Coletiva será aberta terça-feira (20/02) no Memorial Luiz Carlos Prestes, na Capital
Entre a terça-feira (20/02) e 10 de março, as paredes curvas do Memorial Luiz Carlos Prestes – único projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer em Porto Alegre – abrigam as obras da exposição “Quando os sonhos florescem”, cuja visitação é gratuita.
A mostra tem caráter internacional pela participação de três artistas visuais residentes na Europa: a artista convidada, Vilma Machado, paulista que vive e trabalha na Holanda; Deni Corsino, gaúcha que mora em Milão (Itália); e a milanesa Alice Arcando.
Obra de Inês Pagnoncelli/ Divulgação
Nomes locais como Bina Monteiro, Marcos Strey, Graça Craidy, Neca Lahm, Inez Pagnoncelli, Graça Tirelli e Fabian Gloeden compõem o grupo de 25 artistas da coletiva, que tem curadoria de Clauveci Muruci e Gabriely Santos.
As obras, na sua maioria, são pinturas de pequeno e grande formato, mas também há fotografias e escultura, além do vídeo-arte “Ecos de sonhos entrelaçados”, da artista convidada, que será exibido na abertura, às 20h de terça-feira.
Sede do Memorial Luiz Carlos Prestes/ Divulgação
De Haia, cidade holandesa, Vilma disse que a exposição quer “celebrar o mundo das aspirações e mostrar o poder dos sonhos materializado em ações”. Ela lembrou que o próprio memorial foi um sonho dos idealizadores da construção e de Niemeyer.
Obra de Marcos Strey/ Divulgação
Entre os trabalhos expostos, há uma fotografia, de 165 x 110 cm, de um homem vestido de terno submerso em uma piscina. “Fotografei de cima de uma plataforma e com um grande esquema de iluminação. Utilizei uma Canon 5Ds de 50.6 megapixel. Lente Canon 24-70”, conta o autor, Fabian Gloeden.
Graça Craidy exibe cinco retratos do patrono do memorial, o porto-alegrense Luiz Carlos Prestes (1898/1990), o “Cavaleiro da Esperança”, produzidos com guache. Inez Pagnoncelli mostra um díptico, no qual a figura de Fernando Pessoa é dividida para simbolizar o consciente e o inconsciente do poeta português. Outro exemplo de trabalho é “Banana”, acrílica sobre tela, de Marcos Strey.
Os curadores conceberam uma expografia em que o suporte das obras, com 24 metros de linhas retas e pretas, contrasta com as imensas curvas vermelhas e brancas do projeto arquitetônico de Niemayer para o local. “Essa abordagem permitirá maior fruição entre obras e público”, acreditam os curadores Murici e Gabriely.
Obra de Fabian Gloeden – Submerso – Fotografia
Artistas participantes:
Vilma Machado (convidada), Alice Arcando, Almir Reis, Becca Wiskov, Bina Monteiro, Dalva Lucchesi, Deni Corsino, Divo Froemming, Emanuele de Quadros, Fabian Gloeden, Graça Craidy, Graça Tirelli, Gustavo Burkhart, Inez Pagnoncelli, Ivam Martins, Jota Junior, Marcos Strey, Marisol Silva, Melina Cohen Rubin, Milton Caselani, Neca Lahm, Pedro Santos, Rafael Vieira, Silvia Pozza, Ubirajara Sanches.
SERVIÇO
Exposição “Quando os sonhos florescem”
Abertura: 20 de fevereiro, às 20h
Local: Memorial Luiz Carlos Prestes, Av. Divaldo Pereira Paiva, 1527, bairro Praia de Belas
Visitação: até 10 de março, de segunda a sexta, das 15h às 19h
Entrada gratuita
Promoção: Jornal de Artes; apoio cultural, Memorial Luiz Carlos Prestes
O artista visual gaúcho Amaro Abreu , que trabalha com grafite e grandes murais em áreas urbanas, além de outros suportes, está lançando uma campanha de arrecadação de fundos para a execução de seu próximo projeto.
Único brasileiro entre os 48 artistas selecionados para participar da edição de 2023 da Artmosphere Biennale, em Moscou, um dos principais eventos de arte do mundo, Abreu explica no texto abaixo:
“Está aberta a pré-venda do projeto do livro ” O Islã e a Maçã ” pela Editora Pubblicato, com relatos de Amaro Abreu durante os meses em que viajou pelo Oriente Médio, passando inclusive pelo simbólico campo de refugiados palestinos Nahr al-Bared.
O artista visual Amaro Abreu. Foto: Arquivo pessoal/ Divulgação
O livro tem participação no prefácio das jornalistas Eliane Brum e Lelei Teixeira e pósfacio de Rosina Duarte. A foto de capa é da fotojornalista Nair Benedicto e a diagramação de Vitor Mesquita. Participação também da poeta egípcia Amar Al Qady.
Uma das propostas do projeto é a atuação de diversas mulheres em contraponto com o apagamento feminino nessa região.
O livro pode ser adquirido na pré-venda pelo valor de 60 reais. Quem quiser apoiar com o valor de 200 reais, levará o livro e uma reprodução de um trabalho. No valor de 400 reais, o livro e um trabalho em aquarela original. Optamos por fazer via pix, ao invés de usar a plataforma virtual, para fugir da porcentagem dos sites.
