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  • Associação de Circo do Rio Grande do Sul lança site oficial e cartilha
    Representantes da classe artística apresentam novidades no dia 27 de março

    Associação de Circo do Rio Grande do Sul lança site oficial e cartilha

    No Dia do Circo no Brasil, 27 de março,  a  Associação de Circo do Rio Grande do Sul – Circo Sul – respeitosamente apresenta: o lançamento do site oficial da associação https://assocircors.org.br/ e o lançamento da cartilha de circo (em versão digital).

    A Associação de Circo do Rio Grande do Sul

    – Circo Sul é fruto de anos de luta e nasceu institucionalmente em 2018 em função da necessidade de representar a classe artística circense do Estado do RS junto aos órgãos públicos e privados, estaduais e municipais, bem como junto à sociedade civil. Desde então, vem realizando um trabalho comprometido com os seus associados. Promove atividades sociais, culturais e educacionais e desportivas que contribuam para a integração da comunidade circense, além de difundir e desenvolver o circo em geral.

    Neste ano, em meio à pandemia, a Circo Sul desenvolveu um novo instrumento de comunicação e divulgação de material para os seus sócios: o seu site. Na página, os internautas poderão encontrar dados da organização, seu histórico, seu estatuto e uma área especial para exposição de fotos de alguns de seus eventos.

    No site, elaborado pela empresa dalee.dev (https://dalee.dev/) haverá espaço para a publicação de artigos sobre o setor circense, o compartilhamento de notícias, editais, eventos e oportunidades de trabalho para os artistas de circo, entre outros itens. Também haverá um espaço especial para a divulgação do trabalho de cada um dos seus associados, para facilitar a contratação por potenciais clientes.

    Por fim, vamos conhecer a segunda versão da Cartilha de Circo, instrumento de luta da classe circense por reconhecimento e atenção às necessidades dos artistas, bem como à Legislação vigente específica para os circos itinerantes, que vem em formato Digital para facilitar o acesso ao maior número de circenses gaúchos. Na cartilha também é encontrado o primeiro mapeamento dos associados e das modalidades com as quais trabalham.

    A diretoria da Circo Sul é formada por: Presidente – Luciano Fernandes. Vice Presidente – Felipe Farinha. Secretária Geral – Consuelo Vallandro. Secretário Adjunto – Vinicius Zucatti. Tesoureira – Dominique Andujar. Tesoureiro Suplente – Ramon Ortiz. Conselho Fiscal, Patrícia Sacchet e Vanessa Bonaldo. Contatos com a imprensa: Consuelo Vallandro Barbo Fone: (51) 98427-2207

  • Humor, grosso e gaúcho, de Bier em tempos de pandemia

    Humor, grosso e gaúcho, de Bier em tempos de pandemia

     

    O universo da cultura em geral e das artes visuais, em particular, foi duramente atingido pelas consequências da COVID 19.  O mundo das publicações impressas artísticas , como o de quadrinhos, cartuns, charges também pagaram o preço da pandemia e estiveram praticamente paralisados ao longo de 2020. Agora alguns de seus principais protagonistas retomam às atividades. Entre eles, o cartunista gaúcho Augusto Bier, cujo trabalho é focado na existência do gaúcho do campo, idealizado pelo imaginário construído no discurso dos Centro de Tradição Gaúcha. Bier  atualmente promove o relançamento de “Rio Grosso”, álbum de seus cartuns, que custa R$ 50,00, prefaciado por Santiago, e pode ser adquirido através do Facebook  do autor, que remete o exemplar pelo Correio.

    Aqui, Bier faz uma apresentação do seu trabalho:

    “Os cartunistas Santiago, Byrata (Brasil), Crist e Fontanarrosa (Argentina)
    são os mitos fundadores dos meus desenhos de humor sobre gaúchos.
    Ainda nos tempos de internato comprei o primeiro livro de Santiago,
    “Humor Macanudo” (1976) e, dois anos depois, durante o serviço militar
    obrigatório, consegui um exemplar de “Gauchíssima Trindade”, com
    cartuns de Santiago, Crist e Fontanarrosa. A revista “Xirú Lautério”, do
    Byrata, me chegou às mãos em 1980, em Santa Maria. Em 1982, já
    cursando jornalismo na PUC, Airton Ortiz, da Editora Tchê!, convidou-me
    para ilustrar o livro de causos “Rapa de Tacho, do Apparicio Silva Rillo
    (campeão de vendas da feira daquele ano). Já contaminado pelos mestres,
    aquilo marcou meu início como desenhista de humor na abordagem do
    gaúcho tradicional.


    Apesar da picardia e irreverência do material produzido nas várias
    manifestações culturais, eu me perguntava por que aquela quase
    escatologia não encontrava eco no desenho de humor. Afinal, as
    narrativas e representações verbais muitas vezes passavam dos limites
    sem que a moralidade fosse evocada na defesa da boa família gaúcha.
    Talvez houvesse uma linha imaginária acordada implicitamente entre o
    que era humor e o que era desrespeito. E isso poderia ser um freio para a
    produção editorial de algo mais picante.
    Muito tempo depois, em 1999, na pesquisa para uma dissertação de
    mestrado (UFRGS/Fabico) sobre Estudos Culturais, encontrei alento num
    artigo do jornalista Ney Gastal (1987). Ali ele relata que, entre 1959 e
    1960, durante um congresso tradicionalista em Cachoeira do Sul, o então
    jovem Antonio Augusto (Nico) Fagundes, no intuito de combater o tédio
    das palestras, começou a rabiscar os versos daquela que seria considerada
    uma das maiores obras da chamada “Poesia Chula” do Rio Grande do Sul,
    intitulada “Comendo Égua”. A obra foi finalizada em parceria com Jayme
    Caetano Braun (Chimango), Apparicio Silva Rillo (Magro), Claudio Oirandi
    Rodrigues (Tio Manduca), Telmo de Lima Freitas e Glaucus Saraiva.
    Depois de verificar a obra, pensei: eu também posso brincar com esse tipo
    de coisa – só que desenhando.”  Bier.

