Autor: da Redação

  • Carnaval: bancos só abrem na quarta a partir do meio dia

    Os bancos vão ficar fechados na segunda (24) e terça (25) de carnaval.
    Na Quarta-feira de Cinzas, o atendimento será feito a partir do meio-dia nas agências que normalmente fecham às 16 horas e um pouco mais cedo naquelas que fecham antes das 15h.
    Com isso, neste feriado, quem precisar pagar contas ou sacar dinheiro, por exemplo, vai ter de usar os caixas eletrônicos ou recorrer aos sites e aplicativos dos bancos. As contas que têm vencimento dias 24 e 25, poderão ser pagas sem multa no dia 26, quarta-feira, mas a recomendação é que o cliente agende o pagamento para não esquecer.
    Só precisa ficar muito atento ao cartão de crédito ou débito. É que em locais muito cheios, com aglomeração de gente, tem muito golpista que se fantasia de ambulante e aproveita para aplicar o golpe da troca de cartões.
    Acontece da seguinte forma: na hora de fazer o pagamento do produto, o falso vendedor entrega a maquininha para o cliente digitar a senha e fica de olho enquanto o folião está distraído digitando os números.
    Em alguns casos, o vendedor finge que se enganou e deixa o cliente colocar a senha no campo do valor do produto. Aquele que fica exposto.
    Na hora de devolver o cartão, devolve outro parecido. E fica com o cartão e a senha do cliente. E o folião distraído, só vai perceber o problemão na hora de fazer outra compra.
    Prestar atenção no campo em que está digitando a senha, pedir o comprovante da segunda via e nunca perder o cartão de vista.
    Em caso de roubo ou furto do celular, lembre-se: além de fazer um boletim de ocorrência e avisar a operadora, é preciso avisar ao banco.
    É que se o criminoso conseguir desbloquear o aparelho, poderá ter acesso ao aplicativo bancário.

  • Milícias e eleições, o que está por trás dos motins no Ceará
    Após a série de ataques no Ceará, a Força Nacional de Segurança Pública está fazendo o policiamento ostensivo nas ruas de Fortaleza, em apoio aos agentes de segurança do estado.Foto José Cruz/Agência Brasil

