa: 12 anos

    Capacidade de público por sessão: 33 pessoas

    *As falas de Reli Gizelstein Blau são excertos da entrevista concedida à USC Shoah Foundation

    Redes do espetáculo:

    https://www.instagram.com/espetaculoraizamarga

  • Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Um bar para os apreciadores de sinuca, em ponto icônico de Porto Alegre

    Pub Snooker Tigre abre empreendimento localizado no Ed. Casas Tigre, esquina das Av. Ipiranga e  Azenha,  que reúne lazer, aulas de sinuca e campeonatos esportivos  

     Edifício Casas Tigre, um dos prédios mais conhecidos de Porto Alegre, fincado na esquina das avenidas Ipiranga e Azenha, recebe, agora, o Pub Snooker Tigre (Av. Ipiranga, 1555, Sala 301).  Inspirado nos pubs de snookers da Inglaterra, o empreendimento não será apenas um lugar de lazer, como também abrigará campeonatos esportivos, aulas de sinuca e, futuramente, projetos de inclusão social. Uma loja vendendo itens de sinuca, como tacos profissionais, cases para taco, giz, luvas e outros itens, funcionará no local. 

    Com 840m², o espaço possui oito mesas profissionais para locação, todas calibradas e reguladas para oferecer a melhor qualidade para praticar e se divertir. Cada mesa possui campo de jogo de 2.84 de largura e 1.42 de comprimento. “Em Porto Alegre existem locais com mesas da mesma medida, porém não com a mesma qualidade e calibragem”, afirma Valdemir Linhares da Silva, proprietário do pub. Com investimento de 680 mil reais do Grupo Turbo Motos, o Snooker Tigre tem como objetivo incentivar a prática do esporte entre adolescentes, mesmo sabendo que atualmente há um número reduzido de jovens que o praticam.

    A nossa proposta é inserir e fortalecer a participação desse público mais jovem. Sabedores que somos que atualmente o público que mais joga é acima de 40 anos, sem idade limite. Assim, nosso objetivo é criar um ambiente acolhedor na Snooker Tigre, onde você possa vir com sua família e desfrutar de momentos de lazer juntos. Queremos que seja comum vermos pais se divertindo com seus filhos ou mães se juntando à diversão”, reforça Linhares.

    O empresário Valdemir Linhares da Silva. Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Decoração 

    Além das mesas profissionais, outro diferencial é a decoração, inspirada nos pubs de sinuca na Inglaterra.  “Procuramos trazer na decoração, nas fotos aplicadas junto às paredes, fotos estas em preto e branco, trazendo um ambiente mais retrô com pessoas famosas do passado e presente que praticam sinuca”, diz Linhares. Para complementar o ambiente, há quadros com referências ao mundo das duas rodas (motociclismo), já que nos antigos Coffee Racers existiam jovens que jogavam sinuca nos bares e se juntavam para andar de moto. “Assim, acredito que o ambiente de sinuca condiz com o ambiente da motocicleta”, destaca Linhares.

    Gastronomia

    No cardápio, uma variedade de lanches e petiscos, como Choripan, Torradas, Empadas e Pastéis. No entanto, a aposta gastronômica fica por conta dos hamburguers artesanais e das pizzas, todos preparados na casa. “Desde o pão até o mais simples ingrediente, prezamos pela qualidade para proporcionar o melhor”, informa Linhares. Na carta de bebidas, cervejas, vinhos, espumantes e drinks, além das não alcóolicas.  

     

    Foto: Robilar Pereira Souza/ Divulgação

    Aulas particulares, campeonatos e inclusão social

    Além das oito mesas que estão disponíveis no salão, existe uma nova mesa reservada para quem deseja ter aulas particulares. Goiano, o campeão brasileiro de sinuca por várias vezes, irá ministrar as aulas. Um trabalho de inclusão social, voltado para jovens em situação de vulnerabilidade social, será colocado em prática nos próximos meses, além, é claro, de receber competições de sinuca. “As expectativas são as melhores possíveis. Quero proporcionar a melhor experiência de sinuca que Porto Alegre já teve. Estamos preparados para receber etapas dos campeonatos regionais e brasileiros de sinuca, para jogadores masculinos e femininos. O Snooker Tigre veio para virar referência no meio da sinuca e esperamos inspirar as pessoas a jogar esse esporte maravilhoso”, finaliza Linhares.

