Os teóricos se encarregarão de enquadrar Rafael Guimaraens neste ou naquele gênero literário. Por cacoete profissional, talvez, vejo-o como um repórter, de olho certeiro para encontrar seus temas e personagens e sutil na habilidade para narrá-los.
Jornalismo, literatura e história se misturam nos seus relatos precisos.
Seu último livro, o décimo nono, tem como epicentro dois incêndios suspeitos no centro de Porto Alegre – do Tribunal de Justiça do Estado e da Repartição Central de Polícia.
No meio de milhares de processos e inquéritos incinerados sumiram escândalos financeiros e um rumoroso processo em que 53 policiais eram acusados de extorquir famílias alemãs durante a 2ª Guerra. Incêndios criminosos, é a dedução imediata.
O crime não é esclarecido, mas o que se desenrola no entorno dele é um vivo painel de uma época, os anos 50, em Porto Alegre. Corrupção e o corporativismo policial, imprensa manipulada, autoridades lenientes e os personagens do submundo, usados no jogo. Dentre eles emerge o incrível Major Aragon, um espanhol trapaceiro e sedutor, forçado a assumir a autoria dos crimes e cujas peripécias atravessam toda a história.
O Incendiário é o título, da Libretos.Recomendo. É um livro que se lê num fôlego.
Importância da célebre escritora será abordada em encontro na mostra de retratos que a homenageia
As escritoras Jane Tutikian, Catia Simon e Cíntia Moscovich têm em comum a admiração pela obra de Clarice Lispector e, nesta quinta-feira (17), às 18h30, falarão sobre essa devoção em um local mais que adequado: a mostra Clarices, da artista visual Graça Craidy, no Espaço Cultural Correios. O evento tem entrada gratuita.
Entre as paredes que abrigam a exposição com 33 retratos de Clarice, as três escritoras revelarão as razões pelas quais são “loucas” pela autora de A Hora da Estrela.
Para Jane Tutikian, a escritora nascida na Ucrânia, naturalizada brasileira e que morreu aos 57 anos, em 1977, no Rio de Janeiro, “mergulhou na vida, na arte e no mistério de tudo o que existe como ninguém! É única. Por isso, sou louca por Clarice”, declara.
Gra‡a Craidy e uma de suas Clarices Foto Kin Viana/ Divulgação
Catia Simon, doutora em Letras pela UFRGS e premiada pela tese “Nos labirintos da realidade, um diálogo de Clarice Lispector com Machado de Assis”, afirma que “a escrita distraída de Clarice afrouxa nossas resistências e nos aproxima da aventura de existir do outro”.
Já Cíntia Moscovich resume assim seu culto a Clarice: “Sou louca por Clarice porque ela me ensinou a mágica da literatura”.
Por sua vez, a artista visual que assina os retratos das diversas facetas de Clarice explica o que a moveu ao fazer a coleção e o evento com as três escritoras. “Como eu quis desvendar na pintura um pouco das muitas Clarices que vivem na Clarice Lispector, quero compartilhar com os visitantes da exposição, também, o olhar dessas três grandes escritoras e professoras que são apaixonadas por Clarice e têm suas próprias razões para essa paixão”, diz Graça Craidy.
Pintora Graça Craidy na sua exposição Clarices. Foto Kin Viana/ Divulgação
O Espaço Cultural Correios tem entrada pela Av. Sepúlveda e se situa no térreo do Memorial do Rio Grande do Sul (Rua 7 de Setembro, 1020, Centro Histórico). A mostra fica aberta à visitação até 17 de dezembro, de terça a domingo, das 9h às 18h.
Documentário apresenta obra musical de Raul Ellwanger dedicada à saga guarani e às missões jesuíticas no Rio Grande do Sul
A estreia do primeiro episódio da série documental “Cantata Sete Povos – Episódio 1” acontecerá em uma sessão especial da Cinemateca Paulo Amorim, na Casa de Cultura Mário Quintana, na quarta-feira (16/11), às 19h00, em Porto Alegre.
O filme aborda, de forma poética, a construção da utópica sociedade proposta por jesuítas europeus aos guaranis, que povoaram, originariamente, o território gaúcho por mais de um milênio.
Finda a experiência missioneira nos séculos 17 e 18, sobreveio a era do apagamento da memória missioneira, a ocultação dos fatos e o genocídio indígena.
O documentário em tela está alicerçado sobre a obra musical do consagrado compositor Raul Ellwanger, criador da “Cantata Sete Povos” – uma suíte popular de 12 canções em diferentes estilos – que narra, segundo o autor, a saga guarani em busca da Terra-Sem-Males” e sua relação com os religiosos europeus.
