Autor: da Redação

  • MTG prepara roda virtual para comemorar Dia do Chimarrão

    O Movimento Tradicionalista Gaúcho do Rio Grande do Sul realiza, nesta sexta-feira, mais uma edição do #vempromate. O evento é online e tem por objetivo comemorar o Dia do Churrasco e do Chimarrão, instituído por lei e comemorado no dia 24 de abril.

    Para participar, basta publicar na rede social de sua preferência uma foto mateando, com a hashtag #vempromate. A proposta do MTG é fazer uma grande roda de mate virtual, celebrando a hospitalidade do povo gaúcho.

    Em tempos de pandemia do Covid-19, as autoridades aconselham a não compartilhar bomba e cuia.

  • Coronavírus já estava circulando na Espanha em meados de fevereiro 

    Pesquisadores do Centro Nacional de Microbiologia, pertencentes ao Instituto de Saúde Carlos III, publicaram um estudo genético sobre a transmissão do patógeno na Espanha e concluíram que  o vírus entrava em quinze rotas diferentes e que já havia transmissão pela comunidade a partir de 14 de fevereiro, excluindo a existência de um paciente zero.

    Portanto, o  coronavírus  já estava circulando entre os espanhóis pelo menos um mês antes da decretação do estado de alerta, quando o país foi obrigado a adotar as mais altas restrições de mobilidade em décadas.

    O trabalho científico, assinado por Francisco Díez e María Iglesias, foi publicado como uma ‘pré-impressão’ e, portanto, inclui resultados preliminares que não foram submetidos à revisão por pares. O estudo analisou  os 28 primeiros genomas completos do vírus seqüenciado na Espanha , rastreando as erratas que ocorrem no RNA do vírus quando ele se reproduz.O resultado não aponta para um único paciente zero, mas confirma “muitas entradas” de pessoas infectadas de outros países durante o mês de fevereiro.

    O novo vírus tem um grande potencial de transmissão, em grande parte devido à sua alta capacidade reprodutiva:  uma vez dentro do corpo da pessoa infectada, cada um desses vírus se reproduz até 100.000 vezes em apenas 24 horas. Mas pequenas falhas de replicação podem surgir em cada cópia, herdada por novos vírus. Estudando esses erros, a evolução do patógeno em sua expansão em todo o mundo pode ser rastreada de maneira muito conclusiva.

    O estudo, no qual o Hospital Clinic de Barcelona também colaborou, realizou análises filogenéticas e filodinâmicas  para estimar a origem temporal e geográfica mais provável dos diferentes clados ou famílias  – que definem a evolução biológica de um organismo – e os caminhos da difusão. Eles concluíram que pelo menos duas dessas entradas de vírus resultaram “no aparecimento de clusters transmitidos localmente, com a subsequente disseminação de um deles para pelo menos seis outros países”.

    Potencial pandêmico “extraordinário”

    Esses resultados “destacam o  extraordinário potencial do SARS-CoV-2 para uma distribuição geográfica rápida e ampla ” , diz o estudo, que foi publicado no  repositório de relatórios científicos BioRxiv .

    A análise do genoma do coronavírus identificou  três grandes clados ou famílias que abrangem o mundo, designados G, V e S. A  análise de todas as sequências genômicas do SARS-CoV-2 obtidas de pacientes na Espanha revelou que a maioria delas está distribuída nos clados S e G (13 seqüências em cada) e as duas sequências restantes se ramificam no clado V.

    O ancestral comum mais recente da pandemia de SARS-CoV-2 Está localizado na cidade chinesa de Wuhan, por volta de 24 de novembro de 2019 . A origem dos clades S e G na Espanha está localizada em 14 e 18 de fevereiro de 2020, respectivamente. Os três primeiros pacientes S identificados na Espanha foram detectados com amostras  colhidas nos dias 26 e 27 de fevereiro em Valência , algo que pode estar relacionado à viagem de milhares de torcedores do Valencia a Milão para assistir ao jogo da Liga dos Campeões contra o Atalanta, jogado em 19 de fevereiro.

    No entanto, a análise genética sugere que  os coronavírus da família S já haviam circulado na Espanha antes, por volta de 14 de fevereiro . Além disso, destaca que outros vírus da família G já estavam circulando em Madri em 18 de fevereiro.

    Fernando Simón. “É muito certo que casos assintomáticos nos escaparam”
    Questionado sobre os resultados deste estudo, o diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Simón, afirmou que  “é certo que na Espanha houve casos assintomáticos que nos escaparam”  em meados de fevereiro.

