Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    Primeiro concerto da OSPA em 2025 terá solo da harpista russa Ekaterina Dvoretskaya

    A nova temporada de concertos da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul (Sedac-RS), já tem data para começar: 14 de março. Neste dia, uma sexta-feira, às 20h, o Complexo Cultural Casa da OSPA recebe a harpista russa  Ekaterina Dvoretskaya, em sua estreia no Brasil, como convidada especial.

    O maestro Manfredo Schmiedt, diretor artístico da OSPA, é responsável pela regência da orquestra no programa dedicado aos compositores russos Reinhold Glière e Nikolai Rimsky-Korsakov. A venda de ingressos para o Concerto de Abertura da Temporada 2025 iniciou  nesta quinta-feira (27/3), pelo Sympla. Os valores seguem iguais aos de 2024, variando de R$ 10 a R$ 50. A apresentação também pode ser conferida ao vivo, pelo canal da OSPA no YouTube.

    OSPA 09.11 – Clássicos da Broadway. Foto Vinícius Angeli/ Divulgação

    Em 2025, a OSPA celebra 75 anos de existência. Para abrir uma temporada tão especial, o novo diretor artístico da OSPA, Manfredo Schmiedt, optou por um programa inusitado que revela a força da música orquestral: “Para esta abertura simbólica, escolhi duas obras que dialogam entre sutileza e intensidade. Ao destacar a harpa e contar com a presença da talentosa solista russa Ekaterina Dvoretskaya, reafirmo meu compromisso em ampliar espaços na música e convido o público a se encantar com a riqueza e a diversidade dos instrumentos musicais”.

    A apresentação integra a programação do Mês da Mulher da Sedac-RS. Reconhecida em premiações internacionais, a harpista Ekaterina Dvoretskaya estará à frente da OSPA como solista da obra Concerto para Harpa e Orquestra, do compositor russo Reinhold Glière (1875 – 1956). Segundo a artista, a obra inicia com uma introdução solene repleta de “amor e esperança”, depois envereda por “uma história de amor cheia de reflexões, explosões de sentimentos”, finalizando com “uma verdadeira celebração, escrita pelo compositor dentro da tradição das canções russas”. “Glière cria uma obra grandiosa em conceito e sonoridade, enquanto permite que a harpa ressoe de forma plena, mesmo diante da estrutura densa da orquestra ao fundo”, avalia a musicista.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Dejan Romih/ Divulgação

    No mesmo concerto, após o intervalo, a Orquestra interpreta Scheherazade, Op. 35, de Nikolai Rimsky-Korsakov (1844 – 1908). A obra, baseada na célebre coletânea de contos As Mil e Uma Noites, é uma das composições mais emblemáticas do repertório orquestral. O título Scheherazade é uma homenagem à lendária princesa que, noite após noite, narrava histórias tão fascinantes que salvavam a sua vida. “Em sua Suíte Sinfônica, Rimsky-Korsakov traduz esse universo mágico em uma obra orquestral rica em cores, texturas e temas líricos”, comenta o maestro Manfredo Schmiedt, “Scheherazade não é apenas uma obra-prima musical, mas também uma homenagem à força, inteligência e coragem feminina”, conclui.

    Quem desejar descobrir mais detalhes sobre o programa pode prestigiar o Notas de Concerto, projeto de formação de público que traz comentários e curiosidades sobre cada obra que é apresentada pela orquestra na Série Casa da OSPA. No dia 14/3, às 19h, o professor Francisco Marshall faz a explanação na Sala de Recitais da Casa da OSPA – a entrada é  mediante o ingresso do concerto. Ao longo de 2025, outros especialistas comentarão os concertos da Série Casa da OSPA. Os encontros ocorrem na Sala de Recitais e são transmitidos ao vivo pelo canal da OSPA do YouTube.

    Ekaterina Dvoretskaia _ crédito Yaroslav Yarovoi/Divulgação

    Sobre Ekaterina Dvoretskaia

    A harpista Ekaterina Dvoretskaia estudou na Escola Central de Música do Conservatório Tchaikovsky de Moscou (2010–2021) e, em 2023, tornou-se aluna do Koninklijk Conservatorium Brussel, sob a orientação de Agnès Clément. Desde 2020, é solista da Casa da Música de São Petersburgo e, desde 2022, da Orquestra Juvenil Pan-Russa. Realizou recitais solo e colaborou com orquestras renomadas em locais icônicos, como o Royal Theatre La Monnaie (Bruxelas), os Teatros Bolshoi (Moscou) e Mariinsky (São Petersburgo) e a Filarmônica de Moscou. Venceu o Concurso Internacional de Harpa de Israel (2022), o III Concurso de Música Pan-Russo (2020) e a Harpa de Ouro (2024), entre outras competições.

    Maestro Manfredo Schmiedt regendo a OSPA- Foto Vinicius Angeli/ Divulgação

    Sobre Manfredo Schmiedt

    Com uma destacada carreira na regência coral e orquestral, Manfredo Schmiedt é o atual diretor artístico da OSPA. Mestre em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduado pela UFRGS (BR), recebeu as distinções Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Foi regente convidado de prestigiadas orquestras e atuou por mais de 30 anos no Coro Sinfônico da OSPA e 18 anos como diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica da UCS.

    SERVIÇO

    FUNDAÇÃO ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE

    CONCERTO DE ABERTURA DA TEMPORADA 2025

    SEXTA-FEIRA, 14 DE MARÇO DE 2025

    Início do concerto: às 20h. Palestra Notas de Concerto: às 19h, com Francisco Marshall.

    Onde: Complexo Cultural Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).

    Ingressos: de R$ 10 a R$ 50. Descontos: ingresso solidário (com doação de 1kg de alimento), clientes Banrisul, Amigo OSPA, associados AAMACRS, sócio do Clube do Assinante RBS, idoso, doador de sangue, pessoa com deficiência e acompanhante, estudante, jovem até 15 anos e ID Jovem.

    Bilheteria: via Sympla em sympla.com.br/casadaospa a partir de 27/02 ou no Complexo Cultural Casa da OSPA no dia do concerto, das 15h às 20h.

    Estacionamento: gratuito, no local.

    Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.

    Transmissão ao vivo: às 19h (Notas de Concerto) e às 20h (concerto) no canal da OSPA no YouTube.
    Este evento disponibiliza medidas de acessibilidade.

    PROGRAMA

    Reinhold Glière | Concerto para Harpa e Orquestra Op. 74 em Mi bemol Maior

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Intervalo

    Nikolai Rimsky-Korsakov | Scheherazade, Op. 35

    Solista: Ekaterina Dvoretskaya (harpa)

    Regência: Manfredo Schmiedt

    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre

    Lei de Incentivo à Cultura

    Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Banrisul, TMSA e Tramontina.

    Apoio da Temporada Artística: Unimed, Imobi e Intercity. Promoção: Clube do Assinante.

    Realização: Fundação Cultural Pablo Komlós, Fundação OSPA, Secretaria da Cultura do RS, Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.

    Acompanhe as notícias da Fundação OSPA:

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  • Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

    Cortejo do Bloco das Pretas acontece no sábado de Carnaval

    O Bloco da Pretas, primeiro bloco de carnaval  formado exclusivamente por mulheres negras, já tem data para o seu cortejo. O grupo agendou sua saída para o dia 1º de março, na Orla do Gasômetro, a partir das 16h. O repertório contará  com músicas de autorias e de cantoras negras brasileiras,  como Ludmilla e Elza Soares. O Bloco das Pretas segue recebendo apoio financeiro pelo pix blocodaspretasbr20@gmail.com.

    “É um bloco para todas as pessoas celebrarem a vida, principalmente mulheres negras de todas as idades”, afirma Negra Jaque, uma das fundadoras do Bloco das  Pretas.

    Fundado em 2019, o bloco tem como objetivo fortalecer a presença das mulheridades no carnaval do sul do país. A iniciativa propõe não apenas celebrar a arte e a cultura afro-brasileira, mas também combater a violência e a objetificação enfrentadas pelas mulheres negras. Além disso,  o projeto se alinha às lutas antirracistas e feministas, proporcionando um espaço seguro para a expressão, valorização e fortalecimento da identidade negra, além de oferecer oportunidades de aprendizado e intercâmbio cultural.

  • ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

    ‘Acordei ontem, ainda era hoje’ na exposição fotográfica de Fábio Del Re

    O fotógrafo Fábio Del Re inaugura no dia 15 de março próximo, sábado, às 17h, sua nova exposição, “Acordei ontem, ainda era hoje”, no V744atelier. A mostra reúne uma série de trabalhos fotográficos que exploram a interseção entre memória, esquecimento e o tempo, criando uma reflexão profunda sobre a efemeridade da vida e a permanência das imagens. A exposição faz parte do projeto “Portas para a Arte – Fundação Bienal do Mercosul” e ficará aberta para visitação até o dia 26 de abril.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    A nova fase de Fábio Del Re, que sempre se destacou por sua produção autoral em fotografia, traz uma proposta mais introspectiva, com um olhar sensível para o abandono e a perda de identidade. Em “Acordei ontem, ainda era hoje”, o artista explora, entre outros temas, a “linearidade do tempo e como ele pode ser desconstruído”. Em suas palavras, “estou fazendo um trabalho que internamente está mexendo muito comigo, com questões sobre o esquecimento, o tempo e a memória”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Diferente de suas produções anteriores, que muitas vezes focaram registros de arquitetura e cultura, esta exposição adentra um universo mais pessoal, refletindo sobre o processo de descarte e o esquecimento das imagens, em especial, através da compra de fotografias antigas e esquecidas. “Chamo estas fotografias de meus órfãos, são órfãos. Elas foram descartadas, ninguém mais sabe quem são aquelas pessoas. Fui encontrando nelas algo que me tocou profundamente”, explica Del Re.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    O trabalho não se limita à fotografia tradicional. Fábio, que prefere “a parceria do acaso, do acidente”, se utiliza de técnicas que incluem o tempo como elemento próprio da obra, com fotos mal fixadas, mofo e furos causados por insetos. Esses elementos acabam criando uma estética única que reforça o conceito de impermanência. Ele afirma: “O tempo fez sua marca nas fotos, nos furos dos insetos, no mofo dos livros… o mais importante foram os achados e as escolhas das fotos que acompanham a narrativa”. Ainda sobre este tema, em seu texto crítico, o escritor Flávio Kiefer comentou:  “Estamos diante de uma produção que quer falar sobre o tempo, sobre a memória, sobre a presença e a ausência como conteúdo norteador, mas, se nos deixarmos levar pela fruição do que nos é apresentado, fala de muito mais”.

    Foto de Fábio Del Re/Divulgação

    Além da questão estética e conceitual, o ambiente do V744atelier, uma casa que também é atelier de Vilma Sonaglio, idealizadora de V744, proporciona uma relação mais íntima e orgânica entre as obras e o público. Del Re destaca: “Este espaço é muito diferente, é uma casa, pessoas moram aqui, não é uma galeria. Isso tira a ideia de uma exposição convencional e coloca o foco no trabalho em si”. Para ele, esse ambiente sem filtros e sem a formalidade de uma galeria tradicional aproxima o espectador da arte.

    A exposição contará com 16 obras, aproximadamente, que variam de tamanhos e formatos, e propõem uma experiência sensorial e introspectiva, convidando os visitantes a refletirem sobre a atemporalidade e a finitude. Fábio Del Re expressa sua expectativa para a mostra: “Gostaria que as pessoas saíssem atordoadas, tocadas pela ideia de que o tempo é algo que nos escapa, que a memória e o esquecimento caminham juntos, e que o que é visto nem sempre reflete a realidade”.

    Sobre Fábio Del Re

    Fábio Del Re é fotógrafo e iniciou sua trajetória na New England School of Photography, em Boston (EUA), onde viveu por seis anos. Durante esse período, foi premiado com o School Honors (1989) e o Honors in Black and White (1989). Desde então, Del Re tem se dedicado a desenvolver um trabalho autoral em fotografia, sempre com uma forte presença de reflexão sobre a memória, o tempo e a arquitetura.

  • Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful

    Banda “Produto Nacional” e a dupla “50 Tons de Preta” animam a festa Black is beautiful

    Duas das principais bandas negras do Rio Grande do Sul se unirão, no dia 22 de fevereiro, para fazer a Festa Black Is Beautiful. Produto Nacional e 50 Tons de Preta sobem ao palco do Nosso Tap Room  (Conselheiro Travassos, 203), no Quarto Distrito. O evento inicia a partir das 19h e será  um momento de celebrar black music e todos os admiradores do reggae, do soul, do rap e da MPB.

    A discotecagem fica a   cargo do DJ e beatmaker MDN Beatz.

    Dona de sucessos como “Esperança”, “Reggae Paradise”, “Oprimidos e Opressores” e “A Mão do Justo” e mais recentemente de “O amor  é  o guia”, a Produto Nacional é uma das bandas pioneiras do reggae no Rio Grande do Sul, conta com três discos de estúdio e diversas participações em coletâneas. Sua história foi reconhecida pela Câmara Municipal de Porto Alegre pelo comprometimento com as causas sociais e raciais com o Prêmio Artístico Lupicínio Rodrigues, em 2003.

    A dupla “50 tons de preta”. Foto: Divulgação

    50 Tons de Pretas surgiu em 2017, formado pela dupla de cantoras e instrumentistas Dejeane Arruée e Graziela Pires. Nesta caminhada, já acumulam um repertório representativo e diverso, inúmeros prêmios e um reconhecimento público que as orgulha. O disco de estreia, ‘Voa’, lançado em novembro de 2020, foi amplamente aclamado e premiado em 2021 no Prêmio Açorianos, destacando-se como Melhor Álbum MPB, melhores intérpretes e compositoras, um feito inédito para duas artistas pretas com trabalho independente. Em 2021, o EP ‘Então Vem’ também recebeu prêmios em festivais no Paraná e Minas Gerais. Em 2023, foram reconhecidas como Melhor Banda MPB no Prêmio Profissionais da Música. Em 2024, lançaram o álbum “Tira o teu Racismo do Caminho”, com patrocínio do Natura Musical e apoio da Lei de Incentivo à Cultura do RS.

    O evento  é  produzido pela Paulo Dionísio Produções e Carrasco Produções. Os ingressos podem ser  adquiridos pelo site  e custam R$ 20.

  • Adeli Sell lança “Memórias do PT gaúcho-vol. 2”, no Chalé da Praça XV

    Adeli Sell lança “Memórias do PT gaúcho-vol. 2”, no Chalé da Praça XV

    Adeli Sell, militante histórico do Partido dos Trabalhadores RS , dirigente, ex-vereador, ex- secretário municipal em administrações petistas, há anos vem resgatando  o que ele chama de “as memórias” vivenciadas do PT gaúcho”
    Na próxima quinta-feira, dia 20, às 17h30min às 20h ele promove o lançamento do livro “Memórias do PT gaúcho, vol. 2” no Chalé da Praça XV.
    Segundo Adeli “em 202, foi lançado o seu primeiro volume, cujos lançamentos e debates foram prejudicados  pela pandemia, agora em 2025 acontece o volume II.”
    Adeli salienta que o primeiro “foi um trabalho de
    rememorizações das suas andanças e de elementos fundantes em tempos áridos.”
    No volume II, Adeli Sell traz alguns textos de militantes
    históricos, como Selvino Heck e David Stival, que presidiram o partido no Estado. Notas sobre a vida de militantes do PDT, PSB e PCB que vieram ao PT.
    Começa a resgatar a memória de seus núcleos de base, dos debates das tendências, a necessidade de atualizar as concepções do Modo Petista de Governar e Legislar. Não deixa de listar uma série de tópicos nos quais considera ter lacunas no partido.
    Lembra também a memória de militantes históricos como Clóvis Ilgenfritz da Silva, Lorim, “Mulita”, Pedro Carleti, entre outros.
    O livro está à venda por 50 reais. Pedidos podem ser feitos ao autor – 51.999335309 – com envio pelos correios, sem custos adicionais.

  • Nação Zumbi trouxe Da Lama ao Caos de volta ao Opinião em Porto Alegre na noite de ontem

    Nação Zumbi trouxe Da Lama ao Caos de volta ao Opinião em Porto Alegre na noite de ontem

    Modernizar o passado
    É uma evolução musical
    Cadê as notas que estavam aqui?
    Não preciso delas!
    Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
    O medo dá origem ao mal
    O homem coletivo sente a necessidade de lutar
    O orgulho, a arrogância, a glória
    Enche a imaginação de domínio
    São demônios os que destroem o poder bravio da humanidade
    Viva Zapata!
    Viva Sandino!
    Viva Zumbi!
    Antônio Conselheiro!
    Todos os Panteras Negras
    Lampião, sua imagem e semelhança
    Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia

    Parecia impossível não se arrepiar ao ecoar das frases da abertura com “Monólogo ao pé do Ouvido”, dessa vez com o timbre mais intenso de Jorge du Peixe, quase inaudível com a plateia lotada cantando junto. Mesmo revisitada em muitos shows da Nação Zumbi, revisitar “Da Lama ao Caos“, álbum de lançamento de Chico Science e Nação Zumbi, trouxe quem viu o saudoso Chico Science e gerações que só ouviram falar para cantar, pular, vibrar e viver um pouco do movimento Manguebeat, na noite de ontem no Opinião. 

    Os arranjos levemente mais pesados, alinhados ao timbre de Jorge Du Peixe, atenderam fielmente ao que se esperava do show, que não contava com nenhuma tentativa de cópia dos shows dos anos 90. Muito melhor que isso, a referência de que Chico Science permanece vivo se mostrou em algumas poucas frases e no chapéu de palha do cantor, morto num acidente de carro em 1997.

    E quando o álbum comemora seus 30 anos, percebe-se que a Nação Zumbi segue em forma, seguindo seus conceitos de valorizar (e espalhar) a cultura pernambucana, ainda tão surpreendente aos olhos gaúchos. Não só por mencionar o companheiro de Movimento Mangue Fred Zero Quatro, do Mundo Livre SA, compositor de “Computadores fazem Arte”, mas também por ressaltar a parceria musical muito comum pelo Recife, enfatizando que o baterista é da Academia da Berlinda, banda que claramente também bebe da fonte do mangue. Mais que isso, o maracatu é reverenciado em diversos momentos do show, desde os tambores virarem frontmen, até a presença da indumentária, propagada ao grande público pelo clipe de “Maracatu Atômico“, que apareceu em palco inicialmente em “Salustiano Song” – música em homenagem ao Mestre Salustiano, do Maracatu-, ao lado da primeira aparição no show de Maciel Salú e sua rabeca, instrumento muito pouco mencionado por aqui e tão nordestino.

    Com um bis de 5 músicas, sem saída de palco, com “Foi de Amor“, “Manguetown“, “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada“, “Quando a Maré Encher” e “Maracatu Atômico“, o show durou mais de uma hora e meia e trouxe um suspiro de esperança com seus gritos de ordem e suas letras politizadas reflexivas, na ponta da língua de todas as gerações que estavam no show, que até esqueceram seus celulares no bolso e apenas viveram (e dançaram) o momento.

  • “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    Com abertura programada para o dia 19/02, a Habitart Galeria de Arte, em Porto Alegre/RS, reúne cinco artistas visuais e suas criações em pinturas que retratam representações sobre a mulher na exposição “Ecos do Feminino” até o dia 22 de março de 2025.

    Obra de Delise Renck. Crédito_Marilene Bittencourt/ Divulgação

    Por meio de seus traços, Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo destacam aspectos que realçam etnias, acolhimento, força, vulnerabilidade, compaixão, sensualidade, independência, leveza, poder. Para Marilene Bittencourt, curadora da exposição, a mulher, nos seus mais diversos papéis na sociedade, merece estar representada, também, como forma de ativismo frente aos cenários que o mundo vive: “Cada vez mais, precisamos reafirmar nossa importância em todas as frentes, e a arte é um veículo de expressão que impacta e faz refletir. Além disso, reunimos um grupo de artistas mulheres admiráveis em suas trajetórias, técnicas e identidades próprias”.

    Obra de Graça Tirelli-Matrioska. Crédito Marilene Bittencourt

    A coletiva abre o calendário de exposições de 2025 da Habitart, que tem se destacado na divulgação e exposição de nomes consagrados nas artes visuais, bem como novos artistas que estão despontando no circuito.

    Tita Macedo -Recatada. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgaçãao

    Faz parte da programação do “Ecos do Feminino” o Conversa com as Artistas e a Visita Guiada, no dia 12/03. Por meio de um bate-papo informal, o público poderá interagir com perguntas sobre processos criativos, inspirações, referências e vivências das artistas para a realização de suas obras. Integrando a programação, a palestra da curadora de arte e historiadora Giselle Padoin sobre a mecenas e um dos nomes mais importantes do mundo das artes, a norte-americana Peggy Guggenheim, com data prevista para o dia 22 de março.

    Obra de Jaque Biazus-Estelares. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição: Ecos do Feminino

    Artistas: Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo

    Coquetel de abertura: quarta-feira, dia 19 de fevereiro de 2025, das 18h30 às 21h30

    Vigência: a exposição seguirá aberta à visitação até o dia 22 de março. A galeria é aberta ao público de quarta a sábado, das 14h às 18h

    Outros dias e horários, sob agendamento prévio pelo WhatsApp (51) 981899181

    Conversa com as artistas e visita guiada: dia 12 de março, das 18h30 às 21h30

    Visitação gratuita

    Endereço: Rua Coronel Armando Assis, 286 – Bairro Três Figueiras – Porto Alegre/RS

    Instagram: @_habitart_

     AS ARTISTAS

    Artista Delize Renck. Crédito: Marilene Bittencourt/Divulgação

    Delise Renck (Cachoeira do Sul/RS). Vive entre Porto Alegre/RS e Cascais/Portugal. Publicitária pela PUC-RS, tendo atuado no mercado por longos anos. Após um período morando em Paris, aproximou-se da arte. Ao retornar, iniciou cursos de extensão em História da Arte e passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti, recebendo orientação da artista por sete anos. Sempre buscando aperfeiçoamento, tem participado de cursos sobre temáticas relacionadas à arte, tecnologia, técnicas de pintura, bem como profissionalização na área. Incorporam-se ao currículo salões internacionais de pintura nos EUA, sendo premiada em duas categorias, além de exposições no Brasil, Peru, Ucrânia, Barcelona e Dubai.

    Artista Graça Tirelli. Crédito Graça Tirelli/Divulgação

    Graça Tirelli (Alegrete/RS). Graduada em Biologia, desde muito jovem demonstrou interesse pela arte. Desenvolveu sua técnica em cursos e escolas no Brasil e no exterior. Frequentou ateliês, como Fernando Baril, Carlos Wladimirsky, Paulo Houayeck. Estudou no Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre; na Art Academy, em Londres; na Ball State University/EUA com Marilynn Derwenskus; além de David Rosado, em Lisboa. Participou de projetos de arte nacionais e internacionais, como a National Endowment for the Arts/EUA. Com mais de 75 exposições coletivas nacionais e internacionais, suas obras marcaram bienais e feiras, entre elas, Red Dot/Miami, Macau Biennale/China, Carrousel Du Louvre/Paris, Artconnect Women/Dubai, Mauritius ArtFair. Representada por galerias de Porto Alegre, São Paulo e Barcelona, com obras nas plataformas online Artsy, SaatchiGallery, Artsper. Soma mais de 20 exposições individuais e 15 premiações em exposições de arte nacionais e internacionais.

    ArtistaI ta Stockinger. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Ita Stockinger (Bagé/RS). Advogada, artista visual, galerista, curadora de arte. Tem formação em desenho industrial e artístico e realiza estudos permanentes em pintura com mestres brasileiros. Nos anos 1980, sob influência do escultor austríaco Francisco A. Stockinger, começou a admirar a arte modernista e a conviver no meio artístico. A partir de 2000, estudou pintura com Lou Borghetti e Fernando Baril. Tem influência das obras de Maria Lídia Magliani, Marcelo Grassmann, Iberê Camargo, com os cadernos de Picasso e Paula Rego. Hoje faz parte do Grupo de Estudos com o professor Charles Watson no Parque Lage/RJ. Dentro da arte expressionista contemporânea, seus trabalhos são exibidos no Brasil e no exterior.

    Artista Jaque Biazus. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Jaque Biazus (Caxias do Sul/RS). Sua vivência nos últimos 30 anos na inspiradora Praia do Rosa/SC a fez despertar para a pintura como autodidata. Em 2015, passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti. Teve aulas com Fernando Baril, Rosali Plentz e, atualmente, Márcia Rosa é uma de suas mestras. Participou de exposições coletivas na Art Lab Gallery/SP, na Art Design Gallery/Miami/EUA, na Fundação Iberê Camargo e Galeria 506, em Porto Alegre.

    Artista Tita Macedo. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Tita Macedo (Porto Alegre/RS). Sua carreira se iniciou no Rio de Janeiro, quando estudou na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1975. Em Porto Alegre, frequentou o Atelier Livre Xico Stockinger, fez cursos de desenho com Ho Monteiro, Fabriano Rocha e Gustavot Dias. Participou, por 13 anos, das aulas regulares no Atelier Lou Borghetti. Para ampliar seus interesses, frequentou cursos de História da Arte com Maria Helena Bernardes, Jailton Moreira, extensão em História da Arte na PUCRS, cursos de Função Poética com Ricardo Silvestrin, pintura com Fernando Baril e o Laboratório de Criatividade de Ana Flavia Baldisserotto. Realizou exposições individuais em Porto Alegre e coletivas no Espaço Cultural dos Correios, Fundação Iberê Camargo, Galeria Bolsa de Arte, Museu de Arte de Londrina/PR, e em países como Estados Unidos (Miami e Los Angeles), Hungria, Áustria, Eslováquia, República Dominicana, França.

     

     

  • Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana

    Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana

    A Casa de  Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove, a partir da próxima quinta-feira (20/2), três novas sessões do projeto Curta no Jardim. Serão exibidos dez curtas-metragens do Acervo Videobrasil, uma plataforma de arte sem fins lucrativos, com curadoria do artista visual, pesquisador e professor Marco Antônio Filho. As sessões são gratuitas, sempre às 19h30, no Jardim Lutzenberger, localizado no 5° andar da CCMQ.

    A primeira sessão, na quinta-feira (20/2), intitulada “Ruínas da Terra”, apresentará os curtas “Contornos”, de Ximena Garrido-Lecca; “1978: Cidade Submersa”, de Caetano Dias; e “A Idade da Pedra”, de Ana Vaz. Segundo Filho, as três produções dialogam ao apresentar paisagens que emergem a partir do triunfo do projeto capitalista moderno. “Os vídeos apresentam o espaço não como algo inerte, mas como o conjunto de camadas estratificadas de existências que resistem às constantes tentativas de obliteração e apagamento”, afirma o curador.

    No dia 6 de março, o encontro terá como tema “Máquina e Imaginário”, e discutirá o papel das imagens técnicas na naturalização de ideologias e na criação de memórias. Serão exibidas as produções “Artifícios do Olhar”, de Joacélio Batista e Pablo Lobato; “Landscape Theory”, de Roberto Bellini; “Paisagem em Fuga: Apreensão”, de Glaucis de Morais; e “The Age of Happiness”, de Damir Ocko.

    A última sessão, que ocorrerá no dia 20 de março, intitulada “Dizer o Mundo”, buscará discutir as obras “Trecho”, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; “Mientras paseo en cisne”, de Lara Arellano; e “Sertão de acrílico azul piscina”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. A partir das exibições, o curador incentivará o público a lançar o olhar à ação de viajar como um ato triplo: o deslocamento no espaço, a contemplação introspectiva e a fabulação narrativa.

    Em caso de chuva, as duas primeiras sessões ocorrerão na Sala Sérgio Napp 2, no 2° andar da Casa, e a última, no Auditório Luís Cosme, no 4° andar.

    Sobre o projeto

    Sucesso de público, a iniciativa Curta no Jardim, criada em 2024, é uma realização da CCMQ em parceria com o Instituto Estadual do Cinema (Iecine) e a Cinemateca Paulo Amorim – instituições da Sedac. Por meio do projeto, organizações culturais projetam suas coleções nas paredes do Jardim Lutzenberger, que, no ano passado, recebeu a Fundação Vera Chaves Barcellos, o Cine Esquema Novo e o projeto Tela Indígena. O Acervo Videobrasil será a quarta a expor seu acervo, que conta com vídeos, videoinstalações, arte eletrônica e registros de performances.

    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio prata de Hyundai, Lojas Renner e EDP; apoio de Tintas Renner, Banco Topázio, e iSend; e realização da Sedac e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Serviço

    Curta no Jardim

    Sessão 1 “Ruínas da Terra”
    Quando: Quinta-feira, 20 de fevereiro, às 19h30

    • Ximena Garrido-Lecca, “Contornos”, 2014. ️© Acervo Videobrasil

    • Caetano Dias, “1978 – Cidade Submersa”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Ana Vaz, “A Idade da Pedra”, 2013. ️© Acervo Videobrasil

    Sessão 2 “Máquina e Imaginário”
    Quando: Quinta-feira, 6 de março, às 19h30

    • Joacélio Batista e Pablo Lobato, “Artifícios do Olhar”, 2005. ️© Acervo Videobrasil

    • Roberto Bellini, “Landscape Theory”, 2005. © Acervo Videobrasil

    • Glaucis de Morais, “Paisagem em Fuga: Apreensão”, 2004. © Acervo Videobrasil

    • Damir Ocko, “The Age of Happiness”, 2009. © Acervo Videobrasil

    Sessão 3 “Dizer o Mundo”
    Quando: Quinta-feira, 20 de março, às 19h30

    • Clarissa Campolina e Helvecio Marins Jr., “Trecho”, 2006. ️© Acervo Videobrasil

    • Lara Arellano, “Mientras paseo en cisne”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, “Sertão de acrílico azul piscina”, 2004. ️© Acervo Videobrasil

  • Arte preta e periférica retorna em atividade colegial, com apresentação dos Poetas Vivos

    Arte preta e periférica retorna em atividade colegial, com apresentação dos Poetas Vivos

    Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, em Porto Alegre, recebe projeto que valoriza a arte preta e periférica

    No dia 17 de fevereiro, quando as aulas voltarem, às 10h, o Coletivo Poetas Vivos marcará o retorno de suas atividades em 2025 com a apresentação do show exclusivo “Heróis Negros – O Show Tem Que Continuar!” no Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, localizado na Vila Farrapos, Zona Norte de Porto Alegre. A apresentação, que faz parte da retomada cultural do grupo, tem como objetivo reforçar a importância da cultura hip-hop dentro das escolas, além de trabalhar temas fundamentais ao grupo, como resistência, saúde mental, afeto e autoestima.

    Com o apoio do PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024, o projeto visa proporcionar um momento de identificação e empoderamento para a juventude periférica, utilizando a arte como ferramenta de transformação social e enfrentamento ao racismo. O show contará com a participação dos cinco integrantes do coletivo – Felipe Deds, Mariana Marmontel, DaNova, Dj Ericão e Maicon PNA – e será uma oportunidade única de reconexão entre os artistas e a comunidade escolar, especialmente após os desafios enfrentados pela região devido às enchentes e a paralisação de atividades artísticas.

    “Este projeto é um ato de resistência e renovação. Queremos mostrar aos jovens da periferia que dentro de cada um de nós existe um herói negro, que pode transformar sua realidade por meio da arte”, afirma Felipe Deds, um dos fundadores do Coletivo Poetas Vivos.

    Além da apresentação musical de 30 minutos, os artistas promoverão um bate-papo com os alunos, abordando a importância da arte no enfrentamento das dificuldades e como ela pode servir como uma poderosa ferramenta de mudança pessoal e profissional. A interação será seguida de uma sessão de fotos e autógrafos, marcando esse momento de aproximação entre artistas e estudantes.

    O projeto também busca reafirmar a presença de jovens artistas pretos no cenário cultural do Rio Grande do Sul e possibilitar que seus versos e composições, carregados de vivências reais, se tornem um espelho para a juventude local. O coletivo tem como missão valorizar a arte preta e periférica, além de fomentar o empreendedorismo artístico na comunidade.

    Sobre o Poetas 

    Fundado em 2018, o Poetas Vivos é um coletivo cultural composto por jovens artistas negros, com o objetivo de fortalecer a arte preta e periférica. O grupo promove ações de educação, literatura, música e afro empreendedorismo, realizando atividades culturais em mais de 100 escolas e espaços culturais em Porto Alegre e outras localidades. Seu trabalho visa à valorização da autoestima, a saúde mental e a resistência antirracista.

    SERVIÇO:

    O quê: Show exclusivo “Heróis Negros – O Show Tem Que Continuar!”

    Quando: 17 de fevereiro de 2025, sexta-feira, às 10h

    Onde: Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, Rua Irmã Maria José Trevisan, 200, Bairro Navegantes, Porto Alegre-RS

    Participação: Poetas Vivos (Felipe Deds, Mariana Marmontel, DaNova, Dj Ericão, Maicon PNA)

    Quanto: Exclusivo para estudantes do Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello

  • Celebrando os 60 anos do flautista Pedrinho Figueiredo, com canções que marcaram sua carreira

    Celebrando os 60 anos do flautista Pedrinho Figueiredo, com canções que marcaram sua carreira

    No dia 19 de fevereiro (quarta-feira), Pedrinho Figueiredo celebra 60 anos com uma grande festa no Espaço 373. O encontro de músicos começará com um quarteto formado por Antonio Flores (guitarra), Edu Saffi (contrabaixo), Luiz Mauro Filho (piano) e Kiko Freitas (bateria), seguido por uma JAM (Junção de Amigos de Músicos) com vários convidados.

    No repertório, músicas que marcaram a carreira do flautista, como Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil), que está no CD Primeira Impressão; o próprio samba Primeira Impressão, de Pedrinho Figueiredo; e canções de nomes como Alegre Corrêa, Daniel Sá e Paulo Dorfman.

    Mil músicas 

    Essa é a soma de uma carreira de sucesso do multi-instrumentista e entusiasta da música instrumental contemporânea com base no folclore do Rio Grande do Sul e países vizinhos, que ainda traz na bagagem aproximadamente 250 discos e DVDs com sua assinatura como técnico de gravação e produtor musical. Desses 60 anos de vida, 35 são ao lado de Renato Borghetti, com quem se apresentou em mais de 40 países.

    Nos anos 1980 e 1990, participou intensamente de festivais no Estado, conquistando 23 prêmios de “Melhor instrumentista” e dois de “Melhor Arranjador”. Ainda nos anos 1990 foi produtor musical em várias edições do Festival da Moenda da Canção (Santo Antônio da Patrulha), de duas do Musicanto Sul-americano da Canção (Santa Rosa) e de três do Festival de Música de Porto Alegre. Pedrinho Figueiredo também conquistou o Prêmio Açorianos em seis edições como Melhor Instrumentista e Melhor Produtor Musical.

    Pedrinho Figueiredo – Foto Karine Rossi/ Divulgação

    Desde 1997, escreve arranjos para orquestras de câmara, sinfônicas e bandas sinfônicas, contribuindo para a aproximação da música popular com as salas de concerto. Escreveu para intérpretes regionais e nacionais, entre eles Ivan Lins, Lenine, Zeca Baleiro, MPB 4, Shana Müller, Luiz Carlos Borges, Nelson Coelho de Castro, Vítor Ramil e Zé Caradípia, totalizando cerca de 800 arranjos. Em 2017, foi convidado pela Ospa para apresentar sua primeira peça sinfônica, “Lua Rosa”, quando, mais uma vez, atuou como solista.

    Como técnico de sonorização, é responsável pelas apresentações do Renato Borghetti Quarteto, nas turnês internacionais, da Orquestra Villa-Lobos e do grupo vocal Expresso 25 e coordena o Festival Choro Jazz de Jericoacoara, um dos maiores festivais de música instrumental do país. Desde 2020, integra o Coletivo Músicos Online, coordenado pelo Ajurinã Zwarg, com direção artística de Itiberê Zwarg, que tem como membro os grupos de Hermeto Pascoal e da Itiberê Família. Este Coletivo gravou músicas de compositores de várias partes do mundo e lançou trabalhos no Brasil, Estados Unidos, Japão e França.

    Em 2023, Pedrinho lançou o álbum Jogo de Peteca em duo com o pianista Paulo Dorfman. O projeto incluiu a gravação ao vivo no teatro da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, material de áudio e partituras e um bate-papo entre Pedrinho Figueiredo e Paulo Dorfman sobre as composições, seus aspectos técnicos e inspirações no site do artista. Pode ser visitado no site www.pedrinhofigueiredo.com/jogodepeteca

    SERVIÇO
    19 de fevereiro | Quarta-feira | 21h
    60 anos de Pedrinho Figueiredo
    Ingressos:
    Ingressos antecipados:

    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15
    Espaço 373: Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta