Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Musicoterapeutas do Brasil se mobilizam para ajudar pessoas atingidas pelas enchentes do RS

    Musicoterapeutas do Brasil se mobilizam para ajudar pessoas atingidas pelas enchentes do RS

    A saúde mental dos gaúchos depois das enchentes de maio é uma grande preocupação no Estado. Profissionais de várias áreas da saúde estão unidos para amenizar este problema em crianças e adultos. As musicoterapeutas Natália Magalhães e Graziela Pires criaram a iniciativa SOS ENCHENTES RS_Musicoterapia para os refugiados climáticos. Já foram atendidas 120 pessoas e até o final do ano, o projeto seguirá de forma presencial, em abrigos, ou online.

    “Assim que entendemos que a situação era muito grave e que afetaria muito a saúde mental, sobretudo do público de crianças que nós atendemos com transtornos de desenvolvimento, autismo e outros, pensamos: temos que fazer alguma coisa”, diz Grazi. O processo iniciou no dia sete de maio através de ações nas redes sociais e grupos de whatsapp, convidando colegas do Brasil todo a se voluntariarem para atendimentos presenciais e online. “Fomos buscar apoio da UBAM (União Brasileira das Associações de Musicoterapia) e da AMTRS (Associação de Musicoterapia do RS) da qual eu estava presidente na época, para abranger o Brasil todo na ação. E para nossa surpresa, em uma semana encerramos as inscrições de profissionais, pois já haviam mais de 80 cadastrados. E os atendimentos iniciaram imediatamente.”, destaca Natália. Fazem parte dos profissionais cadastrados musicoterapeutas de todo o Brasil, de norte a sul, com diferentes perfis, experiências e dedicação profissional.

    Até o final de junho, um total de 20 pacientes, de 03 a 70 anos, haviam se inscrito para receber atendimentos online e em torno de cinco musicoterapeutas voluntários estavam atuando presencialmente e semanalmente nos abrigos da região metropolitana de Porto Alegre, como no CTG Recanto Nativo, em Viamão, Colo de Mãe e no Abrigo no Lindóia Tênis Clube, ambos em Porto Alegre. Nos abrigos, cerca de 100 pessoas foram atendidas. As coordenadoras entendem que o projeto deverá seguir com os atendimentos até o final do segundo semestre. “Sabemos que os efeitos desta grande tragédia sobre a saúde mental das pessoas não será imediato. Por isso nosso time de voluntários seguirá a postos para acolher qualquer pessoa que sinta a necessidade de um espaço de escuta qualificada, orientação psicológica e principalmente que acredite que a música possa auxiliá-lo em seu processo de cura. Independente da idade, do tipo de situação a que a pessoa tenha sido exposta (se direta ou indiretamente), os musicoterapeutas estão prontos para acolher a todos e todas.” desta Grazi Pires que desde 08 de junho assumiu a presidência da Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul.

    PREPARO

    As coordenadoras do Projeto, juntamente com a UBAM e AMTRS, pensaram em formações e supervisões gratuitas para os profissionais que se dispuseram a atender. O Dr. Musicoterapeuta Gustavo Gattino ministrou a formação “Métodos, técnicas e procedimentos em musicoterapia para situações de crise e experiências traumáticas”. A Dra. Musicoterapeuta Cláudia Zanini falou sobre a temática “Musicoterapia e lutos: perdas e descobertas”. Já a Dra. Musicoterapeuta Mariane Oselaime compartilhou o tema “Encaminhamentos pós situação de crise”.