    Com relação à ausência de um único paciente zero, Simón disse que ” é óbvio que não houve , porque senão o crescimento exponencial não teria sido tão explosivo e imediato”. “Esses casos teriam passado despercebidos dias antes, é perfeitamente possível. A verdade é que, se essa circulação existisse, ela não seria detectada pelos serviços de saúde”, admitiu.

    Simón explicou que a grande onda de infecções na Espanha ocorreu durante a última semana de fevereiro, com esses positivos sendo relatados na segunda semana de março. “Se combinarmos as informações sobre a evolução genética do vírus com as informações epidemiológicas,  sabemos que o aumento significativo da epidemia na Espanha na segunda semana de março se deve a infecções que ocorreram na última semana de fevereiro . Epidemiologicamente, está claro em períodos de incubação. Isso é consistente com o que diz o estudo “, afirmou ele.

    No entanto, para Simón, a entrada do vírus não significa que circulava livremente na Espanha. “O vírus original que saiu da China, enquanto se reproduz, tem opções para gerar modificações na prole, pois de pais para filhos pode haver pequenas variações nos genes. Isso permite identificar quando as diferentes linhagens divergem. Em meados de fevereiro, foi detectada uma divergência de alguns dos vírus que entraram na Espanha em relação aos vírus originais.  Mas o fato de o vírus que entrou na Espanha ser divergente não implica necessariamente que ele estava circulando na época “, afirmou.

    RTVE.es

  • Alemanha cancela Oktoberfest 2020; prejuízo será de 1 bilhão de euros

    Alemanha cancela Oktoberfest 2020; prejuízo será de 1 bilhão de euros

    Mariano Senna, de Berlim, especial para o JÁ

    Agora o bagulho ficou sério! O governador da Bavária, maior e dos mais importantes Estados da federação alemã, Markus Söder (CSU) anunciou nesta terça-feira, 21 de abril, o cancelamento da Oktoberfest 2020.

    É como se o Brasil cancelasse o carnaval. O prejuízo mínimo estimado é de um bilhão de euros, segundo Dieter Reiter (SPD), prefeito da capital Munique, sede da festa.

    “Não há como garantirmos as regras de higiene e prevenção para os visitantes de todo o mundo que vêm para Munique por causa da festa”, justificou Söder, ressaltando a extrema cautela com que as autoridades do país estão conduzindo o processo de retomada das atividades.

    “Estamos prontos para acelerar ou reduzir o ritmo do relaxamento das restrições de acordo com os resultados das medidas já tomadas”, declarou em referência ao acompanhamento da pandemia por instituições como o Robert-Koch Institut (RKI), que aconselha e ajuda no embasamento técnico da política de prevenção do governo federal.

    Mesmo com o inicio da reabertura do comércio, para grandes festividades não há perspectiva de ocorrerem de forma segura este ano. “Já estamos focados no Natal”, conforma-se Hugo Seybold, que há 30 anos produz pães de mel e doces de amêndoa queimada em Munique.

    O ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas (SPD), também adiantou que a temporada de verão será restringida. “Não temos ideia ainda das regras para permitir a entrada de turistas ou a viagem de cidadãos alemães para outros países, mas seguramente não será uma temporada normal”, garantiu o social-democrata.

    A boa notícia é que cultos e missas estão permitidas a partir de 04 de Maio, desde que respeitadas as regras de prevenção como o limite de até 50 participantes e a distância mínima de 1,5 metro entre eles. Partidas de futebol também poderão ocorrer a partir do dia 09, mas sem público.

    E os jogadores deverão ser testados para o corona antes de cada jogo. Também continuam proibidos qualquer tipo de comemoração em grupo, no que tange os jogos. Tudo parte de um plano de segurança epidemiológico elaborado em tempo recorde pela Federação Alemã de Futebol (DFB).

    No desenrolar da infecção, pouco a pouco se torna obrigatório o uso de máscaras de proteção. Já são nove dos 16 Estados da Alemanha que adotaram a medida.

    Em paralelo se acumulam estudos que contestam até mesmo os dados do governo. Oficialmente são 148 mil casos registrados, 4.948 mortos e 95.200 pacientes curados. Cerca de 87% dos mortos pelo Corona vírus no país possuíam mais de 70 anos de idade.

    O professor Klaus Püschel, diretor do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Hamburgo-Eppendorf, examinou pessoalmente vários dos mortos pelo Covid-19 na cidade. “Alguns deles haviam na realidade falecido por ataque cardíaco, isso sem mostrar nenhum sintoma de infecção pulmonar”, denunciou ele. “Outros doentes estavam praticamente mortos, como dizemos no jargão médico, por conta de um longo histórico médico”, acrescentou.

    Em contra-ponto, o presidente da Federação Alemã de Patologia, professor Karl-Friedrich Bürrig, aponta para diversos casos documentados em diversas cidades como Dresden, Stuttgart, Leipzig que desafiam essa regra.