Pix: 51985758561
Obs: Quem fizer a compra na pré-venda favor colocar o número de contato na descrição do pix.”
Contando com um elenco de mais de 30 artistas, executando uma série de cenas que reúnem desde teatro, dança e poesia até show musical, o espetáculo NÓS – Performance teatral é uma das atrações que representam a diversidade da programação do 25º Festival Porto Verão Alegre. A montagem, dirigida por Everson Silva, terá sessões às 20h30min dos dias 01 e 02 de fevereiro (quinta e sexta-feira), no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307).
Nós -performance. Foto: Adriana Marchior/ Divulgação
Os ingressos podem ser adquiridos no site do evento ou em pontos de venda físicos, localizados na recepção da Casa de Cultura Mario Quintana e no Praia de Belas Shopping. Também haverá venda de ingressos, a partir de uma hora antes das apresentações, nas bilheterias dos teatros – neste caso, somente se restarem lugares disponíveis.
Everson Silva_ator e diretor do espetáculo Nós Foto: Jean Pierre Kruze/ Divulgação
Utilizando o corpo coletivo e diverso como cenário e como impulsionador das cenas que falam sobre o “existir entre nós”, a montagem NÓS – Performance teatral se apresenta como um caleidoscópio de encontros de memórias, desejos e sentimentos – vivenciados e revisitados pelos artistas com seus corpos e suas vozes –, que surgem de forma fragmentada. Nesse lugar que dá origem à experimentação cênica sobre “nós”, artistas e plateia, um grande grupo de pessoas se encontra em cena, calçando seus sapatos que estão no chão do palco, vestindo, assim, suas personagens.
o elenco e o diretor de Nós performance. Foto: Fábio Zambon/ Divulgação
O processo de construção da performance foi calcado no trabalho com as emoções do elenco, transformando em cena suas habilidades artísticas, seus repertórios e desassossegos, através de uma metodologia de experimentação que permite a emergência do imaginário.
O figurino vermelho, que compõe a cenografia, é como o sangue que bombeia as veias do corpo, a intenção de significar a vida pulsando através da arte. A performance se expande com as participações especiais de quatro artistas convidados locais (a atriz e percussionista Nina Fola, a atriz e produtora Silvia Duarte, a atriz, diretora, e escritora Jussara Gaspar e o cantor Daniel Debiagi), com o intuito de apresentar trabalhos relevantes e prestigiar personalidades da cena cultural.
Ficha técnica
Direção/criação: Everson Silva
Texto e dramaturgia: Nós Cia. de Teatro, citações de Fernanda Bastos, Caio Fernando Abreu, Ana Martins Marques, Paul Éluard, Miguel Poveda, Augusto Branco.
Composição: Dança, Teatro, Música, Poesia.
Produção: Kacau Soares
Operador de som: Pedro dos Santos
Fotos: Fábio Zambon
Sobre a Nós – Cia. de Teatro: reúne artistas que pesquisam teatro e realizam obras com o objetivo de aprofundar o estudo sobre a linguagem cênica e gerar novas experiências para o grupo e para o público. Capitaneada pelo ator e diretor Everson Silva, a companhia produziu – ao longo de 16 anos – 11 espetáculos, que são a expressão das inquietações dos artistas envolvidos.
Pedro Coppeti e Débora Neto estão no elenco de Into the Woods – Pela Floresta, primeiro espetáculo da Broadway apresentado no sul do País.
Depois de se apresentar em um concerto da Broadway, nos Estados Unidos, o gaúcho Pedro Coppeti vai ser um dos protagonistas do primeiro musical da Broadway encenado no sul do Brasil. Ao lado da também gaúcha Débora Neto, Coppeti integra o elenco de Into the Woods – Pela Floresta, que estará em cartaz nos dias 26, 27, 28, 30 e 31 de janeiro, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis.
O convite partiu do diretor do espetáculo Rodrigo Marques, que conheceu Coppeti, em 2015, quando o dirigiu no musical Let’s Broadway, em Nova York.“Após a minha primeira apresentação no show, ele me convidou para fazer parte do elenco permanente da Marquee Productions USA – produtora dele. Agora, com sede física também em Florianópolis, a Marquee Productions está produzindo espetáculos em território nacional.
Quando o Rodrigo decidiu trazer o Into The Woods, o primeiro espetáculo licenciado pela Musical Theatre International (a Broadway) no sul do Brasil, com o subtítulo Pela Floresta, ele me perguntou se eu tinha interesse em fazer parte do elenco principal, interpretando o Príncipe da Rapunzel. Eu aceitei na hora! Sempre adorei trabalhar com ele”, destaca o cantor, que também indicou Débora Neto, que já foi sua aluna de canto, para participar das audições.
Para Marques, Pedro é o tipo de artista que todo diretor ama dirigir. “Pedro é um ator extremamente destemido, sempre preparado e disposto a arriscar. Artistas têm medo de arriscar, o que torna o produto final algo extremamente quadrado e sem graça. Pedro é o oposto, sua vontade de sempre evoluir e ir além transforma a sala de ensaio e não só eleva o padrão do espetáculo mas também influencia seus colegas a se permitirem brincar mais e mergulhar de cabeça no processo sem medos”, reconhece o diretor. “Nós precisávamos de alguém que estivesse pronto pra atuar ao lado da lenda do teatro musical brasileiro Saulo Vasconcelos e não houve dúvida que o Pedro era esse artista”, complementou. Uma das estrelas do elenco, Vasconcelos vai interpretar o Lobo e o Príncipe da Cinderela e é reconhecido por atuar em grandes espetáculos musicais como O Fantasma da Ópera.