    SERVIÇO

    O QUE: Pub Snooker Tigre

    ENDEREÇO:  Av. Ipiranga, 1555 – Sala 301

    FUNCIONAMENTO:  De segunda a sábado, das 16h às 00h. 

    INFORMAÇÕES: 51.99119.5764 e 3209.1625

    INSTAGRAM: @Snookertigre

    SITE: https://www.snookertigre.com.br/

  • Feira do Livro vai debater antirracismo, diversidade e sustentabilidade

    A 69ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre, que começa no dia 27 de outubro, promete ser um evento cultural amplo e inclusivo. Com uma abordagem voltada para questões contemporâneas e sociais, a Feira deste ano terá programações específicas voltadas ao antirracismo, a temas da comunidade LGBTQIAPN+ e sustentabilidade. Com isso, busca promover diálogos, reflexões e a valorização de diferentes grupos e perspectivas.

    A programação com a temática antirracista começará no dia 28 de outubro, com uma mesa redonda sobre literatura negra: tradição e influência, com Luiz Maurício Azevedo e Fernanda Bastos, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul, a partir das 18h. A jornalista e escritora Luciana Barreto fará o lançamento do seu livro Discurso de ódio contra negros nas redes sociais no dia 4 de novembro, no Auditório Barbosa Lessa – Espaço Força e Luz – (Rua dos Andradas, 1223), a partir das 17h30.

    Na parte da diversidade, o público terá acesso a oficinas, palestras e saraus entre os dias 28 de outubro e 14 de novembro. Um dos destaques ocorrerá no auditório do Memorial do RS, onde será lançada a coletânea de artigos Novas fronteiras das histórias LGBTI+ no Brasil, de Augusta da Silveira de Oliveira, Lauri Miranda Silva e Paulo Souto Maior, a partir das 17h do dia 5 de novembro.

    Sustentabilidade

    Um aspecto relevante da Feira deste ano será a discussão sobre sustentabilidade e meio ambiente por meio de seminários. Um deles ocorrerá no dia 8 de novembro, a partir das 15h, no Auditório Barbosa Lessa, com o tema “A diversidade sustenta o futuro — Homenagem a Paulo Kageyama. Biodiversidade enquanto complexidade viva: enfrentando assimetrias no decênio decisivo”, com Luiz Marques, Raquel Kubeo, Leonardo Melgarejo e José Renato Barcelos. Na ocasião, será anunciado o lançamento do livro: Agrotóxicos – impactos sobre a saúde e o equilíbrio ecossistêmico, organizado por Cíntia Teresinha Burhalde Mua e Leonardo Melgarejo, com prefácio de Ingo Wolfgang Sarlet.

    Autores internacionais

    A Praça da Alfândega também receberá escritores vindos de oito países diferentes. Nina Brochmann e Ellen Stokken Dahl, médicas norueguesas, desembarcarão na Capital para o bate-papo “Você pensou que conhecia seu corpo? Pense de novo!”, em 29 de outubro; Eckhart Nickel, escritor alemão, trará o debate “quando a literatura e as artes visuais se encontram em um triângulo amoroso”, em 9 de novembro; Giovanna Rivero, escritora boliviana, trará mais detalhes sobre o seu livro Terra fresca da sua tumba, evento em parceria com o Instituto Cervantes de Porto Alegre no dia 1º de novembro.

    Nicolás Ferraro, argentino, participará de um bate-papo sobre o atual momento da literatura policial Latino Americana em 4 de novembro; Tereza Cárdenas, cubana, participará de um encontro no dia 4 de novembro; Luis Santos, uruguaio, fará o bate-papo “diálogos entre Brasil e Uruguai”, em 4 de novembro; Joana Bértolo, portuguesa, tratará sobre cartografias literárias no dia 8 de novembro; e Faisal Al Suwaidi, dos Emirados Árabes Unidos, que apresentará sua obra Sob as asas dos anjos em 14 de novembro.

    A Feira do Livro de Porto Alegre será realizada ocorre até 15 de novembro. Neste ano, o patrono é o escritor e cineasta Tabajara Ruas.

  • Em agosto prossegue seminário sobre a influência do arquiteto Otto Wagner no Brasil

    Em agosto prossegue seminário sobre a influência do arquiteto Otto Wagner no Brasil

    Durante o mês de agosto prossegue a exposição e o seminário sobre a obra e a influência do arquiteto austríaco Otto Wagner na concepção de prédios no Brasil, através de profissionais da área que foram seus alunos e discípulos.