    “Há relatos de esportistas, na metade dos quarenta anos que surpreendentemente acabaram morrendo da infecção causada pelo Covid-19”, lembra ele.

    Detalhe importante, até agora não existe obrigatoriedade de autópsia em todos os mortos, muito menos dos diagnosticados com corona vírus. “Em todos os institutos de patologia do país o percentual de autopsias em relação ao número de mortos varia entre 1 e 4%, ou menos”, informa o professor Johannes Friemann, diretor do Instituto de Patologia de Lüdenscheid.

  • Colheita da safra de grãos de verão se aproxima do final no RS

    A colheita da soja se encaminha para o final da safra no Rio Grande do Sul e chega a 97% da área plantada, que totaliza 5.964.516 hectares. Enquanto avança a colheita, seguem ocorrendo as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até esta quarta-feira (13/05) foram realizadas 9.808 vistorias de Proagro em lavouras de soja por técnicos da Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado e divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14/05), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.099 vistorias. Os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019.

    Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Maria, a colheita da soja está tecnicamente finalizada. Na de Ijuí, durante a semana foram colhidas as áreas de segundo cultivo, que têm baixa expressão na região e tiveram baixa produtividade, devido ao prolongamento da estiagem, ficando na média de 2.070 quilos de soja por hectare. Em geral, a safra foi marcada por perdas na produtividade que diferiram entre os municípios produtores, conforme a distribuição das chuvas ao longo do período de cultivo. Já na regional de Santa Rosa, 97% das áreas estão colhidas. A colheita avançou pouco nas lavouras da soja safrinha em função das chuvas ocorridas no período, que impediram a entrada de máquinas. O rendimento das áreas colhidas é de 1.930 quilos por hectare, evidenciando perda de 41% em relação à inicial.

    Nas lavouras de milho, o retorno das precipitações amenizou de forma parcial os impactos da estiagem na cultura. A fase predominante é a da colheita, que alcança 89% das áreas. Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 89% das lavouras de milho foram colhidas e a produtividade média é de 7.080 quilos por hectare, com 11% de perda em relação à expectativa inicial. Na de Frederico Westphalen, a colheita chega a 98% das lavouras, com grãos apresentando boa qualidade e rendimento médio de 6.840 quilos por hectare, 21% menor que o esperado inicialmente.

    Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a colheita do milho silagem foi realizada em 89% da área e os técnicos da Emater/RS-Ascar observam que a silagem é de qualidade inferior e com rendimentos bastante baixos. As produtividades estão entre 6 e 9 mil quilos por hectare. Alguns negócios acontecem envolvendo a comercialização de silagem na lavoura, variando entre R$ 0,12 e R$ 0,15/kg. Já cotação da silagem posta via transporte a granel e a silagem ensacada tem chegado a R$ 0,18/kg. Na de Porto Alegre, 96% do milho destinado à silagem está colhido. Tem se observado redução significativa da produção de massa verde e de espigas de qualidade. Muitas áreas previstas para produção de grãos foram destinadas para silagem, seja por reduzirem o rendimento, seja por apresentarem problemas na fase de enchimento de grãos; há também perda constatada na qualidade da silagem. O rendimento esperado era de 35 toneladas por hectare, e atualmente tem chegado a 14 toneladas por hectare. O valor de comercialização é de R$ 289,00/ton.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 34% da área de feijão 2ª safra cultivada já foi colhida. Das lavouras, 4% estão na fase de floração, 26% em enchimento de grãos e 36% em maturação. A semana transcorreu sem precipitações na região, mantendo o percentual de perdas de 38,5% em relação ao rendimento inicial de 1.800 quilos por hectare. Na de Ijuí, 40% das áreas cultivadas já foram colhidas; as lavouras vêm evoluindo rapidamente para o final do ciclo, e os cultivos irrigados estão em estádio de maturação. Nestas áreas, a produtividade e a qualidade do grão são avaliadas como boas. Nas áreas de sequeiro com baixo potencial e nas de maiores impactos da estiagem, a colheita é manual e o produto destinado para o autoconsumo e/ou venda dos excedentes.

    No arroz irrigado foram colhidos 909.026 hectares cultivados no RS, ou seja, 97,03 % da área semeada. De acordo com levantamento da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a Fronteira Oeste segue como a região mais próxima de concluir a colheita, com 99,5% e produtividade de 9.251 quilos por hectare, a maior entre as regionais gaúchas. Outro destaque é a Zona Sul, com 97,6%: 146.432 ha colhidos e 8.753 kg/ha. A produtividade média do Estado fechou nesta semana em 8.461 quilos por hectare, com 7.482.018 toneladas de grãos já colhidos. Conforme o Irga tem alertado, a previsão é que essa produtividade média ainda tenha redução até o final dos trabalhos, previsto para o próximo dia 31 de maio.

