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O internacionalmente aclamado Balé Folclórico da Bahia (BFB), que já se apresentou em mais de 30 países e 300 cidades do mundo, desembarca no Rio Grande do Sul para encerrar a turnê do espetáculo “O Balé Que Você Não Vê”. No dia 28 de outubro (terça-feira), a Companhia sobe ao palco do Teatro FIERGS, em Porto Alegre, e no dia 30, do Teatro Feevale, em Novo Hamburgo. A realização conta com o patrocínio master do will bank, por meio do estímulo da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet e Ministério da Cultura.
O espetáculo é inspirado na luta diária de uma companhia profissional para se manter ativa, tanto financeira quanto tecnicamente. Walson (Vavá) Botelho, diretor-geral e fundador da companhia, afirma que “O espetáculo O Balé Que Você Não Vê reflete a nossa resistência. Ele foi montado e teve sua estreia mundial depois de mais de dois anos sem o BFB se apresentar”. No palco, o grupo de dança afrobaiana apresenta três coreografias concebidas especialmente para esta produção: Bolero, de Carlos Durval; Okan, de Nildinha Fonseca; e 2-3-8, de Slim Mello, além de exibir o repertório clássico do grupo, com Afixirê, uma coreografia de Rosângela Silvestre, reconhecida internacionalmente.
A única companhia de dança folclórica profissional brasileira
O Balé coleciona importantes prêmios e reconhecimentos. Recentemente, em 20 de maio, foi homenageado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República e Ministério da Cultura. Em 2013, a prefeitura de Atlanta (EUA) declarou o dia 1º de novembro como o Dia do Balé Folclórico da Bahia, e no mesmo ano, o grupo teve uma rua nomeada em sua homenagem na cidade de Aného, no Togo.
A crítica de dança do The New York Times, Anna Kisselgoff, uma voz poderosa no cenário mundial, escreveu que “O prazer dos dançarinos, músicos e cantoras em fazer o que eles fazem sobre o palco é obviamente parte da vida deles que contagia todo o teatro”. A jornalista também declarou em uma de suas críticas para o jornal norte-americano que “Eu já assisti seus maravilhosos bailarinos em diferentes países, sempre se comunicando com o público. Crianças e adultos são tomados de imediato pelos ritmos e encantos de sua arte”. Em 1994, a Associação Mundial de Críticos reconheceu o BFB como a melhor companhia de dança folclórica do mundo.

Desde 1993, sob a direção artística de José Carlos Arandiba (Zebrinha), o corpo de baile atingiu um notável nível de aprimoramento técnico-interpretativo. A Bahia, com sua efervescência de manifestações populares, é a principal fonte de inspiração para as pesquisas do grupo, que legitima o folclore baiano em suas coreografias. O diretor artístico afirma que “O nosso grande objetivo é a educação. Meu princípio é que cada pessoa faz seu caminho. No Balé, há pessoas de todas as faixas etárias e de todas as classes sociais. A partir do momento que alguém entra por nossa porta, deixa fora um monte de estigma”.

SERVIÇO
“O Balé Que Você Não Vê” – Balé Folclórico da Bahia
Porto Alegre: 28 de outubro | Terça-feira | 21h
Teatro FIERGS (Avenida Assis Brasil, 8787 – Sarandi)
Ingressos: R$45 a R$160
Ingressos antecipados: https://www.diskingressos.com.br/event/824
Novo Hamburgo: 30 de outubro | Quinta-feira | 21h
Teatro Feevale (Universidade Feevale, RS-239, 2755 – Campus II, Novo Hamburgo)
Ingressos: R$35 a R$140
Ingressos antecipados: https://www.blueticket.com.br/evento/38206/espetaculo-o-bale-que-voce-nao-ve

A música de Astor Piazzolla e a poesia de Horácio Ferrer marcaram um antes e um depois na história do tango. Ambos nutriam o desejo de que sua obra — inovadora, audaz e profundamente humana — transcendesse o tempo e chegasse com força às gerações futuras.