    A curadoria da mostra é de Andreas Nierhaus (diretor do Museu de Viena) e Golmar Kempinger Khatibi. Organização no Brasil de   Kathrin Holzermayr Rosenfield (Professora Titular de Filosofia, Literatura e Estética na Universidade Federal do Rio Grande do Sul .)

    Ambos eventos são iniciativas oferecidas pela Embaixada da Áustria e pelo Museu da Cidade de Viena, pelo Centro de Estudos Europeus e Alemães (CDEA) e pela Pinacoteca Aldo Locatelli da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

     

    PROGRAMAÇÃO

    Sexta 4/08/1923 – 14 horas – Paço Municipal

    – Video Dr. Nierhaus_Otto Wagner: A Tradição da Modernidade. Otto Wagner, sua Escola e a inovação da arquitetura em torno de 1900. (Die Tradition der Moderne. Otto Wagner, seine Schule und die Erneuerung der Architektur um 1900)

    – Visita guiada da exposição

     

    Sexta 11/08/1923 – 14 horas – Paço Municipal

    – Adolf Loos –  Visionário e Provocador (Visionär und Provokateur)

    – Visita guiada da exposição

     

    Sexta 18/08/1923 – 14 h  – Paço Municipal

    – Josef Hoffmann – Em Busca da Beleza (Auf der Suche nach Schönheit)

    – Visita guiada da exposição

     

    IAB –  Sexta 25/08/192 – 18 h –  Instituto dos Arquitetos do Brasil

    – Debate sobre Teoria e Prática da arquitetura

     

    Sessão de filme extra (data a definir)

    – Otto Wagner – Visionário da modernidade (Visionär der Moderne)

    A curadoria da mostra é de Andreas Nierhaus (diretor do Museu de Viena) e Golmar Kempinger Khatibi. Organização no Brasil de   Kathrin Holzermayr Rosenfield (Professora Titular de Filosofia, Literatura e Estética na Universidade Federal do Rio Grande do Sul .)

     

  • Escritor Demétrio Peixoto autografa “Retratos não falados”, no Espaço Amelie

    Escritor Demétrio Peixoto autografa “Retratos não falados”, no Espaço Amelie

     

    O escritor Demétrio Peixoto autografa seu livro “Retratos não falados” no dia 2 de junho, a partir das 18, no Espaço Amelie. A produtora cultural Betânia Gonçalves convida a conhecer a obra do autor que traz passagens, pensamentos e poemas.

    “Trata-se de um cenário poético plural, onde o autor dá ao leitor uma passagem para uma viagem à alma. São cenários cotidianos onde o poema traduz o dia a dia, com doses nada homeopáticas de sentimentos. É uma ação e reflexão combinadas com o efeito de brindar os antagonismos e eufemismos da vida urbana, social, sexual, cultural, física. A literatura sempre convidando para uma viagem necessária para dentro.”, explica o material de divulgação da obra. A produtora cultural Betânia Gonçalves conclui, “o Espaço Amelie está de portas abertas para mais uma celebração criativa”.

  • Sopapo Poético destaca a contribuição de mestre Telmo Flores na música negra do RS

    Sopapo Poético destaca a contribuição de mestre Telmo Flores na música negra do RS

     

    Neste mês, o Sopapo Poético traz para o centro do círculo da poesia a Banda Kalunga, destacando as composições do mestre Telmo Flores. O sarau será recebido pelo Afrosul Odomodê, na Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, na próxima terça-feira, dia 25 de abril, às 19h30min. A entrada é franca.

    O sarau Sopapo Poético é promovido pela Associação Negra de Cultura (ANdC) desde 2012. Como outros saraus afro-brasileiros, o encontro evoca o protagonismo negro, em uma roda de atuações, reflexões e de convivências afrocentradas, reunindo artistas, pensadores e simpatizantes da cultura negra de resistência.

     

    Kalunga Quilombola

    A Banda Kalunga surgiu em 2014 na cidade de Porto Alegre-RS, com o propósito de levar a luta quilombola para o contexto artístico e cultural. A banda é composta por trabalhadoras, trabalhadores, estudantes e militantes e se define “como uma conexão de diversas mentes em torno das composições do mestre griô Telmo Flores”. A Kalunga traz em seu repertório um conteúdo voltado à luta antirracista e à afirmação dos quilombos como espaços de empoderamento e preservação da cultura africana, de protagonismo negro e de criação.