     

     

    O BOM MOÇO E O SEU RIO GROSSO!- Prefácio de Santiago.

    ” Desde que o mundo é imundo o gaúcho cultiva a malícia, a sacanagem, a empulha, a bufonaria, a picardia (sem ou com trocadilho!), o obsceno, o
    licencioso, o desbocado, a impudícia, o fescenino, a brejeirice, a indecência com pouca ciência, a bandalheira fuleira, o nome feio ás vezes com a mãe no meio, o baixo calão na língua do peão, a boca de latrina proibida pra menina. Enfim tudo isso que, em bom português e, melhor ainda, em gauchês, se chama a velha bagaceirice campeira!  Desde que a natureza ou o próprio homem mal intencionado e, com uma pá, inventou o desnível do terreno, que o gaúcho vive aos trancos e nos barrancos com a sua montaria, logicamente desmontado nesse momento de paixão telúrica! Claro que essa hora crucial, pouco cial e muito cru, de puro furor selvagem, ensejou milhares de gracejos, sem traquejos, sobejos em rusticidade e primarismo ancestral. No barranco, no flanco, de tamanco ou de lenço branco, vemos o nosso gentílico do sul em posição muito pouco gentil, até quase vil, mas em prazeres mil.  É farto o imaginário e o repertório visual das façanhas amorosas do nosso campeiro, em peripécias com a china, com a pecuária equina, muar, bovina e ovina, com recursos manuais e digitais, nos pensamentos encardidos ou até com o próprio colega de lides campeiras e de pelegos calientes!

    Pois o nosso talentoso Bier, com seu precioso,preciso e atrevido traço, sem régua e sem compasso, nada mais fez que registrar tudo isso nesse gargalhejante e galhofeiro “Rio Grosso do Sul” (título que o nosso estado conservador e reacionário bem merece!). Saiam, portanto, de perto quando o Bier erige sua pena furibunda com muita fúria e pouca bunda, para emprenhar a folha em branco com a sua mordacidade e irreverência sem cerimônias. O rebento que arrebenta a boca do balaio é sempre a risada de galpão, sonora e desabrida, ordinária e lupanar, pois o nosso
    indiscreto desenhista levanta a ponta do poncho e mostra que, embaixo dos pelegos, acontecem muitas façanhas que pouco servem
    como o modelo à toda Terra!

    Ainda cabe dizer o mais importante e agora a sério: o Bier é um dos grandes desenhistas de humor do Brasil. Aqui ele contrasta expressivamente os temas toscos com seu traço elegante, de estilo bastante pessoal e fluente – aliás, é um dos raros que muitas vezes desenha sem esboçar a lápis e caracteriza tipos humanos com enorme riqueza pitoresca”.  Santiago

    BIER RESPONDE:

    Pergunta: Para quem não conhece, quem é Bier?

    RESPOSTA: Augusto Franke Bier, 61 anos, natural de Santa Maria da Boca do Monte (RS). Cartunista publicando desde os 15 anos. Jornalista formado pela PUC-RS, especialista em Educação pela UNIJUÍ e mestre em Comunicação e Informação pela UFRGS. Vários prêmios no Brasil e exterior. Além de ter publicado em diversas coletâneas, é autor de três livros solo: Alles Blau e Alemão Blau – personagem de tiras de humor – e Rio Grosso do Sul, com cartuns sobre o gaúcho “tradicional”. Foi diretor do Museu de Comunicação Hipólito da Costa e trabalhou na imprensa do
    Sindbancários por quase 30 anos.

    PERGUNTA: Humor de galpão quase não tem mulher. Claro, galpão é um universo masculino. Como é a representação feminina nesse universo.? Há espaço para humor feminino?

    RESPOSTA: Culturalmente, o galpão é ambiente masculino, e isso é uma metáfora de todo o arcabouço do tradicionalismo. Talvez porque dois terços da história do RS tenham transcorrido em tempos de guerra, no qual homens e mulheres tinham funções bem distintas e definidas pelo patriarcado machista do latifúndio. No entanto, a mulher sempre esteve presente nesse ambiente – como objeto de discursos -, mas dificilmente ao vivo. Eram os discursos sobre a mulher ideal, a china cobiçada, a escrava… As condições sociais e econômicas da maioria dos homens eram tão precárias, que misturavam esses valores com a apologia da zoofilia, a alternativa que restava. Então, eu acho que a mulher começa a ganhar espaço quando a literatura, a arte e o humor passam a representar a sua caminhada, e isso, bem ou mal, ganha impulso através da fundação do MTG, em 1949. A mitologia criada sobre o gaúcho gentílico, paradoxalmente, colocou luz sobre a figura da mulher, mesmo que de forma estereotipada. O riso obrigou o gaúcho a se olhar diante do espelho e descobrir que, de certa forma, ele podia rir de si mesmo. E que, sem a mulher, isso não seria possível.

    PERGUNTA: A questão do comportamento é muito explícita nesse trabalho. Comportamento é a matéria prima de humor?

