Autor: da Redação

  • Pesquisador da UFRGS propõe psicologia positiva em prol da saúde mental na quarentena

    Pesquisador da UFRGS propõe psicologia positiva em prol da saúde mental na quarentena

    Aspectos como estresse, ansiedade e depressão são sintomas psicopatológicos muito tematizados no contexto de medo de uma pandemia e de mudança de rotina com o isolamento social. A proposta do professor do Instituto de Psicologia da UFRGS Cristian Zanon é destacar a promoção da saúde mental e do bem-estar durante a quarentena. Baseado na psicologia positiva, o pesquisador aponta que é possível orientar o enfrentamento dos efeitos adversos desse período com investimento em atitudes otimistas. As ideias estão em artigo científico, no formato preprint, com o título “COVID-19: Implicações e aplicações da Psicologia Positiva em tempos de pandemia”, escrito em parceria com outros três pesquisadores.

    Desenvolver virtudes e potencialidades humanas e cultivar hábitos saudáveis estão entre as indicações da psicologia positiva. Mas como isso isso é possível no momento de uma crise de saúde mundial? Para o professor, entre os elementos indicados está a autocompaixão: “É preciso olhar para si mesmo e, em vez de criticar por não estar sendo produtivo, por exemplo, reconhecer-se diante da situação em que passam outras tantas pessoas. Muita gente também não está sendo produtiva e não consegue dar o seu melhor”, esclarece. Antes da autocrítica, é preciso a autocompaixão. “É preciso se tratar como se você fosse o seu melhor amigo”, enfatiza Zanon. O senso de coletividade também favorece essa autocompaixão, pois o mundo inteiro enfrenta esse problema.

    Outro aspecto importante para “enfrentar” a pandemia é o otimismo, que leva a ver o futuro com expectativa positiva. “Isso vai passar, e vou fazer o melhor que posso”, sintetiza o pesquisador. Cristian Zanon ressalta que cultivar o pessimismo leva ao aumento da quantidade de afetos negativos, como angústia, tristeza e medo. Desse modo, a visualização criativa do futuro permite imaginar novos tempos em que a pandemia já fará parte do passado. Intervenções positivas podem ser ferramentas no enfrentamento às consequências do momento, como a meditação, por exemplo, que é capaz de reduzir ansiedade, estresse e depressão e melhorar a qualidade do sono. O pesquisador reforça que a prática da meditação tem custo baixíssimo e não tem efeitos colaterais.

    O Bem-estar

    Olhar para a realidade da quarentena em seus aspectos positivos também é uma estratégia, como por exemplo: a possibilidade de estar mais tempo consigo mesmo, o maior contato da relação pais e filhos ou mesmo o exercício da já citada visualização criativa do futuro. Desse modo, o bem-estar,na explicação do docente, conta com três componentes: a) cognitivo – pensamento sobre a vida e as coisas que são importantes, ou seja, a satisfação com a vida; b) afetos positivos – vivenciar com alta intensidade e frequência os afetos positivos, como o amor e a alegria e c) afetos negativos – vivenciar com baixa intensidade e frequência os afetos negativos, como frustração, raiva e angústia.

    Além dessa atitude positiva para consigo mesmo, a psicologia positiva entende que a demonstração de empatia também contribui para a ampliação do bem-estar. Generosidade, altruísmo e apoio social são aspectos positivos que efeitos adversos, como uma pandemia, acabam gerando. Ser legal, ajudar, doar tempo sem esperar nada em troca são atitudes que levam as pessoas a terem mais empatia. Segundo Zanon, pesquisas mostram que isso tem impacto sobre o bem-estar das pessoas, tanto daquelas que se dedicam a causas maiores quanto daquelas que se dispõem à gratidão por terem recebido algo de alguém. “Ter um propósito de vida, é claro, ajuda no bem-estar” finaliza.

