Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

O presidente da República Lula assinou nesta quarta-feira, 7/01, em Brasília, um contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (o “banco do Brics”) para a construção do “primeiro hospital inteligente do SUS”, segundo o ministro da Saúde.

Trata-se do “Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente” (ITMI), que terá ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Estado de São Paulo, num investimento total de R$ 1,9 bilhão.

Concebido para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o hospital em São Paulo (SP) usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.

O ITMI faz parte da “Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes”, que prevê investimento de R$ 4,8 bilhões e 14 unidades interligadas.

O projeto foi apresentado no Palácio do Planalto com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff,  que atualmente preside o NDB, Banco do BRICS.

Na cerimônia, Lula disse que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”.

Com inauguração prevista para 2029,  ITMI atenderá com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano.
“Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes à distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse tipo de processo.
Dilma Rousseff destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. “Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. A oferta de 800 novos leitos é bastante significativa para um projeto-piloto. Os novos projetos do BRICS serão baseados nele”, destacou.
Tecnologia para o SUS
O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente também abrigará um Centro Nacional para Pesquisa Translacional e Inovação com foco em medicina de precisão, ciência de dados em saúde, algoritmos clínicos, validação de dispositivos médicos e avanços tecnológicos.
(Com informações do Ministério da Saúde)

Banco do Brics financia construção do primeiro “hospital inteligente” do SUS; serão 14 em rede

O presidente da República Lula assinou nesta quarta-feira, 7/01, em Brasília, um contrato de US$ 320 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (o “banco do Brics”) para a construção do “primeiro hospital inteligente do SUS”, segundo o ministro da Saúde.

Trata-se do “Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente” (ITMI), que terá ainda R$ 110 milhões do governo federal e R$ 55 milhões do Estado de São Paulo, num investimento total de R$ 1,9 bilhão.

Concebido para ser referência nacional e modelo de assistência em saúde totalmente digital para os países do BRICS, o hospital em São Paulo (SP) usará inteligência artificial, telemedicina e conectividade integrada.

O ITMI faz parte da “Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes”, que prevê investimento de R$ 4,8 bilhões e 14 unidades interligadas.

O projeto foi apresentado no Palácio do Planalto com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff,  que atualmente preside o NDB, Banco do BRICS.

Na cerimônia, Lula disse que “precisamos garantir que o povo mais humilde seja visto. É para eles que governamos e temos que melhorar a saúde. Todos precisam ter o mesmo acesso à mais alta tecnologia, ao melhor atendimento”.

Com inauguração prevista para 2029,  ITMI atenderá com foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Serão 800 leitos: 250 de emergência, 350 unidades de UTI e 200 de enfermaria em geral, com capacidade para tratar cerca de 190 mil pacientes internados anualmente. Também estão previstas 25 salas cirúrgicas para a realização de 27 mil cirurgias por ano.
“Hoje damos um passo histórico para o SUS, colocando-o na nova fronteira tecnológica da saúde mundial. Com esse investimento, a população terá acesso ao que há de mais moderno em tecnologia da informação e inteligência artificial, capazes de acelerar diagnósticos, monitorar pacientes à distância e tornar o atendimento mais eficiente”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Viabilizado em tempo recorde, o financiamento foi garantido após articulações do Ministério da Saúde junto ao NDB, e autorização concedida, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Isso representa uma redução de quatro vezes do prazo médio desse tipo de processo.
Dilma Rousseff destacou a importância da parceria tecnológica em saúde com China e Índia. Para ela, é fundamental que o Brasil compartilhe com os demais países do bloco suas experiências com a inovação em saúde. “Por estar na América Latina, esse hospital vai atrair a atenção de todos os outros países. Ele é uma construção muito pensada e tem uma escala compatível com sua ambição. A oferta de 800 novos leitos é bastante significativa para um projeto-piloto. Os novos projetos do BRICS serão baseados nele”, destacou.
Tecnologia para o SUS
O Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente também abrigará um Centro Nacional para Pesquisa Translacional e Inovação com foco em medicina de precisão, ciência de dados em saúde, algoritmos clínicos, validação de dispositivos médicos e avanços tecnológicos.
(Com informações do Ministério da Saúde)

Brasil recebeu 9,2 milhões de turistas estrangeiros em 2025; record histórico foi notícia até na China

São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul concentraram os principais pontos de entrada de turistas. Argentina, Chile e Estados Unidos foram os maiores países de origem dos visitantes. A agência estatal chinesa Xinhua destacou o fato. 

