Autor: da Redação

  • Jornal diz que médicos cubanos serão recontratados pelo governo brasileiro

    Jornal diz que médicos cubanos serão recontratados pelo governo brasileiro

    Do El Pais:
    Os médicos cubanos que atuavam no programa Mais Médicos e decidiram permanecer no Brasil mesmo depois que Cuba rompeu o acordo de cooperação com o país, em novembro de 2018, deverão ser reincorporados na atenção básica a partir das próximas semanas.
    O governo Bolsonaro prepara um edital, que será lançado ainda em fevereiro, que prevê a readmissão de 1.800 profissionais com contrato de permanência de dois anos. Eles não precisarão ter feito o Revalida —exame que permite a validação no Brasil de diplomas obtidos no exterior.
    Atualmente, segundo dados do Ministério da Saúde, existem 757 vagas de médicos ociosas por conta da constante desistência de substitutos nos municípios mais vulneráveis.
    Assim como pretendia o Mais Médicos da petista Dilma Rousseff, o plano é que os cubanos preencham essas vagas e reforcem a rede de atenção básica nas cidades de extrema pobreza e de difícil acesso, que historicamente têm mais dificuldades para fixar médicos.
    A atuação dos cubanos na atenção básica foi um tema controverso do programa federal petista e alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro desde que ele exercia mandato na Câmara dos Deputados.
    Bolsonaro questionava a capacidade desses profissionais, que tinham permissão para exercer a medicina exclusivamente no Mais Médicos sem a validação de seus diplomas. “Vamos expulsar com o Revalida os cubanos do Brasil”, declarou o presidente durante a campanha presidencial.
    Bolsonaro afirmava ainda que esses profissionais estavam no Brasil para “formar núcleos de guerrilha” e comparava o modelo de contratação deles no país à “escravidão”.
    Os médicos cubanos atuavam no país por meio de um convênio com Cuba intermediado pela Organização Pan Americana da Saúde (OPAS), em que 70% da remuneração desses profissionais ia para o Governo da ilha e o restante ficava com os profissionais.
    Cuba mantém acordo semelhante com outros países, o que lhe rende 42 bilhões de reais por ano.
    Na discussão do novo programa Médicos para o Brasil no Congresso, uma emenda incluiu a recontratação excepcional dos cubanos que já atuavam no Mais Médicos. O Ministério da Saúde destaca que essa decisão não foi do Governo, mas fruto uma lei aprovada pelos parlamentares.
    O presidente Bolsonaro sancionou a lei com as modificações.
    No último ano, o Governo já vinha sinalizando para a possibilidade de reincorporar esses profissionais. A coordenadora do programa, Mayra Pinheiro, chegou a contatar parte desses profissionais por meio do Telegram ainda no período de transição governamental.
    “Existe essa possibilidade, inclusive estamos procurando esses médicos cubanos, até preocupados do ponto de vista humanístico de como eles estão vivendo no Brasil. O interesse é que, através do Conselho Federal de Medicina (CFM), a gente consiga encontrá-los e reincorporá-los à atividade com a avaliação do Conselho e a possível revalidação dos seus diplomas”, declarou.
    Agora, com a reincorporação, os médicos cubanos receberão a bolsa integral do programa, que é de cerca de 12.000 reais. E, assim como na época em que foram desligados, continuarão sem a exigência de validação do diploma.
    O secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Erno Harzheim, explica que o certame a ser lançado nos próximos dias terá um novo formato, já que se trata de um chamamento público e não propriamente um edital.
    Será direcionado especificamente aos profissionais cubanos que estavam atuando na atenção básica pelo Mais Médicos no dia 13 de novembro de 2018 (quando Cuba anunciou a saída do programa após críticas do recém-eleito Bolsonaro).
    Outra exigência é que eles tenham permanecido no país até o dia primeiro de agosto de 2019, na condição de naturalizado, residente ou com pedido de refúgio. Essa data é referência porque é a data da Medida Provisória que criou o novo programa do Governo, Médicos para o Brasil.
    “Não tem edital de concorrência. Todos os 1.800 médicos cubanos que atendem a esses critérios serão chamados”, diz Harzheim.
    O número de contratados dependerá da apresentação voluntária desses profissionais. Desde o fim da cooperação com Cuba, há um ano e três meses, centenas de médicos cubanos esperam um aceno de Bolsonaro para voltarem a exercer a profissão no país.
    Sem a realização do Revalida (a prova que valida o diploma e permite o exercício da medicina no país) desde 2017, eles vinham trabalhando em serviços gerais, que iam de terapias alternativas a vigia de posto de saúde. A luta para voltar ao programa esbarrava na resistência da classe médica, com forte influência na reformulação do programa de provimento de profissionais nesta gestão. O Conselho Federal de Medicina historicamente reivindica a exigência do Revalida e a oferta de vagas exclusivamente para os profissionais com CRM.
    O Governo Bolsonaro tem feito uma migração gradual do antigo Mais Médicos para uma nova concepção do programa no Médicos para o Brasil, agora focado especificamente nas cidades mais vulneráveis. Com isso, os vários editais que têm sido lançados ao longo do último ano têm excluído os municípios maiores, capitais e regiões metropolitanas. Para repor as vagas deixadas pela decisão de Cuba de encerrar o convênio, o Governo abriu inicialmente editais exclusivamente voltados para médicos brasileiros. Como as vagas não foram completamente preenchidas, foram abertas convocatórias para médicos brasileiros formados no exterior que também não haviam conseguido revalidar o diploma no país. As vagas não foram ofertadas aos profissionais estrangeiros, centro das críticas ao programa Mais Médicos, embora houvesse essa previsão na lei que instituiu o programa, em 2013. Agora, com pelo menos 757 vagas ainda ociosas somente nas cidades mais vulneráveis por conta da desistência de médicos substitutos, o Governo irá reincorporar os médicos cubanos.
     