    A psicologia positiva

    Segundo explica Zanon, a psicologia positiva surgiu nos Estados Unidos, por volta dos anos 2000, como uma nova forma de abordagem da área da psicologia. Seu foco é no desenvolvimento das potencialidades do ser humano, com o incentivo daquilo que ele tem de melhor. Ele indica que não é uma negação dos sofrimentos das pessoas, mas um foco no potencial de cada uma delas. “A psicologia positiva não tem o foco no trabalho de sintomas ou na redução de sofrimentos, mas o foco está nas forças e nas potencialidades do ser humano, em vista de uma vida com mais sentido”, destaca.

    Confira um vídeo em que o professor Cristian Zanon fala sobre autocompaixão e bem-estar:

     

    (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

  • Empresa júnior da Engenharia de Alimentos abre inscrições para processo seletivo

    A Eali, empresa júnior do curso de Engenharia de Alimentos, está com inscrições abertas para o processo seletivo 2020/2. Podem se inscrever alunos regularmente matriculados nos cursos de Engenharia de Alimentos, de Produção, Química ou de Materiais da UFRGS que possuam disponibilidade de, no mínimo, dez horas semanais em horário comercial.

    As inscrições vão até dia 4 de maio, pelo link bit.ly/ps-eali-2020-2. Todas as informações sobre o processo seletivo estão disponíveis no edital.

  • PPG em Farmacologia e Terapêutica promove webconferência sobre a Covid-19
    Foto: Ramon Moser/UFRGS

    PPG em Farmacologia e Terapêutica promove webconferência sobre a Covid-19

    O Programa de Pós-Graduação em Farmacologia e Terapêutica (PPGFT) promove nesta quinta-feira, 30, o seminário “COVID-19: epidemiologia, farmacologia e informação”. Participam como palestrantes os professores Ana Paula Herrmann (UFRGS), Flávio Fernando Demarco (UFPel), Mellanie Fontes Dutra da Silva (UFRGS) e Rafael Selbach Scheffel (UFRGS). A atividade começa às 10h por meio de webconferência via Mconf UFRGS, no link http://mconf.ufrgs.br/spaces/seminario-ppgft.

  • Ministro do STF suspende nomeação de Ramagem na Polícia Federal

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu nesta quarta-feira a nomeação de Alexandre Ramagem para ser diretor-geral da Polícia Federal.  Ele acatou pedido do PDT, que alega desvio de finalidade na nomeação dele pelo presidente Jair Bolsonaro.

    Na ação, o PDT afirma que a intenção do chefe do Executivo é interferir na PF para proteger a ele mesmo e familiares que estariam no alvo de investigações em andamento.

    “A vontade pessoal contida no ato, é de, através da pessoa do Litisconsorte (Ramagem), imiscuir-se na atuação ordinária da Polícia Federal, sobremodo, a do exercício exclusivo de função de polícia judiciária da União, perante esta Corte, inclusive. Pretendendo-se, ao fim, o aparelhamento particular – mais do que político, portanto – de órgão qualificado pela lei como de Estado”, diz um trecho do mandado de segurança apresentado pelo partido.

    Ramagem é próximo da família Bolsonaro, e amigo pessoal do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Ao deixar o cargo de ministro da Justiça, Sergio Moro afirmou que o presidente tentou obter acesso a relatórios de inteligência e assumiu que tinha intenções políticas ao trocar o comando da PF. As denúncias são alvo de um inquérito aberto no Supremo contra Bolsonaro.

    Uma outra ação, movida pelo deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) também pede que a posse de Ramagem seja suspensa. Na Câmara, o Psol protocolou um requerimento para que o novo ministro da Justiça, André Mendonça, explique como será sua atuação no cargo.

  • Capes oferece 900 bolsas de pesquisa para Programa de Combate a Epidemias

    São oferecidas 900 bolsas em até 30 projetos de pesquisa. As inscrições terminam nesta quinta, 30.

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) recebe até quinta-feira (30) propostas de pesquisa para o Programa de Combate a Epidemias. São três editais que oferecem 900 bolsas de doutorado e pós-doutorado para as áreas de epidemiologia, infectologia, microbiologia, imunologia, bioengenharia e bioinformática.