    Telmo Eduardo Flores, conhecido como “mestre Telmo”, é o vocalista e principal compositor do grupo. Em letras viscerais e diretas, suas composições, além de resgatarem a histórica resistência afro-brasileira, abordam temáticas contemporâneas, como a criminalização da população negra e periférica, a brutalidade policial, o poder da mulher negra, o racismo velado e as dificuldades impostas à população negra pelo sistema opressor. O mestre Telmo Flores também possui uma importante trajetória de militância junto ao Movimento Negro Unificado (MNU) e à Frente Quilombola, além de um passado carnavalesco, como integrante da Imperadores do Samba e, posteriormente, como um dos fundadores da Escola de Samba do Quilombo do Areal da Baronesa.

    Sopapinho Poético

    Com a proposta de desenvolver o interesse pela cultura e pela poesia nos pequenos, o Sopapinho Poético é um momento de fortalecimento da identidade étnica e da autoestima das crianças negras. As atividades do Sopapinho, paralelas ao sarau, são direcionadas para crianças de todas as etnias e envolvem brincadeiras, artes visuais, canto, contação de histórias e a participação na roda de poesia.

    Feira Afro

    A Feira Afro acompanha e apoia o Sopapo Poético desde suas primeiras edições, fortalecendo o espírito comunitário do sarau. A diversidade de produtos e estilos é sua característica, reunindo afro-empreendedores e artesãos, com produção voltada para a identidade étnica. Artesanato, alimentação, literatura, estética cultural, vestuário, cosméticos naturais, música – e muito mais – são opções da feira para o eclético público sopapeiro.

    SOPAPO POÉTICO – Ponto Negro da Poesia

    Edição de abril/2023

    Convidados: Banda Kalunga & mestre Telmo Flores

    Data: 25 de abril de 2023, terça-feira, 19h30min

    Local: AFRO-SUL ODOMODÊ | Av. Ipiranga, 3850, Bairro Jardim Botânico, Porto Alegre-RS

    ENTRADA FRANCA

    Realização:

    Associação Negra de Cultura – ANdC

    Apoios:

    AfroSul Odomodê

    Feijão & Lentilha Photography

    Fábio Ferreira – designer gráfico

    Silvia Abreu Consultoria Integrada de Marketing

    Créditos das fotos:  Leonardo Pradella

  • Nova apresentação de ” O Sussurrar da Cigarra”, na Terreira da Tribo, dia 24

    Nova apresentação de ” O Sussurrar da Cigarra”, na Terreira da Tribo, dia 24

    O espetáculo “O Sussurrar da Cigarra” volta a ser encenado na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont 1186), nesta segunda-feira, dia 24 de abril, com entrada franca.

    O sussurrar da cigarra.Foto: Ikegami Naoya/ Divulgação
    Junto aos bailarinos, o músico convidado Duda Cunha performa texturas sonoras ao vivo e reproduz uma seleção de clássicos assinados pro Bach e Nino Rota. A direção é de Etusko Ohno, figurinista e maquiadora dos mestres Kazuo e Yoshito Ohno.
    “O Sussurrar da Cigarra”
    Dia 24 de abril às 20h
    Na Terreira da Tribo (rua Santos Dumont, 1186)
    Entrada Franca
  • Livro infanto-juvenil de Chris Dias joga luz sobre a história invisível dos negros

    Livro infanto-juvenil de Chris Dias joga luz sobre a história invisível dos negros

    O livro O Mistério das Histórias Invisíveis, da escritora Chris Dias com ilustrações de Wagner Mello (Editora Acesso Popular), será lançado hoje, a partir das 18 horas, no Armazém Porto Alegre, na Escadaria da Borges.

    A capa com letras pretas brilhantes sobre o fundo preto fosco faz lembrar que, ao jogar luz sobre o que está no escuro, aquilo se torna visível.

    Invisíveis são as histórias que não foram escritas, e por isso acabam esquecidas, como a dos Lanceiros Negros, massacrados durante a Revolução Farroupilha, por muito tempo ignorada.

    Na obra infanto-juvenil, a dupla de estudantes Alice e André precisa cumprir um desafio proposto pela professora e descobrir uma história invisível.

    Transitam pelos fatos históricos que compõe a letra do hino rio-grandense e, entre viagens no tempo e episódios sobrenaturais, desvendam o mistério que levou à falta de reconhecimento ao povo Negro na história do Estado.

    Ao chegarem ao trecho “povo que não tem virtude…”, não conseguem terminar o verso.