    OLERÍCOLAS

    A produção de hortaliças foi beneficiada no período por chuvas em algumas regiões, mas em outras, a situação da atividade ainda é dificultada pela deficiência hídrica. Na regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, o cenário produtivo continua inalterado, mesmo com pequenas precipitações ocorridas. De forma geral, a olericultura desenvolvida nos Vales do Taquari e Caí registra consolidação de perdas, redução da produção e da produtividade e atraso de plantios normais à época.

    Na regional de Pelotas, prossegue a atividade de semeadura da cebola para produção de mudas destinadas ao plantio da safra futura; tal atividade deverá ser concluída no final do mês. A semeadura das variedades precoces já foi realizada em 60% da área necessária. A expectativa é repetir as áreas cultivadas na safra passada; o total previsto é de 2.785 hectares de cebola na região. Na regional de Caxias do Sul, as variedades de cebola precoces já se encontram semeadas e as mudas deverão servir para uma área de 150 hectares, que representa 10% do total a ser cultivado.

     

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Ainda em consequência da estiagem, os campos nativos gaúchos apresentam-se no geral com baixa produção de massa verde, excessivamente fibrosos e oferecem condições alimentares e nutricionais inferiores ao de costume para os meados de outono. Assim, na maior parte das regiões do Estado, a deficiente oferta de pastagens decorrente da estiagem continua causando queda da condição corporal dos bovinos de corte. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a estimativa de perda de peso do gado chegou a 35%.

     

    Também na produção dos rebanhos leiteiros, a baixa disponibilidade de forragem verde, resultante da estiagem, continua impactando negativamente na condição corporal nas diversas regiões do Estado. Para amenizar a situação, os criadores vêm utilizando grandes quantidades de suplementação alimentar na forma de volumosos conservados e concentrados proteicos. Isto acarreta elevação dos custos, sem resolver completamente o problema de queda anormal na produção. A deficiência hídrica, com diminuição da quantidade e qualidade da água, tem gerado problemas na qualidade do leite em vários estabelecimentos, o que reflete em menor remuneração para o produto.

     

    PISCICULTURA – Na maioria das regiões, o nível de água nos viveiros continua baixo, dificultando a oxigenação e o manejo alimentar dos peixes, que com a ocorrência de temperaturas mais baixas aumentam suas necessidades de alimentos. Com chuvas insuficientes para aumentar o nível de água dos açudes, não cessaram os casos de mortandade de peixes por asfixia na região de Porto Alegre.

    Foto: Emater/RS-Ascar

     

     

  • Dissidente pergunta: por que não podemos desconfiar da China?

    Dissidente pergunta: por que não podemos desconfiar da China?

    Mariano Senna, de Berlim

    Um mês antes do governo alemão fechar o comércio, creches, escolas e proibir qualquer aglomeração de gente, o artista chinês Ai Weiwei deu uma entrevista bastante ácida ao jornal Berliner Zeitung.

    No texto, além de criticar duramente a incoerência ética e política das relações da Europa com a China, o dissidente chinês alertou para a soberba inocência dos alemães para com quase tudo relacionado ao país comunista.

    “Alemães e chineses não querem que eu fale sobre o coronavírus, assim como sobre a situação dos direitos humanos na China, ou sobre censura velada que ocorre em festivais internacionais”, atacou Ai Weiwei.

    Ele fez um filme sobre a epidemia de SARS na China em 2003, e muitos outros sobre a forma como a burocracia comunista lida com situações de emergência. “Neste aspecto eu sei muito sobre a sociedade chinesa”, declarou.

    Para ele o principal problema é que a China não abre as informações que tem, quando não mente. E não é transparente com a comunidade internacional. “Como pôde uma sociedade assim fechada se tornar o melhor parceiro da Alemanha? Só porque os chineses produzem tudo que os alemães querem e barato?”, indagou, completando em tom de cinismo: “Os alemães acharam a melhor parceria para a sua falada sociedade democrática”.

    Na questão do novo vírus não é diferente. Ai Weiwei levanta na entrevista a questão do laboratório de Wuhan, localizado perto do mercado onde oficialmente a pandemia começou. “Mercados como este existem por toda a Ásia, laboratórios assim não”, afirmou. Para ele é inexplicável aceitar a versão oficial do governo em Pequim sem desconfiança. “O laboratório pesquisa justamente esse tipo de vírus, porque nos custa acreditar, que seja, na hipótese de um acidente?”. O artista plástico também levanta a questão dos cientistas e médicos envolvidos presos e especialmente o curtíssimo espaço de tempo entre o inicio da epidemia e a Quarentena: Cinco dias. “Nem os melhores sistemas de saúde do mundo conseguiriam ser tao rápidos”.