O episódio inicial da série, concluído no início de outubro, mostra o músico em diferentes situações em seu trabalho artístico e criativo.
Assim, Ellwanger interpreta “Invocação” diante do altar da Igreja Santa Cecília, padroeira dos músicos. Visita, ainda, uma aldeia guarani em Viamão, onde canta “Bate o Enxadão” na Opy (casa de reza).
O compositor conversa, em Porto Alegre, com pesquisadores da história e do legado guarani e jesuíta. E viaja ao sítio arqueológico da missão de S. Miguel, onde revela as razões que o levaram a compor a “Cantata Sete Povos”, gênero originado durante o período barroco na Europa, depois referenciado em ações emancipacionistas na América Hispânica.
Omar L. de Barros Filho, roteirista e diretor do documentário, explica que a proposta cinematográfica de “Cantata Sete Povos – Episódio 1” está apoiada “em uma narrativa ágil, que oferece ao espectador uma viagem musical ao passado, em busca de respostas a questões que ainda permanecem vivas e inquietantes. No filme, o personagem central e mediador do processo é o compositor e músico Raul Ellwanger”.
“Cantata Sete Povos – Episódio 1” é uma realização do Instituto Latinoamerica, com 21 anos de atuação cultural e educativa, com produção da Kino Kaos Filmes e Poética Produções.
Parceria firmada com a Secretaria Especial da Cultura/Ministério do Turismo através do termo de fomento 921134/2021
Roteiro e Direção: Omar L. de Barros Filho
Argumento: Paulo de Tarso Riccordi
Direção Musical e Composições: Raul Ellwanger
Realização: Instituto Latinoamerica
Produção: Kino Kaos Filmes; Poética Produções
Fomento: Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura
Coordenação de Projeto: Atanagildo Brandolt Controller: Paula Melo;
Produção Executiva: Márcia Schmidt; Direção de Produção: Rosane Furtado
Participações Especiais:
Raul Ellwanger; Famílias da comunidade Mbyá-Guarani da Tekoá Pindó Mirim; José Otávio Catafesto de Souza; Tau Golin; Fábio Silveira Lázzari; Agostinho Moreira e Fábio Junior Fernandes Acosta
Assistente de Direção: Saturnino Rocha; Direção de Fotografia: Vini Barcellos
Colorização e Finalização: Gustavo Schmitt e CenaUm Produções; Edição: Guga Freitas Drone: Eduardo Schmitt; Fotografia Auxiliar: Alexandro Auler
Captação de som: Juan Quintáns; Still: Luiz Ávila; Identidade Visual: Ananias Lemes e Guga Freitas
Mixagem, Masterização e Desenho de som: Bruno Klein e Artur Waismann; Pós-Produção e Acessibilidade: Rosane Furtado; Transcrições: Elisa Furtado; Locução de acessibilidade e LIBRAS: Flávia Frassa
Músicas
“Invocação”: Raul Ellwanger – voz; Leandro Har Cardoso – órgão de tubos
“Bate o Enxadão”: Raul Ellwanger – voz e violão
“Indiozinho Sepé”: Raul Ellwanger – voz e violão; Omar Aguirre (violino); Gabriela Vilanova (viola); Marcelo Piraíno (clarinete e clarone) – Trecho de fonograma do álbum “Cantata Sete Povos”
“Em Busca da Terra Sem Males” – Raul Ellwanger (voz e violão); Maira Machado (soprano); Zelito (violino); e Luiz Jakka (percussão)
Mais informações:
Omar L. de Barros Filho
51.99253.0887
Apresentação artística circense “A Bolha da Liberdade”, desenvolvida pelo grupo holandês Corpus Acrobatics
Virada Sustentável Poa 2022 / Divulgação
Um dos maiores festivais de sustentabilidade do Brasil, a Virada Sustentável, que foi criado em São Paulo, teve edições em Porto Alegre e foi interrompido pela pandemia da Covid, retorna à capital gaúcha, a partir desta sexta-feira. Ele traz programações culturais e socioambientais nos próximos finais de semana de novembro. A abertura ocorrerá às 9h30min de sexta, na Cinemateca Capitólio, no Centro Histórico da Capital, com o Fórum ESG. As inscrições são abertas e gratuitas.
