Segunda-feira (7), começa a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo.
Na primeira fase, que vai até o dia 25 de outubro, o público-alvo serão as crianças com idade entre 6 meses e 4 anos e 29 dias.
A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, terá foco na população com idade entre 20 e 29 anos.
Em entrevista coletiva, o ministro titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a prioridade para este grupo justifica-se porque, como provavelmente não receberam a segunda dose da vacina, seus filhos acabam apresentando um sistema imunológico mais vulnerável à doença.
Além dos dois períodos, a campanha também destaca o dia 19 de outubro como o Dia D, para mobilização nacional.
Autor: da Redação
Pesquisa relaciona efeitos do cigarro eletrônico a susbstâncias tóxicas
Os danos nos pulmões de pessoas que apresentam uma doença respiratória relacionada a cigarros eletrônicos, são semelhantes àqueles provocados pela inalação de substâncias químicas tóxicas.
A conclusão está numa pesquisa publicada esta semana no periódico New England Journal of Medicine.
Os pesquisadores analisaram a biópsia de tecidos pulmonares de 17 pacientes, que teriam sofrido lesões nos pulmões devido ao uso de cigarros eletrônicos.
Todos os pacientes apresentavam danos em tecidos pulmonares similares aos causados pela inalação de substâncias tóxicas.
Os estudiosos acrescentaram que não conseguiram determinar uma causa específica por enquanto.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, até terça-feira, tinham sido registrados 1.080 casos de lesões pulmonares associadas a cigarros eletrônicos, e 18 mortes.
Alguns estados americanos já proíbem a venda de cigarros eletrônicos com substâncias aromáticas. Em setembro, na Índia, foi probida a venda, importação e produção de cigarros eletrônicos.
(Com Agência Brasil)
Chineses construirão terceira termelétrica no RS, em Pedras Altas
CLEBER DIONI TENTARDINI
O município de Pedras Altas terá sua primeira usina térmica a carvão. É a UTE Ouro Negro, com duas unidades de 300 MW de potência cada.
A chinesa Sepco1 ficou responsável pela construção da usina termelétrica, com investimento de cerca de 970 milhões de dólares e geração de 4 mil empregos durante as obras.
É a terceira termelétrica a carvão construída no Estado com tecnologia chinesa.
O contrato de instalação da usina foi assinado no final de setembro pelo diretor-presidente da Ouro Negro S.A, Sílvio Marques Neto e pelo presidente da Sepco1 Construções do Brasil, Chen Weindong.

A previsão é começar em março de 2020, segundo o presidente da Ouro Negro, porque a empresa está negociando a venda da energia no Mercado Livre, com empresas do setor de mineração e beneficiamento de minérios.
A empresa está habilitada também para participar do leilão de energia nova A-6, do governo federal, previsto para outubro.
O certame é destinado à contratação de energia por quantidade, para empreendimentos de fontes hídrica, eólica e fotovoltaica, e por disponibilidade para termelétricas a biomassa, a carvão mineral nacional e a gás natural. O início de suprimento é para janeiro de 2025.
Em 2015, quando estavam em negociações com o governo do Estado, os executivos da Ouro Negro assinaram dois termos de compromisso para o fornecimento de carvão mineral, firmado com a Companhia Riograndense de Mineração, e de calcário e cal, com a Companhia Brasileira do Cobre.
A Usina Ouro Negro é a terceira termelétrica a carvão construída por grupos chineses no Rio Grande do Sul. A Power China Eletric Power Corporation Ltd., que é a controladora da Sepco1 Construções do Brasil, é sócia e investidora da Ouro Negro Energia S.A. A Sepco1 atuou na construção da UTE Pampa Sul, em Candiota.
A primeira UTE com tecnolologia chinesa é Candiota III, da CGTEE, que entrou em operação em 2010, e a segunda, Pampa Sul, começou em junho deste ano. Ambas ainda estão sob supervisão de técnicos e engenheiros chineses.
Confira as marcas de azeite de oliva retiradas do mercado por fraude
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) suspendeu, nesta quarta-feira, a comercialização de 33 marcas de azeites de oliva.
Análises feitas desde 2018, comprovaram que os produtos estavam adulterados com a mistura de óleo de soja e outros óleos de origem desconhecida em sua composição.
