Exposição apresenta esculturas têxteis para proteger os corpos contemporâneos

 Mostra “Arquiteturas Corporais”, da artista visual Susane Kochhann, será aberta no sábado (10), às 11h, no Museu de Arte do Paço

A artista visual Susane Kochhann apresenta no Museu de Arte do Paço a exposição “Arquiteturas Corporais”, resultado de sua mais recente pesquisa no campo do têxtil. Ela exibe, em uma instalação, 13 esculturas têxteis – também chamadas de armaduras. A curadoria da mostra é de Fábio André Rheinheimer.

Cada escultura têxtil ou armadura mede em média 2,10 x 1,50m e é confeccionada em algodão cru e retalhos de tecidos sintéticos reaproveitados, alinhando-se aos princípios da economia circular. “As armaduras em forma de esculturas têxteis impõem-se no espaço como uma presença ao mesmo tempo monumental e sensível”, avalia Susane, profissional com carreira afirmada em Santa Maria e em ascensão no estado – ela formou-se em Artes Visuais pela UFSM em 2016.

Artista visual Susane Susane Kochhann/ Divulgação

Sua atual coleção teve início com uma pesquisa imagética baseada no Construtivismo Russo, movimento artístico que sempre a inspirou por explorar formas geométricas, cores vibrantes e a integração entre arte, design e vida cotidiana. A partir desse legado, construiu cada traje – outra denominação dada às peças – por meio da justaposição de recortes geométricos coloridos que, ao se encontrarem, estabelecem tensões, equilíbrios e ritmos visuais. Assim, opina a artista, as armaduras deixam de ser meros objetos de proteção e tornam-se arquiteturas corporais que evocam energia, movimento e transformação.

A.artista Susane Kochhann veste uma das armaduras FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

Ela lembra que o uso de armaduras acompanha a humanidade desde a Antiguidade. “O imaginário comum associa o termo ao metal, mas armaduras são, em essência, qualquer vestimenta concebida para oferecer proteção ampliada ao corpo, uma segunda pele capaz de resguardar, amortecer impactos e simbolizar força”, explica Susane. “Nas artes visuais, essas estruturas protetivas aparecem como signos de poder, autoridade e resistência”, observa.

De acordo com  a artista, os trajes que apresenta expandem essa compreensão. “Concebi as peças como armaduras de proteção para o corpo contemporâneo: o corpo que enfrenta pressões materiais e biológicas, o corpo que persiste, que resiste, que se afirma. São esculturas têxteis que operam simultaneamente como vestimentas e escudos”, detalha.

Artista Susane Kochhann veste uma de suas esculturas têxteis FOTO Júlia Gomes/ Divulgação

“Entre tradição e reinvenção, proponho uma reflexão sobre aquilo que nos protege — física, simbólica e emocionalmente — e sobre como o corpo, em sua vulnerabilidade e potência, continua sendo, para mim, o primeiro e o último território de resistência”, conclui Susane.

Associação entre arte e moda

Em seu texto curatorial, Fábio Rheinheimer reforça que a artista evoca a tradição ancestral de abrigo e proteção, diante dos desafios iminentes e perigos externos aos quais o corpo é submetido desde os primórdios.

Na atualidade, ressalta o curador, as armaduras poéticas oportunizam pontual reflexão sobre a ressignificação do fazer artístico a partir da associação entre arte e moda, sob livre orientação de elementos de composição iconográficos do Construtivismo Russo, no caso. “Portanto, segundo a transversalidade do conhecimento aplicado na produção artística”, sublinha Rheinheimer.

