Autor: da Redação

  • China utiliza 500 voluntários para testar vacina contra o coronavírus

    China utiliza 500 voluntários para testar vacina contra o coronavírus

    O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou na terça-feira que a China aprovou os testes clínicos de três protótipos de vacinas contra a COVID-19.

    Uma vacina baseada em vetores de adenovírus, desenvolvida por uma equipe de pesquisa liderada por Chen Wei, pesquisadora do Instituto de Medicina Militar, foi a primeira a ser aprovada para o teste clínico.

    A primeira fase do teste clínico acabou no fim de março e a segunda começou em 12 de abril.

    Trata-se da primeira vacina contra a COVID-19 no mundo a entrar na segunda etapa de testes clínicos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    A informação foi divulgada por Wu Yuanbin, diretor geral de Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento social, em uma entrevista coletiva.

    A primeira fase do estudo clínico foi concluída no final de março e a segunda fase começou em 12 de abril.

    Comparada com a primeira fase, a segunda fase removeu o limite de idade para inscrever voluntários com mais de 60 anos.

    Acompanhado por sua filha, Xiong Zhengxing, um homem de 84 anos em Wuhan, foi vacinado na segunda-feira, 13 de abril, tornando-se o voluntário mais velho na segunda fase do ensaio clínico.

    Os 108 voluntários que completaram a primeira fase do ensaio clínico em 27 de março encerraram a observação médica centralizada e estão em boas condições.

    A segunda fase recrutará 500 voluntários e apresentará o grupo de controle do placebo para avaliar ainda mais a imunogenicidade e a segurança da vacina.

    A partir das 17h em 13 de abril, 273 voluntários já foram vacinados.

    Segundo a agência estatal Xinhua, as empresas que receberam a autorização foram a Sinovac Biotech, de Pequim, e o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, vinculado à estatal Sinopharm (China National Pharmaceutical Group).

    Nos Estados Unidos, a empresa farmacêutica Moderna também anunciou em março que havia começado os testes com seres humanos em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde, órgão estatal do país.

    Aparentemente, os órgãos regulatórios estão queimando algumas etapas para que a vacina seja testada e disponibilizada o mais rápido possível, diante do tamanho da crise global que o vírus está causando.

    “Normalmente, com vacinas você começa com animais pequenos, depois testa em outros primatas para só então começar a testá-la em humanos. Parece que eles decidiram avançar direto para os humanos”, explicou John Nicholls, professor de Patologias na Universidade de Hong Kong  em entrevista à Al Jazeera.

     

  • Atraso nos pagamentos aos provedores pode prejudicar distribuição da internet

    Durante estas semanas de isolamento social, o tráfego de internet aumentou consideravelmente, com picos de até 40% a mais que o normal. É urgente a necessidade de olhar para os pequenos e médios provedores.

    A essencialidade da Internet no atual cenário de enfrentamento do Coronavírus é inquestionável, mas isso não deve abrir precedente para manobras que possam prejudicar o setor – como, por exemplo, a qualificação de serviço essencial nos mesmos moldes de energia elétrica e água, isentando consumidores de corte dos serviços em caso de falta de pagamento durante os meses de isolamento social.

    O presidente da Associação dos Provedores de Serviços e Informações da Internet (InternetSul), Ivonei Lopes, pede que a população entenda que o pequeno provedor necessita desta renda para garantir a qualidade de seu serviço, e também para convocar os poderes a encontrar soluções alinhadas de apoio ao segmento de internet. “Precisamos beneficiar o cliente, sem onerar o empresário”, diz.

    As informações são de que alguns provedores já estão contabilizando índices de até 40% de inadimplência nas últimas semanas.

    Lopes alerta que é preciso amparar de alguma forma estas empresas, ou pode ser uma sentença de morte para elas, e também um prejuízo para a própria distribuição de internet no Brasil.

    Fabiano Vergani, conselheiro da InternetSul, explica que o mercado brasileiro de ISPs é único em todo o mundo. Cerca de um terço de todo consumo de internet no país é atendido por empresas de micro ou pequeno porte.