Pedro Coppeti em apresentação ao lado do pianista Asafe Rodrigues no Natal Luz – Foto: Cleiton Thiele/ Divulgação
O nome de Pedro Coppeti ganhou destaque nacional após sua apresentação no Broadway by The Year, em Nova York, em 2022. Cerca de 1.500 pessoas prestigiaram o evento. No ano passado, o cantor retornou ao Brasil e foi convidado pela terceira vez a estrelar como solista no Natal Luz de Gramado, que encerrou a temporada no início de janeiro.
Natural de Iraí, no interior do Rio Grande do Sul, Coppeti estudou Música com ênfase em Canto na UFRGS e, antes de se formar, recebeu uma bolsa e se graduou na American Musical and Dramatic Academy (AMDA) em Teatro Musical, uma das mais conceituadas escolas de dramaturgia do mundo. Em sua trajetória, o artista foi o solista principal do Natal Luz de Gramado e se apresentou no espetáculo Chimango, com a OSPA, e no Concertos Comunitários Zaffari, entre outros trabalhos no Brasil. Também esteve em alguns dos mais renomados palcos de musicais dos Estados Unidos, como o Town Hall, o Lincoln Center e o The Carnegie Hall.
Débora Neto
A cantora Débora Neto foi convidada a participar das audições para o espetáculo Into the Wood – Pela Floresta, e foi selecionada para interpretar a madrasta. Débora Neto, de 27 anos, estuda música desde os 2 e começou a cantar profissionalmente aos 7 anos. Em 2012, participou do Reality Show Ídolos, da Rede Record, ficando entre os 20 melhores cantores do RS e os 60 melhores do Brasil. Atualmente, além de cantora, é aatriz, professora de canto, dubladora, bailarina no Ballet Vera Bublitz, diretora da Bublitiz Academia de Musicais e integra o grupo acappella Voice In, que foi atração do Rock in Rio 2019.
Sinopse
“Into the Woods – Pela Floresta” conta a história de um casal que tenta de maneira desesperada quebrar uma maldição lançada por uma bruxa que os impede de ter filhos. A dupla sai pela floresta em busca de objetos mágicos que podem ajudar a quebrar o encanto. No caminho, encontram personagens muito conhecidos dos clássicos contos de fadas como Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e João (de João e o Pé de Feijão), que, assim como o casal, também estão no bosque em busca de algo importante para si.
Ficha Técnica Direção Geral: Rodrigo Marques
Assistente de Direção: Jamil Vigano
Direção Vocal: Nick Scalzo
Direção Musical: Jefferson Della Rocca
Pianista Condutora: Ashley Grace Ryan – vinda de Nova York, exclusivamente para trabalhar no espetáculo
Orquestra: Camerata Florianópolis
Doutora em artes visuais pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas/SP), uma das principais do país, a artista gaúcha Márcia Rosa mostrará em Porto Alegre, pela primeira vez, a exposição “Escuta silenciosa: ruídos da natureza”. A abertura será no dia 24/01 (quarta-feira), às 18h, na Galeria 506 (Avenida Nova York, 506, bairro Auxiliadora). A visitação irá até 29 de fevereiro, com entrada gratuita.
A produção artística de Márcia, cujo mestrado foi feito na Faculdade Santa Marcelina, na capital paulista, tem as plantas, as flores, a terra, a natureza, enfim, como principal fonte. Preocupada com a questão ambiental, na mostra ela apresenta plantas do Bioma Pampa ameaçadas de extinção, como forma de chamar a atenção para o problema. Estão entre as plantas sob ameaça, por exemplo, as ervas conhecidas popularmente como gravatazinha (Dyckia remotiflora) e jalap escarlate (Mandevilla coccínea). “Tenho esperança na recuperação dessas e de outras plantas. A preservação é um tema urgente”, defende ela.
TÉCNICA MILENAR
Composta por obras de grande formato, a exposição abriga trabalhos produzidos em diferentes técnicas, como washi-ê, pastel seco, monotipias e um vídeo. Washi é um tipo de papel produzido artesanalmente no Japão em diferentes texturas, cores, tonalidades, a partir do qual a artista engendra suas colagens.
“É um trabalho demorado rasgar, recortar, desfiar, dobrar, sobrepor, justapor e colar o papel para compor um desenho. Mas é um processo muito gostoso”, diz Márcia, lembrando que o milenar papel japonês foi declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco em 2014.
A especialista em arte botânica é admiradora da cultura japonesa e já fez cursos sobre a técnica washi-ê na Aliança Cultural Brasil-Japão (SP), com a professora Luíza Okubo, sansei que busca conhecimento diretamente com mestres no país do Oriente.
Outro sinal de identificação da artista com a cultura nipônica é o fato de Márcia assinar seus quadros com as iniciais MR em formato alusivo a um ideograma japonês que significa “Guerreira”.
Na opinião das curadoras da exposição, Fabiane Machado e Lurdi Blauth, a artista porto-alegrense “penetra a natureza como uma forma de perceber o mundo em profundidade, simultaneamente em que é tocada por ele, nos sensibiliza poeticamente. Seus trabalhos revelam sutilezas e nuances de cores que prendem e instigam o olhar do espectador”.