    De acordo com o jornal El País, o Ministério da Saúde prepara um edital para este mês de fevereiro, para readmissão de 1.800 médicos cubanos que vieram ao Brasil por meio do programa Mais Médicos, criado no governo de Dilma Rousseff (PT).
    O contrato prevê permanência de dois anos e não exige a revalidação do diploma.
    O governo espera preencher pelo menos as 757 vagas das localidades mais vulneráveis do país, de difícil fixação de médicos, deixando a população carente também de assistência à saúde.
    A medida, se efetivada, signfica um recuo do governo Bolsonaro.
    Assim que assumiu, o presidente chegou a dizer que “daria uma canetada para enviar 14 mil médicos cubanos de volta ao seu país para atender “petistas que seriam presos em Guantánamo“, famosa prisão dos Estados Unidos em Cuba.
     

  • Greve dos petroleiros entra na terceira semana e pode afetar abastecimento

    Greve dos petroleiros entra na terceira semana e pode afetar abastecimento

    A greve dos petroleiros iniciada dia 1º de fevereiro, tem sido ignorada pelos principais jornais e sites noticiosos. Mas, ao entrar na sua terceira semana, ela tende a se tornar uma séria dor de cabeça para o governo e será inevitável que chegue às manchetes.
    A   possibilidade de faltar combustíveis nos próximos dias foi admitida pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
    Em carta ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), na semana passada,  Oddone alertou que a “situação foge à normalidade”, embora a Petrobras ((PETR3 e PETR4), tenha alocado equipes de contingência para atuar nas unidades operacionais para assegurar a operação e a segurança.
    Em novo balanço da paralisação divulgado no fim de semana, os grevistas anunciam mais adesões ao movimento e afirmam que “enquanto a direção da Petrobras se negar a dialogar com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), a paralisação continua.
    A greve foi deflagrada pela decisão da Petrobrás de fechar demitir os 114 funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen).
    Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos.
    Até o momento, segundo a FUP, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás.
    A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.
    Na Bahia, os trabalhadores da Estação de Distribuição de Gás de Camaçari também paralisaram as atividades neste domingo.
    Segundo a FUP, são 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).
    No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

    Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.

