Em meio ao surto de COVID-19, a prática de certos políticos dos EUA de transferir a culpa para a China é imoral e irresponsável, e não ajudará a prevenir e controlar a epidemia nos Estados Unidos, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Geng Shuang. Quinta-feira.
“Pedimos que a autoridade dos EUA respeite os fatos e o entendimento comum da comunidade internacional”, disse Geng em uma entrevista coletiva. “Cada minuto desperdiçado em difamação e reclamação seria melhor gasto no aprimoramento da resposta doméstica e da cooperação internacional”.
O conselheiro de segurança nacional do presidente dos EUA, Robert O’Brien, acusou a China de encobrir o surto de COVID-19, dizendo que isso provavelmente custou ao mundo dois meses para se preparar.
Geng disse que a autoridade dos EUA acusou a China de encobrir a doença, mas o mundo sabe melhor que a China divulgou informações de maneira aberta e transparente.
A China identificou o patógeno em um período recorde de tempo e compartilhou a sequência genética do vírus com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros países, incluindo os EUA. Há pouco tempo, a China sediou uma missão da OMS, incluindo especialistas dos EUA, por nove dias. visita, após o que elogiaram a transparência da China, disse ele.
“Aqui não comentamos se a resposta dos EUA é aberta e transparente, mas, obviamente, alguém nos EUA ainda dá ouvidos a avaliações internacionais da China”, disse Geng.
“Esse funcionário culpou a China por custar tempo extra para os EUA e a comunidade internacional em geral responderem. Bem, o mundo reconheceu a velocidade, a escala e a eficiência das assinaturas da China. São as medidas vigorosas da China e o enorme sacrifício do povo chinês que causou a propagação externa de COVID-19, adquirindo tempo valioso para o mundo responder “, afirmou.
Segundo a recente declaração da OMS, países como Cingapura e a ROK tomaram as medidas necessárias e controlaram a epidemia porque fizeram pleno uso desse precioso tempo que a China comprou para o mundo.
“Quanto aos EUA se valerem dessa janela para melhorar a preparação, não comentamos, mas acredito que o fato é testemunhado por todos na América e em todo o mundo”, disse Geng.
Diante da pandemia, o consenso norteador para todos os países é dar as mãos e superar as dificuldades. Apontar o dedo para os outros certamente não é construtivo, nem terá apoio, disse ele.
Lançada pelo Cpers no dia 2 de março, a edição de 2020 do Levantamento de Necessidades das Escolas já dá uma amostra das carências das escolas estaduais.
Nestes primeiros dez dias de pesquisa, 414 escolas da rede responderam ao questionário (cerca de 17% do total de instituições estaduais).
A pesquisa, realizada em formulário online e preenchida por diretores, trabalhadores, pais e estudantes, contabiliza até agora a falta de 1.433 professores, funcionários e especialistas, como coordenadores e supervisores:
Falta de professores: 633
Falta de funcionários: 510
Falta de especialistas: 290
Entre as disciplinas mais prejudicadas, estão língua estrangeira (com 96 vagas em aberto), português (65) e matemática (63).
Além da falta de recursos humanos, o levantamento também documenta carências estruturais, políticas de enxugamento e outras dificuldades enfrentadas pelas escolas da rede. Alguns dados:
149 escolas relatam bibliotecas fechadas ou inexistentes
111 escolas relatam problemas estruturais ou obras pendentes
111 relatam laboratórios de informática fechados ou inexistentes
31 sofrem fechamento de turnos
48 também sofrem enturmações
37 relatam turmas multisseriadas
33 denunciam insuficiência na merenda escolar
36 relatam falta de insumos básicos para limpeza e manutenção
Os deputados Pepe Vargas e Edegar Pretto e a coordenadora da bancada do PT na Assembleia, Mari Perusso, participaram na tarde desta terça-feira (10) de reunião a convite do secretário-chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, para tratar dos efeitos da seca no Estado.
Durante o encontro, os representantes da bancada petista, apresentaram o relatório das ações do governo Tarso Genro frente à estiagem.