Com roteiro e direção de Tomás Corredor, o longa NOVEMBRO foi selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, após ter estreado mundialmente na Discovery Section do prestigiado Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF).
O longa ganha também data de estreia nos cinemas brasileiros: 30 de outubro e uma pré especial na Cinemateca Capitólio, em Porto Alegre, no dia 21/10, às 19h.
Produzido pela colombiana Burning, em coprodução com a brasileira Vulcana Cinema, a mexicana Piano e a norueguesa Tordenfilm, o filme revisita um dos episódios mais trágicos e complexos da história recente da Colômbia: a tomada do Palácio da Justiça pelo grupo guerrilheiro M-19, em 6 de novembro de 1985.
O filme combina ficção envolvente e imagens de arquivo impressionantes para apresentar uma reflexão tensa e assombrosa sobre convicção, caos e as feridas profundas de um dos dias mais sombrios da Colômbia.
“NOVEMBRO é um filme nascido da necessidade de revisitar um momento-chave da nossa história recente, mas a partir de outra perspectiva. A obra não busca reconstruir os fatos, mas sim explorar o que não foi visto: o íntimo, o vulnerável, o humano”, explicou Thomás Corredor.
Segundo o diretor, o filme é um exercício de olhar novamente para a memória coletiva e suas lacunas, de olhar para a perda – de vidas, de certezas, de sentido: “O cinema nem sempre traz respostas, mas carrega algo ainda mais poderoso: a possibilidade de olhar de novo. Novembro é exatamente isso: uma reflexão sobre o que acontece conosco quando tudo se rompe. Não há heróis ou vilões, apenas pessoas diante de uma realidade que as esmaga. E essa realidade não faz parte apenas do passado. Pode acontecer de novo. Em qualquer país. A qualquer momento”.
NOVEMBRO marca mais uma participação da gaúcha VULCANA CINEMA, de Paola Wink e Jessica Luz, em um prestigiado festival, após o longa “THE BLACK SNAKE” (La Couleuvre Noire), do francês Aurélien Vernhes-Lermusiaux, estrear mundialmente em maio deste ano na mostra paralela ACID, dedicada a longas independentes do Festival de Cannes. Além disso, “ATO NOTURNO”, novo filme da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, teve sua première em fevereiro, na seção Panorama da última edição da Berlinale e “FUTURO FUTURO” que foi exibido no Festival Internacional de Karlovy Vary, na República Tcheca, e ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri Oficial no Festival de Brasília.
Sinopse:
Presos em um banheiro por mais de 27 horas durante a tomada do Palácio da Justiça, guerrilheiros, juízes e cidadãos civis encaram algo mais violento do que balas: suas próprias convicções — ou o colapso delas. Fora, o caos. Dentro, uma nação à beira do precipício.

No domingo (19), às 19h, o trio CRÊ TINAS, formado por Cristine Patane, Cristina Oliveira e Daisy Cristina, leva ao Espaço 373 um espetáculo que une música e teatro em uma combinação única de humor, poesia e emoção.

Com composições próprias que transitam pela música popular brasileira em diálogo com elementos cênicos e textuais, o show tem conquistado o público ao abordar o universo feminino em toda sua diversidade, dando visibilidade às vivências da mulher madura, às contradições do cotidiano e aos afetos compartilhados. Três vocalistas acompanhadas por uma banda que “cantam” histórias costuradas pelo humor de forma sensível, irônica, ativista debochada e romântica.

SERVIÇO
CRÊ TINAS
Quando: 19 de outubro | Quinta-feira | 21h
Onde: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Floresta)
Ingressos: R$35 a R$70 | Gratuito para membros do Clube 373
Ingressos antecipados: https://tri.rs/event/65/cre-tinas
Informações e reservas pelo WhatsApp 51 999 99 23 15


A comédia “Terapia de Casal, uma comédia em crise” fará curta temporada no mês de outubro na capital gaúcha. A montagem do texto original de Juliana Barros, que também dirige os atores Letícia Kleemann e João Petrillo, poderá ser vista dias 17 (sexta) e 18 (sábado), às 20h, e 19 (domingo) às 18h, no Galpão Floresta Cultural (Rua Conselheiro Travassos, 541, no Bairro Floresta); Ingressos antecipados no https://www.sympla.com.br/evento/terapia-de-casal-uma-comedia-em-crise/3124677?referrer=www.google.com. A apresentação marca um momento importante do espaço, já que é a primeira temporada de um espetáculo de teatro no local.
“Completamos em 2025 três anos Terapia De Casal e nada melhor que celebrar a data em um novo espaço cultural da nossa cidade: o Galpão Floresta Cultural. Queremos fomentar esse lugar como uma nova opção para se ir ao teatro, ver shows e espetáculos de dança”. afirma Juliana Barros, diretora e uma das sócias do espaço. O espetáculo é considerado um dos grandes sucessos do teatro gaúcho e recebeu Prêmio Açorianos De Melhor Produção Adulta em 2022. Desde a estreia, o espetáculo já foi visto por mais de 20 mil pessoas nas cerca de 60 apresentações realizadas por todo o Estado.