Artista Susane Kochhann veste de suas trajes/ Divulgação

SERVIÇO
Exposição: “Arquiteturas Corporais

Artistavisual: Susane Kochhann

Curador: Fábio André Rheinheimer

Abertura: 10/01 (sábado), às 11h

Visitação: de 12/01 a 6/3, de segunda a sexta, das 9h às 17h

Museu de Arte do Paço, Praça Montevidéu, 10, Centro Histórico de Porto Alegre

Entrada gratuita

A parábola diabólica de Valter Sobreiro Junior

GERALDO HASSE
O romance “O Demônio a Ser Pago no Estúdio dos Fundos”, de Valter Sobreiro Junior, pode e deve ser lido como uma parábola sobre o poder do Dinheiro em seu massacre habitual dos trabalhadores, especialmente os praticantes das Artes.
É narrado na primeira pessoa por um ex-programador musical da Rádio Cultura, marca emblemática da era radiofônica no Brasil.
Internado como insano num hospital, o protagonista central conta ao médico sobre sua admiração por uma cantora de voz angelical, Leia Singer, cujo nome é formado pelas dez letras do nome de Elis Regina,
A partir da primeira página do livro, se desenrola uma narrativa dramática que logo se revelará propícia a ser encenada em teatro, território privilegiado do autor, que começa se referindo a uma gravação de Aquarela do Brasil, o samba-exaltação de Ari Barroso, interpretado por Leia Singer de uma forma irresistivelmente subversiva.
“Repare como a voz meneia suave e logo reage áspera, nesse afiar bruto de punhais, rasgando de alto a baixo a cortina do passado”, diz ao médico o sujeito hospitalizado. “Perceba a ironia das fontes murmurantes, da água oleosa de dejetos e doenças que só não mata é a sede”.
A cada verso cantado, revela-se um sentido oculto. “Surdos e tamborins, repiques e pandeiros espocam flashes de documentos falsos autenticados em cartórios, flagrantes de servidores rapinando verbas públicas no fim de semana”.
Só Leia Singer, “a mais certeira das balas perdidas”, poderia interpretar “o verdadeiro sentido do poema inzoneiro, encharcado de suor e sangue, cachaça e banhos de ervas”. Em seguida, a cantora terá sua brilhante carreira descrita numa sucessão de 58 capítulos curtos, preenchidos por dezenas de personagens cujos nomes têm também dez letras, uma engenhosa forma de lembrar a artista sacrificada no altar da MPB.
Leia Singer é inspirada em Elis, mas pode ser Dalva, Angela, Carmen Miranda ou qualquer estrela musical do período de meio século, a partir de 1922, em que a música popular brasileira fluiu pelas ondas do rádio e os sulcos dos discos, ambos crescentemente influenciados pelo showbiz norte-americano.
Um livro que oferece uma visão instigante da cultura brasileira.
“O Demônio…” é a sexta obra literária de Sobreiro, que acaba de completar 84 anos.  Começou em 1987 com “Em Nome de Francisco” (Tchê); em 1990 lançou “Petrona Carrasco”, romance premiado pelo IEL e publicado pela IGEL; em 1994 publicou “A Sombra que Avança até Valério e Outras Sombras” (Tchê/IGEL); em 1995 lançou Maragato (Editora UFPEL), peça que fez duas temporadas no  Rio; em 1997, saiu “Don Leandro ou Os Sendeiros do Sangue”. (EDUCAT/UCPel). É de sua autoria, ainda, a peça “Pai de Deus”, um “pas-de-deux” metafórico sobre a relação entre dois homens, um torturador e sua vítima. Peça de fundo político encenada há três anos no Rio de Janeiro.
Advogado trabalhista, Sobreiro dedicou toda sua vida adulta ao teatro em Pelotas, onde foi professor (de teatro), cenógrafo e diretor. Foi um dos fundadores da Sociedade de Teatro de Pelotas e do Teatro dos Gatos Pelados, que agitaram a cidade gaúcha a partir dos anos 1960. Montou e dirigiu mais de 60 espetáculos teatrais encenados em várias cidades do Brasil e também no Uruguai.
“O Demônio” foi editado pelo autor, que pode ser contatado no Facebook e no Instagram.

A arte da Galeria Bublitz chega ao litoral, a partir do dia 3 de janeiro

Lançamento de livro sobre tapetes orientais, Semana de Arte e leilão estão entre as atrações que iniciam no dia 3 de janeiro, em Atlântida.

Cultura e arte no início e no fim da temporada. A Galeria Bublitz preparou diversas ações para o veraneio 2026 no litoral gaúcho. A tradicional Semana de Arte na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA) inicia no sábado, 3 de janeiro, com o lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”, escrito pelo marchand Nicholas Bublitz. A programação segue até o dia 11 de janeiro com exposição de diversos artistas gaúchos e nacionais, tapetes orientais e objetos de decoração. A mostra terá ainda a participação de Marcelo Hübner, fazendo pinturas ao vivo, retratando cenas do litoral. A entrada é franca.