O documento relembra que em 2011 e 2012, o Rio Grande do Sul enfrentou uma forte seca que afetou praticamente todos os municípios.
A falta de chuvas naquele ano estendeu seus efeitos sobre a sociedade com graves consequências para a agricultura familiar, comprometendo o abastecimento de água, destruindo lavouras, reduzindo a produtividade dos animais, com forte impacto na produção de leite e levando muitos animais à morte.
O deputado Pepe Vargas falou do projeto aplicado na seca de 2012, quando ele era Ministro do Desenvolvimento Agrário e que contou com o apoio do Governo estadual. “Enfrentamos uma grave seca naquela época e com algumas medidas emergências, conseguimos ajudar os agricultores que tiveram perdas na lavoura. Acho ótimo o interesse em se debruçar sobre um plano que deu certo, não vejo problema algum em ajudar o Governo, sempre apoiamos a agricultura. Se deu certo, por que não usar?”, indagou.
Já o deputado Edegar Pretto demonstrou preocupação com o futuro dos pequenos agricultores, em especial aos ligados aos movimentos sociais, que são os que mais sofrem com a redução da renda, devido à queda na produtividade. “São milhares de famílias de agricultores que dependem da produção para sobreviver e precisam dessas políticas públicas que ajudem na irrigação para resolver o problema da seca”.
Experiências bem sucedidas do governo Tarso
Devido à intensidade da seca, o governador Tarso Genro determinou, em dezembro de 2011, a criação da “Sala de situação – Estiagem RS”, reunindo representantes dos órgãos envolvidos com a temática para coletar informações e elaborar orientações de forma a minimizar os efeitos daquele evento climático. Este grupo de trabalho foi responsável pela implementação de uma série de ações de caráter estrutural. Entre elas, programas como o “Mais Água, Mais Renda”, que subsidiava de 12% a 30% os investimentos em irrigação, além de agilizar as licenças e outorgas ambientais a partir de uma Licença de Operação e que fez praticamente dobrar a área irrigada no Estado.
Outro programa, o Irrigando a Agricultura Familiar possibilitou 3.770 projetos de armazenamento ou irrigação, a perfuração ou recuperação de 480 poços artesianos. Também foram adquiridas 85 máquinas e equipamentos, dobrando a capacidade de perfuração de poços. Uma articulação entre Casa Civil/RS, Coordenação do Programa RS Mais Igual e STDS – também permitiu à época a distribuição imediata de 5 mil cestas básicas que beneficiaram 114 comunidades tradicionais, sendo 68 comunidades indígenas e 46 quilombolas, localizadas em 47 municípios.
A Defesa Civil disponibilizou R$ 18 milhões do Orçamento da União para atendimento de necessidades básicas emergenciais (água, cestas básicas, revitalização de poços artesianos, combustível para veículos que transportem água, caixas e filtros d’água, pipas de vinil). Também foi disponibilizado o Cartão Emergência Rural, beneficiando 108 mil famílias, com R$ 400 e 500 por família. O governo Tarso possibilitou ainda a Anistia às dívidas junto ao Feaper, Funterra e RS Rural, beneficiando 45 mil famílias e a Anistia às dívidas do Programa Mais Alimento, beneficiando 2.445 famílias.
Representantes de 12 partidos estiveram, no fim da tarde desta terça-feira (10), no Palácio Piratini, para pedir que o governador Eduardo Leite (PSDB) lidere a mobilização pelo ressarcimento dos créditos da Lei Kandir a que o Rio Grande do Sul tem direito.
O presidente da Assembleia, Ernani Polo (PP), que está mobilizado em torno do tema junto a seus pares dos Estados que têm créditos a receber, participou do encontro ao lado do ex-governador Pedro Simon (MDB), e dos deputados Matheus Wesp (PSDB), Tiago Simon (MDB) e Pepe Vargas (PT). Mário Bruck, presidente do PSB e porta-voz do grupo na reunião, relatou que, em números atualizados, o Rio Grande do Sul tem a receber R$ 67 bilhões.
