Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    “Vampiro de Curitiba” vivia recluso. Não dava entrevistas, não recebia ninguém

    Morreu nesta segunda-feira, 9 de dezembro, o escritor Dalton Trevisan, conhecido como “O Vampiro de Curitiba”. Ele tinha 99 anos (completaria 100 em junho de 2025) e vivia recluso num apartamento no centro da capital paranaense.

    A causa da morte não foi informada.
    Trevisan ganhou o apelido em 1965, quando lançou seu primeiro grande sucesso,  um  livro de contos  com o título  “O Vampiro de Curitiba”.
    A familia informou que não haverá velório. O corpo
    do escritor foi levado diretamente para o crematório Vaticano, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
    Dalton Trevisan começou a carreira literária com a novela “Sonata ao Luar” e ganhou destaque nacional com “Novelas nada exemplares”.

    Sua obra é conhecida por retratar o cotidiano de forma concisa e popular, explorando as tramas psicológicas e os costumes urbanos.
    Entre os muitos prêmios que ganhou, destacam-se o Jabuti e o Camões — os mais importantes para autores em língua portuguesa.

    Vivia tão recluso, sem dar entrevistas ou receber visitas, que no comunicado oficial do prêmio Camões, a organização divulgou que não havia conseguido contato com Dalton Trevisan para avisá-lo da homenagem.
    Poucas pessoas tinham acesso a ele. Em 2021, o escritor deixou de morar na casa onde sempre viveu, na esquina das ruas Ubaldino do Amaral e Amintas de Barros, no bairro Alto da Glória.
    A saída do local se deu por questões de segurança e também de saúde. Desde então, o contista morava em um apartamento, no Centro de Curitiba.
    “Sua reclusão pública contrastava com a vivacidade de sua escrita, que permanece como um marco da literatura brasileira contemporânea. Dalton deixa um legado de rigor literário, criatividade e uma visão aguda e implacável sobre o ser humano”, apontou a Secretaria de Cultura do Paraná.
    De acordo com o comunicado da secretaria, Trevisan “desvendou como poucos as complexidades humanas e as angústias cotidianas da vida urbana”. “Dalton retratou com crueza a solidão, os dilemas morais e as contradições da classe média, com um olhar atento para os excluídos e marginalizados”, afirmou.

    “O Vampiro de Curitiba criou uma obra enraizada na capital paranaense, elevando suas ruas e seus bairros a verdadeiros personagens. Livros como ‘O Vampiro de Curitiba’, ‘A Polaquinha’ e ‘Cemitério de Elefantes’ revelam uma Curitiba sombria, mas também lírica, onde a banalidade do cotidiano convive com dramas intensos”, disse a secretaria.

  • Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs

    Exposição com 100 obras do acervo marca a reabertura do Margs

    Sete meses depois da enchente. o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), reabriu suas portas ao público nesta sexta-feira (6/12).

    O governador Eduardo Leite e a Secretaria da Cultura, Beatriz Araújo,  participaram solenidade,  abrindo a exposição: “Post scriptum – Um museu como memória”.

    O Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) aportou R$ 5,6 milhões, por meio do programa de patrocínios da instituição.

    Também foram aplicados R$ 1,6 milhão do Fundo da Defesa Civil, além de recursos do orçamento da Sedac e de doações da sociedade.
    Além do restauro de obras do acervo, os recursos foram aplicados no conserto da subestação de energia, do sistema de climatização e na adequação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI).

    Também foram realizadas obras de requalificação do acesso ao museu, o restabelecimento dos sistemas do alarme de incêndio, das câmeras de segurança e da rede lógica, além da reposição de equipamentos e mobiliários atingidos.
    “Foram sete meses de um intenso trabalho de resiliência e reconstrução e isso é uma conquista para toda a sociedade gaúcha”, comemorou a secretária da Cultura.

    A criação de uma nova reserva técnica, em andares superiores, está em andamento, com o objetivo de garantir melhores condições de preservação do acervo.

    A instituição também busca patrocínios via lei federal de incentivo à cultura para seu Plano Bianual 2025-2026. Autorizada a captar R$ 8,6 milhões pela Lei Rouanet, a instituição vai dar continuidade às ações de restauro e modernização.

    Um museu como memória
    Aberta ao público até 9 de março, a exposição Post Scriptum, que reabre o Margs, tem entrada gratuita.

    A programação inclui visitas mediadas e atividades educativas que aprofundam o debate sobre memória e preservação cultural.
    A mostra, que ocupa todo o primeiro andar expositivo do museu, foi concebida para narrar o impacto do evento climático no Margs, ao mesmo tempo em que celebra a resiliência da instituição.

    Com mais de 100 obras de artistas como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Glauco Rodrigues, Pedro Weingärtner, a exposição conecta acervo e memória, apresentando também itens afetados pela enchente que já foram restaurados.

    “Post scriptum é um testemunho da força da cultura em tempos de adversidade. Não é apenas uma exposição sobre a enchente, mas uma reflexão sobre o papel dos museus como guardiões da memória coletiva”, destacou Beatriz.

    Responsável pela concepção da mostra e por liderar as obras do museu, o diretor-curador Francisco Dalcol destacou o esforço conjunto do Estado e da sociedade civil para que a instituição voltasse a receber visitantes. “Para conseguirmos superar os desafios, cada contribuição foi importante: a equipe do Margs, os colaboradores e os voluntários que auxiliaram no momento de crise, os gestores públicos e as iniciativas da sociedade civil que vêm apoiando a recuperação do museu”, disse.
    Dividida em cinco seções temáticas, Post scriptum propõe um diálogo entre passado e presente. As seções da mostra abordam, por exemplo, o impacto das cheias históricas em Porto Alegre e o processo de restauro das obras atingidas. Uma das áreas mais impactantes da exposição, segundo Dalcol, é o Laboratório de Restauração, onde o público pode acompanhar os trabalhos realizados por especialistas diretamente no espaço expositivo.
    “Esta exposição foi pensada para compartilhar e trazer a público a jornada enfrentada pelo museu no maior desastre natural da história do Rio Grande do Sul. Isso reflete o compromisso do Margs com a memória, aprofundando-o quando o próprio museu é parte da circunstância histórica e de suas consequências”, concluiu Dalcol.
    O público poderá visitar o museu gratuitamente de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h).

  • Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas

    Projeto Púrpura atende meninas, mulheres e população LGBTQIA+ em cidades gaúchas

    Em resposta às recentes emergências climáticas no Rio Grande do Sul, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS-RS), implementou em quatro cidades gaúchas o Projeto Púrpura – Assistência, Proteção e Igualdade.  Voltado para a promoção de direitos sexuais, reprodutivos e à violência de gênero, a iniciativa reflete um compromisso com a saúde das mulheres, meninas e população LGBTQIA +. O projeto Púrpura busca não apenas a assistência e proteção, mas também criar espaços de transformação, com a garantia de direitos.

     

    Embora não haja dados oficiais específicos sobre as necessidades de meninas, mulheres e comunidade LGBTQIA +, bem como sobre a prevalência da violência baseada no gênero nos municípios afetados, os dados globais sublinham a importância de abordar e atuar nestas questões no rescaldo das catástrofes naturais. Além disso, a perturbação causada pelas catástrofes aumenta a vulnerabilidade deste público. “O projeto concentra esforços para garantir assistência qualificada, inclusiva e equitativa às populações mais vulneráveis, reforçando o compromisso com a saúde e os direitos de todos”, afirma Cacildo Delabary, Presidente do Cosems e Secretário Municipal de Saúde de Lavras.

     

    A assistência iniciou em outubro nos serviços de saúde nas cidades de Porto Alegre, Canoas,Guaíba e São Leopoldo, que sofreram severos impactos com as enchentes de maio. “Para enfrentar esses desafios, o UNFPA, em parceria com o COSEMS, mobiliza equipes de saúde com foco em garantir o acesso ao pré-natal, especialmente para gestantes em risco obstétrico, visando prevenir mortes maternas. A iniciativa também assegura o direito ao planejamento familiar e à livre escolha, além de ampliar a testagem para HIV, fortalecer a adesão ao tratamento em casos de abandono e oferecer acolhimento e encaminhamento adequado para situações de violência sexual”, afirma Caio Oliveira, Oficial de Resposta Humanitária do UNFPA.  No projeto, enfermeiras contratadas pelo COSEMS-RS atuam junto ao público do projeto, dentro das unidades de saúde, nas seguintes ações:

    • Pré-natal e encaminhamento dos casos de gestação de alto risco;
      •  Apoio no planejamento reprodutivo (disponibilização de métodos contraceptivos);
      • Manejo de Casos Violência Sexual;
      • Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis;
    • ⁠⁠CP – Citopatológico de colo de útero;
    • Atividades extramuros dentro da comunidade – por exemplo: ações do PSE(Programa de Saúde na Escola) para atividades de direitos sexuais e reprodutivos em escolas do território da unidade de saúde;

     

    Sobre o COSEMS-RS

    O Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS), fundado em 20 de junho de 1986, é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O COSEMS/RS tem por finalidade lutar pela gestão municipal de Saúde, congregando secretários e dirigentes e funcionando como órgão permanente de intercâmbio e troca de experiência. Participa da gestão das políticas públicas em nível estadual e nacional e atua para que a Saúde nos municípios do Estado do Rio Grande do Sul seja a melhor possível.

     

    Sobre o UNFPA

    O UNFPA é a agência das Nações Unidas para a saúde sexual e reprodutiva, que trabalha para um mundo onde cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro e o potencial de cada jovem seja realizado. O UNFPA colabora com parceiros locais e nacionais para promover saúde, dignidade e igualdade para mulheres, adolescentes e jovens, com foco especial no combate à violência de gênero e no alcance de resultados transformadores até 2030. Para mais informações acesse: https://brazil.unfpa.org/pt-br

     

     

  • Sesc inaugura Casa de Arte, para oficinas culturais, no Museu da Cultura Hip Hop RS

    Sesc inaugura Casa de Arte, para oficinas culturais, no Museu da Cultura Hip Hop RS

    Espaço em Porto Alegre amplia a oferta de oficinas culturais gratuitas para jovens

    Um apoio cultural para os jovens porto-alegrenses foi celebrado na tarde desta quarta-feira, 04 de dezembro. Foi oficialmente inaugurada a Casa Arte Sesc instalada nas dependências do Museu da Cultura Hip Hop RS. A iniciativa amplia e qualifica as formações gratuitas já oferecidas no local, voltadas especialmente à cultura Hip Hop, como oficinas de Breaking, DJ, Conhecimento, Graffiti e MC/Rap. O evento contou com a presença de autoridades, parceiros, imprensa e comunidade em geral.

    Para o vice-presidente da Fecomércio-RS e presidente do Sindilojas Porto Alegre, Arcione Piva – que na ocasião representou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, a casa não representa apenas um espaço para aprender e desenvolver habilidades técnicas, mas também um local onde se compartilham histórias, se reforçam laços de comunidade e se promovem valores fundamentais como a inclusão, a diversidade e o respeito. “É um orgulho para nós tirarmos do papel mais uma iniciativa da Cultura. Entendemos que a arte é uma ferramenta importante que pode agir positivamente na formação de crianças e adolescentes. Saber que Porto Alegre ganhará mais uma oportunidade de contribuir na construção do futuro dos nossos jovens é um grande orgulho para o Sistema”, afirmou.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza /Divulgação

    “Hoje inauguramos uma parceria inédita e histórica, na qual o Sesc teve uma sensibilidade de entender a cultura Hip Hop como parceira da transformação. Queremos mostrar como o processo de cultura e educação pode transformar a realidade e a vida de todos que serão contemplados”, pontua Rafa Rafuagi, fundador do Museu da Cultura Hip Hop RS.

