Autor: da Redação

  • Cocaína no avião da FAB: investigações envolvem outro militar no caso

    O sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na Espanha em junho com 39 kg de cocaína, num avião da FAB,  entrou no aeronave três horas antes do vôo e não passou a bagagem pelos procedimentos de segurança previstos.
    O militar estava na comitiva presidencial que levava o presidente Jair Bolsonaro – que estava em outra aeronave – ao encontro do G20 no Japão. As informações foram divulgadas pelo Fantástico,  neste domingo.
    O inquérito apontou que o sargento Silva Rodrigues:
    -entrou na aeronave ainda desligada três horas antes do voo, o que chamou atenção dos colegas;
    -colocou a mala com a droga no fundo do avião;
    -disse a colegas que levava apenas uma mochila e um porta-terno;
    -ao pousar em Sevilha, pegou a mala e afirmou a uma testemunha que levava apenas “doce e queijo para uma prima”.
    Além disso, segundo o relatório, não consta que os militares tenham passado por raio-x ou revista nas bagagens antes do embarque.
    Apenas alguns deles tiveram de pesar a bagagem, e de maneira informal – de acordo com o inquérito, Silva Rodrigues não passou por esse procedimento.
    Somente em Sevilha – a segunda escala da comitiva após uma parada técnica em Cabo Verde –, o militar precisou submeter a bagagem a um raio-x, que detectou presença de material orgânico na mala.
    Questionado, o sargento voltou a afirmar que levava queijo a uma prima que morava na Espanha.
    Quando as autoridades espanholas detectaram a presença de cocaína, Silva Rodrigues ficou em choque e não disse mais nada no local.
    Apenas depois, já à Justiça, o militar brasileiro afirmou que não sabia que havia cocaína na bagagem.
    A reportagem também apurou que Silva Rodrigues fez ao menos 30 viagens nacionais e internacionais pela Força Aérea Brasileira nos últimos cinco anos e transportou, além de Bolsonaro, os ex-presidentes Michel Temer e Dilma Rousseff.
    Neste ano, o sargento esteve duas vezes na Espanha, em Las Palmas e em Madrid. De acordo com militares que viajaram com eles, não houve nessas ocasiões controle de raio-x no desembarque nos aeroportos espanhóis.
    O incidente levou a comitiva a transferir a escala do avião de Bolsonaro, que chegaria depois, de Sevilha a Lisboa.
    Sargento da Aeronáutica brasileira Manoel Silva Rodrigues, que foi detido na terça-feira (25) no aeroporto de Sevilha, na Espanha.
    O GSI informou que a segurança do voo em que estava o sargento Manoel Silva Rodrigues era uma responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB), e que a responsabilidade do GSI está restrita aos voos do presidente e vice-presidente, cujos protocolos de segurança “seguem perfeitamente adequados”.
    Em mandado de busca e apreensão no apartamento onde o sargento vivia, em Brasília, os investigadores encontraram uma coleção de relógios, um celular no valor de R$ 7 mil e eletrodomésticos caros – alguns ainda lacrados.
    A investigação também descobriu que o militar comprou, em dinheiro, uma motocicleta no valor de R$ 34 mil.
    O inquérito apura se os bens encontrados estão compatíveis com o salário de Silva Rodrigues, de R$ 7,2 mil. A defesa do sargento diz que, com as diárias de viagem, a renda pode chegar a R$ 14 mil por mês.
    Além disso, cães farejadores apontaram indícios de presença de drogas no armário do militar na Base Aérea.
    Ali, os investigadores também encontraram um mapa das câmeras de segurança do hangar que abriga os aviões presidenciais.
    Outro militar investigado
    O inquérito também revela que outro militar, o tenente-coronel Alexandre Augusto Piovesan, passou a ser considerado investigado – e não mais testemunha. Isso porque a quebra do sigilo telefônico da mulher do sargento Silva Rodrigues mostra que os dois mantinham contato frequente.
    As conversas mostram ainda que Piovesan trazia “coisas” – sem especificar quais – do exterior para serem vendidas aqui. Além disso, no dia da prisão de Silva Rodrigues, o tenente-coronel se encontrou com a esposa do sargento.
    Em um primeiro depoimento, como testemunha, Piovesan teria mentido ao negar relações além do trabalho com o sargento Silva Rodrigues.
    Porém, investigadores encontraram celulares, computadores e itens importados no apartamento do tenente-coronel. Ao se defender, Piovesan disse que não respondeu de forma adequada ao primeiro depoimento porque ficou em pânico.
    O tenente-coronel também admitiu que emprestou dinheiro e comprou mercadorias no exterior para Silva Rodrigues.
    Ele também confessou ter apagado as mensagens enviadas ao sargento após a prisão “porque ficou decepcionado” com o militar.
    Nove dias após o primeiro depoimento, Piovesan foi dispensado do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), onde atuava.
    O inquérito concluiu que Piovesan não participou do crime de tráfico de drogas. Ainda assim, as informações do relatório foram enviadas ao comando da Aeronáutica para possível apuração disciplinar.
    O GSI afirmou ainda que a indicação e a posterior substituição do tenente-coronel Alexandre Piovesan para a função de assessor militar do gabinete foram feitas pela FAB.
    O sargento Manoel Silva Rodrigues foi o único indiciado no inquérito policial-militar pelo crime de tráfico.
    “Ainda que fosse o caso de ele ter feito isso, isso não poderia ser feito por uma única pessoa, e sim por um grupo um grupo muito grande. Traz uma preocupação muito grande de que se realmente não houve uma armação”, disse o advogado Carlos Alexandre Klomfahs, que representa o sargento.
    Para a defesa no Brasil, a investigação não prova que o sargento seja um traficante internacional.
    “Ele ama o trabalho que ele faz. É uma posição de confiança que estava gozando. Eu acho muito difícil de ele abrir mão em função de um crime que, se pego, poderia trazer todas essas consequências”, afirmou o advogado.
    O advogado também pediu à Justiça Militar o trancamento do inquérito. Cita uma decisão do STF segundo a qual o mesmo crime não pode ser investigado duas vezes, no caso, no Brasil e na Espanha.

