Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    “Ecos do Feminino” traz exposição coletiva com obras de cinco artistas gaúchas

    Com abertura programada para o dia 19/02, a Habitart Galeria de Arte, em Porto Alegre/RS, reúne cinco artistas visuais e suas criações em pinturas que retratam representações sobre a mulher na exposição “Ecos do Feminino” até o dia 22 de março de 2025.

    Obra de Delise Renck. Crédito_Marilene Bittencourt/ Divulgação

    Por meio de seus traços, Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo destacam aspectos que realçam etnias, acolhimento, força, vulnerabilidade, compaixão, sensualidade, independência, leveza, poder. Para Marilene Bittencourt, curadora da exposição, a mulher, nos seus mais diversos papéis na sociedade, merece estar representada, também, como forma de ativismo frente aos cenários que o mundo vive: “Cada vez mais, precisamos reafirmar nossa importância em todas as frentes, e a arte é um veículo de expressão que impacta e faz refletir. Além disso, reunimos um grupo de artistas mulheres admiráveis em suas trajetórias, técnicas e identidades próprias”.

    Obra de Graça Tirelli-Matrioska. Crédito Marilene Bittencourt

    A coletiva abre o calendário de exposições de 2025 da Habitart, que tem se destacado na divulgação e exposição de nomes consagrados nas artes visuais, bem como novos artistas que estão despontando no circuito.

    Tita Macedo -Recatada. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgaçãao

    Faz parte da programação do “Ecos do Feminino” o Conversa com as Artistas e a Visita Guiada, no dia 12/03. Por meio de um bate-papo informal, o público poderá interagir com perguntas sobre processos criativos, inspirações, referências e vivências das artistas para a realização de suas obras. Integrando a programação, a palestra da curadora de arte e historiadora Giselle Padoin sobre a mecenas e um dos nomes mais importantes do mundo das artes, a norte-americana Peggy Guggenheim, com data prevista para o dia 22 de março.

    Obra de Jaque Biazus-Estelares. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição: Ecos do Feminino

    Artistas: Delise Renck, Graça Tirelli, Ita Stockinger, Jaque Biazus e Tita Macedo

    Coquetel de abertura: quarta-feira, dia 19 de fevereiro de 2025, das 18h30 às 21h30

    Vigência: a exposição seguirá aberta à visitação até o dia 22 de março. A galeria é aberta ao público de quarta a sábado, das 14h às 18h

    Outros dias e horários, sob agendamento prévio pelo WhatsApp (51) 981899181

    Conversa com as artistas e visita guiada: dia 12 de março, das 18h30 às 21h30

    Visitação gratuita

    Endereço: Rua Coronel Armando Assis, 286 – Bairro Três Figueiras – Porto Alegre/RS

    Instagram: @_habitart_

     AS ARTISTAS

    Artista Delize Renck. Crédito: Marilene Bittencourt/Divulgação

    Delise Renck (Cachoeira do Sul/RS). Vive entre Porto Alegre/RS e Cascais/Portugal. Publicitária pela PUC-RS, tendo atuado no mercado por longos anos. Após um período morando em Paris, aproximou-se da arte. Ao retornar, iniciou cursos de extensão em História da Arte e passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti, recebendo orientação da artista por sete anos. Sempre buscando aperfeiçoamento, tem participado de cursos sobre temáticas relacionadas à arte, tecnologia, técnicas de pintura, bem como profissionalização na área. Incorporam-se ao currículo salões internacionais de pintura nos EUA, sendo premiada em duas categorias, além de exposições no Brasil, Peru, Ucrânia, Barcelona e Dubai.

    Artista Graça Tirelli. Crédito Graça Tirelli/Divulgação

    Graça Tirelli (Alegrete/RS). Graduada em Biologia, desde muito jovem demonstrou interesse pela arte. Desenvolveu sua técnica em cursos e escolas no Brasil e no exterior. Frequentou ateliês, como Fernando Baril, Carlos Wladimirsky, Paulo Houayeck. Estudou no Atelier Livre Xico Stockinger, em Porto Alegre; na Art Academy, em Londres; na Ball State University/EUA com Marilynn Derwenskus; além de David Rosado, em Lisboa. Participou de projetos de arte nacionais e internacionais, como a National Endowment for the Arts/EUA. Com mais de 75 exposições coletivas nacionais e internacionais, suas obras marcaram bienais e feiras, entre elas, Red Dot/Miami, Macau Biennale/China, Carrousel Du Louvre/Paris, Artconnect Women/Dubai, Mauritius ArtFair. Representada por galerias de Porto Alegre, São Paulo e Barcelona, com obras nas plataformas online Artsy, SaatchiGallery, Artsper. Soma mais de 20 exposições individuais e 15 premiações em exposições de arte nacionais e internacionais.

    ArtistaI ta Stockinger. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Ita Stockinger (Bagé/RS). Advogada, artista visual, galerista, curadora de arte. Tem formação em desenho industrial e artístico e realiza estudos permanentes em pintura com mestres brasileiros. Nos anos 1980, sob influência do escultor austríaco Francisco A. Stockinger, começou a admirar a arte modernista e a conviver no meio artístico. A partir de 2000, estudou pintura com Lou Borghetti e Fernando Baril. Tem influência das obras de Maria Lídia Magliani, Marcelo Grassmann, Iberê Camargo, com os cadernos de Picasso e Paula Rego. Hoje faz parte do Grupo de Estudos com o professor Charles Watson no Parque Lage/RJ. Dentro da arte expressionista contemporânea, seus trabalhos são exibidos no Brasil e no exterior.