O Brasil registrou a entrada 9.287.196 turistas estrangeiros no pais em 2025. É o maior volume já observado na série histórica e equivale a cerca de 3 mil voos internacionais desembarcando em território brasileiro ao longo do ano.

O resultado representa um crescimento expressivo de 37,1% em relação a 2024, ano que, até então, detinha o recorde histórico, com cerca de 6,7 milhões de visitantes internacionais.

O avanço consolida o Brasil como um destino cada vez mais competitivo e desejado no cenário global do turismo.

Além de superar o desempenho do ano anterior, o país também ultrapassou, com folga, a meta prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024–202. A expectativa para 2025 era alcançar 6,9 milhões de chegadas internacionais, número que foi superado em 34,6%, reforçando a efetividade das políticas públicas, da promoção internacional e da articulação com estados, municípios e o setor privado.

O bom desempenho foi mantido até o último mês do ano. Em dezembro de 2025, o Brasil registrou um crescimento de 11% na entrada de turistas internacionais, em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, 896.488 visitantes estrangeiros desembarcaram em destinos nacionais, cerca de 90 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior.

O resultado consolidou dezembro como o quarto melhor mês do ano em volume de chegadas internacionais, atrás apenas de janeiro, fevereiro e março.

“Superamos todas as expectativas e fizemos de 2025 o maior ano da história do turismo internacional no Brasil. Levamos ao mundo a marca da nossa autenticidade, da nossa diversidade, o soft power brasileiro que tanto tem encantado o planeta. Esse resultado também é reflexo de uma estratégia inovadora que deu muito certo para ampliar nossa conectividade. Foi um ano de recordes, que se traduziram em novas oportunidades para o povo, empreendedores se desenvolvendo, emprego e renda sendo gerados em nosso país a partir desse motor econômico que é o turismo”, disse o presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

PORTAS DE ENTRADA 

Os dados mostram que os grandes hubs turísticos e aeroportuários seguiram como as principais portas de entrada dos estrangeiros no Brasil.

São Paulo liderou o ranking, com 2.753.869 visitantes internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro, com 2.196.443, e pelo Rio Grande do Sul, que recebeu 1.535.806 turistas ao longo do ano.

Entre os mercados emissores, a Argentina manteve a liderança absoluta, com 3.386.823 turistas, reafirmando a força do turismo regional e a integração sul-americana.

Na sequência, vieram os chilenos, com 801.921 visitantes, e os americanos, que somaram 759.637 chegadas ao Brasil em 2025. Já viajantes vindos de países da Europa, como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha, juntos, somaram 1.274.567 visitantes chegando ao Brasil.

O desempenho recorde confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.

Com informações do Ministério do Turismo

Trump brinca de xerife e manda recado aos chineses

“Este é o nosso hemisfério”.  A frase, sobre uma fotografia de Donald Trump com ares de xerife durão, foi publicada em rede social pelo Departamento de Estado dos EUA, nesta segunda-feira, dois dias depois do sequestro de Nicolas Maduro na Venezuela.

“Este é o NOSSO hemisfério, e o presidente Trump não permitirá que nossa segurança seja ameaçada”, diz a legenda.

A frase foi atribuída ao secretário de Estado, Marco Rubio, e foi repetida em entrevistas a veículos de comunicação americanos.

Segundo a Casa Branca, Rubio afirmou que Trump mantém um compromisso “inquebrantável” de impedir que o Hemisfério Ocidental se torne um refúgio para traficantes de drogas, aliados do Irã ou “regimes hostis” que ameacem a segurança nacional dos Estados Unidos.

“O Hemisfério Ocidental é onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja uma base de operações para adversários, concorrentes ou rivais dos Estados Unidos”, disse Rubio a quem foi atribuída uma outra frase com o mesmo sentido: “Agora mudou o xerife”.

O principal alvo destas declarações é a China, que vem intensificando sua presença com investimentos e acordos de cooperação em toda a América Latina.

O sequestro do presidente Venezuelano, Nicolás Maduro, é o marco dessa nova postura agressiva do governo norte-americano.

Maduro é acusado pelos Estados Unidos de narcoterrorismo e outros crimes. Sequestrado na Venezuela, ele foi levado para Nova York com a esposa. Em audiência judicial realizada nesta segunda-feira, Maduro se declarou inocente.