    Na última terça-feira, o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luís Lamb, esteve em reunião com os maiores representantes da internet no Brasil, InternetSul, RedeTelesul, Abramulti, Apronet, Abranet, Abrint e CGI.br, onde concordou que o setor de Internet é o sangue do corpo da nova economia.

    A preocupação é justamente com pequenos empresários, neste caso, os provedores, pois a valorização do setor se dá pela relevância.

    Ou seja, sem os provedores, a Internet não chega às regiões a que tem que chegar, ao campo, à pequena cidade, a determinados setores essenciais. Trata-se de comunicação, e, neste sentido, o provedor pode ser entendido, nesta batalha atual, tal qual o médico, o profissional de saúde: pessoas que estão lá na ponta, atuando na infantaria.

    Vale ressaltar que só o Rio Grande do Sul e Santa Catarina concentram em torno de 500 mil empregos neste setor, sendo 200 mil diretos e outros 300 mil indiretos.

    Nos dois Estados, os profissionais empregados neste segmento são a mais alta renda de suas famílias, segundo dados divulgados pela InternetSul.

    Ainda segundo o titular da SICT-RS, o momento exige que, tão importante quanto ter saúde pública de qualidade, se tenha Internet operante. “Este setor é crucial neste momento, tanto do ponto de vista de saúde, quanto econômico e social. Sem Internet a sociedade entrará em colapso no enfrentamento da pandemia”, comentou.

    Durante o encontro, o presidente da InternetSul pontuou que é importante receber o apoio do Estado neste momento. “É fundamental construirmos uma relação de ganha-ganha entre o governo, a sociedade e o setor de Internet”, declarou o dirigente, lembrando que tal interação requer reconhecimento, por parte das instâncias de gestão pública, de questões delicadas ligadas aos serviços tidos como essenciais – o que passa pela discussão da obrigação de fornecimento de serviço mesmo em caso de inadimplência.

    A diretora Jurídica da InternetSul, Andréa Abreu Fattori, acrescenta que não é natural do modelo econômico atual que serviços essenciais sejam prestados por pequenas empresas, sendo, normalmente, fornecidos ou pelo governo, ou por grandes corporações.

    “No nicho de provedores, temos mais de dez mil pequenas companhias prestando serviço em todo o país. É evidente que precisamos de apoio do governo, seja em incentivo na seara tributária, seja na liberação de fundos setoriais, ou mesmo tendo o estado como comprador”, destacou Andréa.

    Neste último caso, a advogada cita o exemplo do uso de EAD pelas escolas, altamente utilizado pela iniciativa privada no momento da pandemia, mas escasso no ambiente de ensino público. “O provedor de internet tem eficiência suficiente para manter este serviço no ar, beneficiando o público atendido, mas vai precisar de proteção”, avaliou a especialista.

    Como parte da solução, Lopes acredita que “durante esta crise temporária, o Fust poderia liberar recursos, um voucher por exemplo, para cidadãos em situação de risco e que necessitem de conectividade possam pagar pelo serviço, sem onerar os provedores”.

    Segundo a Anatel, os 14,1 mil provedores regionais atuantes em todo o País detêm, juntos, 31,5% da clientela de banda larga, fatia maior que da Claro, dona da Net (29,2%), Vivo (22,2%) e Oi (17,1%). Em outras palavras, os provedores abocanharam 10,3 milhões de assinantes, seguidos por Claro (9,5 milhões), Vivo (7,2 milhões) e Oi (5,6 milhões).

  • Passo a passo, como pedir isenção da taxa de inscrição do Enem

    Em 2019, cerca de 3 milhões de estudantes solicitaram a isenção da taxa de inscriçao no Enem, que custava R$ 85.

    O valor para as provas de 2020 ainda não foi divulgado. Mas o prazo para pleitear a isenção neste ano está aberto e vai até o dia 17 de abril.

    Para não passar aperto, a Agência Brasil preparou para você um guia simples para solicitar a isenção dessa taxa. Veja abaixo:

    Quem tem direito?
    Para saber se é possível solicitar a isenção, veja se você se encaixa nos três critérios abaixo:

    Primeiro passo
    Todas as solicitações de isenção devem ser feitas na Página do Participante. Não há exceções, a única maneira de entrar na fila de requerimento é o formulário digital, que pode ser acessado de computadores, celulares ou tablets. Quem filtra os participantes é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), um órgão do Ministério da Educação (MEC).