     

    Conheça a nova Diretoria da AMTRS – Gestão 2024- 2026

    Presidente: Grazi Pires (455/2016)

    Vice-presidente: Carolina Veloso (487/2020)

    1ª Secretária: Rossana Flores Bastos (497/2021)

    2ª Secretária: Daniela Amorim Faria Schoenknecht (471/2019)

    1⁰ Tesoureira: Mª Helenita Nascimento Bernál (437/2010)

    2⁰ Tesoureiro: Valdonei dos Santos (514/2022)

    Conselho Fiscal:

    Irene Marli Bertschinger (459/2016)

    Maria Helena Nunes Schaan (462/2017)

    Luciana Steffen (416/2008)

    Sobre A Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul

    A Associação de Musicoterapia do Rio Grande do Sul (AMT-RS) foi fundada em 11 de novembro de 1968, Porto Alegre. É uma entidade sem fins lucrativos, com a finalidade de resguardar a defesa da classe e atuação profissional ética; promover o uso, desenvolvimento e divulgação da Musicoterapia no tratamento, educação e reabilitação de todos que a necessitem; congregar profissionais e acadêmicos de Musicoterapia e instituições oficiais e/ou particulares cujas áreas de atuação tenham relação com a Musicoterapia; estimular e promover a investigação e a pesquisa no campo da Musicoterapia; promover cursos de atualização e capacitação profissional; representar os profissionais do estado a nível nacional e em demais entidades latinoamericanas e mundiais da Musicoterapia; esclarecer a população e entidades frente a profissionais que fazem uso da musicoterapia de forma indevida, sem formação; e apurar e denunciar a prática antiética e que pode causar prejuízo à população, fazendo uso de instrumentos legais previstos no Estatuto da AMT-RS.

    FOTO Grazi Pires_arquivo pessoal/ Divulgação

    Sobre UBAM
    A União Brasileira das Associações de Musicoterapia (UBAM) foi fundada no dia 10 de outubro de 1995, durante o 8º Simpósio Brasileiro de Musicoterapia em São Paulo, e intitulada União Nacional das Associações de Musicoterapia do Brasil (UNAMB), cuja finalidade era formar um colegiado das associações regionais para trocar informações e tentar estruturar o crescimento da profissão em nosso país.

  • Ministério da Cultura detalha a divisão dos R$ 60 milhões destinados à cultura gaúcha

    Ministério da Cultura detalha a divisão dos R$ 60 milhões destinados à cultura gaúcha

    Os R$ 60 milhões destinados à recuperação dos eventos culturais no RS atingidos pelas enchentes no mês de maio, anunciados nessa quarta-feira pela Ministra Margareth Menezes foram divididos entre em três ações, segundo integrantes do  Ministério da Cultura  (Minc).
    Ação 1:
     Bolsas Retomada Cultural* (não foram anunciadas o número de bolsas) no valor de R$4500 ;
    Ação formativa curso de 70h e bolsa para agentes culturais inscritos no cadastro único do Ministério da Cultura ou Mapa da Cultura | agentes / CPF inscritos até 09/07 | critérios: ter residência em um dos 90 municípios em calamidade pública; restrito a agentes culturais que não tenham renda fixa nem sejam sócios de empresas com fins lucrativos
    Ação 2:
    Diversidade Cultural RS:* apoio financeiro de R$ 30 mil para pontos de cultura, pontos de memórias,  bibliotecas comunitárias, pontos de leitura, escolas livres e comunidades quilombolas; É necessário estar cadastrado no Ministério.
    Ação 3:
    Retomada Cultural RS* (ações continuadas) 150 bolsas culturais de R$30mil cada para realização de uma ou mais ações (criação artística, organização de acervo
    *Programa Emergencial*
    *Rouanet RS*
    1. Tramitação prioritária na análise e na CNIC:*
    -Propostas e projetos dos proponentes do RS
    -Propostas e projetos de restauro e patrimônio material do RS
    * 2. Possibilidade de *convocação de reunião extraordinária da CNIC* ou decisão ad referedum do colegiado
    * *3. Prospecção de investidores (juntos aos 100 maiores investidores* da Rouanet) para investimentos entre julho de 2024 e julho de 2025; *Já confirmada aliança com 12 empresas* para Rouanet Especial RS (GRUPO ITAU, VALE, SHELL BRASIL, NEOENERGIA, SANTANDER, FUNDAÇÃO CSN Companhia Siderúrgica Nacional, ACCELOR INSTITUTO EDP BRASIL, GRUPO CMPC (BRASL), HYUNDAI MOTOR CERRAL, PETROBRAS, BANCO DO BRASIL
    * *4 Criação de Comitê Gestor* para seleção de projetos (MINC, Secretaria de Cultura do Estado, CNIC, entidades culturais e empresas patrocinadoras.
    PROJETOS GAÚCHOS NA ROUANET: 
    – 1,5 bilhões projetos em condições de receber imediatamente
    • 50 planos anuais aprovados
    • 113 projetos aprovados de festivais e eventos capendarizados
  • Governo Federal destina R$ 60 milhões para  a reconstrução do setor cultural gaúcho