  • Agência Nacional suspende a venda de 51 planos de saúde no país

    A ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, suspendeu 51 planos de saúde em todo o país.
    A decisão ocorreu após monitoramento feito de três em três meses para avaliar os serviços das clínicas que oferecem plano de saúde.
    Planos de Saúde com Comercialização Suspensa
    Atenção: Não contrate os planos de saúde listados abaixo. Se receber oferta para adquirir um desses planos, denuncie à ANS.
    Ciclo: 2º Trimestre/2019
    SALUTAR SAÚDE SEGURADORA S/A
    Registro ANS: 000027
    Registro             Produto
    467306129      Especial Top Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    465884111      Salutar Clássico Adesão Enfermaria Sem Co-Part ou Franquia
    466055112       Salutar Clássico Empresarial Enf Sem Co-Part ou Franquia
    467305121       Especial Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    479669181       Salutar Prime Mais
    467307127       Executivo Adesão sem Coparticipação sem Franquia
    474222152       SALUTAR 600
    475809169       Clássico – Adesão Estadual QC Sem FM
    UNIMED DE MANAUS COOP. DO TRABALHO MÉDICO LTDA
    Registro ANS: 311961
    Registro            Produto
    410783997        Ambul+Hospit com Obstet Apartament sem Franquia Sem Co-Parti
    458459087        Ambul+Hospit sem Obstet Enfermaria sem Franquia Sem Co-parti
    458460081        Ambul+Hospit com Obstet Enfermaria sem Franquia Sem Co-parti
    458461089        Ambul+Hospit sem Obstet Apartament sem Franquia Sem Co-parti
    FUNDAÇÃO SAÚDE ITAÚ
    Registro ANS: 312126
    Registro             Produto
    463540100   PLANO ESPECIAL / ITUB / AGRA
    475183153   ESPECIAL I – NC
    462163108   ESPECIAL I
    UNIMED NORTE/NORDESTE-FEDERAÇÃO INTERFEDERATIVA DAS SOCIEDADES COOPERATIVAS DE TRABALHO MÉDICO
    Registro ANS: 324213
    Registro           Produto
    74569158     COLETIVO POR ADESÃO BÁSICO – UNNE
    474566153     COLETIVO POR ADESÃO PLUS – UNNE
    471415146     COLETIVO POR ADESÃO ENFERMARIA
    462927102      Coletivo Empresarial – Referência
    AMI – ASSISTÊNCIA MÉDICA INFANTIL LTDA
    Registro ANS: 328332
    Registro        Produto
    479610171     Golden I (enfermaria)
    476996161     Diamante I – Enfermaria
    478936179     Flex II – Apartamento
    479166175     Pleno I (enfermaria)
    416432996     AMI – 10
    475600162     Master I – Enfermaria
    475599165     Master II – Apartamento
    479167173     Sênior I (enfermaria)
    475444161     Flex I – Enfermaria
    475443163     Ouro I – Enfermaria
    475602169     Platinum I – Enfermaria
    476598162     Bronze Ambulatorial
    479168171     Sênior II (apartamento)
    479608170     Palladium I (enfermaria)
    AGEMED SAÚDE S.A.
    Registro ANS: 339601
    Registro             Produto
    478332178        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO STD
    478331170        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO STD CA
    478330171        PREMIUM SC SUL PARTICIPATIVO HOSPITALAR STD
    478324177        PREMIUM SC SUL 0% STD
    478323179        PREMIUM SC SUL 0% STD CA
    477472178        FREE SC ONLINE PARTICIPATIVO STD
    460001091        FREE PADRAO EXECUTIVO (C.A)
    455774073        FREE 600 COMPLETO STANDARD
    454972064        FREE PADRAO STANDARD
    454958069        FOCO PADRAO DH STANDARD
    478355177        PREMIUM SC VALE PARTICIPATIVO STD
    478954177        PREMIUM PRC 0% EXEC CA
    478344171        PREMIUM SC NORTE PARTICIPATIVO STD
    479064172        PREMIUM POA 0% STD CA
    SAMOC S.A. – SOCIEDADE ASSISTENCIAL MÉDICA E ODONTO CIRÚRGICA
    Registro ANS: 343676
    Registro            Produto
    480499186       Individual 400
    PLENA SAÚDE LTDA
    Registro ANS: 348830
    Registro                Produto
    473466151           Plena Platinum  PJ
    DONA SAÚDE CLINICAS LTDA. ME
    Registro ANS: 365645
    Registro           Produto
    443059030      Dona Saúde – Superior
    ORALCLASS ASSISTENCIA MÉDICA E ODONTOLOGICA LTDA.
    Registro ANS: 402478
    Registro             Produto
    464838112         PPHS – PLANO POPULAR HOSPITALAR DE SAÚDE

  • Seis especialistas debatem "educação em tempo de conflito", na Assembléia

    Um grande seminário marca, neste sábado, 31, na Assembléia Legislativa, o 55 anos do Colégio João XXIII, escola comunitária administrada por um colegiado de professores, pais, mães e estudantes.
    Fundado em 23 de agosto de 1964, o João  XXIII propõe “uma obra pedagógica progressista, humanitária e democrática, embasada na liberdade de pensamento”.
    A proposta do seminário “Educação em Tempos de Conflitos é ” umma imersão sobre os riscos e desafios da educação no atual momento histórico brasileiro. O encontro reúne palestrantes de renome nacional e internacional.
    As inscrições estão abertas ao público, em especial a profissionais de educação, instituições de ensino e estudantes. 
    Conheça os palestrantes confirmados:
    Miguel González Arroyo: Sociólogo e educador espanhol, foi professor da UFMG e atualmente acompanha propostas educativas em várias redes estaduais e municipais do país. Suas ideias estão relacionadas à educação popular, cultura escolar, gestão escolar, educação básica e currículo.  
    César Nunes: Doutor em educação pela Unicamp, filósofo, historiador e pedagogo . É um dos mais destacados palestrantes e conferencista em Educação no Brasil.
    Atua como professor titular da Faculdade de Educação da UNICAMP, chefe do Departamento de Filosofia e História da Educação, coordenador executivo do Grupo de Estudos e Pesquisas PAIDÉIA e professor de honra da Univida.
    Jaqueline Moll:  Uma das principais referências sobre a Educação integral do Brasil. É professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutora em Educação, sua atuação é nas políticas públicas e práticas pedagógicas, dialogando e construindo formas de intervenção nos temas da alfabetização, educação de jovens e adultos, fracasso escolar, pedagogias urbanas, relações entre escola e cidade, educação integral e ensino médio. No MEC, foi diretora de Currículos e Educação Integral da Secretaria de Educação Básica e coordenou a implantação do PROEJA o Programa Mais Educação, como estratégia para a indução da política de educação integral em tempo integral no Brasil.
    Gladis Kaercher: Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Coordenadora do UNIAFRO/UFRGS e do PNAIC/UFRGS,. Atua principalmente nos seguintes temas: educação infantil, literatura infantil, educação antirracista, infância, texto e identidade e diferença.  
    Gerson Pinho: Mestre em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS. Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA. Membro do Centro Lydia Coriat de Porto Alegre. É professor de pós-graduação nos cursos de especialização em Problemas do Desenvolvimento na Infância e Adolescência.
    Leni Vieira Dornelles: Professora, pedagoga e doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002) e com pós-doutorado em Educação pela Universidade do Minho. É professora na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em currículos específicos para Níveis e tipos de Educação. 

     

  • Revista descobre o paradeiro de Queiroz, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro

    Por volta das 17h50 do último dia 26, o desaparecido mais famoso do Brasil passou, sem chamar atenção de ninguém, pela porta e se encaminhou para a recepção do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
    Ali são oferecidos consultas e serviços como quimioterapia e radioterapia. Assim começa a  reportagem da revista Veja que está circulando nesta sexta-feira.
    De boné preto e óculos de grau, Queiroz chegou sem seguranças nem familiares o acompanhando — e ficou sozinho por lá.
    Antes do compromisso agendado, fez hora na lanchonete e tomou café tranquilamente, sem ser importunado por ninguém. Cerca de uma hora depois, Fabrício Queiroz, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, sumido desde janeiro, deixou o local.
    Ao longo dos últimos três meses, VEJA seguiu pistas e entrevistou dezenas de pessoas para identificar seu paradeiro.
    Queiroz hoje reside no Morumbi, o mesmo bairro da Zona Sul de São Paulo onde se encontra o Einstein. A proximidade facilita os deslocamentos até o hospital, normalmente feitos de táxi ou Uber. Queiroz, que raramente sai de casa, luta contra um câncer.
    Fabricio Queiroz que foi assessor do deputado Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e protagonizou o primeiro escândalo da era Bolsonaro.
    Citando uma “pessoa próxima”,  a revista diz que a cirurgia a que ele foi submetido não resolveu o problema do tumor.
    O deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), trocou mensagens com Queiroz há alguns meses. “Ele escreveu que ainda estava baqueado”, conta. No aspecto físico, Queiroz não aparenta seu delicado estado de saúde. Está apenas ligeiramente mais magro do que no ano passado.
    Queiroz foi flagrado por Veja na lanchonete do Albert Einstein – Foto: Veja
    Escândalo
    A última aparição de Queiroz foi no mesmo Einstein, no dia 12 de janeiro. O ex-assessor do filho do presidente postou um vídeo na internet, no qual aparecia dançando no hospital durante a recuperação da cirurgia.
    Queiroz ficou conhecido no país todo depois do escândalo da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta, quando trabalhava para Flávio Bolsonaro.
    A tese do Ministério Público é que o dinheiro veio através de um sistema de coleta e de repasse de funcionários do gabinete de Flávio, quando ele era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
    O MP também encontrou emissão de cheques de Queiroz, no total de R$ 24 mil, para a conta de Michelle Bolsonaro, então futura primeira-dama..
    Tratamento caro
    Queiroz ficou internado no Einstein de 30 de dezembro de 2018 a 8 de janeiro de 2019. Submeteu-se à cirurgia conduzida pelo gastroenterologista Pedro Mello Borges, o mesmo médico que o atende até hoje.
    Após deixar o hospital, o jornal O Globo divulgou que o tratamento havia custado R$ 133.580 e tinha sido pago em dinheiro vivo. A informação foi ratificada pelo advogado de Queiroz, Paulo Klein.
    Ainda de acordo com a reportagem da Veja, o ex-assessor do filho do presidente continua tendo acesso ao que há de melhor em termos de medicina no país.
    Segundo uma pessoa próxima, em contato com a revista, Queiroz sofre com novos sangramentos. Uma das possibilidades é a volta do câncer. Procurado por Veja, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro não quis se pronunciar.