Obra francesa mescla arte e tecnologia de realidade aumentada. Foto: Virada Sustentável Poa/Divulgação
Na abertura da Virada e no sábado (12), no Vila Flores, está programada a apresentação artística circense A Bolha da Liberdade, desenvolvida pelo grupo holandês Corpus Acrobatics. As atrações internacionais do festival incluem ainda a obra Livelyyy, do artista francês Guillaumit, mesclando arte e a tecnologia da realidade aumentada, num painel que estará exposto no Vila Flores, viabilizado pela Aliança Francesa.
Ao todo, serão mais de 50 atividades que incluem debates, shows, oficinas e instalações artísticas em diferentes pontos da cidade. O evento envolve a participação de organizações da sociedade civil, artistas, órgãos públicos, empresas, escolas e universidades, coletivos de cultura e movimentos sociais.
Debates com especialistas
No primeiro final de semana, entre 11 e 13 de novembro, as atividades incluem a abertura oficial e um fórum ESG, que trata de governança ambiental, social e corporativa, com palestras seguidas de debate com as especialistas Carmynie Xavier, Lisiane Lemos, Glaucia Terreo.
Também haverá uma oficina de teatro como arte terapia para pessoas autodeclaradas negras, pretas ou pardas, além de uma leitura de história que culmina com a exploração de materiais que transformam elementos da natureza em cores que eram utilizados por povos indígenas e povos africanos.
Banda de Câmara Tum Toin Foin é uma toca no evento Virada Sustentável Poa 2022 / Divulgação
Confira os destaques da programação
Sexta-feira (11) – Cinemateca Capitólio
9h30min – A Bolha da Liberdade + Abertura da VSPOA
10h – Fórum ESG: E, Carmynie Xavier
10h30min – Fórum ESG: S, Lisiane Lemos
11h – Fórum ESG: G, Glaucia Terreo
11h30min – Fórum ESG: debate
Sábado (12) – Vila Flores
Obra Livelyyy, do artista francês Guillaumit
Das 10h às 20h – Feira Vilarejo
11h – Oficina de teatro Maa, Lugar de encontro – Rituais cotidianos
14h – Oficina de criação de uma Atinukè
15h – Oficina “Ancestralidade, memória e cores”
16h – Verdade em 10 – Climate Reality Project Brasil
17h – Apresentação “A Bolha da Liberdade”
A partir das 17h30min, apresentações musicais de Júlia Pezzi & Rafa Lopes, Guitarras da Cidade (18h30min) e KIAI grupo (19h30min)
Domingo (13) – Vila Flores
Obra Livelyyy, do artista francês Guillaumit
Das 10h às 20h – Feira Vilarejo
11h – Oficina de Zines Transforma POA
15h – Oficina Audiovisual como instrumento de conscientização das mudanças climáticas
16h – Chique e sustentável: oficina de moda sustentável
Apresentações musicais a partir das 17h, com o violão percussivo de Amanda Carpenedo, Cleômenes Junior (18h) e Tum Toin Foin banda de câmara (19h)
Quinta-feira (17) – Prédio do IPE Prev e IPE Saúde
10h – Mural Lutz – Encontro com artista e passeio à obra
Sábado (19) – Largo dos Açorianos
Obra Guri do Arroio
17h – Choros de Balcão – Uma Linha Histórica Musical
18h – Elias Barboza Quinteto
19h30min – Caindo no choro
19h30min -Projeção Lutz na ponte de pedra
Domingo (20) – Orla Trecho 3
9h – Taça Integração
Domingo (20) – Parcão
Das 15h às 17h – Mostra 360º Artistas do Futuro Quebrada Conserta
18h – Orquestra Villa-Lobos apresenta Bituca
Sábado (26) – Parque da Redenção
Obra Áspero Árido, de Fernando Limberger
9h – Aula de ioga com coleta de resíduos orgânicos domiciliares
9h – Grafitti ao vivo – Arte e Mudanças Climáticas – 4 artistas
10h30min – Oficina de pigmentos naturais: cores de Porto Alegre
14h – Cuidando dos nossos resíduos: como a compostagem ajuda o planeta
15h – Criação de bordados em folhas secas
16h – Circo Galátick
18h – Passeio do Biquíni e da Sunga
Domingo (27) – Redenção
Obra Áspero Árido, de Fernando Limberger
9h – Grafitti ao vivo – Arte e Mudanças Climáticas – 5 artistas
9h – Meditação – A experiência da Presença
10h30min – Feira Open Design Independente
11h – Contação de Histórias Africanas e Afro brasileiras
14h – Oficina de Percussão e Ritmo
15h30min – Pedalada da Virada
17h – Império da Lã convida: Andréia Cavalheiro e Adriana Deffenti
Numa data também emblemática, o Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, a premiada encenação marca sua volta em nova montagem, às 17h, próximo ao chafariz central do parque.
A Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz estreia a sua nova versão de O Amargo Santo da Purificação – uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella, dia 20 de novembro, no Parque da Redenção, às 17h.
A encenação de teatro de rua foi premiada como o melhor espetáculo do teatro gaúcho em 2009, além dos prêmios Açorianos de melhor produção, figurino, trilha sonora (Johann Alex de Souza) e melhor atriz (Tânia Farias). Agora, em nova e necessária montagem, abre uma janela poética e sensorial para contar a história de Marighella, saudando os dias melhores que virão com a eleição de um governo democrático.
O Amargo Santo da Purificação (2008) – Foto: Cláudio Etges/ Divulgação
Com esta peça, o Ói Nóis Aqui Traveiz, atualmente com o projeto Arte Pública em andamento, percorreu a maior parte dos estados brasileiros e apresentou-se também em Portugal. A encenação coletiva conta a história de um herói popular, Carlos Marighela, que a classe dominante tentou banir da cena nacional durante décadas. Na sequência de cenas o público assiste a momentos importantes desta trajetória, desde as origens na Bahia, sua juventude e poesia, as passagens no Estado Novo e suas consequências com o endurecimento do regime, a resistência e a prisão. A vida de Marighela reservaria ainda muito mais luta pela democracia, sofrendo o baque e todas as consequências de uma ditadura militar, onde viveu na clandestinidade, se fez presente como um líder da luta armada, e, ao final, sua trágica morte em emboscada da polícia. O Amargo Santo da Purificação resgata essa história buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX.
A dramaturgia elaborada pelo grupo parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que, transformados em canções, são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Por meio de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nois Aqui Traveiz traz novamente para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.
No elenco estão os atuadores Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Marta Haas, Roberto Corbo, Eugênio Barboza, Alex Pantera, Keter Velho, Márcio Leandro, Lucas Gheller, Aline Ferraz, Thali Bartikoski, Helen Sierra, Rafael Torres, Jules Bemfica, Thais Souza, Gengiscan, Ellen Hiromi, Kayzee Fashola, Millena Moreira, Fabrício Miranda, Daniel Steil, Marcio Menezes e Luana Rocha.
Na 68ª Feira do Livro de Porto Alegre, nos 250 anos de Porto Alegre, o escritor e jornalista Rafael Guimaraens lança dois livros: O Incendiário (Libretos Editora, 292 páginas, R$46, ISBN: 78-65-86264-52-4) a 2ª edição de Tragédia da Rua da Praia em quadrinhos (Libretos Editora, 60 páginas, R$45, na feira R$36, ISBN: 78-65-86264-43-2, formato 20 x 27 cm). Ambos com ilustrações de Edgar Vasques.
Em O Incendiário, Rafael Guimaraens recupera a história dos incêndios que destruíram o Tribunal de Justiça, prédio gêmeo do Theatro São Pedro, em novembro de 1949, e a Repartição Central de Polícia, em janeiro de 1950. Entre os milhares de processos e inquéritos incinerados encontravam-se escândalos financeiros e um rumoroso caso no qual 53 policiais eram acusados de promover uma rapinagem nas residências de súditos alemães durante a 2ª Guerra. Acossada pelas desconfianças da sociedade, a Polícia apresentou o suposto incendiário, um falsário espanhol chamado Manoel Gonzales Aragón – vulgo Major Aragón, pois se vestia de oficial do Exército para aplicar alguns golpes. No entanto, quando ocorreram os incêndios o rocambolesco personagem encontrava-se preso em São Leopoldo.
Resultado de uma ampla pesquisa, o livro conta a inusitada trajetória de Aragón, sua carreira criminosa em várias cidades do país, e se detém nas escandalosas investigações sobre escândalos financeiros e corrupção policial que ocupavam as manchetes dos jornais à época dos incêndios. Policiais, ladrões, jornalistas e autoridades giram em um redemoinho, no qual o pitoresco e o trágico convivem em uma narrativa repleta de surpresas até o desfecho imprevisível.
O livro é ilustrado com fotos dos locais e personagens retratados e tem um de seus trechos principais narrado em forma de HQ, com o traço de Edgar Vasques.