    Após uma verificação simples, você precisará informar seus dados pessoais. Tenha em mãos o número do seu CPF. A data de nascimento também é solicitada.

    Caso o estudante tenha solicitado a isenção em 2019 e não tenha comparecido ao exame, uma justificativa deverá ser apresentada. O sistema indicará, se este for o caso, os documentos necessários para justificar e não ficar de fora da isenção.

    Segundo passo
    Na tela seguinte, uma mensagem confirmará se você é ou não elegível para a gratuidade do exame. Caso positivo, não se esqueça: isso não significa o cadastro automático no Enem. Para o cadastro, o estudante deve realizar a inscrição no período de 11 a 22 de maio.

    Marque a caixinha “Li e concordo” para seguir adiante.

    Terceiro passo
    Hora de cruzar os dados pessoais com os da Receita Federal. A renda pessoal será levada em conta para estar apto a ser isento. Caso haja divergências entre os dados mostrados na tela e sua Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), você poderá ser atendido por um profissional que poderá orientá-lo. A central de atendimento do Inep pode ser acessada gratuitamente pelo telefone 0800 616161. É possível “pular” esta etapa, que poderá ser revisada depois.

    Hora de confirmar outros dados básicos. Endereço de residência, CEP e informações sobre o ensino médio deverão ser preenchidas. O estudante deve responder onde cursa ou onde concluiu o ensino médio. Na etapa seguinte, a pergunta será sobre o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que serve para adultos que não terminaram os estudos na idade regular.

    Quarto passo
    Estamos quase lá. Agora é hora de informar o tipo de ensino médio cursado. As opções são: regular, educação especial ou educação de jovens e adultos. Caso o estudante participe de programas sociais do governo federal, essa também é a hora de indicar o Número de Identificação Social (NIS) do CadÚnico – que já foi tema do Agência Brasil explica.

    A etapa sobre as condições socioeconômicas do candidato é a mais longa. Ela consiste em um questionário de 25 perguntas, essencial para concluir a solicitação. Bastante atenção aqui: é importante preencher corretamente os números de renda familiar e demais informações financeiras.

    Foto e revisão
    Ufa! Chegamos ao final do processo. Agora basta inserir uma foto digital atualizada. Existem algumas recomendações que podem ajudar na identificação do candidato. Um enquadramento preciso, com uma boa iluminação e foco, é essencial. Evite usar acessórios que descaracterizam a sua aparência, como bonés, chapéus e óculos que não sejam de lentes corretivas. Os formatos são os mesmos de outros sites: um arquivo JPEG ou PNG de até 2 megabytes.

    Não esqueça de dar uma última conferida em tudo. Agora basta clicar em “Enviar solicitação” e seu cadastro entra na fila de análise de isenção. O resultado sai no dia 24 de abril. Boa sorte!

    Calendário
    Confira as datas já divulgadas pelo Inep para o Enem 2020:

    Prazo para solicitar a isenção:
    de 6 a 17 de abril
    Resultado dos pedidos de isenção:
    24 de abril
    Prazo de inscrição:
    de 11 a 22 de maio
    Divulgação dos locais de prova:
    Data não definida
    Aplicação das provas digitais:
    11 e 18 de outubro
    Aplicação de provas impressas:
    1º e 8 de novembro
    Divulgação dos resultados: Janeiro de 2021.

    (da Agência Brasil)

     

  • Agropecuária está habilitada a testar para COVID-19, diz governo gaúcho 

    Agropecuária está habilitada a testar para COVID-19, diz governo gaúcho 

    Em pronunciamento gravado na sexta-feira (10) e divulgado na página do Governo do Rio Grande do Sul no Facebook (o assunto é abordado a partir dos 28 minutos do vídeo), o governador Eduardo Leite justificou a contratação de uma loja de produtos agropecuários em que funciona uma petshop, de Pelotas, para fazer exames de Covid-19.