    Presente no evento, a secretária Municipal de Cultura e Economia Criativa, Liliana Cardoso, destacou os benefícios da parceria entre as duas entidades. “O foco do Rafuagi é o coletivo e ele sempre teve muita determinação para levar junto com seu sonho o sonho de tantas outras pessoas. Já o Sesc talvez seja a estrutura que mais adentra nas periferias para um processo transformador cultural e educacional e, por isso, essa união é tão importante”, disse.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza (/Divulgação

    Outra Casa Arte Sesc foi inaugurada em Gravataí, na Região Metropolitana, na última semana, dia 28 de novembro. Em parceria com a Prefeitura Municipal, a estrutura está localizada no “Casarão dos Bina” (Rua Annibal Carlos Kessler, 152 – Moradas do Sobrado), icônico prédio histórico do município, e receberá formações voltadas às artes cênicas, música, artes visuais e literatura. As inscrições são realizadas no Sesc Gravataí (Rua Anápio Gomes, 1241) e já estão abertas. A oferta é de 280 vagas para crianças e adolescentes com entre 6 e 14 anos. Os primeiros encontros iniciaram no dia 29 de novembro e seguem até o dia 13 de dezembro, de segunda a sexta-feira. No período de janeiro e fevereiro, serão ofertadas oficinas experimentais para a comunidade local. As oficinas sistemáticas do projeto retornam em março e seguem até dezembro, de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã e da tarde.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza /Divulgação

    Para as duas Casas Arte Sesc, os participantes podem se inscrever em mais de uma oficina conforme disponibilidade de vagas e horários. É necessário possuir a credencial Sesc dentro da validade e renda familiar de até dois salários mínimos per capita. As vagas serão priorizadas para comerciários e alunos da rede pública de ensino. O edital completo de participação pode ser consultado no site www.sesc-rs.com.br/cultura/casaartesesc.

    Casa Arte Sesc POA – Museu do Hip Hop – Inauguração-Crédito Anderson Barboza / Divulgação

    Arte Sesc – É um dos pilares prioritários para o Sesc/RS e tem como propósitos a valorização da arte e a disseminação da cultura para a sociedade de forma democrática e acessível, com ações que proporcionem a formação de plateias dos mais diferentes públicos. Dessa forma, promove atividades culturais de teatro, música, artes plásticas, circo, literatura e cinema, com uma intensa troca de experiências para ampliar o acesso à produção artística.

    Casas Arte Sesc

    Porto Alegre

    Local: Museu da Cultura Hip Hop RS (Rua Pq. dos Nativos, 545)

    Formações:

    – Oficina de Breaking – Fundamentos do break, estilos, coreografia e técnicas avançadas de dança de rua

    – Oficina de Conhecimento – Fundamentos da cultura Hip Hop, bases sociais da cultura Hip Hop e produção cultural

    – Oficina DJ – Montagem dos equipamentos, mixagem, efeitos e técnicas avançadas de discotecagem

    – Oficina de Graffiti – Desenho, estilos, cores, texturas, técnicas de muralismo com spray

    – Oficina de MC/Rap – Construção de rimas, produção básica de música, musicalização

    Formato de inscrição: Abertas, presencialmente, no Museu da Cultura Hip Hop RS (Rua Parque dos Nativos, 545) para pessoas com entre 10 e 24 anos. Inscrição é sistemática, conforme houver disponibilidade de vagas

    Gravataí

    Local: Casarão dos Bina (Rua Annibal Carlos Kessler, 152 – Moradas do Sobrado)

    Formações:

    – Oficina Ações Mediativas – Diálogos e ações educativas sobre produções artísticas em diversas linguagens, contextualizando e apoiando o público na ampliação de seus repertórios artístico-culturais

    – Oficina Corporeidades – Vivências em dança, teatro ou circo, interagindo com danças urbanas, brincadeiras populares, maquiagem cênica, acrobacias, contação de histórias

    – Oficina Sonoridades – Interações com diferentes fontes sonoras através de instrumentos musicais, percussão corporal e práticas de canto coletivo

    – Oficina Textualidades – Práticas de leitura e escrita criativas, incluindo experimentações em slams, poesia, quadrinhos e criações narrativas

    – Oficina Visualidades – Experimentações com os elementos das artes visuais por meio de pintura, escultura, graffiti, desenho, fotografia, vídeo, colagem digital, manualidades e artes têxteis

    Formato de inscrição: Abertas, presencialmente, no Sesc Gravataí (Rua Anápio Gomes, 1241), para pessoas entre 06 e 14 anos. Inscrição é sistemática, conforme houver disponibilidade de vagas

  • Mostra 30 x 30 da Associação Chico Lisboa traz obras de mais de 70 artistas

    Mostra 30 x 30 da Associação Chico Lisboa traz obras de mais de 70 artistas

    No dia 14 de dezembro (sábado), a Associação Chico Lisboa realiza a tradicional mostra beneficente “o que cabe em 30por30”. O evento, que ocorre das 11h às 17h, na Galeria de Arte do DMAE, colocará à venda trabalhos de mais de 70 artistas para arrecadação de fundos para a entidade.

