Categoria: Cultura-MATÉRIA

  • Christa Berger em publicação não acadêmica com “Jurema Finamour: a jornalista silenciada”

    Christa Berger em publicação não acadêmica com “Jurema Finamour: a jornalista silenciada”

    O que apaga a história de uma escritora, repórter, engajada, inteligente, corajosa, próxima à elite intelectual brasileira nas décadas de 1950 e 1960? Por que teria sido esquecida? Por quem teria sido silenciada?

    Instigada por essas questões, a professora acadêmica Christa Berger dedicou-se, ao longo de quatro anos, na pesquisa e na escrita de  Jurema Finamour, a jornalista silenciada (Libretos Editora, 300 páginas, ISBN 978-65-86264-48-7, R$55. Na Feira: R$44). No livro, ela nos apresenta Jurema, a jornalista, romancista, escritora, viajante, feminista, cozinheira de mão cheia. Uma figura interessantíssima: foi retratada por Di Cavalcanti e por Dimitri Ismailovitch, viajou pelo mundo, tendo realizado os primeiros livro-reportagem no Brasil sobre a União Soviética, a China, a Coreia e Cuba. Entrevistou o filósofo francês Jean-Paul Sartre, a escritora alemã Anna Seghers, o cineasta italiano Roberto Rossellini e foi secretária de Pablo Neruda por três ocasiões.  “Mas para a memorialística brasileira, ela não existe: seus livros não foram reeditados e não é mencionada nas biografias dos que conviveram intensamente, como Jorge Amado, Graciliano Ramos, Candido Portinari, Carolina Maria de Jesus, Carlos Drummond de Andrade, entre outros”, coloca Christa.

    A professora aposentada da UFRGS Christa Berger. Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

    Christa revela as possíveis causas do apagamento histórico de uma mulher presente e atuante na vanguarda do mercado editorial. Uma vida que “compõe o arquivo das histórias de mulheres cujas proezas, infortúnios e escritos não encontraram guarida no seu tempo”, observa a autora.

    A escritora Lélia Almeida exalta a iniciativa de resgate, escuta e testemunho da autora: “Christa Berger, jornalista, pesquisadora e biógrafa, com as mãos ungidas no buquê com os óleos do alecrim, do manjericão, da espada-de-são-jorge, da arruda, da guiné, da pimenta e da comigo-ninguém-pode, traz a público uma história emudecida e silente, como são as histórias das grandes mulheres que constroem os momentos mais desafiadores das histórias de seus países e que sempre são ignoradas pelo cânone intelectual e literário masculino, que lhes destina o lugar de uma ausência contundente ou de mera coadjuvante”.

    Óleo sobre tela. Retrato de Jurema Finamore por Di Cavalcanti (1945)/ Reprodução

    E conclui: “(…) convocada pela interlocução teimosa de Christa Berger, que se dedicou exaustivamente à construção deste diálogo além do tempo, podemos conhecer com mais justeza esta (Jurema) – que foi, como outras contemporâneas suas e também deslembradas – Carmen da Silva, Dinah Silveira de Queiroz, entre outras –, uma mulher que anunciava e participava da construção de um novo tempo, em que as mulheres não seriam mais cidadãs de segunda categoria.”

    Jurema com Pablo Neruda./Reprodução

    O livro tem lançamento na 68ª Feira do Livro de Porto Alegre no dia 04 de novembro (sexta-feira). Às 16h30, acontece o Painel Jurema Finamour, a jornalista silenciada, com Christa Berger, Beatriz Marocco e Lélia Almeida, na Sala Noé – Espaço Força e Luz (Rua dos Andradas, 1223). Em seguida, às 18h ocorre a sessão de autógrafos na Praça Central. O livro já está disponível no site da www.libretos.com.br

    Christa Berger. Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

    Christa Berger

    Nasceu em Ijuí, no Rio Grande do Sul, em 1950, e vive em Porto Alegre desde 1968, com intervalos em outros lugares. Nos anos 1970, morou na Cidade do México, onde participou do movimento feminista latino-americano. Jornalista, trabalhou no Diário de Notícias e na Folha da Manhã. Mestre em Ciências Políticas (Unam/México), doutora em Ciências da Comunicação (USP/São Paulo), foi professora-pesquisadora nas faculdades de Comunicação da PUCRS, UFRGS e Unisinos. Autora do livro A terra e o texto: campos em confronto; organizadora de O jornalismo no cinema, tem artigos em coletâneas e revistas. Jurema Finamour – a jornalista silenciada é sua primeira publicação não acadêmica.

    Jurema Finamour por Dimitri Ismailovitch (1961)/ reprodução

     

     

  • A última entrevista de Sérgio da Costa Franco: uma crítica ao descaso com a memória

    A última entrevista de Sérgio da Costa Franco: uma crítica ao descaso com a memória

    Sérgio da Costa Franco, que morreu nesta quinta-feira (13), aos 94 anos, deixou uma obra única sobre a história de Porto Alegre, cidade que conheceu em 1935, quando sua família se mudou de Jaguarão para a capital.

