Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    Exposição “Grande Sertão: Veredas”, da artista Graça Craidy, integra programação da Feira do Livro

    A exposição “Grande Sertão”, da artista visual gaúcha Graça Craidy, retrata, em 52 obras, os principais personagens, a flora e a fauna do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa (1908/1967). A mostra será aberta sexta-feira (1º/11), às 18h30, no Clube do Comércio, como parte da programação da 70ª Feira do Livro de Porto Alegre.

    Retrato do escritor Guimarães Rosa por Graça Craidy – Cópia w/ DIVULGAÇÃO

    Em óleo, acrílica e aquarela, Graça faz sua releitura pictórica de personagens como Riobaldo, Diadorim, Joca Ramiro, Hermógenes, Zé Bebelo, Otacília, Nhorinhá; da flora e da fauna do Cerrado, além do próprio Guimarães Rosa, que se embrenhou no sertão para captar a linguagem dos nativos e anotar tudo que via e ouvia da jagunçada a fim de conceber este que é considerado o maior romance brasileiro do século 20.

    Jagunço Hermógenes /Divulgação

    Graça não só leu o romance como fez o curso Travessia, sobre o livro, relendo-o e debatendo-o por três meses com a professora da USP Cecilia Marques, especialista no tema; assistiu ao monólogo Riobaldo, com o ator carioca Gilson de Barros; além de pesquisar em ensaios e monografias relativas à obra do mineiro de Cordisburgo, publicada em 1956.

    Riobaldo e Diadorim – /Divulgação

    Apaixonada por artes visuais e literatura, a artista pretende, com seu trabalho, estimular a leitura de Grande Sertão: Veredas.  “Espero que os visitantes da exposição se encantem com a história em quadros do meu Grande Sertão particular, expressionista, apaixonado, de cores turvas, ternas e terrosas. Em cada personagem, cena, gesto, o meu gentil convite para despertar nas pessoas o desejo de ler o grande romance”, diz ela.

    Prostituta Nhorinhá-/Divulgação

    Esta é a quarta vez que Graça une sua arte à literatura. A primeira foi na coleção “Clarices”, de 33 retratos de Clarice Lispector, que já esteve no Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba (ainda em cartaz na capital paranaense); a segunda e a terceira foram as mostras coletivas Autorias I e Autorias II, que a artista organizou, inclusive em plena pandemia, com 43 artistas gaúchos retratando 51 escritores do Rio Grande do Sul. E, agora, essa individual sobre Guimarães Rosa, que se tornou imortal da Academia Brasileira de Letras.

    Sô Candelário, personagem do livro e da mostra / Divulgação

    Durante a Feira do Livro, que vai até o dia 20 de novembro, a exposição estará aberta à visitação das 10h às 20h, inclusive sábado e domingo. Depois de terminada a feira, a mostra seguirá em cartaz, até 20 de dezembro, de segunda a sábado, das 10h às 17h.

    A ema é o maior animal do Cerrado -/Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Grande Sertão”, de Graça Craidy

    Abertura: 1º/11, das 18h30 às 20h

    Visitação: de 2/11 a 20/11, todos os dias, inclusive sábado e domingo, das 10h às 20h; de 21/11 a 20/12, de segunda a sábado, das 10h às 17h

    Local: Clube do Comércio, Rua dos Andradas, 1085 (segundo andar, antigo Salão de Bridge), Centro Histórico

    Entrada franca

    Bananeira, aquarela -/ Divulgação
  • CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    CCMQ traz discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulada Contaminações.

    Durante o mês de novembro, a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dá continuidade à programação do Cultura no Antropoceno. O projeto convida os participantes à reflexão sobre as práticas culturais no momento em que o ser humano e seus feitos são entendidos como força geológica capaz de provocar alterações no planeta.

    Ao longo do mês, ocorrerão quatro momentos de discussão entre artistas, escritores e pesquisadores intitulados Contaminações. Os três primeiros acontecem nos dias 6, 13 e 21 de novembro no Auditório Luis Cosme (4° andar da CCMQ), às 19h. Já o último será realizado no dia 30 de novembro na sala Cecy Franck (4° andar) às 14h. Eles têm o objetivo de instigar o público a perceber a confusão de fronteiras entre humano e animal, organismos e máquinas e o físico e o não físico, bem como observar se o ser humano está realmente separado de seus objetos de desejo, do lixo que produz, da linguagem e dos espaços que habita.

    O primeiro desses encontros, intitulado Contaminações 1: nos seres,  ocorreu na última quarta-feira (30/10) e recebeu a artista Carolina Marostica e os idealizadores do projeto Dilúvio Vivo, Tuane Eggers e Beto Mohr. Os próximos eventos discutem as contaminações no espaço, na cartografia, na escrita e nos corpos. Para os debates, estarão presentes pesquisadores e artistas de diversas áreas, como o geógrafo Rodrigo Fontana, a arquiteta e urbanista Patrícia Cruz, a escritora Julia Dantas e a artista Cristyelen Ambrósio. Confira a programação completa aqui.

    Dilúvio Vivo -por Beto Mohr]/ Divulgação

    Após a última Contaminação (30/11), às 16h, o pensador do corpo Danilo Patzdorf ministrará a oficina Como descansar o indescansável, uma proposta prático-teórica de yoga.

    No dia 21 de novembro acontece a segunda mesa-redonda da programação, às 19h no Auditório Luis Cosme. Intitulado Uma proliferação de mundos, a atividade recebe as escritoras Ana Rusche, Micheliny Verunschk e Taiasmin Ohnmacht para uma reflexão sobre como um mundo em emergência climática ganha espessura quando se entrelaça à ação narrativa, articulando passado e futuro de diferentes perspectivas e pontos de vista.

    Além disso, sessões do Curta o Jardim acontecem nos dias 7 e 14/11 às 19h30, com produções oferecidas pelo projeto Tela Indígena. A primeira apresenta os curtas de animação Ga vī: a voz do barro, Mãtãnãg, a Encantada, Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali e A Festa dos Encantados. A segunda apresenta as dramaturgias KARAIW A’E WÀ, URU ‘ KU e A Indômita Revolta dos Morangos Assassinos.