Rua da Praia em HQ
Já Tragédia da Rua da Praia em quadrinhos relata uma história real ocorrida em setembro de 1911. Quatro misteriosos estrangeiros assaltam uma casa de câmbio na Rua da Praia e se envolvem em uma fuga enlouquecida pelo Centro de Porto Alegre, a pé, de carruagem, de bonde e até a bordo de uma carrocinha de leiteiro.
O episódio abala profundamente o cotidiano da cidade, suscitando pânico na população, disputas políticas e guerra de versões entre os jornais. Enquanto os ladrões são perseguidos, dois empresários produzem um filme que irá estrear dez dias após o assalto em quatro sessões diárias no Cine-Theatro Coliseu.
Edgar Vasques é autor dos quadrinhos publicados nos dois livros.. Foto: Marco Nedeff/ Divulgação
Lançado em 2005, o livro Tragédia da Rua da Praia venceu o prêmio “O Sul, Nacional e os livros”, escolhido pela Câmara Rio-grandense do Livro como melhor narrativa longa. Em 2011, cem anos depois, a história recebeu uma versão em quadrinhos, com desenhos do premiado ilustrador Edgar Vasques, que imprimem o ritmo frenético dos acontecimentos eretratam a belle époque porto-alegrense do início do século 20. E ganha, agora, uma segunda edição com nova capa.
Dia 09 de novembro no Auditório Barbosa Lessa – Espaço Força e Luz
Tragédia da Rua da Praia e O Incendiário – Rafael Guimaraens e Edgar Vasques conversam sobre
a longa parceria para contar histórias dramáticas e esquecidas que abalaram a cidade.
Com Rafael Guimaraens e Edgar Vasques
Evento às 17h30 e autógrafos às 19h na Praça da Alfândega
Rafael Guimaraens
Nascido em Porto Alegre (25/05/1956), Carlos Rafael Guimaraens Filho é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul.
É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.
Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.
Edgar Vasques
Edgar Luiz Simch Vasques da Silva (Porto Alegre, 5 de outubro de 1949) é um ilustrador, artista gráfico, cartunista e exímio aquarelista.
Formado em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS em 1979, não exerceu a profissão, mas teve a oportunidade de expressar sua habilidade para o desenho. Publicou pela primeira vez na revista Grillus, editada pelo Diretório Acadêmico da universidade, para a qual criou o personagem Rango, um dos mais célebres anti-heróis das tiras brasileiras, que se tornou um símbolo de resistência à ditadura militar.
Participou do boom do humor dos anos 70 e trabalhou nos jornais Folha da Manhã (RS), Diário do Sul (RS), Pasquim (RJ), revista Versus, Playboy (onde desenhava as aventuras da “Analista de Bagé”, personagem de Luis Fernando Veríssimo) e Coojornal. Publicou no exterior pela revista Charlie (França). É autor de vários livros de caricatura, humor e histórias em quadrinhos, tendo publicado em 1999 a elogiadíssima HQ “Sottovoce”. Pela editora Libretos, também participou das publicações “Rua da Praia – um passeio no Tempo” (2010), “Mercado Público – Palácio do povo” (2012), “Águas do Guaíba” (2015), “O país da suruba” (2017).
Neste sábado, 12 de novembro, será feita a entrega da revitalização do Memorial Theodor Wiederspahn, sediado na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac).
A data marca os 70 anos de falecimento do arquiteto responsável pelo planejamento da ousada edificação onde funcionou o Majestic Hotel e que, desde 1990, sedia a Casa de Cultura. A revitalização foi viabilizada com recursos do Banrisul, patrocinador máster da instituição, captados pela Associação dos Amigos da Casa de Cultura Mario Quintana (AACCMQ).
Equipe curatorial da CCMQ organizou o acervo doado pela família do arquiteto . Foto: Rafael Muniz/ Divulgação
Localizado no segundo andar da CCMQ, no átrio que dá acesso ao Quarto do Poeta e ao Acervo Elis Regina, o Memorial Theodor Wiederspahn ganha novo acervo e nova identidade visual. Uma linha do tempo ilustrada, com pesquisa bibliográfica e de imagens desenvolvida pelo jornalista e graduando em História da Arte Diego Vacchi, situa o legado de Theo Wiederspahn na arquitetura de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. O Memorial também passa a expor objetos pessoais e instrumentos de trabalho de Theodor, doados pela família Wiederspahn, além de fotografias e outros documentos.