    Ele tinha sete anos.

    O viaduto Otávio Rocha recém-inaugurado (dois ou três anos antes) lhe pareceu monumental. “Tudo era grandioso”, diria ele sobre a cidade que conheceu e adotou e à qual dedicou décadas de laboriosas  pesquisas que resultaram em textos fundamentais para o entendimento da evolução de Porto Alegre.

    Com mais de 30 obras publicadas, ele produziu também textos fundamentais da historiografia regional, como a já clássica biografia política de  Júlio de Castilhos. Autor de uma obra extensa, foi também jornalista e cronista por muitos anos.

    Em dezembro de 2021, Sérgio da Costa Franco aceitou dar um depoimento aos editores Elmar Bones e Caco Schmitt para  a edição especial da História Ilustrada de Porto Alegre, da qual foi consultor quando lançada, em 1997.

    Foi a última entrevista, segundo ele mesmo decretou. Chama atenção sua crítica ao descaso com a memória da cidade.

    Para ver a entrevista, clique aqui.

     

     

  • “Descolorindo”, com 34 obras de Marcelo Hubner, na Galeria Bublitz

    “Descolorindo”, com 34 obras de Marcelo Hubner, na Galeria Bublitz

    É a primeira vez que o artista expõe as séries “Geometria Impressionista” e “Paisagens Gaúchas” em Porto Alegre. Mostra também destaca obra-homenagem “Flores aos Médicos”. Vernissage será no dia 15 de outubro.

     

    Marcelo Hübner e obras da série rural. Foto: Daniel Martins/ Divulgação

    A reconhecida arte de Marcelo Hübner vai ganhar novas formas e cores na Bublitz Galeria de Arte. A exposição “Descolorindo” inaugura no sábado, 15 de outubro, das 11h às 13h, no espaço localizado na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, em Porto Alegre. A mostra, com 34 obras, fica na galeria até o dia 14 de novembro e poderá ser conferida ainda no link: https://virtual.galeriabublitz.com.br/.

    As tradicionais “Floristas” de Hübner também integram a exposição. Foto: Divulgação

    Conhecido pelas séries “Floristas”, “Banhistas” e “Urbanos”, também presentes na exposição, Hübner apresenta, pela primeira vez, seus “Geometria Impressionista”, uma série em que as formas abstratas tomam conta das telas. Elas expressam uma composição mais minimalista e menos colorida na trajetória do artista.

    Abstrato 2. Foto: Divulgação

    “Primeiro, eu era conhecido por ser um colorista bem vibrante. Com o tempo, eu vim suavizando os tons. Inclusive, as floristas e os urbanos têm algumas peças bem coloridas para mostrar esse processo todo, mas têm outras que são praticamente em preto e branco. Também estou diminuindo o tamanho das figuras e deixando até o vazio, o branco aparecer”, revela Hübner.

    A obra “Flores aos Médicos” é um dos destaques da exposição em uma homenagem à classe que tanto salvou vidas durante a pandemia.. Foto; Divulgação

    Um dos destaques da exposição é a obra “Flores aos Médicos”. “É uma merecida homenagem à classe médica, produzida durante a pandemia. Foi feita para o projeto social Arquitetos Voluntária e rendeu doações a mais de 10 hospitais da região da capital gaúcha”, conta o artista.

    A colheita é uma das cenas das paisagens gaúchas que inspirou o artista; Foto: Divulgação

    Nas “Paisagens Gaúchas”, Hübner retoma as origens com os cenários do Rio Grande do Sul ao retratar a grandiosidade dos campos e dos pampas. Nas obras, estão presentes as colheitas, os animais e as paisagem rurais que compõem a beleza do Estado.

    SERVIÇO

    “Descolorindo” por Marcelo Hübner
    Local: Bublitz Galeria de Arte
    Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143
    Período: 15 de outubro a 14 de novembro
    Vernissage: 15 de outubro, das 11h às 13h
    Visitação:segundas às sextas, das 10h às 18h, e sábados, das 10h às 16h

     

     

  • Oficina de desenhos e piquenique, no Dia da Criança, do Meme Estação Cultural

    Oficina de desenhos e piquenique, no Dia da Criança, do Meme Estação Cultural

    Nesta quarta-feira (12), o MEME Estação Cultural celebra o Dia das Crianças com mais uma edição do projeto Rua da Criança organizado pelo espaço desde 2010. As atividades iniciam às 10h, com um piquenique no Parque da Redenção. O encontro ocorre em um trecho localizado próximo ao Chafariz Central, próximo ao monumento Gaúcho Oriental e o Recanto Europeu, o grupo de artistas da casa irá confraternizar com amigos e o público infantil que frequenta as oficinas de teatro e dança que acontecem dentro do espaço cultural, em companhia dos pais dos pequenos.

    Para participar, basta levar a cesta de guloseimas e a toalhinha. Vai ter brincadeira de tecido acrobático, bate-papo com a idealizadora do projeto Gioco Estúdio de Brinquedos e, obviamente, brincadeiras e risadas. Também será oferecido água e saladinhas de frutas.