    RESPOSTA: Humor é a representação do comportamento humano, e cada cartum, cada anedota, é uma interpretação. Herrera Flores afirma que, com o riso, que exige sempre pelo menos duas pessoas compartilhando, inseridas numa zona comum de entendimento, celebramos o triunfo da pulsão da vida (eros) sobre a pulsão da morte (tanatos). Isto é, mais do que um fenômeno psicológico e social, o riso também é um fenômeno cultural. Seu funcionamento é uma demonstração da inteligência em que o ser humano consegue entender o deslocamento de sentidosa ponto de cair numa armadilha. Essa armadilha narrativa termina com uma
    surpresa, e o leitor (ou ouvinte) não tem outra saída a não ser rir. Eu acho que esta é a melhor parte de se viver em sociedade.

    PERGUNTA: No teu trabalho há o gaúcho urbano, da cidade, com a picardia e o espalhamento que tem o gaúcho do campo?

    RESPOSTA: Antes é preciso dizer o que eu entendo por “gaúcho”. É todo aquele que nasce no RS, seja ele de origem lusa, castelhana, alemã, italiana, judaica, palestina… Trata- se de uma inserção com a qual o MTG ainda lida precariamente. Já o tipo humano que abordo nos cartuns do livro Rio Grosso, por exemplo, está pousado justamente no que vejo de caricatural na mitologia gauchesca . É o humor jogado num cenário que se julga muito sério e superior, que é o do tradicionalismo. A figura representa o gaúcho bombachudo, falastrão, mulherengo, livre e valente idealizado pelo MTG. É um tipo humano que já desapareceu. Agora temos patrão e peão em dois ambientes: nas lides rurais, com empregadores e assalariados, e nos Centros de Tradição Gaúcha e piquetes, onde uma igualdade idealizada e irreal ainda é celebrada ritualmente. Como gaúcho da cidade, circulei muitas vezes no ambiente tradicionalista e as pesquisas me ajudaram a ter um olhar mais atento sobre o assunto.

    PERGUNTA: Como é fazer humor em tempo de pandemia?

    RESPOSTA: Fazer humor em tempos de pandemia é um desafio desgraçado, porque a concorrência da estupidez de algumas pessoas e das autoridade é concorrência desleal. Por outro lado, se não tivéssemos riso, seria ainda pior.

    PERGUNTA: Teu trabalho atual é influenciado pelos momentos de crise que chegamos?

    RESPOSTA: A charge tem como principal matéria prima o noticiário. Enquanto o cartum é uma piada desenhada sobre costumes, a charge é uma linguagem editorial e tem a vida muito mais curta, que pode morrer no dia seguinte. Nem sempre o jornalismo e a realidade se coadunam, então é recomendável que o espírito crítico e o
    conhecimento do humorista estejam acima da média.

    PERGUNTA: A questão das redes sociais para o teu trabalho. Como funciona?

    RESPOSTA:  As redes sociais dão muito mais amplitude para o nosso trabalho, mas geralmente remuneram bem menos. O desparecimento dos suportes em papel, por exemplo, encolheram drasticamente esse mercado, culturalmente ligado ao porte físico do objeto. Muito do que publico é por necessidade vital de continuar produzindo intelectualmente, sem ganhos financeiros.

    PERGUNTA: O que tu imagina para o humor pós pandemia?

    RESPOSTA: Sobre a pandemia? Um dia nós NÃO vamos rir disso tudo!

  • Um panorama das artes visuais, em pequeno formato, de várias regiões do mundo

    Um panorama das artes visuais, em pequeno formato, de várias regiões do mundo

     

    O Projeto Miniarte Internacional, criado e coordenado pela artista visual Clara Pechansky, já definiu o tema e também os locais e datas das duas exposições a serem realizadas este ano no Estado. Os artistas que atenderem à convocatória produzirão obras sobre a temática que mais se impõe neste momento histórico da humanidade: VIDA. As obras serão apresentadas ao público em 18×18 cm, tradicional formato da Miniarte, fundada em 2003.

    O lançamento da 40ª edição ocorrerá no próximo dia 22 de março (segunda-feira), quando o regulamento (em português, inglês e espanhol) estará disponível aos interessados no site www.miniartex.org. As inscrições para artistas brasileiros serão recebidas entre 5 de abril e 30 de junho.

    São convidadas especiais da coordenadora nessa edição as artistas Darmeli Araujo, Débora Irion, Eliane Santos Rocha, Esther Bianco, Inês Benetti, Flávia de Albuquerque, Liana Timm, Rita Gil, Thid Dalcol e Zoravia Bettiol. Outros artistas reconhecidos, inclusive do exterior, também são convidados de Clara Pechansky para a presente Miniarte.

    Zoravia Bettiol e seu trabalho/ Fotos Divulgação da artista

    Rita Gil e sua obra . Fotos: Divulgação da artista

    Gramado e Porto Alegre

    A Miniarte Vida será aberta em 4 de setembro e irá até 10 de outubro no Centro Municipal de Cultura de Gramado, com patrocínio da Secretaria da Cultura da cidade. Na sequência, de 4 a 26 de novembro, a mostra será remontada na Gravura Galeria, em Porto Alegre. As exposições serão instaladas fisicamente e estarão abertas à visitação presencial, seguindo os protocolos sanitários das autoridades.