Retrato de Theo Wiederspahn. Autor desconhecido 1911 Desenho e Aquarela/ Divulgação
Theodor Alexander Josef Wiederspahn (Wiesbaden, Alemanha, 19 de fevereiro de 1878 – Porto Alegre, Brasil, 12 de novembro de 1952) foi responsável pela construção de mais de 500 edificações na capital gaúcha, o que lhe rendeu a alcunha de “o arquiteto de Porto Alegre”. “Não por acaso, o presente memorial, proposto em sua homenagem, está situado em um dos seus mais inovadores projetos, o ousado prédio do Majestic Hotel. A construção, hoje sede da Casa de Cultura Mario Quintana, representa um marco na arquitetura de Porto Alegre e atesta a notoriedade alcançada pelo construtor entre os investidores locais”, detalha Diego Vacchi.
Festa Familiar no sítio da Ponta Grossa Acervo Família Wiederspahn/ Divulgação
O texto de apresentação destaca ainda a dimensão da obra do arquiteto em outras regiões do Rio Grande do Sul. “A linha temporal da vida e da obra do arquiteto convida os visitantes a identificarem, em seus trânsitos cotidianos pela capital e por cidades do interior, a participação de Theo Wiederspahn em outros tantos projetos, por ele assinados, ou planejados com a sua colaboração, incluindo instituições públicas, privadas, templos religiosos e espaços de ensino. Neste caminho biográfico, se sobressaem as relações entre o indivíduo e os fenômenos históricos da primeira metade do século XX, período marcado especialmente por duas grandes guerras, a grande crise de 1929 e o fluxo imigratório europeu que fortaleceu a presença da comunidade alemã no sul do Brasil. Fato este que resultou em uma parceria constante na vida do arquiteto com a igreja evangélica na encomenda de projetos para regiões de colonização germânica”.
Acervo reúne equipamentos de trabalho de Theo Foto: Rafael Muniz/ Divulgação
SERVIÇO
Entrega da Revitalização do Memorial Theodor Wiederspahn
Quando: 12 de novembro | sábado
Horário: 11h
Onde: 2º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico)
Forrmado por instrumentistas conhecidos da cena musical jazzística de Porto Alegre, o Jazz Trio Afinidade se apresenta na próxima terça (08), às 19h,
no palco do Salão Mourisco da Biblioteca Pública do Estado (BPE). O grupo é formado por Luiz Mauro Filho (piano), Bernardo Zubaran ( harmônica) e Dinho Oliveira (guitarra). Eles costumam tocar no bar Odeon, no Centro Histórico, lugar emblemático entre os músicos e o público da capital gaúcha.
O espetáculo é um tributo ao álbum Affinity, lançado em 1979, por dois ícones do jazz: o pianista americano Bill Evans (1929-1980) e o gaitista belga Toots Thielemans (1922-2016).
O álbum de Bill Evans Toots “Affinity”, lançado em 1979, é considerado umas das grandes pérolas do gênero e marca o encontro histórico entre os dois músicos. Um disco que se tornou um ícone do jazz moderno recheado com standards do jazz.
Passados 43 anos da gravação do álbum original, o trabalho recebe agora a homenagem do
trio formado por músicos gaúchos.
O Chapéu Acústico sempre acontece na Biblioteca Pública do Estado (BPE).
A entrada é gratuita, com contribuição espontânea aos artistas.
Chapéu Acústico
Com produção de Marcos Monteiro, o projeto acontece desde 29 de setembro de 2016, na
BPE, e já contou com mais de 150 apresentações, de artistas locais e estrangeiros, nos gêneros
jazz, música popular, bossa nova e choro, trazendo novidades e músicos consagrados. A
curadoria de artistas mulheres é de Rosane Lopes.
O evento tem entrada livre, mediante contribuição espontânea. Informações podem ser
obtidas pelo telefone (51) 3224-5045 ou pelo e-mail bibliotecapublicadors@gmail.com.
Sobre os músicos
Luiz Mauro Filho. Foto: Divulgação
Luiz Mauro Filho estudou com o pianista, arranjador e maestro Paulo Dorfman, cursou
bacharelado em piano na UFRGS. Recebeu duas vezes o prêmio de melhor instrumentista, no
III Festival do Choro de Porto Alegre (1993) e no primeiro festival de música instrumental da
Moenda da Canção (2011). Participa dos trabalhos de Nei Lisboa desde 1999 (discos e shows) e
desenvolve trabalhos com vários artistas da cena atual e compõe temas instrumentais e
arranjos para outros compositores. É músico convidado da Orquestra do Theatro São Pedro,
onde participou de shows com Zé Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, Arthur Nestrowski, Guinga entre
muitos outros. Foi duas vezes indicado como instrumentista no Prêmio Açorianos de Música.