    Após a atividade de lazer, que se encerra às 12h, o Rua da Criança se desloca para a sede do MEME, localizada na rua Lopo Gonçalves, 176, no bairro Cidade Baixa, onde, das 14h às 17h, acontece a Oficina Infantil – Desenho e Criação de Bonecos, ministrada por Lu Mello (Gioco Estúdio de Brinquedos). O público-alvo são crianças a partir de sete anos.  No caso da oficina, onde os pequenos vão experimentar criar seus próprios brinquedos, através do desenho, da pintura em papel e tecido, e de jogos narrativos com livros infantis, as reservas podem ser feitas pelos telefones 51-98257.0024 e  51-99649.8994.

    Este será o primeiro encontro da atividade, que segue nos dias 15 e 22 de outubro, sempre das 14h às 17h.  O investimento é de R$ 240,00 e inclui ainda o compartilhamento de livros, a construção de um boneco – a partir dos desenhos feitos na oficina – e todos os materiais e ferramentas que serão utilizados no espaço de arte durante a atividade. Não é necessário ter experiência de qualquer tipo.

    Sobre o MEME:

    O espaço se identifica como um território cultural que visa o fortalecimento, o intercâmbio e o diálogo através de ações e projetos desenvolvidos coletivamente. Desta maneira, vem contribuindo efetivamente no desenvolvimento das cadeias produtivas do segmento da economia criativa.

    Projeto Rua da Criança:

    O dia da criança no MEME Estação Cultural sempre foi mais do que uma comemoração, mais do que simples brincadeira, mais do que arte. O MEME levou durante mais de dez anos para o meio da Rua Lopo Gonçalves sua proposta de vida, que é educação e arte juntas. Os gestores do espaço acreditam que a arte é potencialmente transformadora e que adultos e crianças de todas as idades, classes sociais, gêneros, sempre têm o que aprender e trocar. Para isso, propõe, desde 2010, uma festa lúdica, com muitas brincadeiras e apresentações artísticas.

  • Livro com oito quilos de bronze volta às mãos do poeta na Praça da Alfândega

    Livro com oito quilos de bronze volta às mãos do poeta na Praça da Alfândega

    Há mais dois anos mutilado, o Monumento à Literatura na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre, foi restaurado nesta sex-a-feira,7.

    O livro de bronze, que fora roubado há mais de ano, foi recolocado, nas mãos do poeta mineiro Carlos Drumond de Andrade, que o lado da figura do gaúcho Mario Quintana, compõem a obra.

    Uma parceria da Secretaria Municipal de Cultura com o Sinduscon-RS para revitalizar monumentos históricos de Porto Alegre, garantiu a restauração, como já ocorreu com o Monumento do Laçador, na Zona Norte.

    A nova peça é de autoria do escultor uruguaio Mario Cladera, radicado em Porto Alegre, e pesa oito quilos.

    O material foi soldado e recebeu reforço com dois pinos de aço. “Estamos felizes com esta parceria que restaurou um dos nossos mais queridos monumentos”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Gunter Axt.

    A reposição do livro ocorreu a tempo da 68ª Feira do Livro, que ocorrerá entre 28 de outubro e 15 de novembro e deve movimentar a Praça da Alfândega com as comemorações dos 250 anos da Capital.

    Inaugurado em 2001,  o Monumento à Literatura tem como autores Eloisa Tregnago e Xico Stockinger.

    “Enquanto entidade representativa das empresas da construção civil de nosso Estado, temos uma visão de contribuir com a arte e a cultura. Possuímos um papel importante neste trabalho e esta ação faz parte do projeto”, completou o coordenador do projeto cultural do Sinduscon-RS, Zalmir Chwartzmann.

    Segurança – A Guarda Municipal já vem reforçando o patrulhamento na região visando o combate à criminalidade. A Praça da Alfândega é um dos pontos estratégicos na região Central, que já conta diariamente com rondas das esquipes de segurança.

     

  • CCMQ e Biblioteca Lucília Minssen fazem programação especial para o Dia da Criança

    CCMQ e Biblioteca Lucília Minssen fazem programação especial para o Dia da Criança

    A Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ) e a Biblioteca Lucília Minssen, instituições da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), dão início neste final de semana à programação alusiva ao Dia da Criança. A Associação dos Amigos da Biblioteca Lucília Minssen (Ablumi) realiza no sábado, 8 de outubro, a 1ª Feira Infantojuvenil Ablumi de Autores Independentes. A feira acontece das 14h às 18h, com atividades na Travessa dos Cataventos e na biblioteca, localizada no 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico).

    1ª Feira Infantojuvenil Ablumi de Autores Independentes

    Durante a feira, autores e autoras farão esquetes ou mini contações de trechos de seus livros. As intervenções acontecem a partir das 14h30, na Biblioteca Lucília Minssen, com autores e contadores de histórias se alternando a cada 15 minutos. Alguns dos autores presentes são Rosane Castro, Ana Bettini, Leila Pereira, Carmem Henke, Milene Barazzetti, Marisa Kras Borges, Adriana Stein, Lia Figas, Sérgio Leusin, Jacira Fagundes e Viviane De Gil, que faz a última intervenção às 17h15. As atividades são abertas, sem necessidade de inscrição prévia.

