A premiada artista Arminda Lopes, com uma trajetória de exposições no Brasil e no exterior, expõe “O Feminino e o Sagrado” na GalArt – Galeria de Arte (Av. Coronel Lucas de Oliveira, 132). O vernissage será no próximo sábado, 24 de setembro, das 10 horas às 16 horas. A mostra ficará no espaço até o dia 29 de outubro, com entrada franca.
Com destaque para esculturas que representam mulheres, Arminda selecionou para a mostra 35 obras de diferentes fases de sua produção. Algumas integram o acervo da Galart e do galerista Heitor Bergamini e outras são da própria artista, inclusive algumas inéditas.
Amantes. Escultura de Arminda Lopes .
“O encontro com nossas experiências, sombras e vazios é refletido através dos nossos atos e no que criamos. A busca da verdadeira essência e do Sagrado é o equilíbrio entre Yin e Yang, e nos proporciona a comunhão com o outro e a abertura a experiências do Divino”, revela Arminda Lopes sobre a temática que norteia suas criações apresentadas na exposição.
Natural de Santa Maria, nascida em 1947, Arminda reside e trabalha em Porto Alegre, desde 1960. Iniciou sua carreira artística em 1980. Foi aluna de Ana Pettini, Cláudio Martins Costa, Danúbio Gonçalves, Leila Sudbrack, Mário Cladera e Vasco Prado.
Arminda Lopes com-a obra Virginia, uma das grandes esculturas que estará na exposição
É autora dos monumentos públicos em Porto Alegre e Canela, além de inúmeros troféus como o “Braskem Em Cena – Porto Alegre em Cena”, editado anualmente desde 2006. Sua obra também faz parte de importantes coleções públicas e privadas no Brasil e Exterior.
Já realizou mostras individuais nos principais espaços culturais do Brasil, além de importantes galerias e instituições da Europa e América do Norte, como a Casa Pedro Álvares Cabral, em Portugal; o Espaço Cultural Vitória, nos Estados Unidos; e a Galeria Mansart e o Salão do Louvre, em Paris.
Mulher sentada. Obra de Arminda Lopes.
Entre os mais importantes prêmios e distinções recebidos pela artista estão a Comenda Pedro Weingärtner, da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, em 2006; e a Medalha Vermeil, da Sociedade Acadêmica de Artes, Ciências e Letras de Paris, em 2007. Em 2013, Arminda foi nomeada membro da Academia Brasileira de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Escultura Manu. Obra de Arminda Lopes.
SERVIÇO
Exposição “O Feminino e O Sagrado”, por Arminda Lopes
Local: “Sala da Frente” da GalArt – Galeria de Arte
Endereço: Av. Lucas de Oliveira, 132
Vernissage: 24 de setembro, das 10h às 16h
Visitação: de 24 de setembro até 29 de outubro
Horário: segunda à sexta, das 9h às 18h, sábados, das 10h às 14h
O flautista e saxofonista Mario Marmontel é o músico escolhido para retomar um projeto cultural bem sucedido no Centro Histórico de Porto Alegre. O “Música na Escadaria” realizado toda sexta-feira na Escadaria do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, até a pandemia da Covid 19 aparecer e terminar com a função. Nessa sexta-feira, dia 16 de setembro, a música ao vivo está de volta no mesmo local, ao ar livre, junto ao bar Tutti Giorni, a partir das 18 horas, com encerramento às 22 horas.
Com produção musical de Luciano Riquez, produtor do evento antes da pandemia, músico e grande batalhador para as representações populares de arte tenham visibilidade na região, esse retorno tem também a participação do DJ Cristiano Zanella, com música eletrônicas dos anos 1960 a 1980, com direito a tudo que não se ouve normalmente.
Mário e Nani, no Tutti Giorni. Foto: Cristiano Zanella/ Divulgação
A escolha de Mário Marmontel para marcar o retorno da Música na Escadaria não é aleatória. Amigo do dono do Tutti Giorgi, o Nani (Ernani Glorio Marchioretto), frequentador do local, ele se identifica com a proposta do projeto. De possibilitar diversão e arte à população da cidade, em lugar histórico e de grande valor arquitetônico de Porto Alegre. Um chapéu para contribuições voluntárias é passado entre os presentes. Pelo “Música na Escadaria” já passaram grandes instrumentistas da cidade como Jorginho do Trompete, Dionara Fuentes e outros artistas conhecidos da cena musical gaúcha.
Mário e Miguel D”Alberto, um dos músicos convidados, no local da apresentação. Foto; Cristiano Zanella/ Divulgação
Samba na terça
A volta do “Música na Escadaria” se junta a outro acontecimento musical que ocorre na Escadaria da Borges, como é conhecido o lugar, toda terça-feira, com apresentações do grupo de samba Puro Asthral. Durante a pandemia o samba ficou suspenso e retornou esse ano, com frequência cada vez maior.
Interior do Tutti Giorni, frequentado por artistas visuais gaúchos. Foto: Divulgação
A partir de outubro começam as obras de revitalização do Viaduto Otávio Rocha, pela Prefeitura de Porto Alegre, orçadas em R$ 13,7 milhões, com duração de 18 meses de execução. Durante esse período, lojas e todos os equipamentos comerciais da avenida Borges de Medeiros, no perímetro que compreende a parte debaixo da escadaria permanecerão fechadas.