    Analisando as informações que circulam hoje na imprensa brasileira, tem-se a sensação de um replay dublado do noticiário que circulava dois meses atrás pela capital alemã. Jornalistas especializados garantem que o vírus é natural, só não explicam que mesmo natural poderia ter sido criado em laboratório. Existem sabidamente diversos métodos de clonagem de vírus, muitos ainda experimentais. E a identificação da origem de um vírus depende crucialmente disso.

    Muitos aceitam sem questionar a versão de profissionalismo e controle das autoridades chinesas. E nem se dão conta quando uma parte do texto contradiz exatamente a manchete da matéria: “Um estudo de 2015 feito em colaboração com o Instituto de Virologia de Wuhan, já havia mostrado que uma nova versão da proteína Spike circulado em coronavírus de morcegos, quando transplantada a um coronavírus inofensivo, conseguia fazê-lo invadir células humanas.”

    Nesse caso, o contexto corrobora mais com a dúvida, do que com a certeza. A cada matéria sobre a origem e o desenvolvimento da pandemia acumulam-se mais dúvidas. Ainda que as manchetes reclamem a confirmação de uma verdade absoluta, a ciência séria sabe que é indo atrás do contraditório que eliminamos o que é falso. Verdade absoluta é coisa de religião.

  • Fim da quarentena começa lento e incerto na Alemanha

    Fim da quarentena começa lento e incerto na Alemanha

    Mariano Senna, de Berlim

    A postura insegura, quase em tom de desculpas, em que a primeira ministra da Alemanha, Angela Merkel, anunciou o chamado plano para o relaxamento da quarentena, entrega a incerteza relacionada às medidas adotadas até agora.

    “Obtivemos frágil sucesso na luta contra essa epidemia”, ressaltou Merkel, em referência a não sobrecarga do sistema de saúde do país por conta da infecção por covid-19.

    Quando indagada sobre a perspectiva para o setor de gastronomia e turismo, especialmente a ajuda (Hilfspaket) do governo, ela baixou o olhar fitando seus dedos juntos e por um instante se viu um semblante de desolação:

    “Essa resposta não podemos dar hoje. Estamos avançando a retomada em pequenos passos e vendo como essas medidas funcionam. Num restaurante é impossível controlar a distância de quem está sentado ao seu lado”, explicou a mulher que completará em novembro uma década e meia de governo.

    Ao lado dela, o governador da Bavária, Marcus Söder, o governador de Hamburgo, Peter Tschentscher, e o vice-primeiro-ministro, Olaf Scholz, também fizeram de tudo para justificar o que na prática é o prolongamento por mais quinze dias das medidas que paralisaram a nação. E isso sem justificar porque um supermercado de 1.000 metros quadrados pode abrir, mas uma loja de móveis do mesmo tamanho não.

    Saudando o frágil sucesso obtido através do consenso entre Federação e os 16 Estados, a chefe do governo em Berlim passou segurança mesmo sem elucidar nenhuma incerteza. “Dependerá da evolução da pandemia, em 15 dias avaliaremos e decidiremos o próximo passo”, justificou Merkel, anunciando o reinício das aulas nas escolas em uma forma “reduzida” a partir de 04 de maio. Tudo ainda dependendo de planos excepcionais de higiene e prevenção ainda em elaboração.

    Encontros ou festividades, assim como missas e cultos estão proibidos até o inicio de Agosto. “Importante é que o comércio não seja paralisado, por isso estabelecimentos de até 800 metros quadrados poderão funcionar desde que respeitando as normas de higiene e prevenção”, ressaltou a primeira ministra.

    Evitar filas na porta de cada loja, considerando a distância mínima entre um cliente e outro de um metro e meio, é uma tarefa ainda a ser planejada, segundo ela.

    Nas ruas da capital alemã, o dia a dia nessa segunda metade de Abril de 2020 parece normal. Enquanto a maioria das lojas e comércios continuam fechados, nos supermercados e nas farmácias as pessoas raramente usam máscaras.

    A distância de dois metros também está na prática flexibilizada. “Um mês de distanciamento é suficiente”, brinca Rosa Pankowa, caixa de supermercado no bairro de Neuköln.

    Ela sabe, pelos informes oficiais, que ainda é muito cedo para relaxar. Mesmo com as principais medidas de emergência já implementadas, para grandes e pequenas empresas, o que falta no momento é uma perspectiva para o próximo mês.