    Governo Federal destina R$ 60 milhões para a reconstrução do setor cultural gaúcho

    Texto e fotos Higino Barros

    O Governo Lula destinou de R$ 60 milhões ao setor cultural do Rio Grande do Sul atingido pelas enchentes do mês de maio. O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante solenidade realizada em lugar simbólico para Porto Alegre e cultura estadual. o Mercado Público da capital, duramente atingido pela catástrofe climática que devastou grande parte do Estado.

     

    A titular do Ministério da Cultura estava acompanhada pelo Ministro Extraordinário para a Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, cerca de seis assessores diretos do MINC, alguns gaúchos, além de integrantes de outros ministérios e conduziu sua fala em tom emotivo. “Nós artistas somos assim, tocados pelos sentimentos. Chorei muito nos dias das chuvas aqui e vou deixar as explicações técnicas sobre como se dará esta ajuda para os especialistas”, explicou Margareth Menezes.

    O ato foi acompanhado pela comunidade cultural gaúcha, principalmente de Porto Alegre e cidades vizinhas. Compareceram deputados federais e estaduais de partidos aliados do governo federal, além da Secretária Estadual de Cultura, Beatriz Araújo, cuja presença foi destacada pela ministra Margareth Menezes como exemplo de união em prol da cultura. A Prefeitura de Porto Alegre não enviou representante ao evento, demonstrando suas divergências com o governo federal durante as negociações para a gestão da tragédia ambiental.

    O Ministro Extraordinário para a Reconstrução do RS, Paulo Pimenta, disse que todo o esforço do governo federal será empregado para ajuda aos gaúchos. “A única coisa que não dá para recuperar são as mortes causadas pelas enchentes. Mas o resto nós vamos reconstruir com muita fé e trabalho”, afirmou.

    O convite da visita da Ministra da Cultura Margarete Menezes que cumpriu agenda a outros pontos culturais da capital gaúcha.

     

  • Retomada de mostras na Delphus Galeria de Arte reverterá venda de obra ao SOS RS

    Retomada de mostras na Delphus Galeria de Arte reverterá venda de obra ao SOS RS

    A Delphus Galeria de Arte e Molduras, que deixou de realizar exposições durante os meses de maio e junho, em razão das enchentes que atingiram o estado, retomará o calendário de mostras a partir desta segunda-feira, 1º dia de julho.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Durante todo o mês, estará em cartaz na Delphus a exposição que teve de ser cancelada no início de maio por causa da tragédia climática: Resgate no Olhar, da artista visual caxiense Mádia Bertolucci.

    Artista visual Mádia Bertolucci – Divulgação

    O valor de uma das obras expostas, a de referência MAD- 123, reverterá integralmente ao SOS Rio Grande do Sul, do governo do Estado, em favor das pessoas atingidas pelas cheias.

    Obra de Mádia Bertolucci cujo valor será doado à vítimas das enchentes./ Divulgação

    A artista, uma das fundadoras do Navi – Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul, criado em 1988, acrescentou três novas obras a mostra de pinturas abstratas, agora com 23 quadros, a maioria acrílica sobre tela e aquarela.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    “O nome Resgate no Olhar expressa minha esperança e a certeza de que tudo tem um caminho e outras maneiras de rever nossas vidas. Nestas horas vemos a solidariedade do povo gaúcho e brasileiro”, diz Mádia. Lembrando o que foram os primeiros dias de maio, ela declara que “naquele momento de tanta tristeza, nada mais havia a fazer senão adiar a exposição”.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    Caracterizada pela leveza, suavidade e múltiplas cores em suas telas abstratas, Mádia é destacada pela Delphus, no ano do cinquentenário da galeria, na 15ª edição da série Mês do Artista Delphus. “Meu trabalho procura descansar o olhar do espectador e meu desejo é que ele o interprete livremente. É um trabalho contemporâneo, até lírico. Nas aguadas, rasuras ou até mesmo no acúmulo de tinta surge minha obra de arte”, conta a artista.