    Obra de Carolina Maróstica/ Divulgação

    Toda a programação é gratuita e aberta ao público, sem inscrições prévias.

    O plano anual da Casa de Cultura Mario Quintana é financiado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e com o patrocínio direto do Banrisul; Patrocínio Master Nubank; Patrocínio Prata CEEE Equatorial; Patrocínio Statkraft; apoio Panvel, Banco Topázio, DLL, Navegação Aliança, Tintas Renner e iSend; e realização da Secretaria de Estado da Cultura e do Ministério da Cultura – Governo Federal.

    Terra-Afefé-por Rose Afefé/Divulgação

    SERVIÇO:

    Cultura no Antropoceno
    Quando: outubro, novembro e dezembro
    Onde: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico, Porto Alegre)
    Programação completa disponível em:
    https://drive.google.com/file/d/1Ya2vSElGoX7JtVwPgcqkH6Nz_Z6lEmEc/view?usp=sharing

  • Espetáculo musical para crianças, baseado em Ziraldo, com Tum Toin Foin

    Espetáculo musical para crianças, baseado em Ziraldo, com Tum Toin Foin

    Baseado no livro FLICTS, de Ziraldo, banda de câmara Tum Toin Foin faz única apresentação no domingo, às 17h. Programação cultural no 373 conta, ainda, com a reverência à MPB com Bárbara Bit e lançamento de single de Rafa Costa

    No domingo (27), a banda de câmara Tum Toin Foin apresenta o espetáculo infantil FLICTS. No repertório, a trilha sonora feita por Arthur de Faria e Roberto Oliveira para a adaptação do livro homônimo de Ziraldo para uma montagem de teatro de bonecos do Grupo Camaleão, que ficou longos anos em cartaz.

    Em 1998, Arthur pegou as bases gravadas com o Arthur de Faria & Seu Conjunto, chamou uma legião de cantoras e cantores de Porto Alegre para regravar as vozes, e o resultado foi o disco infantil Flicts. Este ano, o pianista adaptou os arranjos para serem tocados e cantados pela Tum Toin Foin, com direção de Áurea Baptista.

    O show no Espaço 373 contará com Thomás Werner (guitarra e voz), Miriã Farias (violino e voz), Adolfo Almeida Jr. (fagote), Sabryna Faria e Julio Rizzo (trombones e vozes), Bruno Vargas (baixo e voz), Guenther Andreas (bateria) e Giovanni Berti (percussão e voz), além de Arthur de Faria como narrador e ao piano.

    Bárbara Bit e grupo- Foto Gui Beck/ Divulgação

    Bárbara Bit e quinteto

    Nesta quinta (24), a cantora e pianista Bárbara Bit sobe ao palco do Espaço 373 em formato quinteto. Acompanhada de Gabi Görski (guitarra), Filipe Narcizo (baixo), Cleômenes Junior (sax) e Gustavo Laydner (bateria), Bárbara homenageará suas influências na música brasileira, como Elis Regina, Moacir Santos, Djavan e Tânia Maria.

    Rafa Costa e Água Pura

    No sábado (26), Rafa Costa lança no 373 o single Água Pura. Gravada no Estúdio Pedra Redonda, com produção musical de Guilherme Ceron, a canção contou com a participação de um timaço: Paola Kirst, Neuro Junior (violão de sete cordas), Pedro Borghetti (percussão e vocais), Venâncio (flauta) e Eduardo Cardeal Bandoneon e Guilherme Ceron (baixo).

    o cantor Rafa Costa – Foto Fabio Zambom/ Divulgação

    O repertório contará, ainda, com músicas do seu EP Trigueiro. O trabalho traz muito da influência rítmica regional e das músicas contemporânea e urbana. As canções autorais convidam a refletir sobre o nosso papel no lugar onde vivemos, de onde viemos e quais são nossas referências para compor a música, a cidade e a vida. Um som instigante e criativo que ultrapassa qualquer rotulação, propondo novas experiências sonoras.

    Para este show, Rafa estará acompanhado de Guilherme Ceron, Pedro Borghetti, Lorenzo Flache, Rubens Baggio, além das participações de Paola Kirst, Venancio da Luz e Eduardo Cardeal.

    SERVIÇO

    24 de outubro | Quinta-feira | 21h
    Bárbara Bit Quinteto
    Ingressos: R$20 a R$70
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/barbara-bit-quinteto/2653694

    26 de outubro | Sábado | 21h
    Rafa Costa
    Ingressos: R$30 a R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/rafa-costa-trigueiro/2652816

    27 de outubro | Domingo | 17h
    Tum Toin Foin apresenta FLICTS
    Ingressos: R$35 a R$100
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/tum-toin-foin-apresenta-flicts-especial-mes-das-criancas/2652861

    Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
    Informações e reservas de mesas pelo WhatsApp: (51) 999 99 23 15

  • Mostra de grupo de arte formado por mulheres reúne mais de 50 Livros de Artista

    Mostra de grupo de arte formado por mulheres reúne mais de 50 Livros de Artista

    Grupo Gralha Azul abre exposição com trabalhos de sua autoria e dos coletivos NAVI, Derivações e Projeto Circular Feevale, além de criações de artistas individuais

    O grupo Gralha Azul, de Porto Alegre, acostumado a participar de Bienais de Livro de Artista e exposições no país e exterior, abre mostra no sábado (19/10), às 11h, na Galeria 506. Criado há 15 anos e composto exclusivamente por mulheres, o grupo se dedica à confecção de Livro de Artista e ao estudo e reflexão dessa categoria de arte.

    A exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva” conta com a participação dos grupos NAVI – Núcleo de Artes Visuais, de Caxias do Sul, Derivações, da Capital, e Projeto Circular Feevale, de Novo Hamburgo, além de outros artistas convidados, como Luise Weis, de São Paulo. A visitação aos trabalhos na Galeria 506 irá até 30 de novembro.