“A Galeria Bublitz tem sede em Porto Alegre, mas faz do Rio Grande do Sul sua casa. Ao longo do ano, levamos exposições e leilões para o interior, para a Serra, para o centro do Estado, para a fronteira. E no verão estamos onde os gaúchos e muitos turistas de outros Estados e até do exterior estão. O litoral vai além da praia, também é lugar para apreciar a arte e estamos felizes por promover essa nova temporada”, detalha o marchand Nicholas Bublitz.

Nicholas Bublitz – lança livro sobre tapetes. Foto: Maurício Lima/ Divulgação

A abertura da programação é marcada pelo lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”, um guia completo sobre o tema que aborda, em detalhes, as diferentes origens das peças e as variações e os modelos apresentados em cada país, como Irã ou Pérsia, Turquia ou Anatólia, Cáucaso, Índia, China e Ásia Central. Também cita quais são os tapetes orientais mais caros do mundo e explica as diferenças e os simbolismos dos desenhos representados em cada tapete. Por exemplo, a árvore é considerada o centro ao redor do qual tudo tem valor e vive, o bode representa força e o pavão simboliza a prosperidade.

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O artista Marcelo Hübner também participa da Semana de Arte transformando a SABA em seu atelier, onde fará pinturas ao vivo com a temática do litoral. As cores e os traços característicos de Hübner poderão ser conferidos também nas obras expostas de diversas séries que compõem sua trajetória, como “Banhistas”, “Floristas”, “Urbanos”, “Jornais Florais” e as “Paisagens Gaúchas”; “Jardins Tropicais” e a série “Vívidas”, com figuras femininas, de teor intenso e ardente, que trazem um raio vívido de esperança para as telas.

o artista visual Marcelo Hübner – Acervo Pessoal/ Divulgação

Além das obras de Marcelo Hübner, a Semana de Arte da Galeria Bublitz traz mais de 400 itens, com destaque para as criações de Erico Santos, Antonio Soriano, Paulo Amaral, Paulo d’Avila, Marcelo Zeni, Mirian Garcia, Vitório Gheno, Kenji Fukuda, Fernando Ikoma, Flávio Scholles, Ênio Lippmann, Ana Caroline Becker, Sergio Lopes e João Carlos Bento.

Os tapetes orientais, que são outra marca registrada da Bublitz, também estarão no espaço. Exclusivos e importados da Índia e do Irã trazem a tradição dos modelos Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. A exposição também destaca objetos de decoração, como porcelana europeia, itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.

A Semana de Arte funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%. São 300 tapetes orientais feitos à mão, cristais, porcelandas, prataria e outros objetos de arte.

Depois disso, no dia 21 de fevereiro, às 19 horas, a arte volta ao litoral com um leilão especial com mais de 200 lotes entre tapetes, cerâmicas e obras de diversos artistas no Ventura Club, localizado na Av. Paraguassú, 352, no Centro de Xangri-Lá (RS).

Programação:

Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
Local: 
SABA – Av. Central, 5 – Atlântida
Período: 
3 a 11 de janeiro
Horário: das 10h30 às 19h30

Lançamento do livro “Tapetes Orientais no Brasil – história e curiosidades”
Autor: Nicholas Bublitz
Local: SABA
Data: 
3 de janeiro
Horário: 20h
Leilão de Arte da Galeria Bublitz
Local: 
Ventura Club
Endereço:
Data: 
21 de fevereiro
Horário: 19h

Information Society com Thea Austin e Noel em Porto Alegre

Assistir a performance de Noel, Thea Austin e Information Society em Porto Alegre, na noite deste domingo 14 de dezembro, é, além de uma volta à juventude, uma experimentação de como bandas que fizeram grandes hits dançantes dos anos 80 e 90 ainda mantém o pique e a identidade.

 

Aos que esperavam uma incursão do Noel e da Thea no show do Information Society, depararam-se com mini shows de abertura, relembrando grandes hits com potência de palco de dar inveja às novas gerações. Paralelamente, ambos valeram-se de dançarinas que fizeram como um mash up de gerações, que brincavam com o pique dos anos 90 em coreografias simples e de movimentos curtos como tiktokers. E essa brincadeira e esses paralelos traçados foi o que, com certeza, marcou todas as performances da noite.