  • Super touro Spartacus já vendeu 150 mil doses de sêmen

    O reprodutor Spartacus faz história dentro e fora do Brasil. Pertencente à Agrícola Anamélia Brangus HP, por onde ele passa deixa sua marca. O reprodutor já teve 150 mil doses de sêmen comercializadas em uma das principais centrais de inseminação artificial do País.

    Spartacus foi Grande Campeão Nacional da raça Brangus nas exposições da Feicorte (São Paulo/SP), duas vezes na Expointer (Esteio/RS). Tem mais de 3 mil filhos avaliados geneticamente, sendo 1.500 só na Argentina.

    Dois desses filhos são os touros Marco Aurélio e Espartano. Em 2017, Marco Aurélio conquistaria o grande campeonato da 48ª Exposição Nacional do Brangus da Argentina, superando nada menos que 200 animais.

    E, um ano antes, Espartano seria o Grande Campeão Brangus da Exposição de Palermo, em Bueno Aires (Argentina), uma das mostras mais tradicionais da América do Sul.

    “Por ser um touro indicado para cobrir a campo, o feito de Spartacus é algo extraordinário. Um bom reprodutor comercializa oito mil doses de sêmen por ano e nosso grande raçador da Brangus HP já vendeu mais de 150 mil doses”, revela Ladislau Lancsarics Junior”, diretor Brangus HP, que fica em Martinópolis (SP).

  • Procuradores da Lava Jato manipularam a imprensa para obter delações

    Novas mensagens divulgadas nesta quinta, 29, pelo site The Intecept Brasil revelam que os vazamentos de depoimentos da Operação Lava Jato, para veículos de imprensa, foram feitos pelos próprios procuradores com o objetivo de manipular suspeitos, fazendo-os acreditar que sua denúncia era inevitável, mesmo quando não era.
    O intuito, eles disseram explicitamente em chats do Telegram, era intimidar seus alvos para que eles fizessem delações.
    Os principais veículos da imprensa brasileira durante quase três anos alimentaram manchetes com os vazamentos clandestinos da Lava Jato.
    Agora, esses mesmos veículo, alegando que as mensagens vazadas para o Intercept foram obtidas de forma criminosa, não divulgam os diálogos
    De acordo com essas mensagens, o coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, mentiu ao público ao negar categoricamente que agentes públicos passassem informações da operação. Dallagnol participou de grupos nos quais os vazamentos foram planejados, discutidos e realizados.
    Em um deles, o próprio coordenador efetuou o tipo exato de vazamento que ele negou publicamente que partisse da força-tarefa.
    Um exemplo ilustrativo desse método ocorreu relativamente cedo nas operações.
    Em 21 de junho de 2015, o procurador da Lava Jato Orlando Martello enviou a seguinte pergunta ao colega Carlos Fernando Santos Lima, no grupo FT MPF Curitiba 2, que reúne membros da força-tarefa: “Qual foi a estratégia de revelar os próximos passos na Eletrobrás etc?”.
    Santos Lima disse não saber do que Martello estava falando, mas, com escancarada franqueza, afirmou: “meus vazamentos objetivam sempre fazer com que pensem que as investigações são inevitáveis e incentivar a colaboração.”
    Pela lei das organizações criminosas (que estipulou regras para as delações premiadas), o acordo só pode ser aceito caso a pessoa tenha colaborado “efetiva e voluntariamente”.
    Mas o procurador confessou aos colegas que usava a imprensa para forjar um ambiente hostil e, com isso, conseguir delações por meio de manipulação — o que interfere em seu caráter voluntário.
    21 de junho de 2015 – Grupo FT MPF Curitiba 2
    Orlando Martello – 09:03:04 – CF(leaks) qual foi a estratégia de revelar os próximos passos na Eletrobrás etc?
    Carlos Fernando dos Santos Lima – 09:10:08 –http://m.politica.estadao.com.br/noticias/geral,na-mira-do-chefe-,1710379
    Santos Lima – 09:12:21 – Nem sei do que está falando, mas meus vazamentos objetivam sempre fazer com que pensem que as investigações são inevitáveis e incentivar a colaboração.
    Santos Lima – 09:15:37 – Li a notícia do Flores na outra lista. Apenas noticia requentada.
    Santos Lima – 09:18:16 – Aliás, o Moro me disse que vai ter que usar esta semana o termo do Avancini sobre Angra
    Martello – 09:25:33 – CFleaks, não queremos fazer BA (busca e apreensão) em Angra e Eletrobrás? Pq alertou para este fato na coletiva?
    Martello – 09:26:00 – Para não perder o costume?
    A conversa ocorreu dois dias depois da 14ª fase da Lava Jato (voltada às empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez). Os procuradores estavam debatendo estratégias para conseguir um acordo de delação com Bernardo Freiburghaus, apontado como operador de propinas da Odebrecht. Freiburghaus escapou da operação, porque havia se mudado para a Suíça em 2014 e já havia contra ele uma ordem de prisão preventiva com alerta da Interpol.
    No chat, Santos Lima assume, sem qualquer constrangimento, que vazava informações para a imprensa. Além disso, o seu próprio comentário, insinua que se tratava de uma prática habitual, dado que ele se refere aos vazamentos no plural — “meus vazamentos”. E o procurador afirma com aparente orgulho e convicção que agia assim com objetivos bem definidos: induzir os suspeitos a agirem de acordo com seus interesses.
    Integra:
    http://theintercept.com/2019/08/29/lava-jato-vazamentos-imprensa/

  • Livro rastreia as raízes do neoconservadorismo que produziu Jair Bolsonaro

    Wálmaro Paz
    “O novo conservadorismo brasileiro – de Reagan a Bolsonaro” é um livro de Marina Lacerda lançado pela editora Zouk  e que foi autografado pela autora dia 26 na livraria Baleia, em Porto Alegre.
    Trata-se de um brilhante estudo de política comparada que permite entender como o mesmo arcabouço ideológico que  fundamentou a eleição de Ronald Reagan 40 anos atrás , no Estados Unidos, produziu Jair Bolsonaro em 2018 em nosso pais.
    Da mesma forma serviu de fundamento para o neoliberalismo mais autêntico.
    Segundo esta  tese de doutorado da autora, o neoconservadorismo  “é fundado na tríade militarismo, absolutismo do livre mercado e família tradicional”.  Esta ideologia embasou a eleição de Reagan, o golpe  chileno e o sistema econômico criado pro Pinochet, entre outros.
    Ele coloca em cheque as balizas do sistema internacional de direitos humanos e da própria democracia como repertório  institucional das disputas por direitos e por garantias para indivíduos e minorias sociais e políticas.
    No caso brasileiro, serviu de base  para as bancadas da Bíblia, das armas e do agronegócio. Como nos Estados Unidos sua militância é recrutada nas igrejas pentecostais e nas las  mais conservadoras e tradicionais do catolicismo.
    É uma leitura obrigatória  para quem quiser entender e lutar contra esta situação estabelecida. O livro tem 228 páginas  divididas em capítulos como a história e o conceito do neoconservadorismo nos Estados Unidos; Defesa da família patriarcal: atuação parlamentar  em combate  ao feminismo e às demandas do movimento LGBT; Idealismo punitivo: atuação parlamentar pelo rigor criminal; Bolivarianismo e sionismo: inserção internacional religiosa e anticomunista; Neoliberalismo: atuação parlamentar por desnacionalização, desregulamentação, privatização e valores de mercado e Jair Bolsonaro e o neoconservadorismo quarenta anos depois.
    Marina Lacerda é bacharela em direito pela UFPR, mestra em direito pela PUC-RJ e doutora em ciência política pela UFRJ. Advogada e analista legislativa da Câmara dos Deputados, trabalha há anos na assessoria da Comissão de Direitos Humanos. A atuação parlamentar  serviu como embasamento factual para a demonstração de sua tese.
    A obra está a venda na livraria Baleia, na rua Fernando Machado, 85 ao preço de R$47,00.