    Segundo a Capes, os projetos para o Edital nº 9/2020 devem ser encaminhados por instituições que oferecem cursos de pós-graduação stricto sensu, e as propostas precisam ser apresentadas no Sistema de Inscrição (Sicapes).

    “Os 30 projetos de pesquisa a serem apoiados vão desenvolver ainda equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais de saúde, além de tecnologias e mecanismos para monitoramento, mapeamento e controle de surtos, endemias, epidemias e pandemias”, diz nota da instituição. Cada projeto receberá R$ 345 mil, e o orçamento total é de R$ 70 milhões. O resultado final deve ser divulgado no dia 29 de maio, e o início das atividades está previsto para junho.

    (Bruna Saniele – Repórter da Agência Brasil)

  • Estudo inédito da Fiocruz analisa esgoto para mapear circulação do coronavírus

    Uma pesquisa da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a prefeitura de Niterói e a concessionária Águas de Niterói começou a mapear a presença do novo coronavírus no esgoto da cidade, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro. O estudo é inédito no Brasil e pode servir como um instrumento capaz de identificar a chegada do vírus a uma localidade antes da confirmação dos casos pelo sistema de saúde.

    A análise do material coletado em 15 de abril confirmou a presença do microorganismo em cinco dos 12 pontos estudados – quatro deles no bairro de Icaraí. As amostras pesquisadas também são dos bairros de Jurujuba, Camboinhas, Maravista e Sapê e das comunidades do Palácio, Cavalão, Preventório, Vila Ipiranga, Caramujo, Maceió e Boa Esperança.

    As coletas foram planejadas e realizadas pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), em colaboração com a concessionária Águas de Niterói. Já as análises são lideradas pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em colaboração com o Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, que também é do IOC/Fiocruz e foi recentemente considerado referência em coronavírus nas Américas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Segundo os pesquisadores, investigar a presença do coronavírus no esgoto pode ser uma forma de melhorar o entendimento de sua circulação em uma determinada área, já que o vírus também terá sido excretado nas fezes de pessoas assintomáticas. A partir disso, as autoridades podem otimizar os recursos disponíveis e fortalecer medidas de prevenção de forma localizada.

    Apesar de a presença no vírus nas fezes de pessoas infectadas já ter sido confirmada, não há evidências científicas de que o vírus excretado ainda é capaz de infectar outras pessoas, já que a transmissão do coronavírus é principalmente respiratória.

    (Por Vinícius Lisboa – Repórter da Agência Brasil)

  • Farmácias autorizadas a fazer testes rápidos para covid-19

    A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na terça-feira (28) a aplicação de testes rápidos para a detecção do novo coronavírus (covid-19) em farmácias. Com a decisão, a realização deixará de ser feita apenas em ambiente hospitalar e clínicas das redes públicas e privadas.

    As farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste. O estabelecimento que optar pelo procedimento deverá ter profissional qualificado para realizar do exame.

    A realização dos exames não servirá para a contagem de casos do coronavírus no país. Em seu voto, Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou ainda que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico para o coronavírus, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o chamado “falso negativo”, quando o paciente é testado ainda nos primeiros dias de sintomas.

    “Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse.

    A liberação dos testes rápidos em farmácias enfrentava resistências, devido a questões sanitárias e ligadas também à eficácia dos exames.

    A liberação desses testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional decretado pelo Ministério da Saúde em 4 de fevereiro deste ano.

  • Brasil bate novo recorde com 474 mortes por covid-19 em um dia

     

    O Brasil bateu novo recorde de mortes em um dia em razão da pandemia do novo coronavírus, com 474. Segundo atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (28), o total subiu para 5.017, aumento de 10,4%. O acréscimo mais alto até então havia sido na quinta-feira (23), quando foram contabilizados 407.

    O Brasil chegou a 71.886 pessoas infectadas. Nas últimas 24 horas foram adicionadas às estatísticas mais 5.385 casos, aumento de 8,1% em relação a ontem, quando foram registradas 66.501 pessoas nessa condição. Foi o segundo maior número em um dia, perdendo apenas para o sábado (25), quando foram acrescidos 5.514 novos casos ao balanço.