Ele acrescentou que não há uma regra clara para a compensação das exportações e que, na média, o RS recebeu 15% desde 1996. Bruck pediu união política para a aprovação do projeto de lei complementar 511, que tramita no Congresso para regulamentar a Lei Kandir. Em sua fala, Polo comentou que a ideia é somar forças para resolver a questão, uma vez que, em quase 25 anos, não foi feita a regulamentação do tema no Congresso.
O parlamentar lembrou que está marcada para esta quinta-feira (12), em Brasília, o início de uma mobilização conjunta dos Estados por meio da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais) para depois sensibilizar governadores e respectivas bancadas federais. Pelo menos dez presidentes de Assembleias são esperados no evento desta semana.
O deputado Tiago Simon (MDB) avaliou que o momento é oportuno para a discussão porque há um acórdão do STF que pressiona o Congresso a regulamentar a Lei Kandir. “Já passamos da fase de usar a Lei Kandir como artifício para não fazermos as reformas. Estamos fazendo. O momento é muito oportuno para a sua liderança desse tema”, disse o parlamentar ao governador.
Pai do deputado, Pedro Simon afirmou que, se a União não pode pagar o que deve ao Estado, o Rio Grande do Sul também não tem condições de quitar seus débitos com o governo federal. O ex-governador frisou que reformas postergadas há muito tempo estão sendo feitas, mas é preciso uma solução para a compensação das exportações.
Leite agradeceu o empenho dos partidos e repetiu o discurso que havia feito no dia anterior (9) na Assembleia Legislativa, em reunião com as bancadas estadual e federal. Ele reafirmou que não se pode usar a Lei Kandir como uma ilusão e deixar de fazer “a lição de casa”, referindo-se às reformas estruturais. “Isso não significa, de forma alguma, deixar de discutir a Lei Kandir”, ponderou, acrescentando que, mesmo nos períodos de crescimento do PIB brasileiro na casa dos 7%, o governo federal não fez o ressarcimento imediato dos valores.
O governador sugeriu ao grupo o agendamento de uma reunião de trabalho com a Secretaria Estadual da Fazenda para a apresentação de números atualizados sobre a Lei Kandir. A ideia é, num segundo momento, realizar um encontro conjunto com os demais Estados credores para depois levar o assunto ao Ministério da Economia.
O governo do Estado confirmou, na manhã desta terça-feira (10/3), em coletiva de imprensa no Palácio Piratini, o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no Rio Grande do Sul.
O homem, de 60 anos, morador de Campo Bom, esteve em Milão, na Itália, entre 16 e 23 de fevereiro.
Ele está em isolamento domiciliar e nenhum dos familiares apresentou sintomas. Todos serão acompanhados até a melhora do quadro de saúde.
Até esta terça-feira (10/3), 190 casos suspeitos haviam sido notificados no Estado. Além desse primeiro caso positivo, outros 103 casos já foram descartados e 86 estão sendo investigados.
A identificação do novo coronavírus (SARS-Cov-2), causador da doença que levou o nome de COVID-19, foi feita em exame no Laboratório Central do Rio Grande do Sul (Lacen/RS) que, desde a última sexta-feira (6/3), realiza esse diagnóstico específico.
De sexta-feira até terça, o Lacen recebeu 122 amostras e já analisou 107. “É uma resposta muito concreta de que o governo do Estado está fazendo a lição de casa”, avalia a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
A Secretaria de Saúde (SES) instalou, no dia 28 de janeiro, o Centro de Operações de Emergência (COE) para monitorar a propagação e preparar a rede pública para uma possível chegada do vírus.
Por enquanto, há cinco hospitais de retaguarda preparados para receber pacientes – o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o Complexo Hospitalar Conceição, o Hospital Universitário de Canoas, o Hospital Municipal de Novo Hamburgo e o Hospital São Vicente de Paulo, de Passo Fundo.
A partir da confirmação de casos, o número de hospitais pode aumentar. A orientação da SES é de que, ao constatar sintomas, a pessoa se dirija à unidade de saúde mais próxima.
Para reforçar as medidas de prevenção, o Ministério da Saúde antecipou a vacina contra a gripe para 23 de março.
O público-alvo inicial é composto de idosos, faixa etária que está mais propensa a quadros graves da doença, e profissionais da saúde.