    Artista Jaque Biazus. crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Jaque Biazus (Caxias do Sul/RS). Sua vivência nos últimos 30 anos na inspiradora Praia do Rosa/SC a fez despertar para a pintura como autodidata. Em 2015, passou a frequentar o Atelier Lou Borghetti. Teve aulas com Fernando Baril, Rosali Plentz e, atualmente, Márcia Rosa é uma de suas mestras. Participou de exposições coletivas na Art Lab Gallery/SP, na Art Design Gallery/Miami/EUA, na Fundação Iberê Camargo e Galeria 506, em Porto Alegre.

    Artista Tita Macedo. Crédito Marilene Bittencourt/Divulgação

    Tita Macedo (Porto Alegre/RS). Sua carreira se iniciou no Rio de Janeiro, quando estudou na Sociedade Brasileira de Belas Artes no Rio de Janeiro, em 1975. Em Porto Alegre, frequentou o Atelier Livre Xico Stockinger, fez cursos de desenho com Ho Monteiro, Fabriano Rocha e Gustavot Dias. Participou, por 13 anos, das aulas regulares no Atelier Lou Borghetti. Para ampliar seus interesses, frequentou cursos de História da Arte com Maria Helena Bernardes, Jailton Moreira, extensão em História da Arte na PUCRS, cursos de Função Poética com Ricardo Silvestrin, pintura com Fernando Baril e o Laboratório de Criatividade de Ana Flavia Baldisserotto. Realizou exposições individuais em Porto Alegre e coletivas no Espaço Cultural dos Correios, Fundação Iberê Camargo, Galeria Bolsa de Arte, Museu de Arte de Londrina/PR, e em países como Estados Unidos (Miami e Los Angeles), Hungria, Áustria, Eslováquia, República Dominicana, França.

     

     

  • Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana

    Projeto “Curta no Jardim” com novas sessões, na Casa de Cultura Mario Quintana

    A Casa de  Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), promove, a partir da próxima quinta-feira (20/2), três novas sessões do projeto Curta no Jardim. Serão exibidos dez curtas-metragens do Acervo Videobrasil, uma plataforma de arte sem fins lucrativos, com curadoria do artista visual, pesquisador e professor Marco Antônio Filho. As sessões são gratuitas, sempre às 19h30, no Jardim Lutzenberger, localizado no 5° andar da CCMQ.

    A primeira sessão, na quinta-feira (20/2), intitulada “Ruínas da Terra”, apresentará os curtas “Contornos”, de Ximena Garrido-Lecca; “1978: Cidade Submersa”, de Caetano Dias; e “A Idade da Pedra”, de Ana Vaz. Segundo Filho, as três produções dialogam ao apresentar paisagens que emergem a partir do triunfo do projeto capitalista moderno. “Os vídeos apresentam o espaço não como algo inerte, mas como o conjunto de camadas estratificadas de existências que resistem às constantes tentativas de obliteração e apagamento”, afirma o curador.

    No dia 6 de março, o encontro terá como tema “Máquina e Imaginário”, e discutirá o papel das imagens técnicas na naturalização de ideologias e na criação de memórias. Serão exibidas as produções “Artifícios do Olhar”, de Joacélio Batista e Pablo Lobato; “Landscape Theory”, de Roberto Bellini; “Paisagem em Fuga: Apreensão”, de Glaucis de Morais; e “The Age of Happiness”, de Damir Ocko.

    A última sessão, que ocorrerá no dia 20 de março, intitulada “Dizer o Mundo”, buscará discutir as obras “Trecho”, de Clarissa Campolina e Helvécio Marins Jr.; “Mientras paseo en cisne”, de Lara Arellano; e “Sertão de acrílico azul piscina”, de Marcelo Gomes e Karim Aïnouz. A partir das exibições, o curador incentivará o público a lançar o olhar à ação de viajar como um ato triplo: o deslocamento no espaço, a contemplação introspectiva e a fabulação narrativa.

    Em caso de chuva, as duas primeiras sessões ocorrerão na Sala Sérgio Napp 2, no 2° andar da Casa, e a última, no Auditório Luís Cosme, no 4° andar.

    Sobre o projeto

    Sucesso de público, a iniciativa Curta no Jardim, criada em 2024, é uma realização da CCMQ em parceria com o Instituto Estadual do Cinema (Iecine) e a Cinemateca Paulo Amorim – instituições da Sedac. Por meio do projeto, organizações culturais projetam suas coleções nas paredes do Jardim Lutzenberger, que, no ano passado, recebeu a Fundação Vera Chaves Barcellos, o Cine Esquema Novo e o projeto Tela Indígena. O Acervo Videobrasil será a quarta a expor seu acervo, que conta com vídeos, videoinstalações, arte eletrônica e registros de performances.

    O plano anual da CCMQ é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio prata de Hyundai, Lojas Renner e EDP; apoio de Tintas Renner, Banco Topázio, e iSend; e realização da Sedac e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Serviço

    Curta no Jardim

    Sessão 1 “Ruínas da Terra”
    Quando: Quinta-feira, 20 de fevereiro, às 19h30

    • Ximena Garrido-Lecca, “Contornos”, 2014. ️© Acervo Videobrasil

    • Caetano Dias, “1978 – Cidade Submersa”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Ana Vaz, “A Idade da Pedra”, 2013. ️© Acervo Videobrasil

    Sessão 2 “Máquina e Imaginário”
    Quando: Quinta-feira, 6 de março, às 19h30

    • Joacélio Batista e Pablo Lobato, “Artifícios do Olhar”, 2005. ️© Acervo Videobrasil

    • Roberto Bellini, “Landscape Theory”, 2005. © Acervo Videobrasil

    • Glaucis de Morais, “Paisagem em Fuga: Apreensão”, 2004. © Acervo Videobrasil

    • Damir Ocko, “The Age of Happiness”, 2009. © Acervo Videobrasil

    Sessão 3 “Dizer o Mundo”
    Quando: Quinta-feira, 20 de março, às 19h30

    • Clarissa Campolina e Helvecio Marins Jr., “Trecho”, 2006. ️© Acervo Videobrasil

    • Lara Arellano, “Mientras paseo en cisne”, 2010. ️© Acervo Videobrasil

    • Marcelo Gomes e Karim Aïnouz, “Sertão de acrílico azul piscina”, 2004. ️© Acervo Videobrasil

  • Arte preta e periférica retorna em atividade colegial, com apresentação dos Poetas Vivos

    Arte preta e periférica retorna em atividade colegial, com apresentação dos Poetas Vivos

    Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, em Porto Alegre, recebe projeto que valoriza a arte preta e periférica

    No dia 17 de fevereiro, quando as aulas voltarem, às 10h, o Coletivo Poetas Vivos marcará o retorno de suas atividades em 2025 com a apresentação do show exclusivo “Heróis Negros – O Show Tem Que Continuar!” no Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, localizado na Vila Farrapos, Zona Norte de Porto Alegre. A apresentação, que faz parte da retomada cultural do grupo, tem como objetivo reforçar a importância da cultura hip-hop dentro das escolas, além de trabalhar temas fundamentais ao grupo, como resistência, saúde mental, afeto e autoestima.

    Com o apoio do PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024, o projeto visa proporcionar um momento de identificação e empoderamento para a juventude periférica, utilizando a arte como ferramenta de transformação social e enfrentamento ao racismo. O show contará com a participação dos cinco integrantes do coletivo – Felipe Deds, Mariana Marmontel, DaNova, Dj Ericão e Maicon PNA – e será uma oportunidade única de reconexão entre os artistas e a comunidade escolar, especialmente após os desafios enfrentados pela região devido às enchentes e a paralisação de atividades artísticas.

    “Este projeto é um ato de resistência e renovação. Queremos mostrar aos jovens da periferia que dentro de cada um de nós existe um herói negro, que pode transformar sua realidade por meio da arte”, afirma Felipe Deds, um dos fundadores do Coletivo Poetas Vivos.

    Além da apresentação musical de 30 minutos, os artistas promoverão um bate-papo com os alunos, abordando a importância da arte no enfrentamento das dificuldades e como ela pode servir como uma poderosa ferramenta de mudança pessoal e profissional. A interação será seguida de uma sessão de fotos e autógrafos, marcando esse momento de aproximação entre artistas e estudantes.

    O projeto também busca reafirmar a presença de jovens artistas pretos no cenário cultural do Rio Grande do Sul e possibilitar que seus versos e composições, carregados de vivências reais, se tornem um espelho para a juventude local. O coletivo tem como missão valorizar a arte preta e periférica, além de fomentar o empreendedorismo artístico na comunidade.

    Sobre o Poetas 

    Fundado em 2018, o Poetas Vivos é um coletivo cultural composto por jovens artistas negros, com o objetivo de fortalecer a arte preta e periférica. O grupo promove ações de educação, literatura, música e afro empreendedorismo, realizando atividades culturais em mais de 100 escolas e espaços culturais em Porto Alegre e outras localidades. Seu trabalho visa à valorização da autoestima, a saúde mental e a resistência antirracista.

    SERVIÇO:

    O quê: Show exclusivo “Heróis Negros – O Show Tem Que Continuar!”

    Quando: 17 de fevereiro de 2025, sexta-feira, às 10h

    Onde: Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello, Rua Irmã Maria José Trevisan, 200, Bairro Navegantes, Porto Alegre-RS

    Participação: Poetas Vivos (Felipe Deds, Mariana Marmontel, DaNova, Dj Ericão, Maicon PNA)

    Quanto: Exclusivo para estudantes do Colégio Estadual Carlos Fagundes de Mello

  • Celebrando os 60 anos do flautista Pedrinho Figueiredo, com canções que marcaram sua carreira

    Celebrando os 60 anos do flautista Pedrinho Figueiredo, com canções que marcaram sua carreira

    No dia 19 de fevereiro (quarta-feira), Pedrinho Figueiredo celebra 60 anos com uma grande festa no Espaço 373. O encontro de músicos começará com um quarteto formado por Antonio Flores (guitarra), Edu Saffi (contrabaixo), Luiz Mauro Filho (piano) e Kiko Freitas (bateria), seguido por uma JAM (Junção de Amigos de Músicos) com vários convidados.