 

Noel subiu ao palco com gana invejável. Apesar de apresentar apenas 3 músicas, onde “Like a Child” já fez todos no Araújo Viana cantarem junto. Mostrando grande potência vocal, sustentou a afinação e o fôlego com danças animadas e de movimentos amplos. Sua interação com o público é inpecável, com direito a pedido de desculpas por não saber português, mas arranhar bem o espanhol.

Thea Austin é pouco conhecida aqui por seu nome, pois ficou mais aclamada por sua banda super 90’s SNAP!, banda que colocou nas paradas uma das maiores músicas da, então recém surgida, dance music, “Rhythm is a Dancer”. Com uma performance de palco fora da curva, onde ora interagia com o público, ora performava com as dançarinas no melhor estilo anos 80-90 (chegando a dar o microfone para uma delas assumir parte da música e interagir com o público). Tudo montada num salto 15 e figurino extravagante, maravilhoso para o palco e que a destacava diante de suas imagens no telão. O hit que fechou sua apresentação de 4 músicas foi “The Power”, que contou com o DJ saindo de trás das suas pick-ups e vindo puxar o coro “I’ve got the power”.

 

Information Society era o show mais aguardado da noite, e apresentou um show cheio de inquietudes e dualidades. O vocalista Kurt Harland entregou uma performance teatral e irônica, e, se quisermos sair do óbvio de um show feito para dançar, certamente essa é a banda para isso. Afinal, o show abria com o seguinte dizer no telão:

 

O show, dividido entre dois momentos distintos, abre com “Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds”, uma música instrumental, lado B, executada não apenas de uma forma sarcástica, mas com as roupas da banda remetendo àquela imagem de textura holográfica que se tinha do que seriam os anos 2000, enquanto o vocalista assumia um figurino com um casaco estruturado preto, podendo remeter a um ditador. Sua performance brincava bastante com essa ideia de autoritarismo, chegando a fazer sinal para o público ficar quieto – e o público obedecer, depois sendo satirizado pelo frontman por ser a única plateia do planeta a não fazer mais barulho depois. No telão, referências que apenas quem estava ali e fazia dança de reunião dançante entenderia, captando recortes de Godzilla ou da Enterprise (será que as dançarinas saíram do palco por não conhecerem as referências?).

 

O segundo momento do show (por assim dizer) é marcado pela troca de roupa, onde o baixista James Cassidy (posicionado a esquerda) usa uma camiseta escrita YOU, o vocalista, ao centro, uma escrita ARE, e Paul Robb, a direita, CONTENT, novamente transitando nas palavras de ordem.

 

A banda é conhecida por permear ora no adverso, ora nas referências. O fundo de sua performance, ultra colorido, formando recortes e enfatizando releituras e mudanças estéticas do tipo 8 bits (ou um cartuxo de videogame mal colocado), trazia todo tipo de movimento que se possa imaginar, criando colagens em cores tipo Keith Haring; tudo isso na melhor estética retrô-cideral, onde a referência Star Trek vem do sample do Dr Spock falando “Pure Energy” em “Whats on Your Mind”, um dos primeiros hits da banda e o bis obrigatório.

 

O show for marcado por grandes solos experimentais, freestyle synth, muito mais intenso que a versão discotecada. A única versão similar à original veio no bis mais esperado, “Repetition”, música que encerrou a noite com clima de bailinho, apesar do final um tanto seco, sem despedida, mesmo após as brincadeiras de Kurt com o português.

Um show que entrega muito mais do que as expectativas, mas que é um pouco menos dançante do que o esperado, onde todas as performances entregam muito mais do que o público estava prevendo. Noel chegou a aparecer para bater fotos no pós show e foi atender ao público no final.

Imagens e videos: Karina Lacerda e Kika Freitas

 

Amigos e fãs do cartunista Santiago se mobilizam para pagar cirurgia emergencial

Santiago, cartunista de fama internacional, é um cara  solidário, isso é da índole dele. Ele agora desperta a solidariedade alheia, pois precisa fazer uma cirurgia emergencial e, para isso, tem que levantar uma grana rapidamente!
A Loja da Brasa, especializada em quadrinhos, lança uma exposição de 21 originais do cartunista dia 18/12, às 19h, para arrecadar recursos para pagar a cirurgia, uma prostatectomia radical robótica. Todo o valor da venda das obras será destinado ao pagamento da cirurgia, ou parte dele.