    Milícias e eleições, o que está por trás dos motins no Ceará

    Artigo de Jordana Pereira, no site da Fundação Perseu Abramo:
    O governo do Ceará negocia desde o final de 2019 uma proposta de reestruturação salarial para policiais no Estado.
    A partir de negociações com parlamentares e representantes da categoria, em uma proposta final: de R$ 3,4 mil para R$ 4,5 mil para soldados e até R$ 20 mil para coronel – além de gratificações.
    O ajuste seria em parcelas até 2022. O pacote inclui, além de militares, policiais civis, bombeiros e peritos forenses.
    No início desta semana, parcela da categoria iniciou um processo de paralisação.
    Esposas de PMs bloquearam portões do 18º Quartel da Polícia Militar em Fortaleza e furaram pneus de viaturas. Os protestos já chegam a, ao menos, sete cidades do interior do Ceará.
    Em Sobral, homens encapuzados com o corpo para fora das janelas de viaturas da PM saíram pelo centro da cidade aterrorizando a população e ordenando que comerciantes fechassem as portas.
    O governador Camilo Santana (PT) respondeu institucionalmente, três policiais foram presos e 261 investigados por participarem do motim, que foi proibido na segunda-feira (17) pela Justiça.
    Dois dias depois, o senador licenciado Cid Gomes (PDT) foi até a cidade e tentou dar fim à paralisação com uma retroescavadeira. Foi atingido por dois tiros e está hospitalizado em situação estável.
    O governo do Estado pediu ajuda ao governo federal.  Na quinta-feira, foi enviada a Força Nacional de Segurança Pública às cidades mais atingidas.
    É a segunda vez no período de um ano que o Estado recebeu ajuda do governo federal.  A primeira foi no início de 2019, quando uma série de atentados do crime organizado aterrorizou a população.
    Enfim, este é o cenário. O que estaria por trás do conflito?
    1) De fato, a categoria não tinha reajuste salarial há seis anos;
    2) Sobre a proposta de reestruturação: segundo registro no site de concursos públicos de agentes de segurança, a média de salário inicial de soldado no Brasil é de menos de R$ 4 mil (média tirada a partir dos últimos concursos de cada estado). Em São Paulo, por exemplo, salário inicial é de R$ 3.034. Alguns estados, por exemplo, em seus últimos concursos abertos (datados, em sua maioria de 2017) apresentaram salários iniciais que não passavam de R$ 3 mil (como Bahia, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte) e outros pagam mais de R$ 5 mil (como Distrito Federal e Minas Gerais);
    3) Há três associações militares que se dizem representantes da categoria contra as quais o Ministério Público do Ceará fez um pedido de tutela de urgência. A Assembleia Legislativa do Ceará tenta criar uma CPI para investigá-las. São elas: Associação dos Profissionais de Segurança Pública, Asprace e Assof. Uma rápida busca na internet dos nomes de suas diretorias nos evidencia o posicionamento político alinhado ao bolsonarismo;
    4) Além disso, três políticos – dois dos quais ex-policiais –, são opositores do PT e PDT no estado e se constituem enquanto lideranças importantes dos militares, estimuladores da greve e que tumultuaram as tentativas de negociação do governo do estado com a categoria. São eles:
    Capitão Wagner, pré-candidato a prefeito de Fortaleza pelo Pros e estimulador da greve da PM do Ceará:
    – Capitão Wagner (Deputado federal pelo Pros): entre 2011 e 2012 liderou um motim de seis dias da Polícia Militar, marcado por arrastões, assaltos e depredação do patrimônio público. Na época, Cid Gomes era governador. A partir disso teve carreira política meteórica: vereador em 2012, deputado estadual em 2014 e federal em 2018. O mais votado no estado na eleição, com mais de 303 mil votos. É o pré-candidato à prefeitura de Fortaleza que vai melhor nas pesquisas eleitorais. Fez campanha para Bolsonaro, mas se distanciou do presidente no último período: votou contra a reforma da Previdência e tem feito declarações com críticas ao governo em redes sociais e no plenário da Câmara Federal. Dizem que está decepcionado porque Bolsonaro não teria fechado acordo de apoiá-lo em 2020. O PSL – que iria sair como seu vice – estaria construindo candidato próprio.
    – Soldado Noelio (Deputado estadual pelo Pros): soldado, expulso da PM em 2013 por discutir medidas não cumpridas pelo estado após a paralisação da PM de 2012. Em 2015 foi reintegrado. Em 2016 foi eleito vereador e em 2018, deputado estadual com 24.591 votos. Principal aliado do Capitão Wagner.
    – André Fernandes (Deputado estadual pelo PSL): youtuber, com apenas 21 anos foi o deputado estadual mais votado do Ceará com 109.142 votos. Filho de pastor da Assembleia de Deus, diz que sairá do PSL para acompanhar Bolsonaro no Aliança pelo Brasil. Entre os três é o mais próximo do presidente. Estava com ele, em Brasília, almoçando nesta quarta (19), quando o motim policial estourou. Deve ser o candidato bolsonarista no Ceará na eleição de 2020.
    O movimento político e criminoso das associações militares com suas lideranças parlamentares bolsonaristas parece ter dupla motivação: uma de caráter mais nacional que envolve a organização das milícias no estado (aos moldes do que ocorre na Bahia); e outra de ordem mais eleitoral local, numa tentativa de desestruturar os governos municipais e estadual de aliança do PT e PDT no estado.