  • Previdência Privada: experiências no Brasil foram frustrantes

    Walmaro Paz
    O Brasil já teve experiências de Previdência Privada propostos pelo ministro Paulo Guedes.
    As maiores foram administradas por militares da reserva, cresceram durante a ditadura e todas faliram, deixando um rastro de milhares de mutuários lesados.
    Corretores treinados visitavam escolas e repartições públicas oferecendo uma aposentadoria vantajosa, equivalente ao soldo de um oficial do exercito conforme o valor da contribuição mensal.
    O jornalista Carlos Schroeder, ex-presidente da Fenaj, relata o caso de seu pai que comprou um plano para se aposentar com o soldo de general de Exército, que seriam cerca de 30 mil reais atualmente.
    Dez anos depois quando deveria começar a receber foi contemplado com R$ 9,00. (nove reais).
    No Rio Grande do Sul, o caso de maior repercussão foi o do Montepio da Familia Militar, fundado em 29 de outubro de 1963 por um grupo de oficiais da reserva.
    Três anos depois já contava com 130 mil associados. Com tamanho número de associados o Montepio tratou de ampliar seu leque de investimentos e no final de 1966 já controlava um banco, uma financeira, uma companhia imobiliária e uma de seguros. Em 1967 passou a controlar o Banco Nacional do Comércio.
    Em 1971, tinha 14 subsidiárias nos ramos bancários, mercado de capitais, imobiliário, seguros e comunicação; constituiu o Banco de Investimento Nacional do Comércio, junto com o grupo Maisonnave e o Banco de Investimento MFM, depois vendido ao Grupo Empresarial Lume, com o nome de Financilar.
    No ano seguinte foi responsável pela ação que fundiu três tradicionais bancos do Rio Grande do Sul :Banco Nacional do Comércio, Banco da Província e Banco Industrial e Comercial do Sul, dando origem ao Banco Sulbrasileiro, um dos dez maiores estabelecimentos privados do Brasil na época.
    Em 1986 entrou liquidação extrajudicial, gerando perdas para seus associados.
    Seus mais de 130 mil associados e credores da massa falida amargaram pesadas perdas. Depois de demoradas demandas judiciais conseguiram recuperar não mais do que 15%, às vezes até menos, dos créditos a que tinham direito, fixado um limite de pagamento de 50 mil reais.
    Só na comarca de Porto Alegre localizamos 426 processos pedindo indenizações que não foram pagas.