SERVIÇO
Exposição “Escuta silenciosa: ruídos da natureza”
Vernissage: 24/01 (quarta-feira)
Horário: 18h
Visitação: de 25 de janeiro a 29 de fevereiro
De segunda a sexta, das 13h às 19h
Visitas podem ser agendadas pelo fone/whats 51 9 8209 3526
Entrada gratuita
Galeria 506 – Rua Nova York, 506, Auxiliadora, Porto Alegre
Com entrada gratuita, o espaço conta a história de sete décadas da Orquestra. No Memorial da OSPA, o público pode conhecer a fundo a história de uma das mais longevas orquestras do Brasil, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) – fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac-RS). Inaugurado em 21 de novembro de 2023, o espaço funciona de terça a sexta-feira, das 12h às 17h, nas dependências da Casa da OSPA, no centro de Porto Alegre.
Durante a temporada de concertos, que vai de março a dezembro, o Memorial também funciona em horário estendido nos dias de concerto, das 12h até o fim do espetáculo. A entrada é gratuita.
Sobre o Memorial
O Memorial da OSPA traz à luz o acervo acumulado pela Orquestra ao longo de seus 73 anos de história. São milhares de itens documentando mais de 3 mil concertos, incluindo programas, cartas, documentos, contratos, registros de viagens, partituras, desenhos de cenário e figurinos para óperas.
O espaço é resultado de um trabalho que durou mais de três anos, capitaneado pelo curador Paulo Amaral, com pesquisa de José Francisco Alves e Dorvalina Gomes, e design expositivo de Ceres Storchi e Emily Borghetti.
Visita guiada ao memorial . Foto: Lucia Moreira, / Divulgação
Destaques do Memorial
Linha do Tempo – Resultado de três anos de pesquisa, a linha do tempo estampada na parede do Memorial percorre toda a história da OSPA, desde a fundação em 1950 até 2023. Em destaque, há grandes óperas e concertos, fotos das diferentes formações da orquestra ao longo das décadas, notícias e materiais gráficos de divulgação.
Diorama – Por meio de uma tela sensível ao toque, o visitante seleciona e escuta o som de todos os instrumentos presentes em uma orquestra.
Mesa interativa – Na mesa interativa, os visitantes podem navegar por mais de 2,5 mil artigos digitalizados do acervo da Fundação OSPA, incluindo fotografias antigas, partituras, atas, recortes de jornais, fôlderes, programas de concertos, cartas e desenhos.
Homenagem a Pablo Komlós – Vitrine dedicada ao maestro húngaro Pablo Komlós, fundador da OSPA, exibe uma estátua do maestro, a sua batuta, partituras, cadernos de anotações, fotos e documentos pessoais, como passaporte e título eleitoral.
Documentos originais – Gavetas com documentos históricos originais, como atas, programas de concertos, desenhos de figurinos e cenários de óperas.
MEMORIAL DA ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Visitação: de terça a sexta-feira, das 12h às 17h.
ENTRADA GRATUITA
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: livre.
Visitas-guiadas: durante a temporada de concertos, com agendamento pelo e-mail atendimento.ospa@gmail.com.
Em 1984, estreava em Porto Alegre o espetáculo Tangos e Tragédias, com Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky. Em 2024, a famosa ilha flutuante de onde vieram Kraunus (Hique) e o saudoso Maestro Pletskaya (Nico) completa quatro décadas de diplomacia com o Brasil. Para celebrar os 40 anos de Sbørnia, ocorre em janeiro a tradicional temporada de verão A Sbørnia Kontra`Atracka, de 19 de janeiro a quatro de fevereiro, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°), sempre de sexta a domingo. Os ingressos variam de R$ 70,00 a R$ 160,00 e já podem ser adquiridos pelo site: https://theatrosaopedro.rs.gov.br/a-sbornia-kontr-atracka
Foto: Samira Samara/ Divulgação
No show, Kraunus (Hique Gomez) e Nabiha (Simone Rasslan) apresentam as canções e causos sbørnianos junto a seus convidados especiais: o Professor Ubaldo Kanflutz (Cláudio Levitan), reitor das Universidades de Ciências Fictícias da Sbørnia, MenThales (Tales Melati), o tocador de gaita-foles e hipnotizador das montanhas da Kashkadúnia, Pierrot Lunaire (Gabriella Castro) a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia e o “Stela Maritmus Sborniani”, as Estrelas do Mar Sbørniano, uma seleção de 12 vozes do Jungst Korhal Sbøniani. Um show de luzes e projeções especiais promovem uma imersão ao universo sborniano.
“Lá vamos nós em direção à nossa 38ª temporada no Theatro São Pedro de Porto Alegre. A felicidade de compartilhar essa temporada, por tantos anos, pode ser comparada ao Natal em nossas vidas. Quando iniciamos nossa Jornada em 1984, Nico Nicolaiewsky e eu não pensávamos em ocupar o palco do recém reinaugurado Theatro São Pedro. Supostamente um local para os grandes artistas nacionais: Paulo Autran, Bibi Ferreira, Tom Jobim e Nicanor Zabaleta. E antes ainda da Reforma, Heitor VillaLobos, Arthur Rubeinstein e outros tantos. 30 anos depois, éramos disparado os artistas que mais pisaram naquele palco, ao mesmo tempo em que encerrávamos o mais longo e importante episódio de nossas vidas que foi “Tangos e Tragédias”, quando lamentamos através da triste notícia no Jornal Nacional, a passagem do gênio Nico Nicolaiewsky. Tudo parecia perdido. 30 anos de sessões de euforia, catarse e momentos de pura magia genuína. Três dias de Luto Oficial decretado pelo Governador Tarso Genro. Um grande ciclo chegara ao fim. Acabou!