São estas as marcas retiradas do mercado por fraude:
Aldeia da Serra
Barcelona
Casa Medeiros
Casalberto
Conde de Torres
Dom Gamiero
Donana (premium)
Flor de Espanha
Galo de Barcelos
Imperador
La Valenciana
Lisboa
Malaguenza
Olivaz
Oliveiras do Conde
Olivenza
One Paschoeto
Porto Real
Porto Valencia
Pramesa
Quinta da Boa Vista
Rioliva
San Domingos
Serra das Oliveiras
Serra de Montejuno
Temperatta
Torezani (premuim)
Tradição
Tradição Brasileira
Três Pastores
Vale do Madero
Vale Fértil.
As fiscalizações que detectaram as 33 marcas irregulares são resultantes da “Operação Isis”, iniciada em 2016. Os lotes adulterados se referem a coletas realizadas em 2017 e 2018. O nome da operação é uma referência à deusa do antigo Egito que detinha o conhecimento sobre a produção das oliveiras.
“O processo é lento, pois envolve exames laboratoriais, notificação dos fraudadores, perícias, períodos para apresentação de defesa (podem apresentar dois recursos) e julgamentos desses recursos em duas instâncias administrativas”, diz o trecho da nota divulgada pelo Ministério da Agricultura.
Modernização
Em 2020, a fiscalização vai se tornar ainda mais rigorosa, pois o Mapa estuda a utilização de aparelhos portáteis, que fazem análise preliminar bastante precisa, no momento da fiscalização, sem a necessidade de aguardar os resultados laboratoriais que em geral demoram mais de 30 dias entre a coleta e o recebimento do laudo.
“O uso desses equipamentos deverá tornar a fiscalização mais ágil e eficiente, cumprindo com o principal objetivo da nossa atividade, que é assegurar a oferta de produtos seguros e conformes à sociedade”, diz Caruso.
(Com informações da Assessoria de Imprensa).
Festimel espera 60 mil visitantes em Balneário Pinhal
Um programa para o próximo fim de semana é a Festimel, que começa na sexta-feira (4/10) e vai até o outro domingo (13) em Balneário Pinhal, no litoral norte do Rio Grande do Sul, que tem como atração turística o Túnel Verde, formado por alguns quilômetros de eucaliptos que há décadas se debruçam sobre a RS-040, a rodovia que liga Porto Alegre a Tramandaí.
Na prefeitura de Balneário Pinhal, todos concordam com a prefeita Márcia Tedesco de Oliveira, que espera receber 60 mil visitantes, cinco vezes mais do que a população municipal.
Na primeira Festimel, realizada em 1997, apenas dois anos depois da emancipação do município antes pertencente a Cidreira, a cidade teve 50 mil visitantes pagantes, quando a população total de Balneário Pinhal não passava de 3 mil habitantes, distribuídos entre duas praias (Pinhal e Magistério) e o bairro Túnel Verde.
Este ano a festa será realizada na Praça Cidadão, com área de 6 mil metros quadrados, sendo 3 775 metros cobertos, onde estarão 77 expositores, entre eles 17 apícolas, 12 da agricultura familiar, 12 de artesanato, 13 comerciais e 14 de alimentação.
Referência para quem transita pelo litoral norte, o Túnel Verde é um fenômeno criado por moradores da antiga Fazenda Pinhal, adquirida no final dos anos 1960 pelo grupo Renner Hermann, que implantou ali a Flosul, um dos maiores projetos de reflorestamento do Estado, com mais de 6 mil hectares de eucaliptos. Vem daí a tradição pinhalense de produzir mel, produto que se tornou um mote promocional do município.
Em 1976 a Flosul tinha tanto eucalipto plantado com incentivos fiscais que o diretor Raul Enech criou um departamento de apicultura para explorar a matéria-prima floral dos seus hortos florestais e de áreas de preservação natural.
No início era apenas um apiário próprio, cuidado pela família Valim, oriunda do interior de Osório. Nos anos seguintes foram admitidos apicultores-parceiros que já nos primeiros anos da década de 1980 mantinham dentro das áreas da empresa centenas de colmeias produzindo até 23 mil quilos de mel por ano. Quem mais se desenvolveu na apicultura dentro dos eucaliptos da Flosul foi a família Haupenthal, nome que virou marca conhecida de produtos apícolas até hoje produzidos nos eucaliptais de Capivari do Sul, Tramandaí e Palmares do Sul.