  • Venda de ativos garantiu o lucro recorde da Petrobras, diz FUP
    Petroleiros suspenderam a greve para negociar

    Venda de ativos garantiu o lucro recorde da Petrobras, diz FUP

    O lucro de R$ 40,1 bilhões registrado pela Petrobrás em 2019 foi turbinado por vendas de subsidiárias estratégicas, como a Transportadora Associada de Gás (TAG) e a BR Distribuidora, campos de petróleo na Bacia de Campos e nas áreas terrestres do Nordeste e do norte capixaba.
    A venda destes e de outros ativos renderam à empresa R$ 44,5 bilhões, segundo a análise feita pela Frente Unica dos Petroleiros.
    “O resultado desse desmonte é o aumento do desemprego. Só no Sistema Petrobrás, foram mais de 270 mil demissões, entre trabalhadores próprios e terceirizados nos últimos anos. Em 2019, a empresa intensificou a redução de seus efetivos, que cairam de 63 mil para 58 mil trabalhadores próprios e de 116 mil para 103 mil terceirizados”.
    Com.o fechamento da Fafen-PR, serão mais de mil famílias afetadas pelo desemprego, segundo a Federação.
    “O balanço da Petrobras reflete também a política de encolhimento promovido pela gestão Castello Branco, que está reduzindo cada vez mais a petrolífera a uma empresa exportadora de óleo cru, concentrada na produção do pré-sal”, diz a nota da entidade.
    Enquanto a área de exploração e produção registrou em 2019 lucro de R$ 49,9 bilhões, 12,9% a mais do que no ano anterior, o lucro da área de refino encolheu 53,1%, em função das baixas cargas das refinarias, principalmente as que foram colocadas à venda.
    A redução da produção do parque de refino fez a empresa amargar quedas nas receitas e aumentar a importação de gasolina, que cresceu 47%, e diesel, que aumentou 19%. Já, a exportação de óleo cru teve um aumento de 24%.‬
    “A política de gestão de Castello Branco faz o Brasil retroceder aos tempos de colônia, obrigando o consumidor a pagar preços de importação, em dólar, para derivados que poderiam ser produzidos nas refinarias da Petrobrás a preços justos, gerando empregos e renda para a população brasileira”, dizem os petroleiros.
    Vendas de ativos e seus resultados, segundo a FUP:

     

  • Quatro batalhões da PM seguem amotinados em Fortaleza; Bolsonaro fala em "guerra urbana"

    Quatro batalhões da PM seguem amotinados em Fortaleza; Bolsonaro fala em "guerra urbana"

    Relato do repórter Alan Magno, do Povo:
    Esposas de policiais militares (PMs) estão desde o fim da tarde desta quinta-feira concentradas em frente ao 18° batalhão de Fortaleza, no bairro Antônio Bezerra. Elas montaram uma espécie de corrente humana na entrada do edifício e estão orando em prol dos policiais.
    O clima no local ainda é de tensão e de várias viaturas da PM e do Corpo de Bombeiros enfileiradas, sem operar. Uma aeronave das forças de segurança do Estado sobrevoa as proximidades. Amotinados bradam em coro: “Eu não vou embora”. 
    O 18° BPM, onde se deu o conflito em que o senador Cid Gomes foi baleado na quarta-feira, foi um dos três batalhões que amanheceram fechados por policiais amotinados em Fortaleza.
    Os outros dois – o 22º BPM, no Papicu, e o 16º BPM, na Messejana – foram ocupados na manhã desta quinta, 20. Em Caucaia, o 12º batalhão também amanheceu fechado. Não há informações sobre o número dos amotinados
    Durante o dia muitos boatos de invasões unidades policias tornaram o clima ainda mais tenso na capital cearense. No centro, manifestações de insegurança entre os comerciantes.
    Por volta do meio dia desembarcaram os primeiros 50 homens da Força Nacional de Segurança, em seguida chegou a noticia do decreto de Garantia da Lei e da Ordem assinado por Bolsonaro e que autoriza a intervenção das Forças Armadas no Estado.
    Mas no fim da tarde a tensão voltou a subir: um grupo de homens encapuzados cercou uma viatura da Polícia Civil, afastou os agentes e levou o carro, encontrado pouco depois.

    Em Brasilia, o presidente Jair Bolsonaro, em rede social, disse que a situação no Ceará é de guerra urbana e com a chegada de militares ao estado, “o bicho vai pegar”.

    “O pessoal que está cometendo delitos, crimes nessas regiões, onde, por um motivo qualquer, por um motivo justo, estão indo as Forças Armadas para lá – tem que entender que o pessoal verde está chegando, e o bicho vai pegar. Porque, se é para tratar com flor essa galera, não fiquem enchendo nosso saco e vão pedir para outras instituições para cumprir esta missão”, afirmou Bolsonaro na transmissão ao vivo.