Compartilhar este post e fazer um pix pro Santiago também ajuda: Chave 237446930-15. Não existe valor pequeno!

Nas redes sociais, circula um texto do colega Vicente Marques, com um resumo, se alguém não conhece, da trajetória profissional do Santiago. Abaixo:

“Neltair Rebès Abreu nasceu em Santiago do Boqueirão, no estado do Rio Grande do Sul, em 1950 e é um dos grandes nomes do cartum nacional. Criador do Macanudo Taurino Fagundes, personagem baseado no gaúcho típico do Pampa, foi chargista no Jornal Folha da Tarde e colaborador no Jornal Correio do Povo, Coojornal e o lendário Pasquim.

Em 1994, a revista Witty World, voltada a profissionais do desenho humorístico, incluiu Santiago na lista dos 13 melhores do mundo no gênero “Gag Cartoon” (cartum de uma única cena) ao lado de Quino, Sempé e Aragonés. Ao longo da sua carreira, o cartunista tem sido premiado, publicado e exposto em salões pelo mundo inteiro.

Santiago não só brilhou individualmente, como pavimentou o caminho para o surgimento de tantos outros artistas, eventos voltados para a área e inclusive e a criação de editoras especializadas como a Brasa. Além de ser um amigo querido que merece o nosso carinho e a nossa mobilização. “

https://www.instagram.com/p/DSTHwQcklWu/
A Brasa fica na José do Patrocínio, 607, Cidade Baixa, Porto Alegre.

Clique aqui para ler mais sobre o Santiago no Jornal JÁ.

Documentário resgata Darcy Fagundes, pioneiro do tradicionalismo

Será nesta terça, 16/12, a pré-estreia do longa-metragem Darcy Fagundes – Meu Famoso Pai Desconhecido, na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, a partir das 18h (o filme começa às 19h). Depois será exibido em festivais de cinema do país e só deve chegar ao circuito comercial em setembro de 2026.

“Darcy foi o primeiro artista multimídia do Rio Grande do Sul – poeta, declamador, músico, ator de cinema e radialista”, diz o jornalista Antonio Czamanski, responsável pela produção do filme, dirigido pela também jornalista Luciane Fagundes, filha do artista.

O mais marcante na trajetória de Darcy Fagundes foi o programa Grande Rodeio Coringa, que apresentou durante 15 anos, nas décadas de 1950/60, na Rádio Farroupilha.

Era o programa regionalista de maior audiência no país e revelou talentos que viriam a ser grandes nomes da música. O folclorista, compositor e cantor Paixão Côrtes dizia que Darcy “reformulou toda a história da fonografia” no Rio Grande do Sul.

A diretora Luciane Fagundes era uma menina na época, não compreendia a dimensão das atividades do pai. Começou selecionando fotografias dele, no que contou com apoio do fotógrafo Ivo Czamanski, que sugeriu que fizesse o filme. “Uma pessoa com a experiência dele em fotografia e cinema merece crédito e, então, me decidi por esse trabalho, até porque buscava recuperar ou encontrar um elo perdido na ligação entre meu pai e eu”.

Com o falecimento de Ivo, em agosto de 2023, a tarefa de levar adiante o trabalho coube ao seu filho, Antonio Czamanski. Em três anos de trabalho, gravaram 21 entrevistas com familiares, artistas e pesquisadores, e descobriram registros inéditos do programa. Fizeram tudo sem recursos de fora. “O que vamos levar é o nosso trabalho. Temos noção de que fizemos um bom filme, um bom produto. Mas vamos depender da aceitação do público”, diz o cineasta Rogério Ferrari, que fez a montagem do filme.

“A Sbørnia Kontr’Atracka” de volta a Porto Alegre, para a tradicional temporada de verão.

Depois de uma turnê exitosa por Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Campo Grande, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, “A Sbørnia Kontr’Atracka” está de volta a Porto Alegre para a tradicional super temporada de verão. Em 2026, o espetáculo protagonizado por Hique Gomez e Simone Rasslan fará nove apresentações, de 16 de janeiro a 1ª de fevereiro, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311). Os ingressos custam R$ 160,00 (inteiro) e R$ 80,00 (meia entrada) e já podem ser adquiridos pelo site www.blueticket.com.br.