    Em Araucária, petroleiros e petroquímicos da Fafen-PR e suas famílias seguem acampados em frente à fábrica, resistindo ao fechamento da unidade e lutando para reverter as demissões anunciadas pela Petrobrás e que já tiveram início no último dia 14.
    Nesta terça-feira, 18, uma grande marcha nacional em defesa do emprego, da Petrobrás e do Brasil será realizada no Rio de Janeiro, com a participação de caravanas de trabalhadores de vários estados.
    A concentração será a partir das 16h, em frente à sede da Petrobrás, onde está instalada a Vigília da Resistência Petroleira.
    Se for confirmada a greve anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos (Sindicam) para começar esta segunda-feira, a situação tende a se tornar caótica.
    Segundo a FUP, 20 mil petroleiros, em 116 unidades da Petrobras, estão mobilizados. Entre eles, de 56 plataformas, 11 refinarias, 23 terminais, sete termelétricas, uma usina de biocombustíveis e uma fábrica de fertilizantes, dentre outras, espalhadas em metade do Brasil: Amazonas, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
    Quadro nacional da greve – 15/02
    57 plataformas
    11 refinarias
    23 terminais
    7 campos terrestres
    7 termelétricas
    3 UTGs
    1 usina de biocombustível
    1 fábrica de fertilizantes
    1 fábrica de lubrificantes
    1 usina de processamento de xisto
    2 unidades industriais
    3 bases administrativas
    A greve em cada estado
    Amazonas
    Termelétrica de Jaraqui
    Termelétrica de Tambaqui
    Terminal de Coari (TACoari)
    Refinaria de Manaus (Reman)
    Ceará
    Plataformas – 09
    Terminal de Mucuripe
    Temelétrica TermoCeará
    Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor)
    Rio Grande do Norte
    Plataformas – PUB-2 e PUB-3
    Ativo Industrial de Guamaré (AIG)
    Base 34 e Alto do Rodrigues – mobilizações parciais
    Pernambuco
    Refinaria Abreu e Lima (Rnest)
    Terminal Aquaviário de Suape
    Bahia
    Terminal de Candeias
    Terminal de Catu
    UO-BA – 07 áreas de produção terrestre
    Refinaria Landulpho Alves (Rlam)
    Terminal Madre de Deus
    Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO)
    Espírito Santo
    Plataforma FPSO-57 e FPSO-58
    Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR)
    Terminal Aquaviário de Vitória (TEVIT)
    Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC)
    Sede administrativa da Base 61
    Minas Gerais
    Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité)
    Refinaria Gabriel Passos (Regap)
    Rio de Janeiro
    Plataformas – P08, PNA1, PPM1, PNA2, PCE1, PGP1, PCH1, PCH2, P07, P09, P12, P15, P18, P19, P20, P25, P26, P31, P32, P33, P35, P37, P40, P43, P47, P48, P50, P51, P52, P53, P54, P55, P56, P61, P62, P63, P74, P76, P77
    Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB)
    Terminal de Campos Elíseos (Tecam)
    Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB)
    Refinaria Duque de Caxias (Reduc)
    Terminal Aquaviário da Bahia da Guanabara (TABG)
    Terminal da Bahia de Ilha Grande (TEBIG)
    Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj)
    São Paulo
    Terminal de São Caetano do Sul
    Terminal de Guararema
    Terminal de Barueri
    Refinaria de Paulínia (Replan)
    Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap)
    Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap)
    Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC)
    Plataformas (04) – Mexilhão, P66, P67 e P69
    Terminal de Alemoa
    Terminal de São Sebastiao
    Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA)
    Termelétria Cubatão (UTE Euzébio Rocha)
    Torre Valongo – base administrativa da Petrobras em Santos
    Terminal de Pilões
    Mato Grosso do Sul
    Termelétrica de Três Lagoas (UTE Luiz Carlos Prestes)
    Paraná
    Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)
    Unidade de Industrialização do Xisto (SIX)
    Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa)
    Terminal de Paranaguá (Tepar)
    Santa Catarina
    Terminal de Biguaçu (TEGUAÇU)
    Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ)
    Terminal de Guaramirim (Temirim)
    Terminal de São Francisco do Sul (Tefran)
    Base administrativa de Joinville (Ediville)
    Rio Grande do Sul
    Refinaria Alberto Pasqualini (Refap)