    “Isso é coisa de responsabilidade, coisa séria. Se estamos em guerra urbana, temos que mandar gente para lá para resolver esse problema.”

    A crise da polícia militar no Ceará, além do risco local, embute outro perigo: o contágio para outros Estados.

    Segundo o Globo, pelo menos em dez Estados há uma situação de conflito entre a polícia militar e o governo, por conta dos baixos salários e as más condições de trabalho, principalmente na base que enfrenta a bandidagem.

    (Com informações de O Povo e G1)

     

     

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  • Receita antecipa restituição do IR

    A partir deste ano a Receita Federal antecipará o pagamento dos lotes de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Tradicionalmente paga em sete lotes, de junho a dezembro, a restituição será paga em cinco lotes, do fim de maio ao fim de setembro.
    Pelo cronograma anunciado hoje (19) pela Receita Federal, o primeiro lote será pago em 29 de maio. Os lotes seguintes serão pagos em 30 de junho, 31 de julho, 31 de agosto e 30 de setembro.
    Também a partir deste ano, o próprio programa gerador da declaração do Imposto de Renda fornecerá a declaração pré-preenchida para os contribuintes com certificação digital. As informações da base de dados da Receita vão diretamente para o programa gerador, cabendo ao contribuinte apenas validar os dados e transmitir a declaração.
    Em vigor desde 2014, a declaração pré-preenchida estava disponível no Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) da Receita, e o contribuinte com certificação digital precisava gerar um arquivo, salvá-lo no computador e somente então o importar para o programa gerador.
    Doações
    Outra novidade é a realização de doações de até 3% do imposto devido a fundos controlados pelos conselhos municipais, estaduais e nacionais do idoso diretamente na declaração anual. Instituída pela Lei 13.797/2019, a novidade vale para declarações a partir de 2020. Até agora, as doações poderiam ser feitas no ano corrente, mas não diretamente na declaração, como ocorre com os fundos para os direitos da criança e do adolescente.
    Por causa da perda de validade da lei que regulamentava o benefício, as contribuições dos patrões para a Previdência Social de empregados domésticos não poderão ser mais deduzidas. De 2006 até o ano passado, o contribuinte poderia abater R$ 1.251,07, correspondente à contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social dos trabalhadores domésticos correspondente ao salário mínimo.
    A Receita também ampliou o prazo para o contribuinte agendar o débito automático da primeira cota ou cota única do imposto. Até agora, quem entregava a declaração até o fim de março tinha direito ao agendamento. A partir deste ano, a funcionalidade estará disponível para quem transmitir o documento até 10 de abril.
    Obrigatoriedade
    O prazo de entrega da declaração começará às 8h de 2 de março e irá até as 23h59min59s de 30 de abril.
    A Receita Federal espera receber 32 milhões de declarações do Imposto de Renda. O programa gerador poderá ser baixado na página da Receita na internet a partir das 8h desta quinta-feira (20).
    Deve entregar a declaração 2020 (ano-base 2019) o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 no ano passado, o equivalente a R$ 2.196,90 por mês, incluído o décimo terceiro. Também deve apresentar o documento quem teve receita bruta de atividade rural superior a R$ 142.798,50; contribuintes com rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte de mais de R$ 40 mil, e contribuintes com patrimônio de mais de R$ 300 mil em 31 de dezembro.
    Também deve entregar a declaração quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou fez operações na bolsa de valores; quem passou à condição de residentes no Brasil em qualquer mês no ano passado e quem optou pela isenção de Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais e comprou outro imóvel até 180 dias depois da venda.
    Deduções
    Exceto no caso das contribuições de empregadas domésticas e de fundos para direitos de idosos, os valores de deduções não mudaram em relação a 2019. O limite de abatimentos na declaração simplificada continuará em R$ 16.754,30. As deduções por dependente, em R$ 2,275,08. As deduções de gastos com educação, em R$ 3.561,30. As contribuições para a previdência complementar poderão totalizar até 12% do rendimento tributável.