Os dois acessos da avenida Borges de Medeiros à rua Duque de Caxias ficarão abertos. É nessa área onde existe além do Tutti Giorni, mais dois bares, o Armázem, na mesma calçada e o JUSTO, na calçada oposta. De equipamentos culturais há o Teatro de Arena, em atividade, e a Galeria Escadaria, à céu aberto, com exposições de fotografia.
Turma praticante de xadrez frequenta o local. Foto: Divulgação
O Tutti Giorni tem história no lugar. Há 22 anos promove eventos culturais, é sede informal da GRAFAR, entidade que reúne o pessoal que produz cartuns, quadrinhos e outras artes visuais na capital, além de abrigar jogadores de xadrez. E boêmios, frequentadores anônimos e toda uma fauna e flora de tipos humanos que fazem do lugar um ponto de referência e resistência cultural de Porto Alegre.
SERVIÇO
Música na Escadaria apresenta:
“Jazzmarmontel & Convidados”
Mario Marmontel e convidados retornam a “Música na Escadaria, apresentando repertório de Bossa Nova, Jazz e MPB!
> Sexta 16/09, a partir das 18hs
> Tutti Giorni Bar / Viaduto Otávio Rocha (Centro Histórico/POA)
> Apresentação ao ar livre / entrada franca (contribuição no chapéu)
O Centro Histórico de Porto Alegre se transforma em palco da cultura e da arte a partir do dia 17 setembro. A inauguração da exposição “Entre Utopias e Distopias”, no Espaço Cultural Correios (Av. Sete de Setembro, 1020), no sábado, dia 17 de setembro, a partir das 10h, lança um novo olhar para as artes visuais com curadoria de Niura Legramante Ribeiro e produções dos artistas Andréa Brächer, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Laércio de Menezes, Marina Menezes e Sandra Gonçalves. A atração, com visitação de terça a sábado, das 10h às 17h, fica no local até o dia 22 de outubro. Entrada franca.
Serie Remake. Obra de Denise-GIacomini-Reprodução/ Divulgação
Doutora em História, Teoria e Crítica da Arte, pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFRGS, Niura Legramante Ribeiro, apresenta a exposição: “’Entre Utopias e Distopias’ contempla diferentes linguagens artísticas por meio de obras fotográficas, pictóricas, instalação e colagem. São utopias e distopias que se juntam nos pensamentos poéticos de artistas para discutir sobre a passagem do tempo, a busca pela juventude, a consciência da finitude da vida, as armadilhas dos afetos, as negações das diferenças, a conscientização social sobre a reciclagem do lixo, os sistemas tirânicos de dominação, como os feminicídios, as ambições do capital e sua consequente agressão aos recursos naturais”.
Com a série (Des)Encantada (2022), Andréa Brächer, por meio de fotografias em preto e branco e coloridas, a artista dá continuidade a temas que podem ser do domínio da imaginação onírica ou da realidade, como florestas e animais.
Denise Giacomini e obra—Auto retrato/ Divulgação
As colagens de Denise Giacomoni da série Remake (2022), lançam um olhar sobre os padrões hegemônicos do universo midiático contemporâneo na cobrança por corpos perfeitos com a utopia de beleza da eterna juventude, especialmente para as mulheres.
Recicla-te (2022) é a série de Denise Wichmann. Suas fotografias servem não somente como um grito de alerta sobre a quantidade imensa de descartáveis que se acumulam na natureza, mas também representam uma convocatória à reciclagem dos resíduos.
Deus da humanidade (1997-2022) é a série pictórica de Laércio de Menezes. Suas obras lembram cartografias geográficas quase abstratas em uma provocação para conscientizar que o futuro do planeta depende das formas como se gerencia esse espaço.
Terra e Fogo. Obra de Laercio de Menezes. Reprodução/ Divulgação
As visões utópicas sobre as relações de afetos são apresentadas na instalação Itapuã (2022), de Marina Menezes, que faz pensar sobre a norma e a transgressão dos comportamentos humanos.
Obra de Sandra Gonçalves da série Desassossego. Reprodução/ Divulgação
Por fim, a série Desassossego, de Sandra Gonçalves, traz inquietações da artista sobre distopias, algumas destas afloradas de modo exacerbado no mundo pós-pandêmico. Em suas obras, a artista revela e denuncia as mais diversas violências praticadas na sociedade.
“Interpelar as formas do viver na contemporaneidade é o propósito das obras dessa exposição. Controlar o fluxo do tempo é uma utopia, mas entregar-se às distopias é desacreditar na força da imaginação que tem o poder de sonhar com outras possibilidades de ser no mundo”, conclui a curadora.
Serviço
Exposição “Entre Utopias e Distopias”
Curadoria Niura Legramante Ribeiro
Artistas: Andréa Brächer, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Laércio de Menezes, Marina Menezes e Sandra Gonçalves
Abertura: 17 de setembro (sábado), das 10h às 17h.
Visitação: 17 de setembro a 22 de outubro de 2022 – terça a sábado das 10h às 17h
Local: Espaço Cultural Correios
Endereço: Av. Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, Porto Alegre.
Será lançado na quarta-feira, 14, o livro “Crônicas da Pandemia”, do cardiologista Rogério Gomes,na Delphus Galeria de Arte (Av. Cristóvão Colombo, 1501), 19 horas.
O livro reune relatos -ora emocionados, ora indignados – de quem esteve na linha de frente no auge do combate ao Covid 19.
Uma exposição de “Poesias Fotografadas”, com registros de Rogério Gomes também será inaugurada no espaço.
“Crônicas da Pandemia” (144 páginas, R$ 50), editado pela Total Books, é o quarto livro do autor.
Nele, Gomes s expõe a emoção e a indignação pelas vidas perdidas durante o intenso trabalho na frente de batalha contra o Covid no Instituto de Cardiologia e também em seu consultório. Também revela o olhar poético sobre paisagens desoladas, mas não menos belas, na exposição “Poesias Fotografadas”, que traz 22 imagens produzidas pelo autor. A mostra fica em cartaz até o dia 20 de setembro com entrada franca.
Gomes escreve poesias, contos e crônicas há mais de 40 anos. O conto que rendeu o título ao livro “Grande Mestre e Outras Histórias”, publicado no ano passado, vai se transformar em série pela Paris Filmes. O autor já se debruçou nos roteiros que foram encaminhados para a produção dos 16 episódios. A obra, que já está esgotada, ganhará nova edição neste mês. Além deste livro, ele também lançou Anita e Outros Poesias Fotografadas, em 2020, e Crônicas de Havana, em 2021.
“Como médico, estou acostumado a trabalhar muito e de forma intensiva e esse ritmo acabou sendo repassado para minhas criações culturais”, admite, ao revelar que já tem um romance pronto e outros dois na etapa final de produção, que também devem ser publicados.
Outra revelação da pandemia foi que um médico também pode chorar com seus pacientes. “Nos meus anos de medicina, nunca vivi algo parecido, nunca aconteceu algo que me tocasse tanto, que me emocionasse tanto, e senti que isso deveria ser compartilhado, talvez apenas como um simples relato, talvez como uma grande homenagem”, confessa.
A imagem e a palavra
Em seus livros, Gomes promove o encontro de suas duas faces artísticas: a do escritor e a do fotógrafo. O resultado dessa inspiração está no instantâneo que sintetiza a obra “Crônicas da Pandemia” e se transformou na capa e no primeiro capítulo da publicação.
“Passei pela bonita capela do hospital e, embora nunca tenha assumido qualquer tipo de religiosidade, olhei para a imagem de Cristo no altar, ladeado por vitrais vermelhos… Para minha surpresa, naquele dia, vi uma enfermeira ou técnica de enfermagem, paramentada com vestimenta completa da CTI Covid, rezando, de joelhos no altar. Lembrei de uma técnica de enfermagem que ficara mais de 30 dias entubada até se recuperar. Quando estava apertando o botão para chamar o elevador, resolvi voltar para registrar a cena com a câmara do meu telefone celular, torcendo para ainda estar lá, inalterada. Era a minha alma de fotógrafo em ação de novo”, reconhece no texto que abre as “Crônicas da Pandemia”.
A jornalista Patrícia Lima assina o prefácio do livro na condição de amiga do escritor e de filha de uma das pacientes de Covid salvas com a ajuda do médico. “Para sobreviver ao caos, Rogério escreveu. Fez o relato dos seus dias em forma de crônicas, a maioria postada imediatamente, em seu perfil no Facebook. Desabafou, xingou, refletiu. E agora reúne alguns de seus textos neste livro, que se junta a incontáveis outros relatos, de outras gentes, que oferecerão ao mundo a experiência de quem viver as trevas a partir de dentro”, relata Patrícia.
Exposição “Poesias fotografadas” e lançamento do livro “Crônicas da Pandemia”, por Rogério Gomes
Vernissage: 14 de setembro, às 19h
Período: 14 a 20 de setembro
Local: Delphus Galeria de Arte
Endereço: Av. Cristóvão Colombo, 1501
O jornalista e escritor Luiz Reni Coutinho Marques lança na terça-feira, dia 13 de setembro, o romance “O último
concerto de jazz” (Sinal Cultural, 202 páginas, R$ 35,00), a partir das 18h, no Bar do Alexandre, Rua Saldanha Marinho, 132, Bairro Menino Deus, em Porto Alegre.
A obra de ficção relata a tragédia provocada pela Segunda Guerra Mundial e a forma como respinga no subúrbio da capital gaúcha, em 1944, com a partida dos 25 mil pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) para combater os nazistas na Itália, ao lado das tropas aliadas.
Aos 13 anos, o mundo de Francisco é abalado pelo embarque do irmão Frederico, cinco anos mais velho, para lutar do outro lado do Oceano Atlântico, em um conflito até então distante do seu mundo e dos seus interesses. Finalizado em 2020, o livro teve sessão de lançamento suspensa em março de 2020, em virtude da pandemia da Covid-19.
Frederico desaparece no campo de batalha, em uma missão secreta e seu corpo não é encontrado. Essa situação altera para sempre a rotina do patriarca Ernesto Morelli, apaixonado por jazz, gosto que passou para seus dois filhos, da sua mulher Julieta e dos seus descendentes. A história dessa família nas cinco décadas seguintes é marcada pelo arrebatamento pela música, amores, paixões, encontros e desencontros em dois continentes.
Contrabaixista de sucesso, Francisco reverencia a imagem de Frederico, seus primeiro instrutor na carreira de instrumentista. A guerra, encerrada poucos meses depois do desembarque dos soldados brasileiros em
Nápoles, jamais acabou realmente para os Morelli.
O autor
Luiz Reni Marques nasceu em Porto Alegre, em 1954, estudou Direito, História e Jornalismo, o único curso que concluiu. Foi repórter em Zero Hora, Jornal do Brasil, o Estado de São Paulo, Folha de São Paulo, Senhor e Isto É, e correspondente free lancer da Reuters, entre outros veículos de comunicação. Redator e editor na Rádio Gaúcha, diretor de redação da Revista Mundo, professor de Redação Jornalística na PUCRS e assessor de imprensa na Câmara dos Deputados durante a Assembleia Nacional Constituinte, atualmente edita o Blog Luiz Reni Marques.
“O último concerto de jazz” é o seu segundo romance. Antes, lançou “Noite longa demais”, que pode ser encontrado apenas em versão digital na Amazon.Com. Publicou também a obra de não ficção “O Mar de Dentro no Continente de São Pedro”, que conta aimportância da hidrovia na formação do Rio Grande do Sul, com imagens do fotógrafo Emílio Pedroso.
A exposição “Acqua”, com vernissage no dia 8 de setembro, apresenta o trabalho de 33 aquarelistas do Rio Grande do Sul. Segundo o material de divulgação, o curador e arquiteto Anaurelino Barros Neto, com Pós-Graduação em Praticas Curatoriais e Bacharelado em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS, pretende apresentar, através da exposição, a produção de grupos de aquarelistas e artistas independentes , mostrando as múltiplas vertentes da técnica de aquarela no Estado do RS, desde as linguagens mais tradicionais até as abordagens mais contemporâneas e abstratas.
Obra de Luciane dos Anjos. Foto; Divulgação
ARTISTAS :
Ana Lovatto / Ana Germani / Achylles Costa Neto / Anderson Neves / Andrea Amaro / Beatriz Gonçalves / Débora Duarte / Deja Rosa / Denise Giacomoni / Denise Marcolin / Denise Wichmann / E. Arigony /
“As aquarelas quase fotográficas e tradicionais sempre serão a nossa referência e terão nossa admiração. Temos exemplos impressionantes, como o do artista José Lutzemberger e sua perfeição técnica, entre outros aqui mesmo mesmo no Rio Grande do Sul.
Na aquarela, a água é o determinante fundamental para o êxito. Quem domina a sua dosagem e evaporação, em relação ao pigmento, certamente domina a técnica. Dessa maneira, é possível determinar as diferentes nuances da tinta, a saturação ou a leveza do pigmento, bem como as sobreposições de camadas de tinta. Revelam-se, assim, surpreendentes transparências e delicadezas, em descobertas de fusão de cores em pinceladas aleatórias. Por vezes, chega-se, até mesmo, a desenhar com o pincel.
Obra de João Iganci/ Divulgação
Tão importante como as técnicas mais tradicionais e acadêmicas, são os processos construtivos da abstração na aquarela. O acaso e suas eleições também exigem grande domínio para se obterem estruturas formais poderosas e convincentes.
Como nos ensinou a grande artista e teórica Fayga Ostrower, “os acasos existenciais irão transformar-se em acasos significativos, e serão reconhecidos imediatamente”. Essa intuição, em arte, não significa recursos menores e sem valor: ao contrário, pode corresponder a um resultado repleto de memórias afetivas que foram construídas ao longo de sua trajetória.
Obra de Helena Stainer/ Divulgação
Os aquarelistas devem estar atentos e receptivos durante esses processos, que serão sempre sua fonte acumulativa – casual ou não – de experiências, resultando na bagagem cultural única e pessoal de suas criações. É em seus ateliês que nós, curadores, percebemos estes resultados originais e autorais. Nesse espaço, seus processos interiores nos são revelados. As curadorias servem justamente para eleger e selecionar – dentro destes universos solitários que, por vezes, não têm um referencial exterior – as obras mais significativas, mais contundentes e ousadas, orientando caminhos futuros, os quais podem ser imperceptíveis aos próprios artistas.
É justamente essa impulsividade e ousadia que permitem que a Arte evolua: são essas sucessivas possibilidades criadoras que sempre nos surpreendem.
Obra de Graça Craidy/ Divulgação
SERVIÇO
EXPOSIÇÃO “ACQUA”
ONDE : GALERIA STUDIO JARDIM . Av New York , 506 . Bairro Auxiliadora
QUANDO : Vernissage dia 8 de setembro de 2022 . Visitação de 12 de setembro a 21 de outubro de 2022 . Horario de 14 h ás 18h.
Na semana em que a Independência do Brasil completa 200 anos, as comemorações ganham o reforço da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). A apresentação está programada para sexta-feira, 9 de setembro, às 20h, na Casa da OSPA. O maestro do Coro Sinfônico da OSPA Manfredo Schmiedt rege um repertório de grandes clássicos da música brasileira, que terá ainda participação da Banda de Música do 3º Batalhão de Polícia do Exército. O ingresso deve ser trocado por 1kg de alimento e já pode ser retirado na Bilheteria da Casa da OSPA ou no site sympla.com.br. O espetáculo também poderá ser acompanhado ao vivo pelo canal da OSPA no YouTube.
A apresentação encerrará a programação especial do Comando Militar do Sul em celebração ao Bicentenário da Independência do Brasil, que teve início no fim de agosto. A Banda de Música do 3º BPE abre o concerto com um repertório popular, sob regência do 1° Tenente Marlucio Loreto de Moraes, que inclui “Suíte Nordestina”, do pernambucano Mestre Duda, “Copacabana”, de Braguinha e Alberto Ribeiro, e “Na Baixa do Sapateiro”, um samba composto por Ary Barroso e gravado por Carmen Miranda.
Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes . Foto: Sgt PiresCMS/ Divulgação
Em seguida, a OSPA assume o palco para executar a abertura da ópera “Il Guarany”, de Carlos Gomes, que ganhou fama como a trilha do programa “A Voz do Brasil”. A orquestra também interpreta a “Rapsódia Nazaretheana para Piano e Orquestra”, obra em que Alfred Hülsberg orquestrou diferentes peças de Ernesto Nazareth, dentre elas “Brejeiro”, “Odeon” e “Apanhei-te, Cavaquinho”. Nessa peça, a pianista Olinda Allessandrini será a solista.
Também serão interpretadas peças de teor patriótico, como o próprio “Hino da Independência”, composto por Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga, cantado pelo Coro Sinfônico da OSPA, e ‘‘Abertura 1812’’, célebre música escrita por Piotr Ilitch Tchaikovsky para celebrar a vitória das tropas russas sobre a invasão napoleônica no ano citado no título. A obra é, até hoje, reconhecida pela instrumentação, que incorpora à orquestra uma banda militar e disparos de canhão que interrompem uma representação da Marselhesa, o hino francês.
Banda de Música do 3 BPE e regente 1 Ten Marlucio Loreto de Moraes. Foto: Sgt PiresCMS /Divulgação
Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército
A Banda do 3º Batalhão de Polícia do Exército (3º BPE) tem como principal função dar marcialidade às formaturas e desfiles militares, dentro e fora dos quartéis, bem como apresentações, retretas e concertos ao público civil, com repertório que vai do clássico ao popular. Possui também, no seu repertório, dobrados, marchas e canções militares. Integrada aos valores culturais, a Banda ocupa lugar de destaque no Comando Militar do Sul, constituindo-se em valioso elemento de integração entre a sociedade gaúcha e o Exército Brasileiro. Já participou de diversos eventos nacionais e internacionais, como o IV e o V Encontros de Bandas Militares em Montevidéu, no Uruguai, e em Buenos Aires, na Argentina. Atualmente, é regida pelo 1º Tenente Músico Marlucio Loreto de Moraes e possui 57 integrantes.
Coro Sinfônico da OSPA
O Coro Sinfônico da OSPA é formado por cantores voluntários que se dedicam a interpretar grandes obras do repertório coral-sinfônico. Além de participações marcantes na programação da OSPA, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo realiza concertos à capela em diferentes cidades do estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Aguiar, Bach, Beethoven, Bizet, Borodin, Brahms, Gounod, Händel, Haydn, Mahler, Mendelssohn-Bartholdy, Mignone, Mozart, Mussorgsky, Orff, Prokofiev, Puccini, Rachmaninoff, Rimsky-Korsakov, Santoro, Stravinsky, Tchaikovsky, Verdi, Villa-Lobos, Vivaldi, entre outros. A equipe artística do coro é formada pelo maestro Manfredo Schmiedt, a professora de canto Elisa Machado e o pianista Eduardo Knob.
Com vasta experiência coral e orquestral por todo o mundo, Manfredo Schmiedt é o maestro do Coro Sinfônico da OSPA desde 1992. Possui mestrado em Regência pela Universidade da Geórgia (EUA) e graduação na mesma área pela UFRGS. Seu currículo acadêmico inclui duas importantes condecorações: Pi Kappa Lambda Music Honor Society e Director’s Excellence Award. Apresentou-se, como convidado, em destacadas orquestras do mundo, como a Filarmônica de Mendoza (Argentina), a Orquestra Sinfônica da University of British Columbia (Canadá), a Filarmônica de Belgrado (Sérvia), a Sinfônica do Noroeste da Flórida (EUA) e a Petrobras Sinfônica (Brasil). Entre 2002 e 2020, foi regente e diretor artístico da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
Olinda Allessandrini é uma das mais conceituadas pianistas brasileiras, com um vasto repertório de obras para piano solo, além de música de câmara e concertos com orquestras, do barroco ao contemporâneo. Sua discografia abrange 11 CDs solo e 17 CDs como pianista convidada. Lançou também o DVD “pamPiano”, com direção de Caio Amon. Sua constante atividade de pesquisa e divulgação da música brasileira e latino-americana foi valorizada em várias edições do Prêmio Açorianos e com a distinção Líderes e Vencedores, da Assembleia Legislativa do Estado, como destaque na área cultural.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)
Concerto do Bicentenário da Independência
Concerto: Sexta-feira, 9 de setembro, às 20h.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingresso: 1kg de alimento.
Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso.
Bilheteria na Casa da OSPA: sexta-feira (9/9), das 12h às 20h.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Programa:
CONCERTO DO BICENTENÁRIO DA INDEPENDÊNCIA
Mestre Duda | Suíte Nordestina
Braguinha e Alberto Ribeiro | Copacabana
Ary Barroso | Na Baixa do Sapateiro
Apresentação: Banda de Música do 3º BPE
Regência: 1° Ten Marlucio Loreto de Moraes
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Antônio Carlos Gomes | Abertura Il Guarany
Alfred Hülsberg | Rapsódia Nazaretheana para piano e orquestra
Solista: Olinda Allessandrini (piano)
Apresentação: OSPA
Regência: Manfredo Schmiedt
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Piotr Ilitch Tchaikovsky | Abertura 1812
Dom Pedro I e Evaristo Da Veiga | Hino da Independência
O fotógrafo e produtor cultural Marcos Monteiro abre dia seis, terça-feira, na Galeria Escadaria, no Viaduto Otávio Rocha, onde é curador, sua nova exposição “Ir-Real 2”, que fica no local de três de setembro a 31 de outubro. A mesma mostra será levada para a Galeria de Arte Restinga, na Praça Alvorada, no bairro do mesmo nome, de dois de novembro a 10 de dezembro.
São 34 fotos, coloridas e PB. Curador da exposição, o fotógrafo e professor de Fotografia, Rogério Soares, apresenta o novo trabalho de Marcos Monteiro, no texto abaixo:
“Como era de se esperar, “Ir-Real”, em sua 2ª edição, re-surge ainda com mais força. Força essa, promovida por um olhar sempre atento, mas principalmente terno e humanista do qual Marcos Monteiro se utiliza para revelar seres anônimos, ora transmutados em autênticos personagens de sua amada cidade.
Partindo sempre de promissoras inferências sobre os lugares e pessoas a que escolhe fotografar, o autor através de brilhantes “insights” parece brincar com o que os olhos em uma 1ª mirada não conseguem ver. Assim mais uma vez, como puro passe de mágica, o fotógrafo a partir de uma técnica notadamente apurada, não somente retira do “real” o palpável e corriqueiro, como também habilmente o corrompe, tornando-o ainda mais rico, belo e instigante.
Neste sentido, o diverso conjunto de fotografias revigora um “espírito lúdico”, capaz de promover em cenas paralelas, pertinentes correspondências plásticas e semânticas. Então somos surpreendidos por imagens que se entregam a ilusão, criando assim efeitos miméticos onde contra-pontos, rastros, reflexos, sombras, sobre-posições entre outros aprontam o que deve ser “dito” .
Dotadas de alma e graça, essas fotos ouso dizer, sem esforço algum, se aproximam do olhar de fotógrafos como “Robert Dosneau” e “Frederick Sommer” por exemplo. Monteiro, como sabemos, é um sujeito que gosta de gente, e suas fotos igualmente gostam de gente. Tanto é verdade, que para produzi-las, ele seleciona não somente a melhor hora do dia ou da noite, buscando a luzideal, como pontos ou lugares conhecidos do grande público, mas de onde, e como ninguém consegue compor insólitos e únicos instantâneos.
Dessa forma, a vida diurna e noturna aparece ora repleta de amigos, desconhecidos, transeuntes e objetos que parecem ganhar “vida” ao mediarem, como sustenta Roland Barthes, a relação dos Homens com o mundo.
Concluindo, Ir-Real também se institui como autêntico “ato de linguagem” ao sustentar um discurso que além de pretender, ainda oferece uma arte verdadeiramente democrática, já que a rua que abriga a produção de tais fotos é a mesma que orgulhosamente as re-apresenta.
Então e por isso mesmo ,,, muito obrigado Marcos Monteiro.”
Artista lança antologia de 35 anos de poesia e exposição “Recortes de uma Trajetória”. Vernissage será no sábado, 3 de setembro, no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
Gramado é o templo da cultura. E a arte de Liana Timm vai estar presente no Festival Internacional Literário de Gramado (Filigram), no Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen. No espaço, Liana foi convidada a apresentar duas de suas expressões artísticas. Na literatura, com o lançamento do livro “A Dimensão da Palavra”, antologia que celebra seus 35 anos de poesias. E, nas artes visuais, com a exposição “Recortes de uma Trajetória”, com obras que revelam diferentes momentos da artista. O vernissage será no dia 3 de setembro, às 11 horas, e a exposição fica em cartaz até o dia 29, com entrada franca.
Liana Timm: Artista mostra duas vertentes de seu talento. Foto; Divulgação
Artista multimídia, arquiteta, poeta, designer e intérprete, são algumas das faces de Liana Timm. Nascida em Serafina Correia, Liana mantém um atelier em Porto Alegre, que se destaca pela intensa produção artística, onde mescla manualidade e tecnologia, conceito e materialidade, história e contemporaneidade. As intensas vivências de Liana foram traduzidas em quase 80 exposições individuais (e outras 130 coletivas). Em sua trajetória, também contabiliza 66 livros, sendo 18 individuais de poesia – reunidos no livro de “Dimensão da Palavra- 35 anos de poesia”. A obra, publicada pela editora Território das Artes, tem 494 páginas do percurso poético da artista até o momento.
Livro “A dimensão da palavra”. Foto: Divulgação
Recortes de uma Trajetória
Para completar a participação na Filigram, a artista foi convidada para apresentar a exposição oficial do evento. Em “Recortes de um Trajetória” estão 60 obras de quatro séries: Resgates, Outro(s) de Mim, O Traço Sensível e Passados Presente.
A série “Resgates” gira em torno das marcas deixadas pela colonização do Brasil: boa parte dos povos originários extintos, povos negros escravizados e imigrantes europeus explorando as riquezas da terra e trazendo junto suas ricas culturas e visão de mundo. Um olhar que vai do particular ao coletivo através de vivências e conhecimentos adquiridos, e se transforma em fazer criativo. Um percurso que aponta seu início e não a sua chegada. Referências que desconstroem o instituído para que o remanso corra ao largo da sedimentação. Uma reflexão gangorra ou uma fita de Moebius, subindo para baixo ou saindo para dentro com ondas que fascinam e decepcionam.
Obra da série “O traço sensível”. Foto: Divulgação
Na série “Passados Presentes”, Liana traz à tona um outro viés. São quatro obras de 80 cm x 80 cm, em que a artista apresenta a desconstrução do conhecido, ausentando as referências imediatas. Manchas e massas de cores tomam a primazia para constituir a expressão subjetiva das obras, que abertas, entregam ao fruidor as suas diversas significações.
Em “O Traço Sensível”, Liana destaca três obras em técnica mista (medindo 80 cm x 120 cm), unindo a manualidade do desenho, a pintura acrílica e a tecnologia. Explora, dessa maneira, as nuances que cada técnica lhe oferece com produções de extremo efeito estético e significações abrangentes. A série une história e contemporaneidade, um tema que a artista vem explorando de diversas maneiras em sua trajetória de 53 anos de arte.
Iniciada em 2009, a série “Outro(s) de Mim” completa a exposição com 52 obras em arte digital (30 cm x 30 cm). A séria, que está em permanente evolução, é composta por retratos de grandes personalidades da cultura universal e gira em torno das identidades múltiplas que nos habitam. Na mostra, estão obras que apresentam figura como Freud, Anne Frank e Andy Warhol. “Nossa diversidade, poço sem fundo de uma intimidade suspensa, nos escapa e indaga quem somos ou quantos somos. Mas a importância da resposta se apaga na busca. Uma riqueza de interesses toma lugar e emerge outra interrogação: quem mais podemos libertar em nós?”, provoca Liana. A série lembra Mario de Andrade, também representado na exposição, que dizia ser apenas trezentos e cinquenta. O mais ele desprezava.
Liana Timm. Foto: Luis Ventura/ Divulgação
Liana Timm no Filigram
Lançamento do livro “A Dimensão da Palavra” – Antologia de 35 anos de poesia
Exposição “Recortes de uma Trajetória”
Vernissage: 3 de setembro, às 11 horas
Período: 3 a 29 de setembro
Local: Centro Municipal de Cultura Arno Michaelsen
Endereço: R. Leopoldo Rosenfeld, 818 – Parque Gramado
O maior nome do violoncelo no Brasil e um dos maiores do mundo, Antonio Meneses está viajando pelo país em uma turnê comemorativa aos seus 65 anos. No próximo sábado, 3 de setembro, ele estará na capital gaúcha para solar em uma belíssima obra de Antonín Dvořák como convidado da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), fundação vinculada à Secretaria de Estado da Cultura (Sedac). O diretor artístico e maestro Evandro Matté conduz a apresentação, que também prevê “Danças Sinfônicas”. Essa famosa obra de Leonard Bernstein dá nome ao concerto, que tem início às 17h, na Casa da OSPA, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Os ingressos podem ser adquiridos em sympla.com.br, e também dão acesso à palestra sobre o programa, Notas de Concerto, às 16h, com o pianista Max Uriarte.
Nascido em Recife, Antonio Meneses é considerado um dos maiores instrumentistas brasileiros de todos os tempos. Em 2022, ele comemora 65 anos, completados na última terça-feira (23/8), percorrendo cidades brasileiras onde não se apresenta há muito tempo. Além disso, celebra duas efemérides: 45 anos desde que ganhou o primeiro prêmio no Concurso Internacional ARD, em Munique, e 40 anos do primeiro prêmio e medalha de ouro no Concurso Tchaikovsky, em Moscou.
“Estou muito contente de poder voltar a Porto Alegre, já faz algum tempo que não vou e agora finalmente conseguimos organizar tudo para isso”, compartilhou o músico, que atualmente mora na Basiléia, na Suíça. O programa não foi escolhido ao acaso: Concerto para Violoncelo em Si Menor, Op. 104, de 1896, foi a obra que Meneses executou na final do Concurso Tchaikovsky em 1982. “É talvez o mais lindo concerto escrito para violoncelo. É uma peça sempre muito bonita, romântica, cheia de vida. O Dvořák a escreveu quando estava prestes a voltar para a terra natal após viver nos Estados Unidos, então ela expressa uma ânsia de voltar, uma saudade, por isso estou tocando em todas as cidades que estou indo”, comenta o violoncelista.
Na segunda parte do programa, a OSPA executa, sem a presença do solista, as melodias que embalaram um dos maiores musicais de todos os tempos, “West Side Story”, de 1957. As “Danças Sinfônicas” são nove partes extraídas da trilha sonora pelo próprio compositor, o norte-americano Leonard Bernstein, e adaptadas para formar uma suíte, em 1961. Com o passar do tempo, a obra ganhou autonomia com relação à encenação original e consolidou-se no repertório de grandes orquestras.
Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, da Orquestra Theatro São Pedro e do Festival Internacional SESC de Música, em Pelotas. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (Estados Unidos) e no Conservatoire de Bordeaux (França). Desde 2006, atua como regente e, como convidado, já esteve à frente de orquestras de Uruguai, Argentina, China, Portugal, República Checa, Croácia, Alemanha, Itália, Colômbia e Estados Unidos. Em 2019, foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França pelo desenvolvimento das artes francesas em seu domínio artístico.
Evandro Matté. Foto: Vitória Proença / Divulgação
Antonio Meneses (violoncelo)
Antonio Meneses nasceu em Recife, em 1957, e começou os estudos de violoncelo aos 10 anos de idade. Aos 16, foi estudar com Antonio Janigro em Düsseldorf e Stuttgart. Em 1977 obteve o 1º prêmio no Concurso Internacional em Munique e, em 1982, o 1º lugar e a medalha de ouro no Concurso Tchaikovsky de Moscou. Gravou para a Deutsche Gramophon, com Herbert von Karajan e Anne Sophie Mutter, além de outros selos importantes. Apresenta-se regularmente na Europa, América e Ásia com importantes orquestras, dentre elas a Filarmônica de Berlim, Sinfônica de Londres, Sinfônica da BBC. Convidado dos maiores festivais de música, é ativo camerista, tendo sido membro do legendário Beaux Arts Trio por 10 anos. Ministra masterclasses em vários continentes, além de ser professor titular na Hochschule de Berna, desde 2008.
ORQUESTRA SINFÔNICA DE PORTO ALEGRE (OSPA)
Concerto da Série Casa da OSPA – Danças Sinfônicas
Concerto: Sábado, 3 de setembro, às 17h. Notas de Concerto: às 16h, com Max Uriarte.
Onde: Casa da OSPA (CAFF – Av. Borges de Medeiros, 1.501, Porto Alegre, RS).
Ingresso solidário (mediante doação de 1kg de alimento): R$ 10 (estudante, qualquer seção), R$ 15 (mezaninos e balcões) e R$ 20 (camarotes e plateia). Ingresso inteiro: R$ 30 (mezaninos e balcões) e R$ 40 (camarotes e plateia). Desconto de 50% para Amigo OSPA, sócios do Clube do Assinante ZH, idosos, doadores de sangue, pessoas com deficiência, estudantes, jovens até 15 anos e ID Jovem. Desconto de 20% para titulares do cartão Zaffari e Bourbon e para clientes do Banrisul.
Bilheteria on-line: via Sympla em bit.ly/ospa2022_ingresso (com taxa de conveniência).
Bilheteria na Casa da OSPA: sextas e sábados, das 12h às 17h. Formas de pagamento: Dinheiro, Banricompras, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket e American.
Estacionamento: gratuito, no local.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos.
Acessibilidade: pessoas com mobilidade reduzida e com deficiência visual.
Transmissão ao vivo: canal da OSPA no YouTube.
Informações para o público: (51) 3288-1507 e 98608-0141, de segunda a sexta, das 9h às 18h.
Programa:
DANÇAS SINFÔNICAS
Dvořák, Antonín | Concerto para Violoncelo em Si Menor, Op. 104
I. Allegro
II. Adagio ma non troppo
III. Finale. Allegro moderato
Intervalo
Bernstein, Leonard | West Side Story: Danças Sinfônicas
Lei de Incentivo à Cultura Patrocínio da Temporada Artística: Gerdau, Alibem e Banrisul. Patrocinadores da Casa da Ospa: Banrisul, Vero, Panvel, Grupo Zaffari e Gerdau. Apoio da Temporada Artística: Dufrio e Sulgás. Realização: Fundação Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós, Secretaria da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo. PRONAC: 192458.