Sobre o primeiro caso de coronavírus no Estado
– Homem, 60 anos, residente em Campo Bom
– Histórico de viagem para Milão (Itália)* entre 16 e 23 de fevereiro
– Início de sintomas de febre e tosse em 29 de fevereiro
– Atendido em clínica privada de Novo Hamburgo em 1º de março
– Avaliação médica com o quadro de sintomas leves
– Orientado a ficar em isolamento domiciliar até a melhora dos sintomas, sendo monitorado pela vigilância epidemiológica do município
– Notificado ao Estado como suspeito em 2 de março
– Chegada das amostras de secreções das vias respiratórias ao Lacen/RS em 2 de março
– Realizados primeiros exames para painel de sete vírus respiratórios mais comuns no país (influenza A e B, parainfluenza, adenovírus e vírus sincicial respiratório) em 3 e 4 de março, todos com resultado negativo
– Análise específica para o novo coronavírus (SARS-Cov-2) em 9/3 com resultado positivo por meio de análise da carga genética do vírus
– Atual quadro de saúde do paciente é leve, persistindo a tosse
– Nenhum familiar residente no mesmo endereço apresenta sintomas, mas eles seguem sendo monitorados até completar 14 dias do início dos sintomas do caso positivo (até a próxima segunda-feira, 16 de março)
– Como já se passaram mais de 14 dias dos voos de regresso (período estimado de incubação da doença), não se preconiza a verificação da lista de passageiros para a busca ativa a outros suspeitos
* em 16/2, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Itália tinha três casos confirmados. Passando a 76 em 23/2. Até 9 de março esse número já tinha ido a mais de 7,3 mil casos no país, com maior concentração na região da Lombardia, cuja capital é Milão.
Ações no RS
A preparação do Estado para o enfrentamento da doença começou no início de janeiro com acompanhamento das informações de casos por esse novo tipo de vírus na China.
Em 28 de fevereiro, a SES instituiu o Centro de Operações de Emergências (COE) para investigar, manejar e notificar casos potencialmente suspeitos da infecção.
Na página da SES estão disponíveis as informações para a população em geral e profissionais de saúde.
O que é a COVID-19?
É uma doença causada pelo novo tipo de coronavírus identificado neste ano, que leva o nome de SARS-CoV-2. Ele pertence à família de vírus de mesmo nome que causa infecções respiratórias.
O vírus tem esse nome porque seu formato, quando observado em microscópio, se assemelha a uma coroa.
Definição de suspeito de doença pelo coronavírus
Situação 1 – VIAJANTE:
Pessoa que apresente febre e pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros) e histórico de viagem para país com transmissão sustentada ou área com transmissão local nos últimos 14 dias;
Situação 2 – CONTATO PRÓXIMO:
Pessoa que apresente febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros) e histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias;
Situação 3 – CONTATO DOMICILIAR:
Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias e que apresente febre ou pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros).
(Com informações e foto da Assessoria de Comunicação)
O primeiro caso confirmado de contaminação pelo coronavirus no Rio Grande do Sul foi comunicado agora há pouco pelo governador Eduardo Leite.
O Laboratório Central do Estado já recebeu 102 amostras e já analisou 92, com uma confirmação.
O paciente contaminado é de Campo Bom e voltou recentemente da Italia. Apresentou sintomas leves (tosse e febre) e foi orientado a manter isolamento domiciliar. Nenhum familiar até agora apresentou qualquer sintoma.
O caso foi notificado no dia 2 de março e encaminhado para análise no Laboratório Central do Estado. Na tarde desta segunda-feira, 9, foi confirmado.
Na comparação com a o surto de H1NV, ocorrido em 2009, a situação atual é bem diferente, conforme a secretaria. Naquela vez, o RS foi surpreendido pelo primeiro caso, o governo foi surpreendido e estava despreparado.
Agora, desde o surgimento do primeiro caso na China em dezembro do ano passado, vem sendo tomadas providências pela Secretaria de Saúde. Hoje segundo a secretária da Saúde há uma rede de suporte para atender os possíveis casos.