  • Petroleiros suspendem paralisação para retomar negociações
    Após as manifestações da quarta-feira no Rio, foi reaberto o diálogo entre grevistas e a Petrobras.

    Petroleiros suspendem paralisação para retomar negociações

    O conselho deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu suspender a greve que completou 19 dias nesta quinta-feira.
    O “indicativo de interrupção” é motivado pela abertura de diálogo da empresa com os trabalhadores e pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).
    A indicação do conselho precisa ser votada em assembleias nas bases sindicais da categoria, o que deve ocorrer até as 15h de hoje (20).
    “A greve foi suspensa devido ao avanço das conquistas da categoria petroleira após esses 19 dias de mobilização da greve, por conquistar o retorno das negociações que era uma das pautas prioritárias. Mas a gente entende que os pontos têm que avançar para serem concretos, não é só dialogar. Estamos suspendendo mostrando uma boa fé negocial”, explicou Luiz Felipe Grubba, dirigente do Sindipetro Unificado de São Paulo.
     

  • Tiros em Cid Gomes radicalizam uma situação que já era grave no Ceará
    Senador Cid Gomes foi baleado ao tentar dispersar um protesto em Sobral, sua cidade. Foto: Reprodução

    Tiros em Cid Gomes radicalizam uma situação que já era grave no Ceará

    O senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado na tarde desta quarta-feira (19)   num protesto de policiais militares que reivindicam aumento salarial, em Sobral no Ceará.

    Ex-prefeito da cidade, sua base eleitoral,  Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, tentou furar um bloqueio montado pelos grevistas na entrada do Batalhão da Polícia Militar da cidade, usando uma retroescavadeira.

    Com um megafone, deu cinco minutos para os manifestantes deixarem o local. Ninguém se moveu, ele avançou e foi atingido por dois tíros na clavícula. Uma bala saiu, outra ficou alojada  perto do pulmão (e foi removida). À noite estáva lúcido e falando, segundo boletim da Santa Casa de Sobra.

    Os tiros no senador em Sobral são o sintoma mais agudo de uma crise que se estende a todo o Ceará. Não há números oficiais, mas a imprensa local informa que, além da capital,  outras 36 cidades do Estado já registram paralisação nas unidades da Polícia Militar.

    Pelo menos em cinco cidades do interior do Ceará, os batalhões da Polícia Militar  amanheceram fechados nesta quarta-feira.

    A paralisação não é declarada, uma vez que os policiais militares são proibidos por lei de fazer greve. Mas tem apoio do sindicato da categoria.

    As mobilizações vem desde o início de dezembro, mas se tornaram violentas a partir da terça-feira, 18, quando iniciou a tramitação, na Assembleia Legislativa do Ceará, da proposta de reajuste salarial e reestruturação das carreiras de policiais e bombeiros militares do estado.

    Já na noite de terça, pneus de veículos da PM foram esvaziados no município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. O caso aconteceu no 12º Batalhão.

    No mesmo dia, três policiais foram presos depois que esvaziarem os pneus e abandonarem um carro da polícia, num bairro de Fortaleza. Eles estavam armados e usavam balaclavas, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.

    Na madrugada desta quarta-feira, um grupo encapuzado invadiu a sede do 22º Batalhão da Polícia Militar, no Bairro Papicu, em Fortaleza, e levou dez viaturas policiais. Agentes que trabalham no local relataram que os homens não aparentavam estar armados e não houve violência.

    No 17º Batalhão da PM, localizado no Bairro Conjunto Ceará, cerca de 20 suspeitos mascarados invadiram o pátio e rasgaram com facas os pneus de carros da polícia e veículos particulares de agentes.
    Homens encapuzados levaram viaturas de um batalhão. Foto: Reprodução.
    O governo do estado anunciou a abertura de processo disciplinar contra mais de 200 policiais dissidentes. Solicitou o reforço da Força Nacional e cortou o repasse de verba para associações policiais que, de acordo com o governo, apoiam os atos grevistas.