    A gigante do turismo Tui recebeu logo nas primeiras semanas da crise ajuda de 1,5 bilhão de Euros. Agora já pediu mais três bilhões, ainda não liberados. Bom lembrar que a empresa, com faturamento de 4,75 bilhões de Euros por ano, vinha apresentando problemas financeiros desde a metade do ano passado.

    Para os pequenos empreendedores a ajuda também chegou rápido num primeiro momento. Empresários que empregavam até 20 funcionários receberam até 9 mil Euros de ajuda. Profissionais liberais até cinco mil Euros. A maior parte a fundo perdido. E o dinheiro saiu em até 48 horas após o pedido online.

    Tão rápido que, na primeira semana da liberação da ajuda, as autoridades de um único estado, Nordhein-Westfahlen, contabilizaram mais de quatro mil fraudes, forçando a paralisação nos pagamentos.

    Para Petter Warschijevd a ajuda chegou, mas não adiantou muito. Dono de uma pizzaria e de um restaurante de degustação recém aberto, o empresário não sabe o que fazer. “O dinheiro do governo não paga nem os meus aluguéis. Meu negócio está no chão e não sei nem se vou conseguir reerguer”, admite ele. Mesmo fazendo pizzas para entrega, Petter viu o movimento da cozinha do restaurante cair mais de 50%. “Estou trabalhando para ter o que comer”, reclama.

    Um dia antes do pronunciamento do gabinete do governo, Dr. Lothar Wieler, presidente do “Robert-Koch-Institut”, a Fiocruz da Alemanha, fez um Press Briefing atualizando a evolução do quadro epidemiológico.

    Além dos elogios de praxe, o que ele disse também possibilita o questionamento de muitas medidas adotadas. “Até o momento não existe nenhuma pessoa no mundo que possa dizer se as pessoas que já ficaram doentes e se curaram, realmente estão imunes ao virus. E também ninguém sabe dizer o tempo que vai durar essa imunidade, caso ela exista”.

    Trocando em miúdos, o medo é que o Corona inicie uma nova onda de infecção até meados de junho, o que forçaria o retorno à quarentena total.

    Uma das formas de lidar com essa questão é testar todo mundo, mas isso é impossível mesmo para a superburocracia da poderosa Alemanha. No país, por exemplo, só os casos positivos são notificados. Os testes negativos normalmente não são informados às autoridades centrais.

    Anexos

    Visualizar o vídeo Corona-Lockerungen? Merkel äußert sich do YouTube

    Corona-Lockerungen? Merkel äußert sich

    Visualizar o vídeo Coronavirus-Krise: Robert Koch-Institut Update vom 14.04.2020 do YouTube

    Coronavirus-Krise: Robert Koch-Institut Update vom 14.04.2020

  • Coronavírus faz PIB da China cair 6,8% no primeiro trimestre

    Coronavírus faz PIB da China cair 6,8% no primeiro trimestre

    O Produto Interno Bruto da China foi de 20,65 trilhões de yuans (2,91 trilhões de dólares) no primeiro trimestre de 2020 em meio ao impacto da pandemia do novo coronavírus.

    Esse resultado representa uma queda 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme os dados divulgados na sexta-feira  pelo Departamento Nacional de Estatísticas.

    Os dados mostraram que a produção do setor de serviços, que representa cerca de 60% do total do PIB, caiu 5,2%, enquanto a indústria primária e a secundária registraram baixas de 3,2% e 9,6%, respectivamente.

    “A situação de controle e prevenção da epidemia continuou melhorando com uma interrupção básica na transmissão epidêmica no país”, informou o Departamento, acrescentando que a retomada do trabalho e da produção está acelerando e as indústrias fundamentais estão crescendo constantemente.

    As cifras da sexta-feira apontaram que o mercado de trabalho da China melhorou ligeiramente em março, com a taxa de desemprego pesquisada nas áreas urbanas em 5,9%, queda de 0,3 ponto percentual ante o mês anterior.

    (Com informações da Xinhua Press)

  • Lojistas estimam em 11 meses o tempo para recuperar perdas com pandemia

    Lojistas estimam em 11 meses o tempo para recuperar perdas com pandemia

    Um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre indicou que 64% dos negócios do comércio, em especial pequenas e médias empresas, estão inativos neste momento de pandemia ocasionada pelo coronavírus (Covid-19).

    Ainda que de portas fechadas, as lojas que mantiveram suas operações por canais digitais foram a minoria, 36%.

    Perguntados sobre quanto tempo acham que deve levar para seus negócios se recuperarem, a resposta média ficou em onze meses, dado preocupante para o setor, que deverá ter perdas significativas durante o ano de 2020 em função do atual momento.