    Integrantes do Gralha Azul e convidadas na inauguração do novo ateliê do grupo – Divulgação

    O Gralha Azul mantém reuniões semanais sob a coordenação da artista visual Mara Caruso, graduada pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professora aposentada de Livro de Artista do Atelier Livre de Porto Alegre. As técnicas de elaboração dos livros variam de manuais, com desenhos, pinturas e carimbos, a digitais, quando as imagens criadas são manipuladas através de softwares de edição de imagens e posteriormente impressas.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    Edições de tiragens pequenas de Livros de Artista são feitas sobre diversos papeis, a laser ou de processos fotográficos de impressão mineral, enquanto que edições maiores são impressas em gráficas. Muitos dos livros do Gralha Azul, que se originou da Oficina do Livro de Artista do Atelier Livre da Prefeitura, são produzidos coletivamente, não excluindo a produção de livros individuais.

    O grupo é convidado, ou selecionado em convocatórias, para exposições em países da Europa e América do Norte. Participam dele atualmente, além de Mara, as artistas Ermínia Marasca Soccol, Jane Sperandio Balconi, Jussara Leite Kronbauer, Leci Bohn, Luiza Gutierrez, Maria do Carmo Toniolo Kuhn, Sirlei Caetano, Tania Luzzatto e Therezinha Fogliato Lima.

    Pelo NAVI, fundado em 1988, a mostra exibe livros de Ana Maria Vergamini, Lourdes Barazetti Slomp e Suzana Maria Maino. O Derivações é integrado por Estelita Branco, Leci Bohn, Mara Caruso e Sandra Fraga.

    .Grupo Gralha Azul -Divulgação

    O Projeto Circular Feevale participa com o Livro de Artista “Imigração/migração: nossas reflexões e questões afetivas”, serigrafia sobre papel e capa em MDF, 35 X 25 X 1,5 cm, 2024.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    O grupo é composto por Alexandra Eckert (coordenadora), Ana Clara Dieter, Ariadny Amaral,  Camila Gonçalves Fontoura, Camila Marques, Carin Toscani, Chandra Machado, Emilly Cobs, Faun Antunes, Fernanda Nielsen, Gabriela Soares Hermes (Mabel),| Juliana Justino, Kayo Viana Saldanha da Silva, Kia Santos, Marcio de Souza Pinto, Marinêz Roduite, Matheus Lovatto (Loloviz), Maurício Hilgert, Paula Goulart da Silva, Paulo Belloni, Pietra Cooper e Sofia Silva

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    Independentemente de quem o produz, o Livro de Artista é concebido sob o signo da liberdade criativa, a partir de uma ideia artística, e até pode, em sua aparência e conteúdo, nada lembrar o livro convencional conhecido por todos. Por exemplo, o Livro de Artista pode ser uma escultura, de papel ou de outros materiais, e por aí afora vão as inúmeras possibilidades.

    Livro de Artista – Gralha Azul – Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição “Gralha Azul e Convidados – Uma Experiência Coletiva”

    Abertura: 19/10 (sábado), às 11h

    Visitação: até 30/11

    Horário: segunda a sexta, das 10h às 19h.

    Visitas agendadas pelo fone 51 9 8209 3526

    Endereço: Avenida Nova York, 506. Bairro Auxiliadora. Porto Alegre

    Entrada gratuita

  • As “Imagens do Desassossego” na pintura de Sandra Gonçalves

    As “Imagens do Desassossego” na pintura de Sandra Gonçalves

     

    Temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres estão presentes na exposição que inaugura nesta terça-feira, 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA.

     As mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho na exposição “Imagens do Desassossego” da artista, professora titular e pesquisadora de fotografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sandra Gonçalves, com curadoria de Letícia Lau. São 12 imagens na mostra que inaugura no dia 15 de outubro, às 19h, no Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo). A exposição fica no local até o dia 9 de novembro e pode ser visitada de segunda à sexta, das 9h às 20h, e, aos sábados, das 9h às 12h. Entrada franca.

    “Os trabalhos desta exposição refletem as minhas sensações e percepções em resposta à pandemia de Covid-19 e suas consequências sociais. Afetada pelo caos e pelo medo gerado pelo vírus invisível e mortal, exploro, no pós-Covid, um mundo que se desintegra e expõe suas feridas como nunca. As imagens focam nas mulheres e em sua posição no momento, em que filtros diversos obscurecem a visão do presente. A sociedade torna-se mais binária e excludente, especialmente para aqueles que não se encaixam nos padrões estabelecidos. Esse cenário intensificou-se no contexto pandêmico e pós-pandêmico, afetando gravemente as mulheres. No Brasil, o aumento de feminicídios e agressões reflete uma sociedade machista e destrutiva que desrespeita as diferenças e não aceita a recusa, especialmente das mulheres”, conta Sandra Gonçalves.

    Série Vermelho 03_2022.75×100 cm/ Divulgação

    Para a artista, as mulheres, resilientes e sobreviventes, buscam forças na vida marcada pelo vermelho – seja o sangue menstrual, o sangue de dores físicas ou psicológicas, seja o sangue causado pela violência. “As imagens retratam um passado e um presente que oprime mulheres de todas as etnias, cis ou trans. Os corpos doloridos e abusados frequentemente mostram-se nus, desafiando as instituições machistas históricas. Queimadas e açoitadas ao longo dos séculos, essas mulheres expõem seus corpos como um campo de batalha. Embora pareçam presas aos modelos impostos pelos opressores, buscam liberdade. O vermelho também simboliza a ira de Lilith contra seus algozes, refletindo uma afirmação irônica e corajosa frente à submissão histórica”, contextualiza.

    A curadora Letícia Lau observa que Sandra Gonçalves, através de sua lente e de apropriações de imagens captadas da internet, transforma as fotografias em um manifesto político e social. “Ao citar temas como o feminicídio, a violência e o silenciamento histórico das mulheres — cis e trans — as obras de Sandra Gonçalves se posicionam como um grito contra as opressões de uma sociedade misógina. Seus trabalhos desnudam não só os corpos, mas também as feridas e as mazelas de uma parte do mundo que se mostra incapaz de acolher as diferenças”, conclui.

    Cópia de_Sandra Gonçalves, Tudo dança, transmutação 21, Série Tudo dança Transmutação – la vie en rouge_fotografia digital impressa em papel, 100x66cm

    “La vie en rouge”

    Durante a inauguração da exposição, a artista também vai autografar seu livro La vie en rouge. A obra apresenta um ensaio com imagens que combinam fotografias, ilustrações, camadas, texturas, insetos, corpos nus, corpos altivos, olhares profundos e penetrantes. O fotolivro La vie en rouge trata de mulheres e do seu estar no mundo, em que filtros de todas as ordens impedem uma visão clara do agora. Os corpos doloridos e abusados neste conjunto, muitas vezes mostram-se nus e lascivos numa afronta às instituições machistas, formadas ao longo da história escrita pelos homens. Questões relacionadas à vida em seus múltiplos aspectos sociais, culturais, econômicos e à sobrevivência do planeta e de suas diferentes espécies são as que inspiram Sandra Gonçalves e impulsionam seu processo criativo também na obra, que poderá ser adquirida por R$ 83 na abertura da exposição.

    A exposição Imagens do Desassossego e o fotolivro La vie en rouge estão sendo destacados em uma série de prêmios e editais nacionais. A obra foi selecionada pela Coleção Photothings, que concretiza o desejo de fazer com que fotógrafos e fotógrafas de todas as regiões do Brasil tenham a oportunidade de mostrar seu trabalho. Assim, Sandra foi selecionada para a publicação do fotolivro, representando a região Sul. O livro também foi selecionado pelo 2º Festival de Fotografia Mulheres Luz e será apresentado na mostra que ocorre de 16 a 20 de outubro, no Unibes Cultural, em São Paulo. Em março de 2025, um recorte maior desse material formado pela exposição e pelo fotolivro serão apresentados em uma exposição na Câmara de Deputados em Brasília.

    A artista Sandra Gonçalves/ Divulgação

    Sobre a artista:

    Sandra Gonçalves é natural da cidade do Rio de Janeiro. Ela vive a fotografia: pesquisa, promove atividades de extensão e leciona na Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde 2005, quando se mudou para Porto Alegre. Artista visual desde o ano 2000. Possui graduação em Comunicação Visual da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Mestrado e Doutorado em Comunicação e Cultura também pela UFRJ. Participa do Grupo de Extensão Lúmen (UFRGS), onde se desenvolve pesquisa prático/teórica sobre os processos Históricos de Impressão Fotográfica. Desde 2000, produz e expõe suas obras relacionadas à fotografia híbrida que envolve técnicas analógicas e digitais, expandindo a referência fotográfica. Suas propostas acercam assuntos relacionados ao tempo, ao corpo e ao nosso contemporâneo.

    Exposição “Imagens do Desassossego”
    Artista: Sandra Gonçalves
    Local: 
    Espaço de Artes da UFSCPA (localizado na Rua Sarmento Leite, 245, prédio 1, térreo)
    Período: 15 de outubro a 9 de novembro
    Entrada Franca

    copia arte impressa_Sandra Gonçalves/ Divulgação
  • Velha capital, Viamão faz contraponto a Porto Alegre nas celebrações aos Farrapos

    Velha capital, Viamão faz contraponto a Porto Alegre nas celebrações aos Farrapos

    A Feira Literária de Viamão deste ano, que aconteceu de 20 a 29 de setembro, teve como tema a Revolução Farroupilha.

    Ao contrário do que faz Porto Alegre, com o Acampamento Farroupilha, que se tornou um shopping gauchesco, Viamão faz da Semana Farroupilha um período de reflexões e manifestações culturais.

    Concertos, shows de música popular, apresentações teatrais e lançamentos de livros que resgatam a história e os personagens, cujas dimensões ultrapassam os limites do município.

    Elmar Bones fala sobre Rossetti a uma plateia atenta | PM/JÁ

    “Tenho a impressão que Viamão está se preparando para cercar Porto Alegre, como fez durante a Revolução Farroupilha”, disse o jornalista Elmar Bones, no lançamento de seu livro O Editor sem Rosto – A utopia de Luigi  Rossetti, o italiano que criou o jornal dos Farrapos, em edição especial para a feira.

    “Só que agora não é com homens armados e canhoneios, mas com as armas da cultura, da história e dos recursos naturais”, completou.

    Poetas e músicos locais ao final de um dos saraus | PM/JÁ

    A Flivi chegou à 18a edição renovada e ampliada. Muitas atividades para o público infanto-juvenil, para incentivar a formação de novos leitores, saraus de poesia e música,  palestras de autores e a entrega do troféu Luigi Rossetti, esculpidos um a um

    Lucas Strey, autor do troféu Luigi Rossetti

    pelo artista plástico Lucas Strey. As peças, em aço patinado, remetem às flores que ladeiam o logotipo do jornal O Povo,  o jornal da República Rio-Grandense editado por Rossetti.

    Vera Chaves Barcellos e Tânia Carvalho

    Os agraciados com o troféu foram os jornalistas Fernando Gabeira (que não pode comparecer) e Tânia Carvalho, a artista plástica Vera Chaves Barcellos, que mantém uma fundação cultural com seu nome em Viamão, e a Coovir, a

    Os representantes da Coovir com o patrono, Alcy Cheuiche

    cooperativa de catadores de resíduos recicláveis, pelo impacto ambiental positivo do seu trabalho na cidade.

    O patrono da feira, escritor Alcy Cheuiche, lançou o livro Viamão – Trincheira Farroupilha. Lúcia Brito lançou A Visão e as Previsões de José Lutzenberger, livro com um apanhado de textos premonitórios do ambientalista. Tamoyo – O time de Viamão, de Bira Mros e Juarez Godoy, foi o lançamento literário que resgata a história do clube local, que completou 80 anos em setembro.

    A música teve presença marcante durante toda a Flivi. A OSPA fez um concerto na abertura. A Camerata Presto apresentou As Quatro Estações, de Vivaldi. Uma grande banda formada por alunos das escolas municipais, nas quais funcionam 47 bandas com dois mil estudantes no total, tocou em frente à igreja. Além de diversos shows e saraus.