    Luiz Coronel. Foto: Pedro Manoel Osório/ Divulgação

    Encontro com Luiz Coronel

    Na terça-feira, 11 de outubro, às 14h, a CCMQ e a Biblioteca Lucília Minssen realizam um encontro entre as crianças e o escritor Luiz Coronel. O autor, natural de Bagé, com vasta e reconhecida produção literária e musical, vai contar histórias da Coleção Esquilo, série de 10 livros voltados ao público infantil escritos por ele e lançados pelo Grupo Zaffari e Agência Matriz, entre 2009 e 2020. Além da contação de história e das brincadeiras programadas pelo escritor, as crianças também estarão participando do sorteio de estojos com os dez livros da Coleção Esquilo. A atividade é aberta ao público. Turmas escolares ainda podem solicitar a participação de grupos de alunos pelo fone (51) 3225 7089 ou pelo e-mail atendimento.bibliotecalucilia@gmail.com.

     

    A Coleção Esquilo foi produzida para distribuição gratuita a escolas e instituições ligadas à educação e aos cuidados com a infância. Os dez livros que integram o estojo são “Ave Fauna” (2009), “A Eleição dos Animais” (2010), “Declaração Universal dos Direitos dos Animais” (2011), “O Dia da Inauguração do Mundo” (2012), “Saturnino Desce ao Pampa” (2013), “Negrinho do Pastoreio” (2014), “Dom Quixote, memórias de um cavaleiro andante” (2015), “Venturinha, o amigo do vento” (2016), “A Grande Orquestra dos Bichos” (2019) e “Estórias e Memórias do Visconde de Aceguá” (2020).

    A Coleção Esquilo recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura (2017) e o Prêmio Octavio Paz, no México. A programação realizada pela CCMQ e pela Biblioteca Lucília Minssen é parte do projeto Coleção Esquilo Escolas. Com mais de 70 obras publicadas, edições traduzidas para o Inglês  e o Alemão, Luiz Coronel recebeu o Prêmio Nacional de Poesia do MEC, em 1973, com a obra “Mundaréu”, além de prêmios relevantes na Espanha e no México.  Conforme Moacyr Scliar, “a Coleção Esquilo mostra o talento de um grande poeta, que leva a melhor poesia ao público em geral, nele incluindo nossas crianças”.

    Palhaços Biscoito e Caramela _ Wilian Fraga e Carmem Henke. Foto: Wilian Fraga/ Divulgação

    Dia da Criança e Aniversário da Biblioteca Lucília Minssen

    Na quarta-feira, 12 de outubro, Dia da Criança, a Biblioteca Lucília Minssen completa de 66 anos. A comemoração inicia às 14h, com os palhaços Biscoito e Caramela conduzindo o público infantil em uma divertida visita pela Casa de Cultura Mario Quintana e uma brincadeira com bolhas de sabão no Jardim Lutzenberger. Na sequência da programação, de volta à biblioteca, Lia Figas comanda mais uma sessão de contação de histórias e oficina de dobraduras. Rosane Castro dá sequência à programação, contando histórias de sua autoria, e Viviane de Gil encerra a rodada com a personagem Vovó Iara. O momento do parabéns, com bolo, balão e outras surpresas, está programado para as 17h.

    Viviane De Gil – Autorretrato/ Divulgação

    1ª Feira Infantojuvenil Ablumi de Autores Independentes

    Quando: 8 de outubro | sábado

    Horário: das 14h às 18h

    Onde: Travessa dos Cataventos e Biblioteca Lucília Minssen (CCMQ – Andradas, 736 – Centro Histórico)

    Encontro e contação de histórias com Luiz Coronel

    Quando: 11 de outubro | terça-feira

    Horário: 14 h

    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico)

    Dia da Criança e Aniversário da Biblioteca Lucília Minssen

    Quando: 12 de outubro | quarta-feira

    Horário: 14 h

    Onde: Biblioteca Lucília Minssen, 5º andar da CCMQ (Andradas, 736 – Centro Histórico)

  • Quatro dias de literatura fantástica, em formato virtual, para os amantes do gênero

    Quatro dias de literatura fantástica, em formato virtual, para os amantes do gênero

    Em 2022 a Odisseia de Literatura Fantástica completa uma década de existência divulgando e apoiando a produção de autoras e autores brasileiros que escrevem literatura fantástica

     

    O criador do evento, Duda Falcão. Foto: Roberta Scheffer/ Divulgação

    A Odisseia de Literatura Fantástica é uma iniciativa do escritor Duda Falcão que prioriza a divulgação e os debates sobre a produção literária nos campos do fantástico, do horror, da fantasia e da ficção científica.

    Neste ano o evento será virtual e pode ser acompanhado via Youtube pelo Canal da Odisseia de Literatura Fantástica durante os dias 6, 7, 8 e 9 de outubro. A programação contará com 11 bate-papos e mais de 30 convidados. 

    No último dia do evento (9 de outubro) serão divulgados os vencedores do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 em 10 categorias: Capa e Projeto Gráfico, Quadrinhos Fantásticos, Narrativa Longa Literatura Juvenil, Narrativa Longa Horror, Narrativa Curta Horror, Narrativa Longa Fantasia, Narrativa Curta Fantasia, Narrativa Longa Ficção Científica, Narrativa Curta Ficção Científica e Artigos Fantásticos.

     

    Site Odisseia de Literatura Fantástica com a programação completa: https://odisseialitfan.wordpress.com/programacao-odisseia-de-literatura-fantastica/

     

    OITAVA ODISSEIA DE LITERATURA FANTÁSTICA

    Data e horário Odisseia Virtual: 06 de outubro de 2022 (QUINTA), das 19h às 23h, 07 de outubro de 2022 (SEXTA), das 19h às 23h, 08 de outubro de 2022 (SÁBADO), das 15h às 19h e 09 de outubro de 2022 (DOMINGO), das 15h às 17h30.

    Data e horário Prêmio Odisseia: 09 de outubro 2022 (DOMINGO), das 18h às 19h.

    Local: Canal Odisseia de Literatura Fantástica – Youtube.

    https://www.youtube.com/channel/UCEjkueW_uBIjVDnMsJSoOdg

    PROGRAMAÇÃO:

     

     

    Dia 06 de outubro (Quinta)

    Bate-papo 1: A literatura negra e a quebra da hegemonia eurocêntrica no universo fantástico

    Participantes: Israel Neto, Lara de Paula e Kinaya.

    Horário: 19h às 20h.

    Link Youtube: https://youtu.be/2IfKMiHyAsE

    Bate-papo 2: As diferentes faces do horror na contemporaneidade

    Participantes: Marcos DeBrito, Rodrigo de Oliveira e Tiago Toy.

    Horário: 20h30 às 21h30.

    Link Youtube: https://youtu.be/bd_8dQM0EBc

    Bate-papo 3: Escrevendo Visual Novels: Desafios da Escrita Interativa

    Participantes: Ana Pepper, J. M. Beraldo, Monaramis e Tiago Rech.

    Horário: 22h às 23h.

    Link Youtube: https://youtu.be/Lj3wANGFCkg

    Dia 07 de outubro (Sexta)

    Bate-papo 4: Leitura, aventura e o (ainda) impossível

    Participante: Athos Beuren, Juliana Feliz, Maria Luiza Puglia e Pablo Morenno.

    Horário: 19h às 20h.

    Link Youtube: https://youtu.be/lwR2Z5DwYqk

    Bate-papo 5: A arrancada da ficção científica audiovisual na década de 1960

    Participantes: Eduardo Torelli, Igor Carastan Noboa e Saulo Adami

    Horário: 20h30 às 21h30.

    Link Youtube: https://youtu.be/7bduN8Ku1xk

     

    Bate-papo 6: A produção de terror dos anos 80 e a cultura nerd atual

    Participante: Cristina Pezel, Hedjan C. S. e Thunder Dellú.

    Horário: 22h às 23h.

    Link Youtube: https://youtu.be/XJqXq4V4F6c

     

     

    Dia 08 de outubro (Sábado)

    Bate-papo 7: Um outro mundo é possível: a construção literária

    Participante: Astúria Vasconcelos, Christian David e Gilberto Fonseca.

    Horário: 15h às 16h.

    Link Youtube: https://youtu.be/7zGkgJm7JwY

    Bate-papo 8: Como criar histórias originais para quadrinhos e literatura

    Participantes: Ana Lúcia Merege, Erick Sama e Raphael Fernandes.

    Horário: 16h30 às 17h30.

    Link Youtube: https://youtu.be/P3tF2xfU9I0

    Bate-papo 9: A narrativa fantástica como ferramenta contra a ascensão do fascismo

    Participante: Juliana Daglio, Karine Ribeiro e Sabine Mendes.

    Horário: 18h às 19h.

    Link Youtube: https://youtu.be/VdquAvV1PUE

    Dia 09 de outubro (Domingo)

    Bate-papo 10: O role playing game e a literatura fantástica: entretenimento, roteirização e produção

    Participante: Leon Laiber, Marco Antônio Loureiro e Pedro Borges.

    Horário: 15h às 16h.

    Link Youtube: https://youtu.be/x8aMkZrYf_Y

    Bate-papo 11: Brasil de sonhos e pesadelos: a reimaginação do cotidiano pela ficção especulativa

    Participantes: Daniel Gruber, Deco Sampaio e Juliana Cunha.

    Horário: 16h30 às 17h30.

    Link Youtube: https://youtu.be/CSOQo1VPsVE

    Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica 2022 – Quarta Edição Edição:

    Dia: 09 de outubro (Domingo)

    Horário: 18h às 19h

    Link Youtube: https://youtu.be/WJd1P3KistY

    PROGRAMAÇÃO COMPLETA LINK DO SITE:

     

     

    Não é necessário se inscrever para assistir ao evento.

     

    Duda Falcão é escritor, professor de escrita criativa, editor e Doutor em Educação. Tem sete livros publicados: Protetores (2012), Mausoléu (2013), Treze (2015), Comboio de Espectros (2017), O Estranho Oeste de Kane Blackmoon (2019), Mensageiros do Limiar (2020) e Representações culturais e pedagogia dos monstros no universo de H. P. Lovecraft (2021). É organizador da Odisseia de Literatura Fantástica e do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica. Em 2018, ganhou o 1º Prêmio ABERST de Literatura na categoria conto de Suspense/Policial. Pela AVEC Editora organiza os selos Multiverso Pulp e Coleção de Pesadelos. Atualmente leciona no Curso Metamorfose de Escrita Criativa.

  • Clube de jazz “Take Five” celebra os 90 anos da pianista Ivone Pacheco

    Clube de jazz “Take Five” celebra os 90 anos da pianista Ivone Pacheco

     

    O Swan Generation sedia o Take Five, o clube de jazz mais icônico de Porto Alegre. Idealizado pela professora de música Ivone Pacheco, há mais de 40 anos, a iniciativa passa a contar com apresentações em formato especial e exclusivo neste hub de hospitalidade. A proposta é difundir ainda mais o estilo musical e seus músicos, sem perder sua principal característica: a democracia de um
    evento gratuito.

    Essa primeira apresentação no Generation marca tanto a comemoração dos 90 anos de Ivone, como a “despedida” da fundadora do clube. O show, que ocorre no dia 11 de outubro, terça-feira, a partir das 18h30, contará com a presença dos músicos Adelamir Neto, Andy Serrano, Bernardo Scarton, Filipe Siak, Hamilton Félix, Luciano Kersting, Nicola Spolidoro, Renato Borba e Ramiro Kersting.

    As performances serão divididas em três momentos: uma exibição de jazz — com seis músicos; uma de blues — com quatro músicos; e o encerramento com todos os músicos tocando juntos, no show que tem 1h30 de
    duração.

    A história do lendário Take Five começou, em 1982, quando Ivone transformou o porão da sua casa em um espaço de apreciação do jazz. As regras eram: não possuir caráter comercial — nada era cobrado e os convidados levavam sua própria bebida — e o endereço deveria ser mantido em segredo — apenas
    quem sabia sobre o clube, ou conhecia alguém que já havia frequentado o espaço conseguia entrar

    A iniciativa foi tão bem sucedida que tornou-se patrimônio cultural e imaterial da capital gaúcha, sem nunca perder sua sede e formato original. Atualmente,
    as reuniões do Take Five são realizadas apenas quatro vezes por ano, em datas especiais: o aniversário do clube, a noite de São João, a chegada da primavera e
    a festa de encerramento com o Natal.

    Serviço:
    O que: Apresentação do clube de jazz Take Five
    Músicos: Adelamir Neto, Andy Serrano, Bernardo Scarton, Filipe Siak, Hamilton Félix, Luciano Kersting, Nicola Spolidoro, Renato Borba e Ramiro Kersting
    Quando: 11 de outubro, terça-feira, a partir das 18h30
    Onde: Swan Generation (Rua: 24 de Outubro, 1611, Porto Alegre)
    Importante: Entrada Franca

    Rede Swan Hotéis – Rede gaúcha com 29 anos de história. O primeiro empreendimento abriu as
    portas em 1993, em Novo Hamburgo, e nasceu da necessidade percebida na região de um hotel
    para visitantes, clientes e fornecedores que não encontravam uma alternativa na cidade e
    acabavam se hospedando em Porto Alegre. A rede conta com unidades em Porto Alegre, Novo
    Hamburgo, Caxias do Sul e Rio Grande no Brasil, além de um hotel em Lisboa e três em Sintra,
    em Portugal, todos no estilo boutique house. O lançamento mais recente da rede é o Jangal das
    Araucárias Swan Design Hotel, em Canela, e o próximo será uma casa em Portugal voltada ao
    short-term rental. Saiba mais em www.swanhoteis.com.br.

  • Obras de artistas pioneiras no RS e de grandes nomes da pintura brasileira, na Galeria Duque

    Obras de artistas pioneiras no RS e de grandes nomes da pintura brasileira, na Galeria Duque

     

    A galeria exibe obras das pioneiras da arte no Estado: Amelia Pastro Maristany e Amelia Maristany Meyer. Grandes nomes da arte do Brasil como Di Cavalcanti, Danúbio Gonçalves, Iberê Camargo, Tarsila do Amaral, Anitta Malfatti e Tomie Ohtake também integram a exposição que fica no espaço até o dia 12 de novembro.

    Licia e Lorena Maristany são também artistas e herdeiras das precursoras Amelia Pastro Maristany e Amelia Maristany Meyer. Foto: Divulgação

    Um encontro marcado com a arte através dos séculos, assim é definido as mostras que estão em exposição na Galeria Duque. Até o dia 12 de novembro, é possível conferir três exposições na Galeria Duque (localizada na Rua Duque de Caxias, 649, no Centro Histórico de Porto Alegre), com entrada franca. A mostra “As Duas Amélias” destaca o trabalho das artistas pioneiras Amélia Pastro Maristany e Amélia Maristany Meyer, com curadoria do casal de também artistas Sílvia e Rogério Livi.

    Porto Alegre- vista da Ilha do União, obra de Amelia Maristany Meyer. Foto: Divulgação

    Em “Cor e Poesia”, que ocupa os dois primeiros andares do espaço, são apresentadas obras do acervo de grandes nomes da arte do Brasil e do mundo com curadoria de Daisy Viola. No terceiro andar, A artista Rosa Lops Susin ocupa o quarto andar da Galeria Duque com a “Trilogia da Imagem”, em obras que tratam das questões femininas em pinturas repletas de cores, texturas e riqueza de detalhes.

    Brinco de Princesa, obra de Amelia Pastro Maristany. Foto: Divulgação

    No terceiro andar do espaço, a exposição “As Duas Amelias, artistas pioneiras”, comemora 100 anos do casamento da porto-alegrense Amelia Pastro com o pintor espanhol Luis Maristany de Trias e revela duas artistas pioneiras com nome Amelia e Maristany. A mãe, Amelia Pastro, tinha nas flores a sua marca registrada, que encantou até Angelo Guido: “Não sei de outro artista nosso que tenha penetrado com mais sutileza o segredo de pintar flores e que tenha conseguido a sensação de naturalidade, de vibração cromática e de vida que há nos quadros dessa brilhante pintora”, disse por ocasião da exposição da artista no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre, em 1938. A filha Amélia Maristany Mayer, que também era bailarina, unia duas de suas paixões na arte, com paisagens, retratos e temas coreográficos. Juntas, expuseram em São Leopoldo (1947), Rio Grande (1948) e Caxias do Sul (1953) e agora, em 2022 estão unidas novamente nessa mostra histórica na Galeria Duque. A mostra revela obras que pertencem ao acervo familiar que está com Licia e Lorena Maristany, também artistas e netas da precursora Amelia Pastro.

    “Cor e Poesia” representa a oportunidade de conferir obras de artistas célebres como Aldemir Martins, Aloísio Carvão, Anita Malfatti, Antonio Poteiro, Beatriz Milhazes, Bonadei, Burle Marx, Carybé, Claudio Tozzi, Cicero Dias, Danúbio Gonçalves, Di Cavalcanti, Eduardo Vieira da Cunha, Eli Heil,Glênio Bianchetti, Guignard, Iberê Camargo, Manoel Santiago, Milton da Costa, Orlando Teruz, Rapoport, Sanson Flexor, Tarsila do Amaral e Tomie Ohtake. As obras fazem parte do acervo da Galeria Duque e estão nos dois primeiros andares do local.

    Obra de Aluísio Carvão também integra a exposição. Foto; Divulgação

    Na “Trilogia da Imagem”, a artista gaúcha Rosa Lops Susin expõe suas pluralidades em três módulos, que mesclam realismo e imagens contemporâneas, interligadas com o objetivo de instigar o observador. Em “Criação Realista”, a inspiração parte da fotografia, que é reproduzida em acrílica sobre tela, aquarelas e técnicas mistas. O empoderamento feminino, a força, a liberdade e a pluralidade da mulher em cores vibrantes e olhares marcantes apresentados em mistura de texturas e detalhes são retratos no módulo “Realista Espontânea”. Por fim, em “Figura Imaginária ou Contemporânea”, a arista mostra as relações que se estabelecem entre as cores, o equilíbrio e os traços em imagens figurativas.

    “Cor e Poesia” e “As Duas Amelias: Artistas Pioneiras” e “Trilogia da Imagem”

    Local: Galeria e Espaço Cultural Duque

    Endereço: Duque de Caxias, 649 – Centro Histórico – Porto Alegre

    Período da exposição: até 12 de novembro

    Horário de funcionamento: segunda à sexta-feira, das 10h às 18h | sábados, das 10h às 17h. Entrada Franca

     

     

  • Oito escritores lançam novelas inspiradas em Porto Alegre

    Oito escritores lançam novelas inspiradas em Porto Alegre

     