    A notícia foi divulgada com exclusividade no dia 9 de abril pelo site The Intercept Brasil, assinada pelos repórteres Paula Bianchi e Hyury Potter: CORONAVÍRUS: GOVERNO DO RS CONTRATA PET SHOP PARA FAZER EXAMES DE COVID-19

    “Agropecuária Machado, localizada na cidade de Pelotas, foi escolhida por ser “um laboratório de excelência” e que tem como diferencial “ter os reagentes necessários para os exames”, diz a matéria citando declaração da secretária de Saúde, Arita Bergmann. “Uma loja produtos agropecuários em que funciona uma pet shop e em que também é possível aproveitar para comprar galões de água mineral e botijões de gás. Esse foi o primeiro laboratório fora da estrutura pública estadual escolhido pelo governo do Rio Grande do Sul para fazer exames de covid-19, acordo que prevê seis meses de serviços e pode render até R$ 8 milhões aos proprietários do pet-laboratório, que promete processar 250 testes por dia por módicos R$ 175 cada um…”

    O governador disse que a reportagem cometeu vários erros de informação e explicou que diversas entidades foram consultadas na busca por laboratórios privados que poderiam auxiliar a estrutura pública na realização de testes de coronavírus, “mas boa parte dos laboratórios argumenta que tem equipamentos, mas não têm insumos necessários para fazer os exames”, argumentou Leite.

    “Esse laboratório surgiu dizendo que tem equipamentos e também os insumos. A própria Anvisa habilitou laboratórios agropecuários para fazer, todos estão direcionando esforços para acelerar diagnósticos”, justificou.

    O proprietário da agropecuária, Toni Machado, manifestou-se em sua página no Facebook afirmando que o valor cobrado é apenas para cobrir despesas de insumos, funcionários e impostos, tendo em vista que em Pelotas os valores deste exame variam entre R$380 e R$800, e que cobrar R$175,00 por teste não seria nenhum absurdo.

    Confira todo o pronunciamento do governador Eduardo Leite:

     

  • Governo atualiza cenários de avanços da Covid-19 no Rio Grande do Sul

    Governo atualiza cenários de avanços da Covid-19 no Rio Grande do Sul

    Elaborado por uma equipe do Departamento de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (DEE/Seplag), o estudo “Coronavírus: exercícios de projeção de casos para o Rio Grande do Sul” contempla três cenários (Extremo, Agressivo e Moderado) levando em consideração a experiência de diversos países e as informações disponíveis até o momento.

    Dados diários de registros de infecções, recuperações e mortes por países, bem como os pontos que devem ser atentados para o caso específico do Rio Grande do Sul também são acrescentados ao material.

    Os dados e projeções a respeito da evolução da pandemia no mundo e no Estado auxiliam na tomada de decisões sobre as ações de controle do coronavírus no Rio Grande do Sul.

    Clique aqui e acesse pdf da versão mais recente, divulgada às 22h de 12 de abril de 2020.

    Clique aqui e acesse página com os estudos anteriores.

  • Instituto Biológico de SP desautoriza artigo sobre novo coronavírus

    Entidade esclarece que Luiz Augusto Vassoler fez estágio de 160 horas, mas nunca foi servidor.

    O Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, esclarece que não há registros de Luiz Augusto Vassoler como servidor do Instituto, mas sim como estagiário nas seções de Raiva e Encefalomielite e Bacteriologia Animal, pelo período de 19/08/1975 a 30/09/1975 e de 01 a 15/10/1975, totalizando 160 horas.

    Vassoler publicou artigo que roda a internet a respeito do coronavírus (Covid-19) e se apresenta como quem “trabalhou” na Seção de Raiva e Encefalomielite do IB, informação que procede como na modalidade de estágio. A informação nesta nota foi atualizada em 26/03/2020, a pedido de Vassoler.

    A direção do IB reforça que informações a respeito do novo coronavírus (Covid-19) devem ser consultadas em fontes oficiais, como o site do Governo do Estado de São Paulo e do Ministério da Saúde. Recomenda ainda que a população siga as instruções destas instituições relacionadas a higienização e ao uso de máscaras.