    Rua Dr. Flores vazia neste sábado a tarde

    Dos lojistas que continuaram suas atividades durante a crise, o WhatsApp foi apontado como canal principal para as vendas em comparação com as redes sociais, com 59,8% de uso para 40,2%. Outra informação importante observada na pesquisa é sobre a baixa presença do comércio da capital gaúcha no e-commerce: apenas 30,5% já realizavam vendas por este canal antes da pandemia. Ainda que em um período de impossibilidade das atividades físicas, 62,2% das lojas não buscaram essa alternativa (e-commerce) para continuar com suas operações.

    Entre as ações adotadas pelos lojistas que permanecem ativos em meio à crise, estão (respostas múltiplas):

    Vendas online (10,9%)
    Marketing digital (5,5%)
    Delivery/tele-entrega (4%)
    Contato com clientes (2,2%)
    Redução de custos (2%)
    Home office (1,7%)
    Negociando despesas (1%)
    Atendimento com hora marcada/horário diferenciado (1%)
    Novos produtos/oportunidades (0,7%)
    Pacotes antecipados (0,5%)
    Entrega gratuita (0,5%)
    Outros (3,2%)

    Rua Vigário José Inácio com pouquíssimo movimento de pedestres

    Desde a publicação dos primeiros decretos com restrições ao funcionamento do comércio na Capital, o Sindilojas Porto Alegre participa de diálogos, junto aos governantes do Estado e do município e aos lojistas, sobre os impactos reais das medidas para os negócios.

    “Estamos em contato constante com os empresários para entender como podemos ajudá-los a ultrapassar essa crise. Nossas ações buscam alternativas para reduzir os prejuízos e para termos condições de retomar nossas atividades assim que possível, pensando na saúde das pessoas e dos negócios”, comentou Paulo Kruse, presidente do Sindilojas Porto Alegre.

    Questões trabalhistas

    A respeito das opções existentes para as relações entre empregador e empregado, o levantamento apontou que 35,5% dos lojistas deram férias coletivas para seus funcionários e que 25,8% aplicaram demissões. Já 41,9% dos entrevistados ainda não haviam tomado nenhuma dessas duas decisões até o término da aplicação da pesquisa, em 14 de abril.

    Cruzamento da Dr. Flores, Otavio Rocha e Alberto Bins

    Quanto às medidas de redução da jornada de trabalho e suspensão temporária de contratos, esta última foi a que obteve mais ações até o momento, representando 42,3% das respostas. Lojistas que afirmaram ter realizado a redução da jornada de trabalho somaram 27,8% dos respondentes. Outros 34,4% não utilizaram de nenhuma dessas medidas. Ambas as perguntas sobre questões trabalhistas permitiam respostas múltiplas.

    A pesquisa completa está disponível no site do Sindilojas Porto Alegre (www.sindilojaspoa.com.br)

    Confira mais fotos das ruas do Centro Histórico neste sábado à tarde:

  • Incertezas e falsas estatísticas, efeitos colaterais do coronavírus pelo mundo

    Mariano Senna
    De Berlim/Alemanha

    O caso do músico e educador brasileiro João de Alencar Rego ilustra bem o tipo de disfunção que o novo coronavírus provocou no sistema de saúde das principais potências mundiais.

    Vivendo há sete anos em Berlim na Alemanha, João vem se tratando de um câncer no reto desde o início de 2019. Além de quimio e radioterapia, passou por cinco cirurgias, a última delas dia 13 de marco, para retirar a bolsa de colostomia que o acompanhava há seis meses.

    A sexta-feira da última cirurgia foi também o dia em que o governo alemão anunciou a Quarentena. Escolas, creches, autarquias e comércios, tudo fechado.

    A fim abrir espaço para os esperados doentes do vírus e reduzir os riscos de sua própria contaminação, o músico foi mandado para casa apenas cinco dias após a operação.

    Subindo ao terceiro andar do seu apartamento acabou forçando os 19 pontos em seu ânus. Aguentou ainda três dias em casa até retornar ao hospital para limpar e suturar novamente o corte.

    Dessa vez, permaneceu internado duas semanas, indo logo depois para a casa de um amigo que mora no térreo de um prédio no subúrbio da capital.

    “Às vezes me pergunto se esse tipo de coisa só acontece com gente como eu – brasileiro, negro, de origem humilde”, indaga ele. João faz questão de apontar que outras pessoas operadas antes dele continuaram internadas.

    “Eles só removeram todo mundo para um andar específico e reservaram um outro andar só para os doentes do corona”, conta, acrescentando que até dia 10 de Abril, quando teve alta o andar reservado para os pacientes do corona vírus continuava praticamente vazio.