  • Sarampo: campanha vai até março

    A Campanha Nacional contra o Sarampo segue até dia 13 de março para o público de 5 a 19 anos. A meta do Ministério da Saúde é vacinar três milhões de pessoas nesta faixa etária.
    A campanha quer interromper a transmissão do sarampo, eliminar a circulação do vírus e garantir altas coberturas vacinais. Nesse sábado, no Dia D de mobilização, 42 mil postos em todo o país abriram as portas para vacinar contra o sarampo.

  • Airbag defeituoso que já matou 22 fez primeira vítima no Brasil

    Airbag defeituoso que já matou 22 fez primeira vítima no Brasil

    A Honda comunicou na noite desta sexta-feira (14) um caso de acidente com morte envolvendo um veículo da marca equipado com os airbags defeituosos da Takata.
    Não foram divulgados detalhes. A Honda informou apenas que o acidente ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo um Civic 2008.
    A empresa disse que a perícia “determinou que houve a ruptura anormal do insuflador do airbag Takata, causando ferimentos que levaram à morte do motorista.”
    Este é o primeiro caso de morte envolvendo veículos equipado com os chamados “airbags mortais” no Brasil.
    Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história.
    Em setembro de 2018, a Honda informou que havia 28 ocorrências de rupturas das bolsas no Brasil, com 11 feridos.
    A Honda ainda disse que “já comunicou as autoridades competentes e seguirá colaborando disponibilizando as informações sobre a ocorrência.”
    De acordo com a empresa, o Civic acidentado foi convocado para o recall em 2015 para troca do insuflador do airbag do lado do motorista, mas o proprietário não levou o carro para a realização do reparo.
    Em nota, a fabricante ainda informou que “continua a convocar proprietários de veículos afetados pelos recalls do insuflador de airbags Takata e pede para que levem, com urgência, seus veículos a uma concessionária autorizada para o reparo.”
    Os proprietários podem checar no link se seus veículos precisam de reparo. O agendamento pode ser feito pelo mesmo site ou pelo telefone: 0800-701-3432.
    Além da Honda, outras 14 marcas convocaram recalls para trocar o equipamento defeituoso no país.
    Esses airbags da Takata estão ligados a 22 mortes nos Estados Unidos, na Austrália e na Malásia, e provocaram o maior recall da história. O caso ficou conhecido como o dos “airbags mortais”.
    A Takata revelou o defeito em 2013.
    Desde então, somente no Brasil, mais de 2 milhões de carros, de 15 diferentes marcas, foram chamados para a troca da peça defeituosa desses airbags, chamada insuflador.
    O insuflador é uma espécie de caixa metálica que abriga o gás que faz a bolsa de ar inflar. O defeito nessa peça causa uma abertura forte demais quando o airbag é acionado.
    Além disso, a falha gera trincas no insuflador e, com a explosão do airbag, ele se estilhaça, atirando pedaços de metal contra os ocupantes, causando ferimentos que podem ser fatais e já foram comparados a facadas.
     