    De acordo com o Ministério da Saúde, deste total, 34.325 estão em acompanhamento (48%) e 32.544 já foram recuperados, deixando de apresentar os sintomas da doença. Ainda são investigadas 1.156 mortes.

    São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (2.049). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (738), Pernambuco (508), Ceará (403) e Amazonas (351).

    Além disso, foram registradas mortes no Maranhão (145), Pará (129), Bahia (86), Paraná (77), Minas Gerais (71), Espírito Santo (64), Paraíba (53), Rio Grande do Norte (48), Rio Grande do Sul (45), Santa Catarina (44), Alagoas (36), Distrito Federal (28), Amapá (28), Goiás (27), Piauí (21), Acre (16), Sergipe (11), Mato Grosso (11), Rondônia (11), Mato Grosso do Sul (nove), Roraima (seis) e Tocantins (dois).

    Hoje a equipe do Ministério da Saúde não concedeu a habitual entrevista coletiva na qual apresenta as análises dos dados e comenta as medidas adotadas para conter a propagação do novo coronavírus no país.

    (Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil)

  • Primeiro de Maio é incógnita em meio à saída da crise na Europa
    Sem primeiro de maio, sem tumulto, diz o cartaz em tom satírico sobre a tradição de conflitos entre polícia e manifestantes nesse feriado. Fotos: Mariano Senna

    Primeiro de Maio é incógnita em meio à saída da crise na Europa

    Mariano Senna, de Berlim

    Às vésperas do fim oficial do confinamento por conta da pandemia pelo Covid-19 na Europa, a chamada retomada das atividades, uma incógnita paira sobre o Continente. Serão respeitadas as regras de distanciamento e prevenção durante o primeiro de maio? Ou melhor, como farão os governos para evitarem que as pessoas saiam as ruas no feriado para protestarem contra questões relacionadas à crise atual?

    O noticiário europeu dá conta da crescente insatisfação especialmente dos setores de entretenimento, gastronomia e turismo. “Donos de estabelecimentos não sabem como vão pagar suas contas, funcionários não sabem se receberão algum tipo de ajuda. Vivemos em clima de total incerteza e insegurança”, reclama Pascuale Tascaari, diretor da Associação de Restaurantes da Toscana. Na Itália, um dos países mais castigados pelo Corona, 13% do PIB provém de hotéis, bares, restaurantes, agências de viagem etc.

    Na Alemanha, a situação é um pouco melhor, mas não menos incerta. Antonio D’Ambrosi comanda a cozinha de um pequeno restaurante no bairro de Neukölln, em Berlin. Lugar pequeno, aconchegante, de decoração simples, pratos originalmente deliciosos e uma carta de vinhos italianos de dar inveja às melhores casas do Brasil. D’Ambrosi reabriu o restaurante apenas para entregas há duas semanas. “É a única forma de sobreviver”, conta o Chef, contabilizando, apesar do esforço, uma perda de 70% no faturamento.

    A pergunta que todos fazem é: quando poderemos voltar a trabalhar normalmente? “Há duas semanas me dizem que amanha saberemos”, conta Curgy Lopes, gerente do Hostel Plus, em frente a estação WarschauerStr., uma das preferidas pelos turistas em Berlin. O Hostel com 240 camas, foi fechado logo no início da crise. Todos os funcionários recebem desde então o chamado “Kurzarbeit”, o que equivale a 60% do salário. “Mal paga o aluguel e a comida”, reclama o gerente.

    Nos últimos dias o movimento foi intenso nas ruas de BerlimCom escolas, creches e grandes lojas ainda fechadas, a vida nas ruas da capital da Alemanha voltou ao normal. Uma das novidades são as filas. Elas estão por todo o lado. Para ir no banco, na farmácia, no supermercado. Fora isso, tudo igual.