    Compra solidária

     Engajada ao movimento de solidariedade à população gaúcha, a Delphus, no mês passado, lançou a “Compra Solidária”, pela qual obras de arte são vendidas com 50% de desconto e alimentos e donativos são destinados às vítimas das inundações. A promoção inclui envio de obras para todo o país. Catálogos podem ser solicitados pelo 51 9 9256-6218.

    Obra de Mádia Bertolucci/ Divulgação

    SERVIÇO

    Exposição Resgate no Olhar, de Mádia Bertolucci

     Onde: Delphus Galeria e Molduras

     Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501, Floresta

     Período:  1º a 31 de julho

     Visitação: segunda a sexta-feira, das 9h às 18h45; sábado, das 9h às 13h

     Entrada gratuita 

  • Festival Cultura Negra RS Solidária reúne artistas pretos, na Banda da Saldanha

    Festival Cultura Negra RS Solidária reúne artistas pretos, na Banda da Saldanha

    A diversidade da música, da literatura, do artesanato e da culinária negra está presente no Festival Cultura Negra RS Solidária. O evento, que ocorre neste domingo, dia 30 de junho, na Banda da Saldanha (Av. Padre Cacique, 1355), das 11h30 até às 23h30, reunirá grandes nomes da música como Banda da Saldanha, Produto Nacional, Serginho Moah, Pau Brasil, Bem Natural, Marietti Fialho, Mark B, D Piá, 3 Blacks, Seguidor F, 50 Tons de Pretas, Da Guedes feat Cristal, Negra Jaque e Positiva Dub.
    “Percebemos que em meio à catástrofe climática que abateu o Rio Grande do Sul, o nosso povo negro foi duramente impactado. Por uma iniciativa da Carrasco Produções e de Paulo Dionísio, juntamente com a Banda da Saldanha, foi criado com o objetivo de arrecadar doações para uma camada da comunidade um tanto esquecida, entre elas os 12 quilombos urbanos de Porto Alegre”, afirma o produtor Claudiomar Carrasco.
    O objetivo é misturar a música pop, o rap, o samba, o reggae e os dj’s para fazer da arte e da cultura popular uma ferramenta de ação social. Para isso, artistas gaúchos se uniram em um line up com diversidade e representatividade.
    Paralelamente ao festival acontecerá uma feira literária que contará com a presença do Coletivo de Escritores Negros, onde estarão expostos livros de diversos autores negros. Além disso, teremos exposição de artesanatos afro, roupas e gastronomia.
    *INGRESSOS -* Para adquirir os ingressos (que são limitados) basta acessar o link https://www.sympla.com.br/evento/festival-cultura-negra-rs-solidaria. Os valores são: R$ 10 com doação ou R$ 20 sem doação. Podem ser doadas peças de roupas em bom estado, materiais de higiene e limpeza, água, além de alimentos não perecíveis. A realização da Banda da Saldanha.
    *SERVIÇO*
    *FESTIVAL CULTURA NEGRA RS SOLIDÁRIA*
    Data: 30 de junho
    Horário: 11h30 às 23h30
    Local: Banda da Saldanha (Av. Padre Cacique, 1355)
    Atrações: Banda da Saldanha, Produto Nacional, Serginho Moah, Pau Brasil, Bem Natural, Marietti Fialho, Mark B, D Piá, 3 Blacks, Seguidor F, 50 Tons de Pretas, Da Guedes feat Cristal, Negra Jaque e Positiva Dub
    Ingressos: no https://www.sympla.com.br/evento/festival-cultura-negra-rs-solidaria. Os valores são: R$ 10 com doação ou R$ 20 sem doação. Podem ser doadas peças de roupas em bom estado, materiais de higiene e limpeza, água, além de alimentos não perecíveis.
  • Tem atividades culturais e solidárias, no domingo, na Praça Mafalda Veríssimo