    Organizada por Marina Rombaldi e Nilton Dondé, “o que cabe em 30por30” comercializará obras doadas por associados, colaboradores e trabalhos de acervo da Associação. Dentre os trabalhos estão obras de artistas como Alice Brueggemann, Britto Velho, Iberê Camargo, J. Borges, Leandro Machado, Paulo Chimendes, Teresa Poester, Vera Chaves Barcellos, Vasco Prado, Xico Stockinger e Zoravia Bettiol. As obras criadas especialmente para esta edição serão vendidas a partir de R$ 250,00, enquanto as obras de acervo terão valores que partem de R$ 150,00.

    Tereza Albano, _Cidade submersa_, 30x30cm/Divulgação

    Os artistas do “o que cabe em 30por30” – Edição 2025

    Adreson, Adriana Leiria, Aglaé Freitas, Ana Homrich, Ana Carrara, Arines Ibias, Britto Velho, Carlos Meinardi, Carmem Cecília Magalhães, Cho Dorneles, Clair S.Leitão, Clara Koury, Constanza Luft Bonatto, CriSArns, Denise Prehn, Denise Spadoni, Dirce Hugo, Doris Victorino, Elaine Stankiwich, Elaine Veit, Elenise Xisto, Eliane Abreu, Elisa Tesseler, Fátima Pinto, Fernanda Martins Costa, Fredy Vieira, Gabriel Guilum, Gabriela Brendler, Gilberto Perin, Giovana Gobbi, Graça Craidy, Gustavo Burkhart, Isabel Cristina Rockenbach, Isabel Marroni, Jorge Rico, Jussara Moreira, Karine Silva, Laky Gatti, Leandro Machado, Leila Knijnik, Guilherme Leon, Lia Braga, Luci Sgorla, Lúcia Amaro, Manuzita, Mara Castilhos, Marcelo Eugênio, Marta SchSilva, Milton Caselani, Nara Fogaça, Nine Michel, Noely Luft, Nora Bohrer, Paulo Chimendes, Phia, Rita da Rosa, Rogerio Livi, Sérgio Bohrer, Sérgio Leusin, Silvia Livi, Soraya Girotto, Susane Kochhann, Suzana Albano, Suzane Wonghon, Tamara Viegas, Tati Garcia, Tati Migowski, Teresa Poester, Tereza Albano, Vânia Pilotto, Vera Behs, Vera Regina dos Santos, Veronica Daudt, Zica Fortini e Zoravia Bettiol.

    Sobre a Chico Lisboa

    A Chico Lisboa, entidade sem fins lucrativos mais antiga das artes visuais ainda em funcionamento no Brasil, foi fundada em 1938, em Porto Alegre (RS) e, desde sua criação, congrega artistas visuais e agentes do campo cultural, mobilizando com a comunidade e articulando os interesses de artistas plásticos do Estado. A entidade realiza, de modo continuado, ações culturais diretas, como mostras, exposições, editais de ocupação expositiva de espaços, cursos, oficinas e outras atividades de cunho formativo.

    Gravura Vasco Prado – acervo Chico Lisboa/Divulgação

    Desde 2023, ocupa a Galeria de Arte do DMAE, ligada à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, organizando a agenda cultural do espaço e colaborando com o fomento e o estímulo às artes visuais na cidade.

    O 30 x 30 tornou-se, nos últimos anos, uma mostra tradicional da Chico Lisboa, inspirada em eventos similares de exposição, circulação e comercialização de arte contemporânea em pequenos formatos, como antigamente fazia também o Atelier Subterrânea.

    As dimensões mudam ao longo do ano, de 30 x 30 cm a 20 x 20 cm, e formatos ainda menores e de volta a 30 x 30, mas o princípio e o funcionamento são sempre o mesmo: garantir subsídios para que a Chico Lisboa continue realizando suas ações culturais.

    Gravura Xico Stockinger – acervo Chico Lisboa/Divulgação

    A Chico Lisboa está de portas abertas para todos os artistas gaúchos, incentivando que se associem e acompanhem as atividades, contribuindo para o fortalecimento e valorização da cultura no Rio Grande do Sul. Para se associar, contate-os através do número de telefone 51 998260341 ou através do e-mail associacaochicolisboa@gmail.com. Para acompanhar as atividades promovidas pela Associação, instagram.com/chicolisboaarte.

    SERVIÇO
    Mostra beneficente “o que cabe em 30por30”
    Quando: 14 de dezembro | Sábado | 11h às 17h
    Onde: Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa | Centro Histórico e Cultural Antônio Klinger Filho / DMAE (Rua Vinte e Quatro de Outubro, 200 – Bairro Moinhos de Vento).
    Para se associar a Chico Lisboa: 51 998260341 | associacaochicolisboa@gmail.com

  • Street Expo Photo expõe imagens de 77 fotógrafos, no Pier do Gasômetro

    Street Expo Photo expõe imagens de 77 fotógrafos, no Pier do Gasômetro

     

    Seguindo fiel à ideia original da Street Expo Photo (SEP), de trazer uma mescla ampla de olhares, a coletiva que já faz parte do calendário cultural de Porto Alegre chega à 7ª edição, reunindo o trabalho de 77 fotógrafos provenientes de 12 estados brasileiros, Portugal e Países Baixos. A abertura será realizada neste sábado, 7 de dezembro, a partir das 16h, no Pier da Usina do Gasômetro, sob a coordenação geral e curadoria de Marcos Monteiro. A curadoria adjunta ficou a cargo do paulistano Marcos Varanda, parceria que se repete desde a primeira edição. A visitação ocorre ao longo de 24h, até o dia 29 de fevereiro de 2025.