    Eliane Santos Rocha e seu trabalho. Foto: Divulgação da artista –

    Débora Irion e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    O objetivo do Miniarte Internacional é apresentar um panorama das artes visuais de várias regiões do mundo. Democratizante e inclusiva, a proposta acolhe os trabalhos inscritos sem submetê-los à seleção. As obras são expostas em ordem alfabética, permitindo a conexão de uma diversidade de influências culturais sem que se perca a individualidade de cada artista. A produção coletiva será reunida num catálogo virtual

    Flávia de Albuquerque e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação da artista
    Inês Benetti e sua obra. Fotos: Divulgação d artista
    Ester Bianco e sua obra. Fotos: Divulgação da artista

    Por meio do Projeto Miniarte Internacional, o Brasil já estabeleceu parcerias artísticas com Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Cuba, Estados Unidos, Holanda, Inglaterra, Irlanda do Norte, Itália, México, Portugal e Taiwan em edições anteriores.

    Liana Timm e sua obra – Fotos: Divulgação da artista

    Darmeli Araujo e sua obra. Fotos: Divulgação da artista-

    Com 65 anos de carreira profissional, a artista visual e gestora cultural Clara Pechansky define a força do formato 18×18: “Assim como a menor palavra pode ter tanto poder quanto o mais longo discurso, também uma pequena obra de arte pode ter um grande impacto sobre o observador”.

    CLARA PECHANSKY RESPONDE

    Higino Barros

    Pergunta: Como tem sido trabalhar com arte visual em tempos de pandemia?

    Clara Pechansky: Tenho meu estúdio em casa, então para trabalhar em desenho e pintura não houve mudanças. Mas meu outro estúdio, que fica no Bom Fim, onde dou aulas de Arte, está fechado desde março de 2020.

    Pergunta: A questão do presencial e o virtual nas artes visuais. Quais vantagens e desvantagens?

    CP: Com o impacto da grande crise, o PROJETO MINIARTE INTERNACIONAL, que criei em 2003 e que chegou às edições 38 e 39 em 2020, foi transformado em virtual, e as inscrições foram gratuitas. A edição 38, Miniarte Verdade, teve 400 inscrições do Brasil e do exterior, entre obras de artistas visuais e minitextos de poetas e escritores. Para a edição 39, também virtual, convidei 53 artistas gaúchos, e foi uma coprodução com a Universidade de Sinaloa, no México, portanto também reuniu artistas de vários países. Com a ajuda da minha amiga Liana Timm, foi possível produzir catálogos virtuais sobre as duas exposições, que estão no website da Miniarte (www.miniartex.org)

    Pergunta: Qual leitura que faz da arte visual no RS ? E fora daqui?

    CP: No mundo todo, após o susto inicial, houve uma aceleração na criação de arte por causa da pandemia. Profissionais aumentaram significativamente sua produção, e amadores começaram a descobrir que a Arte pode ser uma excelente maneira de expressar sentimentos e sensações, mesmo para quem nunca lidou com materiais artísticos. Esse fenômeno é universal, aconteceu com todos, artistas emergentes e consagrados, e novas formas de comunicação foram geradas. Isso vale para artistas visuais, mas também para músicos, dançarinos, atores, performistas em geral. Todos foram descobrindo novas maneiras de mostrar seu trabalho.

    Pergunta: O que espera da arte visual pós pandemia? Esse tema vai impactar de que forma os artistas?

    CP: Não há dúvida, após um ano de pandemia, que algumas formas novas de canalizar a criação artística foram descobertas e vieram para ficar. Além disso, novas plataformas foram sendo experimentadas: algumas deram certo, outras se esgotaram ao natural, por excesso de uso, ou por mau uso. Nós, artistas visuais, acostumados a receber um grande público nas nossas exposições, aprendemos que é possível criar mostras híbridas, presenciais e virtuais ao mesmo tempo. Estou participando de um projeto internacional que o coordenador chama de “phygital”, ou seja, simultaneamente digital e físico.

    Pergunta: quais os planos para 2021:

    CP: A partir de 22 de março, vou lançar a MINIARTE VIDA, edições nº 40 e nº 41 do Projeto Miniarte Internacional. Será uma exposição com convocatória em português, inglês e espanhol, prevista para receber mais de uma centena de artistas. Para participar basta se inscrever e seguir o regulamento (www.miniartex.org). A Miniarte não pede currículo e não faz seleção de participantes, é um projeto democrático que aceita todos os estilos e idades.  A inauguração presencial vai ser em setembro, no Centro Municipal de Cultura de Gramado, e em novembro, na Gravura Galeria de Porto Alegre. Afora isso, tenho convites para participações aqui e lá fora, ou seja, sigo trabalhando diariamente, mas sempre tentando me adaptar aos acontecimentos de cada dia.

     Pergunta: Porque a presença maior de mulheres na mostra? Sempre foi assim? Isso não torna a coisa digamos, “parcial”?

    CP: O que acontece é que após anos de repressão às mulheres artistas, no século XX elas passaram a ter mais predominância e começaram a mostrar seu trabalho, talvez tentando recuperar o tempo perdido. Para a exposição no México decidi convidar 33 mulheres, mas minha seleção foi absolutamente técnica. Quanto a presença maior de mulheres na Miniarte teria que ser feito um levantamento nas edições anteriores. Mas aparentemente isso é algo que vem acontecendo somente nas edições recentes. Talvez a explicação esteja numa paciência e cuidado maior para criar em um espaço muito pequeno.