    Até os mendigos voltaram a pedir dinheiro no metrô e os junkies voltaram a se drogar em plena calçada à luz do dia. Em alguns momentos é inevitável mesmo a impressão de multidão, pois parece que há mais pessoas andando na rua do que antes da pandemia.

    Até os junkies voltaram a se drogar em plena calçada à luz do dia

    O movimento nas ruas hoje lança dúvidas inevitáveis sobre as reais razoes para o pânico das primeiras semanas de marco. Um mês antes da quarentena, os jornais do país davam em página inteira os possíveis prejuízos de uma paralisação pandêmica. O assunto principal especulava sobre a flexibilização do limite de endividamento do setor público para poder lidar com uma crise como a que se desenhava na época. De lá pra cá, os europeus aprovaram um pacote de ajuda de 540 bilhões de Euros, 100 bilhões a fundo perdido, e o restante a ser concedido em condições ainda em discussão.

    Os recursos são fundamentais para a sobrevivência de alguns pilares da economia do continente. Áreas como a aviação também estão no chão. Desde 12 de Marco até o 24 de Abril a Lufthansa cancelou 23 mil vôos. A média diária era de 350 mil pessoas voando por dia, hoje são menos de três mil. Uma quebra de 95% no número de passageiros transportados.

    Presidente do Conselho Diretor da Lufthansa espera socorro financeiro do governo

    Os custos fixos de todas as operações da Lufthansa somam 1 milhão de Euros por hora. “Não teremos como sobreviver sem a ajuda do Estado”, alertou Carsten Spohr, presidente do conselho da empresa, em um pronunciamento aos funcionários. Trata-se de um pacote de socorro financeiro de 10 bilhões de Euros a ser negociado em Bern, Viena, Berlin e Bruxelas nos próximos dias. Independente do resultado, a empresa já anunciou que reduzirá 100 aviões de sua frota até Julho. O número de funcionários demitidos pode chegar a 10 mil. Parece coisa de quem quer tirar proveito da situação. E esse não é o único caso.

    Mesmo tendo recebido ajuda do Estado para pagar os funcionários, fabricantes de automóveis como Volkswagen, Daimler e BMW distribuirão bônus e dividendos aos acionistas agora em Maio, “O pagamento de dividendos é importante para manter os acionistas, e evitar a tomada do controle das empresas por concorrentes estrangeiros ”, defendeu Hildegard Müller, presidente da Associação da Indústria Automobilística (VDA) da Alemanha.

    Já o ministro das finanças, Olaf Scholz, avisou: “As regras do programa de ajuda são claras, empresas que receberem auxilio financeiro estatal não podem distribuir dividendos, também o pagamento de bônus aos executivos e funcionários tem regras estritas”. O tempo dirá quem vai vencer esse embate.

    Movimento aumentou muito também nos parques de Berlim

    O sucesso da retomada das atividades depende agora da redução do número de novos casos da infecção por Covid-19. No país neste final de abril eles ainda somam 2.500 por dia. O número total de mortos passou dos 6.100. “Precisamos de algumas centenas de novos casos a menos para estarmos seguros dos resultados com a reabertura”, declarou Lothar Wieler, presidente do Robert-Koch Institut, responsável pelos dados oficiais.

    Pesquisas de opinião apontam que os alemães estão muito satisfeitos com o trabalho do governo de Angela Merkel no gerenciamento da crise. Segundo o Polit Barometer, enquete encomendada pelas redes de comunicação pública, ARD e ZDF, 83% a 90% dos entrevistados aprovam a forma como as autoridades cuidam da pandemia.

    “As pessoas aqui têm uma mentalidade peculiar. Elas têm tesão de ficarem em fila, sofrer com a burocracia, estão felizes se o governo lhes tirar as liberdades individuais em troca de segurança”, afirma Lindomar Gomes, dono de uma loja de bicicletas em uma das regiões mais turísticas da capital.