    FOTO SANDRA CARRILLO_AMAZONIA/ Divulgação
    Foto: Jorge lansarin/ Divulgação

    A exposição foi ampliada, contanto a partir desta edição, com 20 grandes painéis onde as fotografias, amplamente distribuídas, tem expografia que agrupa temáticas, cores expressões e outras relações, transformando o seu percurso em um fluxo contínuo de paixão, perplexidade e descobertas, de insgths e memórias , de encontros e do despertar de emoções que proporcionam um mergulho na expressão fotográfica e um grande incentivo à sua prática. Dentro do conjunto exposto foram convidados 11 fotógrafos de destaque nacional e internacional que são referência para muitos dos apaixonados pela fotografia, estando distribuídos com ênfase nos painéis onde participam. A partir de 2024, a mostra ocupará de forma permanente  o Pier da Usina do Gasômetro, um dos espaços mais icônicos e frequentados da cidade, que  fica de frente para o pôr do sol do Guaíba e toda a sua beleza.

    Ricardo Takamura_The Nowhere Place/ Divulgação
    Foto Jorge Alves Lisboa/ Divulgação

    A SEP contempla iniciantes, amadores e  profissionais de variadas idades e vivências, oportunizando mais visibilidade e incentivo  a esta  interminável paixão do desenhar com luz e sombra. A valorização da democracia como única forma de construir sistemas sociais mais justos e com menos desigualdades é o mote da iniciativa. “Seguimos com a grande missão de diminuirmos distâncias de todas as utopias que validamos como metas atingíveis, destacando e expandindo o acesso à arte e à cultura, reforçando no seu caminho a coragem e a mais pura determinação”, afirma o fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro.

    Foto RUI VARELLA – RIO NEGRO/Divulgação
    Foto Nario Barbosa/Divulgação

    A Fotografia é uma das mais amplas e democráticas formas de registro e memória da humanidade. Acessível de forma cada vez mais ampla,  nela se mesclam emoções e percepções, revelando um universo de possibilidades e modos de expressão que ganham potência, ultrapassando em muito o simples olhar. Misturando técnica e talento, inspiração e transpiração, é gerado um imenso e diverso caleidoscópio de imagens, onde estão refletidas diversas tipologias e formas do fotografar.

    Foto Alexandre EckerRS/ Divulgação

    Serviço:

    Abertura: 7 de fevereiro (sábado), a partir das 16h.
    Local: Pier da Usina do Gasômetro (João Goulart, 551) – Centro Histórico de Porto Alegre
    Encerramento: 29 de fevereiro de 2025.
    Visitação: Diária, ao longo de 24h.
    Entrada franca.

  • Uma mostra da arte de Vitorio Gheno em exposição comemorativa na Galeria Nieto

    Uma mostra da arte de Vitorio Gheno em exposição comemorativa na Galeria Nieto

    A Galeria Nieto, localizada na Avenida Lucas de Oliveira, 432, em Porto Alegre, abre suas portas entre 07 e 21 de dezembro próximo para a exposição “Vitório Gheno – Pequeno Acervo do Artista”, homenagem que celebra 50 anos de amizade entre o artista plástico gaúcho e Oscar Nieto, fundador, há cerca de quatro décadas, do Atelier de Molduras e Galeria Nieto, comandada nos últimos 20 anos por sua filha, a arquiteta Carina Nieto. É neste local que o artista emoldura suas obras, há várias décadas.

    Vitório Gheno/ Divulgação

    A mostra inclui cerca de 20 obras do artista e busca, além de exaltar essa longa amizade, oferecer o trabalho de Gheno para a comercialização, proporcionando aos admiradores da arte a oportunidade de adquirir peças originais e únicas em um momento especial, perto das festividades de Natal. A amizade entre Gheno e Nieto, remonta aos tempos do Hotel Laje de Pedra, inaugurado em 1976, quando Gheno assinou o projeto de decoração de todo o hotel.


    Título: VILAS URBANAS EM VEMELHO
    Óleo sobre tela/ Divulgação

    As obras em exposição abrangem diversas temáticas exploradas pelo artista ao longo da última década, todas com histórias singulares. Gheno é conhecido por não acumular quadros em seu atelier. Segundo Nádia Raupp Meucci, responsável pela curadoria da exposição e autora do livro “Gheno Artista Plástico”, lançado por ela, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em 2006, a ideia surgiu a partir do pedido do próprio artista, que desejava realizar uma mostra em homenagem ao amigo.

    VITÓRIO GHENO (esquerda), CARINA NIETO ( centro) , OSCAR NIETO (direita)/ Divulgação

    A curadora da exposição não enfrentou grandes desafios. Nádia acompanha o trabalho de Gheno desde 1995, pesquisando sua obra a partir dos anos 1940, sendo a maior conhecedora de sua trajetória artística, atualmente.

    Estudo sobre Gaúchos
    Título: GALPÃO
    Aquarela sobre papel/Divulgação

    Dono de um traço firme, leve e elegante, mestre das cores e formas, a obra de Vitório Gheno é marcada pela inquietação permanente do artista em torno de vários temas, principalmente os que envolvem o cotidiano das cidades. Seu trabalho é admirado por colecionadores, críticos e amantes da arte, mantendo-se sempre relevante e em constante transformação.

    Título: PRAIA DE PESCADORES: LITORAL DO BRASIL
    Óleo sobre tela/ Divulgação

    A exposição “Vitório Gheno – Pequeno Acervo do Artista” promete ser uma experiência única para os colecionadores e admiradores da arte contemporânea. Ao mesmo tempo, se constitui em uma oportunidade única de se adquirir peças que representam a trajetória mais recente do artista.

    Vitório Gheno em seu atelier no dia 02 de dezembro de 2018/ Divulgação

    Sobre Vitório Gheno:

    Vitório Gheno é artista plástico, ilustrador, aquarelista, gravador, designer de mobiliário, decorador especializado em hotelaria, entre outras atividades que exerceu ao longo de sua carreira artística. Nasceu em Muçum/RS em 1923 e vive em Porto Alegre/RS desde seus quatro anos de idade. Com uma carreira que se estende por mais de oito décadas, Gheno se consolidou como um dos nomes mais importantes da História das Artes Plásticas do Rio Grande do Sul.