    A autora considera este, que é seu 43º título publicado, o mais importante, e com ele quer estimular o debate sobre a sua influência na cultura racista no estado. “É uma canção que ficava dentro de mim sem que esse tema pudesse ser processado. Eu considero esse livro o mais importante que já escrevi porque eu estava descortinando isso em mim e ajudando a descortinar no outro ao apresentar um assunto que é polêmico na origem, na essência, e que a prática do antirracismo na construção de uma sociedade mais justa passa por aí”, reflete. 

    Para Chris Dias, essa é uma causa coletiva e ao mesmo tempo de cada um. Ela a acredita que os casos de racismo que acontecem no Rio Grande Do Sul, de certa forma, são autorizados pelo hino. “É por isso que desconstruir esse cântico é muito importante. Talvez refletir sobre ele seja uma forma muito potente de investir sobre o tema. A minha contribuição é fazer pensar, do mesmo jeito que eu fiz internamente. Como perceber as coisas que estão aí e parecem óbvias”, entende a escritora.

    Sobre a Autora: 

    @chris_dias_escritora

    Facebook: Christina Dias 

    Chris Dias nasceu e vive em Porto Alegre. É escritora e ministra cursos para professores e interessados na leitura literária e produção cultural para a infância. 

    Há 18 anos teve o seu primeiro livro publicado para o público infantil e desde lá acumulou 42 títulos em editoras de todo o país. Alguns dos seus livros receberam o Prêmio Açorianos de Literatura Infantil, Prêmio AGES e IEL- Associação gaúcha de escritores e figuraram entre os finalistas do Prêmio Jabuti. 

    Seus mais recentes títulos são Ninguém Aprende Samba no Colégio (Ed. Globo), Clara, Clarita, Ita – um passeio na obra de Clara Pechansky (Ed. Acesso Popular), Jogos depois da chuva e Então quem é? (FTD). Este último esteve no Catálogo de Bologna, na maior feira de livros para a  infância do mundo.

    Além de livros impressos, conta com onze títulos na Biblioteca Digital Elefante Letrado.

    Seu projeto mais recente é o Kombina – um ponto de Cultura Móvel, instalado em uma Kombi, que leva artes integradas por onde passa. Já percorreu mais de 200 cidades de Santa Catarina, Paraná, e Rio Grande do Sul, e uma turnê pelo Uruguai. Recebeu os Prêmios Inovação Empreendedora do PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade) e Viva Leitura, do Ministério da Educação.

    Participa dos principais projetos de leitura do Estado, entre eles Autor Presente, Adote um Escritor e Leituração. Já participou de festas literárias em mais de 100 municípios do RS, tendo sido patrona e homenageada em muitas delas. Ressalta como referência, a feira de Bento Gonçalves onde foi patrona da primeira feira de livros infantis do Estado e da feira voltada ao público adulto.

     

  • “Teatro para Pássaros” de volta, no 24º Porto Verão Alegre

    “Teatro para Pássaros” de volta, no 24º Porto Verão Alegre

    “Teatro para Pássaros” integra programação do 24º Porto Verão Alegre com apresentações nos dias 17, 18 e 19 de janeiro

    Espetáculo conta com sessões na sala Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana

    Após duas temporadas de sucesso em 2022, o espetáculo Teatro Para Pássaros estreia na programação do 24º Porto Verão Alegre, com sessões na sala Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico), que acontecem nos dias 17, 18 e 19 de janeiro (terça, quarta e quinta-feira), sempre às 20h30min.

    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Em cena, seis atores vivem personagens expostos a uma série de circunstâncias constrangedoras: um acontecimento misterioso marca a separação de Marcos e Jazmin; enquanto, após viver uma situação limite, Teresa escreve seu primeiro texto teatral e quer seu projeto produzido por Toni. Paralelamente, Ricki e Glória não conseguem disfarçar o fim do seu amor.

    Teatro Para Pássaros – foto © Fernanda Chemale/ Divulgação

    Os três casais se encontram em uma sala de um pequeno apartamento durante uma madrugada. Lá embaixo, na calçada, uma mancha de sangue.

    Ao testemunhar uma armadilha do teatro dentro do teatro, o público é convidado a refletir sobre a complexidade das relações humanas em um mundo capitalista e a entrar em contato sobre as agruras de uma produção do segmento das artes cênicas. A atmosfera non sense é narrada de forma frenética com humor e ironia em um espetáculo ágil e dinâmico.