    No repertório, músicas que marcaram a carreira do flautista, como Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil), que está no CD Primeira Impressão; o próprio samba Primeira Impressão, de Pedrinho Figueiredo; e canções de nomes como Alegre Corrêa, Daniel Sá e Paulo Dorfman.

    Mil músicas 

    Essa é a soma de uma carreira de sucesso do multi-instrumentista e entusiasta da música instrumental contemporânea com base no folclore do Rio Grande do Sul e países vizinhos, que ainda traz na bagagem aproximadamente 250 discos e DVDs com sua assinatura como técnico de gravação e produtor musical. Desses 60 anos de vida, 35 são ao lado de Renato Borghetti, com quem se apresentou em mais de 40 países.

    Nos anos 1980 e 1990, participou intensamente de festivais no Estado, conquistando 23 prêmios de “Melhor instrumentista” e dois de “Melhor Arranjador”. Ainda nos anos 1990 foi produtor musical em várias edições do Festival da Moenda da Canção (Santo Antônio da Patrulha), de duas do Musicanto Sul-americano da Canção (Santa Rosa) e de três do Festival de Música de Porto Alegre. Pedrinho Figueiredo também conquistou o Prêmio Açorianos em seis edições como Melhor Instrumentista e Melhor Produtor Musical.

    Pedrinho Figueiredo – Foto Karine Rossi/ Divulgação

    Desde 1997, escreve arranjos para orquestras de câmara, sinfônicas e bandas sinfônicas, contribuindo para a aproximação da música popular com as salas de concerto. Escreveu para intérpretes regionais e nacionais, entre eles Ivan Lins, Lenine, Zeca Baleiro, MPB 4, Shana Müller, Luiz Carlos Borges, Nelson Coelho de Castro, Vítor Ramil e Zé Caradípia, totalizando cerca de 800 arranjos. Em 2017, foi convidado pela Ospa para apresentar sua primeira peça sinfônica, “Lua Rosa”, quando, mais uma vez, atuou como solista.

    Como técnico de sonorização, é responsável pelas apresentações do Renato Borghetti Quarteto, nas turnês internacionais, da Orquestra Villa-Lobos e do grupo vocal Expresso 25 e coordena o Festival Choro Jazz de Jericoacoara, um dos maiores festivais de música instrumental do país. Desde 2020, integra o Coletivo Músicos Online, coordenado pelo Ajurinã Zwarg, com direção artística de Itiberê Zwarg, que tem como membro os grupos de Hermeto Pascoal e da Itiberê Família. Este Coletivo gravou músicas de compositores de várias partes do mundo e lançou trabalhos no Brasil, Estados Unidos, Japão e França.

    Em 2023, Pedrinho lançou o álbum Jogo de Peteca em duo com o pianista Paulo Dorfman. O projeto incluiu a gravação ao vivo no teatro da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, material de áudio e partituras e um bate-papo entre Pedrinho Figueiredo e Paulo Dorfman sobre as composições, seus aspectos técnicos e inspirações no site do artista. Pode ser visitado no site www.pedrinhofigueiredo.com/jogodepeteca

    SERVIÇO
    19 de fevereiro | Quarta-feira | 21h
    60 anos de Pedrinho Figueiredo
    Ingressos:
    Ingressos antecipados:

    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15
    Espaço 373: Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta

  • Graça Craidy completa dez anos de arte expondo violência contra mulher em  “Meu bem, meu mal”

    Graça Craidy completa dez anos de arte expondo violência contra mulher em “Meu bem, meu mal”

     

    Depois de uma década denunciando violência contra a mulher com suas pinturas, a artista visual gaúcha Graça Craidy reúne obras das suas várias coleções como a série Até que a morte nos separe, com retratos das cenas dos crimes de feminicídio coletadas em fotos de noticiários, a série Livrai-nos do Mal, em que aponta as violências referidas pela Lei Maria da Penha, a série Feminicidas, o machismo que mata, com homens portando revólveres no lugar do pênis, e Estupro, com assédio masculino, entre outras.
    A exposição Meu bem, meu mal, abre na terça-feira (11/02), no Memorial do Ministério Público, na Praça Marechal Deodoro, esquina com a rua Jerônimo Coelho.

    Tudo começou em março de 2015, ano da primeira exposição da artista, quando suas obras da série Até que a morte nos separe foram selecionadas para o Salão de Artes do Atelier Livre Xico Stockinger, de Porto Alegre, onde estudava desenho e pintura, e quando foi convidada, também, a compor o Dia da Mulher no Centro Cultural Zona Sul, no bairro Tristeza, da Capital.

    Após essas mostras iniciais, Graça Craidy foi convidada a expor a mesma série sobre feminicídio em importantes instituições, como o Memorial do Palácio da Justiça, Pinacoteca AJURIS, Memorial da Justiça Federal, Assembleia Legislativa, Memorial do TRE, Memorial do TRF4, e também em universidades, como FURG – campus de Rio Grande, UFPR – Campus Mourão (online), e mais tarde, no Museu da UFRGS, como convidada especial dos graduandos em Museologia, para integrar a sua exposição feminista de final do curso.

    Também inspirou trabalho acadêmico para aluna de disciplina Projetos Especiais, no curso de Artes Visuais do Instituto de Artes da UFRGS, integrou a capa do livro A Lei Maria da Penha na Justiça, da desembargadora Maria Berenice Dias, além de ilustrar capa e quatro páginas do caderno DOC, de ZH, em novembro de 2015, quando a redação do ENEM abordou o tema Violência contra a mulher.

    Fotos: Arquivo pessoal/ Divulgação

    “A palavra feminicídio ainda nem era conhecida, tive que fazer um banner explicando o termo”, conta a artista. “Coloquei embaixo dos quadros a foto original da reportagem que inspirou a pintura, e o efeito foi devastador. Ao atinarem que aquele não era apenas o retrato de uma mulher dormindo, mas de uma mulher morta – e pior: morta pelo marido ou pelo ex – as pessoas levavam um choque, queriam debater o assunto, entender o que se passava”- acrescenta a artista.

    “Foi assim que o assunto feminicídio passou das páginas policiais para o caderno de cultura. Em pouco tempo, eu expus mais de 12 vezes a mesma série. Todo mundo queria discutir feminicídio e, lamentavelmente, continua querendo, dado os recentes números de feminicídio no Brasil, considerado hoje não mais apenas um caso de segurança, mas de saúde pública.”

    O nome da exposição, “Meu bem, meu mal”, é uma referência ao contexto onde acontecem os crimes: sempre dentro do lar, sempre, na maioria das vezes, praticado pelo marido, companheiro, namorado ou ex que não aceita a separação.

    Nesta mostra no Memorial do Ministério Público, Graça Craidy mostra 30 obras selecionadas entre as mais de 50 que pintou sobre o tema. O vernissagem será às 17h, na Praça Marechal Deodoro 110. A entrada é franca.

    Texto: Carlos Souza

    SERVIÇO

    O QUÊ: EXPOSIÇÃO MEU BEM MEU MAL, DE GRAÇA CRAIDY
    QUANDO: DE 11 DE FEVEREIRO A 11 DE MARÇO

    HORÁRIO: DE 2ª A 5ª, DAS 8 ÀS 19 HORAS,
    ÀS 6ªs, DAS 8 ÀS 15 HORAS;
    SÁBADO E DOMINGO,FECHADO

    ABERTURA: 11 DE FEVEREIRO, ÀS 17 HORAS

    ONDE: MEMORIAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

    PRAÇA MARECHAL DEODORO, 110, ESQUINA COM A RUA JERÔNIMO COELHO.

  • Espetáculo “A Sbørnia Kontr`Atracka”, em fevereiro, no Theatro São Pedro

    Espetáculo “A Sbørnia Kontr`Atracka”, em fevereiro, no Theatro São Pedro

    O consagrado espetáculo “A Sbørnia Kontr’Atracka” está de volta aos palcos do Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Com apresentações marcadas para os dias 7, 8 e 9, e 14, 15 e 16 de fevereiro de 2025, o show acontecerá de sexta a domingo trazendo toda a irreverência e a genialidade que conquistaram o público ao longo de quatro décadas. Os ingressos já podem ser adquiridos pelo site: https://theatrosaopedro.rs.gov.br.

    Com humor refinado, músicas cativantes e uma narrativa única, “A Sbørnia Kontr’Atracka” promete encantar tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.

    O espetáculo é uma continuação das aventuras dos excêntricos Kraunus Sang e Pletskaya, personagens que exploram temas universais com inteligência e leveza. A Sbørnia é uma ilha peculiar que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares, vagando errante pelos mares do mundo. Seu maior patrimônio cultural é a Recykla Gran Rechebuchyn, uma grande lixeira de onde se reciclam os dejetos artísticos esquecidos por outras nações. Governada pelo Anarquismo Hiperbølico, todos os seus governos são provisórios. Seu povo segue o Votørantismo, uma religião que reflete sua essência sonhadora e concreta.

    Os personagens Kraunus Sang e Pletskaya chegaram ao Brasil em 1984, fugindo de ataques de tribos hostis como os Menudos, tornando-se os grandes embaixadores da cultura sbørniana. A saga ganhou continuidade em 2016, quando Kraunus uniu forças com a pianista sbørniana Nabiha, vivida pela talentosa maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan, criando “A Sbørnia Kontr’Atracka”.

    Além dos palcos, a Sbørnia também conquistou outras linguagens artísticas. Em 1990, surgiu a publicação em quadrinhos “Tangos e Tragédias em Quadrinhos”, e em 2013, ganhou vida no cinema com o aclamado longa de animação “Até Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje membros da academia de cinema de Hollywood.  E, recentemente, na websérie Sbørnia em Revista, que ganhou o premio de melhor performance em Série Musical, com Simone Rasslan, além de ser escolhida a Melhor Websérie Nacional no Rio WebFestival em 2022.

    ©2022 Nilton Santolin

    SERVIÇO

    O QUE: A Sbørnia Kontr´Atracka

    DATA:  07, 08, 09, 14, 15 e 16 de fevereiro

    HORÁRIO:  sexta e sábado às 20h / domingo às 18h

    LOCAL:  Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°) 51 32275100

    INGRESSOS:

    Plateia e cadeira extra: R$ 160,00
    Camarote central: R$ 140,00
    Camarote lateral: R$ 100,00
    Galeria: R$ 70,00

     

    COMPRA PELO SITE:

    https://www.teatrosaopedro.rs.gov.br

     

    Pontos de venda física: apenas 2h antes do evento

     

    Descontos Obrigatórios
    50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
    50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:
    – até 15 anos mediante RG;
    – acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;
    50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;
    50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de
    sangue.
    Outros descontos
    50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho
    50% para até 50 associados da da AATSP Clube do Assinante ZH (50% assinante e acompanhante)

     

    FICHA TÉCNICA

    Criação e direção geral: Hique Gomez

    Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan

    Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro

    Projeções visuais: Rique Barbo

    Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck

    Engenharia de som: Edu Coelho

    Assistente de produção: Camila Franarin

    Assistente técnico: Rafael Pacheco

    Camareira: Nelli Schineider

    Preparadora vocal: Ligia Motta

    Redes Sociais: Pamela Batú

    Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez

    Assessoria de Imprensa:  Adriano Cescani (51) 99664.4888

    Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin

    Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz

    Painel Led – WB Painéis de Led

    SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.

     

  • “Atos e Cenas do RS”: inscrições abertas para selecionar 20 espetáculos

    “Atos e Cenas do RS”: inscrições abertas para selecionar 20 espetáculos

    O edital “Atos e Cenas do RS”, para ocupação do Teatro Oficina Olga Reverbel, foi lançado nesta segunda-feira (3/2), pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e da Fundação Teatro São Pedro (FTSP).

    A iniciativa busca contemplar 20 espetáculos de artes cênicas, como circo, dança e teatro, com o subsídio de R$ 2,5 mil, isenção da taxa do teatro e bilheteria integral. As inscrições estarão abertas de terça-feira (4/2) até o dia 24 de março e podem ser realizadas neste link.

    As apresentações ocorrerão em um total de 20 datas, entre os dias 2 de julho e 19 de novembro, em todas as quartas-feiras, às 19h, em sessões únicas. Por meio de uma parceria com o Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Sul (Sesc/RS), as equipes dos espetáculos selecionados que tenham endereço fora de Porto Alegre contarão com apoio para logística de alimentação, hospedagem e transporte. Acesse o regulamento na íntegra clicando aqui.
    Podem apresentar propostas pessoas jurídicas de direito privado representantes de artistas, grupos e coletivos – que tenham entre suas finalidades legais o exercício de atividades na área cultural, como associações, fundações, sociedades simples, incluindo cooperativas –, sociedades empresariais e empresas individuais de responsabilidade limitada (EIRELI) ou Micro Empreendedor Individual (MEI), desde que estabelecidas no Rio Grande do Sul, conforme comprovado pelo endereço cadastrado no cartão de CNPJ do proponente responsável pelo espetáculo.
    A Comissão de Avaliação do edital irá considerar os seguintes critérios: consistência da concepção artística do espetáculo; criatividade e inovação na forma de experimentação artística e relação com o espaço; estratégias de produção, montagem e divulgação; e ações afirmativas (inclusão e protagonismo de grupos sociais discriminados no elenco, na equipe ou na temática abordada). O atendimento aos princípios receberá, respectivamente, 35, 35, 20 e 10 pontos, totalizando 100 pontos.
    Os resultados preliminares serão divulgados em 14 de maio, e a listagem definitiva dos contemplados e suplentes, em 02 de junho.

    Esse edital faz parte do LabMultipalco, é um projeto de políticas públicas desenvolvido para a ocupação descentralizada do Multipalco Eva Sopher, com fornecimento de eixo formativo para as artes cênicas gaúchas.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa)

  • Coletiva de artistas  gaúchas apresenta obras com abordagem feminista no Rio de Janeiro

    Coletiva de artistas gaúchas apresenta obras com abordagem feminista no Rio de Janeiro

    Mostra reúne mais de 120 trabalhos, de 46 criadoras, no Centro Cultural Correios, entre 5 de fevereiro (abertura) e 22 de março

    Obra de Helena d’Avila /Divulgação

    Uma mostra com viés feminista e representativa da recente produção de artistas visuais mulheres do Rio Grande do Sul será aberta no dia 5 de fevereiro, às 16h, no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Ana Zavadil, que foi curadora-chefe do MARGS, o principal museu público do RS, e do MACRS, além de curadora assistente da 10ª Bienal Mercosul (2015), a exposição apresenta mais de 120 obras, de autoria de 46 artistas.

    Curadora Ana Zavadil – Arquivo pessoal – Divulgação –

    “Esse trabalho é mais um avanço na expansão da pesquisa em relação às artistas gaúchas”, diz Zavadil, que desde 2014 mantém foco na abordagem feminista e busca visibilidade e reconhecimento para as mulheres que produzem arte. Uma de suas exposições, “Fora das Sombras: Novas Gerações do Feminino na Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul”, ficou em cartaz durante oito meses no Museu Oscar Niemeyer (MON) em Curitiba, sendo prorrogada a pedido da instituição em razão do interesse do público, que a visitou entre agosto de 2022 e março de 2023.