     

     

  • Amor, DR’s, respeito e liberdade em “Terapia Colorida” no Teatro CIEE

    Amor, DR’s, respeito e liberdade em “Terapia Colorida” no Teatro CIEE

     O espetáculo poderá ser visto de 18 a 20 de outubro,

    às 20h, no TEATRO CIEE-RS Banrisul (Av. Dom Pedro II, 861).

    Ingressos antecipados pelo site www.megabilheteria.com.br

    Uma história sobre amor, DR’s, respeito e liberdade. A comédia Terapia Colorida #TudoJunto&Misturado, que traz à cena a pauta LGBTQIA+ através de uma linguagem leve, divertida e cotidiana que se conecta com todos, faz curtíssima temporada em Porto Alegre. A montagem do texto original de Juliana Barros,  mesma autora de Terapia de Casal, poderá ser vista de 18 a 20 de outubro, às 20h, no TEATRO CIEE-RS Banrisul (Av. Dom Pedro II, 861). Ingressos antecipados pelo site www.megabilheteria.com.br.

    TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação

    A ideia da peça surgiu de muitos casais e amigos LGBTQIA+, que foram assistir ao espetáculo Terapia de Casal, e que super amaram, se divertiram, se emocionaram, e se identificaram com as questões que a peça traz sobre relacionamento e sobre a vida como um todo, mas que não se viram representados nas personagens, que formam um casal hetero”, afirma Juliana Barros, autora e diretora. Com muito amor, alegria, respeito e misturando realmente todas as cores, histórias, medos, dúvidas e expectativas, Juliana decidiu encarar essa nova sessão de terapia, agora, colorida e com muitos desafios e com um baita propósito: que é o de contar a história de dois casais LGBTQIA+. “Para mim, o texto e o espetáculo se transformaram numa bandeira que defende o amor – por todos e para todos”, diz Juliana.

    TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação

    Em cena, histórias que se cruzam e retratam a realidade da comunidade LGBTQIA+. Eduardo, vivido pelo ator Juliano Passini, é um ator e gay assumido que não abre mão de mostrar publicamente seu namoro com Guto. Já Guto, interpretado pelo ato Cassio do Nascimento, é médico, negro, e não assume publicamente a sua orientação sexual porque não quer ter que enfrentar os preconceitos e perder o status que conquistou. Mônica, vivida pela atriz Manu Goulart, é lésbica, veterinária e controladora. Ela se apaixona por Júlia, vivida pela atriz Letícia Kleeman, e desenvolve com ela uma relação de proteção com compensações afetivas. Júlia é atriz e performer, bissexual e se envolve com Mônica por dificuldades afetivas e falta de maturidade.

    TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação

    O Brasil já conseguiu avançar bastante no que se refere aos direitos da comunidade LGBTQIA+, como o reconhecimento da união homoafetiva, o casamento civil, a autorização do processo de adoção de crianças e nome social. No entanto a violência e o preconceito não terminam apenas com a adoção de leis, é preciso educar a sociedade, é preciso construir e ter como exemplo, para todos, modelos e referências de diversidade. “Por isso acredito que um espetáculo como o Terapia Colorida é muito importante. Porque fala da vida como ela é, para TODOS! Nosso espetáculo não divide, ele soma – esse é o nosso propósito. Reconhecer que existem várias cores, que elas são diferentes, mas que elas juntas formam o arco-íris. Nosso propósito, e desafio, e conseguir contar a nossa história para todos – pois é uma história linda, divertida e emocionante”, finaliza Juliana.

    TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho / Divulgação

    BATE-PAPO

    No domingo, após o espetáculo, haverá um bate-papo especial com convidados sobre Sexualidade, Direitos e Acolhimento das Pessoas e Famílias LGBTQIA+. Participam Diego Cândido, Coordenador Jurídico da ONG Igualdade RS e Vice-Presidente da Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB/RS, e Vinicius Pasqualin – Psicólogo Especialista em família casal e sexualidade, coordenador da ONG SOMOS.

    TERAPIA COLORIDA_foto de Wilmar Carvalho /Divulgação

    SERVIÇO

    O QUE: Terapia Colorida  #TudoJunto&Misturado

    DATA: 18 a 20 de outubro

    HORÁRIO: sexta, sábado e domingo às 20h

    LOCAL: TEATRO CIEE-RS BANRISUL ((Dom Pedro II, 861).

    INGRESSOS:

    Valores:

    Plateia alta e baixa

    R$ 90,00 –  inteiro

    R$ 60,00 – solidário

    R$ 45,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas

     

    Mezanino – Camarote

    R$ 80,00 – inteiro

    R$ 50,00 – solidário

    R$ 40,00 – meia entrada, Clube do Assinante ZH, Unimed, Psicólogos e Artistas

     

    COMPRA PELO SITE: www.megabilheteria.com.br

    Forma de pagamento: pelo cartão, bandeiras Visa e Elo

    Ingressos na bilheteria do teatro a partir de duas horas antes do espetáculo.

    Obs.: O Teatro CIEE possui estacionamento próprio.

  • Uma celebração de inclusão e diversidade no espetáculo de dança-teatro “CORPOMUNDO”

    Uma celebração de inclusão e diversidade no espetáculo de dança-teatro “CORPOMUNDO”

    Fábrica de Sonhos, grupo estrelado por pessoas com e sem deficiência, estreia em única apresentação no dia 11 de outubro, no Teatro do CIEE-RS. Entrada franca.

    O Pertence, que vem se destacando no cenário nacional ao trazer soluções inovadoras e efetivas para inclusão de pessoas com deficiência e para promoção da diversidade, mais uma vez, traz o debate para o centro da questão, a partir de uma obra artística e representativa nos palcos de Porto Alegre. Com o projeto “Fábrica de Sonhos”, idealizado e fundado em colaboração com as artistas Paula Carvalho e Bianca Bueno, o Pertence apresenta o espetáculo CORPOMUNDO. A estreia está marcada para sexta-feira, 11 de outubro, às 20h, no Teatro CIEE, em Porto Alegre. Os ingressos são gratuitos e devem ser solicitados pelo Sympla. Vagas limitadas.

    A nova produção, um espetáculo de dança-teatro, é o resultado de meses de dedicação e ensaios intensivos por parte dos participantes e da equipe artística do projeto. Do total de 21 integrantes, 15 são pessoas com deficiência intelectual e/ou física (síndrome de down, autismo, asperger, dentre outros). O enredo parte da pergunta “O que pode um corpo?” para refletir e questionar a ação humana em relação ao meio ambiente. “O  tema inspirou um roteiro, construído a partir de uma dramaturgia corpórea, que monta um painel de diferentes alegorias sobre a relação entre o corpo humano e o mundo”, comenta Paula Carvalho, gestora cultural do Pertence e diretora do espetáculo.

    A performance lúdica e poética tem como fio condutor poemas sinalizados em LIBRAS, projeções, adereços e trilha sonora transformados em cenas que privilegiam a diversidade e as habilidades mistas dos participantes. O trabalho praticamente não utiliza a palavra, e possibilita dar ao corpo novas leituras, novas histórias, partilhando a dimensão poética da nossa existência, diversa, humana e presente.

    A cultura é uma vertente de grande potência inclusiva e no Pertence é trabalhada em diversas frentes, como: no projeto

     com suas oficinas e capacitações, na Fábrica de Sonhos e em suas atividades formativas e de desenvolvimento de trabalhos artísticos.  A partir do projeto “A cidade nos Pertence” são promovidas palestras voltadas ao público em geral que discutem pautas estruturais, capacitistas e de desenvolvimento social.  Além disso, anualmente acontece a iniciativa “Educação Para Inovação Social que propõe um circuito cultural em escolas da rede pública e privada do Rio Grande do Sul, com uma programação exclusiva preparada para estudantes e professores, junto a palestras, atividades lúdicas, oficinas culturais sobre acessibilidade e inclusão.

     

    O espetáculo CORPOMUNDO, integra a 6ª edição do projeto “A Arte de Pertencer”, uma iniciativa cultural do Pertence que promove cursos e capacitações presenciais e on-line gratuitos para pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura e do Pertence, por meio da Lei de Incentivo à cultura e conta com o patrocínio das empresas: BRDE, Fruki, Copelmi, Buffon, Unifértil, PMWEB, DSV, Tozzini Freire Advogados, Bem e Hyva. E com o apoio cultural de: My Way – Century Park, Projeto Irmãos, Instituto Movimentart e CIEE-RS.

     

     

    Sobre o projeto Fábrica de Sonhos:
    Fundado em agosto de 2018 pelo Pertence (um clube de socialização para pessoas com deficiência física, sensorial ou intelectual que estimula os seus participantes a viverem suas próprias histórias de vida, vencendo as barreiras do dia a dia e ganhando independência), em parceria com as artistas Paula Carvalho e Bianca Bueno, a Fábrica de Sonhos — Arte, Inclusão, Diversidade e Pertencimento – surgiu como um projeto ousado e visionário, idealizado por um profissionais das áreas de teatro, psicologia e educação, que perceberam a falta de espaços e oportunidades para que jovens PCDs pudessem desenvolver suas habilidades artísticas e criativas. Desde então, vem trabalhando incansavelmente para oferecer um ambiente acolhedor e estimulante, onde os jovens possam explorar seu potencial artístico e superar barreiras sociais.

     

    A partir de uma metodologia própria, que une integração, desenvolvimento pessoal, laboratório expressivo e ações artísticas multidisciplinares, os artistas do Pertence aprendem técnicas de improvisação, expressão corporal/vocal, dança contemporânea, pesquisa do movimento e interpretação. Atividades essas, que lhes permitem criar uma bagagem artística, sensorial e corpórea, estimulando a imaginação, a criatividade e a autoconfiança.

    Foto Ana Viana/Divulgação

    O sucesso do Grupo Fábrica de Sonhos é um exemplo inspirador de como a arte pode ser uma ferramenta poderosa para promover inclusão, autoestima e transformação pessoal. Enquanto o grupo comemora seu sexto aniversário, é impossível não reconhecer o impacto positivo que ele tem tido na vida dos jovens participantes e na sociedade em geral, reforçando a importância de dar voz e espaço a todas as pessoas, independentemente de suas habilidades e diferenças”, destaca Victor Freiberg, presidente do Pertence.

     

    FICHA TÉCNICA CORPOMUNDO

     

    Direção: Paula Carvalho.

    Coreografia: Bianca Bueno.

    Elenco: Andrea Junges Cruz, Bianca Bueno, Eduardo Silva Bordignon, Fernanda da Silva Vieira, Francine do Amaral de Paulo, Gabriel Nequete Machado, Gisele Cardoso Martins, Guilherme Linck dos Santos, João Henrique Menezes Domingues, Jorge Gil, Júlia Oliveira, Júlia Schleder de Borba, Marcos Fernando Lengler Vargas, Maximilian Augusto Dick Bodmann, Paola Pavezi Nascimento, Paula Carvalho, Rafael Burguer Ruiz, Rodrigo Carús Greco, Rodrigo Duarte Zabaleta, Thaiely Costa, Thiago Montenegro Barbosa de Souza e Vanessa Monteiro dos Santos Garcia.

    Figurinos: Titi Lopes.

    Criação audiovisual: Têmis Nicolaidis.

    Trilha Sonora: Gabriel Selvage, Augusto Baschera e pesquisa do grupo.

    Elementos cênicos e cenotécnica: Jorge Gil.

    Operação de som e projeção: Pedro De Camillis.

    Iluminação: André Winovski.

    Equipe pedagógica: Bianca Bueno e Paula Carvalho.
    Monitor: Marcelo Jayme Paula.
    Bolsistas: Paola Pavezi Nascimento, Júlia Oliveira e Thaiely Costa.

    Assistente de visualidades: Keter Velho.
    Assistente de comunicação: Victória Citton.

