Autor: da Redação

  • Advogados pedem soltura de presos para reduzir riscos do coronavirus nos presídios

    Advogados pedem soltura de presos para reduzir riscos do coronavirus nos presídios

    O  Instituto de Defesa do Direito de Defesa, que congrega advogados criminalistas, entrou com liminar no STF  para reduzir a população prisional no país, para “evitar a disseminação do novo coronavírus neste ambiente de alta vulnerabilidade”.

    Seriam beneficiadas pessoas com mais de 60 anos, soropositivos para HIV, portadores de tuberculose, câncer, doenças respiratórias, cardíacas, imunodepressoras, diabéticos e portadores de outras doenças cuja preexistência indique suscetibilidade maior de agravamento do estado de saúde a partir do contágio pelo COVID-19.

    O pedido inclui ainda gestantes, lactantes e acusados de crimes não violentos.

    O requerimento foi feito dentro da ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 347/2015 – que tem como relator o ministro Marco Aurélio -, na qual o STF reconheceu, em 2015, o estado de coisas inconstitucional do sistema carcerário brasileiro, pelas violações de direitos humanos e situação degradante.

    Além do pedido de liberdade condicional para idosos, o IDDD requer regime domiciliar às pessoas presas nos grupos de risco e solicita também a substituição de privação de liberdade por medidas alternativas, principalmente a prisão domiciliar, para todos os presos provisórios e os novos custodiados em flagrante por crimes sem violência ou grave ameaça.

    O instituto solicita ainda progressão antecipada da pena para aqueles que já estejam em regime semiaberto e progressão de regime de quem aguarda exame criminológico.

    O presidente do IDDD, Hugo Leonardo, destaca que o problema da superlotação já “seria o suficiente para que a epidemia trouxesse graves consequências, já que o isolamento social tem sido a principal medida adotada em todos os países afetados”, e pede que outras medidas sejam tomadas para enfrentar o risco de um agravamento nas prisões.

    “As autoridades devem avaliar com muita atenção a hipótese de pôr em liberdade idosos e pessoas condenadas por crimes não violentos. Esta é uma questão de emergência humanitária, que pode mitigar uma tragédia anunciada”, advertiu o advogado.

    Segundo dados do Infopen, de junho de 2019, havia  no país 758 mil presos, em unidades com lotação de 197%, sendo que 9,7 mil deles têm mais de 60 anos.

    Destes, 1.600 estão acima dos 70. Há ainda 8,6 mil pessoas diagnosticadas com tuberculose e 7,7 com HIV, doenças que acabam elevando as chances de letalidade pelo novo coronavírus.

    O requerimento enviado ao STF destaca que “Os centros prisionais, em pouquíssimo tempo, serão transformados em focos de alastramento de infecção”, uma vez que não existe presídio isolado do mundo.

    Vivendo em celas sem higiene, espaço ou alimentação adequados e acesso restrito à água, pessoas privadas de liberdade estão mais sujeitas que a média ao COVID-19.

    O risco se aprofunda com apenas 37% dos estabelecimentos prisionais contando com unidade básica de saúde.

    Assim, os infectados no sistema prisional teriam de ser atendidos em hospitais da rede pública, o que seria mais um fator de sobrecarga.

    Diversos países têm adotado medidas diferenciadas para conter o avanço epidêmico em prisões, como a suspensão de visitas e o isolamento em caso de suspeitas.

    Tais medidas, no entanto, não seriam completamente eficazes já que há um trânsito de agentes penitenciários e servidores dentro e fora das prisões, aumentando o risco de uma transmissão pelo coronavírus.

    Além disso, há registros de rebeliões na Itália no início do mês – que resultaram em seis mortes e 50 fugas – e, mais recentemente, na Jordânia, que também foi palco de duas mortes, como respostas às imposições de maior isolamento daqueles que cumprem a pena.

    O Irã, em contrapartida, decidiu libertar temporariamente mais 70 mil presos – entre eles, presos políticos, pessoas do grupo de risco e condenadas por crimes menos graves.

    (Com informações do IDDD)

  • Fundo da Garantia: R$ 15 bilhões já liberados não foram retirados

    Fundo da Garantia: R$ 15 bilhões já liberados não foram retirados

    Cerca de R$ 15 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ainda não foram sacados pelos trabalhadores, segundo o Ministério da Economia.

    O saque imediato do FGTS foi iniciado em 2019 e vai até 31 de março deste ano.