Durante o espetáculo, o público tem a oportunidade de se divertir e de se identificar com a história de Alice e Marcos, um casal que se conhece no final da década de 80 e que, depois de uma década de relacionamento com alguns conflitos, crises e muitas risadas, se vê diante de um terapeuta numa sessão de terapia de casal. Os dois revivem e compartilham com o público, que faz às vezes do terapeuta, momentos importantes e decisivos do relacionamento. “É uma história cheia de situações divertidas, conflitos, expectativas, crises, dramas, medos e gargalhadas, onde qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência”, diz Juliana.
A linha do tempo e a história do relacionamento de Alice e Marcos vai sendo desvendada através da sessão terapia do casal – com momentos de “flashback” que se transformam em cenas. O casal rememora a sua relação, através de situações divertidas, mas repletas do mundo real, que são compartilhadas e “revividas” com o público. “Alice e Marcos são como todos nós, com seus desejos e inseguranças, falhas e acertos – nenhum deles é o vilão ou o mocinho, talvez por isso mesmo o público se identifique e torça por eles”, finaliza a autora.
Galpão Floresta Cultural
O espaço cultural abriu no dia 05 de julho de 2025 no 4º Distrito. Com cerca de 300 metros quadrados, o local de três pisos conta com palco e auditório com capacidade para cerca de 130 pessoas, além de oferecer salas para atividades como ensaios, educação musical e formação cultural. O lugar pertence aos artistas Carlota Albuquerque, Juliana Barros, Simone Rasslan e Álvaro Rosa Costa. Um bar-café abre duas horas antes dos espetáculos para atender o público. Local para estacionar na frente.
Link com fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1B_9BTA78GCkf3gH2HML3sl5P9e54TshK
Link com vídeos:

Ficha Técnica
Texto: Juliana Barros
Direção: Juliana Barros e Fernando Ochoa
Elenco: Letícia Kleemann e João Petrillo
Música tema: Só pro meu prazer- Leoni e Fabiana Kherlakian
Trilha sonora original: Fábio Marrone
Direção de arte: Diego Steffani
Iluminação: Fernando Ochôa
Produção/Divulgação: Top Agência Produtora
Gênero: Comédia
Classificação:12 anos
Duração: 70 minutos
SERVIÇO
O QUE: Terapia de Casal uma Comédia em Crise
DATA: 17, 18 e 19 de outubro
HORÁRIO: sexta e sábado às 20h e domingo às 18h
LOCAL: Galpão Floresta Cultural (Rua Conselheiro Travassos, 541, no Bairro Floresta)
INGRESSOS:
Plateia: R$80,00 (+ R$ 8,00 taxa)
Meia entrada: R$ 40,00 (+ R$ 4,00 taxa)
COMPRA PELO SITE: https://www.sympla.com.br/evento/terapia-de-casal-uma-comedia-em-crise/3124677?referrer=www.google.com
Ingressos na bilheteria do teatro a partir de duas horas antes do espetáculo.

Com inauguração no sábado (4), exposição transforma sonhos em imagens e sons por meio de inteligência artificial
A exposição Onirica () será inaugurada pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac), no próximo sábado (4/10), às 10h30. Trata-se de uma videoinstalação produzida pelo estúdio italiano fuse* que, por meio de inteligência
artificial, utiliza um arquivo de sonhos para transformar os seus relatos em imagens e sons.
Com curadoria de Gabriel Cevallos, a mostra integra a programação do 10º Kino Beat.
Dentre 807 narrativas de sonhos reunidas por pesquisadores das universidades de Bolonha
(Itália) e da Califórnia (EUA), foram selecionadas 30, organizadas para a exposição em cinco
ciclos de seis relatos. A tradução visual é realizada por meio de modelos algorítmicos de
texto para imagem, suscitando reflexões sobre o inconsciente, a coletividade e a ética do
uso de dados para treinar a inteligência artificial.
No Museu, a mostra integra o programa expositivo “Poéticas do agora”, voltado a artistas
com produção atual cujas pesquisas recentes em poéticas visuais têm-se mostrado
inovadoras e relevantes no campo artístico contemporâneo. O programa objetiva valorizar
produções que investem na pesquisa e experimentação de linguagem, bem como na
transdisciplinaridade dos meios, operações e procedimentos.
O MARGS é uma instituição da Sedac. O plano de recuperação, exposições e atividades
educativas do Museu conta com patrocínio direto do Banrisul e com patrocínios via Lei de
Incentivo à Cultura Federal do Santander, da Hyundai e da EDP.
Estúdio fuse*
Responsável pela criação do trabalho, o estúdio fuse* explora, desde 2007, o potencial
criativo das tecnologias contemporâneas. Liderado pelos fundadores Mattia Carretti (n.
1981, Itália) e Luca Camellini (n. 1981, Itália), reúne um grupo multidisciplinar de artistas,
arquitetos, engenheiros e designers, em colaboração com especialistas e centros de
pesquisa, que colaboram na criação de projetos, obras, espetáculos e exposições.
Conhecido por suas instalações de grande escala e performances ao vivo – nas quais atua
também como companhia de teatro e produtora independente –, o estúdio experimenta
constantemente novas relações entre o físico, o digital, o natural e o artificial, explorando
uma ampla gama de meios artísticos, incluindo escultura, impressão, vídeo, luz e som. Ao
longo dos anos, apresentou suas obras internacionalmente, em instituições de arte e
festivais.