    Ao contrário da grande maioria, Lindomar não fez quarentena. Trabalhou o tempo todo e garante que seu movimento aumentou 50% em relação a abril do ano passado. “As pessoas tiveram mais tempo para comprarem ou arrumarem suas bicicletas”, acredita o paulista de 44 anos que mora há 17 anos em Berlin.

  • Caixa diz que atendeu 44 milhões, mas filas em todo o país deixam dúvidas
    Agências da Caixa registraram filas / Imagens Globo

    Caixa diz que atendeu 44 milhões, mas filas em todo o país deixam dúvidas

    O  cadastramento e pagamento do abono emergencial a milhões de brasileiros é o maior programa de inclusão bancária e digital já realizado no país.

    A caixa já contabiliza 44,3 milhões de pessoas beneficiadas. Mas há muita reclamação e as enormes filas em todo o país não deixam dúvidas que há muitas falhas na  estrutura montada em duas semanas pela Dataprev para cadastro e pagamento do auxílio emergencial do governo federal.

    Nesta semana, segundo nota da Caixa, teve início o calendário escalonado de saque em espécie do auxílio emergencial nas agências, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui para os beneficiários da Poupança Social Digital.

    “O escalonamento foi pensado justamente para evitar a busca massiva às agências, no momento em que se recomenda evitar aglomerações”. A realidade vista em todo o país é outra.

    A Caixa reconhece em sua nota que agências em diversas partes do País registram grandes filas e aglomerações, mas atribui isso às “pessoas,  que não fazem parte do público alvo do atendimento presencial, ou seja, clientes em busca de serviços essenciais (como saque do seguro desemprego e Bolsa Família sem cartão, desbloqueio de senhas, etc) e o público beneficiário do saque em espécie escalonado por data de nascimento.

    A  Caixa diz que tem um levantamento  aponta: apenas uma pessoa a cada cinco que buscaram presencialmente o banco nessa segunda-feira (27) tinha direito ao saque na referida data.

    O aplicativo CAIXA Tem registrou milhões de acessos nos últimos dias, sendo que mais da metade é de usuários que não têm direito ao Auxílio Emergencial.

    A CAIXA recomenda que somente os brasileiros que receberam o Auxílio Emergencial pela Poupança Social Digital acessem o app CAIXA Tem.

    O banco tem envidado todos os esforços para otimizar e acelerar o atendimento em seus canais físicos e digitais. E ressalta a importância de apenas buscarem as agências aqueles usuários que precisam realizar serviços essenciais ou os beneficiários que receberam o auxílio na Poupança Social Digital e desejem fazer o saque em espécie, conforme o seguinte calendário:

    28 de abril – nascidos em março e abril

    29 de abril – nascidos em maio e junho

    30 de abril – nascidos julho e agosto

    04 de maio – nascidos em setembro e outubro

    05 de maio – nascidos em novembro e dezembro

    Visando otimizar a atendimento e organização das filas, a CAIXA também  alocou 2.800 novos vigilantes e aumentou o número de recepcionistas para reforçar a orientação ao público e manter os protocolos já implementados para garantir a saúde de todos. Informa ainda que abrirá 800 agências no próximo sábado (02) em todas as regiões do país, no horário de 08 às 12 horas:

    http://www.caixa.gov.br/caixacomvoce/Paginas/default.aspx#agencias-feriado

    A CAIXA informa que a prioridade ainda é manter o atendimento digital, por meio do cadastramento por app e site e a movimentação do benefício pelo CAIXA Tem. Desta forma, o banco reforça o pedido para que a população só se dirija às agências e casas lotéricas em último caso.

    Vale lembrar que quem recebeu o crédito em poupança da CAIXA pode movimentar o valor digitalmente pelo Internet Banking ou mesmo utilizando o cartão de débito em suas compras. Os beneficiários do Bolsa Família elegíveis para receber o auxílio receberão o crédito no mesmo calendário e na mesma forma do benefício regular. Para quem busca informações sobre o cadastro, os canais para esta consulta são o aplicativo CAIXA | Auxílio Emergencial, o site auxilio.caixa.gov.br e a central telefônica exclusiva 111.