     

     

  • Leilão de objetos de arte e históricos  terá renda revertida para o Hospital de Canela
    Quadro de Paulo Amaral

    Leilão de objetos de arte e históricos  terá renda revertida para o Hospital de Canela

    Um dos hotéis mais tradicionais do Rio Grande do Sul deixou de existir, mas seus bens vão se transformar em artigos essenciais para os moradores de Canela. No sábado, 20 de março, às 19h, será realizado o Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra para o Hospital de Canela, com realização da Família Druck e LDP Canela S/A e organização de Nicholas Bublitz, marchand da Bublitz Galeria de Arte. O leilão ocorrerá de forma virtual e poderá ser acompanhado no site: www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria. Quem estiver em Canela e quiser conhecer as peças presencialmente, poderá agendar visita individual, ao longo da semana, seguindo todos os protocolos de segurança, pelos telefones (54) 99189-8084 ou (54) 99625-6215.

    Obra de Vitório Gheno / Divulgação

    São 86 lotes à venda, que incluem obras de artistas como o célebre Vitorio Gheno e Paulo Amaral, Glauco Rodrigues, Nelson Jungbluth e Berenice Unikowsky, além de tapetes orientais, móveis e objetos, como piano, lustre e mesa de bilhar. O objetivo é reverter 100% da renda para a compra de equipamentos para o Hospital de Canela. Na lista de itens para aumentar a capacidade da instituição estão respiradores, monitor cardíaco e bomba de infusão. Todas as pessoas envolvidas no leilão beneficente estão trabalhando de forma voluntária. O leiloeiro é Norton Fernandes.

    Nicholas Bublitz/ Foto: Karine Viana/ Divulgação

    “O Hotel Laje de Pedra está na memória afetiva de muito gaúchos, inclusive da minha família. Por mais de 40 anos, ele esteve presente na história como um motivo de orgulho para a cidade e para o Estado e agora seus artigos vão se transformar em um bem ainda mais inestimável: a vida”, destaca Nicholas Bublitz.

    No acervo, piano do hotel

    Passado, presente e futuro

    O icônico complexo hoteleiro da Serra Gaúcha recebeu hóspedes do Brasil e do mundo durante mais de quatro décadas e encerrou suas atividades em 7 de abril do ano passado. Recentemente, no final de janeiro, o Grupo Habitasul, que era proprietário do Hotel Laje de Pedra, anunciou sua venda para o grupo LPD Canela Empreendimentos e Participações, dos investidores José Paim de Andrade e José Ernesto Marino Neto. Eles planejam investir R$ 500 milhões na expansão e na modernização do complexo, que deverá ser operado por uma empresa hoteleira de 6 estrelas, ainda não presente na América Latina, de acordo com informações dos próprios investidores, na época da aquisição.

    Do acervo do hotel, mesas de sinuca

    Leilão Beneficente do Hotel Laje de Pedra
    Onde acessar: 
    www.artebid.com.br ou pelo Instagram @bublitzgaleria
    Data: sábado, 20 de março
    Horário: 
    19h

  • VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual
    alar Encruza / Divulgação

    VERAFRO encerra projeto com performances dos dois grupos, documentário e festa virtual

    “O VERAFRO – Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza” resultou da parada compulsória dos grupos artísticos em 2020 em função da pandemia da COVID 19. Com muita assertividade e programação ampla e diversa, trouxe à cena uma programação artística negra protagonizada pelos grupos teatrais gaúchos Pretagô e Espiralar Encruza. Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal, por meio da Lei Aldir Blanc, teve leituras dramáticas, debates, entrevistas com personalidades e estudiosos, programação formativa composta por oficinas, exposição a céu aberto e apresentações de espetáculos.

    Para o encerramento das atividades no mês de março, programou apresentações dos dois grupos: a performance Noite Espiralar, e o documentário poético Sobrevivo, ambos do Espiralar Encruza e a exibição do espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk?, do Pretagô.  No dia 30 o projeto tem seu final em grande estilo com a apresentação de documentário produzido durante o processo de execução do festival.

    Dirigido coletivamente pelos dois grupos e por Thiago Lazeri, esse documentário poético visual é bastante experimental e tem como fio condutor o próprio festival e seus desdobramentos. É arte negra na pandemia, inspirada no afrofuturismo e realizada em um local de produção artística segura, trazendo fortalecimento e subjetividade’, afirma Thiago Pirajira, integrante do Pretagô.

    Confira a programação:

    12 de março, 20h – Performance Noite Espiralar / Youtube

    A Rede Espiralar Encruza convida para uma noite de apresentações performáticas, música, dança e poesia. Com a presença das artistas do coletivo Buraco Negro, irão realizar uma noite de apresentações, construindo um espaço de liberdade para os jovens pretos, para que possam celebrar e expressar a maior potência de cada um: a vida.

    Produção: Espiralar Encruza / Elenco Espiralar Encruza: CIRAdias, Eslly Ramão, Gabi Faryas, Letícia Guimarães, Maya Marqz, Phill e Sandino Rafae / Elenco grupo Buraco Negro: Gabriel Ferreira, Mariana Amaral, Pretamina e William Freitas / Duração: 90 minutos / Classificação: livre

    Frames de Sobrevivo. crédito Espiralar Encruza / Divulgação

    18 de março, 20h – Exibição documentário poético Sobrevivo / Youtube

    Exibição do documentário poético Sobrevivo, criação do coletivo Espiralar Encruza (2020). Uma criação audiovisual inspirada no espetáculo homônimo. O documentário será exibido no canal do VERAFRO no Youtube. Atividade gratuita.

    19 de março, 20h – Exibição espetáculo Qual a diferença entre o charme e o funk? / Youtube

    Exibição do espetáculo online Qual a diferença entre o charme e o funk, criação do grupo Pretagô (2014). A exibição da gravação do espetáculo será disponibilizada pela primeira vez em plataformas de streaming e celebra o primeiro espetáculo do grupo Pretagô que completa sete anos de existência. A exibição ocorrerá no canal do VERAFRO no YouTube. Atividade gratuita.

    30 de março, 20h – Estreia mini documentário VERAFRO / Youtube

    Após a estreia do documentário vai rolar o Encerramento VERAFRO com live em formato de festa e a presença de com DJ Suelen.  Após três meses de intensa programação, o evento propõe uma celebração online realizada pela plataforma Zoom e aberta ao público com acesso gratuito.

    Qual a diferença entre o charme e o funk. Foto: André Olmos/ Divulgação

    Verão Afro Performativo Pretagô Espiralar Encruza – VERAFRO

    Apresentações artísticas / encerramento do projeto

    Financiamento:

    Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020

    Gestão e coordenação:

    UTA Produções – Thiago Pirajira

    Redes VERAFRO:

    Facebook: www.facebook.com/projetoverafro

    Instagram: @projetoverafro

    YouTube: www.youtube.com/verafro

  • Gravação inédita mundial de obra de Beethoven, no violão de Daniel Wolff
    Ilustração de Rodrigo Rosa. Desig gráfico: Flávio Wild.

    Gravação inédita mundial de obra de Beethoven, no violão de Daniel Wolff

    Higino Barros
    A ilustração de gravação da obra de Ludwig van Beethoven pelo violinista gaúcho Daniel Wolff já dá uma pista da intimidade do músico com o compositor alemão.  Daniel toca seu instrumento, Ludwig van anota e os dois trocam informações musicais, saboreando um vinho tinto. O cenário é uma sala despojada com tapetes no chão, piano com partitura aberta e parede pintada em tom azul com enfeites iguais brancos.
    Pois agora o classificado de “magnífico” Romance op. 40, de Ludwig van Beethoven, tem sua primeira gravação mundial, com arranjo do solista Daniel Wolff, acompanhado pela Orquestra do Instituto de Artes da UFRGS, com regência de Carlos Völker-Fecher.

    Aqui o link para pre-save do Romance Op. 40, de Beethoven, que será lançado dia 10/03: https://tratore.ffm.to/romanceop40. 
    Ele será disponibilizado nas plataformas de streaming no dia do evento.
    O projeto foi idealizado e gravado durante a pandemia de Covid-19, “demonstrando que a força colaborativa dos artistas pode render belos frutos mesmo em condições adversas”, como ressalta o material de divulgação do trabalho.
    Abaixo Daniel Wolff fala de seu encontro com a obra de Beethoven:
    Pergunta: Beethoven em violão. Como começou isso para você?
    Daniel Wolff: Eu, desde meus primórdios com o violão, me interessei em adaptar obras originalmente escritas para outros instrumentos, para que eu também pudesse tocá-las. Comecei adaptando obras mais fáceis de Bach e fui, pouco a pouco, evoluindo, aprendendo mais sobre como fazer isso. Anos mais tarde, este seria o tema de minha tese de doutorado.
    Eu tinha arranjado, no final da década de 90, uma sonata de Beethoven para dois violões, que gravei em um disco lançado na Alemanha, em duo com Daniel Göritz:
    Esse arranjo foi publicado pela editora alemã Margaux (https://www.amazon.co.uk/Sonata-Op31-No-2-Margaux/dp/3733304470). Contente com a boa receptividade e críticas favoráveis que esse arranjo obteve, comecei a fazer outros, durante quase 20 anos, que foram os que gravei em 2020 no disco Beethoven for Guitar.

    Foto: Manuel Pose Varela / CCK/ Divulgação
    Pergunta:  Quais são as dificuldades de execução e “facilidades”?
    DW: Beethoven explorava muito bem as possibilidades idiomáticas de cada instrumento. A dificuldade é encontrar a melhor forma de reproduzir isto no violão, ou seja, adaptar para a técnica violonística uma escrita pensada para outro instrumento, sem descaracterizar o efeito sonoro original.
    Pergunta:  É comum, raro ou existe já Beethoven em violão?
    DW: Há vários arranjos da música dele para violão, a maioria dos quais soa como uma caricatura da obra original. Mas há também alguns muito bem escritos, inclusive feitos por compositores violonistas do século XIX, que viveram em um período próximo ao de Beethoven.
    Pergunta:  Ele compôs para violão?
    DW: Vou colar aqui um trecho de uma comunicação de pesquisa minha, publicada nos anais do congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Música (ANPPOM) de 2019, que responde a tua pergunta:

    Beethoven nunca compôs para violão. Contudo, ele certamente estava familiarizado com o instrumento, pois conviveu com compositores violonistas, como Mauro Giuliani e Anton Diabelli. Um relato da soprano Antonie Adamberger (1790-1867), sobre fato ocorrido durante os ensaios de Egmont, em 1810, nos permite supor que o compositor chegou a fazer alusão à sonoridade do violão em ao menos uma de suas obras:

    “Um dos senhores de mais idade expressou a opinião de que as canções que o mestre [Beethoven] escrevera para orquestra, buscando determinados efeitos, deveria ser acompanhada ao violão. Então ele [Beethoven] balançou a cabeça de maneira cômica e, com olhos flamejantes, disse, ‘Ele sabe!’” (FORBES, 1967, 485, tradução minha). Outra possível alusão ao violão ocorre na canção An die Geliebte, WoO 140, escrita em 1811-12 provavelmente para Antonie Brentano (cujo prenome, coincidentemente, é o mesmo da cantora de Egmont). Brentano era uma consumada violonista e, talvez por esta razão, a canção foi publicada “com acompanhamento de piano ou guitarra [i.e., violão]”, caso único na produção de canções de Beethoven (SOLOMON, 1987, 238).