Em 2021 foi contemplado com o Prêmio Açorianos de melhor instrumentista. Como
compositor, teve a canção “Piu-piu” (Luiz Mauro Filho e Marius Rodrigues) ganhadora em 3º
lugar, do I Festival de Música Instrumental do RS/1996. Participou também do álbum Brasil 500
Anos que viajou para Argentina e Buenos Aires. Atualmente atua como diretor musical,
arranjador, compositor, acompanhador entre outros.
Bernardo Zubaran Filho. Foto: Divulgação
Bernardo Zubaran é autodidata em vários instrumentos, dedicando-se mais à harmônica
cromática, que será o seu instrumento no show. Filho e neto de músicos, Bernardo Schneider
Zubaran interessou-se primeiramente por música brasileira, depois por trilhas de filmes,
ritmos latino-americanos, rock, jazz e música erudita. Cursa Bacharelado em Música no
Instituto de Artes da UFRGS. Desde os quatro anos já participava de ensaios, encontros
musicais e shows. Nos últimos anos apresentou-se no Odeon, Espaço Cultural 512, Meme
Santo de Casa, Amadeus, Bar do Marinho, Café Fon Fon, London Pub, Foyer Nobre do Theatro São Pedro e teatros Renascença, Bruno Kiefer. Já se apresentou com artistas como Antonio Villeroy, Plauto Cruz, Tenison Ramos e outros.
Dinho Oliveira. Foto: Divulgação
Dinho Oliveira é natural de Bagé, o guitarrista e compositor é respeitado no meio musical,
apresentando-se em várias casas de espetáculo. Morou no Rio de Janeiro, onde acompanhou
grandes feras da música instrumental brasileira. Desenvolveu o aplicativo para iPhone, O Mobi
dic, que consiste em um dicionário de acordes. Dono de uma técnica apurada, consegue através de sua guitarra fazer sons totalmente singulares e com precisão inconfundível.
SERVIÇO
O quê: Chapéu Acústico com Jazz Trio Afinidade
Participantes: Luiz Mauro Filho (piano), Bernardo Zubaran ( harmônica) e Dinho Oliveira
(guitarra).
Quando: Dia 8 de novembro (terça), às 19h
Onde: Biblioteca Pública do Estado (Rua Riachuelo, 1190, Porto Alegre)
*Entrada livre, mediante contribuição espontânea.
O número de vagas é limitado.
Informações: (51) 3224-5045 / e-mail bibliotecapublicadors@gmail.com.
A Cia. Teatrofídico investe em um novo trabalho: “A Peça Escocesa”, baseada em Macbeth, uma das tragédias mais conhecidas do dramaturgo inglês William Shakespeare. Envolta em mistérios e superstições, essa é considerada uma obra amaldiçoada, e há quem diga que usar seu nome traria mau agouro. Daí o eufemismo “peça escocesa”, já que a trama se passa no país britânico.
Sob a direção de Eduardo Kraemer, os atores João Petrillo e Thuanie Cigaran ocupam o palco do Teatro de Arena (avenida Borges de Medeiros, 835 – Centro Histórico) no próximo dia 4 de novembro, às 20h, para realizarem uma releitura dramática do texto. A entrada é franca e, ao final da apresentação, haverá debate com o público.
Thuanie Cigaram e João Petrillo. Foto de Eduardo Kraemer/ Divulgação
O projeto da Cia. Teatrofídico contará ainda com outras duas apresentações, que ocorrem nos dias 09 e 16 de novembro, no Ocidente Bar, desta vez com venda de ingressos (que serão disponibilizados no site Entreatos duas semanas antes da primeira data).
Escrita entre 1603 e 1607, A Peça Escocesa se mantém atual nos dias de hoje, diante do cenário político e social em que estamos vivendo. Sua história se desenrola na Escócia, no século XI, quando os generais Macbeth e Banquo retornam vitoriosos de uma batalha. No caminho para casa, eles se deparam com três bruxas que fazem uma profecia: Macbeth se tornará barão e depois, rei.
Propondo uma outra forma de leitura dramática (a releitura dramática, prática que atualmente está em desuso), os artistas fazem uma adaptação da obra de Shakespeare através de uma visão estética contemporânea, onde privilegiam somente os dois personagens principais (Macbeth e Lady Macbeth). Nesta releitura, eles fazem uma alusão, com os diálogos do texto, ao cenário mundial, cujo cotidiano é recheado de guerras, ambição, traição, e fake news.