  • CNBB lança campanha nacional de doação de alimentos a familias carentes

    CNBB lança campanha nacional de doação de alimentos a familias carentes

    A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou neste  Domingo de Páscoa uma campanha nacional de doação de alimentos e produtos de higiene para famílias carentes, que estão em isolamento por causa da epidemia.

    Mobilizações semelhantes já ocorrem em organizações não governamentais e segmentos religiosos, em caráter local, desde terreiros até paróquias.

    A prioridade das campanhas tem sido arrecadar comida, água, sabão, álcool em gel e outros produtos de limpeza. As instituições religiosas procuram, ainda, oferecer apoio humano e emocional.

    O objetivo é ajudar quem está mais vulnerável, como as pessoas em situação de rua ou que vivem em moradias precárias; e quem está desempregado ou trabalha no mercado informal.

    A campanha lançada hoje pela CNBB é a Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil e tem o slogan ”É tempo de cuidar” e se estende a migrantes e refugiados.

    A Cáritas Brasileira será a representante da CNBB para articular as ações entre as diferentes esferas da Igreja Católica.

    A mobilização ocorre por meio das redes sociais, com o uso da hashtag #TempodeCuidar. Quem quiser saber como doar pode acessar a página da Cáritas na internet: caritas.org.br.

  • Mais de dois terços dos mortos pela Covid-19 no Brasil tem menos de 60 anos

    Mais de dois terços dos mortos pela Covid-19 no Brasil tem menos de 60 anos

    Aumentou 17% o número de mortos pelo novo coronavirus em 24 horas no Brasil. Os 800 óbitos totalizados na quarta-feira pularam para  941, segundo atualização divulgada pelo Ministério da Saúde hoje (9).

    São Paulo concentra o maior número, com mais da metade do número de mortes (495). O estado é seguido por Rio de Janeiro (122), Pernambuco (56), Ceará (55) e Amazonas (40).

    Além disso, foram registradas mortes no Paraná (22), Bahia (19), Santa Catarina (17), Minas Gerais (15), Distrito Federal (13), Maranhão (12), Rio Grande do Sul (12), Rio Grande do Norte (11), Goiás (7), Pará (sete), Paraíba (sete), Espírito Santo (seis), Piauí (seis), Sergipe (quatro), Alagoas (três), Mato Grosso do Sul (dois), Amapá (dois), Acre (dois), Mato Grosso (dois), Rondônia (dois) e Roraima (um).

    Já o total de casos confirmados subiu para 17.857. O número representa um crescimento de 12% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 15.927.

    O número de casos novos em um dia foi de 2.210, novo recorde. O maior resultado até então havia sido o total acrescido ontem, de 1.661 casos. O Brasil levou 17 dias para sair de um a 100 casos e 14 dias para ter mais 10 mil confirmados.

    Perfil
    No total foram 141 novas mortes entre ontem e hoje, um novo recorde. Ontem foram 133 novos óbitos, na terça haviam sido 114 e na segunda-feira, 67. No tocante ao perfil, 41% das vítimas fatais eram mulheres e 59% eram homens.

    Quanto à idade, mais de dois terços (77%) tinham menos de 60 anos. Na semana passada, eram 90%.

    Já em relação às complicações associadas à morte, 336 dos pacientes tinham alguma cardiopatia, 240 diabetes, 82 apresentavam alguma pneumopatia e 55 apresentavam alguma condição neurológica.

    Até o dia 8 de abril, foram registrados 34.905 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país. Desse total, 3.416 foram de casos confirmados para covid-19.

    Regiões
    O MS passou a disponibilizar a incidência (número de casos proporcional a 100.000 habitantes) não somente em estados, mas em regiões. As com índice maior são Fortaleza (43,9), São Paulo (40,4), Manaus e Alto Rio Negro (28,1), Distrito Federal (16,9), Área Central, no Amapá (16,8) e Laguna (SC).

    Na comparação por estados, os com maior incidência por 100.000 habitantes foram Amazonas (19,1), Distrito Federal (16,7), São Paulo (14,5), Ceará (14,1), Amapá (12,4) e Rio de Janeiro (11,2). Todas essas unidades da Federação pelo menos 50% acima da média nacional, que ficou em 7,5 pessoas infectadas por 100.000 habitantes.