Concurso seleciona médicos para hospitais universitários; salários de até R$ 19,1 mil

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) abriu, nesta segunda-feira (5), o período de inscrições para o concurso público para a área médica que se estende até as 23h59 de 30 de janeiro.

Os interessados devem se inscrever no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), a banca examinadora contratada para fazer o certame.

O edital está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Vagas
O certame selecionará 152 profissionais para trabalhar em hospitais universitários federais administrados pela estatal e ainda formará o cadastro de reserva.

As vagas estão distribuídas em 96 especialidades:

cirurgia geral;
ginecologia e obstetrícia;
pediatria;
anestesiologia;
cardiologia;
clínica médica e
oncologia, além de outras definidas conforme a necessidade de cada hospital.
Os salários iniciais variam conforme a jornada de trabalho:

24 horas semanais: R$ 11.464,35
40 horas semanais: R$ 19.107,31
Taxa de inscrição
O valor da taxa de inscrição é de R$180, que deverá ser paga até 2 de fevereiro.

Pessoas com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde poderão solicitar a isenção do pagamento da taxa de inscrição até quarta-feira (7).

O candidato inscrito no CadÚnico deverá preencher o requerimento de isenção do pagamento de inscrição no endereço eletrônico da Fundação Getulio Vargas. Já o candidato doador de medula óssea deverá enviar eletronicamente o documento de identidade e o documento expedido pela unidade coletora que comprove ser doador de medula óssea cadastrado nos hemocentros estaduais.

Cotas
Em relação a reserva de vagas, o edital aumenta em 5% na cota para pessoas pretas e pardas. Desta forma, o quadro de vagas ofertadas terá as seguintes reservas:

25% para candidatos negros (pretos e pardos).
10% para pessoas com deficiência (PcD).
3% para candidatos indígenas.
2% para candidatos quilombolas (novidade).
Os candidatos que concorrem às vagas reservadas às pessoas com deficiência serão submetidos ao procedimento de análise documental para caracterização da deficiência. E os candidatos negros, indígenas e quilombolas serão submetidos ao procedimento de verificação documental complementar à autodeclaração.

Provas
As provas objetivas serão aplicadas, simultaneamente, em 42 municípios de todas as 27 capitais das unidades da federação, em 29 de março. A etapa é eliminatória e classificatória.

Conforme o edital, as provas objetivas terão 60 questões de múltipla escolha.

O resultado definitivo da prova objetiva será divulgado em 11 de maio.

Também contarão para classificação a prova de títulos e experiência profissional do candidato. Essa etapa avalia a formação acadêmica (doutorado, mestrado, especialização) e o tempo de serviço na área.

Convocação
Somente serão convocados os aprovados no concurso após esgotado o cadastro de reserva dos cargos nos concursos anteriores vigentes.

O concurso público vigente, homologado em junho de 2025, convocou mais de 1.240 profissionais médicos.

Os candidatos aprovados e classificados serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com contrato experimental de 90 dias.

O prazo de validade deste concurso público é de um ano, a contar da data da publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Hospitais participantes
A Ebserh agrupou os hospitais participantes do concurso por macrorregião:

Macrorregião 1 (Norte)

Hospital Universitário Getúlio Vargas da Universidade Federal do Amazonas, Manaus (AM);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá, Macapá (AP);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão, São Luiz (MA);
Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará, Belém (PA);
Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí, Teresina (PI);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Roraima, Boa Vista (RR).
Macrorregião 2 (Nordeste I)

Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (CE);
Hospital Universitário Júlio Bandeira da Universidade Federal de Campina Grande, Cajazeiras (PB);
Hospital Universitário Alcides Carneiro da Universidade Federal de Campina Grande, Campina Grande (PB);
Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa (PB);
Hospital Universitário Onofre Lopes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Maternidade Escola Januário Cicco da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal (RN);
Hospital Universitário Ana Bezerra da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Santa Cruz (RN).
Macrorregião 3 (Nordeste II)

Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas, Maceió (AL);
Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital Universitário Professor Edgard Santos da Universidade Federal da Bahia, Salvador (BA);
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife (PE);
Hospital de Ensino Dr. Washington Antônio de Barros da Universidade Federal do Vale do São Francisco, Petrolina (PE);
Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, Aracaju (SE);
Hospital Universitário de Lagarto da Universidade Federal de Sergipe, Lagarto (SE).
Macrorregião 4 (Centro-Oeste)

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (sede), Brasília
Hospital Universitário de Brasília da Universidade de Brasília, Brasília
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia;
Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados (MS);
Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande;
Hospital Universitário Júlio Müller da Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá;
Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, Araguaína (TO).
Macrorregião 5 (Sudeste)

Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória;
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte;
Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora (MG);
Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba (MG)
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia (MG);
Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense, Niterói (RJ);
Hospital Universitário dos Servidores do Estado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (HUSE-Unirio), Rio de Janeiro;
Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro;
Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos, São Carlos (SP).
Macrorregião 6 (Sul)

Complexo Hospitalar de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Curitiba;
Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas (RS);
Hospital Universitário Doutor Miguel Riet Corrêa Junior da Universidade Federal de Rio Grande, Rio Grande (RS);
Hospital Universitário de Santa Maria da Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria (RS);
Hospital Universitário Professor Polydoro Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis (SC).
Saiba mais
Em caso de dúvidas, o candidato poderá entrar em contato com a Fundação Getúlio Vargas por meio do Serviço de Atendimento ao Candidato, pelo telefone (0800-2834628) ou e-mail concursoebserh26@fgv.br , de segunda a sexta-feira úteis, das 9h às 17h (horário de Brasília).

 

Líder chinês condena “atos unilaterais” sem citar Estados Unidos ou Trump

Vinte quatro horas depois do ataque em que o presidente Nicolas Maduro e sua mulher Cilia Flores foram sequestrados por forças militares dos Estados Unidos, não há um desfecho previsível para a crise internacional desencadeada pela invasão da Venezuela, no sábado, 3.

Donald Trump, o presidente americano, que comemorou nas mídias sociais o sucesso da operação, disse no primeiro momento que os Estados Unidos assumiriam a administração do país até a escolha de novos governantes.

Na manhã seguinte, porém, a vice presidente, Delcy Rodrigues assumiu o governo venezuelano declarando que Maduro é o “único presidente” e, logo depois, o ministro da Defesa, Vladimir Padrinho Lopez, em pronunciamento por uma cadeia de televisão, disse que as forças armadas do país estão unidas e “em apresto nacional para enfrentar o agressor”.

Trump, então, ameaçou com nova intervenção se os venezuelanos “não se comportarem”. A presidente interina recuou declarando-se disposta “ao diálogo e ao entendimento”.

Dividida, a população foi as ruas, parte comemorando a intervenção, parte rechaçando o golpe à soberania do país.

Os propósitos de Trump estão claros: remover o “poder bolivariano” representado por Maduro, há 12 anos na presidência e com mandato até 2030, e retomar o controle das reservas do petróleo venezuelano, as maiores do mundo.

Primeira intervenção militar dos Estados Unidos na América do Sul,  o ataque à Venezuela suscitou contestações veementes na comunidade internacional.

Muitos países e organizações condenaram a ação militar dos Estados Unidos, descrevendo-a como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional, mas houve manifestações explícitas ou veladas de apoio à derrubada de Nicolas Maduro.
A China, um dos principais parceiros comerciais da Venezuela condenou a intervenção no primeiro momento em nota oficial, mas o presidente Xi Jinping  só se manifestou nesta segunda-feira, 5, durante uma reunião diplomática.
Disse que “o mundo está experimentando mudanças e turbulências que não se viam há um século, com “atos unilaterais que solapam gravemente a ordem internacional”. Não citou Trump nem os Estados Unidos, a exemplo do que já havia feito o presidente brasileiro em sua nota divulgada ainda no sábado.´

 

 

 

 

 

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Lula adia viagem a Rio Grande para retomada das obras do Polo Naval

O presidente Lula decidiu adiar sua viagem  a Rio Grande, onde pretendia, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff assinalar a retomada do Polo Naval, na terça-feira, 7.

Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto,  nova data será definida nos próximos dias.

O motivo do adiamento é a crise internacional deflagrada pelo ataque dos Estados Unidos à Venezuela, com o sequestro do presidente Nicolas Maduro.

China e Rússia foram avisadas antes do ataque à Venezuela? Há um acordo com Trump para uma nova divisão mundial?

São muitas as perguntas sem resposta neste sábado em que o mundo acompanha, estarrecido, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolas Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

A principal e a mais inquietante das perguntas é esta: esse movimento de Trump na Venezuela faz parte de um acordo com Putin, da Russia, e Xi Jimping, da China, para uma nova divisão do mundo em áreas de influência entre as três maiores potências militares?

Desde o início de 2025, analistas internacionais vem apontando sinais claros de os três negociam uma nova ordem multipolar.