No dia 4 de novembro, sexta-feira, às 17h, a PUCRS Cultura promove a abertura da exposição Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados, composta por retratos publicados no livro de mesmo nome, de Eurico Salis. A atividade, que conta com a presença do fotógrafo, ocorre no Saguão da Biblioteca Central da PUCRS (Prédio 16), onde a exposição fica disponível até o dia 29 de novembro. Além disso, o artista fará a Oficina de retrato como identidade cultural, com turmas nos dias 7 e 8. Ambas acontecem das 14h30 às 15h30 no espaço físico do Ateliê PUCRS Cultura, localizado no térreo do prédio 30, na Escola Politécnica do Campus da PUCRS. A atividade gira em torno da produção fotográfica do livro Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados, que deu origem àexposição. Falando sobre a concepção da obra, o autor compartilha com os participantes da oficina as diferentes etapas do seu processo de criação: desde a abordagem das pessoas retratadas até as técnicas de fotografia e tratamento de imagem. As inscrições para participar estão abertas e são gratuitas, com vagas limitadas. A presença na oficina confere um certificado de horas complementares de acordo com a carga horária da atividade.
O novo projeto do fotógrafo Eurico Salis, que abrange o lançamento de um livro, a exposição de fotos e as oficinas e palestras, mergulha na alma humana e emerge criativo, potente, forte e impactante. O trabalho de campo para captação das imagens percorreu nove regiões do RS e mais de quarenta cidades, em 20 mil quilômetros trilhados pelas estradas rurais e urbanas do Rio Grande. “Foi uma experiência forte, onde a vida foi acontecendo ao vivo, cheia de surpresa e retornos de pessoas reais. Um processo muito rico e humano”, afirma Salis. O livro, com 150 retratos feitos ao longo do ano de 2022, tem texto de apresentação de Sergius Gonzaga e textos de Anilson Costa, nas versões português e inglês, tem o apoio da Lei Rouanet e patrocínio de diversas empresas gaúchas.
Retratos Gaúchos. Foto: Eurico_Salis/ Divulgação
A exposição fotográfica é composta por 24 painéis de 1,20 x 90cm, todos retratos publicados no livro. Já a mostra digital, que contém fotos do livro, os autorretratos feitos durante o processo, vídeos de bastidores, curiosidades, tem outro tipo de amostragem e, além de ser apresentada no período das exposições presenciais, também estará disponível nas redes do projeto.
Eurico Salis é autor de diversos livros de fotografia, como Caminhos Gaúchos – Olhar dos Viajantes (2005), Porto Alegre – Cenas Urbanas, Paisagens Rurais (2008), Cidades Gaúchas – Paisagens Urbanas (2010), Rio Grande do Sul – O Solo e o Homem (2013), A Força da Terra, (2015) e Rio Grande do Sul – Homens e Máquinas (2017). Entre suas premiações estão o Prêmio Joaquim Felizardo de Fotografia e o prêmio de melhor livro concedido pela Abigraf-RS (Associação Brasileira de Indústria Gráfica) em 2012. Realizou a exposição fotográfica The Power of the Land, com fotografias de pequenos agricultores brasileiros, na ExpoMilão 2015, Itália. No ano seguinte levou esta mesma exposição para uma mostra individual em Paris e Bruxelas. “No Rio Grande do Sul, entre os virtuosos mestres desta arte, sobressai-se, o nome de Eurico Salis. Acompanho sua carreira há muitos anos com indisfarçável admiração. Recordo duas de suas obras que me parecem esplêndidas: Piás, Prendas e Peões e RS: Cultura e identidade. Em ambas, o retrato das pessoas configura-se em sintonia com a moldura da paisagem sociocultural. O humano e seu contexto harmonizam-se de modo dialético, compondo uma suma na qual a expressão vigorosa dos indivíduos traduz concomitantemente a energia do cenário”, afirma Sergius Gonzaga, amigo e admirador de sua obra, no texto de apresentação de Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados.
SERVIÇO:
Retratos Gaúchos – Olhares Inesperados – Exposição de fotografias
4 de novembro (sexta-feira)até 29 de novembro (terça-feira)
Saguão da Biblioteca Central – Térreo do Prédio 16
Este projeto está sendo viabilizado com a Lei Rouanet e Pro-Cultura RS .Tem patrocínio das seguintes empresas: Stihl, BanriCard, Buffon, Corsan, Rio Grande Seguros e Previdência, Ventos do Sul Energia