Há, em vários hospitais do Estado, leitos, inclusive de UTI reservados para eventuais pacientes contaminados.
O Estado tem 190 casos notificados, a maioria já descartados, mas 86 suspeitos continuam em averiguação.
Entre os cuidados recomendados foi recomendado pelo governador o não compartilhamento do chimarrão.
As principais bolsas europeias operam em alta ao redor de 4% nesta terça-feira (10), após um dia de perdas globais, em consequência da epidemia de coronavírus na economia mundial e pelo tombo no preço do petróleo.
No início das operações, o índice FTSE 100 de Londres, na Inglaterra, subia 4%. O DAX 30 de Frankfurt, na Alemanha, ganhava 3,50%. O CAC 40 de Paris, na França, apresentava alta de 4,22%. O Ibex 35, de Madrid, na Espanha, subia 3,34%.
O FTSE de Milão, na Itália, avançava 2,65%.
Às 8h03 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 subia 4,16%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhava 3,99%, mas estava longe de compensar a queda de 7% registrada na segunda-feira, que levou as bolsas europeias a recuarem para mínimas de oito meses.
Já os preços do petróleo eram negociados em alta perto de 10%, após tombo de quase 25% na véspera, depois de uma guerra de preços dos maiores produtores, Arábia Saudita e Rússia, que provocou a maior queda diária desde a Guerra do Golfo de 1991.
Por volta das 7h50, os contratos futuros do barril de Brent tinham alta de 9,72%, US$ 37,70 na venda, em Londres, enquanto o barril WTI, nos EUA, tinha alta de 10,47%, a US$ 34,39, segundo dados da Bloomberg.
Na Ásia, as bolsas fecharam em leve alta. A Bolsa de Tóquio encerrou a sessão de terça-feira com avanço de de 0,85%. O índice Nikkei ganhou 168,36 pontos, a 19.867,12 unidades. As bolsas de Hong Kong encerram em alta de 1,41%.
Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 2,14%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 1,82%.
A exceção é a Bolsa de Valores de Moscou, na Rússia, que caiu 14% na abertura do mercado. No começo da jornada, as maiores perdas estavam ligadas aos títulos das companhias de petróleo e gás russos.
Ações das petroleiras Rosneft e Lukoil perdiam 12,22% e 14 %, respectivamente, enquanto a companhia de gás Gazprom enfrentava queda de 12,8 % no mercado.
Em cidades que já têm casos de coronavírus confirmados, todo o paciente que apresentar sintoma de gripe, febre e problema respiratório, e que der negativo para outros vírus, vai entrar na lista de suspeito e realizar teste para detectar se tem a doença.
Até agora, eram considerados suspeitos os casos de pessoas que tinham esses sintomas mais histórico de viagem para algum dos países em monitoramento, como explicou o secretário de Vigilância em saúde, Wanderson de Oliveira.
“Agora vamos testar para o coronavírus, independente do histórico de viagem. Essa é a mudança”.
O Ministério da Saúde divulgou nesta segunda-feira (9) seu mais recente balanço sobre os casos do novo coronavírus (Sars-Cov-2).
O vírus é o responsável pela epidemia da doença batizada de Covid-19. Os números apontam:
930 casos suspeitos, eram 663 casos suspeitos no domingo (9), um aumento de 40%
25 casos confirmados até 12h, mesmo número do levantamento anterior
685 descartados
Depois do balanço federal, o Rio de Janeiro divulgou a confirmação de mais cinco casos, que só serão considerados pelo Ministério da Saúde no balanço desta terça. Com as novas confirmações, o Brasil passa a ter 30 casos confirmados de Covid-19.
Entre os 25 confirmados no balanço, quatro pacientes estão hospitalizados. O ministério apontou que três pacientes têm hipertensão, um tem diabetes e um, doença pulmonar.
As pessoas com infecção confirmada por coronavírus estão em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e uma paciente no Distrito Federal. São Paulo é o estado com maior número de casos, 16. São Paulo e Bahia apresentam casos de transmissão local.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, informou que o governo federal vai oferecer recursos para as prefeituras que queiram ampliar o horário de atendimento nos postos de saúde, de 8 para 12 horas, e que vai lançar um edital para contratação de 5 mil profissionais de saúde nos municípios brasileiros .