    Em Sobral a situação tornou-se tensa nos últimos dias.
    Nesta quarta-feira, grevistas esvaziaram pneus de carros da polícia para impedir que o trabalho dos agentes de segurança atuem na ruas. 
     Homens encapuzados, em viaturas percorreram o centro da cidade ordenando o fechamento do comércio.
    E um bloqueio foi montado para impedir a saida de viaturas do Batalhão da PM local, o que provocou a reação do senador Cid Gomes, que chegou à cidade às 16 horas.

    Reivindicação salarial

    A proposta do governo do estado que tramita na Assembleia Legislativa do Ceará é elevar o salário-base de um soldado dos atuais R$ 3,2 mil para R$ 4,5 mil. O aumento de R$ 1,3 mil será dado de forma progressiva, até 2022.

    Polícia Civil nas ruas

    Com a paralisação virtual da PM, a Polícia Civil está desempenhando as ações de policiamento ostensivo. Desde terça, equipes formadas por inspetores, escrivães e delegados de Polícia Civil passaram a reforçar a segurança, de forma ostensiva e preventiva no estado.

    Os agentes atenderam à convocação do governador Camilo Santana para realizar ações preventivas na capital cearense, Região Metropolitana e cidades do interior, como Juazeiro do Norte e Sobral.

    Além de atuar nas ruas, os policiais civis darão apoio às delegacias plantonistas.

    (Com informações do G1, O Povo e SSP-CE)
  • Cais Mauá: nova decisão judicial considera legal a rescisão do contrato

    Em decisão publicada na tarde desta terça-feira (18/2), a juíza federal Daniela Cristina de Oliveira Pertile Victoria indeferiu liminar requerida pelo consórcio Cais Mauá do Brasil em ação que busca suspender a rescisão do contrato de revitalização do Complexo Cais Mauá e impedir a contratação de nova empresa para esta finalidade.
    Conforme a decisão, o rompimento foi realizado pelo governo do Estado com vistas ao interesse coletivo, já que é a população, em última análise, a destinatária do contrato, que tem por objeto a revitalização de um complexo de lazer importante para a comunidade gaúcha.
    Um dos pontos atacados pelo consórcio tratava da não participação da União e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no procedimento de rescisão contratual.
    Em sua decisão, a juíza afirma que inexiste norma legal que ampare a necessidade de manifestação da Antaq no processo e que, para a União, é impossível acordar sobre relação jurídica da qual não participa, já que o contrato cuidou de exploração de área não afeta à operação portuária.
    A decisão também refutou as alegações da empresa sobre má formação do contrato e fatos supervenientes que demandariam reequilíbrio do negócio, destacando, por outro lado, que há indícios concretos sobre as dificuldades do consórcio executar as obras no tempo e no modo pactuados em virtude de sua incapacidade econômico-financeira.
    Conforme o juízo de primeiro grau, a rescisão unilateral foi precedida de regular processo administrativo com aberturas de prazo para apresentação de defesa por parte do consórcio, afastando a alegação de ausência de atendimento ao devido processo legal na rescisão do contrato.
    A juíza refere ainda que “o conjunto probatório não se mostra suficiente à comprovação dos fatos que constituiriam a tese autoral. Em cognição sumária, não se fez prova da existência de vício ou irregularidade capazes de macular o ato rescisório, havendo de prevalecer, dessa forma, o princípio da presunção de legitimidade dos atos administrativos.”
    Conforme o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, a decisão da Justiça reconhece a legalidade do procedimento adotado pelo Estado na rescisão do contrato com a Cais Mauá do Brasil e representa uma vitória para os gaúchos.
    A rescisão do contrato com o consórcio Cais Mauá do Brasil foi decidida em maio de 2019 pelo governador Eduardo Leite, após longo processo de estudos técnico e jurídico.
    Em agosto do mesmo ano, o Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF4)  suspendeu, em caráter liminar os efeitos do rompimento do contrato pelo Estado.
    (Com informações da Ascom PGE)