©2022 Nilton Santolin

Com humor refinado, músicas cativantes e uma narrativa única, “A Sbørnia Kontr’Atracka” promete encantar tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.

Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

O espetáculo é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.

Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando “A Sbørnia Kontr’Atracka”.

Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood.  E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.

Foto: Nilton Santolin/ Divulgação

SERVIÇO

O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka

DATA: 16,17,18,23,24,25,30,31 de janeiro e 1º fevereiro

HORÁRIO:  sexta e sábado às 20h / domingo às 19h

LOCAL:  Teatro da AMRIGS (Av. Ipiranga, 5311)

INGRESSOS:

R$ 160,00 (inteiro)
R$ 80,00 (meia entrada)

 

COMPRA PELO SITE: https://www.blueticket.com.br/evento/39600?c=sbornia-porto-alegre.

 

Pontos de venda física: apenas 2h antes do evento

Descontos Obrigatórios

50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;

50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:

– até 15 anos mediante RG;

– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;

50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;

50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de sangue.

Outros descontos

50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho

 

FICHA TÉCNICA

Criação e direção geral: Hique Gomez

Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro

Projeções visuais: Rique Barbo

Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

Engenharia de som: Edu Coelho

Assistente de produção: Camila Franarin

Assistente técnico: Rafael Pacheco

Camareira: Nelli Schineider

Preparadora vocal: Ligia Motta

Redes Sociais: Pamela Batú

Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez

Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin

Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz

Painel Led – WB Painéis de Led

SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

GESTÃO CULTURAL / DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021

Zoravia Bettiol celebra 90 anos de vida em festa para amigos, admiradores e comunidade cultural

O aniversário de 90 anos da artista visual Zoravia Bettiol será comemorado no próximo dia 16, a partir das 20h, no Encouraçado Butikin. Os organizadores da festa estão convidando a comunidade cultural, amigos e admiradores para a homenagem à mestra. O convite individual (a R$ 100,00) deve ser adquirido pelo PIX 51 99502-6687 e a presença, confirmada pelo whatsapp 21 99576-0558.

A organização do evento, composta pelo artista André Venzon, a curadora Paula Ramos e a produtora cultural Vera Pellin, entre outros nomes ligados às artes, escolheu dar um presente coletivo e “absolutamente necessário” à artista nesta fase de sua vida: um elevador residencial.

A compra do equipamento será custeada com a venda de 200 convites para a festa mais o valor das contribuições, por todos que desejarem colaborar, na vaquinha de arrecadação online criada para essa finalidade, cujo link é: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/zoravia-bettiol-90-anos

Quem colaborar com valores acima de R$ 1.000,00 na vaquinha ganha uma gravura da Zoravia da Série Inventário da Inundação – P/A  [Prova de artista].

A projeção é que a soma das receitas da festa e da vaquinha cubra os R$ 45 mil do preço do elevador e os R$ 10 mil referentes a material e mão de obra para a instalação do equipamento, num total de R$ 55 mil.

Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

A comemoração dos 90 anos de Zoravia terá brinde, bolo, mesa de docinhos, discurso em homenagem à artista e apresentações artísticas. A animação da pista estará a cargo dos DJs Roger Lerina e Piá.

Sete décadas de atuação

Zoravia mora e trabalha em um mesmo imóvel, no bairro Ipanema. Seu ateliê e galeria ficam no térreo e a moradia, no andar de cima.

Ela contorna as dificuldades de locomoção usando bengala para caminhar. Mas a orientação médica é para evitar escadas. O ato de subir e descer a escada existente na casa representa um risco diário de acidente doméstico, como queda, por exemplo. O elevador eliminaria esse risco e traria mais segurança e conforto à artista

Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

Nascida em Porto Alegre em 17 de dezembro de 1935,  Zoravia é uma das mais renomadas, admiradas e queridas artistas gaúchas, com 70 anos de atividade ininterrupta. Sua atuação artística inclui pintura, desenho, arte têxtil, gravura, objetos, murais, instalações, ilustrações e performances.