A atriz Simone Rasslan.; Foto Samira samara fotografia/ Divulgação
Dois anos depois retomamos o projeto, agora com Simone Rasslan, que há 5 anos antes havia perdido sua parceira de palco, Adriana Marques, no espetáculo Rádio Esmeralda. Um longo processo de adaptação instalou-se, enquanto nós e nosso público processávamos o luto. A palavra luto é a mais próxima da palavra luta. O luto e a luta. Enquanto isso lutávamos para manter viva uma história que estava introjetada em nossa comunidade. Muitas pessoas relatavam sonhos que tiveram com os personagens.
Foto: Wanderlei Oliveira/ Divulgação
Sofremos os impactos pesadíssimos das perdas, mas sucumbimos totalmente a uma história que não quer parar de ser contada. 10 anos depois, seguimos na ativa para celebrarmos 40 anos de Sbørnia desejando a todos um 2024 cheio de alegria, de amor pelo trabalho, de Inspiração e acima de tudo cheio de FÉ. A Fé é um atributo do espírito criativo. Sem ela não há possibilidade de o ser humano ser merecedor de nada. Não há acordo possível sem a fé, não há quem acredite em algo ou em alguém. Assim como Nicolaiewsky depositou sua fé em mim para ser seu parceiro nessa viagem, eu depositei minha Fé nele, em nome da história da Sbørnia, na vida ou na morte! Confiar é “fiar com”… Assim, com nossos companheiros, Cláudio Levitan e Simone Rasslan, e quem mais vier, como o grande tocador de gaita de foles Tales Melati e a grande sapateadora do Balé Hiperbølico da Sbørnia nossa Pierrot Lunaire Gabriela Castro e mais e Coro Jovem da Sbørnia, seguiremos fiando a fábula da Sbørnia ou seguiremos servindo de roca fiadora, para que a história siga sendo contada por si mesma. Não somos nós que fiamos a história da Sbørnia é ela própria que tem fé em nós e assim, fia-se a si própria através de nossos movimentos.
Foto: Samira samara fotografia/ Divulgação
Óbvio acrescenta- se a Fé em toda nossa equipe, com um projeto de animações especiais para o telão engendrado e operado por Rique Barbo, com um desenho de som Surround, operado pelo engenheiro de som Edu Coelho, com um desenho de luz impecável criado e operado por Heloiza Averbuck, incluindo a gestão e direção de produção do projeto por Marilourdes Franarim e sua equipe e claro todos os nossos patrocinadores e apoiadores os quais tornam a solidez do nosso projeto cada vez mais aparente. A todos um Feliz 2024, na certeza que estaremos fiando a história da Sbørnia até o final dos tempos, sabendo que lá na Sbørnia, o Maestro Pletskaya estará aplaudindo.”
Hique Gomez
Foto: Edson Filho/ Divulgação
SERVIÇO
O QUE: A Sbørnia Kontra´Atracka
DATA: De 19 de janeiro a quatro de fevereiro
HORÁRIO: sexta e sábado às 20h / domingo às 18h
LOCAL: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n°) 51 32275100
Descontos Obrigatórios
50% para idosos com idade igual ou superior a 60 anos;
50% para estudantes em até 40% da lotação do teatro:
– até 15 anos mediante RG;
– acima de 16 anos portando carteira da UGES, UEE, UNE;
50% para jovens entre 16 e 29 anos, pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO;
50% para pessoas com deficiência, inclusive seu acompanhante quando necessário, e doadores de
sangue.
Outros descontos
50% para artistas com registro profissional e regulamentado na carteira de trabalho
50% para até 50 associados da da AATSP Clube do Assinante ZH (50% assinante e acompanhante) Unimed (50% cliente e acompanhante)
Foto: Samira samara fotografia/ Divulgação
FICHA TÉCNICA
Criação e direção geral: Hique Gomez
Arranjos e atuação: Hique Gomez e Simone Rasslan
Elenco de apoio: Cláudio Levitan, Tales Melati e Gabriella Castro Projeções visuais: Rique Barbo
Desenho de iluminação: Heloiza Averbuck
Engenharia de som: Edu Coelho
Assistente de produção: Camila Franarin
Assistente técnico: Rafael Pacheco
Camareira: Nelli Schineider
Preparadora vocal: Ligia Motta
Redes Sociais: Fernanda Pertile
Administração Projetos de Lei – Daniela Ramirez
Assessoria de Imprensa: Adriano Cescani (51) 99664.4888
Fotógrafo Oficial: Nilton Santolin
Empresa de Som/Luz – Alternativa Som e Luz
Painel Led – WB Painéis de Led
SbørniaProjectus® Criado por Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky para Tangos e Tragédias.