O secretário disse ainda que o SUS não vai receber paciente com coronavírus da rede particular.
Em todo o mundo, 105 mil casos foram confirmados em 101 países. Mais de 3,5 mil mortes por coronavírus foram registradas. Para se ter uma ideia da velocidade de transmissão do coronavírus, houve um aumento de 1,6 mil casos em 10 dias na Ásia.
(Com informações do Ministério da Saúde e Agência Brasil)
Na manhã desta segunda-feira (9), as mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ocuparam o Ministério da Agricultura em Brasília.
A mobilização reúne cerca de 3.500 trabalhadoras de 24 estados e integra a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra.
Durante a ação, as trabalhadoras denunciam:
a distribuição de títulos individuais dos lotes de terra, a chamada titularização, que visa a privatização das áreas;
os cortes nos investimentos públicos;
a liberação desenfreada de agrotóxicos pelo governo Bolsonaro.
desmonte das políticas de reforma agrária em todo o pais.
Sobre distribuição de titularidades individuais dos lotes de terra para os assentados, de maneira prática, a ação regulariza a venda de lotes da Reforma Agrária e passa ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a responsabilidade sobre áreas coletivas dos assentamentos, onde estão escolas e centros de formação organizados pelo MST.
“Nós sempre defendemos o Contrato de Concessão de Uso (CCU), porque restringe a mercantilização das terras conquistadas, e terra para nós é um bem comum da natureza, e portanto, não pode ser mercadoria”, explica Maria da Silva Trindade, militante do MST.
Os cortes no orçamento federal, conforme nota do MST, vem reduzindo os investimentos públicos de R$ 66 bilhões entre 2012 e 2014 para menos de R$ 20 bilhões em 2020.
Nesse contexto, “o desemprego multiplica o número de pessoas desalentadas, sem teto e sem alimentos, tanto que o Brasil retornou ao Mapa da Fome, levantamento feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)”.
“O cenário que já deu errado lá fora, encontra por aqui as mesmas justificativas fantasiosas. É uma mentira essa ideia de que se o governo gastar menos, o mercado terá mais confiança e tudo vai melhorar como um passe de mágica”.
Sobre a liberação de agrotóxicos no país, o MST aponta dados do Ministério da Agricultura: foram liberados 474 agrotóxicos em 2019. “A maior liberação dos últimos 15 anos”.
Além disso, segundo o MST, “as políticas de reforma agrária foram esfaceladas por medidas como o decreto nº 10.252 que enxuga a estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)”.
O decreto extingue o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), o programa Terra Sol e outros programas que davam incentivos aos assentados, quilombolas e comunidades extrativistas.
“O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) vai na mesma direção. No ano passado, o valor executado pelo PAA com recursos do Ministério da Cidadania foi de R$ 188 milhões. Para o período que se inicia a previsão é de R$ 101 milhões”.
Outro alvo dos protestos é a privatização de terras, pelo governo Bolsonaro, que “está determinado a privatizar as terras e promover a devastação ambiental”.
É dado como exemplo a MP 901/19 “que, na prática, irá excluir da proteção ambiental 4.745 hectares da flora nos estados do Amapá e Roraima e abrir estas áreas para a mineração”.
Já a chamada MP da Grilagem (MP 910/19) flexibiliza as regras de regularização fundiária, repassando áreas da União de até 2.500 hectares ao valor irrisório de 10% sobre a terra nua a invasores ilegais, que se valeram do crime de grilagem para se apropriar destas terras.
Em Porto Alegre, Mulheres Sem Terra ocupam o pátio do Incra.
Em Porto Alegre, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) ocuparam, na manhã desta segunda-feira (9), o pátio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Centenas de camponeses de diversas regiões do Estado começaram a chegar ao local por volta das 6h45, com o objetivo de exigir a retomada da reforma agrária.
Conforme Ildo Pereira, da direção nacional do MST, desde 2016 não foi desapropriada nenhuma área no Estado. Ele ainda destaca que o fim de programas tem prejudicado o desenvolvimento produtivo e econômico dos assentamentos.