    Obra ‘Clitóris’, de Simone Barros/ Divulgação
    .Obra de Mary Marodin/Divulgação

    A atual exposição, denominada “Reivindicação: Escrituras e Utopias do Feminismo”, começou a ser projetada há mais de um ano, a partir de convite do Centro Cultural Correios. A mostra, instalada nas Galerias I e II, no 3º andar do CCC, reúne trabalhos produzidos nas mais diferentes técnicas e linguagens artísticas, executados por nomes reconhecidos, como, por exemplo, Cláudia Sperb, Andréa Brächer, Umbelina Barreto, Simone Bernardi, Sandra Gonçalves, Helena d’Ávila, Isabel Marroni, Kika Costa, Márcia Marostega e Sílvia Brum, e também por outras artistas donas de carreiras consolidadas.

    Obra de Susan Mendes. /Divulgação

    Graduada em Desenho e Pintura em 1978 pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IA/UFRGS), onde também lecionou, Umbelina Barreto conta que seus desenhos são construídos com diversos materiais, iniciando com o carvão e seguindo com pastéis secos coloridos e pedras calcárias. “A relação das imagens perpassa a história da arte, as experiências vividas e por vezes a indignação com o que ocorre no mundo. Fazer arte é minha forma de ser justa”, afirma.

    Obra de Ivone Rabelo/Divulgação
    Obra de Mariana Orengo/Divulgação

    ARTISTAS DA EXPOSIÇÃO

    Alexandra Eckert, Ana Flores, Andréa Brächer, Clara Figueira, Clara Koppe, Cláudia Sperb, Cristie Boff, Esther Bianco, Evenir Comerlato, Fátima Pinto, Gio Hemb, Griseldes Vieira, Helena d’Ávila, Isa Dóris Teixeira de Macedo, Isabel Marroni, Ita Stockinger, Ivone Rabelo, Jane Maria, Juiara Barbizan, Jussara Moreira, Karina Koslowski, Kika Costa, Laura Ribero Rueda, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lu Gaudenzi, Márcia Marostega, Maria Paula Giacomini, Mariana Orengo, Marinelsa Geyer, Mary Marodin, Mery Bavia, Milene Gensas, Miriane Steiner, Mylène d’huyer, Neca Lahm, Regene Rocha, Sandra Gonçalves, Selir Straliotto, Sílvia Brum, Simone Barros,

    Simone Bernardi, Sirlei Hansen, Susan Mendes, Susie Prunes, Umbelina Barreto.

     SERVIÇO

    Obra de Susie Prunes/Divulgação
    .Obra de Lisi Wendel/Divulgação9

    Exposição: “Reivindicação: Escrituras e Utopias do Feminismo”

    Curadoria: Ana Zavadil

    Abertura: 5 de fevereiro (quarta-feira), às 16h

    Visitação: 6 de fevereiro a 22 de março

    Horário: de terça a sábado, das 12h às 19h

    Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro

    Entrada franca

    Fotos: Divulgação das artistas

    .Obra de Umbelina Barreto/ Divulgação
  • Tribunal de Contas silencia sobre concessão da Usina do Gasômetro

    Tribunal de Contas silencia sobre concessão da Usina do Gasômetro

    Até o momento, o plano do prefeito Sebastião Melo (MDB) de conceder a gestão da Usina do Gasômetro à iniciativa privada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com duração de 20 anos, não teve a atenção do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), como ocorreu nas privatizações da Corsan, CEEE, Parque Harmonia e Redenção (que não se concretizou).

    Não existe qualquer expediente aberto para análise da concessão de um equipamento cultural histórico de Porto Alegre.

    O TCE-RS normalmente realiza uma análise criteriosa de diversos aspectos para assegurar a legalidade, economicidade e eficiência do projeto.

    Os estudos para essa concessão pela administração Melo estão em andamento e devem ser concluídos até julho de 2025, depois da prefeitura investir em R$ 21 milhões de dinheiro público.

    O projeto de revitalização da Usina do Gasômetro, elaborado pela 3C Arquitetura e Urbanismo em 2015, durante a gestão do prefeito Fortunati, previa uma ampla reforma estimada em R$ 40 milhões.

    No entanto, na administração subsequente de Nelson Marchezan Jr. (2017/2021 – PSDB), o projeto foi considerado inviável devido ao seu alto custo e complexidade e a Usina foi simplesmente fechada em 2017.

    O novo projeto começou a ser executado em 2020.

    A Usina do Gasômetro reabriu parcialmente só para eventos em janeiro de 2025, após sete anos de interdição para reformas, já com o anúncio do plano de concessão à iniciativa privada por meio de uma PPP.