    Assistente de produção: Manuela Kijner.

    Direção de produção: Pedro De Camillis.

    Gestão Pertence Cultural: Paula Carvalho.

    CEO Pertence: Sara Zinger e Victor Freiberg.

     

     

    Sobre o Pertence:

    Desde que foi fundado, há 11 anos, o Pertence vem se consolidando como uma referência nacional no atendimento de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Nascido com a inédita ideia de clube com atividades de convivência e sociabilidade, naturalmente, cresceu e precisou agregar conhecimento na gestão de seus próprios objetivos.  Entre as atividades do Pertence estão passeios, oficinas, atividades especializadas, Curso profissionalizante “Trabalho & Vida”, Pertence Virtual, capacitações, Formações Artísticas, Grupo “Dialogando com as Famílias e viagens”, dentre outros.

  • Vida e a obra de Beethoven, em curso na Nova Acrópole

    Vida e a obra de Beethoven, em curso na Nova Acrópole

    Curso sobre Beethoven terá três datas/ Divulgação

    Programação abrange três aulas, que irão explorar a genialidade do artista sob diferentes perspectivas

    A Nova Acrópole de Porto Alegre convida o público a conhecer a vida e a obra de Ludwig van Beethoven, um dos compositores mais influentes da história da música ocidental. Mesmo enfrentando a surdez, Beethoven deixou um legado imortal de obras que continuam a inspirar gerações. O curso será realizado nos dias 22, 23 e 24 de outubro, de terça a quinta-feira, das 19h30min às 22h, na sede da Nova Acrópole de Porto Alegre (confira detalhes no “Serviço”).

    A programação abrange três aulas, que irão explorar a genialidade de Beethoven sob diferentes perspectivas:

    • 22 de outubro – Ludwig Van Beethoven, um filósofo
      Abordará como Beethoven, além de músico, também é visto como um filósofo, cujo exemplo de vida e ensinamentos continuam a reverberar no mundo atual.
    • 23 de outubro – As 9 Sinfonias
      Uma análise das famosas nove sinfonias de Beethoven, compreendendo o que torna essas composições tão especiais e representativas na carreira do compositor.
    • 24 de outubro – A 9ª Sinfonia e Ode à Alegria
      Focalizando a 9ª Sinfonia, considerada a obra-prima de Beethoven, e seu movimento final, a “Ode à Alegria”, hino à fraternidade e à união dos povos.

    O valor para o curso completo (três aulas) é de R$ 150,00, ou R$ 70,00 por aula avulsa. As inscrições podem ser feitas diretamente na sede da Nova Acrópole Porto Alegre ou por meio dos canais de comunicação disponibilizados abaixo.

    Sobre a Nova Acrópole

    A Nova Acrópole é uma instituição internacional que se dedica à filosofia, cultura e voluntariado, promovendo o autodesenvolvimento e a reflexão sobre os grandes temas da vida por meio de obras filosóficas e literárias. Esta palestra faz parte do programa cultural que objetiva proporcionar reflexões filosóficas por meio da arte e da literatura. Atualmente, há mais de 100 escolas no Brasil. Todas são mantidas pelos seus membros de forma voluntária.

    SERVIÇO:

    O Quê: Curso “Vida e Obra de Ludwig van Beethoven”
    Quando: 22, 23 e 24 de outubro de 2024, das 19h30min às 22h
    Onde: Nova Acrópole Porto Alegre | Praça Marechal Deodoro, 148, Centro Histórico
    Quanto: R$ 150,00 (curso completo) ou R$ 70,00 (aula avulsa)
    Classificação etária: Livre

     Informações e contato:
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    @novaacropolebrasilsul

  • Sarau Dandô promove projeto poético musical “Sarau Dandô -Conexão Restinga “

    Sarau Dandô promove projeto poético musical “Sarau Dandô -Conexão Restinga “

    O evento reúne música, slam, poesia, rap e hip hop, com artistas atuantes e engajados, dia 5 de outubro na Restinga. O financiamento é do Fumproarte, da Prefeitura de Porto Alegre

    Espalhando música, teatro, performances, slam e poesia aos quatro ventos, o Projeto Dandô, uma iniciativa coletiva que tem na união de muitos artistas sua fortaleza, foi contemplado com o Fumproarte para promover um sarau na Restinga. Surgiu então o Sarau Dandô Conexão Restinga, que irá integrar os artistas do Coletivo Dandô POA aos artistas do Ponto de Cultura Africanidade da Restinga, em um sarau poético musical.

    Com as presenças de Mario Pirata, Mariana Liz, Ubiratan Carlos Gomes, Tânia Farias e Elaine Regina, todos artistas do Dandô POA, com Mariana Marmontel (Poetas Vivos), Nega Daia e  Nathy MC Poeta Desperta, o Sarau Dandô Conexão Restinga terá música, slam, poesia, rap e hip hop no Terreiro de Oxum (Reino de Oxum), Rua Arno Horn, 278, Restinga, dia 5 de outubro, a partir das 17h. Neste sarau será apresentada também a performance “O abraço” de Elaine Regina, na abertura, e a vídeo-performance “Aqui Fica”, de Tânia Farias e Mariana Rotili.

    Tânia Farias- Foto Mariana Rotili/ Divulgação

    O Dandô – Movimento de Artes e Saberes Dércio Marques é um movimento nacional de fomento à diversidade cultural em que poetas e músicos independentes do Brasil e alguns países da América Latina e Europa circulam, contando com uma rede de apoio local nas cidades envolvidas. Trata-se de um movimento colaborativo que permite essa circulação de artistas que não estão nas grandes mídias, mas que trazem a cultura do seu lugar, mostrando a riqueza da cultura brasileira. São diversos coletivos, mobilizadores locais, artistas, instituições, produtores culturais e afins. Dentro do seu propósito, também promove integração, democratização, circulação de ideias, pessoas e cultura, colaborando com uma sociedade mais sensível e participativa.  Atualmente o projeto está presente em mais de 40 cidades brasileiras em uma rede que ultrapassa as fronteiras e se estende para outros países latino-americanos e da Europa.