    Segundo a Caixa Econômica Federal, até o dia 9 de março, foram pagos mais de R$ 27,8 bilhões do Saque imediato do FGTS para 59,8 milhões de trabalhadores.

    A previsão da Caixa, divulgada inicialmente, era de pagamento a 96,4 milhões de trabalhadores, elegíveis ao Saque Imediato, totalizando R$ 42,6 bilhões.

    Inicialmente, a medida estabelecia o saque de até R$ 500 por conta do fundo, mas o limite do saque imediato subiu para R$ 998 com a sanção da lei de conversão da Medida Provisória nº 13.932/2019, no final do ano passado.

    O limite só subiu para quem tinha saldo de até R$ 998 (valor do salário mínimo, na época) em 24 de julho deste ano. Quem tem saldo acima desse valor na conta do FGTS só poderá retirar os R$ 500 originalmente previstos.

    Os clientes da Caixa com conta no FGTS tiveram o valor depositado automaticamente na conta corrente ou poupança.

    Os saques podem ser feitos nas casas lotéricas e nos terminais de autoatendimento para quem tem senha do Cartão Cidadão. Quem tem Cartão Cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

    No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto.

    Quem não tem senha nem Cartão Cidadão e vai sacar mais de R$ 100 deve procurar uma agência da Caixa.

    Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a Carteira de Trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, o documento pode ser necessário para atualizar dados.

    As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser esclarecidas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site da Caixa ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800 724 2019, disponível 24 horas.

    (Com Agência Brasil )

  • Coronavírus já está em 155 países, com mais de 7 mil mortes

    Ultimos dados da Organização Mundial da Saúde sobre a pandemia do novo coronavirus, divulgados nesta terça-feira 17:

    Países atingidos: 155

    Número de pessoas infectadas: 182.400 (cento e dois mil e 400 casos)

    Número de mortes: 7.155

    Número de casos no Brasil: 296

    Casos investigados: 2.000

  • Em tempo de coronavirus, crise nas cadeias de São Paulo pode ser contagiosa

    As rebeliões que estouraram nesta segunda-feira em quatro penitenciárias do Estado de São Paulo tem grande potencial de contágio no ambiente nacional, onde a epidemia do coronavirus se combina com cadeias abarrotadas de presos, sem as mínimas condições de higiene.

    A causa das rebeliões teriam sido medidas restritivas devido ao surto de coronavirus.

    As primeiras informações no final da tarde indicavam rebelião e fuga de 1.500 presos em Mongaguá, penitenciária que tem capacidade para 1.600 prisioneiros, mas abriga 2.600.

    Mais tarde falou-se que seria “entre 300 e 600” o número de prisioneiros evadidos. Até às nove da noite, apenas 20 tinham sido recapturados

    As outras penitenciárias com rebeliões e fugas em massa seriam Tremembé, Ortolândia e Mirandópolis. Os números não foram divulgados até o início da noite. O sistema penitenciário do pais inteiro deve entrar em alerta.

  • Bolsonaro ignora recomendações e saúda manifestantes que pedem ditadura

    Bolsonaro ignora recomendações e saúda manifestantes que pedem ditadura

    As provocações do presidente Jair Bolsonaro contra Congresso e o STF se materializaram em manifestações de rua neste domingo, 15.

    Em capitais e cidades de vários Estados, registraram-se atos com centenas de pessoas, vestidas de verde e amarelo e portando bandeiras e cartazes, muitos pedindo intervenção militar e o fechamento do Congresso e do STF.

    Em São Paulo, na avenida paulista, registrou-se a maior concentração, sem chegar perto de manifestações anteriores.

    Bolsonaro disse que foram manifestações “espontâneas”, mas a presença de carros da som em muitos casos e até um veículo militar, como em Foz do Iguaçu, indicam que houve organização.

    O presidente acompanhou o ato em Brasilia, da área externa do Palácio do Planalto, a despeito da proibição de aglomerações pelo governo do Distrito Federal e da recomendação do próprio ministro da Saúde para que se evitem aglomerações.

    Bolsonaro saiu do Palácio da Alvorada, com uma comitiva, por volta das 12h20 e percorreu o centro da capital.

    No Eixo Monumental, uma das principais vias da cidade, a comitiva chegou a ser acompanhada pelos carros que participavam da carreata. Em seguida, o presidente foi até o Palácio do Planalto.

    Do alto da rampa, seguiu acompanhando a manifestação, com as pessoas se aglomerando em frente ao prédio. O momento foi transmitido ao vivo, em sua página no Facebook.