     

  • Um general na Casa Civil, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar
    General Braga Neto substitui o deputado Onix Lorenzoni

    Um general na Casa Civil, pela primeira vez desde o fim da ditadura militar

    Depois de uma desgastante “fritura”, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a mudança: o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, deixará o cargo para assumir o lugar de Osmar Terra no Ministério da Cidadania.
    Terra, que tem mandato de deputado federal, voltará para a Câmara.
    Para o lugar de Onix, na Casa Civil foi nomeado o general Walter Souza Braga Netto, que atualmente ocupa a chefia do Estado-Maior do Exército, considerada a segunda posição na hierarquia da força militar.
    O anúncio foi feito por Bolsonaro em publicação no Twitter.
    É a primeira vez, desde o fim da ditadura (1964-1985), que um militar ocupa a Casa Civil, que tem status de ministério e cuida da articulação política do governo.
    O último general no cargo foi o general Golbery do Couto e Silva, considerado o estrategista do regime militar. Golbery chefiou a Casa Civil nos governos de Castello Branco, Ernesto Geisel e João Figueiredo.
    A cerimônia de posse nos cargos será realizada na terça-feira (18), no Palácio do Planalto, às 15 h. Bolsonaro não informou quando as trocas serão formalizadas no Diário Oficial da União.
    Com a mudança, só militares ocupam gabinetes de ministros no Planalto
    Desde que assumiu, há pouco mais de um ano, o presidente Jair Bolsonaro já fez sete mudanças no primeiro escalão.
    Houve trocas no Ministério da Educação (Ricardo Velez por Abraham Weintraub), na Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebianno por Floriano Peixoto e, em seguida, por Jorge Oliveira), na Secretaria de Governo (Santos Cruz por Luiz Eduardo Ramos) e, na semana passada, no Ministério do Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto por Rogério Marinho).
    A Casa Civil coordena o andamento das ações dos ministérios, em uma espécie de centro de governo. A pasta também tem uma secretaria que trata da entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
    Já o Ministério da Cidadania é responsável pela área social do governo. A pasta gere os programas Bolsa Família, Criança Feliz e Progredir, por exemplo. Além disso, é responsável pela Secretaria Especial de Esporte, que substituiu o extinto Ministério do Esporte.
    Quem é Braga Netto
    General de quatro estrelas, Walter Souza Braga Netto, nasceu em Belo Horizonte (MG), o militar tem 63 anos de idade. Atualmente chefia o Estado-Maior do Exército, um dos principais cargos dentro da força.
    Além de comandar a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, em 2018, Braga Netto foi comandante Militar do Leste, responsável pelas atividades do Exército nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
    O militar ainda foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. Ele também trabalhou no serviço de inteligência do Exército e foi observador militar durante a missão de paz das Nações Unidas no Timor Leste, no sudeste asiático
    Novo ministro da Cidadania
    Deputado federal licenciado do mandato, Onyx participou da campanha eleitoral de 2018 ao lado de Bolsonaro e, após o resultado, coordenou a equipe de transição.
    Na Casa Civil, atuava como um dos principais interlocutores do presidente da República. O ministro chegou a ir ao Congresso em algumas ocasiões para entregar pessoalmente projetos de interesse do governo.
    Depois, entretanto, deixou de ser o responsável pela articulação política e também deixou de comandar o programa de concessões do governo federal.
    Em um vídeo publicado nas redes sociais após o anúncio de Bolsonaro, Onyx afirmou que concluiu a “missão” dada pelo presidente. Disse também que assumirá outra missão no governo, à frente do Ministério da Cidadania, trabalhando com “zelo”.
    “O time Bolsonaro é humilde, é unido, é forte. E aqui não importa o número da camiseta”, disse Onyx.
    Saída de Osmar Terra
    Também deputado federal licenciado, Osmar Terra deverá retomar o mandato na Câmara. Ele é filiado ao MDB do Rio Grande do Sul.
    Após o anúncio de Bolsonaro, Terra divulgou a seguinte nota: “Eu estarei onde for mais importante para o governo e para o presidente Jair Bolsonaro. Sou deputado no sexto mandato, com muito orgulho. Agradeço ter ajudado o Brasil e quero continuar ajudando onde estiver. Desejo sorte ao companheiro Onyx Lorenzoni.”
    Osmar Terra comandou de 2016 a 2018 o Ministério do Desenvolvimento Social, no governo de Michel Temer. Por sugestão de Onyx, foi convidado por Bolsonaro a assumir o Ministério da Cidadania a partir de 2019.
    A pasta até então comandada por Osmar Terra unificou os ministérios do Desenvolvimento Social, do Esporte e da Cultura.
    Bastidores das negociações
    Bolsonaro convidou Braga Netto para a Casa Civil ainda em janeiro deste ano. Antes, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, também chegou a ser sondado para o cargo, mas não aceitou.
    (Com informações da Agencia Brasil e G1)