    O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, e o secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante a divulgação de boletim sobre a covid-19 – Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Testes e máscaras
    O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, afirmou que há 127 mil notificações para a realização de testes. Até o momento, foram encaminhados 480 mil testes rápidos e 392 mil de laboratório (RT-PCR). O secretário acrescentou que foram aplicados 92,9 mil testes para covid-19.

    A intenção do governo é adquirir no total 22,9 milhões de testes. Para esse total, serão agregados exames doados por empresas, como a Petrobras e a Vale. Enquanto isso, vale o protocolo já divulgado pelo ministério.

    “Não é para testar casos que não sejam internados ou por meio de vigilância sentinela. É importante que estados que estão testando fora desta estratégia evitem fazer fora desta forma”, observou Oliveira.

    Já sobre a aquisição de máscaras, o secretário informou que a chegada de 40 milhões de máscaras de proteção que estava prevista para amanhã não deverá ocorrer, por problemas de burocracia. O esforço da equipe do MS é de adquirir 40 milhões por semana. Um edital será aberto para que empresas interessadas em ofertar esses insumos possam se cadastrar.

    Distanciamento social
    Sobre o distanciamento social, os representantes do Ministério da Saúde voltaram a defender a recomendação de modelos diferentes, o ampliado para locais com mais casos e o seletivo para locais com poucos casos e estrutura do sistema de saúde com pelo menos 50% de ociosidade.

    “Locais já com sinal vermelho, que já têm aumento bastante considerável do número de casos, devemos dar a máxima atenção à questão da mobilidade social. Isso não significa que estados como Rio de Janeiro e São Paulo tenham que manter todos os municípios neste mesmo comportamento. Municípios que, sentindo-se tranquilos, tendo capacidade instalada e tendo EPIs, estão preparados para quando aumentar”, declarou o secretário executivo da pasta, José Gabbardo dos Reis.

    (Com a Agência Brasil)

  • Relatório diz que coronavirus pode “empurrar meio bilhão para a pobreza”

    Relatório diz que coronavirus pode “empurrar meio bilhão para a pobreza”

    A crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus vai empurrar mais 500 milhões de pessoas para a pobreza se não foram tomadas medidas urgentes para ajudar países em desenvolvimento.

    O alerta foi feito nesta quinta-feira (9/4) pela Oxfam com a publicação do relatório “Dignidade, não Indigência”.

    A Oxfam International é uma confederação de 19 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 90 países na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça.

    O relatório divulgado hoje utiliza estimativas elaboradas pela United Nations University World Institute for Development Economics Research (UNU-WIDER), pesquisadores do King’s College London e da Australian National University.

    A Oxfam pede que os líderes mundiais aprovem, na reunião da próxima semana entre ministro de Economia dos países do G20, o Banco Mundial e FMI, um Plano Emergencial de Resgate Econômico para Todos para impedir que países e comunidades pobres afundem.

    O novo relatório da Oxfam Dignidade, não Indigência, informa que entre 6% e 8% da população global, cerca de 500 milhões de pessoas, poderá entrar na pobreza conforme os governos fecham suas economias para impedir que o coronavírus se espalhe em seus países.

    Com isso, teremos retrocesso de uma década na luta contra a pobreza – em algumas regiões, como a África subssariana, norte da África e Oriente Médio, essa luta pode retroceder em até 30 anos. Assim, mais da metade da população global pode estar na pobreza depois da pandemia.

    Desigualdades ditam impacto econômico

    As desigualdades existentes ditam o impacto econômico da crise do coronavírus. Os trabalhadores mais pobres, tanto nas nações ricas como nas pobres, que atuam mais no mercado informal,  estão descobertos de diversas formas.  Dois bilhões de pessoas trabalham no setor informal pelo mundo – mais de 80% nos países pobres e apenas 18% nos países ricos.

    A necessária e urgente adoção das medidas de distanciamento social e de funcionamento das cidades restrito aos serviços essenciais agravam a situação dos trabalhadores.