Embalado em potes de um e cinco quilos numa casa-de-mel construída pela própria Flosul, o mel de Pinhal era vendido na beira das estradas e colocado em consignação em bares e mercearias.
Segundo lembranças de Claudio Obino, engenheiro agrônomo que começou na empresa em 1983 como estagiário e se aposentou como diretor nos anos 2010, as sobras de mel dos anos de boas safras, guardadas em bombonas de 280 quilos, eram entregues a preço de liquidação para uma centenária fábrica de doces de Cachoeirinha.
Após um período de baixa atividade, a apicultura foi retomada na Flosul a partir de 2017/18 graças à iniciativa do recém-contratado engenheiro José Marcio Bizon, que trabalhara anteriormente na área florestal da Celulose Riograndense, onde os apicultores eram bem vindos. Entre os novos parceiros instalados dentro dos 6 400 hectares da empresa florestal-madeireira, destaca-se Edmilson Barrufi Camargo, membro de uma família da vizinha Osório tradicionalmente engajada na apicultura.
A volta da Festimel ao calendário turístico do litoral reflete o entusiamo da população pinhalense com a atividade apícola. Num Estado em que existem 90 associações em 597 municípios, Pinhal possui duas. A mais ativa é a de Túnel Verde, que elegeu como presidente, este ano, o veterano José Cunha, ex-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA) e vice-presidente da Federação Apícola do Rio Grande do Sul (FARGS), entidade que preparou para os últimos dias da Festimel o seu 23º seminário estadual, evento técnico durante o qual serão debatidas as perspectivas da apicultura no Estado e no Brasil no momento em que insetos polinizadores, especialmente as abelhas, estão sendo exterminados pelo uso abusivo de agrotóxicos em lavouras e pomares. (G.H.)
Indústria vai exigir qualificação de 800 mil trabalhadores no RS
Em parcela menor (26%) estão aqueles que precisam de capacitação para ingressar no mercado de trabalho (formação inicial).
Nesse grupo estão pessoas que vão ocupar tanto novas vagas quanto postos já existentes e que se tornam disponíveis devido a aposentadoria, entre outras razões.
Além de subsidiar a oferta de cursos do Senai, o Mapa do Trabalho pode apoiar jovens na escolha da profissão e trabalhadores que desejam se recolocar no mercado.
“O estudo aponta uma tendência no mercado de trabalho. O profissional que se preparar para o futuro da indústria terá mais chance de ter empregabilidade”, lembra o diretor regional do Senai-RS, Carlos Trein.
As áreas que mais vão demandar a capacitação de profissionais com formação técnica no Rio Grande do Sul são transversais; metalmecânica; informática; eletroeletrônica; e energia e telecomunicações.
Profissionais com qualificação transversal trabalham em qualquer segmento, como técnicos em eletrotécnica, em automação industrial, em mecatrônica, entre outros.
Cursos técnicos têm carga horária entre 800h e 1.200h (1 ano e 6 meses) e são destinados a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. Ao término, o estudante recebe um diploma.
Áreas com maior demanda por formação – Técnicos
Áreas Demanda 2019-2023
Transversais (automação, mecatrônica, eletrotécnica, etc) 39,7 mil
Metalmecânica 16 mil
Informática 15,9 mil
Eletroeletrônica 11 mil
Energia e telecomunicações 10,5 mil
Já os cursos de qualificação são indicados a jovens ou profissionais, com escolaridade variável de acordo com o exercício da ocupação, e buscam desenvolver novas competências e capacidades.