    Série: FEMININA
    Aquarela sobre papel algodão/ Divulgação

    Gheno começou a pintar muito cedo. Com apenas 14 anos, em 1938, já estava trabalhando na notável Seção de Desenho da Livraria do Globo, como ilustrador da Revista do Globo, ao lado de grandes nomes da arte gaúcha. Depois de morar em Buenos Aires (1945 a 1947) e em Paris (1950 a 1951), voltou ao Brasil, radicando-se no Rio de Janeiro como diretor de arte da grande agência de publicidade McCann Erikson do Brasil, onde permaneceu até o fim dos anos 1950.

    Durante sua carreira, Gheno esteve presente em diversas exposições individuais no Brasil e no Exterior e assinou vários projetos de decoração de grandes redes hoteleiras brasileiras, como a Rede Tropical de Hotéis da antiga Varig e Rede Plaza de Hotéis. Em 2006, Nádia Raupp Meucci lançou o livro “Gheno Artista Plástico”, de sua autoria, produção e pesquisa de 11 anos, que reúne uma ampla seleção de sua obra, com destaque para sua trajetória e evolução artística ao longo dos anos. O livro é único no Brasil sobre a obra do artista. O lançamento foi um marco na carreira de Gheno, com uma cerimônia realizada no Margs, que contou com grande público e destaque da crítica especializada.

    Vitório Gheno/ Divulgação 

    Além de sua produção artística, Vitório Gheno também esteve envolvido em importantes projetos de arte pública e decoração de espaços, como os gigantes mosaicos de vidro representando a Baixada e a Arena do Grêmio, no novo estádio do Humaitá, criados pelo artista especialmente para o seu clube. A arte e o Grêmio são suas grandes paixões. Hoje, Gheno segue ativo em seu ateliê, dedicando-se à criação de novas obras e mantendo um olhar atento às novas possibilidades que a arte oferece.

    Mais sobre a vida e obra do artista, no link:

    https://www.flaneur.com.br/biografia/vitoriogheno/index.htm

  • Álbum ‘Elis & Tom’ ganha tributo de Adriana Deffenti e Luiz Henrique New em show que celebra os 50 anos do disco

    Álbum ‘Elis & Tom’ ganha tributo de Adriana Deffenti e Luiz Henrique New em show que celebra os 50 anos do disco

    A programação conta, ainda, com lançamento de álbum de Fausto Prado & Caetano Silveira, o brazilian jazz de James Liberato e a força da MPB na voz de Janaína Maia

    Caetano Silveira e Fausto Prado – Foto Isidoro B. Guggiana/Divulgação

    Nesta quarta (27), Fausto Prado & Caetano Silveira lançam o álbum ‘Tantos e Diversos’, no Espaço 373. O novo trabalho traz dez canções com a sensibilidade dos premiados compositores porto-alegrenses diante da realidade dos tempos pós-tragédias, exaltando o amor, a liberdade criativa e a diversidade dentro da cultura musical brasileira. Comemorando 20 anos da parceria, “Tantos e Diversos” conta com a participação de dez cantores que fizeram parte da trajetória da dupla.

    A banda é formada por Luiz Mauro Filho (piano), Rafa Marques (bateria), Giovanni Berti (percussão), Lucas Esvael (baixo) e Fausto Prado (violão e guitarra). O show contará, ainda, com as participações especiais de Alex Alano, Andréa Cavalheiro, Elisa Meneghetti, Gelson Oliveira, Juliano Barreto, Marcelo Delacroix, Shana Muller e Silvio Marques.

    James Liberato – Foto Daniel Musskopf/ Divulgação

    Na quinta (28), James Liberato convida Luis Mauro Filho (piano), Ronie Martinez (bateria) e Lucas Esvael (baixo) para uma noite de standards de jazz e brazilian jazz. No repertório, clássicos de Chick Corea, George Benson, Pat Metheny, Dizzy Gillespie, Moacir Santos e João Donato, entre outros.

    ADRIANA DEFFENTI e LUIS NEW – Foto José Kalil/Divulgação

    Na sexta (29), Adriana Deffenti e Luis Henrique “New” prestam uma homenagem aos 50 anos do álbum ‘Elis & Tom’.

    Um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos, ‘Elis & Tom’ surgiu como um presente da Philips (Universal Music) em comemoração aos dez anos de contratação da cantora. O irretocável repertório, composto de clássicos, ganhou o acompanhamento dos grandes músicos Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo), Oscar Castro Neves (violão), Paulo Braga (bateria) além do próprio Tom (piano e violão) e César Camargo Mariano (pianos elétrico e acústico). O maestro Bill Hitchcock regeu uma orquestra de cordas em cinco faixas.

    Janaína Maia -fotógrafo Emilio Pedroso/Divulgação

    Por fim, no sábado (30), Janaína Maia apresenta seu novo show que promete emocionar o público e enaltecer as raízes da Música Popular Brasileira. Sucessos de nomes icônicos como Aldir Blanc, Edu Lobo, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Marisa Monte, além de canções dos compositores gaúchos como Fernando Corona, Otavio Segala, Luiz Coronel e Paulinho Dicasa ganham arranjos inovadores e músicos especiais: Dunia Elias (piano), Dani Vargas (bateria) e Sérgio Rojas (violão).