    Isso pode acontecer com demissões, suspensão de pagamento de salários ou inviabilidade do trabalho informal. No Brasil, a situação é ainda mais preocupante, devido às moradias precárias, a falta de saneamento básico e os desafios no acesso a serviços essenciais.

    Situação do Brasil

    O Brasil tem cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e cerca de 12 milhões de desempregados. Estima-se que a crise econômica provocada pelo coronavírus adicione, ao menos, mais 2,5 milhões de pessoas entre os desempregados, segundo analistas.

    “O coronavirus coloca o Brasil diante de uma dura e cruel realidade ao combinar piores indicadores sociais, em um mesmo local e na mesma hora. E é nesse momento que o Estado tem um papel fundamental para reduzir esse impacto e cumprir sua responsabilidade constitucional tanto na redução da pobreza e das desigualdades como na garantia à vida da população”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

    A Renda Básica Emergencial de R$ 600,00 aprovada pelo Congresso Nacional e Presidência da República é uma primeira ação para minimizar esse impacto, mas está longe de ser suficiente. Será preciso ampliar o número de pessoas atendidas, garantir agilidade nos pagamentos, estender o período de concessão da renda e fazer o movimento para avançar em uma Renda Básica Cidadã, agenda pendente no Brasil há décadas.

    Prioridade deve ser a responsabilidade humana

    Sendo a situação de extrema gravidade, Katia Maia afirma que é preciso agir com seriedade, rapidez, transparência, eficiência e coerência. “Estamos vivendo um momento em que a prioridade deve ser a responsabilidade humana, tanto em preservar vidas como em fornecer as condições econômicas para a maioria excluída do nosso país.”

    O coronavírus vai empurrar milhões para a pobreza e boa parte desse contingente será de mulheres. Elas estão na linha de frente do combate à doença e da crise econômica e, sendo assim, precisam de atenção especial. Elas representam 70% da força de trabalho em saúde pelo mundo e fazem 75% do trabalho de cuidado não remunerado. São mulheres que em geral cuidam de crianças, doentes e idosos. Também são maioria nos empregos mais precários, que estão sob risco com a crise econômica provocada pelo coronavírus. Por isso, o impacto do coronavírus será mais pesado sobre as mulheres.

    Lições da crise de 2008
    Portanto, é urgente que os recursos estejam disponíveis para impedir que a pandemia de coronavírus destrua a vida de milhões pelo mundo. Os US$ 2,5 trilhões que a ONU estima serem necessários para apoiar os países em desenvolvimento durante a crise do coronavírus vai requerer também um adicional de US$ 500 bilhões em ajuda externa.

    Além disso, são necessários US$ 160 bilhões para financiar sistemas públicos de saúde e US$ 2 bilhões para fundo humanitário da ONU.

    Impostos emergenciais de solidariedade, como taxas sobre lucros excessivos e pessoas muito ricas, poderia mobilizar recursos adicionais importantes neste momento em que o coronavírus vai empurrar milhões para a pobreza.

    “Os governos precisam aprender as lições da crise financeira de 2008, quando a ajuda a bancos e corporações foram pagas pelas pessoas comuns. Elas perderam seus empregos, tiveram seus salários achatados e serviços essenciais como os de saúde sofreram profundos cortes de financiamento”, afirma Katia Maia.

    “Os pacotes econômicos de estímulo têm que apoiar trabalhadores e pequenos negócios. As ajudas a grandes corporações têm que estar condicionadas a ações para a construção de economias mais justas e sustentáveis.”

     

  • Banco de Alimentos lança campanha por doações virtuais

    O Banco de Alimentos enfrenta um novo e grande desafio: ajudar quem mais precisa durante a pandemia do coronavírus.

    Para arregimentar forças, lançou a campanha por doações virtuais. As doações realizadas no site www.doealimentos.com.br reforçarão os estoques do Banco de Alimentos para atender a grande demanda de alimentos e materiais de higiene que ajudarão as entidades beneficentes e a população de risco.

    O Banco de Alimentos possui cadastro das entidades assistenciais como creches, escolas, asilos, associações de bairros, as quais tem função social e idoneidade comprovadas. É um trabalho extremamente criterioso e importante, do qual depende o sucesso de todo o projeto.