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Marilourdes Franarin (51) 999716021
Depois do sucesso da temporada de estreia, realizada em agosto de 2023, o monólogo O Espantalho, com Werner Schünemann, retorna ao Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° – Centro Histórico) para uma noite de apresentação. Dirigida por Bob Bahlis, a peça que relata a grande jornada sentimental em meio a escolhas difíceis que envolvem pais e filhos, poderá ser conferida dia 25 de janeiro, às 20h, dentro da programação do Porto Verão Alegre. Os ingressos já estão à venda no www.portoverãoalegre.com.br.
“A estreia nacional de O ESPANTALHO foi em Porto Alegre. Foi no Theatro São Pedro e foi um grande sucesso. Por isso é tão gratificante retornar ao São Pedro, agora dentro desse maravilhoso festival que é o Porto Verão Alegre. Esse retorno é para reencontrar o público de Porto Alegre, para reencontrar aquela emoção tão grande e bonita que foi a estreia”, afirma Werner. Schünemann interpreta um ator bem-sucedido, que vai ao sítio do pai jogar as suas cinzas. Ao chegar na horta cultivada pelo patriarca, ele se depara com um espantalho e caixas de madeiras com objetos pessoais, que revelam vestígios de sua vida e de suas relações.
O Espantalho – Foto: Heloiza Averbuck/ Divulgação
O personagem faz um exercício de recriação de sua memória, debruçando-se sobre a complexa relação estabelecida com o pai, desde a infância até a vida adulta. Entre as lembranças estão o período no internato, as primeiras relações amorosas, o casamento, a chegada do filho, a perda da mãe e reflete ainda sobre a alma masculina e a finitude humana. “O ESPANTALHO vai emocionar e divertir como sempre e as pessoas na plateia irão se emocionar e se divertir como sempre acontece com esse espetáculo. Estou no Rio de Janeiro gravando a novela DONA BEJA, mas ansioso para voltar a Porto Alegre, ao Theatro São Pedro e ao público da cidade que amo’, afirma.
O Espantalho – Foto: Heloiza Averbuck/Divulgação
Parceria
O encontro de Bob e Werner não se deu por acaso e a diferença geracional revelou-se como ingrediente especial que permeia toda a concepção e a montagem. “Sempre achei que devemos buscar uma sociedade igualitária, mas sinto também que o papel masculino dentro da sociedade, que foi construído, ao longo de milênios, sobre o patriarcado, a opressão e o machismo, em breve não vai mais existir. Fui assistir a Velha D+, da Fernanda Carvalho Leite, que tem a direção do Bob e texto dele também. Ao final, disse ao Bob que era exatamente o que eu queria, mas voltado para a alma masculina. Tivemos experiências de trabalhos juntos em leituras de textos da Clarice Lispector, há dois anos. Eu queria que fosse um monólogo sobre o masculino, sobre pais, filhos e como as ideias gastas e perversas de masculinidade passam de geração em geração. Bob criou a história do personagem e me entregou uma estrutura, um breve relato da vida de um homem. E essa teatralização está sendo feita por nós dois juntos”, conta Werner.
Bob Bahlis
Otávio Bahlis tornou-se Bob no início dos anos de 1990, inicialmente como personagem de Bob Pop Show, depois virou nome artístico. Ator, diretor, dramaturgo, radialista, produtor, professor e jornalista são algumas de suas categorias profissionais. Mas, Bob quer mesmo é contar histórias, suas e de diferentes autores. Assim foi com Dez (quase) amores, primeira obra literária de Claudia Tajes e De volta para a garagem, inspirada em Pode ser só o leiteiro lá fora, de Caio Fernando Abreu ou Coração de Búfalo, musical com Carlinhos Carneiro, vocalista da banda Bidê ou Balde. Atualmente, está em cartaz com o espetáculo Velha D+.
Werner Schünemann
É ator, cineasta e historiador. Nasceu em Porto Alegre, mas foi criado entre Novo Hamburgo e São Leopoldo. Apaixonou-se pelos palcos aos 15 anos, primeiramente na escola e depois no Grupo Faltou o João. Integrou o grupo Vende-se Sonhos e a turma do Super-8, com jovens cineastas de Porto Alegre. Foi ator em Deu Pra Ti Anos 70, Verdes Anos e Inverno. Formado em História pela UFRGS, também foi professor desta disciplina. A partir de 2021, passou a se aventurar na literatura e lançou Alice deve estar viva, seu romance de estreia. Coleciona prêmios por sua atuação no cinema, televisão e teatro. Tornou-se nacionalmente conhecido por sua participação na minissérie A Casa das Sete Mulheres (2003) da Rede Globo. Desde lá, integrou elencos televisivos de novelas e séries em diferentes emissoras, sem nunca abandonar os palcos e a Sétima Arte.
Comentários:
“Assisti aos ensaios e conheço o Werner de longa data. Acompanho ele na televisão, no cinema, no teatro. Ele é um ator que tem um peso histórico nas artes performáticas brasileiras e eu achei o texto muito bacana. Vai ser muito lindo esse trabalho! Tudo que eu percebi no ensaio eu tratei de jogar na trilha para criar ambientes sonoros emocionais. A peça é muito emocional, trata-se da relação de pai e filho e achei a ideia muito bacana. Aquele espantalho que fica no palco acho que muita gente vai se identificar, assim como eu”. – Hique Gomez, que assina a trilha sonora do espetáculo.