    Sobre os artistas

    Tânia Farias é atriz e diretora de teatro e cinema, cantora, figurinista e artista visual. Desenvolve pesquisa e estudos sobre a presença e a ritualidade no trabalho da atriz e do ator. Integrante da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre desde 1994, também orienta o trabalho a partir de suas práticas coletivas em espaços públicos. Foi perfil da Revista Cult na série chamada “Dicções Femininas” e tem sua biografia “Tânia Farias, o teatro é um sacerdócio” de Fábio Prikladnicki, publicada pelo PoA em Cena. Criou e atuou em mais de 17 espetáculos teatrais, entre eles “O Amargo Santo da Purificação”, “Aos que virão depois de nós – Kassandra In Process” e “M.E.D.E.I.A.” e dirigiu espetáculos pelo Brasil e em Portugal.

    Mário Pirata; Foto: Tayhu/ Divulgação

    Auto intitulado poeta & brincadeiro na Estação Primeira do Imaginário, Mário Pirata atua desde os anos 80 nas artes pelo Brasil afora. “Sou marmanjo fantasioso, fazedor de sonhares, falador de versados, catador de ninharias, poentes desmaiados e manhãs descortinadas”, afirma. Vem dedicando-se à educação, brincando com crianças, conversando com adolescentes e adultos, apresentando-se em teatros, feiras, congressos, praças, instituições, espaços culturais diversos com a “aula-espetáculo roda de poesia”.  Mário tem parcerias musicais com Tiago Ferraz, Fernando Corona, Karine Cunha, Zé Caradípia, Celau Moreira, Zé da Terreira, Silvio Marques, Mestre Ratinho Anselmo, Angelo Nerd, Ubiratan Gomes, Jaime Santos, Egisto Dal Santo e outros nomes de fora do Rio Grande do Sul.  Tem dezenove livros publicados, participações em antologias e publicações. Escreveu espetáculos para grupos consagrados como A Caixa do Elefante, criou espetáculos ao lado de artistas como Deborah Finocchiaro e Marcelo Fornasier.

    Mariana Stedele – Foto RafaCosta/ Divulgação

    Mariana Liz é cantora, compositora, instrumentista, atriz, professora de canto e violão, palhaça, pacifista, discente do curso de música na UFRGS e da Clínica de Percussão de Paulo Romeu, no Afro-sul Odomode. Estudou na Escola Portátil de Música da Casa do Choro do Rio de Janeiro, fez e faz diversos cursos como o Curso de Aperfeiçoamento Badiart, com a musicista Badi Assad, no Conservatório de Tatuí e foi atuadora na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz. Pesquisa a música pelos povos originários e com culturas tradicionais do país. A artista integra o Grupo Água Ardente, gênero de samba e o coletivo Dandô, além de seguir carreira solo, cantando MPB e fazendo shows autorais.

    Ubiratan Carlos Gomes participa do projeto Dandô desde a sua estreia em Porto Alegre, atuando como músico e como integrante da produção. Tem vasta história ligada à cultura popular, desde o tempo do Santa Preguiça, grupo que contava com Tiarajú, seu irmão gêmeo, e Texo Cabral, passando pelo consagrado grupo Anima sonho, trabalho voltado para o teatro de bonecos. Recebeu recentemente o Prêmio da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos, uma homenagem aos 50 bonequeiros que fizeram parte de sua história.

    Elaine Regina é a personagem do de “A abraço”. Atriz, bonequeira, atuante nas Danças Circulares. Trabalha com pessoas com esquizofrenia e grupo de mulheres, fortalecendo o autocuidado.

    Mariana Marmontel_foto Luis Ferreira/Divulgação

    Mariana Marmontel/ Poetas Vivos é atriz, produtora e empreendedora cultural. Atualmente, integra o coletivo Poetas Vivos, levando educação antirracista, literatura e hip hop nos mais variados espaços como escolas, instituições públicas e privadas, entre outros. É designer da marca A Dona da Roda. Atua no movimento Hip-Hop em Porto Alegre deste 2014, desenvolvendo funções de Mestre de Cerimônias (MC) e produtora de eventos/shows nesse segmento. Em janeiro de 2020 apresentou a batalha no Palco Beat no Planeta Atlântida, um dos eventos mais midiáticos do RS.

     

    Em 2004 Nega Daia entrou no movimento hip hop fazendo parte do grupo mais antigo da Restinga, o Black Time, que esteve em muitas apresentações nas comunidades, a maioria foi na esplanada da Restinga e Praça Zumbi dos Palmares. Em 2015, Nega Daia começou sua carreira solo, compondo e interpretando suas músicas, participando de vários eventos na esplanada da Restinga, no Teatro do Sesi, Teatro Renascença, Casa de Cultura Mario Quintana, IFRS da Restinga e de Porto Alegre, na quadra da Estado Maior da Restinga e na Estação Cidadania. Atualmente Daia tem duas músicas gravadas.

    Nathy – foto @Lucxs_Sxntos- Gutierrez/ Divulgação

    Nathy MCé conhecida como Poeta Desperta, criada na comunidade periférica Restinga Zona sul de Porto Alegre. Mulher preta, mãe do Kauan, Lucas e Luara. Também é rapper do grupo feminino Conexão Katrina, produtora cultural, criadora da marca Cryamus, e Slammer Master Slam e Slam Aquilombar. Poeta desperta, frequenta ativamente as rodas e comunidades de Slam. Agregando com sua música, arte, poesia e trajetória dentro da cultura popular e do Hip Hop.

    SARAU DANDÔ CONEXÃO RESTINGA

    Dia 5 de outubro, às 17h

    Terreiro de Oxum (Reino de Oxum) – Rua Arno Horn, 278. Restinga

    Entrada franca

     

    O Sarau Dandô Conexão Restinga tem financiamento do Fumproarte / Secretaria Municipal de Cultura. PMPA

     

     

    Redes do projeto:

    https://www.instagram.com/dandonacional/

    https://www.instagram.com/dando.poa/

    Realização: Coletivo DandôPOA