    Em seguida, ele desceu para ficar mais próximo do público. Separado por grades, o presidente conversou, cumprimentou e tirou fotos com os simpatizantes por pouco mais de uma hora.

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, lamentou a atitude do presidente e disse que ele desautorizou o próprio ministro da Saúde, que recomendou evitar aglomerações por causa do coronavirus.

    O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, apareceu ao lado de Bolsonaro nas imagens. Ele disse depois que “recebeu um convite do presidente para uma conversa informal”, aceitou e foi.

    “Não tem preço o que esse povo está fazendo, apesar de eu ter sugerido, não posso mandar, a manifestação não é minha, o adiamento, por causa desse vírus”, disse o presidente durante a transmissão.

    Ele também defendeu a manifestação, que classificou como “espontânea”. “Nós políticos temos como mudar o destino do Brasil. Não é um movimento contra nada, é um movimento a favor do Brasil”.

    As faixas, os cartazes e as palavras de ordem eram contra “os políticos”, o Congresso, o STF e pediam intervenção militar JÁ.

    (Com informações da Agência Brasil e do G1)

  • Sanções dos EUA à Venezuela vão contra “espírito humanitário”, diz governo chinês

    Sanções dos EUA à Venezuela vão contra “espírito humanitário”, diz governo chinês

    Ao manter as sanções contra a Venezuela no momento em que o mundo todo está lutando contra a pandemia do novo coronavírus (COVID-19),  o governo americano “vai contra o espírito humanitário básico”, segundo declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang.

    Geng fez as declarações durante uma entrevista coletiva ao comentar o discurso pronunciado na quinta-feira pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no qual disse que as sanções dos Estados Unidos afetaram gravemente os esforços domésticos de prevenção da epidemia na Venezuela e pediu que os Estados Unidos eliminem imediatamente as sanções contra seu país.

    “É bem sabido que as sanções americanas contra a Venezuela deterioraram gravemente a economia do país e a vida da população, causando problemas que incluem dificuldades para que o povo venezuelano obtenha serviços médicos”, disse Geng.

    A China, disse o porta-voz,  sempre apelou pela solução pacífica da questão da Venezuela através do diálogo e a criação de condições para o desenvolvimento normal da Venezuela, opondo-se à interferência nos assuntos internos de outros países, às sanções unilaterais e à chamada “jurisdição de braço longo”.

    “Pedimos que os Estados Unidos trabalhem com a comunidade internacional, deixem de interferir nos assuntos internos da Venezuela o mais rápido possível e eliminem as sanções unilaterais para beneficiar a paz, a estabilidade e o desenvolvimento da Venezuela”, indicou Geng.

  • O desafio americano de enfrentar o coronavirus sem um sistema público de saúde

    A pronta resposta da China a epidemia do novo coronavirus foi possível pelo regime centralizado, com as principais atividades econômicas controladas pelo Estado, e um sistema de saúde estatal que alcança o país inteiro.

    O principal desafio dos Estados Unidos na guerra contra o novo coronavirus,  será o seu sistema de saúde privada, fragmentado, sem uma coordenação estatal.

    O comentário do analista financeiro Mathews Tavares dos Santos, no Infomoney, resume o dilema:

    “A falta de capacidade de coordenação para uma resposta estrutural dos Estados Unidos ao coronavírus expõe um problema antigo do sistema de saúde americano”.

    “A ausência de um sistema de saúde público único limita a capacidade dos agentes de saúde a não apenas dar uma resposta sincronizada, mas também afeta a simples coleta de dados para entender o tamanho do problema no país”.

    “Com um sistema de saúde à base de seguradoras, que são apenas as intermediárias com hospitais, e com cada estado do país realizando seus próprios testes e reportando as informações de maneiras diferentes, o governo federal não consegue dizer com precisão nem quantas pessoas foram testadas”.

     

  • Lula não vem ao Rio Grande por causa do coronavirus

    Lula não vem ao Rio Grande por causa do coronavirus

    A visita que o ex-presidente Lula faria ao Rio Grande do Sul, a primeira desde que deixou a prisão, nos dias 20 e 21 de março foi suspensa,  pelos riscos do coronavirus.

    Ela já estava em risco por outros fatores, financeiros principalmente.

    Com todos seus bens bloqueados,  Lula vive de um subsídio que recebe do Instituto Lula, que mal cobre suas despesas pessoais.

    Ficam a descoberto todas as outras necessidades de indispensáveis para sua movimentação política: segurança, passagens, hospedagem.