Ao final, o aluno recebe um certificado de conclusão. As áreas que mais vão exigir a capacitação de trabalhadores com esse tipo de formação, de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2019-2023 serão:
Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (+200h)
Áreas Demanda 2019-2023
Metalmecânica 69,5 mil
Alimentos 25,1 mil
Química, borracha, petroquímica, gas 13,1 mil
Energia e telecomunicações 12,3 mil
Confecção e vestuário 11,9 mil
Áreas com maior demanda por formação – Qualificação (-200h)
Áreas Demanda 2019-2023
Transversais (automação, eletroeletrônica, eletromecânica) 89,5 mil
Couro e calçados 83,4 mil
Logística e transporte 71,3 mil
Construção 66,6 mil
Alimentos 39,5 mil
Em relação ao nível superior, as áreas de informática, gestão e construção serão as que mais vão precisar qualificar profissionais no período de 2019 a 2023, de acordo com o Mapa do Trabalho:
Áreas com maior demanda por formação – Superior
Áreas Demanda 2019-2023
Informática 19,3 mil
Gestão 17,1 mil
Construção 5,4 mil
Metalmecânica 2,8 mil
Logística e transporte 1,6 mil
Metodologia – O Mapa do Trabalho Industrial é elaborado a partir de cenários que estimam o comportamento da economia brasileira e dos seus setores; projeta o impacto sobre o mercado de trabalho e estima a demanda por formação profissional industrial (formação inicial e continuada).
As projeções e estimativas são desagregadas no campo geográfico, setorial e ocupacional, e servem como parâmetro para o planejamento da oferta de cursos do Senai.
“O Senai já vem se preparando para essas tendências e mudanças. O aluno capacitado pelo Senai está em sintonia com o futuro da indústria e do mercado de trabalho, apoiando o desenvolvimento das empresas no caminho das novas tecnologias habilitadoras para a indústria 4.0”, destaca Trein.
A instituição possui o Modelo Senai de Prospecção, que permite prever quais serão as tecnologias utilizadas no ambiente de trabalho em um horizonte de cinco a dez anos. A metodologia já foi transferida a instituições de mais de 20 países na América do Sul e no Caribe.
O método foi apontado ainda pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como exemplo de experiência bem sucedida na identificação da formação profissional alinhada às necessidades futuras das empresas.
Pesquisa mostra os estragos que a recessão fez no mercado de trabalho
A forte recessão que se abateu sobre a economia brasileira fez com que o estoque de empregos formais, ao final de 2017, recuasse ao patamar de seis anos antes.
Mesmo já dando sinais a partir de 2013, os efeitos da crise foram mais sentidos sobre o trabalho assalariado com carteira assinada a partir de 2015 e acarretaram a perda de 206 mil vínculos de emprego num período de três anos.
Os setores que registraram a maior expansão de emprego no período que antecedeu a recessão foram, igualmente, os que mais sofreram os efeitos da crise: material de transporte recuou 32,7%, e a indústria mecânica, 22%, entre 2015-2017.
O setor de calçados, que já havia encolhido, perdeu mais 9,7% da força de trabalho formalmente empregada.
Este contraste fica mais visível na série histórica presente no estudo sobre a Estrutura e evolução do emprego formal no RS e em suas Regiões Funcionais (2003-17), desenvolvido pelos analistas pesquisadores Guilherme Xavier Sobrinho e Tomás Pinheiro Fiori.
Eles integram a equipe do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).
Tendo como base a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), de periodicidade anual (e maior precisão estatística), e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a pesquisa mostra também que os rendimentos do empregado formal gaúcho acompanharam claramente as duas conjunturas cobertas pelo período analisado.
Nos 11 primeiros anos, de aquecimento da economia, as remunerações médias no Estado acumularam 38,3% de crescimento real. No cômputo dos três anos seguintes, esse ganho se restringiu a 1,9% .
O trabalho identifica também a evolução do emprego formal em cada região funcional.
Com 1,39 milhão de trabalhadores registrados ao final de 2017, a região que compreende Porto Alegre e a área metropolitana concentra quase a metade do emprego formal, porém vem perdendo espaço ainda antes de a recessão bater às portas das empresas.
O estudo está na segunda edição da Pesquisa em Pauta, espaço de divulgação para trabalhos desenvolvidos pelo DEE que acompanham a conjuntura econômica do RS.
(com informações da Assessoria de Imprensa)_
Bebês com microcefalia associada ao vírus Zika: as mães dão seu testemunho
Em 2018, o Brasil confirmou cerca de quatro mil crianças com microcefalia associada ao víru zika e 17 mil casos em investigação.
A Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Brasília (UnB) promoveu um seminário na sexta-feira, 27, para discutir sobre a produção audiovisual das mães de bebês com microcefalia em decorrência da infecção provocada pelo vírus Zika na gestação.
Coordenado pela professora Soraya Fleischer, o evento exibiu o documentário da também professora da UnB e ativista de direitos humanos Débora Diniz, “Zika: do sertão nordestino à ameaça global”, e vídeos produzidas pelas próprias mães dos bebês que contam seu ponto de vista sobre as dificuldades de conseguir tratamento para as crianças, o descaso das prefeituras, a falta de acessibilidade para as cadeiras de rodas das crianças e a falta de acolhimento para as famílias.
Os vídeos das mães foram produzidos após uma oficina sobre os recursos do telefone celular para essa finalidade organizada pela Universidade Federal de Pernambuco, com o apoio de pesquisadoras da Ciências Sociais e da área da saúde pública. A professora Débora Diniz, a primeira no Brasil a documentar o agravo provocado pelo vírus Zika, hoje vive no exterior por conta de ameaças que recebeu após as eleições de 2018 e não participou do evento na UnB.
O seminário discutiu sobre a importância dessas mães deixarem de ser objeto de pesquisa junto com seus bebês e assumirem o papel de suas próprias vidas, além de mostrar numa narrativa pessoal as dificuldades enfrentadas na rotina do trato com seus filhos. Quase a totalidade das mulheres que tiveram filhos com microcefalia associada a infecção do Zika é pobre, negra ou parda e vive na região Nordeste. Informações que mostram a influência dos determinantes sociais no agravo.
Contribuíram imensamente para a identificação do vírus Zika como a causa da microcefalia em bebês Maria da Conceição Alcantara Oliveira Matias e Géssica Eduardo dos Santos, duas mulheres do interior da Paraíba, que doaram amostras de seu líquido amniótico para que os cientistas pudessem identificar a causa do agravo.
(Marcia Turcato, de Brasilia)
Chefe da milícia preso em condomínio de luxo na Barra da Tijuca
A polícia do Rio prendeu, nesta sexta-feira, Marcos Vinícius Gomes Dias, o Panelada, apontado como chefe de uma milícia que controla as comunidades Beira Rio , Novo Rio e Terreirão , no Recreio dos Bandeirantes , na Zona Oeste da capital.
Ele foi capturado numa casa de luxo num condomínio na Barra da Tijuca, também na Zona Oeste. Contra Marcos era procurado após ser condenado pelos crimes de roubo qualificado, extorsão com emprego de arma de fogo, formação de quadrilha, porte de arma e tortura.
A prisão foi feita por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE). De acordo com investigações, além de controlar as comunidades no Recreio, Marcos tem relações próximas com milicianos de Rio das Pedras, ainda na Zona Oeste.
Além da violência, o grupo paramiliar costumava torturar rivais e suspeitos de praticar crimes em áreas controladas pelo bando. Espancamentos com ripas de madeira eram comuns. Os policiais apuraram que a milícia de Panelada cobrava de moradores taxas até mesmo por obras em suas casas: colocar uma laje nova, por exemplo, custava R$ 1 mil.
Havia também cobrança de taxas mensais de até R$ 100 de comerciantes. Já moradores e mototaxistas das comunidades dominadas pelo bando tinham que desembolsar, semanalmente, cerca de R$ 15 e até R$ 30, respectivamente. A base financeira da quadrilha era a exploração de TV a cabo clandestina.
Panelada estava foragido desde junho deste ano, quando foi condenado pela Justiça. Além da prisão, os policiais fizeram também buscas na casa onde o suspeito foi preso, após uma autorização ser concedida pelo plantão judiciário.
(Informações O Globo)
Polícia procura cemitério clandestino em Guaíba
Desde as seis horas da manhã uma operação envolvendo 60 policiais, com auxílio de cães farejadores e um helicóptero busca um cemitério clandestino, utilizado por uma facção de traficantes para “desovar” suas vítimas. Pelas informações de que dispõe, a polícia acredita que pelo menos cinco corpos foram enterrados no local por essa quadrilha que ocupou uma área no bairro Vila Nova, expulsando traficantes rivais e até moradores.
Dois homens, que tinham mandado de prisão, foram capturados, mas sua identidade não foi divulgada.