Ao longo de sua carreira, ela envolveu-se  em importantes causas, como a reativação da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa (a “Chico” Lisboa), a fundação do Movimento Gaúcho em Defesa da Cultura, a criação da Associação Cristal Florido, voltada à inclusão e formação de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, a participação no Conselho Superior da Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural) e a idealização do Museu das Águas de Porto Alegre, entre outras ações.

.Artista Zoravia Bettiol, FOTO Gilberto Perin/ Divulgação

Recentemente, na Noite dos Museus, a artista foi homenageada no Circuito Zoraviando pelas Galerias, em que seis espaços expositivos mostraram obras da mestra e trabalhos inspirados nela.

 O Encouraçado Butikin fica na Av. Independência, 936.

Bar Tutti Giorni resgata sua história com reencontro de cartunistas e show musical

A cena cultural de Porto Alegre ganha um importante reencontro nesta sexta-feira, 5 de dezembro, com o retorno dos encontros de cartunistas no tradicional bar Tutti Giorni, na escadaria do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, ao lado do Hotel Savoy.
Sob nova gestão do agente cultural Pepe Martini e seu irmão Guilherme, o Tutti Giorni reabre suas portas recuperando a essência que marcou gerações de artistas gráficos.

Martini articulou a volta do antigo proprietário Ernani Marchioretto (Nani) e de integrantes da histórica Graffar, reativando as confrarias de desenhistas de humor que, por mais de três décadas, fizeram do Tutti Giorni um ponto de efervescência criativa e boêmia.

O reencontro, batizado de “Tutti, o retorno – dos cartunistas”, busca resgatar a memória cultural e o espírito irreverente que consolidaram o bar como um dos mais emblemáticos redutos de cartum da capital gaúcha. Fortalecendo a iniciativa, os jornalistas Celso Schröder e Stela Pastore se somaram ao movimento em apoio à retomada.
Além das artes gráficas, o público será brindado com um show ao ar livre de Mônica Tomasi e Nelson Coelho de Castro, reforçando o clima festivo do reencontro.
“Estamos muito comovidos com este encontro histórico, reunindo talentos que marcaram a trajetória do desenho de humor em Porto Alegre”, afirma Martini.

Entre as presenças esperadas estão nomes emblemáticos do cartum gaúcho, como: Santiago, Fabiane Langona, Leandro Halls, Celso Schröder, Edgar Vasques, Pomba Cláudia, Eugênio Neves, Vecente, Juska, Mauren Veras, Bier, entre muitos outros.
O evento é aberto ao público e a entrada é gratuita.

Serviço
O quê: Tutti, o retorno – dos cartunistas
Quando: Sexta-feira, 5 de dezembro, a partir das 19h
Onde: Bar Tutti Giorni – Escadaria da Borges de Medeiros, ao lado do Hotel Savoy, Centro Histórico, Porto Alegre
Atrações: Encontro de cartunistas + show de Mônica Tomasi e Nelson Coelho de Castro
Entrada: Gratuita

Roda de conversa e lançamento do livro “Crônicas de Porto Alegre”, com textos de 29 autores

Paulo Timm e Adeli Sell organizaram uma seleção de crônicas sobre Porto Alegre. Editado pela Mottironi Editore e Dominus Edições, o livro foi lançado em novembro. Nesta quinta-feira, das 17h até as 18h30min, haverá uma Roda de Conversa, na Benjuá Floricultura e Café, na Rua Riachuelo, 1294.

Os organizadores prometem para este ano ainda e para 2026 muitos debates sobre a crônica.
Para alguns críticos literários seria um gênero em extinção, por falta de seu principal suporte material, o jornal diário, de onde provêm a crônica.
Porto Alegre por muitos anos foi o centro deste gênero,
começando com Corja e seu Antigualhas, os irmãos Porto Alegre e o mais longevo de todos, Archymedes Fortini.

Paulo Timm e Adeli Sell não esqueceram deles. Há uma
crônica de cada um deles. Há textos dos dois grandes viajantes falar de Porto Alegre; Saint Hilaire e Arsène Isabelle. Sérgius Gonzaga entra com uma elucidativa crônica sobre os anos 60.
Depois vem uma leva de 29 autores, com belas crônicas
sobre nossa capital. O livro custa apenas 48 reais, à venda pelo fone 51.999335309 com Adeli Sell ou na Livraria Isasul.