    Tem atividades culturais e solidárias, no domingo, na Praça Mafalda Veríssimo

    O movimento comunitário Vive Petrópolis realiza feira de artesanato, exposições, música, literatura e caminhada cultural neste domingo (30/6), na praça Mafalda Veríssimo, conhecida por sua famosa caixa d’água, na rua Felipe de Oliveira, 1300, bairro Petrópolis, em Porto Alegre.

    O ingresso é solidário: doação de livros, que serão destinados ao Projeto Vó Chica- Vila Safira.

    O evento inicia às 11h com a “Exposição-Protesto Alerta Verde: O fim do futuro?“, que questiona a derrubada de árvores saudáveis na cidade e luta pela manutenção dos parques públicos da Capital.

    Confere outras atrações:

    – Feira de Artesanato

    – Conversa com o jornalista Elmar Bones sobre a importância dos jornais de bairro e os 39 anos do jornal JÁ.
    – Apresentação do Grupo de Canto Sol de Si, com coordenação Marcelo Delacroix
    – Caminhada Literária (especial: redescobrindo a casa de Cyro Martins)

    – Duo Marcelo Dharma (sax) e Guilherme Kessler (guitarra) – Grupo Tapera Elétrica, Jonas Dorneles (bumbo leguero) e Rodrigo Sabedot (violões e pedais).

  • Em tempo de enchente, Galeria 506 expõe “Topografias da Natureza” da artista Lurdi Blauth

    Em tempo de enchente, Galeria 506 expõe “Topografias da Natureza” da artista Lurdi Blauth

    Doutora em Artes Visuais pela UFRGS, a artista Lurdi Blauth inaugura no sábado (29/06), às 15h, na Galeria 506 (Av. Nova York, 506), a exposição “Topografias da Natureza”. A mostra permanecerá aberta à visitação até 17 de agosto, de segunda a sexta, das 10h às 19h. Visitas podem ser agendadas pelo 51 9 8209-8526.

    Foto da artista Lurdi Blauth – Divulgação

    A curadoria é assinada pela também doutora em Artes pela universidade federal do RS e professora do IA/UFRGS, Niura Legramante Ribeiro. A exposição abrange o período entre 2011 e 2024 da produção artística de Lurdi.

    Rio dos Sinos- Xilo 20x30cm/ Divulgação

    “Em tempos de crises climáticas como as catástrofes recém-vivenciadas, é urgente ressignificar o olhar e as atitudes para a valorização da natureza, como propõe Lurdi Blauth, um interesse que já vem de longa data e torna seu trabalho ainda mais atual”, ressalta a curadora.

    .Ardosias IV- Divulgação

    A exposição de gravuras em metal, xilogravura e  processos de litografia alternativa (lito offset, mokulito), que ocupará duas salas da galeria, é composta por obras das séries Taim, Lagoa do Peixe e Praia; Árvores; Ardósias; e Oferendas.

    Praia – Xilo 20x30cm/Divulgação

    A artista comenta sobre a série das beiras de lagoas, rios  e mar  a partir de imagens fotográficas captadas durante viagens por áreas de preservação ambiental. “As imagens destes trabalhos procuram por meio do gesto de gravar, evidenciar uma certa permanência de um momento efêmero, do pouso de uma ave de rapina, de emas pastando nas vegetações rasteiras ou mesmo, nas imensas revoadas dos pássaros anus”.

    Obra de Lurdi Blauth/ Divulgação

    Sobre as gravuras da série Árvores, Lurdi diz que elas são relacionadas às suas percepções do meio ambiente, cuja intenção “não é uma reprodução mimética de natureza exuberante, mas refletir sobre a importância primordial de preservar todas as espécies de vida”.