  • Cientista mineiro desenvolve vacina para dependentes de drogas
    Frederico Garcia é médico e pesquisador da UFMG. Foto: reprodução.

    Cientista mineiro desenvolve vacina para dependentes de drogas

    Um grupo de pesquisa liderado pelo cientista Frederico Garcia, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), está testando uma vacina para tratar dependentes de cocaína e de seus derivados, como o crack.
    A dependência da droga é um problema de saúde pública mundial.
    Na universidade, o professor lidera o Núcleo de Pesquisa em Drogas, Vulnerabilidade e Comportamentos de Risco a Saúde e coordena o Centro de Referência em Drogas.
    Professor destaca que a vacina não pode ser vista como solução única para o complexo problema da dependência.
    A pesquisa para a vacina contra a cocaína começou como uma tentativa de proteger fetos de mães usuárias de crack dos malefícios da droga. Hoje, é esperança para pessoas depedentes da cocaína.
    Feita de moléculas da droga, a vacina faz com que o corpo passe a reconhecer a cocaína como um agente estranho e passe a combater sua entrada no organismo.
    Os testes em seres humanos devem começar ainda este ano, após autorização da ANVISA. O medicamento já foi testado em animais.

  • Jovens são os que mais perdem renda com crise e desemprego

    Jovens são os que mais perdem renda com crise e desemprego

    A parcela jovem da população é a que mais perdeu renda no trabalho nos últimos cinco anos, de acordo com a pesquisa Juventude e Trabalho do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Social. É entre os mais jovens também que estão os maiores índices de desigualdade.
    A pesquisa mostra que entre 2014 e 2019, jovens de 15 a 29 anos perderam 14% da renda proveniente do trabalho.
    Entre os jovens mais pobres, esse percentual chegou a 24% e, entre analfabetos, 51%. “O elemento fundamental um para lidar com essa situação é a educação. Não se pode errar na educação”, dizo diretor da FGV Social, Marcelo Neri.
    De acordo com a publicação, enquanto outros grupos tradicionalmente excluídos como analfabetos, negros e moradores das regiões Norte e Nordeste apresentam reduções de renda pelos menos duas vezes maior que a da média geral nesse período de crise econômica no Brasil, esta perda foi cinco vezes maior entre jovens de 20 a 24 anos.
    O desemprego, segundo Neri, afetou os jovens, mas a precarização do trabalho também. “O desemprego é um componente importante, mas não é o único e não é o maior. O desemprego é alto, mas a perda por precarização, por informalidade e redução de salário é tão grande quanto o desemprego”, diz.
    O cenário provoca descrença entre os jovens. Neri diz que 30% dos jovens brasileiros acreditam que não têm perspectiva de ascender socialmente pelo trabalho. Isso colocar o Brasil em 103º lugar em um ranking de 130 países.
    No Peru, esse percentual é 3%. “As ferramentas do jovem de inserção, que são educação e trabalho, na visão do jovem esses elementos estão aquém do que eles precisam”, diz Neri.
    Descrentes, o percentual dos chamados nem-nem, ou seja, aqueles que não estudam, nem trabalham passou de 23,4% em 2014 para 26,2% 2019.
    Entre os jovens que são chefes de família, esse percentual cresceu de 15,19% para 22,67% no período. Entre mulheres, passou de 27,84% para 30,25%.
    “O jovem tem que acreditar que é possível subir na vida senão para que vai estudar e trabalhar para sobrevivência?”, diz o diretor. “[A situação dos Nem-Nem] é um vácuo que foi formado e precisa ser ocupado com coisas positivas e concretas. O jovem tem que conseguir vislumbrar isso, o que não está conseguindo com a situação atual”.
    De acordo com Neri, uma educação mais voltada para a realidade do jovem, ensino técnico para capacitar para o mercado e melhorias no ambiente de trabalho são fatores que podem contribuir para melhorar o cenário. O estudo está disponível na internet.
    (Com Agência Brasil|)