    SERVIÇO
    27 de novembro | Quarta-feira | 21h
    FAUSTO PRADO & CAETANO SILVEIRA | Tantos e Diversos Ingressos: R$50 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/fausto-prado-caetano-silveira-tantos-e-diversos/2701140

    28 de novembro | Quinta-feira | 21h
    James Liberato
    Ingressos: R$25 a R$70
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/james-liberato/2701143

    29 de novembro | Sexta-feira | 21h
    Adriana Deffenti & Luis Henrique New | Elis & Tom 50 Anos

    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/adriana-deffenti-luis-henrique-new-elis-e-tom-50-anos/2701144

    30 de novembro | Sábado | 21h
    Janaína Maia
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/janaina-maia/2701146

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15

  • A cultura, as raízes e o legado construído pelo povo negro nos 50 anos do Afro-Sul

    A cultura, as raízes e o legado construído pelo povo negro nos 50 anos do Afro-Sul

    No próximo domingo, dia 24, uma grande celebração tomará conta das ruas do Jardim Botânico. É o Bloco Afro-Sul Odomode que já estará concentrado a partir das 14h na Praça das Nações, de onde sairá em cortejo até a sede do Afro-Sul, na Av. Ipiranga. Chegando lá, apresentações, exposição, lançamentos dos projetos que fazem parte dos 50 anos e muitas delícias culinárias no Ajeum, em uma programação que exalta a cultura, as raízes e o legado construído pelo povo negro no Rio Grande do Sul. O Afro-Sul, no alto de seus 50 anos, tem motivos de sobra para celebrar com parceiros, amigos e o público em geral.

    Reminiscências – fotos Maciel Goelzer /Divulgação

    O Grupo Afro-Sul de Música e Dança, uma instituição cultural que funciona como movimento de luta e de valorização da cultura negra e do direito à livre expressão, resiste há 50 anos. Isso já seria motivo de sobra para comemorar: pela longevidade, pela qualidade de seus trabalhos apresentados e premiados ao longo dessas cinco décadas, por seu projeto educativo, que forma jovens fortalecidos e orgulhosos de sua identidade, pelo afeto que envolve o público e seus criadores: a Mestra Iara Deodoro, com o imenso legado que nos deixou, e Paulo Romeu. Mas para além de toda a sua história, o grupo preparou uma série de comemorações que se iniciam em novembro deste ano e seguem em 2025, em homenagens, atividades para adultos e crianças, criação e apresentação de um novo espetáculo e muito mais.

    Reminiscências – fotos Maciel Goelzer /Divulgação

    E a largada será no dia 24 de novembro, celebrando com as cores do Afro-Sul, muita música e dança. Em um cortejo vibrante com bateria e brincantes que percorre o bairro desde a Praça das Nações até a sede do grupo, na Av. Ipiranga. O desfile do Bloco Afro Odomode propõe as cores preto, verde, vermelho ou amarelo, representando a diversidade dos projetos do Instituto. Lá chegando, haverá diversas atrações e atividades, como a Feira de Economia Criativa, com empreendedores da economia criativa apresentando seus produtos em um mercado que une tradição e inovação; a exposição “Nossos passos, de longe pra longe”, uma viagem pelas cinco décadas do Afro-Sul com imagens que resgatam memórias afetivas; o Conversas em Roda, reflexões sobre a construção do sujeito negro a partir da arte, com histórias e vivências do Afro-Sul; apresentação de dança, com toda a energia da Cia Afro-Sul, convidando o grupo afro de Nova Prata e a E.S. Realeza; o Ajeum e as delícias da culinária servidas em um coquetel com o sabor do afeto e acolhimento; a apresentação do vídeo 50 Anos, um documentário comemorativo, seguido da entrega do troféu Afro-Sul.

    Reminiscências – fotos Maciel Goelzer/ Divulgação

    E mais: uma homenagem especial com a entrega do troféu Afro-Sul para duas personalidades da cultura afro-gaúcha, nas mãos dos lanceirinhos negros, simbolizando o legado para as gerações futuras. Em seguida, apresentação de final de ano das crianças do Projeto Cultural Nossa Identidade.

    Reminiscências – fotos Maciel Goelzer /Divulgação

    E é claro que em um espaço dessa importância, os parceiros se fazem presentes e o Grupo Show Imperadores do Samba estará lá, na batida do samba com seu grupo show Imperadores do Samba, o Mar Vermelho e Branco. E pra encerrar esta festa pujante, o show da Banda Afro-Sul, com as músicas que marcaram os 50 anos do grupo e a participação de músicos convidados que fizeram parte dessa trajetória.

    Celebração dos 50 anos do Afro-Sul

    Dia 24 de novembro, a partir das 14h

    14h – Concentração e saída do Bloco Afro-Sul Odomode / Praça das Nações

    16h – Início das atividades na sede do Afro-Sul Odomode – Av. Ipiranga, 3850

    Reminiscências – fotos Maciel Goelzer /Divulgação

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  • Exposição da obra de Danúbio Gonçalves celebra os 13 anos da Galeria Duque

    Exposição da obra de Danúbio Gonçalves celebra os 13 anos da Galeria Duque

    Danúbio Gonçalves com a filha Sandra – Acervo Galeria Duque/Divulgação

    Um ícone que faz parte da história da arte do Rio Grande do Sul também está na trajetória da Galeria Duque. Não por acaso, seu nome foi escolhido para celebrar os 13 anos do espaço de arte que tem um dos acervos mais completos do Estado. “Do Ateliê de Danúbio – Exposição em Homenagem a Danúbio Gonçalves” inaugura neste sábado, 23 de novembro, às 14h, ao lado de outras duas exposições: “Mistura”, com obras selecionadas do vasto acervo com grandes nomes da arte do Brasil e do mundo da galeria, e “Re Desenho”, uma exposição coletiva de Adriana Leiria, Daniela Meine, Suzana Albano e Tatiana Migowski. A curadoria é de Daisy Viola. As exposições ficam no espaço até 28 de fevereiro de 2025. A Galeria Duque está localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre. Entrada franca.