“O que temos hoje é um desmonte total da reforma agrária. O governo abandonou as famílias acampadas e os assentamentos, que sofrem pela falta de infraestrutura e investimento. Queremos políticas que deem suporte à nossa produção de alimentos e que também viabilizem a permanência no campo, com trabalho, renda, educação”, ressalta Pereira.
Ocupação em São Paulo/ Foto: Leandro Molina
Os trabalhadores reivindicam o assentamento das famílias cadastradas junto ao Incra, mediante desapropriação de áreas já vistoriadas e constatadas como improdutivas. Além disso, querem a retomada da assistência técnica, a manutenção do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e medidas do governo federal que amenizem os prejuízos da estiagem.
Segundo Pereira, os integrantes do MST e do MPA não têm previsão para desocupar o pátio do Incra. “Permaneceremos aqui até termos soluções concretas às nossas pautas”, salienta. Ele acrescenta que devem solicitar audiência com representantes da autarquia e do governo do Estado.
Em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Frente de Luta por Moradia (FLM) e o povo indígena do Jaraguá ocuparam as ruas do Centro para manifestar discordância à política econômica ultraliberal do governo Bolsonaro.
A marcha seguiu da ocupação Mauá até o Ministério da Economia, que foi bloqueado pela manifestação.
Além da pauta unitária por direitos, terra, emprego e moradia, a marcha realizada pelos movimentos do campo e da cidade em São Paulo também denuncia “o fortalecimento de grupos financeiros, a exemplo da construtora Tenda, que tem como principais acionistas a Ambev e o banco Itaú e está destruindo a Mata Atlântica do território indígena do Jaraguá para fins de especulação imobiliária”.
Há mais de 30 dias, o povo Guarani que vive na Terra Indígena do Jaraguá ocupou a área desmatada pela construtora para impedir o avanço dessa devastação da Mata Atlântica.
A Justiça já determinou o despejo dos ocupantes, marcado para amanhã (10).
No interior do São Paulo, na região de Ribeirão Preto, mais de 100 famílias do MST ocuparam uma área pública atualmente invadida pelo cultivo da cana, exigindo a destinação das terras públicas federais para a reforma agrária.
Reivindicações do MST e MPA ao governo federal
Desapropriação de áreas já vistoriadas e constatadas como improdutivas para assentamento das famílias acampadas;
Entrega de cestas básicas e lonas às famílias acampadas;
Acesso de famílias assentadas ao Crédito Instalação, Fomento Mulher e Pronaf A;
Criação de programa para construir e reformar casas nos assentamentos;
Continuidade do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera);
Retomada do Programa de Assistência Técnica, Ambiental e Social (ATES) nos assentamentos;
Recursos e óleo diesel para a manutenção de máquinas agrícolas, a fim de recuperar estradas nos assentamentos;
Perfuração de poços artesianos e construção de redes de distribuição de água às famílias atingidas pela estiagem e abertura de bebedouros aos animais.
Mesmo sob chuva, milhares de mulheres tomaram a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (8) para marcar o Dia Internacional das Mulheres.
Em Porto Alegre, as manifestações, que se concentraram na Orla do Guaiba, foram um ensaio para o grande protesto programado para esta segunda-feira no centro da capital.
Em outras diversas cidades do país ocorreram as tradicionais marchas pedindo igualdade de direitos entre homens e mulheres.
Em Brasilia, a marcha começou no Parque da Cidade, às 9h, e seguiu pelo eixo Monumental (uma das principais vias do centro de Brasília) até a Torre de TV.
A chuva, que foi frequente na capital nos últimos dias, deu uma trégua neste domingo para as mais de 5 mil pessoas, de acordo com entidades organizadoras do evento.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal não divulgou estimativa de público.
A marcha foi organizada por um grupo de entidades da sociedade civil e partidos políticos. A manifestação fez críticas à violência contra a mulher, ao machismo e ao racismo.
No Rio de Janeiro, o ato pelos direitos das mulheres, ocorreu na Candelária, região central da capital fluminense.