    As imagens da terceira série são oriundas de pedras denominadas ardósia, em cujas superfícies são encontradas marcas e grafias gravadas pela ação milenar do tempo. “A produção destes trabalhos envolve um longo processo, o qual é desdobrado em diversas etapas até a sua impressão final”, observa a artista.

    Ardosias/ Divulgação

     Por fim, os trabalhos que compõem a Oferendas são de imagens captadas por fotos na Lagoa dos Patos, praia do Laranjal (Pelotas) e Capão da Canoa. “Resultam do meu encontro introspectivo com uma natureza plena de sonoridades relacionadas ao movimento das águas, dos pássaros, das conchas, de pegadas, de objetos e de outros elementos que aportam em suas margens”, explica Lurdi.

    SERVIÇO

    O quê: Exposição “Topografias da Natureza”

    Onde: Galeria 506, Avenida Nova York, 506, bairro Auxiliadora

    Abertura: 29/06 (sábado), às 15h

    Visitação: até 17/08

    Horário: 10h às 19h, de segunda a sexta

    Visitas agendadas: (51) 98209-3526

    Entrada gratuita

  • Ospa retoma concertos com apresentações em Santa Cruz do Sul e Taquara

    Ospa retoma concertos com apresentações em Santa Cruz do Sul e Taquara

    Com a programação interrompida desde o início de maio  em razão das enchentes, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), anuncia a retomada de seus concertos.
    Nos dias 28 e 29 de junho, a Orquestra viaja a Santa Cruz do Sul e Taquara, para duas apresentações alusivas ao Bicentenário da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul.
    Com regência de Evandro Matté e participação da cantora lírica Carol Braga, a Orquestra interpreta o mesmo programa nas duas datas, com obras de Beethoven, Bach e outros grandes compositores germânicos. Na sexta-feira (28/6), fará uma apresentação gratuita na Catedral São João Batista, em Santa Cruz do Sul, às 19h. No dia seguinte, sábado (29/6), o concerto será no Centro de Eventos da Faccat, em Taquara, às 20h – os ingressos já podem ser retirados na Faccat, no Sesc Taquara e na Biblioteca Pública de Taquara, em troca de 1 litro de leite de caixinha.
    Com o objetivo de valorizar a herança cultural da Alemanha, os concertos da Ospa fazem parte da programação organizada pela Comissão Oficial do Bicentenário da Imigração Alemã (estabelecida em 2021, por decreto do governador do Estado), além de integrar a Série Interior da Temporada Artística 2024 da Ospa. Devido ao impacto das enchentes no Rio Grande do Sul, toda a programação está sendo replanejada, por isso as datas divulgadas inicialmente poderão sofrer alterações.
    Na Casa da Ospa, que também foi afetada pelas enchentes de maio, ainda não há data definida para a volta dos concertos. Por enquanto, o maestro Evandro Matté garante que a Orquestra seguirá buscando alternativas para levar música ao público gaúcho: “a Ospa circula pelo Rio Grande do Sul há mais de 70 anos. Neste momento de adversidade, entendemos que a cultura cumpre um papel importante para a reconstrução do nosso Estado, levando alento e esperança a quem precisa”.
    Sobre o repertório
    Os concertos em Santa Cruz do Sul e Taquara incluem alguns dos maiores nomes da música alemã: Ludwig van Beethoven (1770-1827), Johann Sebastian Bach (1685-1750), Johannes Brahms (1833-1897), Georg Friedrich Händel (1685-1759) e Jacques Offenbach (1819-1880). O repertório contempla também outros compositores de língua alemã, como os austríacos Franz Schubert (1797-1828), Johann Strauss II (1825-1899) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).
    Como é tradição nos concertos da Ospa no Interior, o programa traz uma peça brasileira: “O Garatuja”, composta por Alberto Nepomuceno e inspirada no romance homônimo de José de Alencar. Carol Braga, mezzo-soprano de destaque na cena operística brasileira, cantará duas peças com a Ospa: “He Shall Feed His Flock”, do oratório Messiah, de Händel, e “Parto, Ma Tu Ben Mio”, da ópera “La Clemenza di Tito”, de Mozart.
    Concertos em Homenagem ao Bicentenário da Imigração Alemã
     Santa Cruz do Sul
    Quando: sexta-feira (28/6), às 19h
    Onde: Catedral São João Batista (Rua Ramiro Barcelos, s/n°, Santa Cruz do Sul)
    Entrada franca
     Taquara
    Quando: sábado (29/6), às 20h
    Onde: Centro de Eventos da Faccat (Av. Oscar Martins Rangel, 4.500 – Taquara/RS)
    Ingresso: 1L de leite de caixinha. Retirada até 28 de junho, na Faccat, no Sesc Taquara e na Biblioteca Pública de Taquara. A retirada é limitada a dois ingressos por CPF.
    Ambos os eventos disponibilizam medidas de acessibilidade.
    Programa
    Ludwig van Beethoven | Abertura Coriolano, Op. 62
    Ludwig van Beethoven | Allegretto, da Sinfonia nº 7
    Georg Friedrich Händel | He Shall Feed His Flock, do oratório Messiah
    Solista: Carol Braga 
    Johann Sebastian Bach | Abertura da Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, BWV 1068
    Johann Strauss II | Valsa do Imperador
    Alberto Nepomuceno | O Garatuja
    Wolfgang Amadeus Mozart | Parto, Ma Tu Ben Mio, da ópera La Clemenza di Tito
    Solista: Carol Braga
    Johannes Brahms | Dança Húngara nº 5
    Jacques Offenbach | Galop, da ópera Orpheus
    Apresentação: Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
    Direção artística e regência: Evandro Matté
    Solista: Carol Braga (mezzo-soprano)
    (Com informações da Assessoria de Imprensa)
  • JazzGig celebra 20 anos, com convidado especial, em show no Espaço 373