  • Prêmio Sesc de Literatura edita obra do vencedor

    Escritores com obras na gaveta têm até 20 de fevereiro para garantir a participação no Prêmio Sesc de Literatura 2020. O prêmio é uma edição de 2 mil exemplares da obra por uma editora nacional.
    A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo site www.sesc.com.br/portal/site/premiosesc, onde também é possível acessar ao regulamento. Podem participar autores com obras inéditas nas categorias conto e romance.
    Além da publicação pela editora Record, os vencedores realizam um circuito por unidades do Sesc de todas as regiões do Brasil falando sobre suas obras.
    Lançado em 2003, o concurso já revelou 29 novos autores e recebeu mais de 14 mil inscrições de livros. Além de conceder oportunidades a novos talentos, o Prêmio tem como objetivo promover uma renovação do panorama literário brasileiro.
     

  • Banrisul vai fechar agências e investir em tecnologia em busca de eficiência
    Em fevereiro de 2020, o presidente Claudio Coutinho anunciou lucro líquido recorde do Banrisul. Foto: Adelar de Freitas/Banrisul

    Banrisul vai fechar agências e investir em tecnologia em busca de eficiência

    O Banrisul registrou um lucro líquido recorde de R$ 1,34 bilhão em no ano passado, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira. Representa um crescimento de 28,2% na comparação com o lucro registrado no balanço anterior.
    A orientação, adotada ainda no governo Sartori, de concentrar os esforços nas operações dentro do Rio Grande do Sul e a decisão do atual governo de manter grande parte da diretoria, foram apontadas entre os fatores que garantiram o bom desempenho do banco. “Eu diria que houve uma continuidade com aperfeiçoamento”, disse o presidente do Banrisul, Claudio Coutinho.
    Para 2020, o desafio é combinar ” redução de despesas com maior eficiência operacional”. Nesse sentido, está sendo feita uma avaliação de agências que podem ser fechadas e fundidas com outras.
    A extinção de seis agências na região metropolitana de  Porto Alegre, que encerrarão atividades ou se fundirão com outras,  já estão decidida. Outras três agências, na mesma região, se tornarão “postos bancários” (uma redução da estrutura) e mais três no interior gaúcho, sendo uma em Caxias do Sul, também serão fundidas.
    Coutinho considera pequeno o número total de agências que terão suas atividades encerradas e garante que nos municípios que contam com apenas uma agência do Banrisul, o serviço vai ser mantido, mesmo quando a agência for deficitária.
    Ao mesmo tempo o banco vai aumentar seus investimentos em “modernização tecnológica” em mais de 30%: em 2019 foram R$ 298 milhões para essa área.  Em 2020, estão previstos no orçamento  R$ 406,3 milhões de investimento em tecnologia.
    A ideia é melhorar os processos já existentes, criar novos produtos e aprimorar os canais digitais. As operações feitas nos canais digitais do banco, no ano passado, representaram 54,5% do total realizado, contra 50,8% em 2018.
    Em 2019, os canais de Internet Banking e Mobile Banking tiveram 274,7 milhões de acessos, 34,8% superior ao ano anterior, equivalendo a uma média de 752,7 mil acessos diários.
    (Com informações da Assessoria de Imprensa e do Jornal do Comércio)
     