    Obra de Danúbio Gonçalves/Divulgação

    Danilo Gonçalves nasceu em 30 de janeiro de 1925 e faleceu e 21 de abril de 2019. Membro do Grupo de Bagé e do Clube de Gravura de Porto Alegre, Gonçalves protagonizou uma exposição histórica em 2014 na Galeria Duque, que foi finalista do Prêmio Açorianos de Artes Plásticas. Após sua morte, em maio de 2019, uma exposição na Galeria Duque com mais de cem obras homenageou o artista. Para a mostra “Do Ateliê de Danúbio” foi feito um trabalho especial para recuperar sua obra. “Esta exposição é um resgate no ateliê do artista e mestre Danúbio Gonçalves, e um gesto de amizade e carinho ao artista e sua obra, tempos depois da sua partida. São obras que ficaram esquecidas por alguns anos na sua casa ateliê. Foram resgatadas, higienizadas e restauradas para que pudéssemos realizar essa exposição. Aqui temos gravuras em diversas técnicas, desenhos e trouxemos também alguns cartazes feitos por ele de exposições e eventos. Agregamos ainda algumas matrizes e álbuns com notícias selecionadas por ele, que nos contarão um pouco da história do artista bem como da arte do Rio Grande do Sul”, destaca a curadora Daisy Gonçalves.

    Danúbio Gonçalves/Divulgação

    Mistura

    Para os admiradores de arte, vale também conferir a exposição “Mistura”, com obras do acervo. Para essa mostra, foram selecionadas obras de artistas como Alfredo Volpi, Aloysio Zaluar, João Quaglia, Iberê Camargo, Burle Marx, Rubens Gerchman, Tarsila do Amaral, Salvador Dalí, Heitor dos Prazeres, Rodrigo Pecci, Siron Franco, Frans Krajcberg, Farnese de Andrade, Flávio Scholles, Ado Malagoli, Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Glauco Rodrigues, Di Cavalcanti, Carlos Paez Vilaró, Hercules Barsotti, Arcangelo Ianelli, Auguste Rodin, Georges Braque, entre outros.

    Danúbio Gonçalves/ Divulgação

    “Juntar e misturar, esta é a ideia, afinal é uma festa! Este nosso espaço para expor e falar de arte está completando 13 anos. Nasceu do encontro de dois amigos. O Arnaldo Buss, com seu acervo e paixão pela arte, e eu, com minhas ideias, de um dia ele ter um espaço para mostrar as preciosidades que chegavam e eram depositadas pelos cantos de sua casa. Tanto foi que um dia, o sonho se realizou, despretensiosamente fomos estabelecendo uma relação com as pessoas da cidade e seus visitantes, sem imaginar que chegaríamos até aqui”, celebra Daisy.

    Obra de Heitor dos Prazeres/ Divulgação

    Para essa festa da arte, a curadora e o galerista fizeram uma escolha afetiva. “Vamos mostrar o que temos de melhor nesta festa de aniversário, e alguns trabalhos inusitados. Cores e gestos intensos ou a delicadeza de linhas em gravuras e desenhos. Artistas dos séculos XX e XXI, que viajam por diferentes ideias e linguagens, que fazem a narrativa sensorial do que vivemos ou ainda estamos vivendo. Vamos fazer literalmente uma mistura, de gente e de histórias contadas através da arte”, descreve a curadora.

    Obra de Adriana Leiria/ Divulgação

    Re Desenho

    A celebração se completa com a exposição coletiva “Re Desenho”, que apresenta criações de Adriana Leiria, Daniela Meine, Suzana Albano e Tatiana Migowski. “Considerando o conceito de desenho como a expressão de alguém através da linha, aqui propomos ampliar esta possibilidade Em vez de linhas como consequência de gestos com um instrumento riscante sobre uma superfície, nossas artistas trabalham a linha no espaço, trazem o desenho para a tridimensionalidade. Cada uma a seu modo, com materiais diversos”, explica Daisy.

    Obra de Daniela Meine/ Divulgação

    Linhas coloridas que se enrolam em linhas de corda e arames que se moldam na mão da artista e passeiam pelo espaço, penduradas no teto ou paredes. São os caminhos coloridos da vida da Adriana Leiria. Fios de arame se emaranham em gestos livre que se revelam em garatujas espaciais da Daniela Meine, e se transformam na projeção da sua sombra na superfície da parede próxima em comunicação direta do trabalho com a luminosidade do ambiente ou uma luz artificial direcionada, com possibilidade de interação direta com o seu espectador. Já os móbiles da Tatiana Migowski também redimensionam a ideia de desenho, com linhas dos materiais de diversas origens como galhos vergados, fios e telas, além dos bordados que compõem os objetos que também desenham sombras na parede e formam outros desenhos que se movimentam no ponto de vista do trânsito do espectador no seu entorno. Por fim, o desenho da Suzana Albano acontece nos seus bordados, fios multicoloridos na superfície de tecidos que também já trazem consigo desenhos inerentes da sua própria trama. O contorno das lagartixas ou da super cobra brincam com o olho e, de alguma maneira, nos lembram que desenho pode também ser representação de formas. “É uma exposição de olhar, imaginar, e quase brincar, afinal, é a festa de aniversário deste nosso lugar mágico”, conclui Daisy Viola.

    Obra de Suzana Albano/Divulgação

    Exposições:

    “Do Ateliê de Danúbio” – Exposição em Homenagem a Danúbio Gonçalves
    “Mistura” – com obras do acervo
    “Re Desenho” – uma exposição coletiva de Adriana Leiria, Daniela Meine, Suzana Albano e Tatiana Migowski
    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque
    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Porto Alegre
    Vernissage: 23 de novembro, das 14h às 16h30
    Período da exposição: de 23 de novembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025
    Horário de funcionamento: Seg/Sex: 10h às 18h | Sáb: 10h às 17h
    Entrada Franca