    Chega ao mercado editorial a série NOVELAS PORTO-ALEGRENSES. Idealizada pelo escritor, editor e professor Lucas de Melo Bonez, responsável pela Boaventura Editora, a coleção agrega narrativas que elaboram a relação entre a cidade e os enredos, seus personagens e suas ações.  Nesse sábado, dia 1º de outubro, das 16h às 19h, será realizada a sessão de autógrafos coletiva no saguão do Centro Municipal de Cultura.
    Neste dia, serão lançados oitos títulos dos escritores Adriana Maschmann, Antônio Trindade, Cláudia Sepé, Gabrielle Calegari, Liz Quintana, Lucas de Melo Bonez, Mário Augusto Pool e Miguel da Costa Franco. Novelas que buscam a reflexão, o deleite e a literariedade presente na capital gaúcha.
    Inspirado na série Novelas, da Editora Mercado Aberto, publicada nos anos 80, o editor comenta que o aniversário dos 250 anos da cidade aliado à vontade de criar uma série que repensasse a cidade, a partir da ótica de escritores emergentes e que tivessem o desejo de ilustrar Porto Alegre como foco, como origem ou como influência das ações que ocorram nos seus textos, voltados aos públicos juvenis e adultos.
    Os livros seguem em pré-venda. Maiores informações podem ser obtidas no Instagram @boaventuraeditora
    OS LIVROS:
    O editor Lucas de Melo Bonez. Autorretrato/ Divulgação
    “Balada despida de encanto”, de Lucas de Melo Bonez
    Aos quase quarenta anos de idade, o narrador percebe que seu passado ainda precisa ser revisitado. O desaparecimento de um ex-colega de colégio faz despertar uma série de ações que desencadeiam um registro do passado de nossos tempos: de fato, a que grupo pertencemos durante nossa vida?
    Miguel da Costa Franco. Foto: Laura Melo da Costa Franco/ Divulgação
    “Os heróis do Parque Borowski”, de Miguel da Costa Franco
    A pacata Santa Luzia do Iraçuã está à mercê de um serial killer, responsável pelo sumiço de várias crianças, uma das quais encontrada morta no Parque Borowski. Quando o maníaco se aproxima de seu círculo, Cau se vê desafiado a vencer suas inseguranças. Com o auxílio do amigo Viriato, partirá para a maior aventura de sua vida, que o ajudará a enfrentar a desafiadora mudança para Porto Alegre.
    Liz Quintana. Foto: autorretrato/ Divulgação
    “Chamas”, de Liz Quintana
    Entre histórias de família e da sua cidade, as chamas de incêndios permeiam a vida de João. O adolescente, segundo filho da família Dias, desvenda as relações entre tantos incêndios e seu futuro. E como qualquer guri na idade dele, as descobertas despertam emoções e experiências novas. Acompanhe João na busca de sua história e identidade.
    Adriana Maschmann. Foto: André Poza/ Divulgação
    “Lápis preto na linha d’água”, de Adriana Maschmann
    Rebeca é aluna no colégio onde Beatriz vai trabalhar. Do tipo ame-a ou deixe-a, a menina vai entrar na vida de Bia de formas que nem uma das duas imaginam. O problema começa quando incríveis desenhos feitos sobre as classes da sala chamam a atenção de Rebeca que, intrigada com as imagens lindas e, ao mesmo tempo, melancólicas, precisa descobrir quem anda fazendo arte por ali. Mas como, se os desenhos são feitos no turno inverso?
    Gabrielle Calegari. Foto: Marcos Vinicius Hoff Calegari/ Divulgação
    “Entre nuvens e sonhos”, de Gabrielle Calegari
    Duda sempre quis seguir os passos da mãe e estudar Medicina em Porto Alegre. Vitor sempre foi apaixonado pelo futebol e batalha intensamente para encontrar seu caminho. João está trabalhando mais horas do que deveria, contando dinheiro, tentando ser feliz. Numa segunda-feira de fevereiro, os três jovens têm suas histórias cruzadas, modificadas, influenciadas e até determinadas pela própria cidade, enquanto lutam para realizar seus planos – ou apenas para sobreviver ao calor típico do verão porto-alegrense.
    Mário Augusto Pool. Foto: Tiago Konrath/ Divulgação
    “Bomani e as torres malditas”, de Mario Augusto Pool
    Bomani, um estudante negro, recém-chegado no centro de Porto Alegre, em um de seus passeios de skate se vê diante da escadaria da Igreja das Dores. Em um dos bancos do altar, avista outro homem negro, contemplando a imagem de Nossa Senhora das Dores: Josino. Ele conta a Bomani sobre o desaparecimento da “Tiara da Santa”, uma lenda obscura do século XVIII que fará o protagonista investigá-la – com um profundo desejo de reparação à grave injustiça do passado.
    Cláudia Sepé. Foto: Lu Valente/ Divulgação
    “A curiosa loja dos objetos incompletos”, de Cláudia Sepé
    Íris está prestes a fazer vestibular e não sabe que carreira irá escolher. Para piorar a situação, sua mãe, com quem vive às turras, decide mandá-la trabalhar com uma tia excêntrica, cuja loja fica na Rua da Ladeira, no Centro de Porto Alegre. Um segredo guardado no local levará a jovem a uma viagem de descoberta acerca de si mesma e das pessoas com quem convive.
    Antônio Trindade. Foto: Autorretrato/ Divulgação
    “Depois da chuva”, de Antônio da Luz Trindade
    Quanto uma pessoa pode suportar de seus passados presentes? Até que ponto um trauma movido por uma sucessão de perdas e de desistências podem reger uma não-vida? Romero precisa retomar as origens de uma tentativa de suicídio de anos atrás e, após sair de uma sessão de terapia, ele, a cidade e uma forte chuva terão algo mais em comum do que possamos imaginar.