    Foto: J.L. Waxemberg/ Divulgação
  • Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,
    Monique Brito apresenta canções autorais e faz releitura de um grande sucesso da MPB. Foto: Luis FerreIra/Divulgação

    Monique Brito apresenta o show virtual “Filha do Sol”, no Ecarta Musical,

    A cantora e compositora Monique Brito apresentará o show Filha do Sol no Ecarta Musical, neste sábado, 6 de março, às 18h. O show, virtual, será transmitido pelo canal da Fundação Ecarta no Youtube (https://bit.ly/3dVv0ia).

    A apresentação busca traduzir a proposta lítero-musical da artista, profundamente ligada ao feminino, aos elementos da natureza e à ancestralidade de matriz africana. No repertório, Agridoce (Monique Brito/Bruno Amaral), Dancei ao Tempo, Preto Amor, Filha do SolOde ao cuidadoMarujo, Transeunte e Íris (Monique Brito), É d’Oxum (Gerônimo) e Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio).

    Monique estará acompanhada de Calil Souza (teclado/piano) e Anderson Moreira (percussão).

    Entrada franca

     

  • Os 15 anos do bar Parangolé na cena cultural gaúcha
    Claudio Freitas. Foto: Sofia Cortese/ Divulgação

    Os 15 anos do bar Parangolé na cena cultural gaúcha

    O bar Parangolé completa 15 anos de história na próxima terça-feira (9), com foco no serviço de tele-entrega devido à pandemia de Covid-19. Ao longo dessa jornada, o bar promoveu e produziu centenas de eventos musicais, além de abrir as portas para apoiar artistas estreantes e consagrados da música e de linguagens como poesia, fotografia e dança.

    “Muitas pessoas nos contam que consideram o Parangolé sua segunda casa. A gente se sente muito feliz por ter conseguido caminhar durante 15 anos, conquistando tanta simpatia de tanta gente boa”, comemora Cláudio Freitas, músico e proprietário do bar, que está sempre no balcão conversando com os amigos e clientes.

    Apesar da celebração, o momento é de cautela devido à pandemia. “Para este ano, estou muito preocupado com a situação da pandemia, o bar não está economicamente bem. Mas espero resistir para que no outro ano, quem sabe, as coisas melhorem”, diz Cláudio.

    O proprietário Cláudio Freita em frente do bar . Foto: Ana Laura Freitas / Divulgação

    Nomeado a partir da obra homônima de Hélio Oiticica, o Parangolé tem raízes na vida cultural de Porto Alegre. Um exemplo é a Roda de Choro semanal, que ocorre desde 2006 e que faz parte da formação de uma geração de músicos hoje atuantes no cenário nacional, tornando-se ponto de encontro para artistas do gênero, como Elias Barbosa, Mathias Pinto, Luis Machado e Matheus Kleber.  Quando em visita a Porto Alegre, artistas como Yamandú Costa, Borghetinho, Hamilton de Holanda, Bebê Kermer, Luiz Barcellos, Samuca do Acordeon, Rafael Ferrari, Pedro Franco, Luiz Carlos Borges também estiveram no bar.

    Entre os shows que a casa costuma oferecer diariamente, constam artistas de diversos estilos musicais, desde a música popular, erudita, instrumental, nativista, entre outros gêneros.  O Parangolé também já abrigou apresentações semanais do Prof. Darcy Alves, entre 2007 e 2013, e acabou se transformando na segunda casa desse artista que foi um ícone da música e boemia porto-alegrense. Outra artista que animou as noites musicais do estabelecimento foi a cantora uruguaia (naturalizada brasileira) Nina Moreno, excelente intérprete de tangos, boleros e demais gêneros latino-americanos.

    Artes como dança e literatura também têm espaço na agenda do bar. Durante anos, o Parangolé foi palco do projeto Noches Flamencas, da Cia de Flamenco Del Puerto. Mais recentemente na história da casa, desde 2017 sedia o Projeto Leitura em Voz Alta, coordenado pela professora Luiza Milano (UFRGS), evento gratuito e aberto ao público em geral.

    A casa abrigou também duas edições do Sarau Única Negra, que reúne mulheres artistas negras de Porto Alegre, com participações de Gabriela Vilanova (OSPA), Silvia Duarte, Andrea Cavalheiro, Glau Barros, Raquel Leão, Negra Jaque, Celina Alcântara, entre outras. Ainda na área musical, promoveu o Projeto Desconcerto entre 2015 e 2019, oportunizando a performance e a escuta da música clássica no ambiente informal de um bar. O Projeto Palco Parangolé, coordenado pela bailarina Paula Finn, experimentando as artes cênicas no bar, foi outro evento cultural marcante para a história do bar.

    Frequentemente, a casa disponibiliza o espaço para escritores e artistas, para lançamento de livros, CDs e exposição de obras de arte. Nos últimos anos, o Parangolé apoiou eventos culturais como o Porto Alegre em Cena, Festival Internacional da UFRGS, além do lançamento da Revista de Cinema “Zinematógrafo”, cujo projeto teve início no local.

     

  • Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo
    Escritora e psicanalista Ariane Severo -Foto: Fabiana Reinholz.

    Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo

     A psicanalista e escritora Ariane Severo  abre nova turma para a Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema. As aulas iniciam no dia 09 de março, das 18 às 21 horas e durante três meses, às terças-feiras, num total de doze encontros, os alunos analisam e debatem o filme Meia-noite em Paris, de Woody Allen (seleção oficial do Festival de Cannes e Oscar de roteiro original, assistido por mais de um milhão de espectadores no Brasil).
    Ariane explica a metodologia: “A oficina é um facilitador, um potencializador do processo criativo, um espaço ocupado pela experiência cultural. Exercitamos a escrita, aprendemos as técnicas essenciais da arte de escrever e desenvolvemos o nosso texto até que possamos alcançar domínio e segurança”. Os alunos recebem uma aula semanal, com o tema de aula e o de casa. Os contos produzidos são lidos no sarau online que ocorre uma vez por semana. São estudados os componentes da narrativa e os elementos que compõe o filme como: direção, direção de arte, roteiro, montagem, fotografia, trilha sonora, figurino, iluminação e tipos de planos.

    Na abertura do filme passeamos pela cidade ao som do clarinetista Signey Brechet, seu ídolo musical. Paris surge numa sequência de cartões postais, do nascer ao pôr do sol. A cidade luz como personagem central, com no mínimo trinta e cinco locações para os alunos ambientarem seus contos.

    O protagonista realiza uma nostálgica viagem no tempo para uma Paris onírica e mais romantizada de Ernest Hemingway, Zelda e Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dali, Luis Buñuel, T. S. Eliot, Djuna Barnes, Josephine Baker, Côco Chanel. Paris boêmia, dos anos 1920, auge da criatividade, e Paris de 1890 com outros coadjuvantes famosos como Edgar Degas, Gauguin, Tolouse-Lautrec. Também Rodin, Camille Claudel, Monet…

    “O deslocamento espaço-temporal dos Estados Unidos à Europa, dos anos 2010 aos anos 1920, 1890, articula pelo menos três temas importantes: a perda da inocência e a recusa da realidade presente e a arte como antídoto contra o vazio da existência e o medo da morte.” Papel do cinema, da literatura e da arte em geral, salienta.

    As vagas são limitadas. Maiores Informações podem ser obtidas pelo e-mail ahelena.rilho@yahoo.com.br ou (51) 99703-8175 (whatsapp) c/ Ana Helena Rilho.
    Ariane Severo é psicanalista e escritora. Publicou os livros Os Dois Lados do Espelho: Relato de uma Experiência em Psicanálise Vincular (2015), O Suave Mistério Amoroso: Psicanálise das Configurações Vinculares (2014), Encontros & Desencontros: A Complexidade da Vida a Dois (2010) e colaborou na obra Transmissão Transgeracional e a Clínica Vincular (2006), sem contar a publicação de diversos artigos em revistas especializadas. Lançou também o romance Nina – Desvendando Chernobyl, finalista, em 2018, do Prêmio Jabuti. Foi patrona da 28ª Feira do Livro de Caçapava do Sul.
    Oficina de Literatura, Psicanálise e Cinema com Ariane Severo
    A partir de 09 de março, às terças-feiras, das 18 às 21 horas
    Informações e inscrições: ahelena.rilho@yahoo.com.br  e (51) 99703-8175 (celular/whatsapp) com Ana Helena Rilho.
  • Rede Saraiva põe à venda suas três livrarias no Estado

    Rede Saraiva põe à venda suas três livrarias no Estado

     

     

    A rede de livrarias Saraiva está colocando à venda as três unidades que possui no Rio Grande do Sul – Shopping Praia de Belas e Shopping Iguatemi (Porto Alegre) e Shopping Caxias do Sul.  A decisão faz parte do plano de recuperação financeira da rede.  A Saraiva, junto com a rede Cultura, de São Paulo, durante muito tempo dominou o mercado de venda de livros no País, em shopping center e outros espaços comerciais de luxo.

    A loja do grupo no Shopping Iguatemi de Porto Alegre está na lista. Foto: Facebook/Divulgação

    Segundo a newsletters Publish News a decisão “é um dos pontos mais importantes do novo plano de recuperação judicial recém aprovado pelos credores da rede. A varejista quer vender parte de suas lojas físicas, ou o seu e-commerce ou uma conjunção de unidades físicas mais a loja virtual. Mas quais lojas estão no jogo? Das 38 lojas em operação hoje, a Saraiva listou 23 que podem ser vendidas”.

    Confira a lista:

    SUDESTE

    São Paulo

    Shopping ABC Plaza (Santo André)

    Aeroporto de Guarulhos

    Shopping Novo Shopping (Ribeirão Preto)

    Espírito Santo

    Shopping Vitória

    Shopping Vila Velha

    Minas Gerais

    Shopping Juiz de Fora

    Shopping Uberlândia

    CENTRO OESTE

    Distrito Federal

    Shopping And Towers

    Goiás

    Shopping Flamboyant

    Shopping Passeio das Aguas

    Mato Grosso

    Shopping Cuiabá

    NORDESTE

    Ceará

    Shopping Fortaleza II

    Paraíba

    Shopping Manaíra

    Rio Grande do Norte

    Shopping Midway

    Sergipe

    Shopping Aracajú

    Pernambuco

    Shopping Patteo Olinda

    SUL

    Rio Grande do Sul

    Shopping Praia de Belas (Porto Alegre)

    Shopping Caxias do Sul

    Shopping Iguatemi Porto Alegre

    Santa Catarina

    Shopping Florianópolis

    NORTE

    Amazonas

    Shopping Manauara

    Pará

    Shopping Belém

    Grão Pará