    Sua visita ao Rio Grande do Sul começaria pela abertura da colheita do arroz orgânico no assentamento em Santa Rita no dia 20.

    No dia 21, um evento no auditório Dante Barone, na Assembléia Legislativa, um ato no Largo Glênio Peres e encontro com intelectuais locais num jantar para 100 pessoas.

    Até a quinta-feira, quando foi anunciada a suspensão da caravana, não estava identificada a fonte pagadora das despesas com a movimentação toda.

  • Mais quatro integrantes da comitiva de Bolsonaro confirmados com coronavirus

    Da agência Brasil

    O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República confirmou, hoje (domingo), que quatro integrantes da equipe de apoio  (três eram da Segurança) do presidente Jair Bolsonaro apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus (covid-19).

    De acordo com o GSI, eles integraram o voo que levou a comitiva do presidente em viagem aos Estados Unidos, na semana passada.

    Em nota à imprensa, o órgão disse que os integrantes cumprem isolamento de 14 dias em suas residências desde a chegada ao Brasil.

    Todos os auxiliares que estavam o voo presidencial foram submetidos ao teste. Os nomes não foram divulgados.

    Com esses novos quatro casos já são 12 os integrantes da comitiva presidencial que foi aos Estados Unidos infectados por coronavirus.

  • China segue registrando queda no número de novos casos

    Os números de casos confirmados e suspeitos da doença do novo coronavírus  na parte continental da China vêm caindo há quase uma semana, segundo a Comissão Nacional de Saúde.

    Mais de 70% dos pacientes com COVID-19 em Wuhan, capital da Província de Hubei e também o epicentro do surto, receberam alta hospitalar após a recuperação. 

    Excluindo Wuhan, as taxas de recuperação foram de 92,7% na Província de Hubei, e 97,3% na parte continental da China.

    Segundo boletim da Comissão de Saúde, no sábado, “a grande maioria das regiões chinesas está com baixo risco de disseminação do coronavírus”.

    O Município de Chongqing, no sudoeste da China, tornou-se o mais recente em um grupo de regiões de nível provincial que reduziu a zero o número de pacientes com COVID-19.

    Após se recuperar, o último paciente com COVID-19 em Chongqing, um homem de 52 anos, recebeu alta de um hospital no distrito de Changshou por volta das 11h da manhã, reportou a comissão municipal de saúde.

    Chongqing que registrou um total de 576 casos confirmados do novo coronavírus, incluindo seis mortes, não relatou novas infecções por 19 dias consecutivos.

    Na tarde do sábado, a Província de Hunan, no centro da China, também testemunhou seu último paciente com COVID-19 sair do hospital.

    A paciente de sobrenome Liu recebeu um buquê de flores e tirou uma foto em grupo com médicos e enfermeiros depois de ser liberada de um hospital em Changsha, capital de Hunan.

    Tanto Chongqing como Hunan são vizinhos da província mais atingida, Hubei, e tiveram que fazer grandes esforços para impedir uma transmissão generalizada nas comunidades locais.

    De acordo com uma contagem inicial da Xinhua, a agência estatal chinesa, 11 regiões de nível provincial no continente chinês estão livres de novas infecções pelo coronavírus após seus últimos pacientes com COVID-19 receberem alta hospitalar.

    As 11 regiões incluem Tibet, Qinghai, Xinjiang, Shanxi, Yunnan, Fujian, Jiangsu, Jiangxi e Anhui, além das mais recentes adições de Hunan e Chongqing.

    A Província de Hubei, no centro da China, relatou neste sábado quatro novos casos confirmados da doença do novo coronavírus (COVID-19) e 10 mortes, anunciou neste domingo a comissão provincial de saúde.

    Todos os novos casos confirmados foram relatados em Wuhan, capital provincial e o epicentro do surto epidêmico.

    O último relatório elevou o número total dos casos confirmados em Hubei foi de 67.794.

    Até sábado, a Província de Hubei não registrou novos casos de COVID-19 por dez dias consecutivos em suas 16 cidades e sub-regiões fora de Wuhan.

    A cidade de Wuhan também registrou menos de 10 novos casos pelo quarto dia consecutivo.

    A província também teve 1.335 pacientes liberados dos hospitais após recuperação no mesmo dia, elevando o número total de pacientes curados para 54.278.

    Entre os 9.376 pacientes hospitalizados, 2.551 ainda estão em condição grave e outros 612 em condição crítica.

    (Com informações da Xinhua Press)