A tolerância de Trump com Putin na Ucrânia, inclusive tentando mediar um acordo de paz, que favorece os interesses do presidente russo, é um destes sinais. Da mesma forma, as ações da China em relação a Taiwan, que não tem merecido maiores reclamações dos Estados Unidos.

Uma entrevista do secretário de Estado, Marco Rubio, o principal formulador da política externa dos Estados Unidos, em fevereiro de 2025, é significativa neste sentido.  Disse Rúbio, segundo a BBC News:

“Não é normal que o mundo tenha uma potência unipolar. Isso era uma anomalia, um produto do fim da Guerra Fria, mas finalmente vamos chegar a um ponto em que vamos ter um mundo multipolar, com potências em diferentes partes do planeta”.

Este seria o sinal mais importante de que os Estados Unidos estão dispostos a ceder parte do enorme poder de que desfrutam a outros atores globais, China e Rússia antes de todos.

As reações de Putin e Xi Jimping ao ataque à Venezuela, condenando formalmente a ação americana, mas de certa forma não além da retória,  também dão sentido às especulações. Os dois teriam sido avisados antes do ataque. Esse seria o primeiro fato a comprovar que há o acordo e que a América Latina está na área de influência dos Estados Unidos.

 

 

 

 

Estados Unidos sequestram Nicolas Maduro em desafio explícito à China; comissão chinesa estava na Venezuela

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela com  o sequestro do presidente Nicolas Mauro e sua esposa na madrugada desta sábado (3), ocorreu poucas horas depois de uma reunião do presidente venezuelano com representantes oficiais do governo chinês, em Caracas.

A China tem sido um parceiro importante do governo Maduro, que tem também o apoio decidido de Wladimir Putin, da Rússia, Ambos os países não haviam se manifestado até o início desta manhã. O governo brasileiro anunciou que o presidente Lula convocou uma reunião especial da cúpula do Palácio do Planalto. Não havia se manifestado até as 9 horas de sábado.

O próprio Donald Trump anunciou o ataque pelas mídias sociais: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”

De acordo com Trump, a ação planejada pela CIA, foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de que ele e  a mulher estão vivos.

As primeiras notícias por volta das 4 horas da manhã (horário de Brasilia) mencionam uma “série de explosões que atingiu Caracas, capital da Venezuela”.

A agência americana Associated Press, informou que ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas.
Vídeos nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

Logo após o início, o governo da Venezuela emitiu um primeiro comunicado afirmando que o país estava sob ataque.
“O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, diz o texto.
O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais.

No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.
Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

A pressão do governo americano começou  em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.
Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.
Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.
No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.
Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.
Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.

Congresso captura mais de R$ 70 bilhões no orçamento para campanha de 2026

Ano de eleições gerais -presidente, governadores, deputados estaduais/federais e senadores – 2026 terá os negócios turbinados pelas campanhas eleitorais.

No orçamento, aprovado na última sessão conjunta de Câmara e Senado em 19 de dezembro de 2025, os arranjos parlamentares  destinaram mais de 70 bilhões para financiar o jogo político ao longo do ano.

A maior parte desse dinheiro se materializa através das emendas parlamentares que destinam verbas diretas dos cofres do governo para obras e projetos  em suas bases eleitorais.

Em 2025, o total empenhado para as emendas parlamentares chegou a R$ 44, 9 bilhões. A intenção do governo era não ultrapassar os R$ 50 bilhões em 2026.  Acordos partidários permitiram amealhar mais R$ 11 bilhões, mesmo à custa de cortes em programas sociais.

Ficou, portanto, em R$ 61 bilhões o total à disposição de deputados e senadores para destinação via emendas.

Outra verba pública que alimenta a política é o Fundo Eleitoral, para o financiamento das campanhas. Em sua mensagem ao Congresso, o governo propôs R$ 1 bilhão para o fundo eleitoral em 2026.

No orçamento aprovado em plenário na última sessão do ano, o Fundo Eleitoral saiu contemplado com R$ 5 bilhões, que serão distribuídos aos partidos na proporção de suas bancadas.

Tem ainda o Fundo Partidário, que destina um valor mensal a cada partido para manutenção de suas atividades – desde o aluguel das sedes à conta de luz. O PP foi criado há 30 anos quando foram proibidas as doações de empresas para as campanhas eleitorais. É formado por recursos advindos das multas e eleitorais e por repasses do Tesouro. Teve um aumento de R$ 160 ~milhões e vai chegar a R$ 4,9 bilhões este ano.

(Com informações do Senado Federal)