    Leia mais

    Prefeito Melo planeja conceder a gestão da Usina do Gasômetro à iniciativa privada

  • Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre

    Espetáculo “O Lanceirinho Negro”, apresentado em praças e parques de Porto Alegre

    O espetáculo infanto juvenil “O Lanceirinho Negro”, inspirado no livro homônimo da escritora gaúcha Angela Xavier, será apresentado em diversos espaços públicos de Porto Alegre entre os dias 23 e 26 de janeiro. Com realização do coletivo Trupi di Trapu e contemplado pelo último Edital de Produção Artística do Fundo Municipal de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (Fumproarte), o projeto é financiado pelo Grupo Carrefour Brasil.

    A diretora do espetáculo infanto juvenil Mayura Matos: Foto Divulgação

    A montagem dirigida por Mayura Matos traz à tona histórias de luta e resistência dos Lanceiros Negros, promovendo reflexões sobre ancestralidade e fortalecimento identitário para crianças e adolescentes. No elenco, estão Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson (no papel do Lanceirinho). Ketelin Oliveira integra o grupo, realizando a interpretação de libras.

    A peça é uma adaptação teatral da obra de Angela Xavier, criada para responder às inquietações de uma aluna sobre a Revolução Farroupilha. O espetáculo, rico em sonoridades e elementos da cultura afro-gaúcha, utiliza recursos como atabaques, samba de roda e arquétipos dos orixás para envolver o público em uma narrativa poética e educativa.

     

    Os personagens conectam vivências contemporâneas com a memória dos Lanceiros Negros, símbolos de coragem e resiliência. “O espetáculo surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira, ao mesmo tempo em que marca os 17 anos da Trupi di Trapu”, explica o ator e bonequeiro Anderson Gonçalves, responsável pela produção e cenografia do espetáculo.

    Para Gonçalves, apresentar a peça em locais públicos é essencial para ressaltar o papel dos Lanceiros Negros na história do Rio Grande do Sul e enfrentar o racismo estrutural do Estado. “Esses espaços são democráticos e permitem discutir a invisibilidade histórica de heróis negros e indígenas, que muitas vezes são omitidos da narrativa tradicionalista”, ressalta. “Mostrar essas histórias na rua ajuda a desconstruir estereótipos e contribui para a formação de uma consciência antirracista, valorizando a diversidade e a memória desses heróis esquecidos”, opina.

     

    Além da valorização histórica, a encenação destaca a importância do protagonismo negro, explorando temas como identidade e combate ao racismo por meio de jogos, músicas e brincadeiras afrorreferenciadas. A montagem é uma oportunidade única de promover o diálogo entre gerações, fortalecendo o orgulho das raízes culturais negras.

     

    Com o objetivo de ampliar o debate presente no livro e de expandir cada vez mais a memória dos Lanceiros Negros, o espetáculo teatral O Lanceirinho Negro, proposto pelo grupo, surge como uma possibilidade de resgate ancestral, de difusão de conhecimento e de aproximação das novas gerações com a cultura e com a história negro-brasileira.

     

    Com este projeto, a Trupi di Trapu se coloca em um lugar de acolhimento com as infâncias negras, se propondo ao resgate da memória heróica negra com grande relevância histórico-socialcultural e também de prospecção de lugares heróicos, positivos e de identificação para as novas gerações.

     “Nosso trabalho, ao abordar o letramento racial e destacar a importância de personagens negros, promove reflexões e valoriza heróis que inspiram resistência e esperança. Embora tratemos de temas históricos pesados, como a luta e a morte dos Lanceiros Negros, trazemos também a mensagem de virtude e liberdade, que vai além da ausência de correntes, abrangendo a aceitação e a valorização do outro em sua essência”, afirma Anderson. “Pedagogicamente, mostramos que os heróis podem e devem ser negros, indígenas ou LGBTQIA+, ampliando referências e fortalecendo as relações étnico-raciais na comunidade”.

    FICHA TÉCNICA:

    Atuadores: Anderson Gonçalves, Bruno Fernandes, Jane Oliveira e Yannikson

    Diretora cênica/encenadora: Mayura Matos

    Produtor executivo, cenógrafo e criação de bonecos: Anderson Gonçalves

    Diretora musical: Jane Oliveira

    Intérprete de Libras: Ketelin Oliveira

    Assessoria Histórica: Angela Maria Xavier Freitas

    Figurinos e cenografia: Mari Falcão

    Designer gráfico: Yannikson

    Assessoria de Imprensa: Silvia Abreu

    Identidade Visual: Mitti Mendonça e Alisson Affonso

    Fotografia e Gestão de Redes Sociais: Juliette Bavaresco

    Produção local: Rita Santos

     

    Realização: Trupi Di Trapu
    Financiamento: Fumproarte, Prefeitura de Porto Alegre

    Canais de comunicação:
    Instagram: @trupiditrapu
    E-mail: trupiditrapu@hotmail.com

    SERVIÇO:

    O quê: Espetáculo infantojuvenil “O Lanceirinho Negro” com a Trupi di Trapu. Direção: Mayura Mattos

    Quando e onde:

    • Dia 23/01, quinta-feira, 17h – Explanada da Restinga, Estr. João Antônio da Silveira, 2359
    • Dia 25/01, sábado, 10h30min – Chocolatão | Biblioteca, Av. Loureiro da Silva, 445, Centro Histórico
    • Dia 26/01, domingo, 16h – Redenção | Perto da Cancha de Bocha
    • Quanto: Gratuito
      Classificação indicativa: Livre