    Ficha Técnica:

    Autor: Daniel Veronese
    Direção: Breno Ketzer Saul
    Elenco: Áurea Baptista, Carla Cassapo, Dionísio Farias, Evandro Soldatelli, Raquel Zepka, Vinícius Petry

    Duração: 80 minutos
    Classificação: 12 anos

  • Bublitz Academia lança musical “Os Felizardos”, na Cinemateca Capitólio

    Bublitz Academia lança musical “Os Felizardos”, na Cinemateca Capitólio

     

    Segundo filme musical do grupo terá sessão de estreia no dia 5 de dezembro.

    A Bublitz de Academia de Musicais (BAM) prepara o lançamento do segundo filme de sua história. Depois da estreia de “A Última Noite em Madame Bublitz” em dezembro do ano passado, a escola dirigida por Patrick Bublitz e Débora Neto vai encenar outra obra de roteiro original produzida pelo grupo. “Os Felizardos” tem estreia na segunda-feira, 5 de dezembro, às 20h, na Cinemateca Capitólio (Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre). Os ingressos custam R$ 45 e podem ser adquiridos pelo link: https://linktr.ee/bam.musicais.

    Os Felizardos. Foto: Guto Oliveira/ Divulgação

    O filme musical, com 1h30 de duração, tem produção de Débora Neto e Rodrigo Teixeira, que também é responsável pela direção e dramaturgia. Todas as letras são versões do próprio grupo, com textos em português a partir da trilha de musicais famosos como Chicago, Família Addams e Os fantasmas se Divertem (Beetlejuice).

    Sinopse:
    A família Felizardo ostenta um estilo de vida luxuoso e excêntrico. Todos os anos é sede de um leilão beneficente em sua mansão. Ninguém esperava, contudo, que o evento da vez seria palco de uma tragédia: o assassinato do magnata da família. Um detetive surge para desvendar o mistério. Os suspeitos estão mais próximos do que se imagina… e nada é o que parece. Todos querem descobrir: quem matou Fortunato Felizardo?

    Bublitz Academia de Musicais
    Tradicional sobrenome da cultura do Estado, os Bublitz são reconhecidos há mais de 40 anos pelo Ballet Vera Bublitz e depois pela Bublitz Galeria de Arte, do marchand Nicholas. Em 2019, nasceu a Bublitz Academia de Musicais, comandada por Patrick, neto de Vera e filho de Carlla Bublitz, e pela cantora e produtora musical Débora Neto. O objetivo de colocar o Rio Grande do Sul no mapa dos musicais foi lançado com a estreia do espetáculo “Os Miseráveis Experience”, há 3 anos, no Theatro São Pedro. Mesmo durante a pandemia, a academia com cerca de 25 integrantes continuou ativa, ensaiando para filmes e apresentações musicais. Neste ano, já encenaram um trecho de Matilda, ao lado do Ballet Vera Bublitz, e preparam o espetáculo musical “Escola do Rock”, para o dia 17 de dezembro, no Centro Histórico e Cultural da Santa Casa.

    Os Felizardos. Foto – Guto Oliveira/ Divulgação

    Ficha técnica e ingressos:

    “Os Felizardos” por Bublitz Academia de Musicais
    Estreia: 5 de dezembro, às 20h
    Local: Cinemateca Capitólio – Rua Demétrio Ribeiro, 1085, Porto Alegre
    Ingressos: R$ 45. Podem ser adquiridos em https://linktr.ee/bam.musicais

    Produção:
    Bublitz Academia de Musicais
    Débora Neto
    Rodrigo Teixeira
    Dramaturgia e Direção: Rodrigo Teixeira
    Roteiro: Criação coletiva
    Assistente de Roteiro: Maria Kipper
    Concepção: Greg Martiny
    Orientação Pedagógica: Débora Neto
    Coreografia: Caru Arísio
    Direção Cênica: Rodrigo Teixeira
    Técnica Vocal: Miguel Allende
    Assistência de Direção:
    1ª Suzy Menegat
    2ª Maria Kipper
    3ª Marina Smokinski
    Direção de Fotografia: Johnny Brando
    Câmera, Montagem e Colorização: Johnny Brando
    Som Direto e Mixagem: Henrique Sömmer
    Maquiagem e Figurino: Gregory Martiny
    Produção Musical: Sidharta
    Direção de Gravação Musical: Débora Neto
    Música Original:
    Vini Kern
    Rodrigo Teixeira
    Versionistas:
    Débora Neto
    Maria Kipper
    Daniela Bublitz
    Miguel Allende
    Apoio: Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul