Pensador do PMDB gaúcho diz que extinção de fundações "não tem lógica"

João Carlos Brum Torres: "São decisões erradas"

Cleber Dioni Tentardini
Foi impressionante a manifestação do professor João Carlos Brum Torres, no evento promovido pelo movimento em defesa das fundações, que aglutina diversos coletivos do meio cultural e intelectual do Rio Grande do Sul.
Cientista político, professor de Filosofia, intelectual influente, Brum Torres é nome histórico do PMDB. Nos governos de Antônio Britto e Germano Rigotto, foi secretário de Planejamento e em ambos trabalhou num plano desenvolvimento a longo prazo para o Estado.
Na campanha de Sartori, era um dos três homens mais influentes nas decisões.  Era considerado o “artíficie do programa de governo”. Os outros eram o marqueteiro Marcos Martinelli e Carlos Búrigo.
Segundo Brum Torres, e extinção das fundações “não tem lógica”.
Eis o que ele disse no seminário sobre a extinção das fundações, na Assembléia Legislativa.
“Vocês sabem que eu tenho uma relação histórica com o PMDB, mas confesso que não é fácil entender as razões do governo. Pelo que ouvi dos operadores do projeto de extinções, são decisões ilógicas. Enfim, acho que essas medidas são erradas. Gravemente erradas”.
“Lamento especialmente pela FEE: nas duas vezes em que fui secretário do Planejamento do Estado, vi o quanto é importante o trabalho da FEE na geração de informações fundamentais para a avaliação da situação do Estado”.
“O governo não pode se desonerar de órgãos técnicos e de conhecimento. São instituições que precisam de tempo para se consolidar e não podem ser destruídas por erros induzidos por aprêmio financeiro”.
“Mesmo órgãos debilitados pela crise financeira não podem ser descartados. Há nisso tudo uma falta de visão histórica de longo prazo. O Rio Grande do Sul não vai acabar por causa dessa crise. Por isso acho que essas decisões são profundamente equivocadas”.
 

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