“Tive o privilégio de assistir a um ensaio de O Espantalho, monólogo com meu querido irmão Werner Schünemann dirigido pelo talentoso Bob Bahlis. Momento extraordinário. Mais do que presenciar o profundo e comovente ajuste de contas entre um filho e seu pai ausente, pude vislumbrar naquele ensaio um Ator (com “A” maiúsculo) na plenitude de sua maturidade técnica e profissional, apropriando-se de um texto complexo e fascinante. Dizem que – para os atores – o palco é o lugar que separa os meninos dos homens. Werner é um homem de Teatro. Um grande Ator fazendo um grande Teatro. Ambos maiúsculos. Imperdível”. – Marcos Breda
“Despretensiosa e delicada, a peça “O Espantalho” convida a embarcar em uma jornada sentimental pelas escolhas tortuosas nas quais pais e filhos muitas vezes se envolvem. Problemas familiares não têm endereço. O público se vê envolvido em cada situação, palavra, emoção, contidas na narrativa. Fredi, um homem de meia idade, bem sucedido em sua profissão de ator, vai até um sítio jogar as cinzas do pai, mas ao chegar na horta se depara com um espantalho. Diante do espantalho, Fredi vê a sombra do pai e faz um exercício de recriação de sua memória, debruçando-se sobre a complexa relação entre pai-filho na infância, juventude e vida adulta. A paternidade se revela como algo mais, além dos laços biológicos. No mesmo instante que a morte do pai se constitui num elo entre o passado e presente, também instaura uma necessidade de recomeço e renovação da própria vida. Uma peça sobre a alma masculina com emoções à flor da pele. Um monólogo conduzido pelo ator Werner Schünemann com direção de Bob Bahlis” – Peninha
SERVIÇO
O QUE: monólogo O ESPANTALHO
DATA: 25 de janeiro
HORÁRIO: quinta às 20h
LOCAL: Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° – Centro Histórico)
Tradicional exposição da Bublitz Galeria de Arte estará na SABA de 6 a 14 de janeiro, com entrada franca e pinturas ao vivo de Marcelo Hübner.
O verão também é inspiração para a arte. A Bublitz Galeria de Arte apresenta no litoral a tradicional Semana de Arte na Sociedade dos Amigos do Balneário Atlântida (SABA). A programação inicia no sábado, 6 de janeiro, e continua até domingo, 14. Um dos destaques da mostra são as apresentações de pintura ao vivo produzidas, durante toda a exposição, pelo artista, conhecido pela série “Banhistas”, que retratam cenas do cotidiano nas praias.
O artista visual Marcelo Hübner – Foto:: Angelita Hübner/ Divulgação
Além das pinturas ao vivo de Marcelo Hübner, os visitantes também poderão conferir (e adquirir) produções reconhecidas do artista como as da série “Floristas” e “Urbanos” e a nova “Paisagens Gaúchas”, que retrata paisagens do interior.
Obra Floristas – Marcelo Hübner/ Divulgação
“A Galeria Bublitz está presente com sua sede em Porto Alegre, mas se orgulha de levar arte, objetos de decoração e tapetes orientais para todo Estado. Em 2023, quando completamos 35 anos de história, estivemos em cidades como Alegrete, Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, São Gabriel, Teutônia e Uruguaiana. Agora, estamos muito felizes e honrados por abrir a temporada 2024 com essa Semana de Arte na SABA e com as produções ao vivo do artista Marcelo Hübner”, destaca o marchand Nicholas Bublitz.
Paisagens Gaúchas – Marcelo Hübner/ Divulgação
Ao todo, estarão mais de 200 itens, com destaque também para as obras de Erico Santos, reconhecido por suas icônicas pinturas de camponesas. Quem visitar a exposição vai conferir ainda produções de Antonio Soriano, Vitório Gheno, Flávio Scholles, Fernando Ikoma, Kenji Fukuda, Marcelo Zeni, Paulo d’Avila, João Carlos Bento e Sergio Lopes
Outra tradição da Galeria Bublitz são os tapetes orientais em fibra natural feitos à mão, nó por nó. São tapetes tradicionais exclusivos e importados da Índia e do Irã dos tipos: Kashan, Tabriz, Hamadan, Shiraz, Ziegler, Nain, Mood, Kazak e Beluche. Além disso, a exposição contempla objetos de decoração, como porcelana europeia, em itens em cristal checo e polonês e faianças vindas de Toscana, na Itália.
Porcelana Europeia/ Divulgação
O evento funcionará como um outlet, com todos os itens à venda com descontos de 25% a 50%, com pagamento em até 12 vezes sem juros.
Serviço:
Semana de Arte no Litoral com Bublitz Galeria de Arte
Local: SABA –Av. Central, 5 – Atlântida
Período: 6 a 14 de janeiro de 2014 Horário: das 10h30
Violência explícita. Violência psicológica. Violência urbana. Violência disfarçada. Violência implícita. Violência de todas as formas. É assim “Sangue e Pudins”, o novo espetáculo de Luciano Alabarse, que estreia dia 16 de janeiro, às 20h30min, no Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307 – Menino Deus). A montagem escrita pelo diretor gaúcho é uma adaptação dos textos originais de Mark Ravenhill (Shopping and Fucking) e Brontez Purnell (Johnny, você me amaria se o meu fosse maior?).A peça inglesa e o texto americano se cruzam, se esclarecem e dão lugar a um terceiro texto, sem negar suas influências, é original, fluente, ágil e ríspido. A curta temporada fica em cartaz até o dia 18 de janeiro, dentro do Porto Verão Alegre.