  • Pressão de Bolsonaro sobre a PF não cessou e superintendentes falam em renúncia

    Encoberta nos últimos dias pela fumaça das queimadas na Amazônia, a crise na Polícia Federal retorna às manchetes nesta terça-feira, 28.
    “Insatisfação na PF chega à cúpula, que ameaça deixar cargos se diretor geral for afastado”, diz o Globo.
    Uma tentativa do presidente Bolsonaro de intervir para trocar o superintendente da PF no Rio, está na origem do conflito.
    Na quinta feira passada, Bolsonaro invocou sua condição de presidente para dizer que trocaria, se quisesse, o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.
    A frase foi motivada de novo por seu desejo de mudar o superintendente da PF no Rio.
    “Se eu trocar hoje, qual é o problema? Está na lei. Eu que indico e não o Sergio Moro. Ele é subordinado a mim, não ao ministro. Deixo bem claro isso aí. Eu é que indico. Está na lei, o diretor-geral. Agora, há uma onda terrível sobre superintendência. Onze foram trocados. Ninguém falou nada. Quando eu sugiro o cara de um Estado para ir para lá, ‘está interferindo’. Espera aí. Se eu não posso trocar um superintendente, eu vou trocar o diretor-geral. Não se discute isso aí. Eu quero o bem do Brasil, quero que se combata a corrupção”, declarou o presidente.
    A declaração provocou um desgaste a  mais com o ministro Sérgio Moro e uma forte reação na cúpula da Polícia Federal.
    Nos Estados, superintendentes ameaçaram renúncia coletiva, uma carta foi divulgada sobre a ameaça à autonomia que a Polícia Federal precisa ter.
    A PF anunciou o nome de Carlos Henrique Oliveira Sousa, atual superintendente em Pernambuco, para o posto no Rio, mas Bolsonaro queria outro delegado para a função.
    O presidente, aparentemente, cedeu e aceitou o nome de Carlos Oliveira de Souza, apresentado pela direção geral e sancionado pela corporação.
    A reação da cúpula ameaçando renúncia coletiva se o presidente levar adiante sua ameaça de substituir o diretor geral Mauricio Valeixo, indicado por Sérgio Moro.
     

  • Chamuscado na crise amazônica, Bolsonaro evita ampliar atrito com Moro

    O ministro da Justiça, Sergio Moro, tem ouvido de aliados e amigos conselhos para sair do governo enquanto é tempo. Traduzindo: chutar o balde e demitir-se com o discurso de que Jair Bolsonaro abandonou as promessas de combate à corrupção.
    Seria uma forma de Moro, seguidamente desautorizado e atropelado no governo, sair com a imagem menos chamuscada, garantindo um emprego que lhe dê visibilidade política – o secretariado paulista de João Dória.
    A leitura hoje em Brasília é de que situação de Moro se resolve nos próximos dias, sobretudo à luz da decisão presidencial sobre os vetos à Lei do Abuso de Autoridade. Se Bolsonaro concordar em vetar vários artigos e desidratar a matéria, como recomenda o ministro, as aparências podem ser salvas na Justiça e Moro vai ficando.
    Caso contrário, ou seja, se o presidente vetar apenas o artigo relativo ao uso de algemas e pouca coisa mais, Moro terá que pegar o boné e se retirar. Há quem diga que ele já pavimentou esse caminho nos últimos dias nos ofícios que mandou ao colega Paulo Guedes reclamando que os recursos destinados à pasta no orçamento de 2020, que será mandado ao Congresso até o fim do mês, inviabilizam o trabalho na segurança pública.
    Entre a cruz e a caldeirinha, já que o Congresso prepara represálias a eventuais vetos na Lei do Abuso, Bolsonaro ainda não se decidiu. Mas o mais provável, segundo assessores, é que ele ceda a Moro para evitar o desgaste de ver o ministro sair atirando de seu governo. Apesar de desgastado com a Vaza Jato, o ex-juiz ainda conserva popularidade e pode provocar um estrago.
    Até porque a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira confirma a acelerada perda da popularidade presidencial nesses oito meses. A avaliação negativa do governo já beira os 40% – um acréscimo de 20 p.p de fevereiro para cá. A avaliação positiva  caiu quase 10 p.p, de 38,9% para 29,4%. A esta altura, somada à crise amazônica, uma eventual demissão de Moro seria desastrosa para Bolsonaro.
    (Helena Chagas/Divergentes)