    Mas, se o pânico da pandemia espalhado em ondas pelo noticiário provocou decisões precipitadas em todas as partes, o mesmo não aconteceu com as profusas estatísticas de infectados.

    O caso da estudante de Educação Infantil, Denise Heilbrun, 35, é exemplar em mostrar a confusão nos números das autoridades.

    Na mesma terça-feira, 13 de marco, Denise foi ao médico. Estava abatida já há alguns dias. Desde a noite anterior apresentava febre, fora a tosse seca e dor de cabeça.

    Seu médico particular fez alguns testes e perguntas, antes de mandá-la para casa. Dois dias depois recebeu por SMS a confirmação de que estava infectada por Covid-19.

    Deveria informar a todos com quem teve contato nos últimos dias e se trancar por duas semanas em casa.

    Ao repassarem a seus chefes a informação do caso confirmado, os 23 colegas de Denise do curso de Pedagogia na SPI de Berlim receberam diferentes instruções.

    Alguns foram colocados imediatamente em quarentena. Afinal haviam estado junto com ela durante as aulas. Outros deveriam fazer os testes para confirmar a contaminação.

    Nos primeiros dias da crise, ninguém sabia ao certo onde fazer o tal teste. Hospitais, postos de saúde e clínicas particulares se viram, de repente, sobrecarregadas. Em muitos lugares não haviam mais kits. Onde eles ainda existiam, a espera podia chegar a quatro horas, quase sempre em ambientes abarrotados de gente nitidamente doente.

    Jasmin Neye, 23, colega de Denise, passou por mais de três horas de espera até conseguir lamber um cotonete. O resultado positivo confirmou a presença do vírus, adquirido da amiga ou da maratona pelo teste. Quem sabe?

    O fato é que Jasmin recebeu o comunicado oficial emitido pela secretaria de Saúde de Berlim (Gesundheitsamt) agora na metade de abril, quando sua quarentena acabou em 29 de marco. “O pior é que posso ter contaminado muita gente por conta dessa demora na comunicação do resultado”, reclama ela.

  • Governo publica novas regras para abertura controlada do comércio

    Governo publica novas regras para abertura controlada do comércio

    Publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (16/4), o Decreto Nº 55.184, conforme anunciado pelo governador Eduardo Leite durante coletiva com a imprensa, prorroga até 30 de abril as medidas de restrição para atendimento ao público pelos estabelecimentos comerciais no território do Estado.

    As novas regras do governo estabelecem que as prefeituras, com exceção dos município das regiões metropolitanas de Porto Alegre e da Serra Gaúcha, poderão autorizar a abertura do comércio, desde que baseadas “em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde” e cumprindo os requisitos mínimos estabelecidos pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), como a proibição de aglomerações e a fixação de número máximo de clientes no interior dos ambientes.

    A medida, que já está em vigor desde a publicação do decreto e é válida até 30 de abril, se aplica a estabelecimentos dedicados a comércio e serviços. De acordo com o governador, novas medidas de restrição ou permissão de serviços e circulação de pessoas no Estado poderão ser publicadas, conforme o avanço do contágio de coronavírus entre a população, a estrutura de atendimento de saúde e a economia gaúcha. Para isso, estão sendo coletados novos dados e conduzidos estudos pelo próprio governo, por universidades gaúchas e outros parceiros.

    “A partir de agora, vamos entrar numa nova fase, um modelo de distanciamento controlado que vai servir de parâmetro para gestão de risco da epidemia. Exatamente como uma medicação de uso contínuo, nós vamos controlar a dosagem, os momentos, os efeitos, os sintomas e o aumento ou a diminuição da dose recomendada. Vamos monitorar constantemente o nosso sistema de saúde, a velocidade de contágio, o número de testes, as internações, a mortalidade e leitos, e também a situação econômica e a nossa capacidade de absorção e reação dos impactos nos diversos setores e serviços. Somente a partir de dados, vamos tomar decisões sobre os próximos passos, tanto na saúde quanto na economia”, destacou Leite em um vídeo publicado nas redes sociais.

    O novo decreto do governo também amplia o funcionamento das lojas de conveniência dos postos de combustível. Conforme o decreto de 1º de abril, os estabelecimentos que ficavam fora de estradas tinham horário limitado, entre 7h e 19h. Agora, poderão funcionar em todo o território estadual, em qualquer localização, dia e horário.

    Todos os estabelecimentos com permissão de funcionar são obrigados a obedecer às regras de higienização dos ambientes, manter à disposição álcool em gel, criar escala de revezamento dos funcionários e manter em quarentena aqueles com sintomas de Covid-19, bem como permitir que os clientes permaneçam no interior dos respectivos locais somente o tempo necessário para a compra de alimentos e de outros produtos e proibir aglomeração de pessoas.