O diretor Luciano Alabarse. Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
“Eu estava trabalhando no texto e, como sempre ouvindo muita música. Em um determinado momento, a voz de Simone me remeteu a uma canção que eu não ouvia há muitos anos, e que sempre me impactou pela contundência de sua letra. A canção era “Sangue e Pudins”, parceria de Fagner e Fausto Nilo. O resto veio naturalmente, inclusive o título da montagem”, afirma Luciano Alabarse. “Sangue e Pudins” retrata, em cenas duras e impactantes, personagens de uma geração que entende o consumo e as transações da sociedade capitalista como única forma de interação possível. As pessoas e seus manuais de sobrevivência, o pragmatismo cínico de quem precisa sobreviver num mundo hostil, as relações contaminadas por interesses financeiros e sexuais, as histórias cruzadas de personagens perdidos, o jogo e a manipulação desesperada, as trapaças e os oportunismos de vidas desesperadas, a esperança esfacelada, mas presente, gritos e silêncios, omissões e oportunidades, os corações partidos, o consumismo desenfreado, dinheiro e a falta de amores e ciúmes, posses e um mundo distópico e indiferente.
Os atores no ensaio da peça. Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
“É uma peça cujo tema central é a violência, em todos os seus aspectos e formas, escancaradas ou sob disfarce, violência social e violência individual, com ou sem sangue, com ou sem “bullying”, com ou sem prévia manifestação. Uma peça sobre violência, uma encenação vigorosa e urgente. Um texto corrosivo. Um texto cruel. Um texto que dói”, reforça Alabarse, que assina, ainda, o cenário e a trilha sonora. O elenco reúne nomes conhecidos da cena gaúcha, como Ângela Spiazzi, Pingo Alabarce e Elison Couto, profissionais em ascensão no teatro gaúcho como Jaques Machado e Li Pereira, e novos atores como Vini Gomes e Vítor Stifft.
Foto Alisson Fernandes/ Divulgação
A HISTÓRIA
Logo no início da peça, Mark, Lulu e Robbie estão vivendo os últimos momentos de uma problemática vida de excessos. Um triângulo amoroso que está ruindo, como tudo ao redor dos personagens: a vida sempre no fio de arame, o equilíbrio instável, o grito engasgado na garganta. Mark mal consegue digerir a comida que os outros dois tentam lhe oferecer. Está só, se sente mal, quer mais. Vomita. O vício em heroína deixou seu corpo e sua mente debilitados, mas o que não lhe desce mais no estômago é tudo aquilo que lhe foi vendido como sonho e que, de uma hora para outra, se tornou pesadelo. Uma roda-gigante desgovernada, um mundo sem faixas de segurança. O mundo presente em ruínas espalhafatosas, um mundo que dispensa afetos, mas consolida transações impessoais entre os homens, agigantando angústias e necessidades.
Os atores em ensaio; Foto: Alisson Fernandes/ Divulgação
O mundo de “Sangue e Pudins” é um grande supermercado onde tudo, inclusive pessoas, é vendido sem escrúpulos ou constrangimentos. Dois outros personagens cruzam a vida do triângulo central. Brian, um empresário inescrupuloso, e Gary, seu enteado – que é abusado sexualmente pelo padrasto, com violência. Insegurança, medo, transtorno, doenças e drogas marcam o cotidiano desses personagens à deriva de qualquer porto seguro.
Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
A violência permeia o texto, marca suas digitais nas falas, arranha o presente, agiganta a ação da peça. Violência do início ao fim. Festas que duram dias, desfiles de moda glamorosos, programas de sexo e aplicativos de compra e venda de drogas e pessoas. O mundo de “Sangue e Pudins” é punk, mercadológico, estiloso, quente e frio. Tudo no entorno dos personagens impessoaliza as possíveis relações sentimentais. Os relacionamentos são efêmeros, calculados, por conveniência e cálculo. Vidas que gritam por ajuda, vidas sufocadas por uma sociedade industrial – que não facilita a trajetória de nenhum dos membros dessa história.
Diretor e atores em ensaio; Foto: Juliana Alabarse/ Divulgação
Em quatorze cenas e oito sub-cenas, o desespero, a impotência e o pragmatismo dos personagens aparecem e desaparecem, em uma espécie de parque de diversões sem alegrias. Quando começa o espetáculo, o público flagra o trio central morando em um apartamento quase vazio, sem recursos financeiros e com Mark abandonando o lugar em busca de uma clínica de tratamento antidrogas. Sua dependência de heroína o exclui do mundo dos afetos. Lulu e Robbie começam, sozinhos e abandonados, a buscar seu próprio caminho, seus recursos, a concretização de seus sonhos de sobreviventes. A trajetória de todos embaralha os planos do grupo, os cinco personagens se cruzam em cenas curtas, vorazes e impiedosas. Não há misericórdia ou empatia. Há apenas cálculo, pragmatismo e cenas dilacerantes. A linguagem é crua, o roteiro é sucinto.
SERVIÇO
O QUE: Espetáculo “Sangue e Pudins”
DATA: de 16 a 18 de janeiro
HORÁRIO: terça a quinta às 20h30min
LOCAL: Teatro Renascença (Av. Érico Veríssimo, 307 – Menino Deus)