  • Idec divulga carta de apoio ao projeto de Marchezan para o transporte coletivo

    Uma das mais respeitadas organizações de defesa do consumidor no Brasil, o IDEC enviou  carta a todos os vereadores e à administração municipal de Porto Alegre (RS) analisando o Projeto Transporte Cidadão.
    A iniciativa foi lançada pela Prefeitura no dia 27 de janeiro com o objetivo de reduzir a tarifa dos ônibus na cidade para R$ 2 até o final de 2021 e zerar a tarifa para trabalhadores registrados.
    “O Instituto vê a proposta como um grande avanço e a apoia sua aprovação, mas chama a atenção para alguns pontos que considera críticos. A redução da tarifa seria implantada por meio da busca de recursos de origens extra-tarifárias”.
    “A proposta é inédita, urgente e necessária, em Porto Alegre e nas maiores cidades do Brasil. Os constantes aumentos no preço da tarifa têm impedido o acesso ao transporte público, levando à perda de passageiros de ônibus e ao aumento do uso de transporte individual”, afirma Rafael Calabria, pesquisador de Mobilidade do Instituto.
    Segundo ele, a falta de acesso ao transporte público impede que as pessoas alcancem outros direitos, como saúde, educação, lazer etc., gerando exclusão social. Também prejudica o meio ambiente, já que a alternativa que sobra é o uso do transporte individual, o que aumenta o trânsito e a emissão de poluentes.
    Pontos positivos do Projeto Transporte Cidadão
    Taxar o transporte por aplicativo: é importante e está em sintonia com com a Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU, que prevê taxar o uso do carro como meio para baratear o transporte público. A taxa não oneraria muito o valor das viagens para o usuário, sendo esse impacto menor do que o preço dinâmico do próprio aplicativo.
    Zerar o vale-transporte e criar uma taxa para que as empresas privadas da cidade colaborem com o custo do serviço: a ideia é semelhante às já adotadas em outras cidades brasileiras, como  Vargem Grande Paulista-SP, e de outros países, como a França, onde o modelo é nacional.
    Prefeitura assumir o pagamento do custo da gestão do sistema de transporte: retirando esse custo do valor da tarifa paga pelo usuário.
    Pontos negativos do Projeto Transporte Cidadão
    -Retirada dos cobradores: o Idec defende sua permanência nos veículos. Isso porque ainda existem muitos passageiros que não têm acesso à bilhetagem eletrônica, e a rede de atendimento não é suficiente, principalmente no período noturno. Esses profissionais também cumprem a função de ajudar os passageiros, dando informações, e auxiliando aqueles com deficiência e mobilidade reduzida.
    -Taxar os carros de fora da cidade que entram na capital: A ideia foi copiada de cidades de países ricos, que possuem uma realidade social muito diferente da nossa. Aqui ela geraria uma grande injustiça. Isso porque as pessoas que vivem nas cidades vizinhas ou nas periferias de Porto Alegre são as de menor poder aquisitivo, e elas precisam ir ao centro urbano para trabalhar, sendo que boa parte usa o automóvel por falta de opção de transporte público.
    Além dessas medidas, o Idec sugeriu outras propostas de receita extra tarifárias.
    São elas:
    -Redução dos custos do sistema de ônibus, para que todas essas taxas deixem de subsidiar a atual ineficiência das empresas
    _Propaganda nos veículos e terminais;
    -Uso de recursos da Área Azul;
    -Uso de rendimento de juros de créditos antecipados; outorga de uso de solo próximo a infraestruturas de transporte; e organização dos recursos num Fundo Especial de Transportes.