    JazzGig celebra 20 anos, com convidado especial, em show no Espaço 373

    Um dos grupos com maior número de integrantes da cena musical gaúcha, o JazzGig celebra duas décadas de formação neste sábado (29), no Espaço 373. No repertório, a música brasileira instrumental e standards de jazz e de funk, este último, a marca do set list da banda, que tem dois discos gravados: Standards e Vol. 2.

    Formado por Chico Gomes (flugelhorn), Gustavo Pessota (baixo elétrico), Leandro Hessel (piano/teclados), Luiz Mario Tavares (percussão), Marcelo Campos (bateria), Marcelo Figueiredo (sax tenor), Marcelo Ribeiro (sax alto) e Rafael Capaverdi (guitarra), neste show, JazzGig terá a participação especial de Gabriel PC (trompete), que participou do início da história do grupo em 2004.

    Funk e blues

    A semana na casa de espetáculo traz ainda o grupo de funk, samba e jazz FunkYou e o blues de For The Kings

     

     

    Banda FunkYou – Foto Luis Ventura/ Divulgação

    Na quinta (27), o 373 recebe o Funk You, um grupo de funk, samba e jazz formado por Martin Estevez (bateria), Tomás Valdivia (baixo), Renan Benitz (guitarra) e Murilo Moura (piano). Seu repertório traz os pesos-pesados do groove universal, entre eles George Benson, Herbie Hancock, Azymuth, Caetano Veloso, Gilberto Gil e João Donato.

    Sexta Blues_For the Kings – Foto Zé Carlos de Andrade/
    Divulgação

    E na edição do projeto Sexta Blues (28), sobe ao palco a banda For The Kings, que reúne as figuras mais conhecidas da cena blueseira do RS: Douglas Caberlon (contrabaixo), Thiago Bittencourt (guitarra e vocal), Zé Carlos de Andrade (guitarra) e a participação especial de Clark Carballo (bateria).