Kino Beat
A parceria deste ano também retoma a colaboração entre o MARGS e o Kino Beat. Na
edição de 2019 do festival, o Museu recebeu apresentações do Projeto Sonora e de Tomaz
Klotzel, e, em 2021, apresentou a exposição Denilson Baniwa — INÍPO: Caminho de
transformação.
Iniciado em 2009, com uma mostra de filmes sobre música, o Kino Beat se tornou uma
plataforma de arte contemporânea, reunindo múltiplas linguagens – da arte digital ao
audiovisual ao vivo, da música experimental às artes visuais – e criando espaço para
experimentação artística e reflexão crítica. A programação inclui exposições, instalações,
performances, espetáculos, shows, mostras, residência artística, ações formativas e outros
formatos. O conteúdo das atividades deriva da ampla relação que o significado do seu
próprio nome estabelece: “Kino” (imagem, movimento) e “Beat” (ritmo, som).
Nesta edição, a curadoria atravessa temas como tecnologias emergentes, sons globais,
ficções especulativas, pensamento ecológico, práticas colaborativas, cidades imaginadas e
outras formas de escuta e convivência. A principal novidade deste ano é a residência
artística internacional “Portos Conectados”, que reúne artistas brasileiros e britânicos em
uma criação transnacional. Realizada em parceria com a Foundation for Art and Creative
Technology (FACT), do Reino Unido, a iniciativa marca a primeira atuação internacional
estruturada do Kino Beat.
O 10º Festival Kino Beat é viabilizado por meio da Lei Rouanet e apresentado pela
Petrobras, e conta com patrocínio da Blue Moon e Crown Embalagens. Apoio Internacional
do British Council e Instituto Guimarães Rosa – Ano da Cultura Brasil/Reino Unido. O Festival
conta com financiamento do Pró-Cultura RS – Secretaria de Estado da Cultura – Governo do
Estado do RS e realização Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo
brasileiro.
Serviço
Exposição Onirica ()
Videoinstalação do estúdio italiano fuse*, no 10º Kino Beat
Onde: Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) – Praça da Alfândega, s/nº, Centro
Histórico, Porto Alegre
Abertura: Sábado (4/10), às 10h30
Visitação: Até 30 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 19h (último acesso às 18h)
Entrada gratuita
Texto: José Francisco Alves
A Exposição do Centenário Farroupilha foi o ápice na construção das “bases” históricas e culturais do Rio Grande do Sul como indissociáveis à herança e ao culto da epopeia farrapa (1835-1845). Desde pelo menos 1879 já havia essa tentativa, à vista da encomenda ao pintor Guilherme Litran para o retrato equestre do Gen. Bento Gonçalves. Em 1891, na Constituição Estadual, houve a previsão de um “monumento à memória de Bento Gonçalves e de seus gloriosos companheiros da cruzada de 1835”. Tal “ligação” das gerações subsequentes com os farroupilhas foi com o tempo sendo construída e instituída. E cada oportunidade, sempre com apoio de pinturas históricas, monumentos e celebrações, foi muito bem aproveitada pelos governantes em suas tentativas de inserção como “herdeiros” da estirpe farroupilha.

Porto Alegre, a “Leal e Valorosa”, resistiu bravamente aos
cercos farroupilhas. Porém, já no Centenário da Revolução
(1935) estava impregnada pelo “espírito farroupilha” que todos os sul rio-grandenses passaram a encarnar. Assim, a cidade envolveu-se totalmente na realização de uma exposição fantástica, capitaneada pelo Comissário Geral da Exposição, o prefeito Alberto Bins. O comissariado foi integrado também por Mário de Oliveira (Secretário-Geral), A. J. Renner (Seção da Indústria), Dario Brossard (Pecuária) e Walter Spalding (Cultura).
Para o evento, ergueram-se na Redenção pavilhões temporários. O principal foi o Pavilhão da Indústria Rio-grandense, com nada menos que 230m de frente, 60de profundidade e 14.040m2 construídos. Entre os demais, os pavilhões da Indústria Estrangeira, Agricultura do RS, Inspetoria Federal das Estradas de Ferro e Estrada de Ferro Centra do Brasil, Viação Férrea do RS e Departamento Nacional do Café. Dos estados, os pavilhões de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Pernambuco e Pará.
Houve também inúmeros estandes de serviços, diversões e entretenimento, como o suntuoso Cassino. Todos os pavilhões foram realizados sob a mesma influência de linguagem arquitetônica, numa interessante utilização local do art déco, o estilo moderno que teve sua divulga-ção mundial em 1925, com a “Exposition internationale des arts décoratifs et industriels modernes”, em Paris. Nesse sentido, destaca-se a articulação e a coordenação para que tal unidade estilística fosse orientada como o padrão da exposição farroupilha, dado que os projetistas dos pavilhões não foram os mes mos. À noite, os estandes e atrações possuíam uma iluminação de alto destaque, algo jamais visto na capital. Das demais construções, a mais icônica foi o pórtico monumental. Também foram edificados um auditório com concha acústica, restaurante, casa da vispora, “Casa do Gaúcho” e parque de diversões. Em frente à Rua Santana, havia o canódromo (corrida de cães).

Também monumental, foi a exposição de animais de nossa agropecuária, uma “mini-Expointer” em plena Redenção. O Pavilhão Cultural foi reali-
zado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.
Sua entrada dava-se diretamente pela Av. Osvaldo Aranha, com ingresso próprio. A seção de artes plásticas do pavilhão foi uma das maiores exposições de arte já realizadas em Porto Alegre. Somente na Seção de Pintura, participaram 780 trabalhos.
Aquele contexto do Centenário Farroupilha tomou conta da cidade, influindo na autoestima local, sendo o mais grandioso evento que Porto Alegre já teve, proporcionalmente, a considerar o tamanho da capital à época, com estimados 313.500 habitantes.
Nas comemorações de 1935 houve uma onda de monumentos, em grande número de municípios gaúchos. Para o ambiente do Campo da Redenção, na oportunidade batizado de Parque Farroupilha, também monumentos foram inaugurados. Infelizmente, este significativo legado em forma de arte encontra-se hoje semidestruído, em farrapos. A principal obra foi a estátua equestre de Bento Gonçalves, encomendada a Antonio Caringi.
Esse monumento, em 1940, foi transferido para a Av. João Pessoa, junto à Praça Piratini. Com os anos, paulatinamente esta obra, realizada na Alemanha os
bronzes, foi esquecida por autoridades e sociedade. Foi completamente abandonado, furtadas peças e emporcalhado: uma vergonha à memória farroupilha é o que resta do monumento dedicado aquele que foi um dos mais destacados sul rio-grandenses, o Gen. Bento Gonçalves.

A história da Exposição do Centenário Farroupilha encontra-se em exibição na Casa da Memória Unimed Federação/RS, com a exibição de fotografias dos pavilhões, maquete do pórtico, obras de artistas da organização do Pavilhão Cultural e outros itens relativos ao evento.

Também haverá mesa redonda sobre arquitetura e história, bem como uma visita orientada ao Parque Farroupilha. Trata-se de oportunidade de conhecer um evento que distancia-se no passado, é tratado com lendas e equívocos de interpretação e, por isso, precisa ser devidamente lembrado. Seu maior legado foi definitivamente fazer do Campo da Redenção um parque público, cujos primeiros elementos do anteprojeto de Alfred Agache, elaborado em 1928, foram construídos para a Exposição do Centenário Farroupilha.
O Pavilhão Cultural foi realizado no único prédio edificado para ser permanente e para abrigar, após a Exposição do Centenário Farroupilha, uma escola pública modelo, o hoje Instituto de Educação Flores da Cunha.
sábado A Exposição do Centenário Farroupilha
completa 90 anos
Encerramento da Exposição do Centenário Farroupilha em Relatório de Alberto Bins no ano de 1936
CP MEMÓRIA
“Exposição 90 de 35 – Arte,
História e Arquitetura na Exposição do Centenário Farroupilha
Curadoria de José Francisco Alves e Marco Aurélio Bier-
mann Pinto.
Visitação de segundas a sex-
tas, das 13h às 18h. Até dia 24 de outubro.
Casa da Memória Unimed Federação/RS. rua Santa Tere-
zinha, 263,