  • Com greve declarada ilegal petroleiros promovem "grande marcha" no Rio

    Com greve declarada ilegal petroleiros promovem "grande marcha" no Rio

    O ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), atendeu nesta segunda-feira (17) o pedido da Petrobras e considerou “abusiva e ilegal” a greve dos petroleiros, que já dura 18 dias.
    A decisão autoriza que a estatal tome “medidas administrativas cabíveis”, como corte de salários, sanções disciplinares e demissão por justa causa.
    A resposta dos grevistas é a convocação, para esta terça-feira, 18, de “uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil” no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, onde está instalada a “Vigília Resistência Petroleira” desde o dia 1º de fevereiro. Em todas unidades da Petrobras pelo país haverá manifestações, segundo a FUP.
    Pela decisão do STF, os sindicatos terão que cumprir o percentual mínimo de 90% dos trabalhadores em atividade.
    A decisão é em caráter liminar. O julgamento definitivo da questão no TST está marcado para 9 de março.
    O ministro estipulou multas aos sindicatos entre R$ 250 mil e 500 mil  por dia, em caso de descumprimento.
    A paralisação começou em 1º de fevereiro, contra o fechamento e demissão dos funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), subisidiária da Petrobras. Agora ela ampliou a pauta, em defesa da estatal e contra as privatizações.
    Gandra entendeu que a greve teve motivação política porque foi deflagrada em solidariedade a empregados dispensados de uma subsidiária.
    Na semana passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, havia determinado que 90% dos petroleiros mantivessem as atividades.
    A Petrobras alegou ao TST que  50% dos integrantes da categoria estavam parados.
    “No caso concreto, foram expedidas duas ordens judiciais, fixando o percentual mínimo de 90% de trabalhadores em atividade, dadas as condições especiais da atividade de extração e refino de petróleo e gás natural, cujo maquinário e operações podem ser substancialmente afetados pela tentativa de se operar em quantitativo menor.”
    A paralisação da categoria já dura 18 dias e, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), atinge agora 121 unidades, incluindo 58 plataformas, 11 refinarias e 24 terminais, que concentram 64% dos efetivos operacionais da Petrobras e subsidiárias –  num total de 21 mil grevistas em 13 estados.
    A Petrobras tem 33 mil trabalhadores e admitiu em declaração ao TST, ao pedir a ilegalidade de greve, que 50% dos seus empregados estão parados.

  • Greve dos petroleiros: refinarias estão operando com  equipes de contingência
    Grevistas denunciam os riscos da operação com equipes de contingência. Foto:FUP/divulgação

    Greve dos petroleiros: refinarias estão operando com equipes de contingência

    Mais de 20 mil funcionários da Petrobras estão em greve, segundo a Frente Única dos Petroleiros, que lidera o movimento.
    Para evitar o risco de desabastecimento de combustíveis a estatal opera com “equipes de contingência” que estão mantendo a produção.
    “Os profissionais contratados pela companhia, com autorização da Justiça, vêm trabalhando em condições precárias, com escalas de trabalho que colocam em risco sua integridade física e psicológica, além da segurança das instalações da empresa”, diz a denúncia do secretário de Assuntos Jurídicos e Institucionais da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar.
    Na última semana, o presidente da Petrobras Roberto Castelo Branco garantiu que os profissionais contratados em regime de urgência até o final da paralisação garantiriam a produção de petróleo.
    Outro que se posicionou a respeito da greve foi o diretor-geral da Agência de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Décio Odone, afirmando que não haveria impacto ao mercado.
    No entanto, o dirigente demonstrou preocupação com as equipes de contingência, lembrando que elas são menores na comparação com os trabalhadores em regime normal.
    A ANP, agência reguladora, enviou um ofício ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) demonstrando seu temor em relação a esta situação.
    Atualmente 12 refinarias aderiram ao movimento grevista, segundo a FUP. A gerência da Petrobras vem recorrendo nos últimos dias a empresas estrangeiras para manter o abastecimento dos postos, mas a condição é temporária.
    “Tudo isso vai ter um limite, não tem como as importadoras garantirem o abastecimento do mercado nacional se as refinarias vierem a parar por situação de emergência ou de esgotamento físico como, por exemplo, está acontecendo na Refinaria de Cubatão, onde já três unidades de processo foram paradas porque as pessoas não conseguem mais operar por questões de segurança, poderiam colocar em risco todas as instalações e as comunidades no entorno”, alertou Deyvid.