    A apresentação trará releituras de clássicos dos anos 1950 e 1960, época de ouro do blues de Chicago, como temas imortalizados por Albert Colins, Albert King, B B King,

    SERVIÇO
    27 de junho | Quinta-feira | 21h
    F U N K Y O U
    Ingressos:
     entre R$25 e R$70
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/f-u-n-k-y-o-u/2517266

    28 de junho | Sexta-feira | 21h
    Sexta Blues: For the Kings
    Ingressos:
     entre R$30 e R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/sexta-blues-for-the-kings/2507223

    29 de junho | Sábado | 21h
    JazzGig
    Ingressos:
     entre R$30 e R$90
    Ingressos antecipados: https://www.sympla.com.br/evento/jazzgig/2486950

  • Exposição “Lágrima”, com 14 esculturas de Eloisa Tregnago, na Ocre Galeria

    Exposição “Lágrima”, com 14 esculturas de Eloisa Tregnago, na Ocre Galeria

    Programada inicialmente para abrir no dia 04 de maio e cancelada devido ao agravamento da crise climática, a exposição “Lágrima”, de Eloisa Tregnago, será inaugurado no próximo dia 29 de junho, sábado, das 11h às 14h, na Ocre Galeria, localizada na Rua Demétrio Ribeiro, 535, Centro Histórico de Porto Alegre.

    O portentoso conjunto escultórico da artista gaúcha, escolhida para brindar o segundo ano de existência deste importante espaço expositivo, reúne 14 peças esculpidas em mármore nas quais predomina o rosto feminino. A visitação pode ser feita de 1º a 27 de julho, de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados das 10h às 13h30min.

    Considerada um dos grandes nomes da escultura contemporânea, Eloisa Tregnago recusa o rótulo de artista plástica e prefere ser considerada escultora, ofício que teve o privilégio de aprender e aperfeiçoar com grandes mestres, como Bez Batti, com quem aprendeu a dominar linha; e com Vasco Prado e Xico Stockinger, com os quais modelou a pedra. Com tais referências referendando seu talento inato, Eloisa Tregnano embrenhou-se no desafiador campo da escultura, fazendo nascer de pesados blocos de mármore, alvas mulheres de formas generosas e delicadas, cuja força se agiganta diante dos olhos do apreciador, a mesma que se vê na mirada incisiva, porém sensível, de sua criadora, resguardada por discreto recato.

    Artista convidada

    Eloisa Tregnago é natural de Bento Gonçalves, onde se formou em Letras pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). De 1981 a 1983 estudou desenho com João Bez Batti em Bento Gonçalves. Em 1985, mudou-se para Porto Alegre, passando a frequentar aulas de modelagem e escultura com Vasco Prado e Xico Stockinger, de quem viria a se tornar aluna. Hoje é proprietária do atelier que outrora pertenceu a Stockinger, localizado no bairro Vila Nova. Complementou sua formação com Plínio Bernhard e Patrício Farias, dos quais recebeu orientações em desenho, e de Danúbio Gonçalves na gravura. Além do mármore e terracota, a escultora também funde esculturas em bronze no seu atelier.

    Possui obras em acervos particulares e em museus. Entre suas obras, Eloisa Tregnago assina, em coautoria com Xico Stockinger, o Monumento à Literatura Brasileira, em homenagem aos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, situado na Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre. Composto por um banco e duas estátuas, foi encomendado para Xico Stockinger pela Câmara Rio-Grandense do Livro, por ocasião da 47ª Feira do Livro de Porto Alegre. Inaugurada em 26 de outubro de 2001, a obra é um dos principais cartões-postais da cidade. Ela também se orgulha de assinar o Monumento ao Empreendedor, peça em mármore localizada em sua cidade natal, Bento Gonçalves.

    Sede da Ocre Galeria. Foto: Divulgação

     Sobre a Ocre Galeria

    A Ocre Galeria é localizada no Centro Histórico de Porto Alegre, próxima à Casa de Cultura Mario Quintana, ao Margs e à Usina do Gasômetro. É administrada por Felix Bressan, Nelson Wilbert e Mara Prates. A Ocre foi inaugurada em maio de 2022 e realizou, até o momento, 24 exposições, entre individuais e coletivas de artistas com forte produção contemporânea. A galeria tem buscado preservar a história, difundir a cultura e apoiar a produção de arte, disponibilizando um amplo acervo de artistas representados.